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Estudantes da UFPB protestam contra Valdiney Gouveia em placa da turma: “reitor menos votado e empossado”

Estudantes do curso de História, na Universidade Federal da Paraíba, resolveram registrar um manifesto contra a nomeação de Valdiney Gouveia. Na placa da turma, no espaço destinado ao nome do reitor, eles preencheram da seguinte forma: “Reitora eleita pela comunidade acadêmica: Terezinha Domiciano Dantas Martins. Reitor menos votado e empossado: Valdiney Veloso Gouveia”, seguidos dos nomes do Chefe do Departamento de História, Fernando Cauduro Pureza, e do Coordenador do Curso de História, Mozart Vergetti Menezes.

O ClickPB conversou com uma estudante da turma idealizadora da placa. Ela confirmou que essa foi uma decisão unânime do grupo.

A placa apresenta também uma homenagem póstuma da turma a uma colega, a estudante Thayná Karoline de Lima, que deu nome à turma 2016.1 do curso de História da UFPB.

Na placa com protesto contra o reitor empossado Valdiney Gouveia, foi colocada a frase escrita pelo aluno Helton Cabral. “Em tempos de peste, desencanto e barbárie, mesmo repleta de incongruências e limitações, ainda assim, a História nos lembra que a ampliação de nossas humanidades futuras depende cada vez mais da compreensão de nossas desumanidades do passado, passado mais que presente de todos os dias.”

Terezinha Domiciano foi a mais votada na consulta feita na UFPB. Mas o presidente Jair Bolsonaro nomeou o candidato menos votado como novo reitor da instituição de ensino. Mesmo estando dentro da lei a nomeação de Valdiney Veloso Gouveia, a escolha pelo nome dele, que ficou em terceiro lugar na consulta e teve apenas 5,35% dos votos, gerou revolta em parte da comunidade acadêmica.

A nomeação de Valdiney foi publicada no Diário Oficial da União do dia 5 de novembro. Ele ficará no cargo por quatro anos.

A Chapa 2, de Terezinha, obteve 964,518 votos contra 920,013 da Chapa 1, dos professores Isac e Regina, e 106,496 da Chapa 3, de Valdiney e Liana.

clickpb

 

Professor Valdiney é empossado como novo reitor da UFPB na noite desta quarta

O professor Valdiney Veloso foi empossado como novo reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) na noite desta quarta-feira (11). A cerimônia de possa aconteceu no auditório do Hospital Universitário (HU), em João Pessoa, e contou com a presença restrita de familiares e amigos do novo reitor.

A cerimônia foi conduzida pela atual reitora, professora Margareth Diniz. Valdiney Veloso foi nomeado reitor da UFPB) pelo presidente Jair Bolsonaro, para gerir a instituição federal nos próximos quatro anos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (5).

Foto: Divulgação

A chapa, composta por Valdiney Veloso e Liana Filgueira Albuquerque, ficou em terceiro lugar na lista tríplice, sendo a menos votada na consulta pública. Mesmo assim, a nomeação foi feita pelo presidente Bolsonaro porque a Constituição lhe dar o poder de escolher o nome que vai ocupar o cargo.

Valdiney Veloso

O professor Valdiney Veloso atua na Universidade Federal da Paraíba como professor titular na área de psicologia. É formado em psicologia, pela Universidade Federal da Paraíba, e direito, pela Unipê. Além disso, o novo reitor é especialista em psicometria e tem mestrado e doutorado em psicologia social.

Protesto

Estudantes e alguns professores da UFPB, que não aceitam a nomeação, realizaram um protesto durante todo o dia desta quarta-feira, em frente a Reitoria. Os manifestantes apresentavam cartazes com seguinte frase: ‘Fora Bozo, Não vai ter golpe, Fora Valdiney’.

A comunidade universitária acadêmica cobra as nomeações das professoras Terezinha Dominicano e Mônica Nóbrega, como reitora e vice-reitora, respectivamente. Eles foram da chapa que ficou em primeiro lugar na disputa e escolha da consulta pública.

