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Estudos mostram que apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício

Imagem Carolina Garcia
Imagem Carolina Garcia

Estudos recentes da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) demonstram que, apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício e encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos são relacionados à violência. Os pesquisadores apontam também que não há nenhum tratamento medicamentoso aprovado para dependência de crack. “Dessa forma, a boa prática direciona-se no sentido da adoção de uma visão multifocal para o tratamento da dependência desta droga”, comentou o psicólogo.

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Para Deusimar Guedes, psicólogo e advogado, esta visão a partir de vários ângulos deverá conter diretrizes gerais para a assis­tência integral ao usuário de crack, onde as abordagens de natureza: físicas, psicológicas e sociais, levem em consideração também, às questões legais e de qualidade de vida, num tratamento que vise não especificamente à abstinência, mas também, a prevenção de recaídas e a reinserção social dos drogadictos.

Outro aspecto importante, destacado pelo psicólogo,  além da abordagem interdisciplinar, é a construção de uma rede de instituições que trabalhe de forma integrada contemplando as várias vertentes da política educativa sobre droga, dentre estas, aquelas direcionadas à: prevenção do uso indevido destas substâncias, a atenção e acolhimento de usuários e familiares, a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, educação e assistência social, bem como a identificação precoce destes dependentes químicos para o devido encaminhamento ao tratamento adequado no âmbito da referida rede de atenção e cuidados.

Para ele há uma necessidade inadiável que o poder público assuma esta sua responsabilidade, e que tais iniciativas não fiquem apenas com o Estado, mas também sejam encampadas pelos diversos segmentos sociais, pois esta á uma causa que pertence a toda a sociedade, “ pois, mesmo sabendo que não existe um modelo ideal e nem mesmo uma fórmula má­gica de prevenção e tratamento ao uso indevido de drogas, uma coisa é certa, mais do que pessoas envolvidas, precisamos de pessoas comprometidas, haja vista, que o maior risco que corre a humanidade não é o grande número de indivíduos que fazem o mal, mas sim a multidão daqueles que mesmo podendo impedir que o mal aconteça não o fazem”, concluiu.

Paulo Cosme

Jovem grávida de oito meses sustenta vício se prostituindo por R$ 10

Diario do Sertão
Diario do Sertão

Lidiane Ferreira Lima, 26 anos, foi presa pelo Grupo Tático Especial da Polícia Civil, na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, por prostituição. a prisão aconteceu no Conjunto Mutirão.

Segundo informações da Polícia, Lidiane está grávida de oito meses e foi presa durante a madrugada desta quarta-feira (30), consumindo drogas, em uma casa que funciona como ‘boca de fumo’.

A jovem  já tem passagem pela Polícia por consumo de drogras e informou que consegue dinheiro para menter o vício de prostituindo. “Eu faço programa de R$ 10 ou R$ 20″, revelou.

 

 

portalcorreio.

SP: Sindicato dos Jornalista diz que atacar Diploma é vício empresarial da Folha

 

Diante das críticas proferidas pelos meios de comunicação contra a decisão do Senado que aprovou a volta da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, decisão tomada na quarta-feira (8). O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo publicou uma nota pronunciando-se sobre o caso. Acompanha na íntegra:

O jornal Folha de S. Paulo da quinta-feira (9), publicou um editorial intitulado “Vício Corporativo”, onde critica a decisão dos senadores da República, por esmagadora maioria, em aprovar a PEC 033, que reinstitui a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão.

O editorial classifica a decisão soberana do parlamento brasileiro como um mero “lobby de faculdades e sindicatos” que “providenciaram proposta de emenda à Constituição destinada a assegurar sua reserva de mercado à custa daquelas liberdades fundamentais” – de informação e expressão.

Além de ofensivo, pois considera que os senadores eleitos democraticamente pelos brasileiros são joguetes suscetíveis à vontade dos sindicatos e das faculdades de jornalismo, o editorial explicita os verdadeiros interesses envolvidos na queda do diploma, bandeira entusiasticamente empunhada pelo jornal Folha de S. Paulo e pelas redes de televisão, através de entidades empresariais como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Não foi segredo para os senadores, como também para a maioria dos jornalistas brasileiros, que o fim do diploma tinha como interesse exclusivo desregulamentar uma profissão composta por profissionais saídos dos bancos das mais importantes faculdades de jornalismo, com o intuito de achatar salários.

