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Ministério da Saúde declara fim da emergência em saúde pública por zika e microcefalia

Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya (Foto: Felipe Dana/Arquivo/AP Photo)

Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (11), o fim da emergência nacional em saúde pública por zika e microcefalia no Brasil. O governo tinha declarado a situação de emergência em novembro de 2015, quando foi notado um aumento incomum dos casos de microcefalia no Nordeste. A malformação foi, posteriormente, relacionada à infecção pelo vírus da zika.

Segundo a pasta, o fim da emergência ocorre devido à queda no número de casos de zika e microcefalia no país. Do início do ano até 15 de abril, foram registrados 7.911 casos de zika no país, o que representa uma redução de 95,4% em relação a 2016. Na mesma época do ano passado, havia 170.535 casos da doença.

Em 2017, foram confirmados 230 novos casos de microcefalia e 2.837 casos suspeitos continuam sob investigação. Ao todo, desde o início da emergência em saúde, em novembro de 2015, o Ministério da Saúde recebeu 13.490 notificações de casos suspeitos de microcefalia, dos quais 2.653 foram confirmados.

No primeiro ano da emergência – desde o início da emergência até o fim de 2016 – o país teve 2.205 casos confirmados de bebês afetados, de um total de mais de 10 mil notificações de suspeitas. Além disso, 259 mortes de fetos e recém-nascidos tiveram a confirmação de relação com o vírus nesse período.

De acordo com o governo, o Brasil “não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência”, que são: impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado e se há risco de propagação internacional.

Redução de casos de arboviroses

Nos primeiros meses de 2017, até o dia 15 de abril, o Brasil registrou 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika. Somadas, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti tiveram uma redução de 88,9% no número de casos em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados são de boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde.

 G1

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Cientistas criam método mais rápido e barato para detectar zika

Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver um teste mais rápido e barato capaz de detectar o vírus da zika em mosquitos e em amostras humanas. Além de ser uma alternativa para diagnosticar pacientes no futuro, o método pode desempenhar um papel importante no monitoramento da chegada do vírus a novas regiões do mundo.

A pesquisa, liderada por pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, usou um método chamado LAMP (sigla para amplificação isotérmica mediada por loop, em inglês).

A brasileira Tereza Magalhães, pesquisadora da Universidade do Estado do Colorado e uma das autoras do estudo, explica que o teste desenvolvido é parecido com um outro método atualmente utilizado na detecção de zika chamado RT-PCR (sigla para reação de transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase). Esse teste amplifica o material genético do vírus presente na amostra para que ele se torne detectável. Trata-se de um teste caro, de alta complexidade que exige profissionais treinados e laboratórios especiais.

“É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância”

O método LAMP também detecta o material genético do vírus, porém sem a necessidade de equipamentos sofisticados, materiais purificados e temperaturas distintas. Além disso, os resultados podem ser visualizados a olho nu por mudanças de cor. “Tudo isso facilita imensamente a realização do teste e minimiza bastante o custo e o tempo em comparação à PCR”, afirma Tereza.

“Com o LAMP, você não precisa da sofisticação de uma máquina”, diz o professor Joel Rovnak, um dos autores do estudo. Isso tornaria o método mais viável em países em desenvolvimento atingidos pelo vírus. Segundo os pesquisadores, o teste seria importante para determinar políticas públicas de prevenção em locais onde fossem identificados mosquitos infectados, mesmo antes de surgirem casos em humanos.

Mosquitos e amostras humanas

De acordo com Tereza, o teste teve resultados excelentes em amostras de mosquitos e em amostras biológicas humanas artificialmente inoculadas com zika. O método também teve sucesso em testes de amostras de pacientes do Brasil e da Nicarágua. Porém neste caso, segundo Tereza, os resultados foram melhores quando foi utilizado o RNA purificado do vírus, em vez de amostras sem purificação. É possível que o teste tenha de ser aprimorado especificamente para cada tipo de amostra, como de sangue, sêmen, saliva ou urina.

