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Taxa de mortalidade em crianças com coronavírus na Paraíba é maior que 10%

A taxa de mortalidade em crianças de 0 a 14 anos com coronavírus na Paraíba está em 10,52%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7), em mais uma atualização do Boletim Epidemiológico da Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Os sintomas mais prevalentes da doença em crianças são febre, desconforto respiratório e tosse.

A publicação traz ainda informações sobre o comportamento da doença em toda a Paraíba, que servem de base para orientações e intensificação das ações de combate e prevenção do novo coronavírus.

Casos

Em relação às crianças, o total é de 189 casos e 20 óbitos, na faixa etária de 0 a 14 anos. De acordo com o secretário executivo de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi, ao contrário do que se observava no início da pandemia, as crianças são muito vulneráveis à forma mais agravada da doença.

“Observando a faixa etária da adolescência e primeira e segunda infâncias, chama muito a atenção a evolução dos casos graves em menores de 14 anos, o número de pessoas doentes que vem a perder a vida pela Covid-19 no estado é de 2,3%, porém nesta faixa etária é de 10,5%. Este número é muito importante, pois mostra que é cinco vezes maior do que a letalidade geral da doença”, enfatiza o secretário executivo.

Recomendações

A SES orienta que as consultas, sobretudo no primeiro ano de vida, devem permanecer assim como o calendário de vacinação e as situações de risco devidamente identificadas e buscando atuar de forma precoce nas intercorrências da doença, como uma medida de proteção desta faixa etária, tanto para a Covid-19, quanto para outras doenças.

É recomendada ainda a manutenção do aleitamento materno, em caso de infecção pela Covid-19, desde que a mãe deseje amamentar e esteja em condições clínicas adequadas, seguindo as recomendações: higienização das mãos e vestuários, uso de máscara e evitar falar durante a amamentação.

Já para o lactente com suspeita ou confirmação do vírus é recomendado que continue sendo amamentado, desde que a mãe se proteja com os cuidados de higiene antes, durante e logo após a mamada. O estado contabiliza 88 casos de crianças menores de um ano vítimas do agravo, nas quais 16 foram a óbito.

 

portalcorreio

 

 

Taxa de juros, inflação e gastos do governo: quais as relações e incoerências?

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (COPOM), decidiu manter a taxa de juros SELIC em 2% ao ano. Essa decisão, interrompeu os cortes dos juros que vem ocorrendo desde julho de 2019. Mas o que isso significa e quais seus impactos na economia? A SELIC é a taxa básica de juros na nossa economia, e assim, serve de parâmetro para as outras taxas praticadas no mercado. Para além disso, é utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações diárias, lastreadas em títulos públicos federais.

Essa taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária. No que diz respeito à taxa de juros, se o objetivo for aquecer a economia, diminui-se essa taxa de modo a estimular o consumo. Por outro lado, se houver um descontrole inflacionário, ou seja, um aumento generalizado dos preços, o governo poderá aumentar a SELIC para desestimular o consumo e assim, controlar a elevação dos preços.

E o que vivemos neste momento? Qual o atual cenário da conjuntura brasileira?

Vivemos um momento de retração econômica, com projeções de queda acentuada no Produto Interno Bruto (PIB) e uma inflação de 2,44%, ou seja, abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4%. Entretanto, nos últimos meses, estamos acompanhando a alta no preço de produtos, como por exemplo, arroz, óleo de soja, feijão, leite longa vida. Esse aumento, não pode, a priori, ser considerado como inflação, mas já liga o alerta para a perda do poder de compra do trabalhador.

Então, seria a hora de o governo aumentar a taxa de juros para frear o consumo, já que existe uma preocupação com esse aumento dos preços? Podemos afirmar que não. Primeiramente, como afirmado anteriormente, vivemos um período de retração econômica, e assim, é necessário estimular a economia. Segundo, o aumento do preço dos produtos, está, também, relacionada com a desvalorização da nossa moeda, que estimula o produtor a exportar o que está se produzindo e, para além disso, encarece nossas importações.

