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Entidades sindicais divulgam nota de repúdio à falta de medidas de isolamento em Guarabira

Várias entidades sindicais de Guarabira assinaram nota de repúdio ao que elas classificam de “tímidas e insignificantes medidas para conter o avanço do processo de contaminação pela população”, por parte da prefeitura local. Por meio de um decreto, o prefeito em exercício, Marcus Diôgo, autorizou a reabertura do comércio, mas, conforme as entidades, não intensificou as medidas de segurança e combate ao Coronavírus.

“Tal postura teve como consequência uma explosão de casos confirmados na cidade. Com a incidência até o dia 04 de maio de 2020, de 24 casos, cujo início se deu com dois casos no dia 23 de abril de 2020, conforme boletins expedidos pela própria Secretaria Municipal de Saúde. Foram apenas 10 dias para os números apresentarem cifras assustadoras com um aumento de mais de 200%”, diz um trecho da nota que você confere abaixo na íntegra.

Nota de Repúdio – Gba

 

Redação FN

 

 

Centrais Sindicais se dividem sobre projeto de terceirização

terceirizacaoUnidas contra as Medidas Provisórias que dificultam o acesso aos benefícios trabalhistas e previdenciários, as seis Centrais Sindicais brasileiras se dividem sobre o projeto de lei da terceirização. A proposta permite a terceirização em todos os setores de uma empresa. Hoje só é possível para a atividade meio, aquela que não é a principal função da empresa.

A CUT, Central Única dos Trabalhadores, e a CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, não estavam nas negociações que antecederam a votação. As duas já convocam manifestações para o próximo dia 15.

 

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A Nova Central e a UGT, União Geral dos Trabalhadores, estiveram negociando com os deputados para, segundo eles, diminuírem os impactos negativos da proposta. Mas criticam o texto, principalmente contra a terceirização da atividade-fim.
A Nova Central vai esperar a votação das emendas para decidir se vão se unir à CUT e CTB no dia 15. A UGT liberou as bases sindicais para se unir ao protesto desta quarta-feira. Representante da UGT para comentar a Lei, Thelma Tardia critica as centrais que são a favor da proposta.
A CSB, Central dos Sindicatos Brasileiros, e a Força Sindical defendem o texto dizendo que é preciso regulamentar os terceirizados. O presidente da CSB, Antônio Neto, apesar de ser contra a terceirização da atividade fim, argumenta que a lei traz avanços.
O presidente da CSB disse que é preciso negociar e não apenas rejeitar.
A outra central que defende a lei é a Força Sindical. Mas a filial regional do Paraná está contra o projeto e promete se juntar a CUT no dia 15.

EBC

Centrais sindicais protestam contra MPs que mudam benefícios

centrais_sindicaisRepresentantes das centrais sindicais do país iniciaram há pouco manifestação em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho, na Rua Martins Fontes, no centro da cidade de São Paulo, em protesto contra as mudanças no sistema de benefícios previdenciários.

Cerca de 300 sindicalistas estão presentes, segundo a Polícia Militar. Já na avaliação das centrais, o número é o dobro disso.

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Por volta das 10h30, eles passaram a ocupar as duas faixas da pista, impedindo a circulação de veículos no trecho entre a Rua Álvaro de Carvalho e a esquina da Rua Major Quedinho, provocando morosidade no trânsito.

Com bandeiras, balões infláveis e discursos em palaque improvisado, os sindicalistas dizem que os trabalhadores estão descontentes com o teor das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que entraram em vigor nesta segunda (2).

Os textos determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários como abono salarial, seguro-desemprego e auxílio-doença.

No caso do abono salarial e do seguro-desemprego, as medidas provisórias estendem a carência para que os trabalhadores tenham direito ao benefício. No caso de auxílio-doença, o prazo estabelecido para que as empresas assumam o pagamento do salário (antes do INSS), passa de 15 para 30 dias.

Para o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, as mudanças previstas nas MPs são “injustas e recessivas”. Ele disse que os segmentos de trabalhadores que apresentam alta rotatividade, como o comércio e a construção civil, são os mais prejudicados: muitos trabalhadores não conseguiram atingir o prazo de 18 meses de permanência no emprego, prazo mínimo exigido para acesso ao seguro-desemprego.

