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Trabalhadoras morrem após explosão em fábrica de fogos em MG

explosao-Quatro trabalhadoras morreram e pelo menos três pessoas ficaram feridas após explosão de uma fábrica de fogos de artifício na manhã desta terça-feira (15), no Bairro Bela Vista, em Santo Antônio do Monte (MG). As informações são da Polícia Militar (PM) e do presidente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Antônio Camargos. O vídeo ao lado mostra a fábrica em chamas. As imagens foram enviadas por um internauta, que não deseja ser identificado. O G1 entrou em contato por telefone com a fábrica, que informou que não vai se pronunciar até ter mais detalhes sobre o acidente.

Há informações de que pelo menos três pessoas se feriram. Entre elas, está um jovem de 20 anos que também trabalha no local. Ele sofreu queimaduras nas costas, foi encaminhado para o pronto-atendimento da cidade e não corre risco de morte. Duas grávidas também foram socorridas e liberadas. Elas moram perto da fábrica e passaram mal com o ocorrido.

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“O jovem ferido relatou que viu as chamas e, nesse momento, saiu do pavilhão de fabricação de bombas batons. Ele também contou que as outras quatro mulheres que morreram tentaram sair, mas não conseguiram”, informou o tenente do Corpo de Bombeiros de Divinópolis, Wanderson de Souza Araújo.

Explosão fabrica fogos de artificio Santo Antonio do Monte 4 (Foto: Grupo de Relacionamentos da Polícia Militar / Divulgação)
Área foi isolada (Foto: Grupo de Relacionamentos
da Polícia Militar/Divulgação)

O delegado responsável pelo caso, Lucélio Silva, contou que a fábrica conta com muitos galpões e que a explosão ocorreu em um deles. Os corpos estão entre os escombros, e a área foi isolada para o trabalho da perícia. Um inquérito foi instaurado, e o laudo deve ficar pronto em 30 dias.

A entrada da fábrica é na zona urbana da cidade, mas os pavilhões onde são feitos os fogos ficam mais afastados, em uma área rural. De acordo com a PM, o Exército foi acionado para verificar junto à Policia Civil as causas da explosão. O Corpo de Bombeiros também esteve no local.

Por telefone, o gerente do Sindiemg, Américo Libério da Silva, informou que as vítimas trabalhavam na parte de fabricação de bomba batom. “O supervisor técnico e engenheiro químico do sindicato, José Expedito do Amaral Junior, foi para o local para prestar suporte necessário, já que a fábrica é credenciada ao Sindiemg”, disse Silva.

O gerente afirmou ainda que essa é a primeira explosão na fábrica e que, anteriormente, já havia ocorrido um acidente causado por um raio, mas não houve feridos.

A Defesa Civil de Santo Antônio do Monte foi acionada e analisa se casas e comércios nas proximidades foram abalados com a explosão.

O frentista Jerry Adriano Silva, que trabalha em um posto de combustíveis a cerca de 800 metros da fábrica, contou que ficou em pânico. “Eu estava trabalhando e nunca senti algo tão forte. A terra tremeu, vidros de janelas quebraram. Essa foi a pior sensação que já senti. A população está com receio de a explosão ter atingido estruturas das casas próximas”, revelou.

Explosão Fabrica fogos de artificio Santo Antonio do Monte (Foto: G1/G1)Quatro mulheres morreram nesta manhã; fumaça foi registrada após a explosão (Foto: Arquivo pessoal)

Bárbara Almeida

Encontro reunirá em Campina Grande Trabalhadoras Domésticas dos nove estados do Nordeste

domesticasNos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2013, sexta e sábado, acontecerá em Campina Grande o Encontro de Articulação das Trabalhadoras Domésticas do Nordeste, promovido pelo Centro de Ação Cultural (CENTRAC), em parceria com a Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e do Fundo Brasil de Direitos Humanos, com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Governo Federal.

