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Vendas de veículos caem 1,61% em janeiro

As vendas de veículos caíram 1,61% em janeiro em comparação ao mesmo mês de 2019. Segundo o balanço divulgado, hoje (4), pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas no primeiro mês deste ano 298,4 mil unidades, contra 370,7 mil no ano passado. Em relação a dezembro, a retração ficou em 19,5%.

Os automóveis tiveram a maior queda, com redução de 5,62% nos emplacamentos de janeiro em relação ao primeiro mês do ano passado. De acordo com a Fenabrave, foram vendidos 154,5 mil carros em janeiro. Na comparação com dezembro, o número representa uma retração de 28,1% nas vendas. No último mês de 2019 chegaram a ser comercializados 215,2 mil carros.

As motos tiveram um resultado positivo, com crescimento de 1,08% nas vendas em janeiro de 2020 contra o mesmo mês de 2019. Foram emplacadas 91,7 mil unidades no primeiro mês do ano.

Os caminhões também registraram alta nas vendas, 3,66%, com a comercialização de 7,1 mil veículos do tipo em janeiro. Já os ônibus apresentaram uma diminuição de 2,27% nos emplacamentos, com a venda de 2,1 mil veículos de transporte coletivo no mesmo período.

Agência Brasil

 

 

Turismo no Brasil cresce alavancado por vendas on-line e incentivos do governo

A busca por destinos brasileiros cresceu 30% no primeiro semestre de 2019. São Paulo é, atualmente, a 3ª cidade turística mais procurada no mundo, de acordo com a Google.

Em razão da retomada do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), o setor do turismo, que é uma das principais vertentes da economia brasileira, tende a ter ganhos em 2020.

Em 2018, a receita do turismo alcançou o segundo maior resultado da última década, e os sinais continuam sendo positivos. No panorama global, também houve um aumento de 4% no número de viagens entre os mais diversos destinos entre janeiro e novembro de 2019, segundo a Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO).

Modernização e novos hábitos

Entre os fatores que compuseram esse cenário, está a união entre a tecnologia e o turismo. Com o objetivo de atender a um novo e potente público, diferentes tipos de empresas, startups e agências de turismo estão aderindo à tendência de vender passagens pela internet, o que muitas vezes facilita os deslocamentos, pois aumenta a velocidade e a praticidade da compra e do planejamento.

E esse mercado está investindo na forma de simplificar ainda mais essas transações, que vão desde a reserva de passeios e hospedagens on-line à compra de passagens em alguns cliques via aplicativo do ônibus.

Prova de que essa tendência promete é que, entre 2013 e 2019, a quantidade de brasileiros que fizeram compras pela internet quase dobrou, passando de 23% para 42%. O percentual sobe à medida que aumentam a renda familiar, a sensação de segurança ao realizar transações financeiras virtuais e a frequência em que se costuma acessar a rede.

Panorama

No contexto mundial, o turismo brasileiro está em posição de liderança e, só na Bahia, que representa uma grande força para a receita turística do Brasil, há uma expectativa que a ocupação hoteleira cresça 5% em 2020, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes. Entre todos os empregos gerados no país, os que estão relacionados ao turismo representam 7,5%.

Como o Brasil é um país dotado de muitas riquezas naturais, como praias, reservas, e uma grande diversidade biológica, étnica e social, o Turismo representa um grande papel não só na recuperação econômica do país em momentos de crise, como um impulsionador da mesma de maneira geral.

No ano passado, entre janeiro e novembro, houve um crescimento de 2,6%. Só em julho de 2019 houve um crescimento de 4,4%, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, o setor de Turismo e Viagens representa 8,1% de toda a riqueza gerada, isto é, do Produto Interno Bruto (PIB), e emprega mais de 6,1 milhões de pessoas. Os dados são, respectivamente, do Ministério do Turismo e do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) com a Oxford Economics.

Em 2020, é possível que haja outras novidades relativas ao setor. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, atualmente está avaliando a possibilidade de investir no Turismo Sustentável.

