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Adultos de 50 a 59 passam a ser vacinados na campanha contra o sarampo em 2020

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira (7) e vai durar até 2020. Serão cinco fases de campanha, uma para cada faixa etária da população. A primeira fase será focada na população mais vulnerável: crianças com entre seis meses e cinco anos de idade. Porém, a população com entre 50 e 59 anos também terá uma fase específica no ano que vem.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, afirma que o motivo pelo qual esse grupo de adultos também será incluído nos esforços da campanha é a necessidade de garantir que toda a população brasileira esteja vacinada e eliminar o surto atual da doença, que já provocou seis mortes.

No período de 90 dias até 28 de setembro, 242 municípios de 19 estados brasileiros tinham registrado pelo menos 1 caso de sarampo; 173 desses municípios e 97% dos casos estão em São Paulo — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

No período de 90 dias até 28 de setembro, 242 municípios de 19 estados brasileiros tinham registrado pelo menos 1 caso de sarampo; 173 desses municípios e 97% dos casos estão em São Paulo — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Marco de 1963

Mesmo que nenhuma das mortes tenha sido registrada na faixa etária de quem tem entre 50 e 59 anos, Kleber diz que os profissionais da área de saúde usam o ano de 1963 como um marco para planejar as ações de cobertura vacinal.

“Na saúde pública, nós consideramos o ano de 1963 como marco da maior circulação do vírus de sarampo do mundo. Pessoas que nasceram em 63 estão hoje com 57 anos.” – Wanderson Kleber (secretário de Vigilância em Saúde)

De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), foi em 1963 que se introduziu a vacinação em larga escala contra o sarampo. Antes disso acontecer, a instituição diz que o mundo era atingido por epidemias de sarampo a cada dois ou três anos, já que o vírus é altamente contagioso.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde , a pasta está produzindo uma “coorte que deve ser atualizada dos 50 aos 59 anos”. Termo usado na estatística, a coorte reúne um conjunto de pessoas que compartilham de um mesmo evento temporal em comum – nesse caso, pessoas de uma mesma faixa etária.

“Passa a ser, no próximo ano, recomendação de vacinação [contra o sarampo]”, disse o secretário.

Brasil registrou mais de cinco mil casos de sarampo, segundo Ministério da Saúde

Brasil registrou mais de cinco mil casos de sarampo, segundo Ministério da Saúde

Datas da campanha de vacinação contra o sarampo

Realizada em caráter nacional, a campanha vai realizar pela primeira vez a oferta da chamada “dose zero” aos bebês de seis meses a um ano de idade.

A iniciativa será realizada em diversas fases, cada uma destinada a uma faixa etária:

7 a 25 de outubro

  • Público-alvo: crianças de seis meses a 5 anos de idade
  • “Dia D”: 19 de outubro

18 a 30 de novembro

  • Público-alvo: jovens de 20 a 29 anos que não tomaram uma ou duas doses da vacina
  • “Dia D”: 30 de novembro

Fases de 2020

Públicos-alvo: crianças de 6 a 19 anos, adultos de 30 a 49 anos e adultos de 50 a 59 anos

A pasta diz que, neste anos, a meta é vacinar 2,6 milhões crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos.

Para incentivar que os municípios cumpram as metas, o Ministério da Saúde anunciou uma verba extra condicionada aos números de pessoas vacinas.

G1

 

Animais serão vacinados a partir de maio contra febre aftosa

A partir de maio, os animais da Paraíba serão vacinados contra a febre aftosa. Nesta primeira etapa, serão imunizados os bichos pertencentes ao grupo 1, que abrange todo rebanho bovino e bubalino. Em novembro, serão vacinados os animais com idade de até 24 meses.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cerca de 218 milhões de animais devem ser vacinados. O calendário com os prazos pode ser conferido na internet. Para obter mais detalhes, o produtor deve procurar a secretaria de agricultura do estado. Quem não comprovar que realizou a vacinação no rebanho pode ser multado.

A divisão de febre aftosa do ministério orienta que a vacina seja aplicada na região da tábua do pescoço, debaixo do couro do animal (região subcutânea). Confira outros cuidados que devem ser tomadas para garantir o sucesso da imunização:

  • Só vacine bovinos e búfalos.
  • Compre as vacinas somente em lojas registradas.
  • Transporte a vacina em caixa térmica.
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação.
  • Vacine o gado na hora mais fresca do dia.
  • Preencha a declaração de vacinação e a entregue no serviço veterinário oficial do estado junto à nota fiscal de compra das vacinas.

MaisPB

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Meninos começam a ser vacinados contra HPV na rede pública

vacina-hpvMeninos na faixa etária de 12 a 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de vacinação de todo o país. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que no ano passado, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. Assim, o Ministério continua com a mesma determinação, que é de fazer mais com os mesmos recursos financeiros.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância da vacinação nos meninos. “A inclusão dos adolescentes faz parte de um conjunto de ações integradas que o Ministério da Saúde tem realizado com o objetivo de conseguir mais resultados com os recursos financeiros já disponíveis. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, afirma o ministro Ricardo Barros.