“O dinheiro obtido com o seguro-desemprego e o abono salarial vai para a compra da comida, do arroz, do feijão [e outras necessidades básicas] e não para a compra de ações ou títulos do mercado financeiro”, disse Nobre.

Segundo ele, enquanto quem compra carro popular paga o Imposto Sobre a Propriedade do Veículo (IPVA), os que compram lancha ou helicóptero ficam isentos do tributo.

O líder sindical informou que, esta semana, a CUT e outras centrais vão dialogar com os líderes partidários da Câmara e do Senado para tentar derrubar as MPs. Os sindicalistas esperam que, passado o prazo de validade das MPs, as medidas percam o efeito.

Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que mais de 8 milhões de trabalhadores que teriam direito ao seguro-desemprego ficarão de fora do benefício.

“São completamente injustas essas medidas, o governo alega distorção no sistema e para corrigir tem de taxar, isso é errado. Há outras medidas, [que podem ser adotadas no lugar delas, por exemplo,] taxação de grandes fortunas, taxação sobre remessas de lucros.”

Fonte: Agência Brasil

Centrais sindicais negam adesão a protesto convocado pela internet

centraisCentrais sindicais, ONGs, representantes de movimentos sociais e demais setores da sociedade civil negam que participarão de uma greve geral, convocada para esta segunda-feira (1) em todo o Brasil, pelo Facebook.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, principais centrais sindicais do país, informaram que não irão participar do movimento. Em nota, a CUT reafirmou que “quem convoca greve geral é sindicato e não eventos do Facebook. Nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1º de julho”, diz o texto da central sindical, que acusa “grupos oportunistas” pela criação do evento no Facebook.

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Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, destacou que essa convocação não possui validade e que é mais uma ação de setores conservadores e oportunistas.

Segundo ele, a CTB, bem como as demais centrais, tem sua agenda de ação apresentada às suas respectivas bases e frisou “os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil sabem que rede social não convoca paralisação e nem greve, mais sim, os sindicatos e as centrais sindicais. Eles conhecem e confiam em suas representações”.

Na oportunidade, Wagner informou que a CTB está orientando suas estaduais a realizarem uma série de manifestações, no próximo dia 2 de julho, em aeroportos das principais capitais brasileiras.

Em entrevista à imprensa, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. “(O ato de) 1º de julho não é do movimento sindical, de nenhuma central, não é de nenhum sindicato, não é de nenhuma federação. É fria”, alertou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Segundo o dirigente, os eventos agendados pelas redes sociais estão criando informações desencontradas que não correspondem à realidade. “O Facebook é apenas uma rede social, qualquer um escreve o que quiser. O trabalhador deve seguir a orientação do seu sindicato”, afirmou.

Todas as centrais do país (Além da CUT e da Força, UGT, CSP/Conlutas, CGTB, CSB e NCST), mantêm a decisão de organizar atos conjuntos – do movimento sindical e social — no próximo dia 11 de julho.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo divulgou nota em que afirma que não participará de nenhuma paralisação na segunda-feira e que essa mobilização não tem caráter oficial. Segundo o sindicato, “diante da falsa informação que circula nas redes sociais sobre uma possível greve geral, marcada para o dia 1.º de julho, os metroviários informam que não vão parar no dia 1”.

Até mesmo o governo do estado de São Paulo disse desconhecer o movimento. De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, não houve nenhuma informação sobre passeata ou ato público marcado para a capital paulista. A assessoria da Polícia Militar também afirmou que “como não há nada de concreto e confirmado, ainda não foi estabelecido nenhum esquema especial de segurança”.

Grandes jornais e redes de TV preferiram ignorar o falso chamamento para a paralisação geral, em vez de esclarecer que se trata de mais um caso de boato que se espalha rapidamente, sem que os internautas se preocupem com a veracidade do conteúdo – a “convocação” teve mais de um milhão de compartilhamentos, mas menos de 40 mil confirmações de presença.

 

 

Redação da RBA

Centrais sindicais esperam reunir 40 mil em marcha nesta quarta-feira

centraisEm defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho. Com essas bandeiras as centrais sindicais – Força Sindical, CUT, CTB, NCST, CGTB e UGT – vão realizar a 7ª Marcha à Brasília (DF), nesta quarta-feira (6) a partir das 9h. O objetivo é pressionar o governo federal e o Congresso Nacional pela retomada dos investimentos públicos e por salários e empregos de qualidade no Brasil, com a garantia de contrapartidas sociais.