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A abertura do evento vai acontecer às 19h, no auditório da Secretaria Municipal de Cultura, localizada no Largo do Açude Novo, no antigo Museu de Artes Assis Chateaubriand, próximo ao Terminal de Integração, no Centro. Participarão da mesa de abertura Creuza Oliveira, presidenta da FENATRAD, Maria Helena dos Santos da direção da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande e Verônica Ferreira, pesquisadora do SOS Corpo, de Recife-PE. Na ocasião haverá ainda o lançamento da Campanha “Nenhum Direito a menos – pela efetivação do trabalho doméstico decente”.
O segundo dia de encontro acontecerá no Centro de Eventos São Clemente, localizado na Escola Técnica Redentorista, no bairro Universitário, em Campina Grande, e vai reunir 45 trabalhadoras domésticas dos nove estados do Nordeste. Da Paraíba estarão presentes representantes do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de João Pessoa e da Associação de Campina Grande. A programação do encontro contará com vídeo-debates, oficinas e mesas de diálogo.
O objetivo do evento é ampliar o debate junto à sociedade e agentes públicos no âmbito da região Nordeste sobre a luta das trabalhadoras domésticas por valorização e equiparação de direitos aos demais trabalhadores, e dar visibilidade ao conteúdo da Convenção nº 189 e da Recomendação nº 201 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre “Trabalho Decente para as Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos”.  A ideia é promover um espaço de reflexão do movimento e unificação de estratégias de luta pela ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas.
Programação:
Dia 31 de Janeiro (Sexta- feira) – participação aberta ao público.
19h – Mesa de Abertura do Encontro – “Avanços e desafios na luta das/os trabalhadoras/es domésticas/os por valorização do trabalho doméstico como  trabalho decente”.
Palestrantes:
– Creuza Maria de Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD);
– Maria Helena dos Santos, da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande;
– Verônica Ferreira – Pesquisadora da Ong SOS Corpo, de Recife-PE.
21h – Coquetel de lançamento da Campanha
Dia 01 de Fevereiro (Sábado)
8h – Dinâmica matinal/Momento de Sensibilização
8h15 – Oficina 1: “A utilização das redes sociais para o fortalecimento da luta das/os trabalhadoras/es domésticas/os”.
Oficina 2: “A importância dos espaços de Controle Social e articulação com os movimentos sociais para efetivação dos direitos das Trabalhadoras Domésticas”
Oficina 3: “Como os Sindicatos e Associações podem intervir no processo de ratificação da Convenção nº 189 e Recomendação nº 201”.
10h – Intervalo – Lanche
10h15 – Socialização das Oficinas
12h – Almoço
14h – Roda de Diálogo:
Tema: Quais as estratégias de luta das trabalhadoras domésticas?
Finalidade: Construção de uma agenda em comum entre os sindicatos.
16h – Intervalo – Lanche
16h15 – Encaminhamentos Gerais – Bandeiras de luta da categoria em nível nacional
17h30 – Avaliação e Encerramento do Encontro
Sugestão de entrevistada: Creuza Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, ganhadora do prêmio Direitos Humanos 2011, concedido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial ambas do Governo Federal. Creuza é integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, mora em Salvador e tem diversos serviços prestados nas comunidades periféricas da cidade. Além disso, é uma das mobilizadoras do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Estado da Bahia e militante e movimento negro – MMU.
folhadapb

Relatório mostra que quase 60% das crianças trabalhadoras estão na agricultura

 

FAO: Quase 60% das crianças trabalhadoras estão na agricultura Crianças em atividades de produção agrícola e pecuária vivem em situação de vulnerabilidade,diz FAO (©Folhapress/Arquivo RBA)

Brasília – Quase 60% das crianças envolvidas em trabalho infantil estão na agricultura, um dos setores considerados mais perigosos. Além disso, há meninos e meninas a partir dos 5 anos trabalhando na atividade pastoril. Os dados fazem parte de relatório divulgado na segunda-feira (25/2) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Intitulado Trabalho Infantil na Pecuária, o documento conclui que pouco se sabe sobre o envolvimento das crianças nessa atividade, em que a participação dos menores é comum cultural e tradicionalmente.

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Embora reconheça que a participação na agricultura pode ser um fator normal do crescimento, desde que em tarefas adequadas à idade, que não tenham riscos para a saúde e que não interfiram no tempo necessário para estudar e brincar, a FAO ressalta que muito do trabalho das crianças na pecuária pode ser classificado como trabalho infantil.

“É provável que seja perigoso, que interfira na educação da criança e que seja prejudicial à saúde e ao desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral ou social”, diz o texto.

O relatório, baseado em pesquisa bibliográfica e em uma consulta a organizações e especialistas, cita “uma série de estudos de caso” focados em países específicos que mostram que o trabalho infantil na atividade pastoril – a mais documentada de todas as atividades infantis na agricultura – “pode começar muito cedo, entre os 5 e os 7 anos”.

A FAO manifesta uma “particular preocupação com o fato de algumas crianças serem traficadas dentro do país ou para outro país em atividades [forçadas] de pastoreio”.

As condições de trabalho das crianças que pastoreiam o gado variam bastante, destaca o relatório. Segundo o texto, algumas delas podem fazê-lo algumas horas por semana sem deixar de frequentar a escola, mas outras passam dias seguidos naquela atividade, às vezes longe de casa, e sem qualquer possibilidade de escolaridade.

