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Paraíba registra 15 casos de síndrome relacionada à Covid-19

A Paraíba registrou 15 notificações  da  síndrome multissistêmica pediátrica, (SIM-P), sendo 10 confirmados, 4 descartados e 1 em investigação.  Os dados são equivalentes   até 40ª Semana Epidemiológica.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) Ressalta a atualização do município de residência de 1 caso, o qual estava cadastrado na notificação com endereço equivocado por ser região de limite entre municípios.

A SES alerta ainda sobre a importância dos serviços fazerem a notificação e que estejam atentos a sinalizar os casos que possam estar relacionados a SIM-P. A Secretaria informa ainda que não está recebendo as notificações de serviços de referencia infantil e que algo precisa ser fortalecido.

Detalhes dos 02 óbitos confirmados:

1º Óbito Confirmado – 01 ano, sexo feminino, residente de Cruz do Espírito Santo, data de início de sintomas 11/07/2020, data do óbito 09/08/2020, não tinha condições pré-existentes, ocorrência do óbito em instituição pública.
2º Óbito Confirmado – 30 dias, sexo masculino, residente de João Pessoa, data de início de sintomas 31/07/2020, data de óbito 08/08/2020, não tinha condições pré-existentes, ocorrência do óbito em instituição pública.

Casos de SIM-P registrados no RedCap por município de residência até 28 de setembro de 2020.

Município de Residência Confirmado Descartado Investigação Total Notificado
João Pessoa 04 (01 é óbito) 02 01 07
Cruz do Espírito Santo 01(óbito) 00 00 01
Sapé 01 00 00 01
Mamanguape 01 00 00 01
Santa Rita 01 00 00 01
Mulungu 01 00 00 01
Itabaiana 00 01 00 01
Baía da Traição 01 00 00 01
Santa Luzia 00 01 (óbito) 00 01
Total 10 04 01 15

Fonte:NDTA/2020.

Distribuição dos casos confirmados de SIM-P temporalmente associada ao COVID-19 na Paraíba até 39ªSE

 

Assessoria

 

 

Secretário pede que pais não deixem filhos voltar às aulas presenciais no Estado e alerta para risco de infecção por Síndrome Inflamatória grave

O secretário de Estado da Saúde (SES-PB), Geraldo Medeiros, através de vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (5), pediu aos pais que tenham alunos matriculados nas redes de ensino da Paraíba que não liberarem o retorno às aulas presencias. O anuncio veio após os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande autorizarem o retorno do ensino médio a partir do dia 13, além das aulas em universidades que começam nesta segunda.

No vídeo, ele aponta que através da 9ª avaliação do Plano Novo Normal, que passa a vigorar a partir desta segunda, com base em seu Comitê Cientifico, com o retorno das aulas existe um risco das crianças desenvolverem a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica após uma possível infecção pela Covid-19.

“Nos Estados Unidos por exemplo, no espaço de cinco meses houve um aumento de 500% no número de crianças contaminadas. Além disso, nós temos uma nova manifestação tardia da Covid-19 em crianças que é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica em que as crianças manifestam um quadro tardio, geralmente 15 dias após adquirir o novo coronavírus e que se apresenta com sintomas graves, como choques e queda da pressão arterial necessitando de cuidados intensivos.

Geraldo aleta ainda que apesar de ser um percentual pequeno, de 0,6 à 0,7% dos casos, há uma mortalidade elevada nesses casos. Ele citou que o Ministério da Saúde garantiu a vacinação até Janeiro e que, pregando cautela no retorno gradativo das atividades.

“O assessor especial do Ministro Eduardo Pazzuello nos confirmou que em janeiro nós teremos 6 milhões de vacinas e, entre janeiro e junho, temos mais de 100 milhões de vacinas distribuídas em todo o país pelo Ministério da Saúde, digo que esse é mais um elemento de nós termos cautela e aguardamos um pouco mais para liberar as aulas presenciais”, concluiu.