Maior entrada no Brasil

Outra mudança que deve impactar o setor de viagens é a isenção de vistos para pessoas vindas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, que teve início em junho de 2019. A medida está atrelada ao desejo do governo brasileiro em duplicar a entrada de estrangeiros no país.

Assim, a expectativa é que em junho haja um crescimento de 158% nas entradas de estrangeiros em terras brasileiras. Com a isenção de visto para chineses, que foi anunciada em outubro do ano passado, essa taxa pode ser ainda maior. Além dessas nacionalidades, pode ser que o governo inclua também os indianos.

Mapa do Turismo Brasileiro

Uma outra medida governamental que tem como objetivo aprimorar o turismo do país foi a criação do Mapa do Turismo Brasileiro. A ideia é dar ferramentas para os gestores identificarem as principais necessidades de cada região turística, que no total são 333. O documento foi apresentado em agosto do ano passado.

 

Conteúdo Gear Seo

 

 

Detran-PB reforça instrução sobre comunicação de vendas de veículos

Com a finalidade de otimizar e regularizar os procedimentos de compra e venda de veículos, garantindo maior segurança aos envolvidos, a Diretoria de Operações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) reforçou a divulgação da Instrução de Serviço que estabelece “que todas as solicitações de comunicação de vendas devem ser encaminhadas exclusivamente à Divisão de Registro de Veículos (DRV), através de requerimento específico”.

O diretor de Operações do Detran-PB, Orlando Soares, explicou que a medida visa evitar problemas e o consequente constrangimento aos usuários, com supostas notificações por infrações cometidas pelos novos proprietários dos veículos.

Para isso, o Detran da Paraíba disponibiliza no seu site, no Menu “Veículos”, o Formulário de Comunicação de Vendas a ser preenchido em 2 vias e entregue à DRV, na sede da autarquia, nas Ciretrans ou Postos de Trânsito, no Estado. A esse requerimento deve ser anexada cópia autenticada do Certificado de Registro de Veículos (CRV), assinado pelo vendedor e pelo comprador, com firmas reconhecidas por autenticidade.

De acordo com a Instrução de Serviço nº 003/2016, “as comunicações de venda somente serão deferidas e processadas quando requeridas no formulário estabelecido, atendidos todos os campos de preenchimento e contendo a documentação exigida, passando a produzir seus efeitos legais a partir da aprovação e do respectivo lançamento pela DRV, que deverá ser realizado em até 24 horas a partir do recebimento”.

PB Agora

 

 

Empresário tem carro roubado após negociar em site de vendas na PB

sireneUm empresário teve o carro roubado depois de anunciar o veículo em um site de vendas e negociar com um casal de criminosos. A dupla foi até a casa da vítima, alegando interesse no carro, mas acabou roubando o veículo e, ainda, vários objetos da casa. O caso ocorreu nesta quinta-feira (23), no bairro Alto Branco, em Campina Grande. A Polícia Militar chegou a ser acionada, mas o veículo não foi localizado até o fim da tarde desta sexta-feira (24).

O empresário Francisco Antero da Silva Júnior conta que queria vender o carro e decidiu anunciar na internet e já estava negociando com algumas pessoas há pelo menos duas semanas, quando houve um suposto interesse por parte de um casal. Os suspeitos pediram para ir até a casa da vítima avaliar o carro, mas tudo fazia parte do plano para o roubo.

“Esse pessoal me ligou perguntando se o veículo já havia sido vendido. Quando eu falei que estava em negociação, eles pediram para dar uma olhada, sem compromisso. Eu sempre marcava para mostrar o carro em algum lugar público, mas dessa vez eu aceitei fazer em casa. E aconteceu o que aconteceu”, disse o empresário.

Os suspeitos ficaram na casa da vítima por cerca de 10 minutos, tempo suficiente para roubar eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Quando os dois suspeitos chegaram eles “perguntaram se podiam ir ao banheiro e eu disse que sim. A moça foi primeiro, depois o rapaz. Quando ele retornou, já veio com a arma em punho e me rendeu. [Ele] pediu para que eu não reagisse, que não ia fazer nada comigo e que queria apenas o carro e alguns itens de casa. E foi o que fizeram. Me prenderam no banheiro”, relatou a vítima.

