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“Processo não pode ser suspenso” afirma chapa vencedora de consulta para reitor da UFPB e questiona posicionamento de presidente da Comissão

A chapa 2, vencedora da consulta prévia para reitor da Universidade, ocorrida na quarta-feira (26), emitiu uma nota para a imprensa sobre após rumores sobre a suspensão da votação nesse sábado (29). O documento levanta questionamentos sobre  a fala do presidente da Comissão Organizadora da Consulta Prévia,  e coloca em dúvida o seu posicionamento. Além disso, a chapa reafirma em artigos que o processo não pode ser suspenso.

Assinada pelas professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega, a nota destaca que o presidente da Comissão disse que “o processo está suspenso, e que essa decisão foi tomada após o recebimento de uma denúncia anônima sobre possível fraude no processo. Nossa estranheza se dá em função de alguns elementos”. A partir disso, a chapa 2 elenca alguns artigos de ordem legal relacionados sobre a divulgação da suspensão da votação para o cargo de reitor e vice da instituição.

As professoras ainda afirmam em nota que “não há nenhum elemento que autorize qualquer membro da Comissão adotar postura que coloque em dúvida a credibilidade do processo eleitoral, pois estaria colocando em dúvida o próprio trabalho da Comissão, e, por conseguinte, a própria imagem da UFPB”.

Confira a nota/resposta da Chapa 2 para a imprensa

“A Chapa 2 “UFPB: Inovação com Inclusão”, que venceu a consulta eleitoral para a reitoria da UFPB, vem externar sua estranheza em relação ao conteúdo de algumas matérias veiculadas pela imprensa. Essas matérias apresentam como fonte o presidente da Comissão Organizadora e atribuiu a este a afirmação de que o processo está suspenso, e que essa decisão foi tomada após o recebimento de uma denúncia anônima sobre possível fraude no processo. Nossa estranheza se dá em função de alguns elementos. Primeiro, elencamos aqueles de ordem legal relacionados à divulgação da suspensão.

No que diz respeito à Resolução que disciplina a consulta, em seu artigo 32 está explícito que “a Comissão Organizadora e a Comissão de Ética deverão encaminhar Relatório conclusivo de suas atividades aos Colegiados Superiores da UFPB, no prazo improrrogável de até três dias úteis após a data da Consulta Prévia à Comunidade Universitária”. Considerando que esse relatório ainda não foi encaminhado, e de acordo com informações da representante da chapa 2, que acompanha as reuniões da Comissão Organizadora, o teor desse relatório seria finalizado na segunda-feira (31 de agosto de 2020) depois de pronunciamento da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI)e Procuradoria Federal. Como pode ser veiculada a notícia de suspensão do processo?

Além disso, a mesma resolução, em seu artigo 35 estabelece que “os casos  omissos  na  presente  Resolução  serão  decididos  pela  Comissão Organizadora” e em seu parágrafo 1º define que “as decisões da Comissão Organizadora a que se refere o caput deste artigo serão divulgadas  na  página  da  UFPB,  na  página  da  Comissão  Organizadora  e  por  envio  eletrônico  às candidaturas”. Nesse sentido, importa dizer que não existe nenhuma informação na página da Comissão Organizadora e nenhuma comunicação formal foi encaminhada às chapas. Portanto, mais uma vez, questionamos como pode ser veiculada a notícia de suspensão do processo?

No que diz respeito ao mérito da decisão de suspender o processo é importante registrar que na referida resolução, em seu artigo 35, em seu parágrafo 3º, está estabelecido que “a  interposição  de  recurso  não  acarretará  efeito  suspensivo  ao  andamento  da Consulta Prévia”. E, para além do que está explicitamente estabelecido na resolução, é importante destacar o que prevê a lei 9.784/1999 que trata dos processos administrativos no âmbito da Administração Pública Federal. 

Em seu artigo 56 a lei estabelece que “das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito” e no parágrafo 1o regula que “o recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior” E, nesse sentido, é importante destacar o artigo 61 da presente lei que estabelece que “salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo”. A exceção para essa situação está prevista no parágrafo único dessa lei ao estabelecer que “havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso”. Vejamos que no presente caso está ausente o elemento central para a suspensão do processo, que seria o receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. Portanto, do ponto de vista da legalidade, não compreendemos o que motivou o presidente da Comissão Organizadora apresentar tais afirmações à imprensa.