Hoje, o teste está sendo aplicado em amostras de mosquito coletados em campo e também em novos pacientes infectados com o vírus da zika. “É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância, se houver interesse” afirma Tereza.

A pesquisadora lembra que o diagnóstico de zika ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente por causa dos sintomas muito parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Poucos serviços realizam os testes moleculares através de RT-PCR, devido à complexidade do método. E os testes sorológicos, que detectam os anticorpos contra o vírus, são problemáticos por terem altos índices de reação cruzada com outros vírus transmitidos por mosquitos, especialmente o da dengue.

“A verdade é que o diagnóstico para essas arboviroses representa um grande problema e desafio para o Brasil que merece muito, mas muito mais atenção”, diz a pesquisadora.

Vírus africano x vírus asiático

O novo teste também é capaz de distinguir se o vírus é da linhagem africana ou asiática. A comunidade científica acredita que o vírus asiático – que chegou ao Brasil vindo da Polinésia Francesa e, a partir daqui, se espalhou pelo mundo – seja mais perigoso e tenha uma associação mais forte com o surgimento de casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas. Daí a importância de se distinguir qual a linhagem presente em cada região.

G1

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Teste rápido para detecção do vírus Zika é incluído na tabela do SUS

zikaO Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), na página 78, a inclusão do exame do teste rápido para identificação de Zika vírus na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ficou definida a distribuição de 3, milhões de testes para Estados e Municípios.

Segundo a publicação, o teste é sorológico e não necessita de estrutura laboratorial para ser realizado.

Com base nos últimos dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado contabilizou 25 casos de infecção pelo Zika vírus entre o período de 3 de janeiro e 11 de março deste ano.

portalcorreio

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Grávidas devem usar preservativos em tempos de zika vírus, dizem especialistas

gravidaA administradora de empresas Karine Suzuki, de 24 anos, está com 27 semanas de gestação. A gravidez foi planejada e, por isso, questionou seu obstetra dos riscos de se fazer isso bem quando a zika ainda é um dos temas que mais preocupam as autoridades. O profissional a tranquilizou, já que ela mora em São Paulo, mas fez recomendações que todas as grávidas devem seguir: sempre usar repelente e preservativos.

A relação entre o vírus e o sexo começou a preocupar especialistas no início de 2016, quando uma mulher nos Estados Unidos, onde não havia a presença do mosquito Aedes aegypti, foi diagnosticada com a doença após o marido voltar de uma viagem a uma área de contaminação por zika. A transmissão teria sido feita sexualmente , e a preocupação com as grávidas surgiu na mesma hora.

O problema é que a infecção, quando transmitida para o feto, pode causar graves problemas neurológicos, s endo o mais conhecido a microcefalia . O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda mulheres gestantes sempre usarem camisinha ao fazer sexo. A orientação é a mesmo do Ministério da Saúde brasileiro, que ressalta que o uso do preservativo feminino ou masculino é recomendado não apenas para evitar a possível transmissão sexual da zika, mas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis também.

“O Ministério da Saúde recomenda fortemente a inclusão do pai ou parceiro no acompanhamento pré-natal (pré-natal do parceiro) reforçando sua corresponsabilizade na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e promovendo seu envolvimento com a gestação, o parto e o cuidado com a criança,” diz ainda a pasta em resposta ao portal iG .

Gravidez planejada

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis
Shutterstock

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

O médico geneticista Dr. Ciro Martinhago afirmou que a procura por reprodução humana caiu, em média, 30% por causa da epidemia de zika. “Diferente da dengue, que a mãe corre risco até de morte por possíveis hemorragias, a zika não compromete a saúde do pai ou da mãe, mas gera um efeito catastrófico no bebê.”

