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Paraíba retoma atividades para transplantes de córneas

A Central de Transplante da Paraíba (CET-PB), que integra a rede estadual de Saúde, retomou nesta quarta-feira (30) as atividades para realização de transplantes de córneas, após autorização do Ministério da Saúde. O serviço estava paralisado em todo o país desde o início da pandemia do coronavírus. Atualmente, 438 pessoas estão na fila de espera por uma córnea no estado.

“Fizemos as devidas adaptações para seguir as medidas de higiene e segurança contra o novo coronavírus. Nossa equipe está preparada para realizar busca ativa e continuar prestando um serviço de excelência, seguindo todos os protocolos exigidos durante esta pandemia”, informou a enfermeira e coordenadora de ações estratégicas da CET-PB.

A maior parte dos procedimentos de córnea, que duram, em média, uma hora, é feita com anestesia local e de forma ambulatorial, ou seja, o paciente é estabilizado e liberado no mesmo dia.

O procedimento é indicado em patologias associadas à curvatura da córnea, como alguns casos de ceratocone, ceratopatia bolhosa, úlcera de córnea, leucomas corneanos, entre outros. Pode ser recomendado, ainda, em casos de transparência e regularidade perdidas da córnea. Caso as lentes não estejam mais funcionando, o transplante de córnea é indicado para que a membrana doente seja substituída por uma saudável.

 

portalcorreio

 

 

Wilson Filho pede ao ministro da Saúde Centro de Transplantes de Órgãos para a Paraíba

Foto: Ascom Em audiência com Arthur Chioro, deputado entregou ofício solicitando recursos para construir unidade no Estado
Foto: Ascom
Em audiência com Arthur Chioro, deputado entregou ofício solicitando recursos para construir unidade no Estado

O deputado federal Wilson Filho (PTB) solicitou ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, a construção do Centro de Transplantes de Órgãos na Paraíba, durante audiência realizada em Brasília, no final da tarde dessa quarta-feira (11). Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, a estimativa é que 400 pessoas estejam na lista à espera por uma cirurgia desse tipo, porém o número de pessoas que necessitam é bem maior, já que muitos paraibanos estão registrados na lista de espera em outros Estados.

Wilson Filho conversou com o ministro sobre a necessidade da Capital, João Pessoa, possuir um local apropriado para atender os pacientes que estão em tratamento e, ao mesmo tempo, ter salas cirúrgicas, leitos para internações e de UTIs.

“A nossa situação é bastante crítica. O transplante de órgãos praticamente não vem sendo feito na Paraíba. Atualmente, o único local que faz esse procedimento é o Hospital Antônio Targino, em Campina Grande. No Hospital Universitário, em João Pessoa, o tratamento é apenas ambulatorial. Já a Central de Transplantes funciona em um outro lugar. Nós defendemos que tenhamos uma estrutura única para atender as pessoas que precisam desse tipo de intervenção”, ressaltou.

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Wilson Filho disse ainda que o projeto para a estruturação de um local próprio para a realização de transplantes no Estado surgiu após o falecimento do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, que morreu por complicações de uma doença hepática. “Agra teve que tentar fazer a cirurgia em Recife, como dezenas de paraibanos. Infelizmente, o seu corpo não conseguiu esperar e ele faleceu aguardando ser chamado para uma cirurgia em Pernambuco”, lembrou.

O deputado destacou ainda que a estruturação ou mesmo construção de um Centro de Transplantes, deve ser uma medida que venha aliada a uma política de formação e de atração de profissionais especializados, juntamente com uma intensa campanha de doação de órgãos.

 iParaiba com Ascom

Dois medicamentos contra rejeição aos transplantes serão fabricados no Brasil

Por ano, são necessárias 260 mil unidades de everolimo e 28,8 milhões de comprimidos de micofenolato de sódio, que são de uso contínuo pelos transplantados

Imagem ilustrativa (Foto: EFE)

A partir de 2014, dois medicamentos utilizados por pacientes que tenham feito transplantes passarão a ser produzidos no Brasil, para distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 28 mil pessoas que utilizam o micofenolato de sódio e o everolimo para evitar a rejeição de órgão transplantado serão beneficiadas.

Os remédios serão produzidos pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório do governo de São Paulo, estado responsável por 50% dos transplantes feitos no País. Uma parceria com o laboratório Novartis garantirá transferência de tecnologia para a fabricação dos produtos, que serão adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos em todo o Brasil.

Segundo os dados do ministério são necessárias, por ano, 259,8 mil unidades de everolimo e 28,8 milhões de comprimidos de micofenolato de sódio, que são de uso contínuo pelos transplantados. A parceria pode ter duração de três a cinco anos, de acordo com o tempo necessário para a transferência de tecnologia.