Confira:

 

Criança morre na Paraíba com síndrome rara ligada ao coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) confirmou nesta segunda-feira (14) a primeira morte causada pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). A doença afeta crianças e adolescentes, pode estar associada à Covid-19 e tem possibilidade de levar à morte.

Entre os casos notificados na Paraíba, seis estão em João Pessoa, sendo um confirmado, dois descartados e três em investigação. Em Cruz do Espírito Santo, na região metropolitana, o único caso confirmado evoluiu para óbito.

Conforme a SES, há casos confirmados ainda em Sapé (1), Mamanguape (1), Santa Rita (1), Mari (1) e Baía da Traição (1). Um caso foi descartado no município de Itabaiana.

SIM-P

Em comunicado publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a entidade diz que desde abril foram relatados casos de uma síndrome rara grave em crianças e adolescentes, temporalmente associada à Covid-19, inicialmente na Europa e América do Norte e mais recentemente em vários países da América Latina.

As crianças e adolescentes que manifestam a SIM-P são habitualmente saudáveis, mas podem apresentar alguma doença crônica preexistente, particularmente doenças imunossupressoras.

Entre os sintomas mais comuns dessa síndrome estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório, associado a marcadores de inflamação elevados e evidência de Covid-19.

Notificação

A SES divulgou, no dia 10 de agosto, uma Nota Técnica alertando profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a ocorrência e notificação imediata obrigatória da SIM-P, que é essencial para que se possa caracterizar o perfil da doença no país “em pessoa, tempo e lugar”, afirma o documento.

A notificação deve ser feita, por meio de formulário de notificação do SUS disponível neste link, e enviadas demais informações necessárias ao e-mail simpcovid.pb@gmail.com. As notificações devem ser realizadas em 24h e a amostra laboratorial encaminhada ao Lacen-PB.

Questionada sobre o que a população deve fazer caso haja manifestação dos sintomas, a SES, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a doença pode se manifestar em pacientes graves, que nesta ocasião já estarão hospitalizados. Mas, caso algum sintoma característico seja demonstrado, o Hospital Arlinda Marques e o Hospital Municipal do Valentina, ambos na Capital, são instituições de referência para o atendimento dos pacientes com suspeita da síndrome.

 

portalcorreio

 

 

Síndrome associada à covid-19 já atingiu 197 crianças e adolescentes; PB tem 6 casos

Pelo menos 197 crianças e adolescentes brasileiros apresentaram, até o fim de agosto, uma série de problemas de saúde que, juntos, podem caracterizar uma nova doença potencialmente associada a covid-19, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. Na Paraíba, o número total de casos é 06 com duas mortes.

De acordo com o Ministério da Saúde, do total de crianças, 140 tinham menos de 10 anos no momento em que adoeceram. Ainda segundo a pasta, a síndrome pode ter causado a morte de pelo menos 14 pacientes com idades entre 0 e 19 anos no período de maio a agosto deste ano.

Os óbitos notificados foram registrados em oito estados: Pará (3); Rio de Janeiro (3); Ceará (2); Paraíba (2); Bahia (1); Pernambuco (1); Piauí (1); e São Paulo (1). A coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Janini Ginani, lembrou que as mortes em questão estão “sob investigação”, já que várias outras síndromes podem se sobrepor, dificultando o diagnóstico.

Segundo o último balanço, até o dia 26 de agosto, o maior número (41) de notificações da nova síndrome vinha do Ceará. Em seguida estão Pará (24); Rio de Janeiro (22); Distrito Federal (19); São Paulo (19); e Bahia (11). Também foram registrados casos em Alagoas (9); Espírito Santo (8); Minas Gerais (5); Paraíba (6); Pernambuco (9); Piauí (6); Rio Grande do Norte (9); e Rio Grande do Sul (9).

Ontem (8), entretanto, o governo de Pernambuco anunciou que os casos da síndrome no estado já somam 16, incluindo uma morte.

