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Vinte Municípios da PB se inscrevem no ‘Criança Feliz’

Vinte municípios da Paraíba concluíram o processo de aditivo ao termo de aceite do Programa Criança Feliz/Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social – SUAS, do Governo Federal. A lista foi divulgada nesta terça-feira (7), no Diário Oficial da União.

O Programa Criança Feliz é uma ferramenta criada para que famílias com crianças entre zero e seis anos tenham meios de promoção de desenvolvimento integral. A estratégia traz diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento infantil e desenvolvimento do ser humano nos primeiros anos de vida.

A principal ação do Programa Criança Feliz é a realização de visitas domiciliares. Elas representam uma estratégia de aproximação dos serviços com a família atendida e, por isso, favorecem um reconhecimento mais preciso das características, potencialidades e necessidades de cada contexto, resultando em propostas de intervenção singulares, pertinentes a cada realidade. As visitas domiciliares assumem, dessa maneira, as perspectivas da prevenção, da proteção e da promoção do desenvolvimento infantil na primeira infância.

Municípios inscritos no Criança Feliz

  1. Água Branca
  2. Belém do Brejo do Cruz
  3. Bom Sucesso
  4. Borborema
  5. Caturité
  6. Cuité de Mamanguape
  7. Damião
  8. Diamante
  9. Fagundes
  10. Itatuba
  11. Logradouro
  12. Mãe d’Água
  13. Monte Horebe
  14. Pedra Branca
  15. Pirpirituba
  16. Princesa Isabel
  17. Riachão
  18. Riachão do Poço
  19. São João do Rio do Peixe
  20. Tavares

 

portalcorreio

 

 

Vinte e quatro fugitivos do PB1 ainda estão foragidos

Vinte e quatro dos 92 presos que fugiram da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes (PB1), em João Pessoa, seguem foragidos. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba nessa segunda-feira (15).

Conforme o balanço, 68 apenados já foram recapturados, com destaque para Jobson Barbosa da Silva, de 25 anos, condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato da vendedora Vivianny Crisley, que aconteceu em outubro 2016. Jobson foi recapturado na sexta-feira (12) em Santa Rita.

Entenda o caso

No dia 10 de setembro, ao menos 20 homens fortemente armados invadiram a penitenciária e explodiram o portão principal, ocasionando a maior fuga em massa já registrada na Paraíba.

A intenção dos bandidos era resgatar quatro detentos, que são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carros-fortes. Um deles não conseguiu fugir. Em contrapartida, muitos outros apenados foram beneficiados pela ação e escaparam do cárcere.

A identificação de todos os 24 foragidos não foi divulgada pela Administração Penitenciária, mas quem quiser colaborar com a polícia na busca por qualquer pessoa procurada, pode acessar o site Procurados PB.

 

portalcorreio

 

 

Vinte cidades da PB vão deixar de ser abastecidas pela Operação Carro-Pipa em dezembro

Vinte cidades da Paraíba vão deixar de ser abastecidas pela Operação Carro-Pipa do Governo Federal a partir de novembro. De acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, estas cidades não fazem parte da região semiárida paraibana, mas estavam incluídas no programa de forma equivocada.

Uma dessas cidades é Matinhas, que fica no Agreste da Paraíba, e tem cerca de três mil habitantes e e recebe água de carro-pipa da prefeitura, que abastece uma cisterna comunitária e duas caixas d’água públicas. É nestes locais que a população pega água para beber e cozinhar. A maioria das famílias mora na zona rural e também está com dificuldade para produzir.

A cidade é abastecida pela Operação Carro-Pipa desde 2008, de acordo com a Defesa Civil Municipal. O coordenador do órgão, Eugênio Alves, acredita que a situação foi criada porque a cidade é considerada como Brejo pelo IBGE há mais de 30 anos. “Nessa época, realmente, a gente tinha muita água no município. Tinha córregos, as cacimbas eram todas cheias, mas hoje em dia a gente não tem”, conta.

Quem tem cacimba em casa e adquire água de carro-pipa divide com os vizinhos. A agricultora Maria Aparecida, a água de carro-pipa acabou e ela teve que pegar em um barreiro do sogro. “Eu ponho produto pra ela ficar mais limpa porque ela é muito barrenta”, conta, explicando que a família não bebe dessa água, mas da que restou do carro-pipa.

