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Solânea ultrapassa 1,5 mil casos confirmados de covid-19 e tem 17 mortes

O município de Solânea tem 1.505 casos confirmados de covid-19, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nessa terça-feira (2). Os dados também confirmam 17 mortes provocadas pela doença.

Além disso, são 3.017 casos descartados, 63 casos ativos e 1.425 pessoas que se recuperaram. Há outros 147 casos suspeitos notificados.

A Secretaria de Saúde montou uma força-tarefa para dar andamento a vacinação entre os grupos prioritários.  Foram recebidas, na última sexta-feira (26), 460 vacinas para aplicação da 1ª dose nos idosos entre 80 e 89 anos de idade, sendo 320 AstraZeneca e 140 Coronavac.

Três equipes de vacinação foram montadas para administração da 1ª dose no grupo atendido nessa fase da vacinação. A imunização segue de forma gradativa e proporcional ao número de vacinas recebidas.  “Estamos seguindo todas as recomendações dos órgãos competentes em relação à aplicação e quantitativo de vacinas recebidas. Essa estratégia reforça a nossa transparência e compromisso com a população”, disse o prefeito de Solânea, Kayser Rocha.

*Com informações da Assessoria

Solânea dá início a vacinação contra covid-19 e secretário explica escolha do grupo prioritário

O município de Solânea deu início nesta quarta-feira (20) a vacinação contra a covid-19.  Nesta primeira fase da vacinação, Solânea recebeu da Secretaria de Estado da Saúde 157 doses da vacina Coronavac. Segundo informações da Secretaria de Saúde do município, inicialmente serão imunizados parte dos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19 e os idosos institucionalizados do “Abrigo de Idosos Menino Jesus”.

De acordo com informações do Secretário de Saúde de Solânea, Rogério Lima, foi montada uma estratégia de vacinação para essa primeira remessa da vacina.  “Esse grupo receberá a primeira e a segunda doses da vacina gradualmente. Vamos vacinar obedecendo o cronograma repassado pela Secretaria Estadual. Podemos nos tranquilizar que os demais grupos serão vacinados sucessivamente”, explicou.

Ele também falou como foi feita a escolha desses grupos prioritários. “O critério de direcionamento de início observamos as pessoas que tem contato direto como o Samu. No deslocamento até os hospitais de referência estão em contato direto, da mesma forma nos hospitais. Nosso planejamento foi visando os idosos e essa questão do contato direto, não estou dizendo que os outros profissionais não têm esse contato, mas nos PSFs por exemplo dá pra fazer um contato mais distanciado, atendimento pelo Whatsapp”, falou.

A estimativa do Ministério da Saúde é que em média 409 profissionais da saúde irão receber as vacinas em Solânea. Neste momento 34% desse número recebem a primeira dose da vacina. No abrigo, 17 idosos residentes serão vacinados com a primeira dose.

 

Redação FN

 

 

Após morte de Nicette Bruno, Tony Ramos pede distanciamento social e respeito à vacinação

O ator Tony Ramos, que contracenou a atriz Nicette Bruno em diversos trabalhos, lamentou a morte da colega durante participação no Jornal GloboNews deste domingo (20) e pediu que as pessoas sigam mantendo os protocolos de distanciamento social.

Nicette Bruno morreu na manhã deste domingo (20), aos 87 anos, vítima da Covid-19. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio.

“Mantenham o distanciamento. Usem a máscara. Lavem bem suas mãos. Esperemos essas vacinas. Que venham rápido, com a urgência necessária. E que a gente tome essas vacinas, os dois ciclos necessários. E ainda assim tenhamos consciência de que não é porque vacinou que está curado”, disse o ator.

“A gente fica aqui buscando entender tudo isso que está acontecendo com todos nós. Isso aqui não é uma brincadeira. Esse é um vírus agressivo, poderoso, misterioso. Ainda não decifrado. Já há na Europa casos de reinfecção. É mais que chegada a hora das pessoas entenderem o que está nos rodeando. De termos políticas claras, públicas, rápidas, de atendimento fundamentalmente a classes muito necessitadas. E esclarecimento público”, continuou o ator.