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O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), destaca a importância da unidade das centrais e da mobilização dos trabalhadores. “Por mais que o governo seja comandado por uma pessoa que participou da luta armada e que tem um bom histórico, não passa de um governo de coalizão. Os trabalhadores têm que estar organizados e prontos para influenciar esse governo, que é conservador”, ressalta.

Os manifestantes vão se concentrar em frente ao Estádio Mané Garrincha e caminharão até o Congresso Nacional. Mais de 40 mil pessoas são aguardadas para o ato. Ao todo, 12 reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade vão ser apresentadas à presidenta Dilma Rousseff que, por sua vez, sinalizou receber pessoalmente os representantes das centrais sindicais.

“A gente espera que ela receba e que também possa atender às nossas reivindicações”, disse Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Entre as bandeiras do movimento estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e a reforma agrária – com o assentamento de 200 mil famílias.

Além disso, as centrais também reivindicam 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e para a saúde, a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ratificação da Convenção 158 e a valorização dos trabalhadores aposentados e pensionistas.

A Marcha à Brasília já foi realizada seis vezes, sendo a última em 2009. As primeiras foram feitas à pé e os sindicalistas reivindicavam aumento real para o salário mínimo.

Economia e desemprego

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 0,9% em 2012, abaixo da estimativa de alguns economistas que calculavam 1,5%. A Pesquisa Mensal de Emprego do instituto ainda demonstrou que a taxa de desemprego subiu para 5,4% em janeiro – havia sido de 4,6% em dezembro.

Para acelerar a economia e criar mais empregos, é necessário que o governo continue incentivando o mercado interno, na avaliação do secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna). De acordo com ele, as demissões massivas não podem continuar como vêm ocorrendo hoje em dia.

“Mesmo naqueles projetos em que o governo tem dado incentivo com a redução dos impostos, não há um controle social sobre as não demissões”, pontua.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, acredita que se o superávit primário tivesse sido investido na economia, o Brasil já teria recuperado o fortalecimento da indústria nacional.

 

 

brasildefato

Centrais sindicais definem manifesto para Marcha a Brasília

Reunião das Centrais e Movimentos Sociais definem Agenda de Lutas 2013
Reunião das Centrais e Movimentos Sociais definem Agenda de Lutas 2013

As centrais sindicais aprovaram nesta sexta-feira (8) um manifesto político que será apresentado durante a 7ª Marcha a Brasília, marcada para dia 6 de Março na capital federal. Os dirigentes presentes na reunião, na sede da Foça Sindical, em São Paulo (SP), também aprovaram a pauta de reivindicação e os materiais de divulgação.

Em pauta na reunião preparatória da Marcha das Centrais Sindicais e movimentos sociais a redução da jornada de trabalho para 40h semanais; os 10% do PIB para a educação; a luta pelo fim do fator previdenciário; a reforma agrária e a luta pelo desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda.

A pauta de reivindicações está sendo proposta com as mesmas bases da Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que ocorreu em 2010.

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Estiveram presentes dirigentes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Central Única de Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Entre os materiais aprovados estão um jornal e um cartaz. O texto do manifesto conjunto deverá ser divulgado em breve. As bandeiras aprovadas na reunião constarão do cartaz que será distribuído pelos sindicatos no Brasil inteiro. No cartaz sobre a “Marcha das centrais sindicais e movimentos sociais – Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho” são citadas as seguintes bandeiras de luta:


Cartaz aprovado para a Marcha / divulgação CTB

O manifesto e as bandeiras de luta deverão ser entregues para a presidenta Dilma Rousseff, na data da manifestação.

Deborah Moreira
Da redação do Vermelho

Centrais sindicais convocam marcha a Brasília para o dia 6 de março

Reunião realizada nesta quarta-feira com os representantes das seis centraisFoto: Reprodução/CUT
Reunião realizada nesta quarta-feira com os representantes das seis centrais
Foto: Reprodução/CUT

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT vão somar energias para mobilizar dezenas de milhares de pessoas até a Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF), no dia 6 de março, “em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho”.