Além do casal, durante a ação o empresário percebeu que outra pessoa entrou na casa para ajudar a pegar os objetos. “Quando preso [no banheiro], eu ainda escutei a voz de um terceiro, que até então não tinha se apresentado com eles. E só fui escutando a quebradeira dentro de casa, levando tudo, eu sentado lá, sem poder fazer nada, escutando o que eles me mandavam, o que eles me perguntavam”, conta Francisco Antero.

O empresário só conseguiu sair do banheiro, depois que ouviu o momento em que o suspeitos saíram com o carro. Ele arrombou a porta e procurou ajuda com os vizinhos, para acionar a Polícia Militar.

G1 PB

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Vendas de veículos novos caem 20% em 2016, pelo 4º ano seguido

carroAs vendas de veículos novos no Brasil caíram 20,1% em 2016, na comparação com o ano anterior, informou nesta quarta-feira (4) a federação dos distribuidores, a Fenabrave. Foi o 4º ano seguindo de baixa.

Foram emplacados 2.050.327 automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus. É o volume mais baixo desde 2006, quando 1.927.738 unidades foram vendidas.

Em 2015, com 2,5 milhões de veículos licenciados, o recuo foi de 26,5% em relação ao ano anterior, mas o volume ainda estava no nível de 2007, quando 2,4 milhões foram vendidos.

Vendas de veículos no Brasil 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

No começo de 2016, a Fenabrave projetava quedas menores. A entidade atribuiu o resultado final à crise econômica e baixa aprovação de compras a crédito. ” A alta taxa de desemprego faz o consumidor adiar a compra. De cada 10 fichas para financiamento que recebemos, apenas 3 são aprovadas”, afirmou Alarico Assumpção Junior, presidente da federação.

A falta de crédito também foi apontada pela Fenabrave como o motivo de a venda de veículos usados ter ficado quase estável em 2016.

Quedas em série
A sequência de quedas nas vendas de veículos zero quilômetro começou em 2013, quando foi interrompida uma série de recordes iniciada em 2007.

Desde então, sem conseguir escoar os estoques, as montadoras lançaram mão de diversos mecanismos para frear a produção. O número de veículos fabricados em 2016 será divulgado nesta quinta (5), mas também deverá ser menor do que em 2015.

Em 2010, o Brasil chegou a ser o 4º maior mercado de veículos do mundo; em 2016, deverá ficar no fim da lista dos top 10.

Segmentos
A baixa foi puxada pelos automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), que representam mais da metade das vendas de veículos. Pela primeira vez desde 2006, o volume de automóveis vendidos ficou abaixo de 2 milhões, totalizando 1,68 milhão.

Com comerciais leves, o montante chegou a 1,98 milhão ou 19,8% a menos do que de 1 ano atrás. O modelo mais vendido, pelo 2º ano seguido, foi o Chevrolet Onix.

O maior percentual de queda, no entanto, foi o do segmento de pesados. Para caminhões, chegou a quase 30%. Foram emplacados 50,2 mil veículos do tipo no ano passado. Para ônibus, a baixa foi de quase 33%, com 13,6 mil unidades vendidas.

Vendas de veículos por categoria no Brasil 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

As vendas de motos caíram 21,6%, com menos de 1 milhão de unidades emplacadas (997,9 mil).

Previsão de melhora
Para 2017, a Fenabrave espera que as vendas voltem a crescer. A projeção é que as vendas de carros, caminhões e ônibus tenham alta de 2,43%, “levando em consideração o que todos anunciam, e o próprio governo, (que é) um crescimento do PIB de 1%”, afirmou o presidente da entidade à GloboNews.

“Não é de todo ruim, acho que vamos uma retomada, ainda que sobre uma base baixa (os resultados de 2016). É um primeiro passo”, completou.

As vendas de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) devem subir 2,4% e as de caminhões e ônibus, 3,15%. A previsão mais otimista é para as motos, de aumento de 4,4%.

