Trabalhadores portugueses exigem política de esquerda e soberana

Publicado em domingo, Fevereiro 9, 2014 ·

Portugal

Marcha de protesto da CGTP-IN em Lisboa, com milhares de participantes, no Dia Nacional de Lutas, em 1º de fevereiro.

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) saudou as lutas realizadas mais recentemente e valorizou os seus resultados, mas exortou os trabalhadores a manterem e intensificarem a resistência, tanto durante o mês de fevereiro (por aumentos salariais e pela satisfação de outras reivindicações laborais e sociais) como na semana de luta e protesto que vai realizar-se a partir de 8 de março.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
Além disso, a confederação instou os portugueses a manterem-se em luta também na ação por “trabalho digno com direitos”, na semana de mobilização que deve culminar no Dia Nacional da Juventude.

No prosseguimento da luta, a central destaca as comemorações populares dos 40 anos do 25 de Abril (da Revolução dos Cravos, de 1975, que derrubou a ditadura) e do 1.º de Maio em liberdade. E avança, desde já, que as eleições para o Parlamento Europeu terão que ser também um momento para exibir o “cartão vermelho” aos executores de uma política que, na União Europeia e em Portugal, “inferniza a nossa vida e hipoteca o desenvolvimento do país”.

A mensagem político-sindical do dia nacional de luta ficou expressa na intervenção de Arménio Carlos e dos dirigentes distritais da CGTP-IN e numa resolução, ratificada pelos participantes nas manifestações. O foco central de diversas mobilizações em Portugal tem sido a política de direita do governo de Pedro Passos Coelho, em sintonia com o plano da troika Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional de corte dos gastos públicos (sobretudo sociais), enquanto beneficia grandes grupos.

A degradação das condições de vida, o agravamento das desigualdades, a exigência de melhores salários e de emprego com direitos, a determinação de não abandonar a luta foram igualmente bem visíveis nas palavras de ordem gritadas por todo o país, nas faixas e nos cartazes exibidos nas ruas e praças e nos sinais de compreensão e solidariedade de muitos dos que, no sábado passado, ainda ficaram só vendo os manifestantes passarem.

É necessário unidade

“O momento que vivemos exige a união de esforços e vontades, para defender os nossos interesses de classe, nesta luta, que não pára, pela defesa dos nossos direitos e da nossa dignidade e pela construção de um Portugal de progresso e justiça social”, salientou Arménio Carlos, na Praça dos Restauradores, para onde desfilaram, desde o Cais do Sodré, milhares de trabalhadores dos distritos de Lisboa e Setúbal.

Contrariando constantes e insistentes pressões e manobras de sentido inverso, o secretário-geral da CGTP-IN sublinhou que “a ação do movimento sindical que somos – um movimento sindical dos e para os trabalhadores, dos jovens (com e sem vínculo laboral precário), dos desempregados, das mulheres, dos pensionistas e aposentados – implica o alargamento e a intensificação da luta, a partir dos locais de trabalho, de resposta aos problemas concretos e imediatos, para abrir caminho à construção de uma verdadeira alternativa, de esquerda e soberana, forçar a derrubada deste governo e a convocação de eleições antecipadas para acabar com a política de direita.”

Com informações do jornal comunista português Avante!

Comentários

Tags : , , , , ,

REDES SOCIAIS













ARTICULISTAS
Ramalho Leite
Karlos Thotta
Padre Bosco





INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627