Terezinha e Mônica chegaram a ser empossadas em uma solenidade simbólica na terça-feira (10), em meio a protestos e manifestações.

Paulo de Pádua

 

 

OAB Nacional pede anulação de nomeação de Valdiney Veloso para reitor da UFPB

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu para o STF (Supremo Tribunal Federal) anular algumas nomeações de reitores feitas por Jair Bolsonaro (sem partido) em universidades federais. A ação quer que o presidente nomeie sempre o primeiro colocado das listas tríplices enviadas pelos institutos. Ele tem escolhido o terceiro colocado na maioria das vezes. Foi o caso da Paraíba, em que o professor Valdiney Veloso, com 5% dos votos e em terceiro na lista, foi o escolhido pelo presidente.

A OAB alega que as nomeações de Bolsonaro estão fora da escolha da comunidade acadêmica e representam violação ao princípio democrático. Segundo a entidade, tais decisões afetam também a pluralidade política e a autonomia universitária.

Em outubro, ao julgar uma outra ação sobre o assunto, Edson Fachin, ministro do STF, manifestou a mesma posição da OAB. Ele entende que o reitor escolhido deve ser o primeiro colocado nas listas tríplices.

Na semana passada, estudantes e funcionários UFPB (Universidade Federal da Paraíba) mostraram indignação nas redes sociais após o presidente Jair Bolsonaro indicar o candidato menos votado da lista tríplice para o cargo de reitor. Estudantes, docentes e funcionários realizaram um ato contra a posse de Valdiney Veloso Gouveia.

Desde o início do mandato, Bolsonaro já ignorou 15 primeiros colocados nas eleições para reitor, nomeando chapas que registraram menos votos.

Mais cedo o Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) emitiu nota de repúdio contra a indicação do professor Valdiney Gouveia Veloso para o cargo de reitor. O ato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 4.

Confira a nota abaixo: 

O Conselho Universitário (CONSUNI) da UFPB, representando a vontade de sua comunidade universitária, e com fundamento nos princípios constitucionais da gestão democrática, da liberdade de cátedra e do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, já reconhecidos e consolidados pelo Supremo Tribunal Federal, repudia a nomeação, pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para o cargo máximo desta instituição de uma candidatura que não foi escolhida pela comunidade universitária. A chapa encabeçada pelo Prof. Valdiney Gouveia teve pouco mais de 5% dos votos na consulta pública, ficando na terceira e última colocação, e no colegiado eleitoral, composto pelos três conselhos superiores desta Universidade, não obteve um único voto.

Mais do que a defesa de uma candidatura específica, o que move este CONSUNI é a defesa dos preceitos de democracia e autonomia universitária, nos termos do artigo 207 da Constituição Federal.

Essa decisão rompe com uma longa tradição, construída ao longo de décadas, que é o respeito a escolha democrática da comunidade universitária e a garantia da nomeação da candidatura mais votada, mesmo por governos de diferentes espectros políticos. Esta atitude, mais do que respeitar a posição expressa pela maioria dos integrantes da instituição, tem por princípio o reconhecimento da importância de termos uma reitoria com efetivo papel de liderança acadêmica, administrativa e política reconhecida pelos membros da própria Universidade, o que aufere legitimidade para sua atuação, justamente nesses tempos difíceis que atravessamos.

 

Com UOL

 

Justiça Federal determina reintegração de posse na UFPB e manda estudantes desocuparem prédio da reitoria sob pena de multa no valor de R$ 1.000

Os estudantes que protestam acorrentados em frente à reitoria da Universidade Federal da Paraíba tiveram uma ordem de reintegração de posse do prédio, no Campus I, determinada pelo Juiz Bruno Teixeira de Paiva, Juiz Federal Titular da 2ª Vara. A pena é multa de R$ 1 mil para cada dia de descumprimento.