Dito isso, é necessário refletir sobre o real papel do governo e o que pode ser feito, para que de fato, uma baixa taxa de juros gere os efeitos positivos que se esperam. Manter a taxa de juros básica da nossa economia em patamares muito baixos, mas ao mesmo tempo não se utilizar de outros instrumentos para realizar uma política expansionista de nada adianta. Assim, ao invés de cortar gastos, para manter-se dentro do teto dos gastos estabelecidos, propiciar auxílio para a sociedade seria uma das formas de estimular a economia brasileira. Entretanto, o que acompanhamos são passos no sentido contrário, com argumentos e retóricas que não convencem devido ao atual cenário de retração econômica em que a saúde e vida da população deveriam ser colocados como prioridade.

 

Autora: Pollyanna Rodrigues Gondin é economista e professora do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

Taxa de letalidade do coronavírus no Brasil sobe para 4%

Até a última sexta-feira (03/04), o número de casos confirmados do coronavírus no Brasil chegou a 9.056, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. A taxa de mortalidade da Covid-19 subiu de 3,8% para 4%, e o total de óbitos é de 359.

A incidência da doença em território brasileiro é de mais de 4 casos por 100 mil habitantes. Por estado, o Distrito Federal lidera o ranking de incidência mais de 13 casos por 100 mil habitantes. O DF fica à frente até mesmo de São Paulo, que aparece na segunda posição, com  quase 9 casos por 100 mil habitantes.

Para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a maior taxa na capital federal se dá pela grande circulação de pessoas na cidade, em voos domésticos e internacionais.

“Brasília, pelo fato de inúmeros voos internacionais e domésticos, voos de São Paulo, voos do Rio o dia inteiro para cá… Quando o Congresso está aberto, quando ela está efervescente, é uma cidade cosmopolita. Por isso Brasília também tem um índice elevado”.

O boletim apontou ainda que ocorreram 1.146 registros confirmados da Covid-19 até esta sexta-feira (03/04), o que representa aumento de 15% em relação ao acumulado até a utima quinta-feira (02/04). Na evolução dos óbitos, foram 60 confirmados do dia 2 de abril até o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

No cenário detalhado de óbitos por coronavírus no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 85% das vítimas tinham mais de 60 anos, e 82% apresentavam pelo menos um fator de risco. Das 359 mortes, 286 estão com investigação concluída.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a defender o distanciamento social. Segundo o titular da pasta, a medida é importante para evitar que surtos da Covid-19 ocorram ao mesmo tempo em grandes centros urbanos.

“O que a gente quer evitar? Que nós tenhamos grandes centros, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, capitais na orla, com surtos, brotes epidêmicos em paralelo, ao mesmo tempo. Realmente seria muito difícil. Então esse somatório de ações para diminuir a mobilidade é muito importante”.

O governo federal autorizou o repasse de mais R$ 9,4 bilhões para a rede pública de saúde com o objetivo de fortalecer o combate ao coronavírus. O montante se soma aos R$ 5 bilhões já destinados por meio de Medida Provisória em março.

PB Agora

 

 

Município de Solânea tem a menor taxa de homicídios da Paraíba

Os dados são do Anuário da Segurança Pública na Paraíba, exercício 2019, divulgados nesta quarta-feira (22) na reunião de monitoramento do comitê gestor da Sesds/PB, em João Pessoa.

Conforme o monitoramento dos índices criminais do Programa Paraíba Unida Pela Paz, tendo como principal indicador o crime violento com morte (homicídio, latrocínio, lesão corporal), crimes que atentam contra a vida, a Cidade de Solânea apresenta o menor índice de violência do Estado da Paraíba, com taxa de 3,8 (por cem mil habitantes).

A taxa alcançada é melhor que a recomendada pela ONU, que é de 10 por cem mil habitantes, considerando os municípios com mais de 20 mil habitantes, que somam 74 monitorados na Paraíba.