Segundo a prefeitura de Matinhas, Maria de Fátima Silva, foi montado um grupo de trabalho com o governo do Estado para encontrar uma solução para o problema. Um documento foi elaborado e entregue à Sudene, que encaminhou para o Ministério da Integração e agora a prefeitura aguarda.

 G1

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Sisu 2016 oferece vagas em vinte cidades da PB, consulta já está aberta

sisu2015A consulta para as vagas disponíveis pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016 já está disponível na página do programa. As inscrições para as vagas começam nesta segunda -feira (11) e vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 14 de janeiro, mas a consulta de vagas com a distribuição por cursos e instituições já está disponível. Na Paraíba cerca de 15.389 vagas serão oferecidas pelo Sisu  para o primeiro semestre de 2016.

Os cursos estão disponíveis nos campi da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) nos municípios de Araruna, Areia, Bananeiras, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Cuité, Guarabira, João Pessoa, Lagoa Seca, Mamanguape, Monteiro, Patos Picuí, Pombal, Princesa Isabel, Rio Tinto, Sousa e Sumé.

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Para disputar as vagas os candidatos precisam, necessariamente, ter participado da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ter obtido nota na prova de redação que não seja zero. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 18 de janeiro na página do Sisu e nas instituições de ensino superior. As matrículas ocorrem nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada.

Entre os dias 18 de janeiro e 29 de janeiro os candidatos que não foram convocados para sua primeira opção podem manifestar interesse em aderir a lista de espera. Caso sobrem vagas, as instituições poderão convocar os alunos da lista. Pelo Sisu, os candidatos que fizeram o Enem disputam vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país.

O Sisu é um sistema eletrônico gerenciado pelo MEC que seleciona os alunos, de acordo com o desempenho no Enem. O estudante pode se inscrever em até duas opções de vagas. Durante o período de inscrição é possível verificar a nota de corte de cada curso e mudar a candidatura, otimizando as chances de aprovação.

 

 

G1

Vinte e nove entidades apoiam greve da educação na Capital

greveVinte e nove entidades sindicais e movimentos sociais se manifestaram, neste domingo (5), em apoio  aos trabalhadores da educação de João Pessoa, em greve desde do dia 16 de março.

As entidades repudiam nota da Prefeitura da Capital, na qual a gestão,  ameaça os grevistas com cortes de ponto dos efetivos, instauração de processos administrativos para os efetivos em estágio probatório e demissão dos prestadores de serviço.

“Atitudes como estas expressam o desprezo que o governo municipal tem pelo diálogo e deixam visível a falta de compromisso da gestão com a educação pública em João Pessoa”, diz nota encaminhada a imprensa.

Ainda na nota, as entidades criticam a atitude do prefeito Luciano Cartaxo  recorrer à Justiça para punir o movimento.

“Reafirmamos que o diálogo é o caminho para a solução do conflito enquanto que a tentativa de punição aos trabalhadores é o caminho oposto”, diz o texto.

O professores querem reformulação e unificação do PCCR,  reajuste salarial de 16% retroativo a janeiro (data-base), para toda a categoria, e melhorias nas condições de trabalho.

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Assinam esta nota em defesa da Educação Pública do Município de João Pessoa as seguintes entidades:

Assembleia Popular;

Assembleia Nacional dos Estudantes Livres – ANEL;

Associação dos Docentes da UFCG – ADUFCG;

Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas – APES;

CGP/Aduepb – Comissão Gestora Provisória da Aduepb;

Conselho Regional de Serviço Social – CRESS/PB;

Central Sindical e Popular – CSP/Conlutas;

 DCE/UFPB – Gestão Avante por todos os cantos;

Diretório Central dos Estudantes da UFCG – DCE-UFCG;

Fórum de Educação Permanente da Paraíba – FEPP;

Levante Popular da Juventude;

Representantes dos Fóruns de Cultura reunidos no Movimento Cultura é Prioridade;

Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba – ADUFPB;

Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba – SINTEFPB;

Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE;

Sindicato dos Jornalistas da Paraíba – SINDJOR-PB;

Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entregas no Estado da Paraíba – SINDMAE-PB;

Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado da Paraíba SINTEENP/PB;

Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux/PB – SINTRAMB;

Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba – SINTECT/PB;

Sindicato dos Trabalhadores da FUNDAC – SINTAC;

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado da Paraíba – STIUPB;

Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana no Estado da Paraíba SINDLIMP-PB;

Sindicato de ACS de Cabedelo – Sincab;

Unidade Classista;

Movimento Espírito Lilás – MEL;

Movimento pela Educação – MOVE;

Movimento Luta de Classes – MLC;

Movimento Popular Terra Livre.