Os dados comprovam o que disse Dr. Martinhago. De acordo com pesquisa publicada no “Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, mais da metade das brasileiras em idade reprodutiva está tentando evitar a gravidez por causa da epidemia. Se considerada só a região Norte, onde o surto foi mais grave, a proporção é ainda maior: 66% das mulheres. O levantamento foi realizado em junho de 2016, com 2.002 mulheres com idades entre 18 e 39 anos.

+ Após um ano, repelentes ainda não foram distribuidos a grávidas do Bolsa Família

O especialista acredita que a melhor época para uma mulher engravidar é após o verão. Deste modo, ela passará a fase mais delicada da gravidez, o primeiro trimestre, no outono e inverno, quando a incidência de insetos é menor – principalmente nas regiões Sul e Sudeste. No caso da reprodução assistida, é feito um teste antes do procedimento para verificar se há presença do vírus no sêmen do homem.

Outra medida que ele concorda ser essencial é o uso da camisinha durante toda a gestação. “É uma medida muito simples e eficaz. Não é nada de extraordinário e as pessoas já sabem como se usam o preservativo. É uma coisa barata e tem até em posto de saúde.”

Como se prevenir

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas
Shutterstock

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lembra que a primeira atitude contra o mosquito Aedes aegypti é combater os focos de reprodução do inseto em casa. Mas como não é possível ter certeza que outras pessoas estão fazendo o mesmo, é importante se prevenir da picada do vetor da zika, dengue, chikungunya e febre amarela.

Segundo a fundação, o mosquito tem predileção por voos de manhã e no fim da tarde. Ele também não gosta de frio ou muito vento. É importante instalar telas nas janelas e, em alguns casos, nas portas. Aquelas raquetes elétricas podem ser uma boa opção para matar o mosquito, e se a mulher estiver em um lugar com muitos insetos, pode optar por um mosquiteiro na hora de dormir.

As grávidas e seus parceiros também devem lembrar de usar repelentes indicados para o período de gestação – lembrando de repassar ao longo do dia. O uso de roupas de manga comprida é outra medida que evita o contato com o mosquito.

O Ministério da Saúde reforça às grávidas que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal adequado, de preferência iniciando o acompanhamento assim que descobrir a gravidez.  “Em caso de febre ou dor – sintomas da zika –, deve-se procurar um serviço de saúde e qualquer alteração que perceber durante a gravidez deve ser relatada ao profissional de saúde que realiza o acompanhamento pré-natal.”

 

iG

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Experimento mostra que zika aumenta chance de aborto no início da gravidez

gravidaPesquisadores da Universidade Johns Jopkins, nos Estados Unidos, demonstraram por meio de um estudo com ratos que há maior chance de aborto espontâneo devido à infecção por zika no primeiro trimestre de gestação. O estudo foi publicado nesta terça-feira (21) na “Nature Communications”.

Outros estudos já haviam demonstrado que o vírus da zika pode atravessar a placenta, estrutura responsável por proteger o feto na barriga da mãe. Sabra L. Klein, imunologista e coautora do artigo, desenvolveu junto a seus colegas um modelo de rato com um sistema imune mais parecido com o dos seres humanos.

O grupo de cientistas injetou cepas diferentes do vírus da zika nos animais. Usaram o tipo encontrado nos surtos na Nigéria e no Camboja, em 1968 e 2010, respectivamente. E aplicaram nos ratos o zika mais recente detectado nas epidemias no Brasil e em Porto Rico.

A viabilidade da gestação ocorreu para 71% das gestações da cepa mais antiga e para 56% para o vírus mais recente. Ou seja: há uma taxa de abortos que varia entre 29% e 44% após a infecção. De acordo com o estudo, isso pode ocorrer por uma infinidade de fatores, já que a relação entre o zika e a perda dos fetos ainda não foi totalmente estudada.

Outra fator é que, quando a infecção dos ratos ocorreu no segundo trimestre de gravidez, o número de abortos foi menor. Isso sugere, segundo o artigo, que há menos vulnerabilidade ao vírus com o decorrer da gestação.

