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Jornalista paraibana lança livro sobre transformações na mídia e sociedade

jornalistaTradicionalmente o jornalista é alguém que se apaga ante a objetividade da informação apresentada. A chamada objetividade jornalística, que pede o distanciamento do jornalista em relação ao fato noticioso, vem sofrendo transformações.

Nos últimos anos, num cenário de midiatização, temos observado que alguns jornalistas que transmitem a notícia são também noticiados. Essa dinâmica se evidencia com o aparecimento dos profissionais de jornalismo diante das câmeras de TV e ganha ainda mais força com os movimentos que são provocados pelas redes sociais.

São essas transformações observáveis nas bases da mídia e da sociedade que intrigam a jornalista e pesquisadora Ana Lúcia Medeiros, que decidiu observar esse fenômeno no trabalho de doutorado que realizou na Universidade de Brasília.

A tese dá origem ao livro “Noticiador-Noticiado: perfis de jornalistas numa sociedade em midiatização”, que será lançado no Café Galeria, em João Pessoa, às 19h30 da próxima terça-feira, 31 de janeiro.

A obra aborda os processos de mudança nas lógicas jornalísticas e nas relações que se estabelecem entre jornalistas famosos e seus circuitos de interação, os internautas e telespectadores, que consomem e, ao mesmo tempo, retroalimentam a mídia com informações.

Para realizar o trabalho, a paraibana Ana Lúcia Medeiros entrevistou profissionais que atuam em emissoras de TV de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador. A autora observa que, ao aparecer, o jornalista evidencia as competências pessoais. O que se manifesta como curioso é que não há um perfil específico do jornalista que adquire o status de celebridade nem um padrão determinado que estabeleça critérios para que um jornalista se torne conhecido.

A pesquisadora observou que cada entrevistado tem em suas singularidades a marca que o faz um profissional famoso. Também verificou que cada um deles reage de uma maneira particular aos processos da fama; assim como averiguou que não há um modo de reação uníssono da sociedade a essa situação da visibilidade adquirida pelo jornalista.

Entrevistas com Tadeu Schmidt, Caco Barcellos, Rachel Sheherazade, Ticiana Villas Boas e Rosana Jatobá dão corpo à obra. Alexandre Garcia, Juca Kfouri, Francisco José, Beatriz Castro e Malu Fontes fazem parte de um trabalho preliminar que permitiu o avanço das observações sobre as particularidades dessa profissão que sofre transformações à medida que a sociedade passa a interagir como coautora nos processos midiáticos, em constante movimento que se manifesta longe de terminar.

Lançamento: Café Galeria

Avenida João Maurício, 1443 – orla de Manaíra, em João Pessoa

Data: Terça-feira, 31 de janeiro de 2017, a partir das 19h30

Sobre a autora:

Ana Lúcia Medeiros é jornalista, formada pela Universidade Federal da Paraíba; doutora e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília. Fez doutorado-sandwich na Université de Rennes-1 (França). Estudos pós-doutorais na Universidade Federal da Bahia. Além da obra “Noticiador-Noticiado”, é autora do livro “Sotaques na TV” e de artigos em livros e publicações acadêmicas na área da Comunicação. Foi ombudsman e repórter (Secom/UnB). Durante o período em que foi professora na Universidade Católica de Brasília (1999-2006) e professora substituta na Universidade de Brasília (2006-2008), idealizou e coordenou as agências de comunicação OPN (UCB) e Facto (UnB). Foi repórter colaboradora do Jornal da USP e trainee em televisão.

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“Homem-lagarto” diz que não se arrepende das transformações alcançadas

Erik Sprague transformou-se no homem lagarto após ter tatuado seu corpo com escamas em tom de verde

Erik Sprague transformou-se no homem lagarto após ter tatuado seu corpo com escamas em tom de verde

Erik Sprague acabou se transformando no “homem-lagarto” após ter tatuado seu corpo com escamas em tom de verde, serrado seus dentes, e operado sua língua (agora bífida) para se sentir mais “à vontade” com seu corpo.

O “homem-lagarto” (“The Lizard Man”), que possui apenas seus olhos verdes inalterados, também possui tatuado no peito a palavra “freak” (“aberração”), nada muito distante de sua realidade.

Tranquilo, afável e educado, Sprague é consciente do interesse que desperta nas pessoas e, por isso, o potencializa se for necessário –rodando sua língua bífida sem parar, por exemplo.

“Homem lagarto” faz shows com espadas e lanças afiadas

Em entrevista, o “homem-lagarto” se qualificou como “artista”.

De fato, esse texano de 40 anos se dedica à comédia e ao preparo de espetáculos com espadas, lanças afiadas e, é claro, com a exibição de seu corpo, 70% tatuado na cor verde.

Mas, segundo o próprio artista, a intenção é preenchê-lo completamente.

Transformação começou aos 21 anos, e família ‘levou numa boa’

Após uma reflexão de três anos, quando completou 21, Sprague decidiu transformar seu corpo de vez. Nessa época, ele, que estudava filosofia e arte, explica que sua mãe “não ficou tão surpresa e que sua família demonstrou ter uma perspectiva muito positiva” sobre sua transformação.

“Quem me conhece como pessoa e como artista sabe que desde que era criança eu gostava de pintar a pele, e meu desenvolvimento foi muito natural e orgânico”, disse o artista.

Ele faz questão de deixar claro que essa mudança não foi fruto de um impulso e, muito menos, digna de arrependimento.

Para Sprague, os répteis representam o poder

O “freak” texano justifica sua mudança ao afirmar que gosta “do aspecto dos lagartos”, já que “os répteis simbolizam o poder, desde as histórias do Éden aos dragões”.

“Esta foi uma oportunidade de me transformar em um símbolo de poder”, afirmou Sprague.

Em relação ao sentimento de poder, o homem lagarto, como artista, afirmou que essa característica nasce do desejo de chamar a atenção de quem olha, mas, principalmente, da “reação surrealista” que sua imagem proporciona.

Segundo Sprague, ele queria contribuir com algo “diferente” e “raro” dentro da sociedade.

Implante de bolas de teflon sobre os supercílios foi feito sem anestesia

Dentro das transformações alcançadas pelo homem lagarto, a mais dolorosa, “sem nenhuma dúvida”, foi os cinco implantes de bolas de teflon que implantou sobre seus supercílios e que reproduzem o inchaço característico dos lagartos nessa parte do corpo.

“Cheguei a vomitar e a ter muitas alucinações”, afirmou Sprague, ao relatar que a cirurgia foi feita sem anestesia.

Os implantes foram feitos por um engenheiro especialista neste tipo de material, autorizado para realizar esse tipo de cirurgia, mas, curiosamente, sem licença para administrar uma dose de anestesia.

Mulher o conheceu fazendo show com espadas, só de maiô

Sprague, que é casado há nove anos, disse que sua mulher não pediu em nenhum momento para ele desistir dessa transformação.

“Ela me conheceu enquanto eu estava em um palco com um maiô mínimo, exibindo meu corpo e fazendo números com espadas, no qual eu introduzia pontas afiadas na cara e na boca. Acho que eu agradei desde o princípio”, disse o artista, que é vegetariano porque não gosta “do sabor da carne”.

Apesar de se alimentar de “pizza, frutas e cerveja”, os insetos, verdadeiros banquetes dos répteis, também estão presentes em seus espetáculos.

“Eu poderia ganhar muito dinheiro, mas quero o suficiente para ser feliz e, para isso, não preciso de muito”, afirma o homem lagarto, que se nega a quantificar quanto custou sua transformação, catalogada no livro Riplay 2012 (Planeta).

EFE