“Em muitas situações, a natureza do trabalho das crianças na pecuária dificulta a frequência da escola formal e os riscos e as condições envolvidos tornam-no a pior forma de trabalho infantil”, ressalta.

O relatório cita como prejuízos ao desenvolvimento das crianças ligadas à atividade os riscos de doenças relacionadas com animais, problemas de saúde devido aos longos horários de trabalho em condições extremas, ou ao uso de químicos, além dos fatores psicológicos associados ao medo dos castigos dos empregadores e ao sentimento de responsabilidade com o capital familiar.

“A redução do trabalho infantil na agricultura não é apenas uma questão de direitos humanos, já que também contribui para promover a verdadeira sustentabilidade do desenvolvimento rural e da segurança alimentar”, disse o diretor-geral adjunto do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social da FAO, Jomo Sundaram.

Para ele, “a crescente importância da pecuária na agricultura significa que os esforços para reduzir o trabalho infantil devem concentrar-se sobretudo nos fatores que conduzem a trabalhos prejudiciais ou perigosos para as crianças e, ao mesmo tempo, devem respeitar e proteger os meios de subsistência das famílias rurais pobres”, destacou Sundaram.

Um dos setores agrícolas de maior crescimento, a pecuária representa 40% da economia agrícola e é uma fonte de rendimentos e de segurança alimentar para 70% dos 880 milhões de pobres no mundo rural que vivem com menos de um dólar por dia, ressalta a FAO.

No relatório, a organização apela à academia para que faça mais estudos sobre essa realidade e recomenda aos governos que apertem a malha legal para diminuir o trabalho infantil na pecuária. A FAO também pede às associações de produtores, de patrões e de trabalhadores empenho na sensibilização das populações e cobra das empresas e multinacionais que garantam que não há crianças envolvidas em trabalho infantil nas suas cadeias de abastecimento.

Agência Brasil, com reportagem da Agência Lusa

Mutirões na PB já emitiram 24 mil documentos para trabalhadoras rurais em 2012

Dados da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba demonstram que os mutirões de documentação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural (PNDTR), realizados este ano no estado, já atingiram a marca de 24 mil documentos em 58 municípios paraibanos.

A informação é da assessora de comunicação do Incra-PB, Kaliandra Vaz, informando que os mutirões são uma promoção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Ela informou que foram realizados ainda cerca de 10 mil atendimentos de saúde e consultas pelas equipes da Defensoria Pública, do Conselho Tutelar, do INSS e da Emater-PB e lembrou que os mutirões beneficiam comunidades rurais, acampamentos e assentamentos da reforma agrária.

Vaz explicou que desde 2009, a equipe do PNDTR na Paraíba conta com um ônibus(Expresso Cidadã) equipado com internet via satélite, dois geradores de energia elétrica, ar condicionado, equipamento de informática, serviço de som, sanitário a vácuo, cadeiras e mesas plásticas, além de aparelho de TV, para o atendimento às trabalhadoras e aos trabalhadores rurais.

Ela informou que as ações vêm sendo desenvolvidas em parceria com instituições como o Instituto de Polícia Científica do Estado (IPC), INSS, a Receita Federal, a Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca da Presidência da República (Seap/PR), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a Defensoria Pública do Estado, Emater, Ibama, o Banco do Nordeste dentre outras.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Domésticas deixam de ser o maior grupo entre as trabalhadoras

O aquecimento do mercado de trabalho, com queda nas taxas de desemprego, também está provocando mudanças no tipo de ocupação das brasileiras. Com mais ofertas de emprego em atividades variadas e melhores níveis de qualificação, elas vão assumindo, aos poucos, novas funções e, pela primeira vez, o trabalho doméstico deixou de ser a primeira opção para garantir o sustento próprio e da família entre as mulheres no país.

Um levantamento realizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, revela que o contingente de faxineiras, babás, cozinheiras e responsáveis por serviços gerais nos domicílios perdeu espaço para outras ocupações.

A pesquisa foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada e demonstrou que as comerciárias assumiram a liderança do ranking das atividades desempenhadas pelas mulheres, empregando 7 milhões de brasileiras (17,6%). Em segundo lugar estão as trabalhadoras em educação, saúde e serviço social.

As empregadas domésticas, que sempre vinham no topo da lista como categoria que mais emprega mulheres no Brasil, apareceram em terceiro lugar. Essa categoria caiu de 6,7 milhões, há três anos, para 6,2 milhões no ano passado, correspondendo a 15,7% do total das trabalhadoras. Em 2009, o percentual de domésticas entre as trabalhadoras era 17%.