UF NÚMERO TOTAL DE CASOS NÚMERO DE ÓBITOS
Acre
Alagoas 9
Amapá
Amazonas
Bahia 11 1
Ceará 41 2
Distrito Federal 19
Espírito Santo 8
Goiás
Maranhão
Minas Gerais 5
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Pará 24 3
Paraíba 6 2
Pernambuco 9 1
Piauí 6 1
Paraná
Rio de Janeiro 22 3
Rio Grande do Norte 9
Rondônia
Roraima
Rio Grande do Sul 9
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo 19 1
Tocantins
Brasil 197 14

Monitoramento

Embora se caracterize por sintomas diversos, a síndrome está frequentemente associada à febre persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos, entre outros. Em alguns casos, o paciente pode desenvolver também sintomas respiratórios e disfunção cardíaca. Além disso, há sempre uma marcante atividade anti-inflamatória do organismo.

Os primeiros casos da nova síndrome começaram a ser registrados na Europa em abril deste ano. Os relatos logo se multiplicaram, motivando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta para chamar a atenção de pediatras de todo o mundo.

Em 20 de maio, o ministério divulgou, em parceria com as sociedades brasileiras de Pediatria e de Reumatologia, um primeiro comunicado sobre o assunto. A pasta pedia atenção dos profissionais de saúde para que a síndrome fosse identificada rapidamente. Os sintomas, entretanto, podem ser confundidos com os de outras síndromes, como a de Kawasaki.

No dia 24 de julho, quando o país registrava 71 casos confirmados de covid-19 e três mortes, o ministério implantou um sistema de monitoramento nacional da síndrome por meio de formulário disponível no sistema oficial de comunicação da pasta.

Na semana passada, ao participar de uma reunião da Comissão Externa de Enfrentamento a Covid-19, do Senado, o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, do Ministério da Saúde, Antonio Rodrigues Braga Neto, destacou a necessidade de se “qualificar o atendimento às crianças”, esclarecendo que a notificação, apesar de importante, não é obrigatória.

“Ainda não temos a notificação compulsória. O que temos é uma recomendação”, disse Neto. “Entendemos que a notificação compulsória é uma ferramenta de interesse epidemiológico que facilitará a análise destes casos”, acrescentou o diretor, enfatizando que, mundialmente, ainda há muitas dúvidas sobre a síndrome.

“É uma doença nova, muito recente. O que temos que garantir é a capilaridade das informações. [Garantir] que uma criança que chegue à atenção primária com febre há três dias e algum dos outros sintomas, como náusea, cefaleia ou conjuntivite, e que apresente alterações laboratoriais tendo a sepse sido excluída seja encaminhada para uma atenção especializada.”

Durante a reunião, a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde, Janini Ginani, ressaltou que a maioria das crianças e adolescentes acometidos pela síndrome é do sexo masculino, possui entre 0 e 9 anos e não tinha doenças crônicas pré-existentes.

“Os casos têm sido mais prevalentes na faixa etária até 10 anos de idade. Entre as crianças de 0 a 4 anos, 41 eram do sexo masculino e 34, do feminino. Já entre as de 5 a 9 anos, foram 39 e 26, respectivamente”, detalhou Janini.

“Temos visto uma dificuldade com relação à discriminação desses casos. O que, possivelmente, é uma sepse sendo notificada como uma Síndrome Inflamatória Multissistêmica. Estamos tentando separar essas causalidades; aprimorar a vigilância para entender como essa síndrome tem se desenvolvido no país, qualificando também a vigilância e [o registro] de óbitos.”
UTIs

Pesquisador do Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pediatra Arnaldo Prata apresentou, durante a reunião, dados de um estudo feito com 79 crianças e adolescentes internados em 19 unidades de terapia intensiva (UTIs), públicas e privadas, de cinco estados (BA; CE; PA; RJ e SP).

