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Paraíba registra oito mortes confirmadas por dengue, zika e chikungunya em 2020

Em tempos de combate ao Covid-19, que já matou centenas de pessoas, a Paraíba registrou oito mortes confirmadas por dengue, zika e chikungunya em 2020. O Aedes aegypti continua fazendo vítimas no estado, mesmo tendo havido redução das mortes causadas pela doença transmitida pelo mosquito.

É o que aponta os dados são do Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado nesta sexta-feira (9) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O documento aponta que a dengue lidera os registros de infecção das doenças, com 5.906 casos prováveis; seguido pela chikungunya, com 1.580 notificações; e zika, com 300.

De acordo com o boletim, as regiões de saúde com maior incidência de arboviroses são a 13ª, 4ª e 15ª, localizadas no Sertão, Borborema e Agreste, respectivamente.

O boletim também aponta uma redução dos casos prováveis de dengue, quando comparados ao mesmo período do ano de 2019, que passaram de 17.200 para 5.906.

PB Agora

 

 

 

Zika pode aumentar risco de dengue grave, diz estudo na Science

A epidemia de zika que assustou mundo entre 2015 e 2016 pode ter deixado uma marca além da microcefalia e da síndrome paralisante de Guillain-Barré. Um novo estudo mostra que pessoas que tiveram essa arbovirose transmitida por mosquitos do gênero Aedes apresentam um risco maior de terem formas mais graves de uma outra, a dengue, no caso de uma infecção subsequente.

Esses novos resultados, publicados na edição desta semana da revista Science, podem ser especialmente importantes na hora de elaborar e testar vacinas contra essas doenças.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, do Instituto de Ciências Sustentáveis e do Laboratório Nacional de Virologia, na Nicarágua, e cientistas de outras instituições dos dois países.

A pesquisa se baseou em dados de 3.800 crianças e adolescentes da Nicarágua, país de 6,5 milhões de habitantes da América Central que sofreu com sucessivas epidemias de dengue nos últimos 16 anos, além da de zika.

Os cientistas notaram que houve um grande número pessoas que tiveram dengue entre 2019 e 2020 –302 casos na corte acompanhada. Aqueles com histórico de infecção por zika tinham probabilidade de 12,1% de apresentar sintomas da infecção, causada pelo subtipo 2 do vírus (DENV2), em comparação com apenas 3,5% entre aqueles nunca infectados.

A probabilidade de manifestar dengue hemorrágica, forma mais severa da dengue, segundo o estudo, também é maior em quem teve zika: 1,1% contra 0%, nos dados do estudo.

Nesse e em outros estudos, o candidato a grande vilão é o DENV2. A interação entre ele e os anticorpos produzidos pelo organismo parece estar na raiz do problema.

A explicação é a chamada potenciação dependente de anticorpos (ou ADE, na sigla em inglês). Os anticorpos contra outros subtipos de vírus da dengue e contra o vírus da zika, numa quantidade reduzida, em vez de promover a aniquilação do DENV2, acabariam por protegê-lo e facilitar sua replicação. Não está descartado, porém, que o mesmo fenômeno ocorra com os outros subtipos (DENV1, DENV3 e DENV4).

O virologista Maurício Nogueira, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, estudioso de dengue e zika, afirma que os resultados da pesquisa na Science vão ao encontro do que tem visto nos pacientes que acompanha, embora esses resultados ainda não tenham sido publicados.

“Já havíamos demonstrado que a exposição prévia à dengue não piorava o quadro de zika, mas o contrário parece ser verdadeiro”, diz Nogueira. “É importante lembrar que esses fenômenos de ADE dependem do tempo. Se as infecções forem muito seguidas, nada muda, se a segunda for muito tardia, também não.”

Atualmente há apenas uma vacina aprovada contra a dengue, a Dengvaxia, da Sanofi Pasteur, mas há outras em desenvolvimento, assim como outras contra a zika.

“Neste momento é importante entender se a eficácia da vacina contra a dengue varia de acordo com uma infecção prévia por zika”, escreve em comentário também publicado na Science a pesquisadora Hannah Clapham, da Universidade Nacional de Singapura. “No caso da Dengvaxia, os ensaios ocorreram antes da epidemia de 2015-16. E é ainda possível que as vacinas contra a zika possam levar a infecções subsequentes mais severas de dengue.”