De acordo com a Delegacia Seccional de Polícia Civil, 21° DSPC, sediada em Solânea, o município apresenta problemas de violência comuns a outras regiões, mas o alcance ao bom índice reside na união das forças de segurança, com a Polícia Militar ( 7° CIPM), junto ao compromisso do Ministério Público e Poder Judiciário local, que também agem com responsabilidade para que os infratores sejam punidos pelos crimes cometidos.

Ainda foram destaques as operações de repressão qualificada realizadas pelas polícias civil e militar no município.

 

FN com assessoria

 

 

Paraíba tem a 7ª menor taxa de divórcios registrada no Brasil em 2018

A Paraíba tem a 7ª menor quantidade de divórcios oficializados em 2018, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (4). De acordo com o órgão, a proporção é de aconteça um divórcio para cada três casamentos.

A taxa de separações no estado é de 1,6 pessoas para mil habitantes, enquanto a brasileira é de 2,6. Já a taxa de divórcios no Nordeste é de 1,9 pessoas para mil habitantes. Entre os divorciados estão ex-companheiros com menos de 20 anos.

Ainda no Nordeste, cerca de 69,7% das mulheres e 22,1% dos homens ficam com a guarda dos filhos com menos de 18 anos após o fim do relacionamento.

Segundo dados do IBGE, a idade média das pessoas durante os divórcios é de 40 anos para mulheres e 43 para homens. Já o tempo médio para duração de um casamento é de 14 anos, três a menos do que em 2008, quando o tempo médio era de 17 anos.

O órgão destaca ainda que 46,6% das pessoas que se divorciaram em 2018 tinham filhos com menos de 18 anos, 27,% não tinham filhos, 17,3% tinham filhos com mais de 18 anos e outros 7,8% tinham filhos com mais e menos de 18 anos.

G1

 

Paraíba tem 5ª menor taxa de pessoas mortas por policiais no primeiro semestre de 2019

A Paraíba é o quinto estado com menor taxa de pessoas que foram assassinadas por policiais nos primeiros seis meses de 2019. Os dados são do Monitor da Violência, um levantamento exclusivo feito pelo G1com base nos dados oficiais de 25 estados e do Distrito Federal.

No primeiro semestre de 2019, 17 pessoas foram assassinadas por policiais. A taxa por 100 mil habitantes é de 0,4, a mesma, a mesma de Tocantins. Além de Tocantins, a Paraíba ficou a frente de Minas Gerais (0,3), Pernambuco (0,3) e Distrito Federal (0,2). A taxa do estado é menor do que a nacional, que ficou em 1,4.

Em relação aos policiais mortos nos seis primeiros meses de 2019, a Paraíba apresenta uma taxa de 0,1. Em números absolutos, apenas um policial foi assassinado nesse período. Entre os estados que registraram mortes, a Paraíba, junto ao Piauí, tem o menor número.

Em relação a todo o ano de 2018, a posição ocupada pela Paraíba no ranking nacional permaneceu a mesma. A taxa da Paraíba em 2019 foi a 5ª menor do Brasil, mas atingindo o número de 0,7 por cem mil habitantes.

Em números reais o monitor mostrou que foram 29 casos de pessoas assassinadas por policiais na Paraíba, em todo ano de 2018. O levantamento também mostra que em 2018 três policiais foram mortos na Paraíba, deixando o estado com a 12ª menor taxa (0,2) de policiais assassinados em serviço, ou fora de serviço.

Foto: Diogo Almeida/G1

G1

 

Taxa de desemprego na Paraíba é a menor do Nordeste, aponta IBGE

A Paraíba apresentou a menor taxa de desemprego do Nordeste no primeiro trimestre de 2019, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (24). Conforme levantamento a partir de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desemprego da Paraíba foi de 11,1%, abaixo da taxa nacional de 12,7% e a oitava menor entre os estados do país.

