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LEDterapia capilar; grande aliada para recuperação e crescimento dos fios após tratamento quimioterápico 

Técnica estimula folículos e as células tronco do cabelo e pode ser aplicada de duas a três vezes por semana

Segundo dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o  câncer de mama é o segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. Para o Brasil, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres.

Aproveitando os números alarmantes e que outubro; mês de conscientização e prevenção contra o câncer de mama chegou, uma questão que vale ser discutida é a queda de cabelo decorrente dos efeitos colaterais da quimioterapia;  situação tão temida pelas pacientes, já que os cabelos são um dos principais símbolos de feminilidade.

Estudos revelam que a queda de cabelo influencia diretamente nas taxas de desistência do tratamento. A alopécia acorre em razão de alguns tipos de quimioterapia que danificam as células responsáveis pelo crescimento dos fios, causando a queda parcial ou total dos cabelos. Em média, o cabelo volta a crescer de dois a três meses após o término do tratamento.

É possível acelerar o processo por meio da LEDterapia, procedimento utilizado em quase todas as clínicas especializadas que estimula as células capilares a trabalharem mais e com melhores resultados. A técnica não é uma novidade no universo de tratamento dos fios. Segundo o cirurgião vascular e especialista em LEDterapia capilar, Dr. Álvaro Pereira, já se sabe há muito tempo que essa radiação, na dose e frequência certa, estimula o crescimento do cabelo. Ela já é utilizada por quem sofre com a perda por outros motivos que não o efeito colateral da quimioterapia, a fim de combater o afinamento, ressecamento e queda capilar em pessoas com tendência à calvície completa.

Na prática, para recuperar o cabelo com a LEDterapia após esse processo de quimioterapia, o paciente usa um boné ou capacete que emite uma radiação com frequência específica, de baixa potência. “Os raios promovem a dilatação dos vasos sanguíneos, o que aumenta a entrada de nutrientes e oxigênio nas células capilares. Com isso, também cresce a produção de energia celular e, consequentemente, a capacidade de produzir mais fios de cabelo de melhor qualidade”, afirma o especialista.

Vale ressaltar que é justamente por conta do efeito de vasodilatação que a LEDterapia só é indicada após o fim do tratamento quimioterápico. Se ela for utilizada durante, o medicamento tende a penetrar ainda mais nas células e provocar o resultado contrário. Assim, a técnica não é uma prevenção contra a perda do cabelo, mas um acelerador de crescimento pós-quimioterapia.

O especialista ainda conclui que o método pode ser aplicado de duas a três vezes por semana, durante 10 minutos.

 

Dr. Álvaro Pereira – Formado na FMUSP em 1978, residência em Cirurgia Vascular no HCFMUSP, Doutorado em Cirurgia Vascular na Divisão de Bioengenharia do INCOR – HCFMUSP, pós-doutorado e especialização em LEDterapia capilar no B&H Hospital – Harvard.

 

Autoestima, psicoterapia e fé: conheça alguns aliados do tratamento de câncer de mama

Receber o diagnóstico de um câncer de mama é extremamente desafiador para mulher que terá que lutar contra a doença e para os familiares e amigos que compartilham a vivência diária. O psicólogo da MedPrev do Hapvida em João Pessoa, Andersson Felipe, explica que manter a autoestima mesmo diante do impacto pessoal e emocional gerado pela confirmação da doença é fundamental. “Manter a autoestima elevada proporciona um empoderamento à mulher e faz o processo do tratamento ficar um pouco menos difícil”, declara, aprontando que psicoterapia e fé são aliados importantes nessa jornada de luta contra o câncer.

O especialista esclarece que a autoconfiança, mesmo que debilitada por hora, necessita de reparos com a parte psicológica e momentos que agreguem bons pensamentos e diálogos produtivos. “Em alguns casos os próprios pacientes demonstram que não irão se abalar e que existem muitos motivos para se viver, impulsionando assim outros fatores que favorecem a manutenção da autoestima e a não desistir”, esclarece.

Andersson Felipe lembra que além da psicoterapia se torna uma aliada forte nesse processo de tratamento, a fé também é um dos principais suportes na luta da mulher com câncer de mama e está presente em boa parte das pessoas que se submete ao tratamento. “Trabalhos artesanais em ONGs com enfoque na causa e encontro de amigos estão também entre os pontos importantes para a melhora da auto estima e relatos de experiências”, elenca o psicólogo.