Tony Ramos contou que perdeu recentemente um parente, também vítima da Covid. “Digo como um leigo, mas como um pai, companheiro, como avô. A preocupação minha é enorme. Eu perdi um primo-irmão querido pra essa Covid lá em São Paulo, então sabemos muito bem o que é essa dor. Mas parece que isso virou uma brincadeira. A cultura de preservação e do respeito ao próximo, essa tem que ser eterna.”

Tony Ramos ainda falou sobre a produtividade de Nicette Bruno: “Essa mulher absolutamente batalhadora, sonhadora, completando uma novela dois meses antes, já pensando no próximo projeto, já trocando ideias de como seria o próximo espetáculo, o cenário, o elenco, enfim, uma atriz que não estava nunca acomodada. Nunca esteve.”

“A gente perde um dos grandes pilares do teatro, do cinema e da televisão brasileira. Saudade para todo o sempre”, afirmou Tony Ramos.

 

G1

 

 

Bolsonaro autoriza crédito extra de R$ 20 bilhões para vacinação contra Covid-19

O presidente da República, Jair Bolsonaro, editou Medida Provisória (MP nº 1015) destinando crédito extraordinário de R$ 20 bilhões ao Ministério da Saúde para  viabilizar a estratégia de vacinação de todos os brasileiros  contra a Covid-19.

O valor financiará todas as despesas relacionadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI), tais como aquisição de doses, seringas, agulhas, logística, comunicação, entre outras. Por se tratar de crédito extraordinário, ele não depende de aprovação da Lei Orçamentária para 2021. A MP deverá passar pelo Congresso Nacional, mas já está disponível para o ministério.

Com relação às vacinas, estes recursos servirão para a aquisição de imunizantes ainda em fase de negociação, como nos casos das farmacêuticas Pfizer, Janssen e do Instituto Butantan, para compra após registro dos insumos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Brasil 61

 

 

“Municípios precisam se organizar para vacinação contra Covid-19”, diz médica infectologista

O Governo Federal divulgou o plano para vacinar a população contra a Covid-19 e de acordo com o Ministério da Saúde, o processo será centralizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a doença é um documento com diretrizes que tem objetivo de apoiar os Estados e municípios no planejamento e organização da vacinação.

E, por isso, tivemos um bate papo exclusivo com a médica infectologista, Raquel Stucchi, para comentar pontos específicos dessa proposta. Raquel também é professora doutora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Com a apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ficou comprovado que ainda não é um plano definitivo e que não responde a muitas perguntas sobre como realizar a campanha de vacinação. A opinião da médica infectologista é de que “na verdade é o início de uma organização com algumas diretrizes que precisarão ser mais detalhadas nas próximas semanas. Mas o plano já dá uma indicação de como será a vacinação contra a Covid-19, o que é um avanço neste momento tão tumultuado sobre a situação do Brasil em relação a essa doença”, afirmou.

Há meses o Governo Federal tem se posicionando no sentido de que vai prestar toda colaboração para que a vacina seja realizada, o que o plano deixa claro é que a logística de distribuição de vacinas vai ser feita da mesma forma como todas as campanhas elaboradas pelo Programa Nacional de Imunizações. Em vista disso, a médica infectologista acredita que o papel dos municípios no plano de vacinação seguirá exatamente igual ao que se faz há anos.

“Os municípios precisam dimensionar o tamanho da sua população prioritária e avaliar qual a sua condição atual para fazer a vacinação. A partir disso elaborar estratégias como: estender o horário de funcionamento dos postos de saúde, além de quantificar as seringas e agulhas que precisarão ser usadas nessa ação”, explicou Raquel Stucchi.

O planejamento da vacinação nacional está orientado em conformidade com o registro e licenciamento de vacinas, que no Brasil é de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Lei nº 6.360/1976 e outros regulamentos técnicos. Diante disso, fica o questionamento se a aprovação das vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser um obstáculo para uma efetiva imunização no Brasil.

Para a professora, é exatamente o contrário “é a validação da Anvisa que nos dá segurança para que a vacinação seja realizada em massa na população brasileira. Por isso é fundamental ter essa análise e a aprovação da Agência, uma vez que é o órgão responsável por essa verificação no Brasil”, destacou.

Segundo o plano brasileiro, o início da vacinação está previsto para fevereiro de 2021. Isso deixa 4 meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 meses para imunizar o restante da população. Desta maneira, a médica acredita que esse tempo pode ser suficiente para a imunização contra a Covid-19, mas “tudo vai depender dos acordos firmados com os produtores de vacinas. E nisso cabe destacar que nós talvez sejamos o País mais atrasado na formalização de acordos para compra de vacinas”, comentou.