“Precisamos encontrar uma forma de impedir a transmissão do zika através da placenta para o feto, porque é onde o dano é causado”, disse Klein. “Nas placentas dos nossos ratos, vemos uma defesa contra o vírus que é montada, mas não é suficiente, especialmente no início da gravidez, tempo que corresponde ao primeiro trimestre da gestação dos seres humanos”.

Os pesquisadores também observaram como funciona a ativação das defesas do corpo contra o vírus nas placentas dos ratos utilizados durante a pesquisa. Eles identificaram alguns receptores em células da placenta usados pelo vírus para chegar até o feto. Tais receptores podem ser alvos potenciais para tratamentos contra a doença, disseram os professores.

G1

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Dengue, zika e chikungunya provocaram 794 mortes no ano passado

dengueA soma de mortes por dengue, zika e chikungunya no Brasil em 2016, até o dia 24 de dezembro, chegou a 794: 629 por dengue, 159 por chikungunya e 6 por zika. No mesmo período de 2015, as três doenças haviam provocado 1.001 mortes: 984 por dengue, 14 por chikungunya e 3 por zika.

Até 24 de dezembro de 2016, o Brasil registrou 1.976.029 casos prováveis das três doenças, todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: 1.496.282 de dengue, 265.554 de chikungunya e 214.193 de zika. Os dados são do novo boletim epidemiológico publicado no site do Ministério da Saúde.

Dengue

Mesmo antes da compilação dos casos da última semana do ano, o número de casos de dengue registrado em 2016 já é o segundo mais alto desde 1990, quando os dados começaram a ser registrados no Brasil. E se aproxima do ano recordista, que foi 2015, quando houve 1.649.008 casos.

A incidência em 2016 foi de 731,9 casos por 100 mil habitantes. A região com a maior incidência foi o Centro-Oeste, com 1.313,8 casos por 100 mil, seguida do Sudeste, com 999,5 casos por 100 mil.

Chikungunya

Os 265.554 casos de chikungunya registrados em 2016 representam um aumento de 589,7% em relação aos 38.499 casos registrados em 2015. O vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014. O número de mortes pela doença aumentou em 1.035% de 2015 para 2016: de 14 para 159.

A incidência de chikungunya no país em 2016 foi de 129,9 casos por 100 mil habitantes. A região com maior incidência foi o Nordeste, com 407,7 casos por 100 mil habitantes.

Zika

A zika foi identificada no Brasil pela primeira vez em abril de 2015 e os casos só passaram a ser notificados a partir do final do ano, por isso não é possível comparar os dados de 2016 com os de anos anteriores.

 Em 2016, os 214.193 casos registrados no país representaram uma incidência de 104,8 casos por 100 mil habitantes. A região Centro-Oeste teve a maior incidência do país?: 219,2 casos por 100 mil habitantes.
G1

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Zika no 1º trimestre da gestação aumenta risco de microcefalia, diz pesquisa na PB

microcefaliaA microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Essa foi a conclusão do estudo realizado na Paraíba por representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), da Saúde do Estado e do Ministério da Saúde sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia.

Os dados foram discutidos durante encontro dos representantes com o governador Ricardo Coutinho, nesta terça-feira (17).

A pesquisa na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo.

A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, afirmou o governador.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Paraíba, entre 1º de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2016, a Paraíba registrou 933 casos de microcefalia, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

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43 casos de microcefalia apresentam evidência de infecção pelo vírus zika, diz CDC

microcefaliaO governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta terça-feira (17), no Palácio da Redenção, com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), para apresentar os resultados da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia iniciada em fevereiro de 2016, com mães e bebês de 52 municípios da Paraíba. O estudo confirmou 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika em 22 municípios da Paraíba e que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

A pesquisa intitulada “Casos de microcefalia possivelmente associados à infecção por arbovírus no Brasil: Um estudo de caso-controle” foi realizada em parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o CDC. A secretária da Saúde, Cláudia Veras, ressaltou que esta etapa da pesquisa trouxe resultados importantes e terá continuidade com outras ações que visam o melhor acompanhamento das crianças com microcefalia.

