Turmalina da Serra: Preciosidade Nordestina no quintal da cachaça

Publicado em quarta-feira, Janeiro 14, 2015 ·

Começa a render bons frutos a visita dos meninos do Quintal da Cachaça aos engenhos nordestinos. A primeira cachaça de 2015 para os assinantes do clube vem da Paraíba e é praticamente uma homenagem ao nordeste brasileiro. Sim, porque não é fácil encontrar a boa cachaça produzida por lá nos grandes centros consumidores. Os motivos são vários: alta carga tributária, dificuldades em encontrar um bom distribuidor ou representante, alto custo de transportes, enfim, nada é fácil para o produtor que está fora do eixo Rio-SP-MG.


Quintal da Cachaça e Turmalina da Serra: mais histórias para colecionar
Talvez esta seja a maior conquista da cachaça de janeiro do Quintal da Cachaça. A outra, sem dúvida, é colocar na mesa do assinante aquilo que a gente vem falando aqui: a qualidade sensorial de um dos grandes berços da cachaça. Thiago Tavares e Giuliana Wolf beberam literalmente na fonte do que oferecem este mês. A cachaça Turmalina da Serra é uma das dezenas produzidas em uma microrregião que se notabiliza por esta vocação etílica. A história de Areia, que fica a menos de 140 km da capital paraibana é contada resumidamente no cartão postal que acompanha a dupla de long necks embalada cuidadosamente na caixa do quintal. Tal qual Paraty, a exuberância de canaviais já fez com que a localidade tivesse pelo menos 120 engenhos. Hoje, reduzidos a 30, eles seguem firme na vocação de produzir somente o que é bom.


Turmalina da Serra: versões em freijó e jequitibá agradam em cheio
Turmalina da Serra faz parte deste cardápio. A branca do mês nem está tão branca porque nesta remessa o freijó passou o tom quase acinzentado da madeira para a bebida, o que não é muito comum. Mas o resultado desta “conversa” entre madeira e cachaça é tão positivo, que se prender a este detalhe é quase que um pecado. O freijó é uma madeira que dá fácil no norte e nordeste do país. Vem desta facilidade o uso em larga escala na região. O desafio dos produtores é utilizar a mesma madeira e fazer uma cachaça diferenciada. O Engenho Cachoeira, de onde sai a Turmalina da Serra, acertou a mão.


Tumalina da Serra: a elegância de um rótulo
Outra boa surpresa é a versão em Jequitibá. A cachaça praticamente só dorme no barril. Quatro meses nem são o suficiente para que ela receba a coloração, que nem costuma ser muito forte. Mas é, de novo, na boca que a cachaça responde e bem! No retrogosto, aquele tom de especiarias nordestinas levam o apreciador a uma viagem pelos engenhos. Sabe aquele gosto da casca da cana-de-açúcar, quando consumida in natura? Então, ele está lá. ainda bem!!!


Rolhas na Turmalina da Serra. Prove no dia seguinte e me conte
Um ponto mais do que positivo para o Quintal da Cachaça foi a sacada de colocar rolhas na embalagem. Como a garrafa ainda vem com a tampa de lata, as rolhas vão te ajudar a prolongar a experiência. Aliás, tente uma coisa que fiz aqui. No primeiro dia, apenas prove a bebida. Lá pelo terceiro dia volte às garrafinhas. Você vai observar que as cachaças deram aquela decantada e sua viagem sensorial vai, certamente, encomendar uma nova passagem!!! Saúde!!!

 

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