Em dezembro, houve baixa de 10,2% sobre o mesmo período de 2016, mas foi o único mês no ano em que o volume de vendas superou 200 mil unidades.

A Fenabrave considera que os estoques nas fábricas e lojas foram normalizados. “Existem 110 mil veículos em estoque, 80% nos pátios das concessionárias e 20% nas fábricas. Média de 18 dias de estoque”, afirmou Assumpção Junior. “É um estoque normal, porque os níveis de produção já foram adequados.”

10 carros e 10 motos mais vendidos de 2016 - Fenabrave (Foto: Arte/G1)

 

G1

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Vendas: Natal deve ter 2º pior resultado desde 2001

shoppingO Natal deste ano deve ser o segundo pior em vendas desde 2001 e a perspectiva é que o faturamento retroceda para o nível de 2012, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Com 3,6 milhões de desempregados a mais do que em dezembro de 2015, o brasileiro está inseguro para comprar a prazo. Quando opta por pagar à vista, procura gastar menos.

O clima de incerteza afeta até mesmo os lojistas de shoppings, que normalmente são mais otimistas. No fim de semana, os shopping centers tiveram bom fluxo de consumidores, mas com vendas abaixo do esperado.  A expectativa é que esse quadro melhore a partir de hoje, quando os brasileiros recebem a segunda parcela do 13.º salário.

“O consumo está sem espaço e as vendas não estão evoluindo”, afirma a economista da CNC, Izis Ferreira. A demora para a economia se ajustar fez com que a entidade ampliasse a projeção de queda de vendas para o Natal, de 3,5% para 4,0%. Ela explica que apesar de o porcentual de retração ser menor – no Natal de 2015, a queda foi de 7,1% –, este ano será de “queda sobre queda”.

Izis observa que até a confiança dos empresários do comércio, que se recuperava rapidamente, parou de crescer de novembro para dezembro, segundo o indicador que será divulgado hoje pela CNC.

A falta de otimismo entre os comerciantes é atestada pelo presidente da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. “No fim de semana, o fluxo de pessoas nos shoppings foi bom, mas a conversão em vendas foi baixa”, observa. Isso significa que houve mais gente circulando, mas pouca gente comprando.

Sahyoun acredita que houve antecipação de compras por causa da Black Friday, a megaliquidação do fim de novembro. Além disso, com o crédito limitado, a elevação do desemprego e o clima de insegurança, ele projeta para as vendas de Natal dos shoppings queda maior do que a registrada no ano passado. No Natal de 2015, a retração foi de 2,8% sobre o ano anterior.

Apesar do prognóstico ruim, na avaliação do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, este não será o pior Natal do Plano Real. Segundo dados da ACSP, que mede o volume de vendas na cidade de São Paulo, o principal mercado consumidor do País, as vendas em dezembro do ano passado na capital paulista caíram 14,5% em relação ao ano anterior. Para este ano, a perspectiva é de retração de 6%. “A queda está perdendo velocidade.”

Na primeira quinzena deste mês, houve um recuo de 7,2% no movimento do comércio em relação ao mesmo período de 2015. “Foi uma queda maior do que a esperada”, observa Alfieri, lembrando que novembro tinha fechado com retração de 2,2% na comparação anual. O economista frisa que o cenário é nebuloso e que poderá ocorrer alteração. “O grande teste será a partir de amanhã (hoje), quando ocorre o pagamento da segunda parcela do 13.º salário.”

Popular. Os lojistas das ruas de comércio popular são os únicos que ainda têm perspectivas de ampliar as vendas de Natal, apesar da recessão. Segundo Claudia Urias, presidente da Univinco, que representa 4,5 mil lojistas espalhados pela 25 de Março e 16 ruas da região, o comércio local espera aumentar entre 3% e 6% o volume de negócios neste ano em relação ao anterior. “No sábado, as lojas da região receberam mais de um milhão de pessoas.”

Mesmo com o grande fluxo de gente, Claudia observa que o gasto médio nas compras tem sido menor. Essa tendência foi observada até nas vendas do atacado, com corte de 50%.