Todos os anos, 390 milhões de pessoas de pessoas são infectadas pelo vírus da dengue, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, sendo que 96 milhões apresentam sintomas.

“Seria prudente que todos esses estudos de vacinas mensurassem a imunidade aos vírus antes e após a vacinação, com acompanhamento de longo prazo, já que a imunidade se altera ao longo do tempo”, continua Clapham. Outros flavivírus, como o da febre amarela e o da encefalite japonesa, também devem ganhar atenção, diz.

Eva Harris, autora sênior do artigo, lembra que não há estudos que digam que o ADE seja importante na resposta à infecção contra coronavírus humanos.

“Nós não esperamos que esse inusual mecanismo se aplique à Covid-19. No entanto, estudar a reação cruzada entre vírus correlacionados é sempre valioso e pode ajudar a entender se infecções naturais por outros coronavírus podem gerar imunidade ou se estão associadas a desfechos mais graves”, afirma.

Ela diz que, por causa disso, as vacinas contra zika estão sendo construídas para induzir uma resposta melhor em comparação àquela da infecção natural, com a produção apenas de anticorpos neutralizantes, e não os potenciadores.

“Isto é algo importante no caso da Covid-19: vacinas podem ser desenvolvidas para produzir uma resposta imunológica melhor do que a infecção natural pelo Sars-Cov-2, o que as torna mais seguras e mais efetivas”, diz Harris.

Interação entre Zika e Dengue

Parentes
Os cientistas já desconfiavam que os anticorpos contra a zika poderiam interferir na resposta imunológica contra a dengue, já que os vírus são da mesma família

Ligação
Quando há uma nova infecção por um vírus aparentado, é possível que os anticorpos fabricados na infecção anterior se liguem fortemente ao novo invasor, eliminando-o

Problemas
Mas é possível também que, por uma ligação mais fraca ou uma baixa quantidade de anticorpos, essa interação seja falha, o que aumenta a probabilidade de uma doença mais grave

Estudo
Cientistas de um projeto que acompanha milhares de crianças e adolescentes na Nicarágua observaram que uma infecção prévia pelo vírus da zika é um fator de risco para uma infecção mais grave de dengue

Significado
Especialmente na hora de elaborar vacinas, deve-se levar em conta esse tipo de fenômeno (potencialização dependente de anticorpos, ou ADE na sigla em inglês), para que a proteção contra um vírus não traga mais riscos do que o necessário.

 

FOLHAPRESS

 

 

População deve manter alerta contra dengue, zika e chikungunya

Além dos cuidados com o novo coronavírus, a população deve estar sempre alerta em relação as demais doenças, cujos casos podem se agravar se determinados cuidados não forem tomados.

Algumas dessas doenças são as provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, que é transmissor da dengue, chikungunya, zika e até da febre amarela urbana. Como em João Pessoa frequentemente chove, os moradores não devem relaxar e eliminar recipientes que acumulam água e servem de criadouros para o mosquito – são nesses locais que as fêmeas põem seus ovos.

“A transmissão dessas doenças ocorre pela picada do mosquito. Por isso, nesse momento, se faz necessário mais atenção para os recipientes que possam armazenar água dentro da sua residência ou em terreno baldios”, alertou Nilton Guedes, gerente do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ).

Como forma de prevenção, a população deve aproveitar o momento de isolamento social para observar a área de sua casa e evitar o acúmulo de água em vasos de plantas e eliminar pneus, garrafas plásticas e fazer a manutenção de piscinas sem uso.

Os sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas e febre. Uma das principais semelhanças com os sintomas do coronavírus é a febre. O número 3218-9214 está à disposição da população para orientação.

 

portalcorreio

 

 

Paraíba registra redução em número de casos de dengue, chikungunya e zika vírus em 2020

O número de casos suspeitos de arboviroses, que são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, na Paraíba diminuiu no ano de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, segundo aponta o Boletim Epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta segunda-feira (2). O número geral de casos caiu de 818 em 2019 para 767 em 2020, representando redução de 6,2%.

Porém, apesar dessa redução geral, a SES alerta que é preciso manter a prevenção de criadouros e focos dos mosquitos transmissores, pois a Paraíba foi apontada pelo Ministério da Saúde como uma das regiões com risco de surto do vírus da dengue em 2020.