Sobre a necessidade do imunizante precisar de 2 doses tomadas em um intervalo de tempo para fazer efeito e se isso pode gerar dificuldade na imunização, a especialista explicou que “a vacina ideal seria a de dose única e com benefícios como: quantidade suficiente e proteção de forma prolongada. Mas, infelizmente, não temos uma vacina assim. O sucesso da imunização também é responsabilidade dos estados, municípios e população”, avaliou.

Por fim, em relação à exigência de assinatura do termo de responsabilidade para quem tomar a vacina com status de uso emergencial, a médica acredita que isso seja desnecessário. “Um documento desse tipo não justifica. Mesmo as vacinas em uso emergencial, aprovadas pelos órgãos regulatórios, são certificadas de sua segurança. É diferente de alguém que resolve participar de um teste para uma vacina que está chegando, o que não é o caso. O que pode fazer sentido, para o Governo exigir um termo de responsabilidade, é um documento assinado pelos cidadãos que se recusam a tomar a vacina ou que não adotam as medidas de prevenção, afirmando que se ficarem doentes não vão ocupar leitos de hospitais”, declarou.

Fonte: Brasil 61

 

Maioria no STF vota a favor de vacinação obrigatória contra a covid-19

Para ministros, vacinação obrigatória não é vacinação ‘forçada’. Eles entenderam que medidas restritivas são necessárias porque saúde coletiva não pode ser prejudicada por decisão individual.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (17) a favor da aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a se vacinar contra a Covid-19.

O plenário começou a analisar nesta quarta-feira duas ações que tratam da possibilidade de os governos federal, estaduais e municipais decidirem sobre a vacinação compulsória da população contra a Covid.

A maioria seguiu o entendimento do relator, ministro Ricardo Lewandowski, que votou a favor da aplicação de medidas restritivas contra quem se recusar a se vacinar, decorrentes de lei. Até a última atualização desta reportagem, o julgamento não tinha terminado.

Para a maioria dos ministros, a vacinação obrigatória não significa a vacinação “forçada” da população, que não pode ser coagida a se vacinar.

No mesmo julgamento, a maioria dos ministros também rejeitou recurso com o objetivo de desobrigar pais de vacinarem os filhos.

 

G1

 

Governo lança plano nacional de vacinação contra a Covid-19

Na manhã desta quarta-feira (16), o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação da população brasileira contra a Covid-19. De acordo com a pasta, o Governo Federal vai distribuir insumos e doses da vacina até os estados e, a partir desse ponto, o estado envia aos municípios que serão os responsáveis pela vacinação das pessoas.

Durante o lançamento do plano, o presidente Jair Bolsonaro elogiou o Congresso Nacional ao falar que os parlamentares foram decisivos durante a pandemia ao acelerar a votação de medidas para combater o novo coronavírus. Da mesma forma, o presidente afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi um órgão fundamental na escolha da vacina a ser oferecida gratuitamente à população.

“Momentos difíceis todos nós tivemos, mas depois da tempestade vem a bonança. É isso o que vislumbramos no horizonte do Brasil, pois temos 27 governadores com um só propósito: o bem comum e a volta à normalidade. Muitas pessoas trabalharam neste objetivo e a grande maioria foram anônimas, mas essenciais para que pudéssemos chegar a esse dia”, declarou o presidente.

O Plano de Vacinação foi desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunizações em cooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica, e baseado em princípios similares aos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como nas considerações sobre a viabilização operacional das ações de vacinação.

Optou-se pela seguinte ordem de priorização: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da preservação do funcionamento dos serviços essenciais e proteção dos indivíduos com maior risco de infecção.

Durante o lançamento do plano o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que os órgãos e entidades de saúde do País qualificam todo o trabalho desenvolvido pelo ministério na busca pela melhor forma de vacinação dos brasileiros. Além disso, Pazuello destacou a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil como uma das melhores estratégias do mundo.

“Acreditem, o povo brasileiro tem capacidade de ter o maior Sistema Único de Saúde do mundo, de ter o maior programa nacional de imunização do mundo! Nós somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Então para que essa ansiedade e essa angústia? Nós somos referência na América Latina e estamos trabalhando”, ressaltou o ministro.

