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Crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV para evitar câncer

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou um alerta a pais e responsáveis sobre a importância da vacinação de crianças e adolescentes contra o papiloma vírus humano (HPV). O grupo de vírus infecta a pele e as mucosas do trato ano-genital e pode ocasionar o câncer de colo de útero, o terceiro tumor mais frequente na população feminina – atrás do câncer de mama e do colorretal – e a quarta principal causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. Nos casos em que a infecção persiste, a causa é um tipo viral oncogênico, ou seja, com potencial para causar câncer. O vírus pode ocasionar lesões precursoras que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. A vacina confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

“A vacinação é uma forma de proteger a criança e o adolescente dos riscos causados pelo vírus, antes mesmo do início da vida sexual, ou seja, antes do contato com o vírus. Para isso, precisamos do apoio dos pais e responsáveis para que levem seus filhos até as salas de vacinação e, dessa forma, contribuam para fechar o ciclo de circulação do vírus e reduzir a incidência do HPV”, explica o chefe da seção de imunização da SMS, Fernando Virgolino.

De olho no calendário vacinal, a adolescente Ana Luiza, de 14 anos, foi com a tia tomar a vacina do HPV. “Assim como todas as outras vacinas do calendário, essas doses da vacina que previnem contra o HPV é importante, pois podem reduzir consideravelmente o risco de lesões precursoras do câncer do colo de útero no futuro. Os pais ou responsáveis por esses adolescentes devem imunizar seus filhos e falar sobre sexualidade também. A vacina é tão importante quanto orientar sobre o uso do preservativo, quando iniciar a vida sexual”, disse Lílian da Silva, tia de Ana Luíza.

O uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das infecções sexualmente transmissíveis, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Imunização

Para evitar a infecção por alguns tipos de HPV mais cancerígenos, o Sistema Único de Saúde oferta a vacina a meninas de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias e meninos de 11 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal é de duas doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira.

De acordo com o chefe da Seção de Imunização da SMS, Fernando Virgolino, a vacina é administrada nesta faixa etária por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

A vacina também é ofertada aos que vivem com HIV. Para esse grupo, a faixa etária para tomar a vacina é mais ampla, de 9 a 26 anos, e o esquema vacinal é de três doses com o intervalo de zero, dois e seis meses. Os usuários com HIV precisam apresentar prescrição médica.

Existem dois tipos de vacina contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. Na rede pública de saúde, é ofertada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18, prevenindo lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens.

Além da imunização, é possível a prevenção do câncer de colo de útero por meio da realização periódica do exame de citológico, disponível em todas as Unidades de Saúde da Família. Por meio desse exame, é possível identificar precocemente as lesões intra-epiteliais que refletem a presença do vírus e o potencial de progressão para o câncer de colo de útero.

Na Capital, a vacina está disponível em todas as salas de vacinação localizadas nas Unidades de Saúde da Família (USF) e Centro Municipal de Imunização. Para ser vacinado, basta ir a um dos locais de vacinação com a caderneta de vacinação, documento de identidade e cartão SUS. A SMS também oferta os exames preventivos, o Papanicolau ou citopatológico, que detecta as lesões precursoras do câncer.

 

portalcorreio

 

 

Adultos entre 20 a 29 anos podem se vacinar contra o sarampo a partir desta segunda

Nesta segunda-feira (18), terá início a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra o Sarampo, que segue até o dia 30, quando acontecerá o Dia D. Serão vacinadas as pessoas com idade entre 20 e 29 anos.

A meta de 95% de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde, para crianças com idade de um ano, foi atingida na capital paraibana.

Em 2019 já foram administradas 47.631 doses da vacina tríplice viral, que também combate contra caxumba e rubéola.

Segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), divulgado no dia 7 de novembro, em 2019, foram notificados 49.613 casos suspeitos de sarampo no Brasil. Desses, foram confirmados 10.429 (21,0%) casos, sendo 8.235 (79,0%) por critério laboratorial e 2.194 (21,0%) por critério clínico epidemiológico. Foram descartados 19.647 (39,6%) casos e permanecem em investigação 19.537 (39,4%).