MaisPB

Vinte municípios paraibanos dependem de água do Ceará

Caminhões-pipa retiram água de açude cearense
Caminhões-pipa retiram água de açude cearense

Cerca de 20 municípios paraibanos dependem de água retirada de um açude cearense para garantir o abastecimento. A partir do mês que vem, mais 70 caminhões-pipa se juntarão aos 50 já existentes na operação coordenada pelo Exército, rodando 400 km para captar água no Açude Lima Campos, localizado no município de Icó, na região Centro-Sul do Ceará. Cada caminhão faz até duas viagens por dia.

 

São cerca de 20 municípios atendidos, dentre eles: Uiraúna, Triunfo, Bernardino Batista, Poço Dantas, Cajazeiras, Souza, Aparecida, São João do Rio do Peixe, Marizópolis, São José de Piranhas, Diamante e centenas de localidades no Vale do Piancó.

 

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De acordo com a Aesa, 28 açudes, dos 124 monitorados pelo órgão, estão com menos de 5% da capacidade armazenamento. Outros 20 reservatórios já apresentam volume morto.

 

MaisPB com Diário do Sertão

PC inicia investigações sobre golpe no Hospital de Trauma; vinte pessoas foram contactadas pela quadrilha

wagner-dortaA Polícia Civil  iniciou na tarde desta segunda-feira (20) as investigações para apurar um suposto golpe que estava sendo praticado contra pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A informação é do delegado geral de Polícia Civil Wagner Dorta.

Ele disse que as investigações vão ficar a cargo da Delegacia   de Defraudações e Falsificações. O delegado explicou que cerca de vinte pessoas foram contactadas por  integrantes da quadrilha, mas apenas três caíram no golpe e chegaram a depositar o dinheiro numa conta fornecida pela quadrilha.

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Na tarde desta segunda-feira  três pessoas compareceram à Central de Polícia na Capital e prestaram queixa. Uma das vítimas foi uma senhora que mora no município de Jacaraú e está com um parente internado no Trauma. Dona Severina contou que estava dentro do ônibus quando recebeu uma ligação de uma pessoa que se identificou como  sendo funcionário do Hospital e estava ligando a pedido da direção.

O golpista mandou que ela depositasse a importância de R$ 1,5 mil numa conta bancária e que o dinheiro seria usado para o pagamento de um exame que se não fosse feito o seu parente morreria nas próximas horas.  Sem desconfiar de nada e com medo de perder o parente, Dona Severina contou que arranjou o dinheiro e colocou na conta e só depois, quando chegou ao hospital,  descobriu eu tinha sido vítima de um golpe.

 

De acordo com a polícia, os golpistas estão usando contas da Caixa Econômica Federal que já sendo monitoradas.  O delegado Wagner Dorta explicou que nem mesmo os pacientes que receberam alta escaparam de serem contactados pelos golpistas.

Sem querer entrar em detalhes  para não atrapalhar as investigações, Wagner Dorta disse apenas que entre os integrantes da polícia está uma mulher que chegou a ligar várias vezes para os parentes dos pacientes.

Paulo Cosme

Ônibus cai em ribanceira de cinco metros e deixa cerca de vinte trabalhadores feridos em Lucena

Foto:washington Luiz
Foto:washington Luiz

Cerca de vinte trabalhadores  ficaram feridos durante a capotagem de ônibus na tarde desta terça-feira (7) na Estrada de Lucena, no Litoral Norte do Estado.

De acordo com a polícia, os passageiros são funcionários de uma fábrica de engarrafamento de coco. Como aconteciam todos os dias, eles estavam voltando para casa quando o motorista perdeu o controle do ônibus que saiu da pista e caiu numa ribanceira com cerca de cinco metros de altura.

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Dos feridos, apenas dois, o motorista e um passageiro são considerados graves os outros sofreram apenas escoriações. Todos os feridos foram socorridos para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

A Polícia investiga o motivo que levou o motorista a perder o controle do veículo uma vez que ele era acostumado a trafegar todos os dias pela área.

Paulo Cosme\Washington Luiz

Dilma, exclusivo: estamos preparando o país para os próximos vinte anos

DilmaO ar aparenta um certo cansaço. Mas os olhos brilham e Dilma Rousseff é capaz de discorrer por duas horas sem perder o pique sobre seu tema preferido: o Brasil.