Familiares e Amigos – Outro aspecto que está ligado diretamente ao tratamento é o apoio de familiares e amigos, em estar promovendo momentos felizes e que favoreçam o bem-estar e a saúde psíquica. O psicólogo do Hapvida reforça que proporcionar momentos atrativos e adversos que envolva a mulher e promover diálogos que tragam outras temáticas e assuntos do interesse da mesma, que sejam leves e que seja algo sobre o que a mulher goste de falar, ocupando assim a mente de forma mais saudável.

Andersson Felipe explica também que é de extrema importância a participação dos entes queridos em todo o processo do tratamento. “A mulher se enxerga muito sensível e vulnerável, muitas vezes sem esperança e boas perspectivas ao tratamento submetido, principalmente quando se depara com uma situação de mastectomia, necessitando de encorajamento, apoio psicológico, tratando-se principalmente contexto emocional”, reforça.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Falta de tratamento: o pesadelo de quem tem doenças raras

Além de conviverem com condições delicadas de saúde, pacientes temem a falta de medicamentos, mesmo quando garantidos por lei

Quando falamos em doenças raras, alguns termos se evidenciam, como a importância do diagnóstico precoce, sintomas, expectativa de vida, entre outros. Independentemente do tipo de patologia, são diversas as situações em comum que pacientes e seus familiares enfrentam e que vão muito além das questões clínicas.

A história de Wesley Cauê da Silva, de 9 anos, é similar a de diversas crianças de todo o Brasil e do mundo. Wesley tem distrofia muscular de Duchenne (DMD), uma doença neuromuscular causada por uma falha na produção da proteína distrofina, essencial para a estabilização dos músculos, e que afeta principalmente meninos. Seu irmão, José William, faleceu aos 16 anos, em 2018, por complicações da mesma doença, já num estado mais avançado de degeneração muscular, utilizando cadeira de rodas e com comprometimento cardíaco. Ambos faziam uso do mesmo tratamento para a doença, em doses compatíveis para cada um.

“Perdi um filho para essa doença. Wesley segue o tratamento e tudo está indo bem. Mas fico aflita só de imaginar a possibilidade de não receber o remédio. O tratamento retarda a progressão da doença, e isso é muito importante. Se ele parar, ele pode perder a força, os músculos que ele está conseguindo manter”, desabafa Ana Paula da Silva, mãe dos meninos.

O neuropediatra e neuromuscular Luis Fernando Grossklauss, especialista em DMD, explica que sem a medicação os efeitos da doença são acelerados. “Podemos calcular que um menino que normalmente pararia de andar aos 10 anos de idade, com a medicação possa estender esse período até por vota dos 14 anos”, afirma. “Se o paciente ficar sem o tratamento, mesmo que volte a fazer uso, não recupera mais qualquer movimento que tenha perdido durante o período em que não foi medicado”, explica, ressaltando a importância da aderência ao tratamento.

A dificuldade de acesso aos tratamentos multidisciplinares, que vão desde uma consulta clínica, até a indisponibilidade de novas terapias ou a demora dos processos burocráticos para disponibilização de medicamentos de alto custo é recorrente no mundo de quem tem uma doença rara.

“A pandemia de Covid-19 comprometeu ainda mais o funcionamento de muitos serviços de atendimento, assim como teve reflexos na disponibilização de terapias, com atrasos ou interrupções. E se bem que grande parte dos processos estejam retomando o ritmo, isso é emocionalmente muito desgastante para pacientes, familiares e pessoas próximas, pois travam uma luta contra o tempo para garantir melhor qualidade de vida a essas pessoas, quando isso é possível”, diz Maria Cecília Oliveira, presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (AFAG).

No caso de doenças neurológicas, de degeneração progressiva, por exemplo, isso pode significar a diferença entre caminhar ou ir para a cadeira de rodas, e até viver ou morrer. Para Cecília, muitas vezes os órgãos governamentais responsáveis pela disponibilização de medicamentos para doenças raras consideram a questão apenas do ponto de vista econômico quando atrasam ou até negam requerimentos.