Outra novidade é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária para o público feminino era de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, completando o esquema vacinal. Este quantitativo corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

“É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve continuada na adolescência. Pais e responsáveis devem ter, com os adolescentes, a mesma preocupação que têm com as crianças. A proteção vai ser muito maior se nós ampliarmos, cada vez mais, o calendário de vacinação da nossa população”, ressaltou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

manchetepb

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Meninos também serão vacinados contra HPV a partir de 2017

vacinaA partir do ano que vem, meninos de 12 a 13 anos também sersão imunizados contra o HPV Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir de janeiro de 2017, a rede pública de saúde vai passar a oferecer a vacina contra o HPV para meninos de 12 a 13 anos como parte do Calendário Nacional de Vacinação. A faixa etária, de acordo com o Ministério da Saúde, será ampliada gradativamente até 2020, período em que serão incluídos meninos de 9 a 13 anos.

A expectativa da pasta é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/aids no Brasil. Serão adquiriras, ao todo, 6 milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões.

Segundo o governo federal, o Brasil será o primeiro país da América Latina e o sétimo no mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunização. Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá já fazem a distribuição da dose para adolescentes do sexo masculino.

Duas doses

O esquema vacinal contra o HPV para meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já para os que vivem com HIV, o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Nesses casos, é necessário apresentar prescrição médica.

Custos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que, apesar das novas inclusões, não haverá custo extra para o governo federal já que, neste ano, a pasta anunciou a redução de três para duas doses no esquema vacinal contra o HPV para meninas. O quantitativo previsto, segundo ele, foi mantido.

“É mais um avanço que conseguimos fazer sem ampliar investimentos”, disse Barros. “É um conjunto de ações integradas que temos feito para produzir mais e mais resultados com os recursos que temos”, completou.

Meningite

A pasta anunciou ainda a ampliação da vacinação contra a meningite C para adolescentes de ambos os sexos. Foram adquiriras 15 milhões de doses, a um custo de R$ 656,5 milhões. O objetivo do governo é reforçar a eficácia da dose, já aplicada em crianças de 3, 5 e 12 meses mas que, com o passar dos anos, pode perder parte de sua eficácia.

A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes. Além de proporcionar proteção para essa faixa etária, a estratégia tem efeito protetor de imunidade rebanho – quando acontece a proteção indireta de pessoas não vacinadas em razão da diminuição da circulação do vírus.

Segundo o ministério, a ampliação só foi possível graças à economia de R$ 1 bilhão por meio da revisão de contratos e redução de valores de aluguéis e outros serviços. Parte dos recursos está sendo investida na produção nacional da vacina pela Fundação Ezequiel Dias.

Parceria

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, destacou que o ministério pretende investir em parcerias com escolas da rede pública e particular para facilitar o acesso de meninos e meninas às doses contra o HPV e contra a meningite.

“Vacinar adolescentes não é como vacinar crianças, que os pais pegam na mão e levam ao posto de saúde. É mais complicado”, disse. “Com os adolescentes, não conseguimos alcançar coberturas vacinais tão completas como entre as crianças”, completou.

UOL

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Mais de 24 milhões já foram vacinados contra gripe; idosos, gestantes e índios estão abaixo da meta

Mais de 24,12 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe, de acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O número representa 80,04% do público-alvo indicado para a imunização, que inclui idosos, crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes, índios e profissionais de saúde.

A pasta informou  que 18 estados e o Distrito Federal atingiram a meta de proteger 80% dos grupos indicados. O registro dos dados da campanha será feito até a próxima sexta-feira (15).

A maior adesão foi verificada entre os trabalhadores de saúde, que registraram cobertura vacinal de 99,69%. As crianças respondem pela segunda maior adesão, com 86,83%. Alguns grupos prioritários, no entanto, ainda não alcançaram a meta de 80%: os idosos, com 77,79%, a população indígena, que é vacinada nas próprias aldeias, com 77,1%, e as gestantes, com 71,4%.

A Região Centro- Oeste conseguiu a maior adesão da população, com cobertura de 85,31% do público-alvo. O Sul ficou em segundo lugar, com 83,36%, seguido pelo Norte, com 81,62%, pelo Nordeste, com 80,79%, e pelo Sudeste, com 77,30%.

Por meio de nota, o ministério reforçou que cada município tem autonomia para avaliar a cobertura alcançada na sua área de abrangência e determinar se deve continuar ofertando as doses. Caso a cobertura tenha ficado abaixo da meta, a orientação é que a vacina continue sendo aplicada.

A pasta destacou ainda que a vacina contra a gripe tem impacto direto na diminuição dos casos e dos gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias, além de contribuir para a redução das internações hospitalares e da mortalidade. A dose protege contra os três principais vírus que circularam no Hemisfério Sul no ano anterior ao da vacinação, entre eles o da influenza A (H1N1) – gripe suína.

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