Volta a subir o número de brasileiros que trabalham sem carteira assinada

Publicado em terça-feira, outubro 27, 2015 ·

carteira-de-trabalhoA crise econômica está deixando marcas no mercado de trabalho.

Conseguir um emprego formal com carteira assinada. Antes da crise isso não era um grande problema, mas agora virou um desafio. Com a queda na atividade econômica, mais e mais brasileiros estão ficando sem o trabalho formal.

Em setembro, a taxa de desemprego medida pelo IBGE atingiu 7,6%, bem mais do que no ano passado. Se o emprego formal tá caindo, o informal vem aumentando desde 2014. Foi o que constatou o Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada do Governo Federal.

No primeiro semestre de 2015, a informalidade ficou, na média, em 44,5% – um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Atingiu mais homens do que mulheres, principalmente os mais escolarizados, com ensino médio completo, e os mais jovens, com menos de 25 anos de idade. Gente que, fora do mercado com carteira assinada, perde os direitos trabalhistas garantidos por lei.

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“Quem está dentro está bem protegido, mas quem está fora, numa situação de crise, fica mais difícil entrar pra essa rede de proteção – e aí, acaba tendo o emprego eventualmente até mais precário mesmo”, afirmou o economista Eduardo Zylberstajn.

Não é difícil a gente ver na rua o reflexo da crise econômica no emprego. A Avenida Paulista, nos últimos meses, vem ganhando novos personagens. Na banda mostrada no vídeo, dos três integrantes, dois ficaram recentemente desempregados.

O baixista Renan é, na verdade, analista de marketing. Perdeu o emprego no começo do ano e até agora não conseguiu outro trabalho formal.

“O mercado traz muito mais segurança, traz uma base pra você, mas a gente tem que arrumar uma forma de sobreviver, a gente tem que arrumar uma forma de manter a moeda entrando e girando dentro do nosso próprio bolso”, disse Renan Campos, analista de marketing.

Vitor, o guitarrista, é técnico de som. Três meses atrás, trabalhava numa metalúrgica.

“A gente acaba levando um pouco de dinheiro pra casa ainda, pra poder pagar alguma conta, alguma coisa assim”, contou Vitor Mulinário, técnico de som.

Vanessa é contabilista. Há dois anos tenta, tenta mas não consegue um trabalho na área. Virou chapeira de uma barraca de sanduiches.

JN

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