Segundo a descrição do próprio Ministério da Saúde, a portaria 199, de janeiro de 2014, institui a política nacional e aprova as diretrizes de atenção integral às pessoas com doenças raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e institui incentivos financeiros de custeio. O artigo 4º do mesmo documento apresenta como objetivo “reduzir a mortalidade, contribuir para a redução da morbimortalidade e das manifestações secundárias e a melhoria da qualidade de vida das pessoas, por meio de ações de promoção, prevenção, detecção precoce, tratamento oportuno redução de incapacidade e cuidados paliativos”.

“São esses direitos que os pacientes de doenças raras sabem que têm e precisam fazer valer. A luta deles é contra o tempo, e cada dia que passa é vital”, completa a presidente da AFAG.

 

Papa Francisco doa equipamentos para tratamento da covid-19 no Brasil

O papa Francisco doou 18 respiradores e seis aparelhos de ultrassom portáteis a unidades hospitalares do Brasil, para o tratamento e terapia intensiva de pacientes e contaminados pela covid-19. No Rio de Janeiro, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), recebeu quatro ventiladores e um ecógrafo, um tipo de ultrassom portátil.

Os equipamentos foram enviados ao Brasil pelo papa Francisco por meio de uma parceria da Santa Sé com a empresa Hope Onlus Association, especializada no setor. O Hospital São Francisco na Providência de Deus, o único a receber a doação dos aparelhos no Rio de Janeiro, já era conhecido do papa, que, em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, visitou a unidade. Atualmente, 15 pacientes diagnósticos com a doença estão em tratamento no HSF, sendo nove no CTI e os outros em leitos de internação.

Hoje (30), na entrega dos equipamentos, o arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, celebrou uma missa em ação de graças. “O Santo Padre, papa Francisco, tem se preocupado em dar soluções concretas para esse momento em que há muita contaminação pela covid -19 e tem oferecido a várias situações ambulatórios e hospitais do mundo inteiro alguns aparelhos para ajudar a solucionar o problema. Aqui no Brasil chegaram respiradores, e outros aparelhos também que estão sendo distribuídos de norte a sul do Brasil”, disse dom Orani.

Os médicos italianos Antônio Guizzetti e Paolo Tacchini vieram ao Brasil para representar a empresa que participa da doação e acompanhar a instalação dos equipamentos. No Hospital São Francisco na Providência de Deus, os aparelhos foram montados no CTI e devem entrar em funcionamento nos próximos dias.

Para o diretor do HSF, frei Paulo Batista, a pandemia trouxe situações de muitas tristezas, mas de solidariedade e boas ações. “Com esses equipamentos teremos como salvar mais vidas e cuidar do ser humano. Isso é o que mais importa nesse momento tão delicado”, disse.

 

Fotos: GUSTAVO DE OLIVEIRA/ArqRio
Agência Brasil

 

 

Cauan é transferido de hospital pela 2ª vez durante tratamento contra a infecção do coronavírus, em Goiânia

O cantor sertanejo Cauan, de 38 anos, parceiro de Cleber, foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG), na madrugada de terça-feira (18), para um leito especial no hospital Anis Rassi, ambos em Goiânia. A mudança de unidade de saúde foi confirmada por um familiar, que preferiu não se identificar.

A decisão sobre a transferência foi tomada em consenso entre os parentes do artista. O familiar informou ao G1 que o motivo da mudança não está relacionado ao tratamento dispensado pelo hospital anterior, que apresentava resultados satisfatórios, mas que o tratamento continuará no Anis Rassi.

Nesta madrugada, segundo o parente, a irmã do cantor estava no novo hospital assinando papéis referentes à transferência.

Cauan começou a sentir sintomas do coronavírus em 7 de agosto, quando teve febre e dores no corpo. No último dia 10, o cantor fez o exame e, no dia seguinte, teve a confirmação da doença. Em 12 de agosto, ele precisou ser internado em um hospital particular de Goiânia.

Três dias depois, no último sábado (15), o sertanejo teve de ser transferido para outra unidade de saúde por precisar de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com coronavírus.