Não nos parece apropriado que o presidente da Comissão se manifeste antes de que sejam apuradas as supostas denúncias. Ao contrário, caberia sim, afirmar que o resultado foi proclamado, está mantido até que se apure a suposta denúncia. Não há nenhum elemento que autorize qualquer membro da Comissão adotar postura que coloque em dúvida a credibilidade do processo eleitoral, pois estaria colocando em dúvida o próprio trabalho da Comissão, e, por conseguinte, a própria imagem da UFPB. Portanto, é inadmissível que quaisquer membros se manifestem, seja internamente e/ou externamente, sobre o conteúdo da denúncia, sem que antes sejam apuradas pela STI – órgão responsável pela gestão do sistema que gerou a lista de votantes e de toda a tramitação eletrônica da votação. Ao proceder diferente disso, acaba-se produzindo tumulto e, reiteramos, atingindo frontalmente a imagem da instituição.

Do ponto de vista da operacionalização do processo de consulta eleitoral é importante deixar claro o Art. 3º que estabelece que compete à Comissão Organizadora da Consulta Prévia no inciso VIII “divulgar,  na  página  da  Comissão  Organizadora,  com  antecedência  de  até  72 (setenta  e  duas)  horas,  a  lista  dos  participantes  (docentes,  discentes  e  técnicoadministrativos) da Consulta Prévia. Caso o participante não conste na lista, este deverá adotar as providências previstas no inciso III do Art.17.” e ao mesmo tempo, estabelece no artigo 20, no parágrafo 4º que “é  de  responsabilidade  da  Pró-Reitoria  de  Pós-Graduação  atualizar  a  lista  dos discentes matriculados nos cursos de Pós-Graduação lato sensu até a data limite de 21 de agosto de 2020, para fins de providência de cadastro dos mesmos no sistema SIG/UFPB”. Portanto, em nosso entendimento, essas são as duas instâncias da UFPB que gerem o processo de finalização da lista de votantes. 

Por fim, importa dizer que a Chapa 2, por meio de sua representação na Comissão Organizadora buscou o tempo todo zelar pelo bom andamento do processo, entrando com pedido para que a STI cumprisse com a Resolução que regula o presente processo, apresentando ao CONSUNI, conforme o que está previsto no Artigo 21 um plano de ação para o processo. A chapa também solicitou o direito de acompanhar a apuração dos votos, o que daria mais transparência a processo, pedido esse que foi negado pela Comissão Organizadora. Consideramos grave a forma como vem sendo tratada essa questão, particularmente o espetáculo e a tentativa de tumultuar a conclusão do processo; e esperamos que seja reestabelecida a normalidade, assim como obedecidas as regras definidas pela UFPB que disciplinam o processo eleitoral de escolha do novo reitorado da instituição”.

 

Portal WSCOM

 

 

Vencedora do The Voice Kids, paraibana Eduarda Brasil desabafa no Instagram e diz: “já estou de saco cheio”

A vencedora do The Voice Kids 2018, Eduarda Brasil, desabafou no Instagram sobre pessoas que teriam dito que o público não interage nos seus shows. A paraibana do Sertão da Paraíba disse que está “de saco cheio” desses comentários e publicou um vídeo mostrando que, ao contrário do que foi dito, as pessoas dançam e se animam com sua apresentação.

“Não sendo grossa, mas postando esse vídeo só porque eu já estou de saco cheio de gente que nunca foi num show meu sequer, comentando que ninguém interage nos meus shows. Acho que o vídeo diz mais, o resto é com vocês. Comenta aqui quem já foi num show meu e me diz o que achou”, disse Eduarda Brasil, no Instagram.