Garante que no segundo semestre o país testemunhará o deslanche das concessões e parcerias público-privadas. Entusiasma-se ao falar da construção naval, da lei dos portos e de como a reserva do campo de Libra impactará o país.

Criaram-se lendas de que Dilma irrita-se com críticas, a ponto de romper com o crítico. Não é o que transpareceu na conversa de duas horas, na quinta-feira no Palácio do Planalto. Mostrou sua visão de país e informou ter alertado alguns ministros mais suscetíveis sobre a importância de se dar atenção às críticas fundamentadas.

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Um dos interlocutores de Dilma garante que a imagem da “gerentona” não faz justiça a ela. Segundo ele, poucos presidentes na história tiveram a visão estratégica de futuro de Dilma. “Ela sempre pensa no país daqui a 10, 15 anos”, explica o interlocutor. “Não se inebria com resultados imediatos”.

Tem pressa. Entende que presidentes passam, o país fica. E quer deixar o máximo possível de sementes plantadas. Talvez explique o fato de empurrar conflitos com a barriga, ceder em muitos pontos, não parar sequer para colocar o Ministério em ordem,  por não ter tempo a perder para colocar em pé um trabalho que – segundo sua mesma expectativa – só começará a frutificar daqui a dez, quinze anos.

E é o que talvez explique a condescendência imprudente com seu Ministério.

Na hora da operação, esbarra na fragilidade de alguns Ministros e no acomodamento de outros. Aí, é obrigada a perder parte relevante do tempo corrigindo problemas operacionais. O álibi “Dilma truculenta” é invocada por muitos Ministros para justificar sua própria mediocridade e apatia.

A entrevista revela uma presidente com plena clareza sobre os caminhos estratégicos do país. Mas, para consolidar sua obra, falta a freada de arrumação, uma mudança maiúscula no Ministério, uma reestruturação no modo de gerenciar os Ministros – agrupando núcleos de Ministérios em torno de algumas figuras-chave, que possam ser a Dilma da Dilma -, uma reformulação na articulação política. E determinar aos seus Ministros que corram riscos, busquem iniciativas, demitindo os que se dizem com medo de cara feia.

Ao ouvir o nome do jornal GGN, pergunta a relação com o Grupo Gente Nova (GGN), organização de lideranças jovens cristãs, que vicejou em Minas nos anos 60. O berço do GGN foi Belo Horizonte e, através das freirinhas do Sion, Dilma e outros jovens faziam trabalho social em bairros pobres, discutiam política e o Concílio Vaticano 2 de João 23. O GGN transbordou para Poços de Caldas, também através de freirinhas – na caso, as dominicanas.

Dilma recorda desses tempos, compara com o que sua neta encontrará pela frente. E dá o mote para o início da entrevista.

O novo país

GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?

Dilma –  Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.

GGN – Qual a próximo ciclo da economia?

Dilma – A etapa do combate à miséria absoluta está prestes a terminar. Hoje em dia, existe o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o apoio ao microempreendedor, o Luz Para Todos. Essa foi a primeira grande leva de transformações e só tem dez anos. Os frutos ainda nem começaram a aparecer. A segunda grande leva será a busca da competitividade.

GGN – E as frentes da próxima batalha?

Dilma – A principal é a Educação, que serve ao lado social e à competitividade. Há um amplo investimento no Prouni (Programa Universidade para Todos), no FIES (Financiamento Estudantil), na ampliação das escolas técnicas, de universidades e novos campis. E na interiorização da educação. Levar a educação para o interior muda padrão de vida de toda uma região.

Os analistas ainda não se deram conta da extensão do trabalho em educação. Financiamos R$ 1,5 bilhões para o Senai ampliar a formação de mão de obra. A Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá formar 8 milhões de trabalhadores até 2014. O MEC (Ministério da Educação) está entrando com recursos para formação de técnico para nível médio.

A parte relevante é o treinamento de mão de obra com vários escalões, até chegar à Tereza Campello (do Ministério do Desenvolvimento Social). Há várias turmas de filhos do Bolsa Família se formando. Já chegam a um milhão de alunos.

Essa mesma parceria do Senai estamos fazendo com o Senar (da Agricultura) e com o Senac (do Comércio). O Senai e o Senar são os parceiros mais ativos.

O mais interessante é a quantidade de mulheres que saem do Bolsa Família e se tornam operárias especializadas. Na cerimônia de formação dos alunos do BF, a oradora da turma era uma moça que se tornou eletricista.

Os marcos regulatórios

GGN – E a outra frente?