Cleber e Cauan Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Cleber e Cauan Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com o último boletim divulgado pelo médico que cuidava de Cauan no IOG, Wandervan Azevedo, até às 18h de segunda-feira (17), o artista estava em estado grave, porém estável. Ele também fazia uso de máscara de ventilação não invasiva para auxiliar a respiração, já que ele respirava de maneira espontânea. Uma tomografia revelou que os pulmões chegaram a 70% da capacidade de funcionamento comprometidos pela infecção.

Até segunda-feira, Goiás tinha mais de 103 mil pessoas contaminadas com o novo vírus e somava 2.336 mortes provocadas por algum tipo de complicação da doença, conforme o mapa do coronavírus, administrado pela Secretaria Estadual de Saúde.

Cauan, da dupla com Cleber, está internado com coronavírus, em Goiânia — Foto: Divulgação/Instagram

Cauan, da dupla com Cleber, está internado com coronavírus, em Goiânia — Foto: Divulgação/Instagram

Familiares contaminados

João Luiz Máximo, pai de Cauan, também se contaminou com o coronavírus, segundo o empresário do artista, Cleiton Souza, e está assintomático. O irmão do sertanejo, Fernando Máximo, conseguiu se curar da doença no mês passado, após ficar 10 dias internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O irmão do cantor é médico e secretário estadual de Saúde de Rondônia. Ele está em Goiânia para acompanhar de perto o tratamento de Cauan.

A namorada do cantor, Mariana Guimarães Moraes, também está infectada. Ela ficou alguns dias com o artista no hospital, sendo observada pela equipe médica junto com ele, mas foi liberada para se tratar em casa assim que Cauan precisou ser transferido para a UTI.

Pai de Cauan, da dupla com Cleber, João Luiz Máximo está com Covid-19, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Pai de Cauan, da dupla com Cleber, João Luiz Máximo está com Covid-19, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Mensagens de apoio

Parceiro de Cauan, Cleber gravou um vídeo falando que o amigo é forte e que torce para que ele volte ileso aos palcos o quanto antes. Outros artistas também enviaram mensagens com desejos de melhoras para o cantor, como Simone e Simaria, Gusttavo Lima, Zé Ricardo e Max e Luan.

Em nota, a equipe da dupla agradece as orações e pede que todos que puderem continuem torcendo pela melhora dele.

Mensagem postada por Cauan em rede social, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Mensagem postada por Cauan em rede social, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

G1

 

Idosa com Covid-19 interrompe tratamento e foge de hospital

Uma mulher de 71 anos, paciente infectada pela Covid-19, fugiu do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande, na noite dessa terça-feira (7). A informação sobre a interrupção do tratamento da idosa foi confirmada na manhã desta quarta-feira (8) pela Secretaria Municipal de Saúde, que emitiu uma nota oficial sobre o caso. No texto, a pasta esclarece que está adotando as medidas sanitárias necessárias a respeito desta questão.

“De acordo com o boletim médico do hospital, a paciente estava internada em estado de saúde estável, consciente e orientada. Apesar da recomendação médica para seguir o tratamento, a idosa retirou os dispositivos médicos por conta própria e informou aos profissionais de saúde do plantão que iria retornar para a residência dela, desconsiderando os esclarecimentos dados sobre a gravidade da interrupção do tratamento”, diz a nota da Secretaria de Saúde.

A pasta afirma ainda que a paciente também se recusou a assinar o termo de responsabilidade antes de interromper o tratamento, conforme determina o protocolo do hospital. “O setor de serviço social do hospital fez contato com os familiares, informou sobre a situação e está colaborando para que a idosa possa retomar o tratamento o mais breve possível”, informa a secretaria.

A Portaria Interministerial 5/2020 do Governo Federal garante que o serviço público possa instituir a internação compulsória em casos de Covid-19 como forma de proteger o indivíduo e a coletividade. A Secretaria de Saúde poderá acionar a legislação para fazer cumprir o tratamento da paciente.

 

portalcorreio

 

 

Paraíba recebe 84 ventiladores pulmonares para tratamento de pacientes com Covid-19

A Paraíba recebeu, nesta segunda-feira (22), os 84 ventiladores pulmonares adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde para ampliação de leitos de UTI para as vítimas da Covid-19 e que estavam retidos pelo Ministério da Saúde desde o mês de março. Desta forma, a Paraíba poderá concluir todo o plano de expansão de leitos previsto no Plano Estadual de Contingência para o Covid-19.