Estadão

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Fenabrave repudia ato do DETRAN que pode inviabilizar 85% das vendas de veículos na PB

detran-pbA Fenabrave emitiu nesta quarta-feira (16) uma carta aberta aos paraibanos para repudiar a atuação do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) que culminou com o aumento da carga tributária do ICMS e a criação de um Fundo que deverá encarecer o preço dos veículos novos e usados no Estado.

De acordo com a instituição, o ato do Detran deve inviabilizar 85% das vendas do setor, “alcançando todas as formas de fomento realizadas por instituições financeiras de caráter nacional, que vão desde as compras parceladas a até mesmo os consórcios”.

Segundo a Fenabrave, o Detran teria contratado sem licitação uma empresa para gerir e controlar os financiamentos de veículos comprados na Paraíba, de modo que não iria mais interagir com o Sistema Nacional de Gravames, do qual estaria se desligando de imediato.

“O Detran, desprovido de qualquer lei, através de um contrato, criou obrigações de fazer e de pagar, para serem cumpridaspelos bancos, sem que estes sequer tenham participado da discussão e muito menos da contratação”, diz a carta.

Mais adiante, a Federação promete esforços para regularizar a situação e permitir que os consumidores voltem a ter o direito de financiar automóveis no estado.

Confira a carta na íntegra:

Carta Aberta à Sociedade Paraibana,
A FENABRAVE – Regional Paraíba, entidade representativa da categoria econômica das concessionárias de veículos automotores nesse Estado, vem expor, ao público em geral, sua posição diante da atuação do Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN/PB referente ao obstáculo por este gerado no tocante aos financiamentos de vendas de automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus, novos ou usados.
Em tempos modernos, o papel do “estado” tem sido cada vez mais ser provedor de condições de desenvolvimento social, proporcionar um ambiente adequado ao amplo desenvolvimento econômico e, por fim, gerir, de forma ampla, o bem estar da sociedade civil. Em contexto paralelo, porém indissociável, cabe à iniciativa privada ser o motor que gera emprego e renda, sem os quais não haveria como se fomentar tributos e dar sustentabilidade adequada a esse “estado”, que se coloca como “democrático de direito”.
Em pleno século XXI, e em meio a uma crise econômica sem precedentes, nossa categoria econômica tem enfrentado desafios enormes, com decréscimo vertiginoso no volume de vendas e com redução significativa de empregos, havendo diversas empresas já com suas atividades paralisadas ou definitivamente encerradas.
E neste momento pelo qual o Brasil atravessa, temos na Paraíba um cenário ainda mais complexo, difícil e desanimador.
Nas últimas semanas, em diversas e seguidas atitudes, o Governo do Estado, através de sua Secretaria de Receita, bem como do DETRAN, estabeleceu normas e procedimentos que afetam por demais o dia a dia da rede de concessionárias e, por conseguinte, do público consumidor.
Partiu da Secretaria de Receita o aumento da carga tributária do ICMS e a criação de um Fundo que, de logo, encarecerão o preço dos veículos novos e usados nesse Estado. Tais fatos, obviamente dificultam o desenvolvimento de nossa atividade e diminuem a perspectiva do consumidor paraibano adquirir seuautomóvel, motocicleta, ônibus ou caminhão.
Do DETRAN adveio um ato sem aviso e sem precedentes, que alcançou o inimaginável objetivo de inviabilizar de vez nossa atividade. Esse ato teve a capacidade de impossibilitar o financiamento da venda de veículos no Estado da Paraíba (onde 85% das compras de veículos são financiadas), alcançando todas as formas de fomento realizadas por instituições financeiras de caráter nacional, que vão desde as compras parceladas a até mesmo os consórcios.
Explica-se. As instituições financeiras brasileiras mantêm e custeiam uma única base de dados, de abrangência nacional, para o controle e gestão de financiamentos de veículos. Esta base de dados é chamada de SNG – Sistema Nacional de Gravames, e serve para dar segurança e confiabilidade aos contratos de financiamento sempre queos DETRAN’s realizarem a anotação da alienação fiduciária (gravame) nos documentos dos veículos financiados, novos ou usados.
Esse sistema é gerido por uma empresa privada registrada no Banco Central do Brasil e por este autorizada a funcionar na custódia e guarda de informações do Sistema Financeiro Nacional.
Na prática, o sistema é alimentado a partir da informação inserida pelo DETRAN quando da anotação do financiamento no certificado de propriedade do veículo. E sem esse sistema nenhuma, nenhuma instituição financeira de caráter nacional se propõe a financiar a compra de veículos.
Pois bem, contrariando toda e qualquer lógica, inclusive legal, no último dia 24 de outubro o DETRAN-PB comunicou à Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento – ACREFI, que havia contratado com outra empresa a gestão e o controle dos financiamentos de veículos comprados na Paraíba, de modo que não iria mais interagir com o Sistema Nacional de Gravames, do qual estaria se desligando de imediato.
Essa nova empresa foi contratada pelo DETRAN sem qualquer licitação e, pasmem, para ser obrigatoriamente utilizada e custeada pelas instituições financeiras que queiram operar no mercado paraibano. Sim, o DETRAN, desprovido de qualquer lei, através de um contrato, criou obrigações de fazer e de pagar, para serem cumpridaspelos bancos, sem que estes sequer tenham participado da discussão e muito menos da contratação.
Isso mesmo, o DETRAN-PB inventou um sistema local e paralelo ao Sistema Nacional de Gravames, contratando uma empresa, não registrada e não reconhecida pelo Banco Central do Brasil e cujos sócios respondem a ações de improbidade noutras unidades da federação, para gerir os financiamentos realizados em nosso Estado por instituições financeiras de todo o Brasil.
O que aconteceu? Os bancos simplesmente não aceitaram e deixaram todos os consumidores de veículos novos e usados, na Paraíba, sem perspectiva de adquirirem tais bens através de financiamento.
E tudo isso apenas veio a ser comunicado ao nosso setor no último dia 07 de novembro, quando o Sistema Nacional de Gravames já não mais funcionava. Ou seja, desde então não se procede mais a nenhuma inclusão ou baixa de alienação fiduciária. Isto é, o consumidor paraibano que quitou o seu financiamento e quiser vender ou trocar seu respectivo veículo, encontra-se impedido de fazê-lo, pois a instituição financeira não consegue mais operacionalizar a baixa do gravame.
Importante dizer que não cabe à FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Regional Paraíba) nem ao SINCODIV-PB (Sindicato das Concessionárias da Distribuição de Veículos Automotores na Paraíba) julgar o mérito de tal decisão do DETRAN-PB. O que nos cabe é buscar com veemência condições de atender o consumidor paraibano, de proporcionar condições legais adequadas à venda de nossos produtos, e por fim gerar condições mínimas para que nossa atividade continue a existir e gerar emprego, desenvolvimento e renda em nosso Estado.
Assusta-nos a maneira como tal medida foi tomada, pois em nenhum momento, nossa categoria, que é responsável por uma considerável fatia da arrecadação do Estado, foi consultada. Fomos simplesmente ignorados nesse proceder do DETRAN-PB, que parece ter esquecido o significado e a importância do nosso setor.
Encerramos essa carta aberta informando aos consumidores, que estamos envidando todos os esforços para que essa situação se regularize com a maior brevidade possível, para que nossos clientes possam efetuar suas compras com todas as condições de pagamento disponíveis, inclusive e especialmente através de financiamento. E aqui repetimos, que o “estado” deveproporcionar condições para que a economia e a sociedadese desenvolvam, e pelo que se extrai desta carta, nosso Estado vem contrariando essa  lógica, impondo obstáculosdemais, alguns quase instransponíveis.
Sem mais para o momento, renovamos nossa estima erespeito pela sociedade paraibana, da qual todos nós fazemos parte.

