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Paraibanos morrem em acidente de moto na BR-153, próximo de Cariri do Tocantins

Um casal paraibano morreu em um acidente envolvendo um carro e duas motos, na manhã desta terça-feira (30), na BR-153, próximo de Cariri do Tocantins, na região sul do estado. Manoel Ailton Vieira, de 55 anos, e Maria Emília Sarnento Ferreira, de 52 anos naturais de Sousa morreram ainda no local.

O acidente aconteceu no momento em que o carro fazia uma ultrapassagem e bateu de frente com as duas motos. A mulher que dirigia o veículo confirmou a ultrapassagem.

Os motociclistas faziam parte de um clube estavam em um comboio de quatro motos. Eles saíram de Brasília (DF) com destino a Carolina (MA). O grupo tinha passado a noite em Figueirópolis e retomou a viagem no início da manhã.

Em cada uma das motos atingidas havia um casal. O outro casal foi levado em estado grave para o Hospital Regional de Gurupi.

O IML foi chamado para recolher os corpos.

 

 

clickpb

 

 

‘Não teve nenhum sinal’, diz padre após tragédia em gruta no Tocantins

(Foto: CIOPAER/SSP)
(Foto: CIOPAER/SSP)

“Foi tudo muito rápido não pudemos fazer nada. Não teve nenhum sinal, nenhum tremor, apenas despencou.” As palavras são do padre Rivonaldo da Silva Santos, que rezou uma missa momentos antes de pedras que faziam parte do teto de uma gruta em Santa Maria do Tocantins começarem a cair. Dez pessoas morreram e outras sete ficaram feridas no desmoronamento, na manhã desta terça-feira (1°).

O governo do Tocantins decretou luto oficial de três dias por causa das mortes. O grupo de católicos, cerca de 50 pessoas, estava no local participando de uma celebração em comemoração ao Dia de Todos os Santos.

As vítimas são duas crianças e oito adultos, sendo sete mulheres e três homens. Um dos mortos era de Babaçulândia, três de Pedro Afonso, quatro de Itacajá e duas de fazendas da região. Os corpos foram levados para o IML de Pedro Afonso, também na região central do estado, mas serão encaminhados para Palmas, onde passarão por exames.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os feridos foram transferidos para o Hospital Regional de Pedro Afonso e Hospital Geral de Palmas (HGP). A gravidade dos ferimentos ainda não foi informada.

“Tinha terminado a missa fora do local. Os fiéis entraram lá para rezar o terço, eu ainda estava perto, mas estava de saída para outra comunidade. A gente fica triste porque é uma tragédia e não tem explicação, mas temos a convicção de que essas pessoas se encontram com o senhor. Foram acolhidas por Deus”, disse o padre.

Segundo o religioso, a tradição de rezar no local começou há cerca de 50 anos. “As pessoas vão ao local para pagar promessas e rezar o terço.” Ele disse ainda que não sabe se o local continuará sendo utilizado pelos fiéis, mas que pretende rezar a missa do sétimo dia nas proximidades da gruta, conhecida como Casa de Pedra e que fica em uma propriedade privada.

“O que resta é dar o conforto o consolo às famílias e a vida continua. Queremos fazer a missa próximo do local porque tem todo um significado. Sobre a devoção popular no local, a gente precisa ver a perícia e o relatório que serão feitos. Pode ser que o local corra risco e seja isolado”, completou.

Local foi escorado pelos bombeiros após desabamento (Foto: CIOPAER/SSP)Local foi escorado pelos bombeiros após desabamento (Foto: CIOPAER/SSP)

Entenda
Dez pessoas morreram no desabamento de rochas que formavam o teto uma gruta em Santa Maria do Tocantins, região central do estado, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O acidente foi registrado na manhã desta terça-feira (1°). De acordo com a corporação, pelo menos 50 pessoas estavam na hora do desabamento celebrando o Dia de Todos os Santos.

A prefeita da cidade, Helen Rute de Freitas, disse que a gruta fica numa região conhecida como Casa de Pedra, a cerca de 10 quilômetros da cidade, e que a celebração é tradição entre os moradores. A missa, segundo ela, é realizada na frente da gruta, mas muitas pessoas entram no local para rezar e acender velas.

“Estavam todos rezando. Aí caiu o pedaço do teto em cima do povo. Tinha cerca de 15 pessoas no local onde caiu. Todo mundo saiu correndo e os parentes das vítimas ficaram lá gritando socorro”, relatou Wilson Mendes Rodrigues, testemunha que estava no local.

Vista área do local onde fica a gruta, em Santa Maria do Tocantins (Foto: CIOPAER/SSP)Vista área do local onde fica a gruta, em Santa Maria do Tocantins (Foto: CIOPAER/SSP)
Gruta desabou na região central do estado (Foto: Divulgação)Gruta desabou na região central do estado nesta terça-feira (Foto: Divulgação)
Fiéis na gruta no ano de 2005; celebração é tradição há mais de 50 anos na cidade (Foto: Unitins/NUTA/Divulgação)Fiéis na gruta no ano de 2005; celebração é tradição há mais de 50 anos na cidade (Foto: Unitins/NUTA/Divulgação)
G1

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Romeiros se reúnem em Tocantins para recordar padre morto por fazendeiros

Romeiros de todas as regiões do país se reuniram neste fim de semana em Esperantina, no interior de Tocantins, para recordar os 27 anos da morte do padre Josimo Morais Tavares, morto a mando de fazendeiros. Durante dois dias, os cidadãos debateram a concentração agrária, o desmatamento e os problemas provocados pelo uso de venenos agrícolas.