Além da secretária da Saúde, Cláudia Veras, também estiveram presentes na reunião o cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter, a representante da Embaixada dos Estados Unidos, Amy Dubois, o representante do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, e outras autoridades na área da saúde.

Na ocasião, Ricardo Coutinho destacou a importância da pesquisa e frisou que os resultados devem ser utilizados como base para a continuidade do acompanhamento das crianças com microcefalia no Estado. “Fomos pioneiros nas pesquisas em relação à microcefalia, dando as condições adequadas para que este estudo fosse realizado no nosso Estado. Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, pontuou o governador.

A pesquisa – O estudo na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo. A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, o resultado geral do estudo demonstra a confirmação de 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika, em 22 municípios da Paraíba. A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Este é um momento importante, porque mostra o resultado de uma pesquisa toda conduzida aqui na Paraíba e que contou com várias parcerias. Vamos dar prosseguimento pensando em como oferecer uma melhor assistência às crianças com microcefalia. Faremos reuniões com os gestores de saúde dos municípios onde há presença da microcefalia para mostrarmos os resultados do estudo e também levarmos ao conhecimento das famílias envolvidas na pesquisa. Posteriormente daremos continuidade ao trabalho de acompanhamento das crianças”, frisou Claudia Veras.

“Este é um trabalho de grande relevância, já que busca entender a relação da microcefalia com a zika e como podemos investir no atendimento mais apropriado para estas crianças. Foi uma pesquisa muito bem feita aqui na Paraíba e por isso parabenizo a todos e agradeço ao Governo do Estado por dar todas as condições para que este trabalho fosse realizado em parceria com o CDC”, disse o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter.

Microcefalia na Paraíba – De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 933 casos foram notificados na Paraíba, no período 01/08/2015 a 31/12/2016, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

Secom

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Infecção pelo zika pode causar tremores e perdas cognitivas

Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo
Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

Pacientes adultos infectados com zika, que contraíram encefalite e outras complicações neurológicas após a infecção, sofrem para realizar pequenas atividades diárias como beber um copo d’água. Mesmo depois de livres da encefalite, muitos ainda apresentam síndromes neurológicas variadas, tremores (característicos do mal de Parkinson) e perdas cognitivas típicas de demências.

Os casos geraram preocupações na equipe do médico e cientista Osvaldo Nascimento, professor titular de Neurologia e coordenador de pesquisa e pós-graduação em Neurologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. A equipe está entre os pioneiros no Brasil na identificação da ligação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré e complicações como encefalites, encefalomielite disseminada aguda, meningoencefalite e encefalomielite.

Após um ano da descoberta dos primeiros casos, os médicos encontram outros desafios: “Cerca de 40% dos pacientes que acompanhamos apresentaram síndromes neurológicas variadas depois de sofrer encefalomielite ou meningoencefalite. A infecção pelo vírus zika continua um grande mistério. Aprendemos muito em um ano, mas o desafio continua imenso. Não sabemos ainda que reações o vírus é capaz de produzir para afetar os pacientes dessa maneira”, disse Osvaldo Nascimento, chefe do serviço de referência para a doença no Hospital Universitário Antônio Pedro, em entrevista ao Globo.

A equipe de neurologia do hospital diagnosticou, cerca de 50 pacientes com Guillain-Barré e encefalites associadas ao vírus zika, sendo que 20 apresentaram sintomas inesperados.

“Nossa amostra ainda é pequena, mas estamos preocupados e intrigados. É perturbador ver um adulto jovem ter sintomas semelhantes, por exemplo, aos da doença de Parkinson. Mas não se trata de Parkinson, e, sim, de uma síndrome neurológica distinta. O vírus zika parece permanecer no sistema nervoso como um terrível desafio” afirma o médico.