Em relação ao recebimento das vacinas, Pazuello explicou que “todos os estados da Federação serão tratados de forma igualitária e proporcional. Não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil ou pelo Butantan, Fiocruz ou qualquer indústria terá prioridade do SUS”, concluiu o ministro da Saúde.

Segundo o documento, os grupos prioritários para vacinação são trabalhadores da área da saúde (incluindo profissionais da saúde, profissionais de apoio, cuidadores de idosos, entre outros), pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população idosa (60 anos ou mais), indígena aldeado em terras demarcadas, comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas, população em situação de rua, morbidades (diabetes mellitus; hipertensão arterial grave (difícil controle ou com lesão de órgão alvo),  doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal,  doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido,  anemia falciforme,  câncer,  obesidade (grau III), trabalhadores da educação, pessoas com deficiência permanente severa, membros das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores do transporte coletivo, transportadores rodoviários de carga, população privada de liberdade.

De acordo com o Secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, apesar de ter sido lançado hoje, o plano de operacionalização da vacinação contra a Covid-19, não é definitivo, mas “pretende dar início à vacinação apresentando grupos prioritários e dando condições aos estados e municípios para que possam realizar suas imunizações”, explicou o secretário, que ainda destacou terem sido compilados 10 eixos prioritários como a comunicação, avaliação de orçamento e disponibilidade da vacina.

Fonte: Brasil 61

 

 

Vacinação contra a Covid-19 deve ocorrer no primeiro semestre de 2021, segundo Governo Federal

O Ministério da Saúde anunciou que até o fim do primeiro semestre do próximo ano, 140 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 estarão disponíveis aos brasileiros. Para garantir esse quantitativo, a pasta realizou parcerias com o laboratório britânico AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina de Oxford, e com o consórcio internacional Covax Facility, que está à frente da produção de nove vacinas.

O Governo Federal alega que iniciará a distribuição das vacinas contra o novo coronavírus no momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o registro desses produtos. Gustavo Lopes, gerente geral de medicamentos da agência, lembra que essa aprovação pode acontecer até mesmo quando  testes dos produtos ocorrerem fora do Brasil.

“Não é obrigatório que sejam feitos testes clínicos de vacina aqui no Brasil. Pode ocorrer que um produto tenha o seu desenvolvimento no exterior e o registro por meio da Anvisa, após os estudos concluídos.”

Neste mês, o governo liberou R$ 2,5 bilhões para que o país possa aderir ao consórcio Covax Facility. Além disso, em agosto, R$1,9 bilhão foi liberado para a compra da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca.

Em coletiva de imprensa, Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde ressaltou a importância na oferta de múltiplas vacinas contra a Covid-19 no país. “Um número diversificado de fabricantes e várias pesquisas sendo conduzidas simultaneamente possibilita a ampliação do portfólio de vacinas acessíveis, em diferentes plataforma tecnológicas.”

Estratégia

O Plano Nacional para Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 ainda será   elaborado pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações e Doenças Transmissíveis, órgão ligado ao Ministério da Saúde. A expectativa é que o documento seja entregue até o final do ano.  De acordo com a pasta, para o desenvolvimento do plano serão levados em conta critérios como situação epidemiológica, definição do público-alvo, estratégia de vacinação, campanha de imunização, entre outros.

Fonte: Brasil 61

 

 

Vacina contra febre amarela entra no calendário de vacinação da Paraíba

A vacina contra a febre amarela foi incluída no calendário de vacinação da Paraíba, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado (SES). A campanha de vacinação já começa a partir desta segunda-feira (5).

Segundo a Secretaria de Saúde (SES), a meta é vacinar todas as crianças de 9 meses a menores de 5 anos em todo o estado da Paraíba. A avaliação da cobertura vacinal tem meta de atingir 95%.

A vacina será incluída na etapa de multivacinação da poliomielite. De acordo com a SES, mais de dois mil enfermeiros e técnicos em enfermagem passaram por um webtreinamento com representantes da direção do Núcleo de Imunização da Secretaria do Estado da Saúde para que a vacina fosse acrescentada no calendário de vacinação.

G1

 

Plano prévio define estratégias de vacinação contra a Covid-19

O Ministério da Saúde já trabalha para garantir a imunização contra o novo coronavírus para a população brasileira. Na última semana, o órgão apresentou um plano prévio com estratégias de vacinação contra a Covid-19, fruto de uma parceria com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).