Em João Pessoa houve casos de sarampo nos anos de 2010, 2013 e 2019. Em 2010 foram 50 casos confirmados e 2013, seis casos da doença. Já em 2019 foram notificados 84 casos suspeitos, com 13 (15,47%) confirmados, com amostras positivas no Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba e Laboratório de referência nacional – FIOCRUZ). Sendo, um caso para crianças menor de um ano; dois casos com idades de um a quatro anos; dez casos entre a faixa etária de 15 a 49 anos.

Também devem tomar a vacina: As crianças de seis meses a 11 meses devem tomar a chamada ‘dose zero’. Com 12 meses a criança irá tomar a tríplice viral e com 15 meses a tetra viral. Crianças menores de 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias), terão o cartão de vacinas atualizado e será ofertado a vacina conforme situação vacinal encontrada. Caso a pessoa comprove as duas doses, não é necessário tomar nenhuma a mais, já sendo considerada imunizada.

 

clickpb

 

 

Saúde orienta vacinar todas as crianças de 6 a 11 meses com dose ‘zero’ na PB

Começa, nesta sexta-feira (23), a vacinação contra o Sarampo para crianças de 6 a 11 meses em toda a Paraíba. A Tríplice Viral faz parte do calendário permanente de vacinação, protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba e está disponível em todas as Unidades de Saúde para a população de 1 a 49 anos. A “Dose Zero” é uma estratégia imediata para barrar a transmissão do vírus do Sarampo que foi reintroduzido no país em 2019.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até 10 de agosto, 11 estados apresentam transmissão ativa de casos de Sarampo, representando mais de 1600 casos confirmados. O estado de São Paulo é o mais atingido. O secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explica que “até o momento, a Paraíba não apresentou casos confirmados da doença porém, com a proximidade de Pernambuco, estado que já confirmou quatro casos e investiga um óbito por Sarampo, é preciso estar atento e atualizarmos as cadernetas de vacinação. A vacina é a única forma de prevenção da doença que é altamente contagiosa”, esclarece.

O secretário afirma que a Paraíba ainda não recebeu as doses extras encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de toda forma, “Os municípios estão abastecidos da vacina tríplice viral”. Em 2019, só o município de João Pessoa recebeu sete vezes mais do quantitativo de doses necessárias para garantir a cobertura vacinal de crianças de 12 e 15 meses. A terceira gerência, região de Campina Grande, durante o ano de 2019, recebeu mais que dobro de vacinas necessárias para a cobertura da população.

A coordenadora Estadual de Imunizações, Isiane Queiroga, explica que “para garantir uma homogeneidade satisfatória seria necessário ter, pelo menos, 70% dos municípios com cobertura de 95%. A Paraíba atingiu 51%, ou seja, dos 223 municípios, 115 atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de um ano contra Sarampo, Rubéola e Caxumba”.

Em comunicado enviado aos municípios, a Secretaria Estadual de Saúde orientou sobre as ações estratégicas que devem ser cumpridas para prevenir o sarampo: Intensificação da vacinação em pessoas de 12 meses até 49 anos de acordo com situação vacinal; vacinar todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias com dose “ zero”; ação de bloqueio vacinal até 72 horas após a identificação de caso suspeito.

O comunicado também orienta que todos os municípios, inclusive os que apresentam boas coberturas vacinais, devem fazer a busca ativa das crianças menores de cinco anos para verificar se as carteiras de vacinação estão atualizadas, e pedir caderneta dos profissionais de saúde para análise da situação vacinal. “É importante que as pessoas guardem suas cadernetas de vacinação para saber se já foram vacinadas. Quem já tomou a tríplice viral não precisa tomar novamente, já está imunizado”, alertou Isiane.

Nos centros com grandes fluxos de turistas, como João Pessoa e Campina Grande, a SES orienta que as secretarias municipais de Saúde façam orientação prévia com os profissionais que atuam em portos, aeroportos, rodoviárias, e rede hoteleira para avaliar a caderneta e se necessário for atualizar esquema com a Tríplice Viral.

