Técnicos da UEPB cobram reposição salarial à reitora Marlene Alves

Publicado em sexta-feira, Janeiro 27, 2012 ·

Reitora Marlene Alves, da UEPB
Reitora Marlene Alves, da UEPB

Os servidores técnicos administrativos da Universidade Estadual da Paraíba estão protestando contra a situação vivida por eles na instituição. Em correspondência dirigida à professora Marlene Alves Luna, assinada por Alexis Cotta. Mat. n° 202.092-1, do Campus II – UEPB se pode ler na íntegra o seguinte, ele cobrando a reposição salarial da categoria:

Vimos, por meio desta carta, expor e suplicar o seguinte:

À magnífica reitora da UEPB, profª. Marlene Alves de Sousa Luna

01. Que Vossa Magnificência atenda os anseios de uma categoria que faz a UEPB, os Técnicos Administrativos, com relação à nossa reposição salarial e outras questões que necessitam ser discutidas e resolvidas, precisamos de uma resposta! Tal medida foi tomada como forma de explicitar um descontentamento que tem tomado conta de grande parte dos Técnicos Administrativos desta Instituição.

02. Apenas neste mês de janeiro, por três vezes foi marcada audiência entre o nosso SINTESP-UEPB e essa respeitável Reitoria, e por três vezes a audiência não ocorreu, sem que nos fosse dada uma explicação plausível e justa para tais cancelamentos. A pauta da audiência, segundo o site do Sindicato, “o reajuste salarial para 2012 e a reposição de 2011, além de solicitado um local para instalar a nova sede do Sindicato, pois a atual está em péssimas condições”.

03. Pela enésima vez, Vossa Magnificência, outrora também sindicalista, simplesmente ignora o nosso Presidente Raminho, refletindo esta atitude, por conseguinte, a todo o corpo Técnico Administrativo. Apenas recordando, ano passado foi cogitado por toda a Direção do SINTESP e os presentes numa Assembleia Geral, a realização de uma verdadeira campana de fronte à Reitoria para que fôssemos pelo menos ouvidos em audiência, face os reiterados ‘desdéns’.

04. Essa atual gestão costuma, em seus discursos, se auto intitular genitora do corpo Técnico Administrativo, porém várias de suas ações não ratificam tal adjetivo, afinal uma mãe não deve tratar com diferenciação seus rebentos:

4.1 A começar de 2007, quando da publicação do nosso PCCR (Lei 8.442/07), a Direção do SINTESP-UEPB (inclusive colegas que participaram efetivamente da elaboração do mencionado Plano)‘foi pega de surpresa’, fato esse relatado em Assembleia Geral, com as alterações em várias partes da mencionada Lei, imputando grave prejuízo para nossa classe.

4.1.1 Ficou alterado nesta Lei, por exemplo, que a nossa progressão por tempo de efetivo exercício se dá a cada 4 anos e a referência salarial acrescendo em 6%, enquanto os professores têm progressão a cada 2 anos e a referência em 8%. Com isso, para atingirmos o topo da carreira temos que trabalhar 60 anos, enquanto os professores 30. A alteração especificamente deste §1º do art. 11 do PCCR prejudicou todo o Corpo Técnico, e principalmente os que tinham mais tempo atuando como servidores da Instituição, pois ao ser realizado o reenquadramento, ao invés de serem reenquadrados nos últimos níveis de referência ficaram na metade do caminho, resultado: aposentados com perda expressiva em seus proventos, um desrespeito a quem dedicou anos de sua vida na construção desta Universidade, sem os quais esta Academia não chegaria aos patamares atuais.

4.1.2 Para ficar apenas em mais um exemplo dentro do PCCR: enquanto a gratificação do Mestrado para o Técnico Administrativo é de 20%, a gratificação do Mestrado para o Professor é de 60%; o Doutorado para Técnico é de 30% – para o Professor é de 110%;

4.2 não é apenas em nosso PCCR que recebemos esse tratamento, pode-se observar a predileção dessa Administração noutros atos: as entidades classistas como ADUEPB(Associação dos Professores); DCE(Diretório Central dos Estudantes); e o SINTESPB(Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior da Paraíba) não possuem estruturas dignas para funcionamento; apenas a ADUEPB que com recursos próprios, mantém uma boa sede  que está  instalada na Faculdade de Administração da UEPB, no Centro da Cidade, enquanto nosso SINTESP-UEPB, mesmo após mais de sete anos desta gestão,ainda implora por uma audiência para, também, conseguir um espaço dentro da Universidade que ajudou a construir.