Eduarda Brasil venceu o The Voice Kids, na TV Globo, e ganhou R$ 250 mil e um contrato com gravadora. Ela representou o município de Cajazeiras, no Sertão paraibano e esteve no time de Simone e Simaria no reality show.

clickpb

 

Vencedora do “Troféu Mulher Imprensa”, Ana Paula Rodrigues comemora sua 1ª premiação

Em sua 9ª edição, o Troféu Mulher Imprensa, idealizado pelo portal e revista IMPRENSA, em parceria com a Maxpress, elegeu neste ano 15 vencedoras em categoria divididas entre telejornalismo, jornalismo impresso, rádiojornalismo, assessoria de imprensa, webjornalismo e fotojornalismo. Os internautas do portal IMPRENSA votaram em suas favoritas entre 15/01 e 15/02.

 

Na categoria “Ãncora de Rádio”, a vencedora foi Ana Paula Rodrigues, na Rádio SulAmérica Trânsito com 34,566% dos votos válidos na mídia Rádio. Ana Paula começou sua carreira em televisão, atuando como pauteira, produtora, editora, repórter e apresentadora, mas foi no rádio que se destacou. Há seis anos na SulAmérica Trânsito, a jornalista contrariou a expectativa da família ao escolher a profissão e conta que o prêmio é um incentivo para crescer ainda mais.

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Crédito:Divulgação
Ana Paula Rodrigues, da Rádio SulAmérica Trânsito, vencedora do “Troféu Mulher IMPRENSA”
IMPRENSA – Qual importância de ganhar um prêmio como esse?

ANA PAULA RODRIGUES – Para mim é muito importante porque é meu primeiro prêmio, nunca tinha sido nem indicada a nenhum outro antes. Eu sou apresentadora há quase seis anos, é tudo muito novo pra mim. É impulso para trabalhar cada vez mais e melhorar cada vez mais. Encaro como um incentivo não só para o meu crescimento, mas como um incentivo mesmo.

Você começou sua carreira no rádio?

Não, comecei na TV. Eu fiquei quase seis anos na TV Gazeta e vim pro rádio começando na SulAmérica, hoje eu estou na Sulamérica e na BandNews. Ainda na faculdade cheguei a fazer estágio na Rádio Universitária, mas foi muito curto. Na TV eu fui tudo na verdade, fiz pauta, edição, fechamento, reportagem e apresentação.

Quando decidiu ser jornalista e por quê?

Eu decidi quando eu era criança, foi mais uma cisma e fui atrás disso até o fim. Tentei fazer outras coisas antes. Já fui bancária, fiz um curso diplomático… Sabe quando você está no comecinho da faculdade e tenta ir pra outras áreas? Eu tentei outras coisas, mas jornalismo de fato era o que eu queria, porque eu me identifiquei muito com a profissão. Acho que o papel do jornalista é muito importante, sempre gostei muito de assistir telejornais, ouvir rádio, ler jornal e acho que por isso mesmo eu fui me apaixonando pela profissão muito cedo.

Você sempre teve apoio da sua família?

Não, pelo contrário. Minha família nunca quis que eu fosse jornalista e não tem nenhum na família, mas meus pais conhecem famílias que têm e é um mercado muito difícil de conseguir um contrato bom, salário bom, e meus pais sempre foram contra por isso, mas nunca tentaram me impedir e hoje eles se acostumaram com isso.

O que é mais legal do rádio?

O contato com o ouvinte, não tenho dúvida. É uma coisa muito apaixonante, porque principalmente na SulAmérica a gente dá muito espaço para o ouvinte e ele é parte da programação. O imediatismo também é muito bacana, de algo acontecer e você rapidamente conseguir levar ao ar, sem depender de tanta tecnologia, tanta preparação, como a TV exige, por exemplo.

Qual o papel da mulher hoje no jornalismo?

Acho que é o mesmo espaço do homem hoje. Aqui na Band a gente tem muitas redações com mulheres em cargos de chefia, em cargos importantes, então acho que a gente está no mesmo nível dos homens. Não deve ser nem mais observado como algo diferente, está muito nivelado já.

Algum momento sofreu discriminação pelo fato de ser mulher?

Felizmente não. Nunca sofri nenhum tipo de preconceito. Acho que talvez seja mais difícil para mulheres que trabalham em áreas que sempre foram mais dos homens, talvez nas editorias de esporte, política.