José Carneiro de Carvalho Neto
Vice-Presidente Executivo da FENABRAVE-BRASIL
Diretor-Presidente da  Fenabrave – Regional

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Após mais de 20 anos, GM encerra vendas do sedã Classic no Brasil

chevrolet-classicDepois de quase 21 anos de mercado — o período leva em conta o lançamento do antigo Corsa Sedan, em novembro de 1995 –, o Chevrolet Classic enfim deixou de ser vendido no Brasil.

O sedã compacto deixou de compor a gama de produtos da marca, tanto nas concessionárias quanto no site oficial, desde o início deste mês. Procurada por UOL Carros, a GM confirmou a informação.

“A GM do Brasil informa que, a partir de setembro, deixará de importar o modelo Chevrolet Classic, que continua sendo produzido e comercializado na Argentina”, resumiu a fabricante em comunicado. Atualmente o pequeno três-volumes é fabricado em Rosário, de onde vinha importado.

Histórico

Lançado em 11 de novembro de 1995, como configuração sedã da primeira geração do Corsa — plataforma S4200 –, o Classic (à época batizado de… Corsa Sedan) chegou nas versões GL e GLS, sempre equipado com motor 1.6 4-cilindros MPFI, de 92 cv e 13 kgfm. Em 98 surgiu a configuração “mil”, mais acessível, que rendia 68 cv e 9,2 kgfm.

Com o advento da segunda geração da família Corsa, em abril de 2002, a GM decidiu rebatizar o modelo usando o nome de sua então versão de topo. Surgia o “Classic”.

 

Inicialmente a gama era formada por versões com motor 1.0 (recalibrado para 70 cv) e 1.6. A partir de 2005, para não canibalizar seus dois sedãs compactos, o Classic passou a ser oferecido somente com motor 1-litro (72 cv), enquanto o Corsa Sedan recebia motorização 1.4.

Em 2008 vieram as últimas atualizações de trem-de-força, deixando o sedãzinho com 78 cv. Em 2010 surgiu a derradeira reestilização visual. Depois disso a GM promoveu mudanças pontuais no pacote de equipamentos para tentar deixá-lo atualizado ao mercado.

Desde o lançamento do Corsa Sedan até agosto deste ano o Classic emplacou aproximadamente 1,5 milhão de unidades, sendo o segundo sedã mais vendido da história do país, atrás apenas do Fusca.

Apesar do índice robusto, o modelo já vinha demonstrando perda de fôlego nos últimos anos: se chegou a passar de 122 mil exemplares comercializados em 2010, caiu para 48.382 em 2014 e, nos oito primeiros meses de 2016, chegou a apenas 10.889 (média inferior a 1.400 por mês).

Uol

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Vendas agosto: Onix disparado, Ka no pódio e Sandero no top 5

chevrolet-onix

O mês de agosto se encerra com boas notícias para o mercado brasileiro: apesar dos Jogos Olímpicos, as vendas se mantiveram estáveis e seguem apontando recuperação para o horizonte do segundo semestre. Estes são os dados preliminares da Fenabrave.

Novo Ka

Na liderança isolada, o Chevrolet Onix (primeiro mês da versão reestilizada) emplacou 12.422 unidades, abrindo boa margem para o segundo colocado Hyundai HB20 (10.263). Fechando o pódio, o Ford Ka teve 7.043 emplacamentos, seguido pelo Palio (6.751).

Renault Sandero Dynamique 1.6 2015

Outro bom resultado foi o do Renault Sandero que, prestes a receber novos motores, emplacou 6.657 unidades e se garantiu no top 5. Já o Toyota Corolla não conseguiu manter o pique da primeira quinzena, que mostrava o sedã em terceiro, mas ainda assim fechou o mês com 6.030 carros na sexta colocação. Já o VW Gol afundou nada menos que 25% nas vendas e ficou apenas na nona colocação.

nissan kicks vs honda hrv carplace (27)

Na briga particular dos SUVs, melhor de novo para o Honda HR-V, em oitavo, mas com o Jeep Renegade a pouco mais de 400 unidades de distância, na décima colocação. Um pouco mais abaixo, o Fiat Mobi repetiu o feito do mês passado ao deixar o rival VW up! para trás, e desta vez superando também o VW Fox.

fiat mobi like on carplace (1)

Apoiado em promoções, o Ford EcoSport tem conseguido superar o Renault Duster na disputa pelo terceiro lugar entre os SUVs, enquanto Ford Ka+ deixou para trás o Fiat Siena e subiu ao pódio dos sedãs de entrada, atrás somente do líder Chevrolet Prisma e do Hyundai HB20S. O Etios Sedan, vale lembrar, não possui versão 1.0.