O grupo protesta contra a nomeação do reitor Valdiney Veloso Gouveia, que foi escolhido pelo presidente Bolsonaro, na lista tríplice encaminhada pela Universidade. Valdiney foi o último da lista.

Veja a decisão na íntegra:

Trata-se de ação de reintegração/manutenção de posse proposta pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB em face de réus de qualificação desconhecida, com pedido de liminar, objetivando a expedição de mandado de reintegração de posse, com a consequente retirada de todos os requeridos que se encontram ocupando irregularmente a entrada da Reitoria da UFPB, campus universitário de João Pessoa, a fim de desobstruir o acesso ao referido prédio e suas instalações, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso no cumprimento da ordem judicial, bem como de serem tomadas as medidas de força cabíveis, em caso de descumprimento da ordem judicial.

Para tanto, a UFPB alega que:

– é legítima proprietária e possuidora dos prédios instalados em seu Campus, os quais são caracterizados como bens públicos de uso especial, por serem essenciais à prestação do serviço público de educação de nível superior prestado pela autora, dentre os quais se inclui o da Reitoria, que foi invadido/ocupado por estudantes, desde a noite de 06/11/2020;

– os invasores estão impedindo o ingresso e o livre trânsito de servidores, terceirizados, demais alunos e pessoas em geral, mediante ameaças e colocação de cadeados nos portões;

– a invasão teve início a partir da nomeação, no dia anterior, pelo Presidente da República, do Professor Valdiney Veloso Gouveia, terceiro colocado da lista tríplice do Conselho Superior da UFPB, para o cargo de Reitor da Universidade Federal da Paraíba;

– desde então, os invasores permanecem na Reitoria da UFPB, com correntes e cadeados, impedindo o acesso de servidores, com ameaças e intimidações, em manifesto prejuízo ao funcionamento da instituição;

– as fotografias encartados à inicial comprovam o esbulho possessório praticado pelos estudantes no prédio da Reitoria da UFPB, e há receio de que aumente expressivamente o número de manifestantes dentro e fora da Reitoria, já que circulam pelas redes sociais calendários e convocações para novos protestos na Reitoria contra a nomeação do Reitor da UFPB, conforme provas acostadas aos autos;

– tais fatos inequivocamente estão provocando desordens e tumulto que podem resultar em danos à integridade física dos servidores, transeuntes da região, dos próprios manifestantes, bem como danos ao patrimônio da UFPB;

– diante de tal ameaça, antevendo a possibilidade de a Universidade ser posta em iminente perigo, inviabilizando suas atividades, é que se ajuíza a presente ação;

– os atos que estão sendo praticados pelo grupo, além de atentarem contra o patrimônio público e a liberdade de trabalho, passíveis de caracterização de ilícito penal, ameaçam/violam literal e visceralmente o direito de posse da autarquia federal em questão, que teve as suas dependências interditadas e, consequentemente, de se ver totalmente impedida do exercício das atividades que lhe competem, em decorrência do referido movimento;

– a ocupação no prédio da Reitoria da UFPB, além de colocar em risco a integridade de servidores e alunos no espaço físico da Universidade bem como os bens públicos envolvidos, está interferindo e limitando a liberdade de ir e vir dos que trabalham ou frequentam em suas instalações;

– restando infrutíferas as tentativas de negociação amigável, não restou à UFPB outra alternativa, senão socorrer-se do Poder Judiciário, para que seja permitido o livre acesso às dependências da Reitoria pelos servidores que desejam trabalhar, a fim de que todos os serviços e atividades sejam restabelecidos, com a realização de aulas e demais atividades, em homenagem à necessária continuidade do serviço público.

Relatei para o ato. Decido.

As declarações da demandante na inicial e os elementos de prova documental encartados aos autos denotam que o caso é de posse nova, ou seja, de menos de ano e dia. Logo, a teor do disposto no art. 558, do CPC/2015, o procedimento a ser adotado na espécie deverá ser o de manutenção e reintegração de posse, de maneira que o exame do pedido liminar deve ter como norte os arts. 560 a 563 do CPC/2015.