Assessoria

 

 

PB ainda tem que vacinar mais de 40 mil crianças para atingir meta

Apesar dos avanços conquistados nos últimos dias, a Paraíba ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser atingir a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde para combater a poliomielite e o sarampo. Em todo o Estado, ainda faltam vacinar um pouco mais de 40 mil crianças entre zero e menos de cinco anos. Para tentar se aproximar mais da meta, por sinal, que foi estabelecida em 95% de todo o público-alvo, uma série de municípios paraibanos vão abrir seus postos de saúde no próximo sábado (1º), exclusivamente com esse propósito. Dos 223 municípios do estado, 126 ainda estão com a cobertura abaixo da meta estabelecida pelo MS.

Desde o início da campanha, a expectativa era que 232,8 mil crianças paraibanas nos primeiros anos de vida fossem vacinadas, mas dessas apenas 192,5 mil já compareceram ao posto de saúde de sua cidade com essa finalidade. Esse número equivale a aproximadamente 82,7% da meta, o que significa dizer que a Paraíba ainda precisa aumentar em 12,3% esse índice.

Num comparativo com outros estados brasileiros, a situação local nem é das piores, já que a Paraíba está entre as 12 unidades federativas que já ultrapassaram a casa dos 80% da meta. Ainda assim, o caso é preocupante principalmente porque dois casos de sarampo já foram registrados em Pernambuco, estado vizinho à Paraíba, o que deixou as autoridades de saúde paraibanas em estado de alerta.

O Ministério da Saúde, na verdade, intensificou a campanha de vacinação nos últimos meses depois de dois surtos de sarampo serem registrados no Brasil. O mais grave foi registrado no Amazonas, onde 1.211 casos já foram registrados e outros 6.905 seguem em investigação. Já em Roraima, foram registrados 300 casos da doença, sendo que outros 70 continuam sob investigação.

A questão é que, ainda que em menor grau, casos isolados começam a pipocar em diversas outras regiões. O Rio de Janeiro, por exemplo, já registrou 18 casos, enquanto que o Rio Grande do Sul registrou 16. São Paulo, Rondônia, Pernambuco e Pará têm dois casos cada. Sete pessoas já morreram no país por causa do sarampo em 2018, mas todos nos locais dos dois surtos.

Apesar de todos os esforços, no entanto, apenas o Amapá já atingiu a meta do Ministério da Saúde de vacinar os 95% de crianças. Entre os amapaenses, aliás, o índice é superior a 100%, o que significa dizer que todas as crianças do público-alvo foram vacinadas, e ainda por cima outras pessoas fora da faixa etária indicada também receberam o medicamento.

A média nacional, a propósito, é de 76%. E curiosamente, Roraima, Estado de um dos surtos, possui um dos menores índices de vacinação do país, com apenas 60% de vacinação efetuada.

Além de Amapá, destacam-se Rondônia, que está bem próximo da meta, com índice um pouco superior dos 93%, e Santa Catarina, que fecha a relação daqueles que já ultrapassaram a meta de 90%. No outro lado do ranking, o Rio de Janeiro é o estado em pior situação, com índice de apenas 55%.

portalcorreio

Paraíba deverá vacinar este ano mais de 900 mil pessoas contra gripe

vacinaA Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe deste ano será realizada de 22 de abril a 9 de maio, tendo 26 de abril como dia de mobilização nacional. A novidade deste ano é a ampliação da faixa etária para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos. O público-alvo da Paraíba é de 946.099 pessoas e a meta da Secretaria de Saúde do Estado é vacinar 80% desta população, considerada de risco para complicações por gripe.

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Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, também serão imunizadas pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Isiane Queiroga, a estratégia de mobilização para todo o estado da Paraíba foi discutida com 189 dos 223 municípios que estiveram presentes nas reuniões por macro região de saúde do dia 31 de março a 03 abril. Durante a apresentação da campanha para os municípios, o Núcleo de Imunizações destacou a importância da ampliação da vacina ao público infantil.