Para ele, embora o número de casos da síndrome seja pequeno, é preciso estar alerta, já que 87% das crianças internadas em UTIs testaram positivo para covid-19. Destas, 13% apresentaram um quadro clínico associado à síndrome.

“Ou seja, entre crianças de 0 a 19 anos, a doença inflamatória multissistêmica pode acometer de 10% e 15% das que adoecem e que precisam ser internadas devido a covid-19”, enfatizou Prata.

UTIs

Pesquisador do Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pediatra Arnaldo Prata apresentou, durante a reunião, dados de um estudo feito com 79 crianças e adolescentes internados em 19 unidades de terapia intensiva (UTIs), públicas e privadas, de cinco estados (BA; CE; PA; RJ e SP).

Para ele, embora o número de casos da síndrome seja pequeno, é preciso estar alerta, já que 87% das crianças internadas em UTIs testaram positivo para covid-19. Destas, 13% apresentaram um quadro clínico associado à síndrome.

“Ou seja, entre crianças de 0 a 19 anos, a doença inflamatória multissistêmica pode acometer de 10% e 15% das que adoecem e que precisam ser internadas devido a covid-19”, enfatizou Prata.

 

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz
Agência Brasil

 

 

Paraíba confirma dois primeiros casos de síndrome associada à Covid-19 em crianças, diz SES

Foram confirmados nesta segunda-feira (31) os dois primeiros casos da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SIM-P), doença associada à presença do coronavírus, na Paraíba. De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, foram registrados nove casos suspeitos, dos quais dois foram confirmados, dois foram descartados e cinco seguem em investigação, sendo dois óbitos.

Até quinta-feira (27) eram oito casos suspeitos. Os dois casos confirmados são de dois meninos, ambos atendidos no Hospital Arlinda Marques:

  • um menino de sete anos, morador da cidade de Sapé, recebeu alta médica no dia 21 de julho;
  • um menino de seis anos, morador de João Pessoa, recebeu alta médica no dia 2 de julho.

Segundo o secretário executivo de saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, em declaração após os primeiros casos suspeitos, a suspeita destes casos chama atenção para o fato de que a Covid-19 pode gerar casos de gravidade nas crianças. “Por isso é importante a educação de crianças para a proteção delas com o uso de máscaras, lavagem das mãos e o distanciamento social”, explicou.

Durante o monitoramento, são aplicados testes do tipo PCR para detecção do novo coronavírus, mesmo que os pacientes tenham sido submetidos aos testes rápidos. De acordo com o secretário, existe uma rede de contatos que incentivam que as unidades de saúde de toda a Paraíba notifiquem casos suspeitos para a Gerência Executiva de Gestão em Saúde, que possui um canal específico para os registros.

Todos os sintomas da Covid-19, junto com vermelhidão na pele, aftas na boca e conjuntivite podem indicar a presença da síndrome multissistêmica, que se assemelha com a síndrome de kawasaki, conforme destacou o secretário. O quadro de saúde das crianças pode ser agravado com complicações nos rins e sistema nervoso central.

A recomendação da SES é de que se crianças ou adolescentes apresentarem os sintomas da síndrome, os pais ou responsáveis devem procurar o serviço de atendimento em saúde mais próximo.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre a notificação de casos da síndrome registrada em crianças e adolescentes de até 19 anos, em vários países do mundo. A SIM-P foi registrada pela primeira vez em abril deste ano na Inglaterra. Até o fim do mês de julho, 71 casos e três mortes foram confirmados no Brasil. Eles foram notificados nos estados do Ceará, Pará, Piauí e Rio de Janeiro.

G1

 

Após crianças e adolescentes contraírem covid-19, Secretaria de Saúde da Paraíba alerta profissionais sobre Síndrome Pediátrica

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nessa segunda-feira (10) uma Nota Técnica alertando profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a ocorrência e notificação imediata obrigatória da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), potencialmente, associada  ao coronavírus.