Transplante

O número de transplantes realizados no Brasil no primeiro semestre de 2012 chegou a 12.287, um crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram realizados 10.905 procedimentos.

Entre os estados, o Acre contabilizou a maior alta (1.033%), seguido pelo Amazonas (217%), Pará (104%), Distrito Federal (76%) e Pernambuco (74%). Em números absolutos, São Paulo realizou 4.754 transplantes; seguido por Minas Gerais, com 1.097; Paraná, com 937; Rio Grande do Sul, com 777, e Pernambuco, com 767.

O transplante de pulmão registrou o maior aumento (100%), seguido pelo de coração (29%), medula óssea (17%), rim (14%), córnea (13%) e fígado (13%). Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o crescimento no número de doadores está diretamente ligado ao sentimento de confiança em um sistema público de transplantes.

Foram feitas 7.777 cirurgias de córnea nos seis primeiros meses do ano, contra 6.891 no mesmo período de 2011. No caso específico desse transplante, seis estados conseguiram zerar a fila de espera: Acre, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e São Paulo.

As operações de rim somaram 2.689 no primeiro semestre, as de fígado chegaram a 801 e as de medula óssea, 862. A fila maior é para o transplante de rim, que tem 19 mil pessoas, e sua diminuição é uma prioridade do governo federal.  Desde abril, os hospitais que fazem transplante de rim tiveram um reajuste específico de 30% no repasse de verbas.

O valor pago para transplantes de rim de doador falecido subiu de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor passou de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.

Doadores

O número de doadores de órgãos também aumentou, passando de 997 em 2011 para 1.217 em 2012 (22%). O número de organizações procuradoras de órgãos, serviço da área da saúde que organiza a captação, subiu de 10 para 62 entre 2011 e 2012.

O primeiro semestre deste ano registrou 12,8 transplantes por um milhão de habitantes, superando a meta para 2012, que era de 12 por milhão. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 11,2.

Capacitação

Uma portaria assinada em setembro habilita centros de excelência que queiram melhorar ou iniciar a realização desse tipo de cirurgia. Um dos critérios é fazer parte da rede pública ou ser entidade sem fins lucrativos que atenda de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Outros critérios são: ter experiência de dois anos ou mais na área; realizar, no mínimo, três tipos de transplantes, sendo dois de órgãos sólidos e/ou um de tecido ou, ainda, transplante de medula óssea alogênico não aparentado, e desenvolver estudos e pesquisas na área.

Para estimular a realização de mais transplantes no SUS, em abril deste ano, o Ministério da Saúde criou novos incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes passaram a receber um incentivo de até 60%.

Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso cresceu 50%. Nos casos das unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante, passou a ser pago 40% e 30% acima do valor, respectivamente. O impacto para 2012 é de R$ 217 milhões.

Fonte:

Ministério da Saúde
Agência Brasil

Brasil tem maior sistema público de transplantes do mundo, mas burocracia ainda atrapalha

 

Apesar de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo, “dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari.

Segundo ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.

Durante evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos – lembrado nesta quinta (27) – Murari destacou que a legislação brasileira atual exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do paciente).

De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia.

“Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens”, explicou. A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano.

Segundo Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para instituições definidas como tutoras.

“Vamos institucionalizar o ensino do processo de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar  a necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em estados menos desenvolvidos”, completou.

Dados do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros tenham zerado suas filas.

Outra meta definida pelo governo é contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de habitantes.

Paula Laboissière/Repórter da Agência Brasil
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Governo quer ampliar número de transplantes de órgãos e medula

 

Brasília – O governo quer aumentar o número de transplantes de órgãos e de medula óssea no país. Para isso, duas portarias do Ministério da Saúde com normas de estímulo aos hospitais foram publicadas nesta quinta (3) no Diário Oficial da União.
O setor de transplantes ganha reforço com a criação de incentivos financeiros para hospitais que realizem cirurgias na rede pública de saúde. O valor disponível para o custeio dessa iniciativa pode chegar a R$ 217 milhões este ano.
De acordo com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes – se cumprirem os indicadores definidos pela portaria – poderão receber um incentivo de até 60% em relação ao gasto com os procedimentos de transplantes já pagos pelo Ministério da Saúde.
Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será 50% a mais do que o pago atualmente. As unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante receberão 40% e 30% acima do valor, respectivamente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ideia é aumentar o incentivo de acordo com a quantidade e a complexidade dos transplantes. Além do pagamento pelo transplante, o incentivo poderá servir para manter por mais tempo um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), se for o caso.
Os hospitais que fazem transplante de rim terão um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pelo órgão. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido sobe de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.

Christina Machado/Repórter da Agência Brasil
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