A situação faz lembrar até certa música:
“Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição…
…Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar”

05.  Outra questão, numa Universidade onde há carência de professores efetivos em sala de aula, há exclusividade dos mesmos em concorrer a cargos comissionados eletivos puramente administrativos, como Diretor de Centro. Porque os Técnicos Administrativos não podem concorrer aos cargos mais qualificados e de maior referência? Não falamos aqui nem quanto aos cargos de Pró-Reitor, Diretor de Centro, Chefias e Coordenações de Cursos, porque entendemos serem mais voltados para docência.

06. Noutro aspecto, é certo que esta Universidade cresceu muito com a atual Administração. Somos, hoje, oito Campi, temos um orçamento anual de 284 milhões, possuímos cerca de 1.200 professores, 800 técnicos, milhares de alunos, enfim, uma comunidade acadêmica com mais de 20.000 integrantes. Deixamos de ser celetistas, passamos a ser estatutários, conquistamos nossa tão sonhada autonomia administrativa e financeira. Somos um profícuo celeiro do saber, disseminador do cultivo e domínio da ciência. E congratulamos os docentes e técnicos decanos que construíram esta grande e forte Academia, a Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, capitaneados por essa mesma Magnífica Reitora a quem nos reportamos.

07. Há, sim, elogios muitos a se fazer a Vossa Magnificência, mas não podemos nos furtara criticar e reclamar o que deve ser reclamado, há correções a serem feitas, o que está bom pode e deve ser melhorado.

08. Existem direitos líquidos e certos (inclusive com parecer favorável da própria Administração) sendo desrespeitados, como, por exemplo, os adicionais por periculosidade ou insalubridade, cujos pedidos foram, simplesmente, todos suspensos, pela simples alegação de que “algumas solicitações foram realizadas de forma equivocada”, ora, então que se suspenda apenas estas solicitações e não a todas. Estamos esperando há anos, e não há dias, a regularização dessa situação. Por quanto tempo mais teremos que esperar uma atitude da Reitoria? Teremos que aguardar chegar mais próximo ainda do mês de maio, o Mês das Mães? Mais próximo das eleições para Reitor? Defendemos a proposta da ADUEPB de CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE DE VIVÊNCIA PARA AS TRÊS ENTIDADES – Um reconhecimento as grandes conquistas e apoio dessas entidades.

09.  Magnífica, R$ 300,00 ou R$ 400,00 a menos na remuneração de um servidor é muito sacrificante. Com essa subtração, o servidor deixa, por exemplo, de ter um plano de saúde para família, deixa de adquirir bens, tais como um imóvel melhor, ou um carro mais confortável, termina por ser obrigado a contrair empréstimo bancário caríssimo. O prejuízo é ultrajante, mesmo que venha a ser pago depois, inclusive o retroativo, o desequilíbrio experimentado no orçamento familiar perdurará por anos.

À vista de todo o exposto, Magnífica Reitora, Profª. Marlene Alves de Sousa Luna, vimos SUPLICAR que seja, com a maior brevidade possível, marcada audiência com nosso Presidente do SINTESP-UEPB, Sr. Severino do Ramo, e nossa Comissão Provisória de Negociação Salarial, para dirimir as questões por demais delineadas – sede para nosso Sindicato, tratar sobre data base, dizer se vai cumprir (quando) ou não (justificar o motivo por escrito, oficialmente, evitando qualquer onda de boatos) o acordado ano passado, e dar um posicionamento a respeito do leque de reivindicações que lhe foi entregue no início de dezembro último. Queremos respostas e direcionamentos, cansamos de esperar!

Lagoa Seca, Paraíba, 27 de janeiro de 2012.

Atenciosamente,

Alexis Cotta. Mat. n° 202.092-1.
Campus II – UEPB.

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