A coordenadora dos programas de educação e cultura da SPM, Hildete Pereira, explicou que esse movimento já poderia ter ocorrido na Pnad 2009, principalmente em função da maior qualificação das mulheres e da diversificação do mercado de trabalho. Porém, com a crise financeira internacional em 2008, o comércio se viu obrigado a enxugar as contratações. Ela acredita que a migração para outras atividades representa um ganho importante em termos de condições de trabalho para essas mulheres.

“A sociedade não vê o trabalho doméstico como vê o de uma comerciária, por exemplo. Embora a categoria tenha registrado conquistas importantes, muitas trabalhadoras domésticas ainda sofrem jornadas de trabalho extremamente altas e não têm carteira assinada”, avaliou.

Agência Brasil

Natura é condenada por demitir trabalhadoras doentes

A empresa de cosméticos Natura foi condenada pela Justiça do Trabalho ao pagamento de indenizações para 10 ex-funcionárias e a reintegrar outras duas. Elas fazem parte de um grupo de 33 trabalhadoras que, apesar de apresentarem o quadro clínico de Lesão por Esforços Repetitivos / Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (LER/DORT) e estarem em tratamento médico, foram demitidas pela Natura em 2010.

A sentença emitida pela Vara do Trabalho de Cajamar (SP) é de primeira instância, e a Natura já recorreu da decisão. Existem, ainda, outras ações tramitando na Justiça do Trabalho contra a empresa pelo mesmo problema.

A doença foi adquirida pelas funcionárias em decorrência do trabalho executado na empresa. Em uma das sentenças, o juiz do Trabalho Richard Wilson Jamberg reconheceu que as condições de trabalho na unidade onde as ex-funcionárias estavam alocadas eram inadequadas, “não existindo rodízio, com cobrança de ritmo de produção, sem pausas, com condições ergonômicas insatisfatórias e inadequadas”.

De acordo com a sentença, a responsabilidade pelos danos à saúde das trabalhadoras é da Natura. “Ao não proporcionar um ambiente plenamente saudável a seus empregados, assume o empregador os riscos de ter que arcar com todas as consequências que possam resultar de tal situação”, explicou o juiz.

Histórico

O Sindicato dos Químicos Unificados defende que a demissão das trabalhadoras foi ilegal, porque feriu a garantia de tratamento durante o período em que o trabalhador estiver doente, que está assegurada na cláusula 17ª da Convenção Coletiva dos Trabalhadores Químicos e Plásticos.

As trabalhadoras dispensadas estavam em processo de reabilitação profissional. Grande parte delas estava com cirurgia programada e trabalhava em linhas de produção específicas, criadas para aqueles que estavam em recuperação. Após a demissão do grupo, uma das linhas foi desativada.

Na época das demissões, a Natura alegou em nota encaminhada ao Brasil de Fato que houve “o desligamento de 33 colaboradores de suas fábricas de Cajamar por falta de comprometimento”. De acordo com a empresa, as trabalhadoras utilizavam a reabilitação para “justificar comportamentos inadequados”.

No entanto, laudo médico expedido pelo médico do trabalho, doutor Roberto Carlos Ruiz, confirmou que as trabalhadoras adoeceram ao exercer suas funções nas linhas de produção da Natura. “Pela minha avaliação profissional, a maioria é portadora de doenças compatíveis com moléstia músculo-esquelético, relacionadas ao trabalho, como bem reconhece a própria empresa, conforme abertura de CAT para a maioria”, informa o médico em nota do sindicato.

O sindicato afirma que, por conta do ritmo de trabalho, da pressão por produção, e da falta de atenção por parte da empresa, é cada vez maior o número de trabalhadores doentes na Natura.

As doenças ocupacionais são regulamentadas pela Lei 8.213 de julho de 1991, que, além do tratamento, garante a estabilidade profissional de 12 meses após a doença. As trabalhadoras da Natura ainda estão doentes, por isso, não poderiam ter sido demitidas, de acordo com o sindicato.

Logo após a dispensa, o sindicato encaminhou uma carta à empresa pedindo a reversão das demissões, que foi negada. A partir daí, foi iniciado um período de denúncia pública da situação vivida pelos trabalhadores da Natura. Uma comissão foi até Brasília (DF), no dia 15 de dezembro de 2010, e entregou um dossiê com denúncias contra a empresa para parlamentares e representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Como resultado, o grupo obteve a garantia de que as denúncias seriam investigadas.

Outras ações serão realizadas pelas trabalhadoras e o sindicato, a partir deste primeiro parecer da Justiça do Trabalho contrário à Natura. “É importante mostrar para a sociedade que a Natura não é uma empresa diferente das outras. Apesar de toda a propaganda, ela também visa somente o lucro e não se importa com a saúde de seus trabalhadores”, afirma em nota o dirigente sindical, Paulo Soares.

(com informações do Sindicato Químicos Unificados)

brasildefato