O art. 1.210 do CC/2002 dispõe que o possuidor tem direito a ser mantido na posse do imóvel em caso de turbação, restituído por motivo de esbulho, bem como segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Ademais, os arts. 560 e 561, ambos do CPC/2015, estabelecem que o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho, devendo ele, no caso da ação possessória, provar a sua posse; a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; a data da turbação ou do esbulho; a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração.

Os arts. 562 e 563, do CPC/2015, preceituam que, estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. Considerada suficiente a justificação, o juiz fará logo expedir mandado de manutenção ou de reintegração.

No caso dos autos, é fato público e notório, amplamente divulgado na imprensa local, a invasão ao prédio da Reitoria ocorrida após a nomeação do novo Reitor da UFPB, pelo Presidente da República, ato publicado no Diário Oficial da União de 05/11/2020.

As fotos coligidas à inicial, bem como as matérias publicadas em vários veículos de imprensa1, demonstram que os invasores ocupam irregularmente o local há mais de 70 horas, impedindo o acesso ao prédio da Reitoria.

A irresignação quanto à nomeação do Reitor da instituição não pode inviabilizar direitos e garantias constitucionalmente assegurados, como o direito de propriedade (CF, art. 5º, inciso XXII) e a liberdade de locomoção (CF, art. 5º, XV).

Nem mesmo eventual alegação de exercício do direito de reunião ou de livre manifestação do pensamento respaldaria a invasão de prédio público, como forma de protesto, muito menos nos moldes ocorridos atualmente, com pessoas acorrentadas à porta de entrada da Reitoria, a fim de impedir o acesso de servidores, terceirizados, estudantes e do público em geral.

Sobre o direito de reunião, a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, XVI: “XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”.

É certo que a liberdade de reunião é direito de estatura constitucional, que dá vazão à liberdade de expressão do pensamento e de comunicação (art. 5º, IV e IX, da CF), corolários do Estado Democrático de Direito.

Como toda garantia constitucional, porém, o direito de reunião não é absoluto, devendo ser sopesadas as circunstâncias em que exercido, para que não viole outros direitos fundamentais, a exemplo, no caso específico, de propriedade e da liberdade de ir e vir.

O direito de reunião, como delineado no art. 5º, XVI, da CF, depende apenas de prévio aviso à autoridade competente, quando exercido em local aberto ao público, pacificamente e sem armas.

Na presente situação, embora os manifestantes afirmem tratar-se de “protesto silencioso”, o ato está sendo praticado mediante esbulho, impedindo o livre exercício da posse, por parte da autora. E, ainda que, até o momento, não se tenha relatado violência por parte dos manifestantes, não há como considerar pacífica uma aglomeração de pessoas que está impedindo – além do já citado direito de ir e vir-, a regular prestação de serviço publico essencial ao bom andamento da instituição.

Desse modo, havendo evidência do esbulho realizado, tenho que, neste exame preliminar dos autos, restou demonstrado a probabilidade do direito na forma como alegado na inicial.

O perigo de dano se mostra evidente, eis que a autora encontra-se impedida de utilizar a área invadida para o desempenho de suas atividades institucionais.

Ante o exposto, defiro a tutela de urgência requerida na inicial, para determinar a reintegração da autora na posse do prédio da Reitoria do Campus I.

Determino a imediata expedição de mandado de reintegração de posse, devendo os Oficiais de Justiça, antes do seu cumprimento, intimar os manifestantes/ocupantes da Reitoria da UFPB para que desocupem o local, e de lá retirem todos os seus objetos.

Cientifiquem-se os réus/ocupantes de que, na hipótese de descumprimento do mandado de reintegração, haverá a desocupação forçada do imóvel, inclusive mediante o uso de força policial, caso essa medida seja necessária.