A 13ª edição da Romaria da Terra e da Água teve como lema “Firmes na terra, semeando vida”, e foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela Diocese de Tocantinópolis, na região do chamado Bico do Papagaio, que reúne, além de parte do território do Tocantins, porções do Pará e do Maranhão. Trata-se de uma região marcada pelos conflitos agrários. Em um deles, Josimo Morais Tavares foi morto a tiros por um pistoleiro contratado por fazendeiros da região, irritados com as denúncias de grilagem e com a proteção oferecida a trabalhadores rurais.

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Nascido em Marabá em 1953, Josimo se mudou com a família ainda criança a Xambioá, no Tocantins. Aos 11 anos, migrou para o seminário em Tocantinópolis e, ao concluir os estudos, regressou a Xambioá. Mais tarde, como coordenaor da CPT no Bico do Papagaio, amealhou afetos, se tornando conhecido como o “padre negro de sandálias surradas”, e desafetos. Em 16 de abril de 1986, o carro no qual dirigia foi acertado por uma série de disparos.

Sabendo que estava marcado para morrer, Josimo leu em público, dez dias depois, seu testamento espiritual: “Se perseguirem a mim, hão de perseguir vocês também. Tenho que assumir. Agora estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará a seu favor? Eu pelo menos nada tenho a perder. Não tenho mulher, filhos e nem riqueza sequer, ninguém chorará por mim. Só tenho pena de uma pessoa: de minha mãe, que só tem a mim e mais ninguém por ela. Pobre. Viúva. Mas vocês ficam aí e cuidarão dela. Nem o medo me detém. É hora de assumir. Morro por uma justa causa”, afirmou na ocasião.

Após a morte, sete anos se passaram até que fossem denunciados os mandantes do crime, e outros cinco transcorreram antes que fossem julgados alguns dos envolvidos no caso. Adailson Vieira, Geraldo Paulo Vieira, pai de Adailson, receram sentença de 19 anos de reclusão, e Guiomar Teodoro da Silva foi condenada ao regime fechado por 14 anos.

 

 

Redação RBA

MST: sem terra que invadiram fazenda de José Maranhão no Tocantins são despejados

José MaranhãoAs 250 famílias do Movimento dos Sem Terra que ocuparam na madrugada da última sexta-feira (03) a Fazenda São Judas em Esperantina no Bico do papagaio deixaram o local e agora aguardam, para o início da próxima semana, uma audiência com o Superintendente do Incra, Ruberval Gomes. Os ocupantes foram retirados com ajuda da Polícia Militar que cumpriu mandado de reintegração. As Famílias foram levadas para o acampamento Padre Josimo localizado no município de Buriti do Tocantins.

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Segundo o Coordenador Estadual do MST no Estado, Antônio Marcos, em menos de 24 horas o poder judiciário se colocou à serviço do latifúndio e contra os trabalhadores. “ As famílias retornaram para o acampamento Padre Josimo que fica próximo a Fazenda, ora ocupada pelo MST e todas estão aflitas e indignadas com o silêncio do Incra e a falta de reforma agrária neste país”, disse.

 

Segundo informou um dos líderes, Bismarque do Movimento ao Conexão Tocantins neste sábado, 4, as famílias querem a desapropriação das terras que pertencem ao ex-governador e ex-senador (PMDB) pelo o estado da Paraíba, José Maranhão para assentamento da Reforma Agrária.“O MST reivindica a desapropriação da Fazenda que já foi vistoriada pelo Incra e é um lugar abandonado e improdutivo”, argumenta.

 

Líderes do MST e também da Via Campesina conversaram com o ministro da Regularização Fundiária, Pepe Vargas que esteve nesta sexta-feira no Tocantins cumprindo agenda em Araguaina e apresentaram como reivindicação a desapropriação de terras improdutivas no Estado. O ministro, segundo relataram lideranças, sinalizou positivamente para a manifestação.

 

O Incra informou ao Conexão Tocantins que O imóvel ocupado pelas famílias de trabalhadores rurais sem terra foi vistoriado em 2011 para verificar o cumprimento de sua função social e, após a conclusão dos trabalhos em 2012, o Instituto constatou que a área é produtiva, impedindo assim a desapropriação da propriedade para fins de reforma agrária.

 

Conforme o órgão a ocupação é ilegal e a instituição chegou a lamentar o ato, sob o argumento de que a atitude não contribui para a construção do processo de reforma agrária no Estado. “O Instituto esclarece ainda que outra área foi vistoriada para atender as famílias e que está adotando providências com o objetivo de assegurar o acesso à terra das famílias acampadas entre os municípios de Esperantina e Buritis”, informou.

 

Veja a íntegra da nota:

 

Nota de Esclarecimento

Em relação à ocupação da Fazenda São Judas, no município de Esperantina, ocorrida nesta sexta-feira (3), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) presta os seguintes esclarecimentos:

 

O imóvel ocupado pelas famílias de trabalhadores rurais sem terra foi vistoriado em 2011 para verificar o cumprimento de sua função social e, após a conclusão dos trabalhos em 2012, o Instituto constatou que a área é produtiva, impedindo assim a desapropriação da propriedade para fins de reforma agrária.

 

Em virtude da comprovação da produtividade, o Incra considera a ocupação ilegal e lamenta o ato, pois a atitude não contribui para a construção do processo de reforma agrária no Estado.

 

O Incra adotou todas as medidas de forma tempestiva para assegurar a legalidade do processo e que em virtude da comprovação da produtividade o processo de fiscalização da Fazenda São Judas será encerrado.

 

O Instituto esclarece ainda que outra área foi vistoriada para atender as famílias e que está adotando providências com o objetivo de assegurar o acesso à terra das famílias acampadas entre os municípios de Esperantina e Buritis.

 

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

 

Superintendência Regional do Tocantins

Fonte: com blog do tião