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Inadimplência entre as empresas cresceu 5,1% em 2016, aponta SPC

Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que o número de empresas inadimplentes no País cresceu 5,01% em 2016.  Em 2015 o índice foi de 11,9%, e segundo as entidades mesmo 2016 tendo sido mais um ano de crise econômica no Brasil, o indicador apresentou desaceleração.

Restrição ao crédito é um dos motivos por desaceleração de inadimplência de empresas
EBC

Restrição ao crédito é um dos motivos por desaceleração de inadimplência de empresas

O indicador foi analisado em todas as regiões brasileiras, e o Nordeste é o local em que houve a maior taxa de inadimplência no setor empresarial, com elevação de 6,96% no comparativo com 2015. Logo em seguida vem o Norte (6,45%), Centro-Oeste (4,49%), Sudeste (4,44%) e o Sul (3,19%).

Segundo as instituições, apenas a área de serviços é responsável por 68% do total das dívidas, setor esse que engloba bancos e financeiras.

Motivo

De acordo com o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário da desaceleração da negativação das empresas ocorre por que, “o movimento da inadimplência sofre a influência de dois vetores principais que atuam em direção oposta: o primeiro é redução da capacidade de pagamento das empresas, que tende a elevar o número de contas pendentes; o segundo é a restrição do crédito, que, ao reduzir o estoque de dívidas, limita também o crescimento da inadimplência”, explica.

O indicador do mês de dezembro revela que o comércio é o que mais deve para os credores, pois registrou alta de 11,34%. A indústria já obteve uma elevação de 8,40% e os serviços de 1,13%.

Os números são alarmantes para o setor de serviços no que diz respeito a participação do total de dívidas a pagar. O comércio vem logo em seguida com 17,62% da inadimplência e depois a indústria com 12,31%.

Metodologia

O balanço a respeito da inadimplência das empresas brasileiras sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil e da CNDL tanto das capitais quanto dos municípios do interior dos 27 estados do País.

iG

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Gestão não repassa empréstimos e servidores recebem cartas do SPC

carta-spcOs funcionários da Prefeitura Municipal de Pilões (PB) começaram a receber nesta quarta-feira, 25, cartas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). As cobranças são relativas aos empréstimos consignados contraídos pelos servidores municipais até dezembro de 2016. Por lei, o empréstimo é descontado em folha e repassado, pela prefeitura, ao banco financiador.  O que não aconteceu no final da gestão da ex-prefeita Adriana Andrade.

O vereador João Filho (PTB) utilizou as redes sociais para cobrar providenciais: “O constrangimento! Muitos funcionários da prefeitura de Pilões, estão recebendo estas cartas de cobranças de empréstimos consignados. A gestão anterior, descontou as parcelas nos salários, mas não pagou ao banco. A ex prefeita deveria dar suas explicações”.

A ex-gestora pode responder por apropriação indébita e crime de responsabilidade.

Tentamos um contato com o setor financeiro da gestão anterior, mas obtivemos êxito.

Rafael San

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SPC: falta de disciplina é maior dificuldade para controle de gastos

cartaodecreditoO brasileiro não coloca o controle  financeiro como prioridade em sua vida e falta disciplina para conter os gastos. Essa é a principal conclusão da pesquisa Educação Financeira do Brasileiro, divulgada hoje (21) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), segundo a economista-chefe da entidade, Marcela Kawauti. A pesquisa foi efetuada em todas as capitais com 662 pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e gêneros.

De acordo com a sondagem, quatro em cada dez entrevistados (37%) não se consideram organizados financeiramente e 69% admitem sentir algum tipo de dificuldade para fazer o controle de suas receitas, despesas e investimentos. Marcela relatou que, de modo geral, os brasileiros costumam colocar vários empecilhos para não fazer o controle do seu orçamento pessoal, entre os quais preguiça, falta de tempo e “não sei por onde começar”. Em segundo lugar, disse que os cidadãos ignoram a forma como esse controle deve ser feito.

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Uma parcela de 21% dos consultados que registram diariamente as informações têm entre 25 e 34 anos. A pesquisa destaca nesse caso as classes sociais A e B (23%) e pessoas e de maior nível de escolaridade (21%). “Quanto maior a escolaridade, também é maior o controle”, manifestou Marcela. A proporção de pessoas que não se consideram organizadas financeiramente aumenta entre os menos escolarizados (43%) e os pertencentes à classe C (43%).

Marcela ressaltou que, apesar de o brasileiro identificar a disciplina como uma característica importante para uma pessoa ser organizada financeiramente, essa ainda não é uma característica que ele reconhece em si mesmo. “Ela é, inclusive, uma das principais dificuldades que o brasileiro tem na hora de fazer esse controle efetivo do orçamento”.

economista sugeriu que os brasileiros devem ter a vontade de tornar o controle de seus gastos uma coisa real. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados disseram fazer controle sistemático do orçamento. Apesar disso, somente 16% anotam os gastos diariamente. “Se você não anota todo dia, o seu controle pode não ser muito eficiente. Você acaba esquecendo”. A intenção parece ser no sentido de fazer um planejamento financeiro, mas as pessoas não praticam isso no dia a dia. É preciso, disse, que elas coloquem isso dentro do seu hábito de consumo. “Fazer esse controle sistemático no dia a dia e, principalmente, ter perseverança até que isso se torne um hábito. Há muitos ganhos se essa meta for alcançada”, avaliou.

O problema da falta de controle dos gastos tem origem nas despesas feitas tanto com dinheiro vivo como com cartão de crédito. A pesquisa mostra que o orçamento não é registrado para os gastos em dinheiro e, muitas vezes, o brasileiro não fecha a sua conta no final do mês e acaba recorrendo ao cartão de crédito, quase mensalmente, para fazer a conta fechar.

“Aí, quando o brasileiro assume que faz isso de forma recorrente, a gente vê que não ter fechado a conta no primeiro mês não ensinou a ele que é melhor segurar um pouco, por o pé no freio no mês seguinte, para não recorrer ao cartão de crédito todo mês, porque senão ele [o cartão] acaba virando uma renda. Uma hora, esse comportamento resulta em taxas de juros muito elevadas e, principalmente, inadimplência”. Dois em cada dez consumidores chegam ao fim do mês sem conseguir pagar as contas em dia. Outros 22% conseguem honrar os compromissos financeiros, mas não sobra dinheiro para poupança ou investimentos, revela a pesquisa.

Dentro dos 59% que fazem o controle dos gastos, 23% disseram ter um caderno de anotações, 32% contam com a ajuda de uma planilha no computador e 4% têm registro de aplicativos no celular. “Mas 26% falaram fazer conta de cabeça. E aí é um problemão. Você sempre esquece alguma coisa. O controle tem de ser sistemático”.

A economista-chefe do SPC Brasil disse que se a pessoa faz controle do orçamento pessoal e tem uma reserva financeira, ela acaba tendo uma vida mais tranquila, “uma vida financeira sustentável”. Consegue resolver algum problema que surja de repente, pode planejar viagens e trocar de carro, por exemplo. “Não se planejar financeiramente tem o grande risco da inadimplência, mas também tem o risco de viver sempre com dor de cabeça ou sempre na corda bamba”.

Agência Brasil