A Secretaria da Vara deverá notificar a UFPB imediatamente, inclusive por fax, telefone e/ou “e-mail”, para que indique, com urgência, o nome do preposto com poderes de recebimento do local, a quem caberá acompanhar a diligência de reintegração de posse a ser realizada por 02 (dois) Oficiais de Justiça.

Em seguida, o Diretor de Secretaria, depois de estabelecidas a hora e a data de cumprimento da diligência, comunicará ao preposto da UFPB o dia e o horário em que este deverá comparecer ao local, juntamente com os Oficiais de Justiça, para acompanhar o cumprimento do mandado de reintegração de posse.

No dia útil seguinte ao prazo anteriormente estabelecido, os Oficiais de Justiça deverão retornar ao endereço indicado juntamente com o representante da UFPB, portando o mandado de reintegração, ocasião em que certificarão quanto à desocupação, ou não, do bem, imitindo imediatamente a autora na posse do imóvel.

Quanto ao prosseguimento do feito, adote a secretaria as providências a seu cargo, tão logo decorrido o prazo da contestação.

João Pessoa/PB, (na data de validação no Sistema PJE).

[DOCUMENTO ASSINADO ELETRONICAMENTE]

BRUNO TEIXEIRA DE PAIVA

Juiz Federal Titular da 2ª Vara

 

paraiba.com.br

 

 

Campanha eleitoral diminui isolamento social na Paraíba, diz estudo da UFPB

O 28º boletim covid-19 do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) revela que a campanha eleitoral diminuiu o isolamento social na Paraíba. Os menores índices foram registrados com a oficialização de candidaturas, debates políticos e comício.

Conforme a análise, publicada no último dia 5, ao relacionarem a mobilidade da população da Paraíba com a eleição municipal na capital paraibana, os pesquisadores da UFPB identificaram que a circulação das pessoas em João Pessoa – onde se concentra cerca de um quarto da população do estado – foi se intensificando na maioria dos setores presentes no estudo (lojas, mercados e farmácias; parques; vias de trânsito; ambientes de trabalho; e residências), entre o início de setembro e o final de outubro.

Foto: Labimec/UFPB

De acordo com o coordenador do laboratório e professor do Departamento de Economia da UFPB, Cássio Besarria, o início do período eleitoral alterou a mobilidade urbana na Paraíba, o que já era esperado, considerando que, em meio à campanha eleitoral, as pessoas tendem a ir mais às ruas para apoiar seus candidatos.

Esse acompanhamento dos índices de isolamento, realizado pelo laboratório desde o começo da pandemia no estado, considera dados oferecidos por duas ferramentas complementares: o Google e a startup Inloco – sistema de monitoramento utilizado pela Prefeitura de João Pessoa, a partir da localização registrada por meio dos celulares.

Deve-se lembrar que a pandemia da covid-19 não acabou e que aglomerações e o abandono de políticas de isolamento social pode ser fatal”, alerta o documento do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da UFPB.

Ascom UFPB

 

 

Alunos da UFPB se acorrentam na porta da reitoria em protesto contra nomeação de reitor

Estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) se acorrentaram na porta da reitoria da instituição, em João Pessoa, em protesto contra a nomeação do novo reitor Valdiney Veloso, feita pelo Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

O protesto silencioso foi iniciado no fim da noite desta quinta-feira (5), após o ato pacífico que aconteceu na universidade. Até a publicação desta matéria, quatro alunos ainda permaneciam acorrentados no local.

O protesto, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (5), contou com a participação de representantes do Levante Popular da Juventude e da União Nacional dos Estudantes. Durante o ato, os alunos saíram da reitoria e caminharam até o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Nomeação de reitor da UFPB

O professor Valdiney Veloso foi anunciado como novo reitor nesta quinta-feira (5), em publicação do Diário Oficial da União. Ele foi o último colocado nas eleições feitas em 26 de agosto, com 106,496 pontos, enquanto a professora Terezinha Domiciano, primeira colocada, teve 964,518 da soma ponderada e normalizada dos votos.

