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Atlético Nacional dá show no campo, na arquibancada e até nos vestiários

A torcida do Atlético Nacional é um remédio para o espírito. Espanta o mau-humor, invoca a euforia e, a julgar pelo burburinho com som alto, cerveja e paquera do lado de fora do estádio em Medellín, pode até trazer a pessoa amada em pouco mais de 90 minutos. A postura do clube inspira, a paixão do povo de branco e verde que não para de cantar mesmo debaixo de forte chuva emociona, e os jogadores vão no embalo: 3 a 0 com a Chape no peito. Mas eles acharam pouco. O mosaico, o minuto de silêncio, os gritos antes da partida, as faixas celebrando “uma nova família que nasce” e desejando força à torcida, familiares e moradores da cidade catarinense, nada disso foi suficiente para uma equipe que ganhou milhões de novos torcedores para o Mundial de Clubes.

O melhor ficou para o fim. A portas fechadas, enquanto jornalistas aguardavam a saída dos jogadores do vestiário para entrevista, os gritos de “vamos, vamos, Chape” foram novamente ouvidos, desta vez, com os atletas reproduzindo a comemoração da equipe brasileira quando se classificou para a final da Copa Sul-Americana. De arrepiar. O capitão Henriques explicou:

– Desafortunadamente aconteceu, e nós passamos a sentir um gosto muito amargo porque os jogadores de futebol nunca imaginam que isso pode acontecer. Fizemos uma pequena homenagem, cantamos a canção que vimos por todas as redes sociais. É uma pequena homenagem à Chapecoense, porque na verdade para nós foi muito forte. Estamos em aviões a cada três dias.

Presidente do Atlético Nacional, Juan Carlos de la Cuesta, mostrou carinho com os torcedores após a vitória (Foto: Vicente Seda)Presidente do Atlético Nacional, Juan Carlos de la Cuesta, mostrou carinho com os torcedores (Foto: Vicente Seda)

Com os olhos marejados e camisa da Chape, o médico Edson Stakonski explicou ao deixar o vestiário do time de Medellín:

– Tenho de agradecer ao Atlético Nacional, mais uma homenagem muito bonita. Tem aquele vídeo após a classificação para a semifinal da Copa Sul-Americana, com os jogadores e a comissão técnica cantando e comemorando no vestiário, eles fizeram igual. Eles que cantaram, não tinha o vídeo lá dentro. Foi fantástico. Só nos apoiaram. Emocionante. Difícil falar.

O sentimento da arquibancada se resumiu quando a reportagem do GloboEsporte.com, ao lado de outros jornalistas brasileiros, foi abordada por uma torcedora na arquibancada. Muito emocionada, disse que os colombianos sentiram a dor dos brasileiros como se fossem seus próprios amigos ou familiares no avião que caiu em Medellín.

– Fizemos todas essas homenagens do fundo do coração. É algo muito sincero. Todos sentimos muito o que aconteceu – disse a torcedora, se despedindo carinhosamente dos repórteres.

O presidente do clube, Juan Carlos de la Cuesta, reconheceu que os colombianos absorveram o golpe da tragédia que matou dezenas de brasileiros como se fossem seus conterrâneos no avião da boliviana LaMia. E que essa emoção certamente interferiu na forma apaixonada como a equipe atuou no Atanasio Girardot, conseguindo a classificação para a semifinal do Campeonato Colombiano com o gol de Nieto aos 46 minutos da etapa final:

– Creio que sim, porque a equipe estava muito triste pela situação, primeiro pela tragédia tão grande e depois por não disputar a final, mas a equipe estava descansando há 10 dias para competir nesse momento. Queríamos classificar à fase seguinte primeiro diante de um rival como Millonarios e por outro lado para também render uma homenagem à Chapecoense – De la Cuesta, que esbanjou simpatia após o jogo atendendo pacientemente pedidos de fotos de vários torcedores.

mosaico da torcida do atlético nacional diz "vamo, vamo chape" (Foto: Leonardo Lourenço / GloboEsporte.com)Mosaico da torcida do Atlético Nacional: “Vamos, vamos, Chape” (Foto: Leonardo Lourenço / GloboEsporte.com)

Uribe, por sua vez, lembro do sonho das duas equipes de disputar a decisão da Sul-Americana:

– Todos sentimos como se fosse algo conosco, foi algo muito perto. Foi na nossa terra, era a equipe que iríamos enfrentar. Os dois times tinham o mesmo sonho de jogar a final da Sul-Americana. Foi um golpe muito duro, mas agora é ter muito fé e desejar muita fé às famílias, para quem damos todo nosso apoio.

GloboEsporte.com

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Estado minimiza alagamento de vestiários: ‘foi só entupimento’

almeidaoO secretário estadual de Recursos Hídricos e superintendente da Suplan, João Azevedo, minimizou, nesta terça-feira (09), o alagamento do túnel que dá acesso aos vestiários do estádio José Américo de Almeida (O Almeidão), na noite desta segunda-feira (08), urante partida entre Botafogo-PB e Paysandu válida pela Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. O assunto foi alvo do noticiário esportivo nacional.

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Em contato com a reportagem do Portal MaisPB, João Azevedo disse que o problema foi um simplesmente entupimento por lixo na galeria de drenagem que liga os vestiários ao gramado. O secretário explicou que a água é bombeada da galeria para o fosso, que rodeia o gramado, e em seguida vai para o lado externo do estádio.

“Como houve o entupimento por lixo do canal, a água não teve como ser bombeada para fora do estádio. Mas, o problema está sendo resolvido, o local está sendo limpo. É claro que é um transtorno e não deveria ter acontecido. Mas, foi um simples entupimento da galeria”, arfimou.

O secretário também lamentou o fato da imprensa explorar apenas o alagamento da galeria e esquecer de mostrar que com mais de 100 milímetros de chuva, em apenas dois dias, o gramado do estádio ficou em perfeitas condições de jogo e que o sistema de impermeabilização das arquibancadas funcionou normalmente.

“Esta chuva anormal, de mais de 100 milímetros em apenas dois dias, mostra que a qualidade do gramado é excelente, com poucas poças de agua. A drenagem do gramado funcionou perfeitamente, mas ninguém comenta nada”, disse.

O secretário disse também que o projeto, do ano de 1980, tem um erro de concepção e normalmente a galeria, que fica abaixo do nível do gramado, alaga, sendo esvaziada pelas bombas para o fosso. “Como o canal do fosso estava entupido a água não eteve como escoar para o lado externo do campo”, explicou.

Recentemente, o estádio Almeidão foi reformado. A obra foi inaugurada no último dia 03 de julho.

MPPB investigará o caso

O promotor da Curadoria do Cidadão, Valberto Lira, informou que o Ministério Público Estadual (MPPB) irá formar uma comissão para investigar o caso. No entanto, ressaltou que o MPPB só poderá adotar alguma providência após a confecção de um laudo técnico.

“Vamos analisar o que aconteceu, verificar se é um problema de engenharia, ou se de muita chuva. Só um laudo técnico vai constar a falha”, afirmou.

Valberto Lira acrescentou que, caso seja constatado algum um problema técnico, a empresa responsável pela obra no estádio vai ter que responder pela falha.

Cristiano Teixeira – MaisPB