Teve alguém que contribuiu para sua carreira ou uma mulher que tenha sido inspiradora?

É difícil dizer, porque eu sempre me inspirei em muitos profissionais que a gente lê, ouve, assiste e por isso eu procuro acompanhar o trabalho de bons jornalistas, não só de fora do meu ambiente de trabalho, porque eu trabalho com muita gente boa e eu procuro observar muito bem para poder absorver e aprender alguma coisa com elas também. Uma delas, desde o começo da faculdade, é o Caco Barcellos. Nunca tive vontade de fazer TV, mas comecei a acompanhar o trabalho dele mais de perto quando eu li o Rota 66, um livro que me marcou bastante. Ele tem uma simplicidade de texto, que é uma coisa que eu gosto bastante.

Qual o foi o destaque da sua carreira em 2012?

Difícil pensar, porque o jornalismo como um todo da SulAmérica me deu muito espaço no ano passado porque teve uma mudança de período: eu apresentava à noite e passei para o horário da manhã, que é o mais importante do rádio e acho que isso me deu bastante destaque. E teve alguns momentos que foram muito importantes. Só pra citar um caso, que até hoje comentam muito, foi o de uma grávida que entrou em contato com a gente na rádio, pedindo auxílio porque ela estava no meio de uma manifestação e precisava chegar no hospital. Repercutiu bastante entre os ouvintes.

O que espera que o prêmio traga pra sua carreira?

Eu espero que traga cada vez mais oportunidades e vontade de continuar fazendo o que eu já faço hoje. Eu sou uma pessoa muito apaixonada pelo meu trabalho, trabalho inclusive o dia inteiro, são dois empregos, 14 horas por dia, e tudo bem porque eu gosto muito do que eu faço, de rádio, de ficar no ar. Espero que o prêmio traga amadurecimento e é isso que eu espero que aconteça sempre: não pare nunca de aprender porque senão a coisa perde a graça.
Camilla Demario

Chapa vencedora a direção do Campus III da UFPB/Bananeiras divulga carta de agradecimento

 

A Chapa compromisso, trabalho e união, vencedora a direção do Campus III da UFPB/Bananeiras divulgou uma carta a imprensa nessa sexta-feira (02) agradecendo aos professores (as), funcionários (as) e alunos (as) do CCHSA pela vitória nas eleições disputadas na quarta (31/10).

A professora Terezinha Domiciano Dantas Martins foi eleita a nova diretora do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da UFPB – Campus III/Bananeiras. Ela derrotou o professor Marcos Barros. Quem também teve desfecho positivo foi  o professor Gerson Azeredo, que venceu o professor Cleber Brito na disputa para a direção do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN), vinculado ao CCHSA.

Confira a Carta na íntegra:

 

CARTA DE AGRADECIMENTO

Prezados Professores (as), Funcionários (as) e Alunos (as) do CCHSA

Nestes últimos dias tivemos a oportunidade de exercer a democracia participando de forma consciente e madura das discussões sobre a sucessão do nosso Centro que culminou com o pleito e aprovação do nosso nome para conduzir os destinos do CCHSA e CAVN nos próximos quatros anos. Este resultado é um indicativo de que estamos no rumo certo, na busca da qualidade do ensino, pesquisa e extensão e nas relações harmoniosas que cultivamos no cotidiano com os Professores, Funcionários e Alunos.

Inicialmente permitam-nos agradecer a DEUS por nos ter concedido a oportunidade de viver este momento e ter a esperança de renovar o compromisso. Sensibilizados, agradecemos aos amigos que se lançaram de corpo e alma nessa luta pacífica em favor do CCHSA/CAVN, e pelo trabalho anônimo de incontáveis professores, funcionários e alunos espalhados em toda comunidade acadêmica que confiaram em nosso nome. Sem dúvida, o apoio e o VOTO de todos vocês foram o fio condutor dos anseios da nossa coletividade que mantém acessa a chama da amizade e do amor a nossa Instituição.