Nova S10

Já entre os comerciais leves, a maior notícia é o crescimento da Chevrolet S10 (13%), voltando a ameaçar a Toyota Hilux pela liderança das picapes médias. Lá na frente, tudo como antes: as Fiat Strada e Toro seguem dominando o setor. Confira os rankings abaixo:

Vendas agosto – Automóveis

1) Chevrolet Onix: 12.422
2) Hyundai HB20: 10.263
3) Ford Ka: 7.043
4) Fiat Palio: 6.751
5) Renault Sandero: 6.657
6) Toyota Corolla: 6.030
7) Chevrolet Prisma: 5.848
8) Honda HR-V: 4.906
9) VW Gol: 4.525
10) Jeep Renegade: 4.483
11) Toyota Etios: 4.094
12) Hyundai HB20S: 3.857
13) Fiat Mobi: 3.840
14) VW Fox: 3.212
15) Toyota Etios Sedan: 3.188
16) Ford Ecosport: 3.072
17) VW up!: 3.003
18) Fiat Uno: 2.835
19) Renault Logan: 2.521
20) Ford Ka+: 2.418

Comerciais leves

1) Fiat Strada: 6.009
2) Fiat Toro: 4.291
3) VW Saveiro:  3.838
4) Toyota Hilux: 2.876
5) Chevrolet S10: 2.769
6) Chevrolet Montana: 1.921
7) Ford Ranger: 1.511
8) Renault Oroch: 1.271
9) Fiat Fiorino: 933
10) Mitsubishi L200: 868

Fonte: Fenabrave
Fotos: Arquivo CARPLACE e Divulgação

carplace

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Vendas diárias caem 7% no maior mês do ano

Ford-Ka-2015O pseudo aumento de vendas de 1,9% em agosto pode dar a impressão que as vendas de carros estão crescendo. Não é verdade. O resultado pretensamente positivo ocorreu porque agosto teve 23 dias úteis (o maior mês do ano), contra 21 dias úteis em julho.

Assim, os 178.113 carros vendidos no mês passado representam na verdade uma queda de 7% das vendas diárias, índice mais confiável para analisar o mercado. No mês anterior foram vendidas 174.792 unidades e a média diária foi de 8.324, então a melhor do ano.

Na comparação com agosto do ano passado (199.853) houve uma queda de 10,9% e no acumulado do ano o setor acumula uma queda de 22,8%.

No ranking por marca, GM, Fiat e Volkswagen repetem as três primeiras posições, com a Fiat se recuperando (fechou com 16,6%, contra 17,3% da GM) e a Volkswagen se distanciando das duas concorrentes: a alemã ficou com 10,5% em agosto.

A novidade é a recuperação da Ford, que neste ano tem perdido a posição para a Hyundai e a Toyota, mas em agosto fechou em quarto lugar, graças às boas vendas do Ka, que vendeu mais de sete mil unidades e ficou em terceiro lugar no ranking por modelo.

Toyota e Hyundai, no entanto, estão na cola da Ford: as três ficaram com participação entre 9,5% e 9,8%.

Outro destaque, nesse caso negativo, é a queda da Honda no ranking. A marca japonesa fechou agosto com apenas 5,1% de participação, resultado do mau desempenho do Civic, que vendeu apenas 500 unidades: o consumidor preferiu esperar o lançamento do modelo novo, que chegou às concessionárias na semana passada.

A Honda ficou em oitavo lugar, atrás também da Renault. Nissan e Jeep fecham a lista das dez marcas mais vendidas em agosto.

Uol

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