A nomeação do novo reitor foi recebida com desagrado pela comunidade acadêmica. Em nota, a Diretoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba repudiou a nomeação e convocou uma plenária na sexta-feira (6).

G1

 

Após nomeação de reitor menos votado, Comitê da UFPB convoca ato

Nesta quinta-feira (05), o Comitê de Mobilização pela Autonomia e contra a Intervenção na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgou nota onde repudia a nomeação, por parte do presidente Bolsonaro, de Valdiney Veloso para reitoria da instituição, mesmo ele tendo sido o menos votado na consulta pública.

A nota ainda convoca para um ato no intuito de “defender a nossa instituição e a democracia.”

Confira a nota na íntegra:

NOTA CONTRA A INTERVENÇÃO E PELA AUTONOMIA DA UFPB

O Comitê de Mobilização pela Autonomia e contra a Intervenção na UFPB, composto por diversas entidades e coletivos de todas as categorias da comunidade acadêmica da nossa universidade, REPUDIA A NOMEAÇÃO DE VALDINEY VELOSO para Reitor da UFPB.

Não vamos aceitar esta intervenção, pois não foi esta a nossa escolha. A comunidade acadêmica da UFPB escolheu a Chapa 2 nas eleições, elegendo a Professora Terezinha Martins tanto na consulta eleitoral como nos Conselhos Superiores. O professor Valdiney contou com 5% de votos na consulta e no colégio dos Conselhos Superiores não teve um único voto. A nomeação é flagrantemente ilegítima, desrespeitando a autonomia universitária e faz parte do contínuo projeto de destruição do ensino público.

Por isso convocamos todas as pessoas que estudam, trabalham e convivem na UFPB a defender a nossa instituição e a democracia. Faremos um ato hoje, 05/11/2010, às 16h, em frente à Reitoria, respeitando as medidas sanitárias com o uso obrigatório de máscaras, álcool e com distanciamento em função da pandemia.

REITORA ELEITA É REITORA EMPOSSADA!
FORA VALDINEY!
NÃO VAMOS ACEITAR INTERVENÇÃO NA REITORIA DA UFPB!

Comitê de Mobilização pela Autonomia e contra a Intervenção na UFPB

PB Agora

 

UFPB apresenta plano de retomada gradual das atividades presenciais

Um plano para a retomada gradual das atividades presenciais na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi divulgado nesta quinta-feira (22). As medidas foram apresentadas pela Comissão de Biossegurança da instituição, durante uma transmissão ao vivo na internet. O retorno às atividades será voluntário e facultativo.

Conforme foi divulgado na apresentação, o manual montado pela comissão enfatiza o uso de máscaras por alunos e funcionários e uso de álcool gel que será disponibilizado nas dependências da instituição.

Além disso, o plano tem como base as diretrizes do protocolo de biossegurança publicada pelo MEC, diretrizes epidemiológicas do governo do estado e da Organização Mundial da Saúde, e dos planos de biossegurança de outras instituições federais.

Sobre o distanciamento social, a comissão estipulou a necessidade de manter um raio de 1,5 metro de distância, dentro de uma sala de aula. Também foi estudado a quantidade de pessoas que podem ocupar as salas, a partir da evolução das bandeiras, e também de acordo com as dimensões do local.

Por exemplo, na bandeira vermelha, nenhuma sala pode ser ocupada, já nas outras, há uma distribuição de acordo com o tamanho da sala. Na bandeira verde, a sala poderá ter ocupação máxima.

De acordo com a professora Carina Carvalho, do departamento de fisioterapia, a comissão foi criada com o objetivo de “preservar a vida de cada um dos integrantes da comunidade universitária (técnicos, administrativos e comunidade acadêmica); orientar os técnicos-administrativos e comunidade acadêmica quanto aos procedimentos básicos para mitigação dos riscos dela decorrentes; recomendar ações que possibilitem um retorno gradual e seguro das atividades institucionais presenciais, quando as condições epidemiológicas permitirem.

