Vencedora do “Troféu Mulher Imprensa”, Ana Paula Rodrigues comemora sua 1ª premiação

Publicado em sábado, Fevereiro 23, 2013 ·

Em sua 9ª edição, o Troféu Mulher Imprensa, idealizado pelo portal e revista IMPRENSA, em parceria com a Maxpress, elegeu neste ano 15 vencedoras em categoria divididas entre telejornalismo, jornalismo impresso, rádiojornalismo, assessoria de imprensa, webjornalismo e fotojornalismo. Os internautas do portal IMPRENSA votaram em suas favoritas entre 15/01 e 15/02.

 

Na categoria “Ãncora de Rádio”, a vencedora foi Ana Paula Rodrigues, na Rádio SulAmérica Trânsito com 34,566% dos votos válidos na mídia Rádio. Ana Paula começou sua carreira em televisão, atuando como pauteira, produtora, editora, repórter e apresentadora, mas foi no rádio que se destacou. Há seis anos na SulAmérica Trânsito, a jornalista contrariou a expectativa da família ao escolher a profissão e conta que o prêmio é um incentivo para crescer ainda mais.

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Crédito:Divulgação
Ana Paula Rodrigues, da Rádio SulAmérica Trânsito, vencedora do “Troféu Mulher IMPRENSA”
IMPRENSA – Qual importância de ganhar um prêmio como esse?

ANA PAULA RODRIGUES – Para mim é muito importante porque é meu primeiro prêmio, nunca tinha sido nem indicada a nenhum outro antes. Eu sou apresentadora há quase seis anos, é tudo muito novo pra mim. É impulso para trabalhar cada vez mais e melhorar cada vez mais. Encaro como um incentivo não só para o meu crescimento, mas como um incentivo mesmo.

Você começou sua carreira no rádio?

Não, comecei na TV. Eu fiquei quase seis anos na TV Gazeta e vim pro rádio começando na SulAmérica, hoje eu estou na Sulamérica e na BandNews. Ainda na faculdade cheguei a fazer estágio na Rádio Universitária, mas foi muito curto. Na TV eu fui tudo na verdade, fiz pauta, edição, fechamento, reportagem e apresentação.

Quando decidiu ser jornalista e por quê?

Eu decidi quando eu era criança, foi mais uma cisma e fui atrás disso até o fim. Tentei fazer outras coisas antes. Já fui bancária, fiz um curso diplomático… Sabe quando você está no comecinho da faculdade e tenta ir pra outras áreas? Eu tentei outras coisas, mas jornalismo de fato era o que eu queria, porque eu me identifiquei muito com a profissão. Acho que o papel do jornalista é muito importante, sempre gostei muito de assistir telejornais, ouvir rádio, ler jornal e acho que por isso mesmo eu fui me apaixonando pela profissão muito cedo.

Você sempre teve apoio da sua família?

Não, pelo contrário. Minha família nunca quis que eu fosse jornalista e não tem nenhum na família, mas meus pais conhecem famílias que têm e é um mercado muito difícil de conseguir um contrato bom, salário bom, e meus pais sempre foram contra por isso, mas nunca tentaram me impedir e hoje eles se acostumaram com isso.

O que é mais legal do rádio?

O contato com o ouvinte, não tenho dúvida. É uma coisa muito apaixonante, porque principalmente na SulAmérica a gente dá muito espaço para o ouvinte e ele é parte da programação. O imediatismo também é muito bacana, de algo acontecer e você rapidamente conseguir levar ao ar, sem depender de tanta tecnologia, tanta preparação, como a TV exige, por exemplo.

Qual o papel da mulher hoje no jornalismo?

Acho que é o mesmo espaço do homem hoje. Aqui na Band a gente tem muitas redações com mulheres em cargos de chefia, em cargos importantes, então acho que a gente está no mesmo nível dos homens. Não deve ser nem mais observado como algo diferente, está muito nivelado já.

Algum momento sofreu discriminação pelo fato de ser mulher?

Felizmente não. Nunca sofri nenhum tipo de preconceito. Acho que talvez seja mais difícil para mulheres que trabalham em áreas que sempre foram mais dos homens, talvez nas editorias de esporte, política.

Teve alguém que contribuiu para sua carreira ou uma mulher que tenha sido inspiradora?

É difícil dizer, porque eu sempre me inspirei em muitos profissionais que a gente lê, ouve, assiste e por isso eu procuro acompanhar o trabalho de bons jornalistas, não só de fora do meu ambiente de trabalho, porque eu trabalho com muita gente boa e eu procuro observar muito bem para poder absorver e aprender alguma coisa com elas também. Uma delas, desde o começo da faculdade, é o Caco Barcellos. Nunca tive vontade de fazer TV, mas comecei a acompanhar o trabalho dele mais de perto quando eu li o Rota 66, um livro que me marcou bastante. Ele tem uma simplicidade de texto, que é uma coisa que eu gosto bastante.

Qual o foi o destaque da sua carreira em 2012?

Difícil pensar, porque o jornalismo como um todo da SulAmérica me deu muito espaço no ano passado porque teve uma mudança de período: eu apresentava à noite e passei para o horário da manhã, que é o mais importante do rádio e acho que isso me deu bastante destaque. E teve alguns momentos que foram muito importantes. Só pra citar um caso, que até hoje comentam muito, foi o de uma grávida que entrou em contato com a gente na rádio, pedindo auxílio porque ela estava no meio de uma manifestação e precisava chegar no hospital. Repercutiu bastante entre os ouvintes.

O que espera que o prêmio traga pra sua carreira?

Eu espero que traga cada vez mais oportunidades e vontade de continuar fazendo o que eu já faço hoje. Eu sou uma pessoa muito apaixonada pelo meu trabalho, trabalho inclusive o dia inteiro, são dois empregos, 14 horas por dia, e tudo bem porque eu gosto muito do que eu faço, de rádio, de ficar no ar. Espero que o prêmio traga amadurecimento e é isso que eu espero que aconteça sempre: não pare nunca de aprender porque senão a coisa perde a graça.
Camilla Demario

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