Sabemos que durante o processo eleitoral, as divergências, as polêmicas, os embates com a chapa opositora, foram altamente positivos para o desenvolvimento, o amadurecimento e ajustes de ideias. Entretanto, já faz parte do passado, deles devemos tirar ensinamentos. Conclamamos a todos indistintamente a unirem forças em prol de nossas lutas pelo CCHSA e CAVN, frente aos grandes desafios que teremos, bem como para auxiliar na consolidação e fortalecimento deste nosso espaço. – JUNTOS SOMOS FORTES!

A todos, o nosso muito obrigado!

Grande abraço!

Terezinha Domiciano Dantas Martins

Candidata Eleita ao Cargo de Diretora do CCHSA

 

Pedro Germano Antonino Nunes

Candidato Eleito ao cargo de Vice-Diretor do CCHSA

Gerson Alves de Azeredo

Candidato Eleito ao Cargo de Diretor do CAVN

 

Edvaldo Mesquita Beltrão Filho

Candidato  Eleito ao Cargo de Vice-Diretor do CAVN

Redação/Focando a Notícia

“Dilma é a grande vencedora nas eleições municipais”

Perdoem-me meus amigos da revista Carta Capital, mas se há um grande vencedor nas eleições municipais de 2012 é a presidente Dilma Roussef.

Ela conseguiu se desvencilhar com desenvoltura da armadilha inerente a uma disputa local na qual os partidos da base quase inevitavelmente tendem a se confrontar com certa dose de virulência. Surpreendendo a todos que acreditaram no estereótipo (reforçado pelo seu marketing pessoal) de que ela seria pouco afeita às articulações políticas, Dilma movimentou-se com uma perícia equiparável à ação dos principais políticos brasileiros, um grupo historicamente restrito. Não só conseguiu evitar o descontentamento e a temida (e muitas vezes anunciada) desagregação de sua base de apoio, como logrou contentar a quase todos, desferindo golpes fatais sobre a oposição.

A avaliação das eleições municipais não pode deixar de considerar uma antítese que lhe é constitutiva, de antemão. Os eleitores decidem o voto em função de fatores e prioridades locais, mas, ao fazê-lo elegem partidos que são, por definição, nacionais. Grosso modo, podemos agrupar as forças em disputa em três grandes blocos: o de oposição (DEM, PSDB, PPS), o da assim chamada base aliada (PMDB, PSB, PDT, PRB, PP etc.), e o constituído pelo PT e seu aliado mais próximo, o PCdoB.

Os resultados também podem ser vistos como uma aferição das forças regionais que se organizam para a obtenção, no próximo pleito, dos governos estaduais, sobretudo os dados referentes às capitais e ao número total de prefeituras e votos conquistados em cada unidade da federação. Nas capitais, em geral, a disputa se polariza entre o grupo que detém o poder no município e o que controla o estado. Quando o mesmo grupo detém ambos, a polarização se dá com a oposição regional, que se capacitou para tanto pela eleição anterior ou que se fortalece para a próxima.

É a partir das interconexões entre esses dois planos que se torna possível avaliar em que medida os resultados eleitorais reforçam ou enfraquecem os projetos dos atores que se posicionam para a eleição presidencial de 2014.

Para demonstrar minha tese de que as eleições reforçaram o cacife de Dilma, vou ater-me aqui, ao resultado das dez capitais de maior população, que concentram uma fatia expressiva do eleitorado brasileiro e, por conseguinte, as ações dos políticos de expressão nacional.

O objetivo primordial da presidente foi construir alianças que possibilitassem uma distribuição não muito desigual, entre os partidos aliados, do comando das prefeituras das principais cidades. No desenho ensaiado no início do ano, o condomínio principal do poder seria assim distribuído: a cabeça de chapa no Rio de Janeiro ficaria com o PMDB, em São Paulo com o PT e em Belo Horizonte com o PSB. A ensaiada rebelião do PSB, insuflada por Aécio Naves, foi debelada por meio de um acordo tácito pelo qual Dilma e Lula se comprometeram a não participar das campanhas em Fortaleza e Recife, cidades nas quais o embate entre o PT e o PSB decidiria as eleições.

