Vendedor descobre pela quinta vez que já ‘está morto’

Publicado em terça-feira, Abril 3, 2012 ·

Um caso muito curioso está chamando a atenção na cidade de João Pessoa. Um homem descobriu pela quinta vez que está morto.

Tudo começou quando o vendedor, Fabrísio da Silva Pinheiro, 37 anos, deu entrada no ano de 2000 para retirar às parcelas do seguro desemprego. Ele teve um susto ao saber que já tinha falecido e só recebeu dinheiro após conseguir um nada consta.

e lá pra cá, o caso raro vem se repetindo toda vez que Fabrísio precisa recorrer ao Ministério do Trabalho para receber o benefício do INSS após deixar as empresas por onde tem trabalhado.

“Isso parece engraçado. Até levo na esportiva, mas, é muito constrangedor”, revelou o vendedor em entrevista concedida ao MaisPB.

Fabrísio conta que teme que o ‘grave problema’ venha prejudicá-lo mais adiante, quando ele precisar reivindicar a aposentadoria. Ele pensa entrar com ação contra o INSS para que a situação seja resolvida de forma definitiva.

Em tom de desconcentração  e ao mesmo tempo demonstrando sofrimento por causa da inusitada situação, o  vendedor até brica do caso: “Certa vez, teve gente que correu com medo ao puxar minha ficha de falecido”.

Fabrísio acredita que o problema pode ter surgido a partir de um período onde ele ficou afastado do serviço por causa de uma cirurgia no joelho esquerdo em 1998. “O INSS pode ter liberado um código errado, pois, o próprio órgão reconheceu a possibilidade da falha”, lembrou.

A atendente da Delegacia do Trabalho em João Pessoa, Mariana André, revela que durante todo o tempo que trabalha no órgão federal nunca viu algo parecido.

“Toda vez que vem dar entrada num processo ele já sabe que vai dar o problema. Isso só acontece com ele, nunca vi algo igual”, disse.

Mariana recomenda que o vendedor procure o INSS, pois, segundo ela, a Delegacia do Trabalho só trabalha com as informações que o sistema de dados do INSS envia. “Ele deve entrar com um processo administrativo, pois, isso pode dar problema na aposentadoria”, orienta.

Ela explicou que, no caso de notificação de falecimento, os recursos do seguro desemprego ficam bloqueados.

Roberto Targino – MaisPB

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