Em 2020, até a 7ª Semana Epidemiológica (SE), foram registrados 667 casos prováveis de dengue. Quando comparado o dado do mesmo período de 2019 em que foram registrados 700 casos prováveis, verifica-se uma diminuição de 5%. Quanto à chikungunya foram notificados 85 casos prováveis, o que corresponde a uma diminuição de 7% em relação ao mesmo período de 2019 quando foram registrados 91 casos prováveis. Para a doença aguda pelo vírus zika, até a 7ª SE, foram notificados 15 casos, correspondendo a uma redução de 44% relação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 27 casos prováveis.

Confira o Boletim Epidemiológico

O boletim aponta ainda que as maiores incidências de casos notificados por arboviroses estão concentradas na 1ª, 5ª e 9ª Regiões de Saúde. Nessas regiões os municípios com maiores incidências da doença são: 1ª Região (Conde, João Pessoa e Santa Rita), 5ª Região (Monteiro, São João do Tigre e Zabelê) e na 9ª Região (Bom Jesus, Bernadino Batista e Santarém). De acordo com a gerente da Vigilância em Saúde, Talita Tavares, a SES vem intensificando as ações de prevenção das arboviroses, por meio do mapeamento do tipo do vírus nas regiões e circulação de carros fumacê.

A SES reforça que cuidados simples podem evitar a incidência do mosquito como: não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.

 

clickpb

 

 

PB tem 32 cidades que podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

A Paraíba tem 32 municípios que apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto e/ou epidemia por arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O número representa 14,4% dos 223 municípios de todo o estado. Outros 133 municípios (59,9%) encontram-se em situação de alerta e 57 (25,7%) estão em situação satisfatória.

As cidades com maior risco são Alagoa Nova, Juazeirinho, Pilar, Matureia, Pedra Lavrada, Juarez Távora, Pirpirituba, Itatuba, Cuité, Princesa Isabel, Mogeiro, Desterro, Soledade, Pedra Branca, Serra Branca, Salgadinho, Imaculada, Assunção, Sousa, Serra Grande, Araruna, Mulungu, Patos, Juripiranga, Seridó, Juru, Brejo do Cruz, Cajazeiras, Nova Floresta, Massaranduba, Picuí e Conceição.

Os dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índices para o mosquito Aedes Aegypti – LIRAa/LIA, de 2020, realizado por 222 municípios, de 6 a 10 de janeiro, divulgado nesta terça-feira (28) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). Apenas Riachão não realizou o LIRAa.

O objetivo da pesquisa é nortear as ações de combate contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika e promover comunicação e mobilização, por meio de ampla divulgação dos resultados na mídia estadual.

“Divulgar os resultados é uma importante ferramenta para obter o apoio das ações de enfrentamento do problema nos municípios, podendo contar com a adesão da população e de setores externos ao âmbito da saúde”, disse o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, Luiz Almeida.

“Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância das famílias não esquecerem que o dever de casa, no combate, é permanente. Pelo menos uma vez por semana deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes e lavar bem a caixa d’água e vedar. Além de não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos e deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo”, alertou Almeida.

LIRAa mede risco de surto

Todos os 223 municípios deverão realizar, anualmente, quatro ciclos de LIRAa ou LIA (este último para municípios abaixo de 2.000 imóveis), de modo amostral, nos meses de janeiro, março, junho e outubro. Os quarteirões, onde ocorrerá o levantamento, são escolhidos por sorteio eletrônico, através do Sistema LIRAa/LIA. As larvas encontradas são enviadas para os laboratórios das 12 Gerências Regionais de Saúde (GRS), onde são identificados se são do mosquito Aedes Aegypti.

A partir do levantamento, realizado pelos Agentes de Controle de Endemias dos municípios, é feita uma classificação de risco, proposta pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Controle da Dengue: abaixo de 1% da quantidade de imóveis com larvas, é considerado satisfatório; entre 1 e 3,9%, em alerta; e acima de 3,9%, em risco para ocorrência de epidemia.

 

portalcorreio

 

 

ANS reforça orientações para prevenção à dengue, zika e chikungunya

Agência tem orientado operadoras e determina cobertura obrigatória
O combate ao mosquito Aedes aegypti deve ser um esforço conjunto para evitar a proliferação das doenças dengue, zika e febre chikungunya, além da febre amarela. Por esse motivo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reafirma o seu compromisso de disseminar e apoiar as ações preventivas, reforçando junto às operadoras de planos de saúde e aos beneficiários as recomendações do Ministério da Saúde.