“A extensão da faixa etária para os menores de cinco anos tem como finalidade reduzir casos graves e óbitos. A vacinação desta faixa etária beneficia tanto a criança que recebe a vacina, como também os grupos mais vulneráveis que convivem com ela. Assim, ficam indiretamente imunizados os lactentes menores de seis meses de idade, idosos e pessoas com doenças crônicas. Outro fator que contribuiu para a inclusão desta faixa etária foi o fato de que em 2013 a taxa de internação em crianças menores de cinco anos se igualou a dos idosos”, explicou.

Isiane enfatizou também a importância da campanha neste período que antecede o inverno, estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso é importante as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha. Assim, quando chegar o inverno, estarão protegidas. A vacina contra a influenza é diferente das demais porque tem efeito limitado, ou seja, é elaborada apenas no período da sazonalidade”, esclareceu.

Doses – Serão distribuídas pouco mais de 1 milhão de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde para este ano (A/H1N1, A/H3N2 e influenza B). Em todo o país, serão mais de 2000 postos de vacinação, com envolvimento de aproximadamente 6000 profissionais.

As pessoas com doenças crônicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Campanha – Com o tema ‘Vacinação contra a gripe: você não pode faltar’, a campanha do Ministério da Saúde para este ano orienta cada público prioritário a procurar os postos vacinação no período da mobilização.

A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Reações adversas – Após a aplicação da vacina podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, rubor inflamatório e endurecimento do tecido. São manifestações consideradas benignas, e na maioria das vezes seus sintomas passam em até 48 horas. A vacina é contra-indiciada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada ao ovo de galinha e seus derivados.

Prevenção – A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Ocorre também por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. “A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto”, disse Isiane.

É importante lembrar que mesmo as pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe, especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações, devem procurar, imediatamente o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Secom PB

Campanha nacional quer vacinar 24,1 milhões de pessoas contra a gripe

O Ministério da Saúde anunciou na terça (24) a meta de imunizar 24,1 milhões de pessoas em todo o país durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, marcada para o período de 5 a 25 de maio. A dose vai proteger também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína.

A meta representa 80% do público-alvo definido pela pasta, que inclui idosos a partir de 60 anos (20,5 milhões), crianças entre 6 meses e 2 anos (4,3 milhões), grávidas em qualquer período da gestação (2,1 milhões), povos indígenas (586 mil) e trabalhadores de saúde (2,4 milhões).

Cerca de 500 mil presos também devem receber a vacina. Esta será a primeira vez que o grupo será imunizado durante a campanha. Além de doses contra a influenza, os presos vão receber proteção contra a hepatite B, a difteria, o tétano tipo adulto, o sarampo, a caxumba, a rubéola e a febre amarela.

Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.

Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde em todo o país vão distribuir as doses. Serão usados 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. A data de 5 de maio será o dia de mobilização nacional, em que os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.

A expectativa, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, é um alto comparecimento da população aos locais de vacinação. Segundo ele, o ministério investiu R$ 260,3 milhões em 33,9 milhões de doses.

Jarbas lembrou que a vacina protege contra as três cepas (subtipos) de vírus que mais circularam no país no ano anterior, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O secretário ressaltou que a vacina é segura e que não há risco de contrair nenhum tipo de gripe. “Isso é lenda urbana”, disse.

As reações adversas, de acordo com Jarbas, são leves e incluem dor ou sensibilidade no local da injeção. Apenas pessoas com alergia severa à proteína do ovo devem procurar um médico antes de serem imunizadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que dois grandes feriados este ano levaram a campanha a começar um pouco mais tarde. Ele garantiu, entretanto, que a imunização será feita dentro do prazo necessário para proteção do público-alvo.

Segundo Padilha, ainda que nem toda a população receba a dose, a vacinação de grupos específicos possibilita a quebra da cadeia de transmissão e acaba protegendo o restante das pessoas.

Em 2011, de acordo com dados do ministério, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo definido. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.

Agência Brasil