Dilma – A segunda frente são os novos marcos regulatórios. No período Lula houve o marco do setor elétrico. Depois, o pre-sal. Como se sabia onde havia petróleo, com risco menor de prospecção, mudou-se a exploração para o sistema de partilha, para o país beneficiar-se o máximo possível da nova riqueza.

GGN – E a Lei dos Portos?

Dilma – O marco regulatório dos portos é fundamental. No lançamento afirmei que seria a segunda abertura dos portos. A primeira, de Dom João VI, foi para o comércio com as nações amigas. A segunda, agora, é a abertura para o investimento privado. Há a necessidade de um padrão de eficiência compatível com a sofisticação industrial, agrícola e a extração de minérios.

No caso dos portos, ampliar os terminais de uso privado, deixar quem quiser exportar através de container, sem reserva de mercado, e ampliar a capacidade de comunicação do país com o exterior.

Na sequencia, o desafio será priorizar a cabotagem (navegação da costa).

Um de nossos principais atos foi o de desobstruir a infraestrutura. Todo mundo tem o direito de passar. Para não penalizar quem faz a infra, quem quiser passar paga o mesmo que o concessionária cobra de si próprio.

A expansão dos portos abrirá um novo mundo, permitindo a integração com ferrovias, com o transporte aquaviário.

Hoje em dia, temos condições de planejar estrutura ferroviária, porque os portos são importantes, porque rodovias estão sendo duplicadas.  Eisenhower, quando assume governo norte-americano, duplicou todas as estradas. Chefiou as Forças Aliadas na Segunda Guerra. Planejou atravessar a França para chegar e Berlim em determinado prazo. O planejamento fio em cima da experiência antiga com as estradas francesas, estreitas. Quando entrou nas autobans, a chegada em Berlim foi abreviada. Aí ele entendeu a importância das autoestradas. Levou 15 anos para duplicar as estradas norte-americanas. Nós duplicamos os principais eixos.

O salto agrícola

GGN – Resolve-se, com isso, o problema do transporte das safras?

Dilma – Ninguém notou muito, mas lançamos recentemente uma política fundamental, a de armazenagem. Precisamos de 65 milhões de toneladas de capacidade instalada de armazéns. No último Plano de Safras, foram destinados R$ 136 bilhões para a agricultura comercial e R$ 21 bi para a familiar. Foram colocados R$ 5,5 bilhões, a 3% ao ano de juros e prazos de 15 anos, para a ampliação da rede de armazéns.

Ao mesmo tempo, será recriada uma estrutura de assistência técnica e extensão rural.

A Embrapa é uma instituição voltada para a pesquisa. A nova organização será voltada para a assistência técnica, como agência de difusão de tecnologia. Será enxuta e seu papel consistirá em articular consultorias privadas para atuar em duas áreas prioritárias: agricultura de precisão e produção de hortifrutigranjeiros em áreas protegidas (estufas), além de pesquisas em biotecnologia, nas áreas de DNA, pecuária leiteira.

O campo de Libra

GGN – E a licitação do campo de Libra?

Dilma – Ainda não caiu a ficha geral sobre a próxima licitação do pré-sal, em 22 de outubro. Será licitado apenas um campo, o de Libra. Dentro da política da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras foi contratada para furar um poço. Fez a prospecção e constatou, inicialmente, uma capacidade potencial de 5 bilhões de barris equivalente de petróleo. Depois, pegaram os mapas de sísmica em 3D e enviaram para análises em Londres. Os últimos dados apontam para uma capacidade de 8 a 12 bilhões de bpe. É algo em torno de 2/3 do total das reservas brasileiras descobertas em toda sua história.

As análises iniciais indicam um preço bastante competitivo, na faixa de 40 dólares o barril. O gás de xisto dos Estados Unidos, tão falado, não sairá por menos de 80 dólares.

GGN – Recentemente fizemos em Porto Alegre um seminário sobre a indústria naval e houve relatos entusiasmados sobre os avanços no setor.

Dilma – Você não sabe a satisfação que é quando se percebe que um objetivo foi alcançado. Lembro-me que em 2003 o presidente Lula me chamou e disse que o Brasil já tinha sido um dos maiores produtores de navio nos anos 70. E que queria que voltasse a ser. Fui com a Graça Foster, titular de uma das secretarias do Ministério, até um estaleiro abandonado.