Foram investidos R$ 4,3 milhões na compra dos equipamentos, porém foram requisitados de forma administrativa pelo Ministério da Saúde, para atender aos estados em situação crítica e só após ação do Ministério Público Federal foi determinada a entrega para o Governo da Paraíba.

“Nós fizemos a compra e a Justiça determinou, por meio de uma ação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que a empresa fizesse a entrega. Os 84 respiradores darão um alívio extraordinário para toda a rede hospitalar porque vamos praticamente fechar o nosso Plano de Contingência, fazendo com que o percentual de ocupação dos leitos de UTI caia ainda mais, oferecendo mais segurança à população”, destacou o governador João Azevêdo.

O secretário estadual de saúde, Geraldo Medeiros, destacou que “nenhum paciente paraibano ficou em lista de espera aguardando leito de UTI. Isso demonstra a eficiência do plano de contingência, criado ainda no fim de janeiro, nos primeiros indícios que a pandemia atingiria o nosso estado”. O Plano Estadual de Contingência para o Covid-19 prevê a criação de 425 leitos de UTI em hospitais de gestão estadual, municipal e federal.

G1

 

Covid-19: pandemia atrapalha diagnósticos e rotina de tratamento de pacientes com câncer

O medo, o receio da contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) tem alterado a rotina de todos. A hashtag #Fiqueemcasa virou bordão das autoridades em saúde pública diante da atual crise sanitária que aflige o mundo. No entanto, o mesmo #Fiqueemcasa tem reduzido a realização de exames para diagnósticos de doenças graves, como o câncer, por exemplo, nas unidades de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia se tornou um obstáculo a mais na vida daqueles que precisam dar sequência ao tratamento oncológico. Segundo pesquisa publicada pela  OMS na última segunda-feira (1º), dezenas de países tiveram o acesso a esse tipo de serviço abalado pelos efeitos da Covid-19. O estudo realizado em 155 países durante três semanas constatou um impacto global, principalmente, nos países de baixa renda.

Na Paraíba, a redução na manutenção da rotina de tratamentos oncológicos também foi observada. Ao PB Agora, o doutor Thiago Lins Almeida, coordenador do Projeto de Educação Continuada em Oncologia Clínica e Cirúrgica (ECOCC), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e professor da disciplina de Oncologia no curso de Medicina da instituição, revelou que o fenômeno é mais um dano social causado pela atual crise sanitária. Professor Thiago destacou que o câncer não segue o calendário imposto à sociedade pelas medidas de isolamento social, desta forma, a realização de exames para o diagnóstico da doença e os procedimentos para o tratamento precisam continuar. “Com a pandemia da Covid-19, muitos serviços precisaram se readequar e a população também ficou receosa em procurar atendimento com o oncologista e realizar seus exames preventivos.  Precisamos lembrar que o câncer não obedece a quarentena e devemos manter o contato com o médico para decidir o melhor momento da realização da consulta e dos exames”, explicou.

O contato com o médico deve permanecer mesmo durante o isolamento e, para isso, doutor Thiago Lins argumenta que a tecnologia pode ser uma parceira, já que a telemedicina (conversa com o profissional da saúde através de videoconferência) pode atuar no acompanhamento e na decisão pela realização ou adiamento de exames e cirurgias. “Essa definição deve ser profissional porque alguns exames e tratamentos não podem ser adiados. Os grandes hospitais e as clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento do câncer já estão adaptadas e prontas para proteger os pacientes e seus funcionários também”, disse.

A pesquisa feita pela OMS revelou que 42% dos países pesquisados  interromperam parcial, ou até mesmo completamente, os serviços para tratamento do câncer. Além disso, o paciente oncológico está inserido no grupo de risco para a pandemia, o que resultou no afastamento dessas pessoas das unidades hospitalares. “O medo sempre nos atrapalha no dia a dia. Em especial, quando falamos em câncer na era Covid. Precisamos evitar o adiantamento de diagnósticos e de tratamentos contra o câncer nesse momento de pandemia, porque podemos estar permitindo que o câncer se espalhe por todo o corpo. E isto é muito temerário, uma vez que reduz muito a chance de controle e cura”, alertou o médico.

