‘Teste da linguinha’ vira motivo de polêmica entre profissionais na Paraíba

Publicado em domingo, dezembro 6, 2015 ·

Foto: Divulgação
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Pediatras estão condenando o teste da linguinha e a posterior cirurgia em recém-nascidos quando há alteração no frênulo, membrana que une a língua ao assoalho da boca. Os defensores argumentam que é necessário, porque pode prevenir problemas na amamentação e na fala. A solução está num corte simples na membrana. Já quem condena, garante que o teste é desnecessário, e que a cirurgia corretiva expõe o bebê a complicações. A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia informou que o percentual de nascidos com o problema nos serviços de saúde varia de 4% a 25%, mas não há parâmetro nacional, porque a metodologia não é padronizada.

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O pediatra Cláudio Orestes Brito Filho, presidente Sociedade Paraibana de Pediatria, destacou que o problema na membrana não causa tanta interferência como está sendo colocado. “O que estão afirmando é que o freio da língua curto pede um procedimento cirúrgico, mas isso nem sempre é necessário e pode ter consequências”, alertou.

Segundo o médico, a incisão pode demorar a cicatrizar. E mais, há o risco de ocorrer dificuldade de alimentação.

“Quando uma criança nasce, não dá para avaliar, porque a língua tem uma musculatura forte. Com o tempo, é possível detalhar a capacidade de estiramento, mas só a partir de um ano, quando começa a falar normalmente”, esclareceu. Ele disse ainda que, na maioria dos casos, um com fonoaudiólogo poderia resolver. “Não é um teste recomendado. É um erro cortar com bisturi a língua do bebê”, acrescentou a pediatra Valderez Araújo.

Lucilene Meireles /Correio da Paraiba

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