De acordo com os dados apresentados no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram registrados até meados do mês de março de 2019, 244.068 casos prováveis de dengue, chikungunya ou zika. Um aumento de 176% em relação ao ano de 2018, quando foram registrados para o mesmo período 88.296 casos prováveis das doenças.

Como a eliminação de possíveis criadouros do mosquito é a única forma de prevenção, medidas de conscientização são a ação mais relevante a serem adotadas. Este ano, o Governo Federal preparou podcasts e textos explicativos com orientações sobre o combate ao mosquito e informações relevantes sobre as doenças, para ajudar a população a fugir das fake news.

Confira conteúdo especial do Ministério da Saúde

Veja como combater e denunciar focos do mosquito

A ANS tem orientado as operadoras de planos de saúde a buscar medidas que possam ser adotadas em caráter educativo junto aos beneficiários e prestadores de serviço (hospitais, consultórios, profissionais de saúde), que são os atores que se relacionam diretamente com os consumidores de planos de saúde.

Fora a atuação preventiva, o Rol de Procedimentos da Agência determina que os planos de saúde médico-hospitalares devem oferecer exames de diagnóstico em casos de suspeita e tratamento clínico para as doenças. Para esses casos, o tratamento baseia-se no controle dos sintomas e também é integralmente coberto pelos planos.

Exames e procedimentos cobertos pelos planos de saúde

Dengue

Os testes rápidos, a sorologia Elisa (IgG e IgM) e o Antígeno NS1 têm cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Além desses, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico da dengue e são cobertos pelos planos, como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e ecocardiograma). Os exames têm cobertura obrigatória para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Zika

Os exames devem ser assegurados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus e recém-nascidos com malformação congênita sugestiva de infecção pelo zika. Os exames previstos são o PCR (Polymerase Chain Reaction), para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa já teve contato com zika em algum momento da vida. Os exames têm cobertura obrigatória apenas para os beneficiários de planos de saúde citados acima.

Chikungunya

A sorologia Elisa (IgG e IgM) têm cobertura obrigatória, prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Gerência de Comunicação Social da ANS

 

 

Casos de malformações relacionadas ao Zika passam de 3 mil no Brasil

Mãe e bebê com microcefalia no Recife, Pernambuco (Foto: Felipe Dana/AP Photo )

Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (30) novos dados relacionados às alterações no crescimento e desenvolvimento de bebês/crianças devido à infecção pelo vírus da zika. Foram confirmados 3.037 casos entre 8 de novembro de 2015 e 2 de dezembro de 2017, segundo o novo boletim epidemiológico.

A síndrome congênita do vírus da zika, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é um conjunto de malformações e problemas apresentados por bebês que tiveram mães infectadas durante a gestação. A microcefalia é só uma das consequências. As crianças também podem ter o sistema nervoso central afetado, apresentando epilepsia, deficiências auditivas e visuais, prejuízo no desenvolvimento psicomotor, bem como efeitos negativos sobre ossos e articulações.

Desde 2015, quando os primeiros casos surgiram, o Ministério da Saúde divulga dados sobre os bebês e crianças afetados. O novo boletim informa que já foram recebidas 15.150 notificações suspeitas nestes dois anos. Após “criteriosa investigação”, o governo diz que 1.987 desses casos foram excluídos e não têm relação com o vírus.

Entre os casos restantes e com investigação concluída, além dos mais de 3 mil confirmados, outros 6.718 foram descartados (44,3%), 310 foram classificados como prováveis (2%) e 195 são considerados inconclusivos (1,3%).

Regiões que concentram o maior número de notificações:
  • Nordeste – 60,7%
  • Sudeste – 23,8%
  • Centro-oeste – 7,3%
Cinco estados com maior número de casos notificados:
  • Pernambuco – 16,9%
  • Bahia – 16,2%
  • São Paulo – 9%
  • Paraíba – 7,4%
  • Rio de Janeiro – 7,4%

G1

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Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir zika

O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz em PernambucoChristina Peixoto, pesquisadora da Fiocruz PE

O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.

O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.

Mais detalhes serão concedidos à imprensa nesta tarde, na sede da Fiocruz Pernambuco, no Recife.

Agência Brasil

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Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya (Foto: Felipe Dana/Arquivo/AP Photo)

Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista “Nature Communications” nesta sexta-feira (19).

Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção – quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.

A equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.

O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado infectaram os mosquitos em laboratório (Foto: John Eisele/CSU Photography)

Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado infectaram os mosquitos em laboratório (Foto: John Eisele/CSU Photography)

A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro.

“Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar”, disse.

Próximos passos

Os pesquisadores querem, a partir de agora, tentar descobrir se algum desses vírus é dominante e consegue “superar” os outros dentro do organismo dos mosquitos. “Todos os três vírus se replicam em uma área muito pequena do corpo do mosquito”, explicou Ruckert. “Quando os mosquitos são infectados por dois ou três diferentes vírus, não há quase nenhum efeito sobre o que eles podem fazer um com o outro no mesmo mosquito.”

“Baseado no que eu sei como virologista, epidemiologista e entomologista, eu penso que os vírus querem competir ou ajudar entre si de alguma forma”, disse Greg Ebel, coautor da pesquisa. “Todos esses vírus têm mecanismos para suprimir a imunidade dos mosquitos, o que pode ser feito em sinergia. Por outro lado, todos eles provavelmente exigem recursos semelhantes dentro das células infectadas, o que pode gerar uma concorrência”, completou.

Ruckert diz que não há qualquer evidência forte de que uma coinfecção possa resultar em sintomas ou um quadro clínico mais grave.

No entanto, as descobertas sobre casos de dois ou mais vírus no mesmo paciente são contraditórias, diz o estudo.

Uma equipe da Nicarágua analisou um grande número de coinfecções, mas não observou mudanças na hospitalização dos pacientes ou no estado clínico. Outros estudos, porém, encontraram uma possível ligação entre uma múltipla infecção com complicações neurológicas.

A equipe da CSU levanta, ainda, outra possibilidade: que as coinfecções em seres humanos não tenham sido diagnosticadas da maneira certa.

“Dependendo de como os diagnósticos são usados, e dependendo de como os médicos pensam, é possível que a presença de um segundo vírus não seja notada”, avaliou Ruckert. “Isso pode definitivamente conduzir uma interpretação errada da gravidade da doença”.

Além de analisar essa relação entre os diferentes vírus no corpo dos mosquitos, a pesquisa pretende, mais tarde, inserir o responsável pela febre amarela nos testes.

G1

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Dengue, zika e chikungunya: queda de 90%

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou, nesse domingo (14), o 5º Boletim Epidemiológico relacionado às Arboviroses deste ano. Segundo o boletim, houve uma redução nos números de dengue, zika e chikungunya no estado. No período de 3 de janeiro a 6 de maio deste ano (18ª semana epidemiológica), foram notificados 1.284 casos suspeitos de dengue na Paraíba, o que representa uma redução de 96,44% em relação a 2016, quando foram registrados 36.087 casos suspeitos da doença.  Em 2014 e 2015, no mesmo período, foram registrados, respectivamente, 3.159 e 12.533 casos.

Chikungunya – Quanto às notificações de suspeita de chikungunya, de 3 de janeiro a 6 de maio de 2017 foram registrados 389 casos suspeitos. Em 2016, no mesmo período, foram notificados 11.695 casos suspeitos, o que mostra uma redução de 96,67%.

Zika Vírus – De acordo com o boletim, de 3 de janeiro a 6 de maio deste ano, foram notificados 69 casos suspeitos de Zika Vírus. No mesmo período de 2016, foram registrados 3.738 casos. O Boletim epidemiológico destaca que a notificação dos casos de Doença Aguda pelo Zika Vírus é primordial para nortear as ações de combate ao Aedes aegypti.

“É importante lembrar que a Doença Aguda pelo Zika Vírus foi inserida na Lista de Doenças de Notificação Compulsória a partir da Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, o que justifica o pico de notificações no mês de fevereiro de 2016 e o não registro de casos no ano de 2015”, ressaltou Renata Nóbrega.

Óbitos – Até a 18ª Semana Epidemiológica foram notificados cinco óbitos com suspeita de causa de arboviroses nos municípios de Bayeux (1), João Pessoa (1), Conceição (1), Caaporã (1) e Santa Rita (1). O boletim destaca que óbitos com suspeita de arboviroses devem ser informados imediatamente, ou seja, no período de 24 horas, conforme Portaria 204 de 17 de fevereiro de 2016.

