Vereador campinense cobra do poder público a construção do aterro sanitário do município

Publicado em quinta-feira, dezembro 15, 2011 ·

NelsonO presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Nelson Gomes, disse está muito preocupado com a demora na construção do aterro sanitário de campina Grande e com a extinção do lixão na Alça Sudoeste.

Para tanto ele apresentou requerimento na Câmara Municipal solicitando ao prefeito do Município, Veneziano Vital do Rego, as providências com urgência para agilizar a construção do aterro sanitário de Campina Grande.

O lixão de Campina Grande foi apontado pela Infraero como um dos principais problemas enfrentados pelo aeroporto João Suassuna, em decorrência da presença de animais no local, pondo em risco a aviação. O problema é muito sério e merece toda a atenção possível das autoridades municipais e de outros setores governamentais. Faz-se necessário que se apresse as soluções que o problema exige.

Segundo o site www.lixo.com.br um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.

Já o aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.

Assessoria de Imprensa para o Focando a Notícia

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