No entanto, os custos dificultam o tratamento para doença: “Estamos no limite. Pacientes chegam em estado grave, e o tratamento é caro. Um ciclo de imunoglobulina custa cerca de R$ 30 mil para um paciente de 70 quilos. Há pessoas que precisam de dois, três ou até mais ciclos. Fora os custos com CTI. Hoje, temos 20 pacientes que ainda precisam de atenção. A situação já era ruim no verão passado. No próximo, poderá ser crítica”, completa Osvaldo Nascimento.

Além disso, os médicos reclamam da burocracia que atrasam o tratamento e os cortes de recursos para pesquisa “A ciência do Rio fez muito e poderia ter realizado ainda mais se houvesse recursos. Mas não há. Este ano não recebemos um tostão do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ou da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Grande parte do conhecimento gerado sobre zika no Brasil veio do estado do Rio”, comenta o neurocientista.

As pesquisas geram descobertas como a cloroquina droga contra a malária que teve bons resultados no combate do vírus zika em estudos. “A cloroquina é promissora. Assim como a identificação de um indicador de gravidade da inflamação causada pelo vírus. Esperamos muitas coisas: que as pesquisas avancem, que drogas tenham mais sucesso, que tenhamos condições de atender a pacientes graves. E para tudo é preciso recursos para a ciência. Ela salvará vidas”, esclareceu ele.

minhavida

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Zika vírus pode ser transmitido sexualmente

camisinhaO Zika vírus, conhecido em todo o País por sua relação com a microcefalia, também pode ser transmitido sexualmente. O alerta é feito pelo Ministério da Saúde, que está lançando a edição de 2016 da campanha nacional contra os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que também são vetores do vírus.

Pesquisas científicas confirmam a existência da possibilidade de transmissão sexual do Zika. Por esse motivo, é imprescindível que a população utilize preservativos – masculinos ou femininos – em todas as relações. Além da prevenção contra o vírus, a camisinha também impede a contaminação por HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. A rede pública de saúde de todo o Brasil distribui preservativos gratuitamente.

O ministério recomenda ainda que, além do uso dos preservativos, as mulheres grávidas façam os exames pré-natal corretamente durante toda a gestação. O acompanhamento médico ao longo dos nove meses é importante para evitar a chamada transmissão vertical do vírus, que é a transmissão da mãe para o feto.

A prevenção é a melhor maneira de se evitar a zika, que tem como principal consequência a microcefalia em bebês tidos por mulheres que contraíram a doença durante a gravidez. A microcefalia é uma malformação congênita na qual o cérebro do portador é inferior ao considerado normal para uma pessoa da mesma idade e provoca dificuldades motoras e intelectuais, prejudicando a qualidade de vida.

Para que o trabalho de prevenção seja feito da melhor maneira possível, as famílias devem liberar a entrada dos agentes de saúde em suas casas para verificar a existência de focos de água parada, que são criadouros do Aedes. Os profissionais, devidamente identificados com credenciais do Ministério da Saúde, farão a varredura completa no local para identificar situações de risco e eliminar o mosquito.

Contaminações

O alto número de infecções pelo vírus tem preocupado as autoridades de saúde do Brasil e do mundo. Segundo a pasta, no início do ano estavam em investigação em todo o País 3.530 casos de microcefalia em bebês, todos possivelmente relacionados à zika. Os registros foram feitos em 724 municípios de 21 Estados. Apesar do alto número, a resposta do Ministério da Saúde diante da proliferação da doença fez o Brasil ser referência no que diz respeito às respostas para o problema e às medidas que servirão de base para a comunidade científica internacional.

Campanha

O Governo Federal está lançando campanha para combater os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O objetivo da ação é alertar a população para a importância da prevenção por meio da eliminação dos focos de reprodução do inseto.

Além da zika, os mosquitos também transmitem a dengue e a chikungunya, sendo que as duas podem levar o paciente à morte.

Fonte: iG Vigilante – iG 

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