O estudo divulgado nesta quarta revelou informações inéditas a respeito do emprego e da renda dos brasileiros no interior dos estados. O IBGE considerou interior todos os municípios do estado, excluída a região metropolitana, quando existir, e a capital. Em relação ao recorte territorial, o interior da Paraíba apresentou uma taxa de desemprego de 10,8% no interior e de 11,7 nas regiões metropolitanas. João Pessoa, por sua vez, apresentou a taxa de 11,4%.

Ainda de acordo com o IBGE, foram registradas 186 mil pessoas desocupadas na Paraíba entre janeiro e março de 2019, sendo 115 mil no interior e 71 mil nas Regiões Metropolitanas do estado.

Se considerado o dado de pessoas que estão subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas somado ao número de desocupados, no que o IBGE considera como força de trabalho potencial, a Paraíba tem 675 mil pessoas sem emprego ou trabalhando menos do que gostaria por falta de oportunidade.

População ocupada na Paraíba

  • 1,448 milhão de pessoas ocupadas no estado
  • 535 mil em regiões metropolitanas
  • 953 mil no interior
  • 356 mil somente em João Pessoa

Informalidade

Embora o nível de ocupação na Paraíba seja um destaque positivo, as condições do mercado de trabalho não são das mais confortáveis. A taxa de informalidade, de acordo com o IBGE, é maior no interior do que nos grandes centros urbanos da Paraíba. De cerca de 750 mil pessoas que vivem na informalidade na Paraíba, 551 mil pessoas, aproximadamente 73%, vivem em cidades do interior.

Outras 199 mil pessoas vivem na informalidade em regiões metropolitanas da Paraíba, sendo 122 mil somente em João Pessoa. O alto número de pessoas ganhando o sustento a partir da informalidade faz da Paraíba o terceiro do Nordeste com maior percentual de pessoas na informalidade no interior. No geral, a informalidade atinge 62,4% das pessoas ocupadas no interior dos estados.

Renda

Se o níveis de ocupação são maiores e os de desemprego menores no interior, a remuneração média paga às pessoas com emprego não chega nem a metade do valor pago nos grandes centros urbanos. Na Paraíba, o rendimento médio de todos os trabalhos na Região Metropolitana é de R$ 2.451, enquanto no interior esse valor não passa de R$ 1.195.

A discrepância é ainda maior se comparado ao rendimento médio em João Pessoa, que é de R$ 3.077, o maior entre as capitais nordestinas. As informações são do G1.


Portal WSCOM

 

Conta de luz deixará de ter taxa extra em junho, informa Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (31) que a conta de luz deixará de ter cobrança extra em junho.

A bandeira tarifária de maio está na cor amarela, cuja cobrança extra é de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts/hora consumidos, e passará para a cor verde, sem taxa adicional.

Segundo a Aneel, as chuvas em maio superaram as expectativas, mantendo o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Entenda as bandeiras tarifárias — Foto: Arte/G1

Entenda as bandeiras tarifárias — Foto: Arte/G1

Sistema de bandeiras

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada, possibilitando à população reduzir o consumo quando a energia está mais cara.

O funcionamento das bandeiras tarifárias funciona nas cores verde, amarela ou vermelha (patamares 1 e 2).

A bandeira indica se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Reajuste

Os valores das bandeiras tarifárias serão reajustados a partir de 1º de junho.

Pela decisão do governo:

  • na cor verde: permanece sem cobrança extra na conta;
  • na cor amarela: a taxa extra passará de R$ 1,00 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos;
  • na cor vermelha patamar 1: a taxa extra passará de R$ 3,00 para R$ 4,00 a cada 100 kWh consumidos;
  • na cor vermelha patamar 2: a taxa extra passará de R$ 5,00 para R$ 6,00 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, o reajuste evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária em 2019.

Em 2017, a conta da bandeira fechou com déficit de R$ 4,4 bilhões e, em 2018, de R$ 500 milhões.