Na necessidade de um diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento e a cura, o #Fiqueemcasa não deve ser primordial. Professor Thiago Lins acrescenta que as chances de cura e resolução da doença são muito elevadas se diagnosticado inicialmente. Porém, se essa decisão for adiada em razão da pandemia, como tem sido o caso, o resultado, em breve, poderá ser a elevação dos números de pacientes oncológicos. “Poderemos  nos deparar com o câncer em seu estágio mais avançado ou sem possibilidade de tratamento cirúrgico ou antineoplásico”.

Mesmo focado no enfrentamento à pandemia, o professor Thiago Lins esclarece que o poder público, no que se refere à saúde e, em especial, a saúde oncológica, está otimizando sua articulação nas três esferas, bem como, mantendo o diálogo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Hospital Napoleão Laureano, referência no estado. “A dificuldade de transporte, acesso e logística veio para todos, bem como para o setor público e setor privado. Neste momento, precisamos unir forças para não sermos surpreendidos com uma grande população de câncer intratável nos próximos anos, após o controle da Covid-19. Afinal, grande parte da população será curada dessa doença, mas o risco de termos câncer permanecerá”, analisou.

Manter o isolamento e respeitar as ações de distanciamento, podem sim ser vitais para o paciente em tratamento do câncer, no entanto, a interrupção desse tratamento ou o adiamento de um possível diagnóstico não devem ocorrer, explica o professor da UFPB. “Por isso, precisamos analisar individualmente qual o melhor benefício em manter o tratamento e quais malefícios podemos ter em adiá-lo. Estamos vivendo um cenário novo de conjunção de uma pandemia (Covid-19) e uma endemia (câncer), e precisamos decidir pelo melhor ao paciente. Vale salientar, que mesmo em lockdown, esta população está autorizada a manter seu tratamento”, declarou o coordenador do ECOCC-UFPB, que visando contribuir com esses pacientes, abriu um canal de comunicação com a sociedade para orientações e esclarecimentos durante a pandemia. Dr Thiago explica que basta o usuário entrar em contato pelo perfil @ecocc no Instagram para ter suas dívidas sanadas.

É necessário que todos, inclusive o paciente oncológico, que busquem se adaptar a esta nova realidade, afirma o professor, até porque ainda não se sabe quando toda a situação estará normalizada. Os cuidados adotados por estes pacientes para a prevenção contra o novo coronavírus deverá ser permanente, alertou o coordenador do ECOCC, Thiago Lins. “Devemos manter os cuidados de proteção contra a Covid-19 e também manter os cuidado preventivos contra o câncer, como: boa alimentação, praticar atividades físicas e realizar sim os exames complementares de prevenção para diagnóstico precoce”.

 

PB Agora

 

 

PB exclui cloroquina do protocolo de tratamento da covid-19: “Estudo mostrou a ineficiência”, ressalta Geraldo Medeiros

A Secretaria de Saúde da Paraíba incluiu em seu protocolo de atendimento aos pacientes acometidos de covid-19, a não recomendação do uso de hidroxicloroquina para tratamento da doença no estado.

De acordo com o secretário Geraldo Medeiros, novos estudos publicado recentemente apresentam metodologias mais adequadas para o tratamento além de lançar por terra a evidências inicialmente promovidas pelos estudos Chineses sobre a cloroquina, que são bastante frágeis.

“Também não se pode deixar de evidenciar que além da ausência de benefícios do uso da cloroquina, o seu uso esteve relacionado a maior mortalidade e maior incidência de efeitos colaterais em vários trabalhos previamente citados”, disse.

Foram citados estudos da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o “Centers for Disease Control and Prevention” (CDC), “National Institutes of Heatlh”, USA (NIH), e “Infectious Disease Society of America” (IFSA).

PB Agora

 

 

Jovem na PB cata latinhas para pagar tratamento da mãe: ‘única forma que eu achei’

Com apenas 18 anos de idade, Gabriela Paola Santos Cunha não vive uma realidade fácil. Mas as dificuldades não a impedem de sonhar alto. A garota, que mora em Picuí, no Seridó da Paraíba, cata latinhas para sustentar o sonho de se tornar empresária e pagar um tratamento para a doença da mãe.