A resposta a Aécio se fez presente sob a forma da bem sucedida pacificação do PT mineiro, juntando as alas, até então adversárias, do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias. Embora Lacerda tenha sido vitorioso, o desempenho de Patrus, lançado na última hora, contra um candidato à reeleição com gestão bem avaliada (em parte graças a parcerias firmadas com programas do governo federal) e a vitória do PT em grandes cidades do estado, indicam que Dilma, no mínimo, tende a dividir o voto dos mineiros, colocando em dúvida o alegado trunfo de Aécio de que Minas se uniria em torno de sua candidatura a presidente.

O aviso ao PSB pode ser resumido mais ou menos assim: o partido de Eduardo Campos e Ciro Gomes pode contar com a neutralidade de Dilma e Lula nas disputas pelo poder local e estadual com o PT, desde que não esteja aliado ao PSDB. Além de Belo Horizonte, isso ficou claro em Curitiba, onde dois candidatos da base aliada, tiraram do segundo turno o atual prefeito do PSB. As dificuldades das chapas PSB-PSDB em Minas e no Paraná, foram um alerta ao PSB de que o papel que a mídia lhe imputa de ser o fiel da balança em 2014 pode resultar numa operação de alto risco.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador Sergio Cabral e o PMDB devem parte de seu êxito a Dilma. Ela agraciou com um ministério, retirando-o da corrida eleitoral, o bispo Marcelo Crivella, do PRB, cuja candidatura provavelmente levaria a disputa ao segundo turno. Diga-se de passagem que a aliança PT-PMDB consolida-se ainda mais com o apoio recíproco nas grandes metrópoles – Rio, Belo Horizonte e São Paulo.

Dilma contentou também aliados de menor força eleitoral, como o PDT. Em Porto Alegre, o PT lançou, só para constar, um candidato desconhecido e absteve-se de impulsionar a candidata de seu mais fiel aliado, o PC do B, facilitando a reeleição em primeiro turno de José Fortunati, amigo pessoal da presidente. No mesmo movimento, reforçou-se a ala trabalhista comandada por Brizola Neto, diminuindo o poder de fogo dos dissidentes Cristovão Buarque e Miro Teixeira, e o do neodissidente Carlos Lupi.

Afora Goiânia, onde a CPMI sobre as atividades criminosas e políticas de Carlos Cachoeira minaram o poder do governador Marconi Perillo e a disputa foi resolvidas no primeiro turno com a reeleição do prefeito do PT, nas outras capitais de grande porte, Manaus, Salvador e São Paulo, a disputa em segundo turno se dará entre candidatos da base aliada e da oposição. Com um detalhe que pode ser decisivo: a soma dos votos dos candidatos alinhados ao Palácio do Planalto no primeiro turno forma uma maioria nunca menor que 60% dos votos.

Belém é um caso à parte. O candidato do governador, do PSDB, enfrentará no segundo turno um ex-petista, hoje no Psol. A necessidade de aglutinar apoio pode gerar um cenário inusitado no qual o candidato do Psol venha a contar com o apoio da presidente e do PT. Para Dilma seria uma oportunidade de granjear simpatias com a parcela do eleitorado que se decepcionou com seu apoio incisivo a Eduardo Paes contra Marcelo Freixo.

Por fim, Dilma se fortaleceu também com a ofensiva da mídia e do Poder Judiciário contra o PT, fato aliás recorrente em todas as eleições desde 1982, para não lembrar do banimento do PCB pelo STF, em 1947, mantido durante todo o período democrático anterior ao golpe de 1964. Se a pauta conjunta desses setores – hoje, incontestavelmente, os dois principais polos de aglutinação e intervenção das forças conservadoras e de oposição ao programa de mudanças instaurado desde o primeiro governo Lula – não derrotou o PT, não deixou de minar sua expansão. Na medida em que o PT não obtém a hegemonia eleitoral que lhe caberia por conta do êxito e reconhecimento público desse programa, o cenário torna-se ainda mais favorável para a candidata Dilma. Evitando o risco de ficar refém do Partido dos Trabalhadores, ela se posiciona como uma política cuja capacidade de transferir votos só é sobrepujada por Luis Inácio Lula da Silva, o mais popular dos líderes brasileiros.

Ricardo Musse é professor do departamento de sociologia da USP.

Carta Maior