G1

 

 

Mais de 27 mil candidatos da PB não pagaram a taxa de inscrição do Enem 2019, diz Inep

Ao todo, 27.427 candidatos da Paraíba não pagaram a taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, de acordo com o Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A Paraíba teve 147.181 candidatos com inscrições confirmadas.

A Paraíba havia registrado 174.608 inscrições no Enem 2019. O balanço, divulgado nesta terça-feira (28), considera o total de isentos e de pessoas que pagaram o boleto de R$ 85 que venceu na quinta (23). Em todo o Brasil foram contabilizadas 5,09 milhões de inscrições confirmadas. Os inscritos na Paraíba representam 2,9% do total do país.

O Enem 2019 também contará com 180 questões. No dia 3 de novembro serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; redação; e ciências humanas e suas Tecnologias. Já no dia 10 de novembro serão aplicados os exames de ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Com as notas obtidas no Enem 2019, os estudantes poderão ter acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de programas como o Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Calendário

Junho

  • Dia 3: Começa o período de recurso relacionado ao nome social
  • Dia 5: Resultado do recurso relacionado ao atendimento especializado e específico
  • Dia 7: Termina o período de recurso relacionado ao nome social
  • Dia 7: Resultado do recurso relacionado ao nome social

Outubro

  • Divulgação do cartão de confirmação, com os locais de prova

Novembro

  • Dia 3: Aplicação das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias
  • Dia 10: Aplicação das Provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias
  • Dia 13: Publicação dos gabaritos e dos cadernos de questões

 

 

G1

 

 

Taxa extra da conta de luz vai subir até 50%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21) um reajuste nos valores da bandeira tarifária amarela e da bandeira vermelha, nos patamares 1 e 2.

O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, que passou de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) – uma alta de 50%. O patamar da bandeira vermelha 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh, alta de 33,3%, e o patamar 2 da bandeira vermelha passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos, alta de 20%.

Novos valores (por 100 kWh):

  • Bandeira amarela: R$ 1,50
  • Bandeira vermelha 1: R$ 4,00
  • Bandeira vermelha 2: R$ 6,00

O reajuste servirá para adequar o valor do custo extra a ser cobrado dos consumidores em períodos em que a produção de energia ficar mais cara. O objetivo é que a arrecadação com as bandeiras fique o mais próximo possível do valor extra gasto com a geração de energia.

Segundo o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, o reajuste evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária em 2019. Em 2017, a conta da bandeira fechou com um déficit de R$ 4,4 bilhões e em 2018 o déficit foi de cerca de R$ 500 milhões. Esses déficits foram incluídos nos reajustes tarifários.

“A revisão é necessária para que não haja um déficit ainda maior em 2019, que terá que ser pago nas tarifas de energia em 2020”, afirmou. Segundo ele, os novos valores são mais adequados ao real custo de geração deste ano.

Sistema de bandeiras

Em vigor desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada, possibilitando aos consumidores reduzir o consumo quando a energia está mais cara.

De acordo com o funcionamento das bandeiras tarifárias, as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

A bandeira verde significa que o custo está baixo e é coberto pela tarifa regular das distribuidoras, então não há cobrança extra na conta de luz. O acionamento das bandeiras amarela e vermelha representam um aumento do custo de produção de energia e, por isso, há cobrança na conta de luz. O aumento do custo de geração está ligado principalmente ao volume de chuvas e ao nível dos reservatórios.

O acionamento da bandeira implica em uma cobrança extra na conta de luz, valor que é usado para pagar pela geração de energia mais cara.

Antes do sistema de bandeiras, o custo da geração de energia mais cara já era cobrado do consumidor, mas com um ano de atraso. O sistema permitiu a cobrança mensal do valor e a possibilidade de avisar os consumidores que o custo da energia está mais caro, permitindo que eles reduzam o consumo.

G1