As aulas presenciais da UFPB foram suspensas no dia 17 de março, como medida para evitar o possível contágio da comunidade acadêmica com o novo coronavírus. O plano de retomada gradual ainda passará por um processo de avaliação.

G1

 

UFPB: confira a 1ª chamada da lista de espera do Sisu com 356 convocados

A relação dos 356 convocados na primeira chamada da lista de espera da segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020 foi divulgada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), bem como o edital-prg-028_2020_chamada-da-lista-de-espera.

A pré-matrícula dos selecionados será na sexta (16) e segunda-feira (19), das 8 às 17h, exclusivamente pela internet, através do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) da UFPB. O candidato selecionado receberá código de acesso ao sistema da UFPB, através do e-mail que indicou na inscrição para participar do Sisu 2020.2.

Neste ano, o Sisu ofereceu 478 vagas distribuídas em 76 cursos nos quatro campi da UFPB.

As atividades presenciais e os calendários acadêmicos da instituição foram suspensos em março, devido à pandemia do novo coronavírus. Ainda não há previsão para início dos Períodos Letivos de 2020.1 e de 2020.2 na federal paraibana.

 

pbagora

 

 

Pesquisadores da UFPB ensinam passo a passo para construir ecofossa

Pesquisadores do Departamento de Sistemática e Ecologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgaram um manual para a elaboração de ecofossas como forma de diminuir impactos ambientais aos recursos hídricos e lençóis freáticos das cidades. Acesse o manual.

A equipe responsável pelo projeto é composta pelos pesquisadores Cristina Crispim, Gabrielle Moraes, Gheizon Raunny e José Kaio Freitas. De acordo com eles, as ecofossas são importantes para diminuir a contaminação dos rios e dos poços artesianos que ocorre com a estrutura tradicional de esgoto doméstico.

“Desenvolvemos o projeto há cerca de quatro anos. O objetivo é melhorar a qualidade da água dos rios urbanos poluídos. Para isso, é necessário cessar a entrada de nutrientes e materiais dos esgotos. Então, a proposta das fossas ecológicas é muito interessante por elas serem melhores e mais baratas que as tradicionais”, destaca Cristina Crispim.

Para a professora da UFPB, a ação principal é orientar a população sobre a necessidade de não jogar resíduos nos rios e parar de lançar águas sujas e com dejetos nas vias. “Muitas vezes, são jogadas a céu aberto e chegam aos rios. Com as fossas ecológicas, inviabiliza esse tipo de ação poluidora”, diz a pesquisadora.

“Com as estruturas em círculos de bananeiras, elas seguram as águas sujas que vêm de chuveiros e torneiras, fazendo um tratamento simples que quase não tem custo. Só precisam de um cano, porque serão cavadas no chão e ocupam pouco espaço. As tradicionais dependem do tamanho da residência e da quantidade de pessoas que moram nelas”, afirma Crispim.

Os pesquisadores denominam de “Círculo de Bananeiras” uma estrutura simples com escavação tubular que é preenchida, basicamente, por madeiras e lenhas e coberta de folhagens. Esse círculo deve ser cavaco com 1m de diâmetro e 1m de profundidade, ter um tubo de 50mm conectado para saída dele e arrodeado por bananeiras que irão absorver a água.

“Para um bom funcionamento, deve-se evitar usar em excesso ou utilizar sem diluir alguns produtos químicos. A água sanitária pode ser usada se diluída. Esse tipo de biossistema não suporta produtos mais fortes, como ácido muriático. É necessário dimensionar as fossas em lugares onde há maior incidência de luz solar”, recomendam os pesquisadores.

Além da estrutura com as bananeiras, o manual do “Projeto Ecofossas” da UFPB traz o sistema do “Tanque de Evapotranspiração”, que consiste em um ambiente fechado para receber dejetos, como fezes e urinas, das residências e evitar vazamentos de fossas. Mais detalhes sobre a iniciativa de saneamento ecológico da UFPB podem ser conferidos no perfil do projeto no Instagram.

 

portalcorreio