O cozinheiro, como o jornalista, “não necessitaria de um diploma de curso superior para preparar uma refeição” disse pejorativamente o ex-presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, arauto do lobby empresarial, no seu arrazoado para extinguir a exigência do diploma. Alías, até mesmo os cozinheiros procuram se qualificar cada vez mais através de faculdades de gastronomia.

O fim do diploma em jornalismo, decorrência de decisão equivocada do STF em audiência realizada em junho de 2009, só trouxe danos para a categoria e para os leitores, ouvintes e telespectadores em geral. Eliminou-se assim qualquer critério para conseguir o registro profissional no Ministério do Trabalho e Emprego, facilitando a obtenção de um documento com valor de carteira de identidade que permite que qualquer portador se passe por jornalista, sem exercer de fato a profissão ou sem nunca ter pisado em uma redação, independentemente de escolaridade. Em geral, só a desejam em busca de vantagens pessoais

A derrota de Gilmar Mendes e dos empresários de comunicação na votação do Senado é fundamental não apenas para os jornalistas do país, mas para todos os cidadãos brasileiros que prezam a informação de qualidade e o respeito com aquilo que recebem diariamente através dos noticiários, sejam eles de jornais, TVs, revistas, sites e rádio. A luta agora será na Câmara Federal, onde a matéria será analisada.

Fonte: Vermelho
Focando a Notícia

Nasce um bebê por hora nos EUA com sintomas de vício, diz estudo

A cada hora, nasce um bebê, nos Estados Unidos, com sintomas de dependência de opiáceos, segundo um estudo publicado na revista científica da “American Medical Association”.

Entre 1999 e 2009, triplicou o número de recém-nascidos com síndrome de abstinência no país, devido a um grande aumento na incidência de grávidas viciadas em substâncias legais e ilegais derivadas do ópio.

Segundo os autores do estudo, baseado em dados de mais de 4.000 hospitais, grande parte do problema é o vício em remédios para dor, entre eles oxicodona e codeína. Só em 2009, 13,5 mil bebês teriam nascido no país com síndrome de abstinência neonatal.

Vício

Logo após o nascimento, a bebê Savannah Dannelley teve de ficar internada na unidade neonatal de um hospital em Illinois, ligada a máquinas que monitoravam sua respiração e batimentos cardíacos.

Ela chorava muito, tinha diarreia e dificuldade de se alimentar, problemas típicos em bebês com abstinência. Alguns também têm problemas respiratórios, baixo peso e convulsões.

Sua mãe, Aileen, de 25 anos, parou de tomar analgésicos no início na gravidez, substituindo os remédios por metadona sob supervisão médica.

Agora, tanto ela como a bebê passam por um tratamento para combater o vício.

“É muito duro, todo dia, emocionalmente e fisicamente”, disse Aileen Dannelley à agência Associated Press.

Altos custos

Não se sabe ao certo quais são os impactos de longo prazo para a saúde de bebês que nascem com sintomas de dependência, mas reagem bem durante as primeiras semanas de vida.

Algumas pesquisas científicas, mas não todas, apontam um risco mais alto de problemas de desenvolvimento.

O que fica claro, segundo o novo estudo, é que os custos médicos são muito mais altos com bebês que nascem com o problema.

“Bebês com síndrome de abstinência neonatal precisam de hospitalizações iniciais mais longas, frequentemente mais complexas e mais custosas”, conclui o estudo.

Em média, um recém-nascido com sintomas de dependência passa 16 dias no hospital, comparado com apenas três para os demais bebês.

Para Stephen Patrick, um dos autores da pesquisa, “os opiáceos estão se tornando um grande problema nos Estados Unidos”.

Marie Hayes, da Universidade do Maine, diz que em 85% dos casos de bebês com síndrome de dependência, as mães eram viciadas em remédios normalmente vendidos com receita médica e, em poucos casos, as mães eram dependentes de heroína ou estavam tomando remédios por necessidade, após um acidente de carro, por exemplo.

Um editorial da revista que acompanha o estudo diz que enquanto “os opiáceos oferecem um controle de dor superior”, eles também tem sido “receitados de forma exagerada, desviados e vendidos ilegalmente, o que cria um novo caminho para o vício em opiáceos e um problema de saúde pública materna e infantil”.

paraibaurgente