O plano, que ainda está em construção, tem como objetivo reduzir a transmissão e o número de mortes no país por causa da doença. Inicialmente, a estratégia é vacinar todos os profissionais de saúde e as populações de maior risco, como os idosos e as pessoas que têm comorbidades ou doenças crônicas, entre elas o diabetes e as cardiopatias.

Para Julival Ribeiro, médico infectologista e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é muito importante que o governo se prepare o quanto antes na elaboração de um plano para vacinação da população. No entanto, ele destaca que até lá é preciso ter paciência.

“Nós temos que manter as medidas preventivas (como lavar as mãos com água e sabão, higienizar com álcool em gel, usar máscaras). Não sabemos ainda quando essa pandemia vai acabar. O mais importante em relação à vacina é que todos nós tenhamos paciência, porque precisamos de algo seguro”, avalia.

O plano

Por hora, não há um cronograma de vacinação como ocorre nas campanhas de imunização contra o vírus Influenza, causador da gripe, por exemplo. Isso porque a ampliação da vacinação a outros grupos depende do aumento da disponibilidade de doses.

O Ministério da Saúde tem um acordo com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford para aquisição de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. A vacina está em fase de ensaio clínico e conta com a participação de 5 mil voluntários no país — a Anvisa autorizou os testes em mais 5 mil pessoas há duas semanas.

Como o Brasil acompanha os estudos por uma vacina eficaz e segura contra o novo coronavírus, o plano pode sofrer algumas atualizações, conforme as evidências e avanços do conhecimento. Até lá, ao menos, as instituições que vão participar desse processo estão definidas. Entre elas, estão a Anvisa, os laboratórios da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Butantan, além de diversas sociedades médicas.

O infectologista Julival Ribeiro destaca a experiência do país com estratégias de vacinação, mas alerta para as dificuldades que podem surgir com a distribuição de um novo imunizante. “O Brasil é um dos melhores países do mundo em relação à campanhas de vacinação. Portanto, ele já tem logística para realizar também a aplicabilidade da vacina para a Covid. Entretanto, vale lembrar que nós somos um país continental e que não é fácil você de uma hora pra outra fazer essa distribuição”, ressalta.

O plano prevê um esforço de comunicação dos atores envolvidos em uma campanha de vacinação para atingir a sociedade. Pontos como a importância da vacinação, quais os critérios para a escolha de uma população prioritária, como, quando e onde a vacina estará disponível e segurança do imunizante devem ser reforçados.

Francieli Fontana, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), também levantou aspectos que ainda precisam de esclarecimento: quando uma vacina segura estará disponível, duração da proteção, se precisará de mais de uma dose, se mais de uma vacina será adquirida, entre outros.

“Nós precisaremos orientar a população sobre a importância de se vacinar. Temos tido movimentos antivacina, de fake news, e essa comunicação vai ser imprescindível para termos sucesso na estratégia de vacinação”, afirma.

Estágio

Atualmente, 149 vacinas candidatas estão em avaliação pré-clínica no mundo. No Brasil, além da vacina de Oxford, o imunizante do laboratório chinês Sinovac, em testes em mais nove mil voluntários no país, também está na última fase antes da aprovação da Anvisa.

Nesta quarta-feira (30), o governador de São Paulo fechou acordo para compra de 46 milhões de doses da vacina, que é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com os chineses. Segundo ele, a ideia é começar a campanha para os profissionais de saúde do estado em 15 de dezembro.

Francieli Fontana reforçou em reunião ordinária, na última semana, que o país acompanha os imunizantes que estão em andamento.

“Essas vacinas estão sendo estudadas pelo Programa Nacional de Imunizações junto a um grupo de especialistas, para que nós tenhamos subsídios no momento de aderir a uma vacina com eficácia e segurança adequada e poder definir um grupo prioritário de vacinação”, diz.

Estrutura

O Brasil já conta com o PNI e uma estrutura e tradição consolidadas para a aplicação de vacinas em escala nacional. Neste ano, por exemplo, mais de 75 milhões de doses contra a gripe foram distribuídas para estados e municípios. Ao todo, são mais de 38 mil salas de vacina, de acordo com o Ministério da Saúde.

Fonte: Brasil 61