A mãe de Gabriela, Edneide Cristine Dantas Santos, de 56 anos, é auxiliar de enfermagem e foi diagnosticada com colite crônica. A doença intestinal impede que o organismo dela absorva os nutrientes dos alimentos que come. Ela chegou a pesar 36 kg.

Edneide está afastada do emprego por causa da doença. Ela recebe um benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas o dinheiro só é suficiente para bancar as despesas básicas da casa e comprar parte dos remédios que precisa tomar. O tratamento nunca foi feito integralmente.

Desde que soube da doença, Gabriela tenta ajudar nas despesas da casa. Catar latinhas não foi a primeira opção da garota, que é filha única de pais divorciados. Ela procurou emprego em muitos estabelecimentos da cidade. Mas, sem perspectiva de contratação, viu que trabalhar com a reciclagem seria a única alternativa.

“A única forma que eu achei foi essa”, reforçou.

Há cerca de um ano, uma empresa de reciclagem foi aberta no município em que ela mora.

“Estavam pegando papelão, garrafa descartável e latinha. Eu vi que o que daria uma renda melhorzinha seria a latinha”, explicou.

A jovem coleta o material em bares, espetinhos e festas privadas. Na maioria das vezes, ela trabalha à noite, mas não reclama. O faturamento dela é de, no máximo, R$ 120 por mês.

Gabi, como gosta de ser chamada, também não reclama do preconceito, mesmo sendo magoada por quem discrimina o trabalho que ela desempenha com a reciclagem.

“Tinha mais no começo. Um dia fui pra uma vaquejada com amigos e peguei uma sacola. Um menino olhou e perguntou se eu tava morrendo de fome. Eu olhei e fiquei calada, fui catar o resto das latinhas. Fiquei chateada. Não fazia porque eu tava morrendo de fome, mas eu precisava ajudar em casa”, desabafou.

Mãe de Gabi tem uma doença que impede que o organismo dela absorva nutrientes dos alimentos — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Mãe de Gabi tem uma doença que impede que o organismo dela absorva nutrientes dos alimentos — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

A dedicação de Gabriela é conhecida pela região. Comerciantes e pessoas que fazem festas em casa costumam reservar o material de entregar nas mãos dela. Alguns deixam até na casa onde ela mora.

As intenções de Gabriela reforçam que há um amor tão forte quanto o de uma mãe para um filho: o de um filho para a mãe.

“Minha mãe não fala nada, a única coisa que ela faz é me abençoar quando eu saio. Ela não tem vergonha de mim”, garantiu.

Em nenhum momento a jovem pensou em desistir e guarda, entre tantas lições, uma das mais valiosas que a mãe poderia ter deixado.

“Eu acho que a gente só consegue as coisas se batalhar. Minha mãe dizia sempre que se eu quiser alguma coisa na minha vida, eu tenho que correr atrás”, pontuou.

Gabriela fatura cerca de R$ 120 por mês catando latinhas — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Gabriela fatura cerca de R$ 120 por mês catando latinhas — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Paixão pelo ramo automotivo surgiu na lavagem de motos e carros

A paixão de Gabi pelo ramo automotivo surgiu em outro trabalho que ela encarou: a lavagem de carros e motos. Mesmo precisando de pouco para começar a trabalhar, ela também enfrentou dificuldades.

Os tios dela tinham um equipamento de lavagem de pequeno porte e passaram para ela. Ela cuidava dos veículos no beco da casa onde mora e ia buscá-los caminhando.

O micronegócio precisou ser interrompido porque as instalações não eram as ideais. Os veículos ficavam no sol e secavam antes que ela pudesse retirar os produtos de limpeza, o que fazia com que ficassem manchados.

Gabi sabe o que quer e também o que precisa fazer para chegar lá. Por isso, ela valoriza os estudos. Cursa a segunda série do ensino médio em uma escola pública. Assim, o dia ficou preenchido com a esperança de um emprego.

Trabalho na feira

Gabriela também trabalha com mudanças e fretes com carrinhos de mão na feira da cidade onde mora. Ela contou que o preconceito no local não é de classe, mas de gênero.

“Fui muito humilhada também. Ouvi muitas vezes que uma menina é pra estar na cozinha, em casa. Não é pra pegar no pesado não”, relatou.

G1