Era um areal imenso, a perder de vista, sem nada em cima. As pessoas caçoavam, diziam que seria impossível o Brasil construir navios, que estava muito acima da nossa capacidade. Ora, construir navios é a capacidade de transportar chapas e de soldar. Como, impossível?

Hoje, quando volto aos mesmos lugares, vemos guindastes gigantescos, o estado da arte, equipamentos sofisticados. E com o campo de Libra, vai ser um salto ainda maior. Haverá uma demanda gigantesca por equipamentos, de 14 a 17 plataformas, exigindo acelerar substancialmente a indústria naval.

GGN – Porque concessões e investimentos demoram tanto a deslanchar?

Dilma – O país paga um preço de 20 anos com austeridade fiscal e baixa projeção econômica e de investimento. Ninguém passa imune por isso.

As consequências foram a hipertrofia das estruturas de fiscalização em detrimento da execução. O funcionalismo fiscal tornou-se importante; o de execução perdeu status e incentivo. Esse fenômeno espalhou-se pelo setor privado, com os engenheiros de produção cedendo lugar aos engenheiros voltados para a área financeira e de gestão. Desapareceram as grandes empresas de consultoria de engenharia.

O planejamento de longo prazo retornou ao país em 2007, com o primeiro PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Ninguém mais fazia projetos, nem a União, nem os estados nem a iniciativa privada estavam preparados para enfrentar o desafio.

De lá para cá houve expressiva mudança qualitativa. Hoje em dia União, estados e iniciativa privada estão mais aparelhados, as empresas de projetos são bem melhores, com impacto no ritmo das obras. Houve modificações nos sistemas de contratação, reduzindo o tempo, melhoria na capacidade de planejar.

GGN – Quando as concessões deslancharão?

Dilma – Na segunda metade do ano, haverá um festival de licitações. Serão licitados 7.500 km de rodovias, aeroportos, ferrovias, o poço de Libra, gás em terra, armazéns, linhas de transmissão e geração e o TAV (Trem de Alta Velocidade). Os empresários internacionais já acordaram para isso.

 

 

jornalggn

Vinte cidades da Paraíba entram em colapso de água

barragemCom a suspensão do abastecimento total de água em mais oito municípios do Estado, nessa segunda-feira (15),  a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) já contabiliza 20 municípios em colapso no abastecimento de água. O racionamento, por sua vez, persiste em outras 13 cidades do Estado, das quais três estão com previsão para sofrerem a interrupção total ainda este mês, se as chuvas não caírem com regularidade nos próximos dias.

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De acordo com Marle Bandeira, meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), para as cidades de Cacimba de Dentro, Solânea, Bananeiras, Araruna, Riachão, Tacima, Dona Inês e Damião as previsões de chuvas são animadoras e o colapso pode não se estender por muito tempo. “Para a população dessas cidades, que ficam localizadas no Brejo do Estado, a expectativa é que sejam beneficiados com o período chuvoso, que se estende de abril a julho. Por enquanto, as precipitações ainda foram irregularidades, mas a esperança é que o inverno seja positivo e contribua com a elevação no nível do açude que os abastece”, informou.

Para os demais municípios que sofrem com o colapso, em especial aos localizados no Cariri, a previsão é que a situação permaneça crítica por bastante tempo. Já no sertão, segundo a meteorologista, as chuvas que caíram nos últimos dias e que devem permanecer até maio, podem evitar que o colapso se instale. “A região do Vale do Piancó tem registrado índices bons de chuvas. Ainda não temos como precisar se será o suficiente para garantir o abastecimento por todo o restante do ano, mas acreditamos que elas serão capazes de se instalarem no subsolo e serem utilizadas através de poços”, disse Marle Bandeira.

Na lista dos municípios que enfrentam o desabastecimento total de água, estão Brejo dos Santos, Bom Sucesso, Triunfo, Imaculada, Pilões, Belém, Caiçara, Logradouro, Jericó, Mato Grosso, Lagoa, Diamante, Cacimba de Dentro, Solânea, Bananeiras, Araruna, Riachão, Tacima, Dona Inês e Damião. Os oito últimos eram abastecidos pelo açude Canafístula e já sofriam com o racionamento de água, desde o final do ano passado.

Em março deste ano, quando o reservatório operava com apenas 11% de sua capacidade, os moradores contavam com apenas três dias com água e passavam quatro dias sem abastecimento.

Agora, a Cagepa está levando água aos moradores em carros-pipa, uma vez que o açude possui apenas 6% de sua capacidade de armazenamento de água.

Por Vanessa Furtado, Jornal Correio da Paraíba