Vítimas de exploração sexual contam suas histórias na Bienal

Publicado em segunda-feira, Abril 21, 2014 ·

livroNo livro, os participantes narram como conseguiram sair da situação exploração e entrar para o mercado de trabalho, por meio da educação e do apoio psicológico oferecidos pelo programa. São donos de histórias vitoriosas, sobreviventes das periferias e que, em sua grande maioria, nasceram e cresceram em moradias precárias, em famílias que vivem na pobreza extrema e enfrentam os males causados pelas drogas e outras formas de violência.

Para o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, ao mesmo tempo em que os relatos impressionam, revelam a coragem admirável desses jovens. “É muito gratificante ler esses depoimentos e saber que eles estão caminhando para a cidadania e que não farão parte das alarmantes estatísticas de violência entre os jovens brasileiros”, afirma.

Fernanda Prado, técnica do Museu da Pessoa, visitou 19 cidades onde o programa é desenvolvido e revelou que não tinha a dimensão exata do que era o ViraVida até começar as visitas. “A cada entrevista, uma série de sensações e histórias me invadiam. Não há como não se emocionar ao sentir na pele a dureza delas. A dureza no conteúdo e o poder do olhar desses jovens. Um olhar que traduz no seu brilho intenso a resiliência, a força de cada um deles para lidar com a luta diária para sobreviver a cada novo dia”, disse.

Para ela, as histórias de vida coletadas vão contribuir muito para a sensibilização e o enfrentamento da violência sexual no país. “É uma forma muito humana de mostrar esse problema”, completa.

Criado em 2008 pelo Sesi, o programa já atendeu mais de 4 mil jovens de 16 a 21 anos, que sofreram abuso ou exploração sexual. O ViraVida oferece educação continuada, capacitação profissional e atendimento psicossocial, médico e odontológico em 20 estados brasileiros.

Da Redação em Brasília
Com informações do Sesi

 

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