O documento emitido pela SES informa que crianças e adolescentes que se contaminaram pelo novo coronavírus têm chances de desenvolver uma doença rara, que pode levar à morte. O Ministério da Saúde monitora os casos da síndrome para entender a relação entre a doença e o coronavírus. Foram três jovens que morreram, desde o começo do ano, no Rio de Janeiro. Outros 71 casos foram registrados no Brasil, tudo de acordo com o Ministério da Saúde. Os pacientes tinham entre 7 meses e 16 anos. Até o momento, a Paraíba não apresenta nenhum caso confirmado da doença.

Em comunicado publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria “desde abril, foram relatados casos de uma síndrome rara grave em crianças e adolescentes, temporalmente associada à covid-19, inicialmente na Europa e América do Norte e mais recentemente em vários países da América Latina. As crianças e adolescentes que manifestam a SIM-P são habitualmente saudáveis, mas podem apresentar alguma doença crônica preexistente, particularmente doenças imunossupressoras…”.

Entre os sintomas mais comuns dessa síndrome estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarréia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório, associado a marcadores de inflamação elevados e evidência de covid-19.

“Os serviços pediátricos precisam estar atentos aos possíveis quadros que atendam à definição de caso da síndrome, objetivando ofertar a assistência necessária para o paciente e com posterior confirmação. Sendo um achado novo e em estudo a notificação auxiliará na análise do perfil epidemiológico, sendo essa uma ferramenta fundamental para a implementação de medidas necessárias”, alerta a gerente Executiva da Vigilância em Saúde, Talita Tavares.

A notificação imediata e obrigatória é essencial para que se possa caracterizar o perfil da doença no país “em pessoa, tempo e lugar”, afirma o documento. A notificação deve ser feita,  por meio de formulário de notificação do SUS disponível em http://is.gd/simpcovid, e enviado demais informações necessárias no e-mail simpcovid.pb@gmail.com. As notificações devem ser realizadas em 24h e a amostra laboratorial encaminhada ao Lacen-PB.

 

clickpb

 

 

Internações por síndrome respiratória aumentam 43% na PB em uma semana, diz secretaria

A Paraíba tem convivido com uma média de 100 novos casos confirmados do novo coronavírus desde o fim de abril. O reflexo do avanço da Covid-19 no estado também pode ser visto no aumento gradual de internações de pacientes notificados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, afirmou nesta segunda-feira (4) que estado passa por um momento de pico dos casos.

Embora o cenário seja de estado crítico e de proximidade com um colapso dos leitos hospitalares para tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus, os níveis de isolamento social na Paraíba tem oscilado para baixo, chegando a 41% no fim de abril.

Um levantamento das informações fornecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e dos dados fornecidos pela In Loco, empresa pernambucana que tem ajudado os governos estaduais e municipais a monitorar o deslocamento de pessoas a partir da movimentação dos aparelhos celulares em relação ao posicionamento por GPS, apontou que um relaxamento do isolamento social na Paraíba pode ter interferido no aumento dos casos.

Para Geraldo Medeiros, secretário de Saúde, o aumento da ocupação dos leitos exclusivos para Covid-19 tem relação direta com a promoção de aglomerações por parte, principalmente dos moradores de João Pessoa. Ele explicou que os números de um dia refletem o comportamento da população 15 dias atrás.

“Essa ocupação célere dos leitos é em decorrência de que há 15 dias a população de João Pessoa ocupou a orla e produziu aglomeração e se contaminou. É um momento preocupante, já havíamos alertado a população na semana passada na Grande João Pessoa da probabilidade de um colapso na rede pública estadual, essa probabilidade ela existe”, lamentou o secretário

Ainda de acordo com Geraldo Medeiros, se população não colaborar a Paraíba pode entrar em colapso em um espaço de 15 dias. “Isso é terrível, porque você pode precisar de um leito de UTI e não ter isso. É isso que estamos querendo evitar, alertando a população principalmente de Santa Rita, Bayeux, Cabedelo”, completou.