A SES lembra que, para esclarecimento da causa morte e identificação do perfil dos óbitos, se faz necessário realizar as investigações no âmbito ambulatorial, domiciliar e hospitalar, utilizando o Protocolo de Investigação de Óbitos por Arbovírus Urbanos no Brasil (Dengue, Chikungunya e Zika), instituído pelo Ministério da Saúde no dia 13 de junho de 2016. Cabe às secretarias municipais a investigação dos óbitos e às Gerências Regionais de Saúde e Núcleo das Doenças Transmissíveis Agudas da SES o apoio técnico da análise e discussão dos casos.

“É com a notificação dos casos que podemos tomar decisões precisas no combate ao vetor, como também traçar planos estratégicos para conter o avanço e os danos causados por essas doenças, os quais têm um alto impacto na saúde pública”, disse Renata Nóbrega.

Situação Laboratorial de Dengue e Chikungunya – Na Paraíba, até 8 de maio de 2017 foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) 320 amostras de sorologia para dengue (28 reagentes, 283 não reagentes e 9 indeterminadas). Já para testagem de sorologia para chikungunya, foram encaminhadas 85 amostras (12 reagentes, 66 não reagentes e 7 indeterminadas).

Com o objetivo de identificar o tipo de vírus circulante no Estado, a Vigilância Epidemiológica orienta aos municípios o envio de amostras de isolamento viral para monitoramento das ações de combate ao Aedes.

Monitoramento das Gestantes com Suspeita de Doença Aguda pelo Zika Vírus – Este ano, até o momento (18ª Semana Epidemiológica), foram notificados 34 casos de gestantes com suspeita de zika vírus. Já no ano de 2016 foram notificados 298 casos em gestantes.

LIRAa – No período de 24 a 28 de abril deste ano foi realizado o 2º LIRAa (Levantamento de Índices Rápido do Aedes aegypti) e LIA (Levantamento de Índices Amostral do Aedes aegypti) 2017 nos municípios paraibanos. Aguardamos o resultado das análises laboratoriais para divulgação.

Com relação às visitas domiciliares de rotina realizadas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE’s) no 1º Ciclo de 2017, ocorrido de 01 de janeiro a 28 de fevereiro, foram realizadas 1.309.780 visitas domiciliares. No 2º Ciclo/2017, de 01 de março a 30 de abril, foram realizadas 1.255.381 visitas, totalizando 2.565.161 visitas domiciliares por 223 municípios paraibanos, como parte das estratégias de controle do Aedes aegypti no Programa de Enfrentamento a Microcefalia (PNEM).

Ações – Entre as atividades programadas para o combate ao Aedes em 2017 está à entrega à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano (SEDH) dos repelentes para distribuição às gestantes do Programa Bolsa Família e a aprovação na Comissão Intergestores Bipartite (Cib) para distribuição de 37 pulverizadores costais motorizados, contemplando 37 municípios paraibanos, para apoio as ações de controle vetorial, conforme Resolução CIB nº 09/2017.

Os municípios contemplados são Mamanguape, Pitimbu, Rio Tinto, Araruna, Solânea, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Arara, Barra de Santana, Esperança, Fagundes, Juazeirinho, Lagoa Seca, Massaranduba, Pocinhos, Queimadas, Barra de Santa Rosa, Nova Floresta, Picuí, Serra Branca, Malta, Maturéia, Várzea, Conceição, Santana dos Garrotes, Mato Grosso, Cachoeira dos Índios, São José de Piranhas, Cajazeirinhas, Nazarezinho, Santa Cruz, Água Branca, Manaíra, Ingá, Juarez Távora, Pedras de Fogo e Pilar.

Febre Amarela – Com relação à Febre Amarela, Renata Nóbrega lembra que a Paraíba é área livre da doença. Quanto à vacinação, a recomendação permanece a mesma: as pessoas que moram em áreas com recomendação para a vacina e as que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, dentro dessas áreas, devem ser imunizadas. A vacina faz parte do Calendário Nacional do SUS para atender a população nas situações recomendadas, de acordo com a região. A Paraíba está fora da área com recomendação de vacina.

Arboviroses – São as doenças transmitidas ao homem por picadas de mosquitos – causadas pelos chamados Arbovírus, que incluem o vírus da dengue, zika e chikungunya (nestes casos, pelo mosquito Aedes aegypti infectado, um dos principais transmissores de arboviroses da atualidade).

Secom-PB

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