Praias, calçadinha e parques fechados

A Prefeitura de João Pessoa decretou o fechamento do acesso às praias ao calçadão das avenidas da orla e aos parques municipais, até o dia 18 de maio, como mais uma medida restritiva de circulação como forma de combate à disseminação do novo coronavírus no município.

Com o decreto, fica vedado o acesso a todas as praias de João Pessoa, ao calçadão da orla, ao Parque da Lagoa e ao Parque Parahyba, locais, que segundo o decreto, são de habitual concentração de pessoas, mesmo com os alertas emitidos pelas autoridades sanitárias.

“Nós só podemos voltar às atividades e acabar com o isolamento de maneira progressiva se a gente subir o grau de isolamento social na cidade de João Pessoa. Quem quiser voltar a ter alguma atividade na capital tem que colaborar com isso. Se todo mundo tivesse colaborado desde o começo, talvez estivéssemos hoje anunciando medidas de flexibilizar o retorno às atividades de cultura, lazer, educação e comércio. Como parte das pessoas não colaborou, os casos subiram e isto significa que estamos adiando ainda mais o retorno à normalidade na capital”, disse Luciano Cartaxo.

G1

 

Mais de 2 mil casos de síndrome respiratória ou gripal estão sob investigação para Covid-19 na PB

Mais de 2 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) e de síndrome gripal leve estavam sob investigação das autoridades de Saúde na Paraíba por suspeita de Covid-19 até a terça-feira (21). A informação, presente no boletim epidemiológico 10 divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado na terça-feira, apontou que 2.224 casos notificados por suspeita clínica para o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Ainda de acordo com o boletim epidemiológico 10, 19 mortes notificadas por suspeita de Covid-19 em 15 municípios paraibanos também estão sendo investigados. Segundo informações repassadas pela SES, a chegada do lote de 200 mil testes rápidos para o coronavírus, prevista para os próximos dias, vai dar maior celeridade aos casos notificados como suspeitos.

Considerado os casos descartados e os confirmados até a terça-feira (21), a Paraíba já realizou a testagem de 1.462 casos para o novo coronavírus, sendo 301 confirmados e 1.161 descartados para Covid-19.

Ainda conforme a SES, há outras formas de confirmação além dos testes, como a confirmação clínica por vínculo de contato. Se uma pessoa testa positivo para Covid-19 e outras pessoas que moram na mesma casa são notificadas com os sintomas da doença, esses casos tidos como suspeitos já podem ser configurados como casos confirmados da doença causada pelo novo coronavírus.

Problemas de notificação

Outro problema apontado pelo boletim epidemiológico é a não atualização de informações de pacientes hospitalizados por Srag por parte das autoridades de saúde dos municípios paraibanos e também dos hospitais. Dos 567 casos hospitalizados por Srag, 539 deles, quase 95% do total, não apresentam informações suficientes dos pacientes.

São 382 pacientes hospitalizados por Srag com a classificação “em branco” e outros 157 casos de Srag com “etiologia não especificada”, contra 15 casos notificados como Covid-19, oito casos notificados como Influenza e outros cinco casos por outros vírus respiratórios.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, explica que esse grande volume com informações incompletas prejudicam na atualização dos dados da Paraíba no Sistema de Informação de Vigilância de Gripe (Sivep), mantido pelo Ministério da Saúde.

“O boletim mostra justamente que existem instituições, municípios, que não alimentam o sistema com as informações. Por isso que fizemos uma avaliação técnica e indicamos o que precisa ser fortalecido dentro do sistema de vigilância”, explicou

Lacen-PB tem realizado testagem diária para o novo coronavírus — Foto: Francisco França/Secom-PB

Lacen-PB tem realizado testagem diária para o novo coronavírus — Foto: Francisco França/Secom-PB

De acordo com o boletim, cerca de 70% dos casos notificados por municípios e hospitais estavam em aberto no Sivep. É papel dos municípios abrir as notificações, acompanhar e encerrar os casos em um prazo de 30 dias.

Conforme a SES, todos os casos hospitalizados por síndrome respiratória são testados para Covid-19 e os laudos emitidos pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) a partir dos exames nos pacientes internados são encaminhados para municípios e instituições de saúde.

“A SES recomenda que a partir da liberação do resultado do exame pelo Lacen os casos sejam imediatamente encerrados no sistema da informação para permitir que todas as esferas de gestão tenham acesso a dados atualizados e consistentes, evitando o uso de planilhas paralelas”, informa o boletim epidemiológico.

A falta de atualização no sistema pode acarretar em uma discrepância entre os dados reais monitorados e os dados contabilizados, podendo, inclusive prejudicar no repasse de verbas a partir do Ministério da Saúde, tendo em vista que os dados do Sivep são considerados para o envio de ajuda financeira para os governos estaduais.

G1

 

Secretaria de Saúde da Paraíba investiga 12 mortes suspeitas de síndrome respiratória

Após o anúncio da morte de Mateus Carlos, filho do presidente da Rede Paraíba de Comunicação, com suspeita de covid-19, em João Pessoa, a Secretaria de Estado da Saúde informou que atualmente investiga 12 mortes suspeitas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é um tipo de SRAG, assim como os outros tipos de influenza (gripe) já conhecidos.

Até o momento, nenhuma morte por covid-19 foi confirmada no estado, que já tem 15 casos da doença.

 

clickpb

 

 

Polícia confirma terceira morte por síndrome nefroneural atribuída à cerveja

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou, hoje (16), a terceira morte associada à síndrome neufroneural atribuída ao consumo da cerveja pilsen Belorizontina, da Backer. Segundo a corporação, trata-se de um homem de 89 anos, morador da capital mineira. Ele estava internado em uma das unidades da rede de saúde Mater Dei, a mesma rede onde morreu, ontem (15), a segunda vítima da síndrome.

O corpo da mais recente vítima fatal da síndrome foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) esta madrugada, onde será submetido a novos exames para auxiliar as autoridades a tentarem estabelecer a causa da morte. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias.

A suspeita de uma quarta morte causada pela ingestão da cerveja ainda não foi confirmada nem pela Polícia Civil, nem pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Trata-se de uma moradora da cidade de Pompéu, a cerca de 170 quilômetros de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a mulher morreu no dia 28 de dezembro, e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-MG) já foi notificado.

A secretaria informou, ainda, que a mulher, cujo nome não foi divulgado, esteve em Belo Horizonte entre os dias 15 e 21 de dezembro e, de acordo com parentes, consumiu a cerveja Belorizontina nesse período.

Mortes

A primeira das três mortes por intoxicação já reconhecidas pela Polícia Civil foi registrada na noite de 7 de janeiro, em Juiz de Fora. Exames a que a vítima foi submetida antes de morrer confirmaram a presença de dietilenoglicol no sangue. O homem, cujo nome e idade não foram oficialmente confirmados, foi sepultado no município mineiro de Ubá.

Todos os pacientes internados devido à síndrome nefroneural apresentaram insuficiência renal aguda de evolução rápida, ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas, e alterações neurológicas centrais e periféricas, que podem ter provocado paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

Peritos já encontraram vestígios de uma substância tóxica usada em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes, o dietilenoglicol, no sangue de vários pacientes, em vasilhames lacrados de três lotes da cerveja Belorizontina e na linha de produção da fábrica da Backer, em Belo Horizonte. A cervejaria, no entanto, afirma que não emprega a substância tóxica na preparação da bebida.

Até ontem (15), a Polícia Civil já tinha recebido notificação de 18 casos suspeitos de intoxicação, e em quatro a intoxicação por dietilenoglicol foi atestada. Preventivamente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a Cervejaria Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até o dia 13. A suspensão da venda se manterá até que fique assegurado que os outros produtos da Backer não estão contaminados. “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, informou o ministério em nota.

Agência Brasil