Reunidos na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na tarde desta quarta-feira (23), na capital paulista, dirigentes das seis centrais reiteraram a importância do sindicalismo brasileiro estar unificado para que retome o seu protagonismo e exerça pressão sobre o governo e o Congresso pela retomada do investimento público e em defesa da indústria nacional, fortalecendo o mercado interno e garantindo contrapartidas sociais.

“Fizemos uma análise econômica do momento e isso nos levou a uma pauta que aponta para a retomada do crescimento, com mais e melhores salários e empregos, garantindo e ampliando direitos”, explicou o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, que coordenou a reunião.

Entre as bandeiras do movimento, ressaltou o líder cutista, estão a redução da jornada para 40 horas semanais – que segundo estudos do Dieese tem potencial para gerar mais de dois milhões de empregos –; o fim do Fator Previdenciário; a reforma agrária – com o assentamento de 200 mil famílias; 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação; 10% do PIB para a saúde; a regulamentação da Convenção 151 da OIT – que garante a negociação coletiva no serviço público; a ratificação da Convenção 158 – que combate a demissão imotivada – e a valorização dos trabalhadores aposentados e pensionistas.

“É uma pauta social, com bandeiras amplas, que soma trabalhadores da cidade e do campo, estudantes e idosos pelo desenvolvimento com valorização do trabalho. Desde agora, nós vamos mobilizar nossa militância para encher a Esplanada, para entupir o Planalto”, sublinhou Sérgio Nobre. Frente à retração do PIB e ao agravamento da crise internacional, o cutista destacou a importância de que cada entidade jogue pesado, com a consciência do que está em jogo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que realizará seu Congresso na capital federal entre os dias 4 e 8 de março, também vai se somar à marcha, fortalecendo a luta pela reforma agrária e em defesa da agricultura familiar.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “esta retomada da unidade de ação, com reivindicações unitárias, amplia a pressão pelo atendimento da nossa pauta, que cobra mais atenção à produção e que quer mais investimento em políticas públicas”. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, um dos problemas a serem resolvidos é o da desoneração, que acaba repercutindo negativamente na Previdência. “O fato é que quem mais demitiu foi, infelizmente, o mais beneficiado pela política de desoneração”, criticou.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGT), Ubiraci Dantas de Oliveira, lembrou a recente reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), onde foi debatido o baixo crescimento econômico do país e a necessidade de acabar com o superávit primário, “recursos que são drenados do Orçamento para a especulação”. “A queda do PIB se deve à paralisia do investimento público, dos cortes nos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da queda dos investimentos do BNDES. O Brasil não pode seguir neste rumo”, ressaltou Bira, acreditando que “a marcha vai dar grande contribuição à luta pelo desenvolvimento nacional”.

“É necessário exigir que o governo apresse o passo na luta contra a crise e para isso vai ser preciso fazer mudanças na política macroeconômica, que tem se revelado um grave obstáculo à valorização do trabalho”, defendeu o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, para quem “é hora do país iniciar um novo rumo, em direção a um projeto de desenvolvimento duradouro, que privilegie a produção, a geração de empregos e não a especulação”. “Estamos às vésperas de uma batalha política estratégica onde precisamos cobrar nossa fatia do bolo, daí a importância desta articulação mais ampla”, acrescentou o presidente da CTB Bahia, Adilson Araújo.

Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, “a marcha será fundamental para imprimir mudanças importantes, pautas comprometidas com o desenvolvimento mas que não foram cumpridas”. “Precisamos dar visibilidade às reivindicações dos trabalhadores. Queremos um Brasil de inclusão, com trabalho decente, com mais investimento em saúde e educação”, acrescentou.

Na avaliação do presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos, o fundamental é convocar a sociedade para que participe da marcha, “mostrando ao governo brasileiro que não estamos satisfeitos”. “Nossas bandeiras são as da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), defendem o desenvolvimento do país com valorização do trabalho e distribuição de renda. Só não interessam aos que estão ganhando com a crise”, frisou.

 

 

brasildefato.

Centrais sindicais vão a Brasília cobrar fim do fator previdenciário ainda este ano

Pedido de audiência com presidenta Dilma Rousseff será protocolado no Palácio do Planalto nesta terça-feira. Deputados podem impedir votação do orçamento de 2013 para pressionar pela aprovação

Centrais sindicais vão a Brasília cobrar fim do fator previdenciário ainda este ano Os dirigentes consideram que questões importantes deixaram de ser avaliadas pelo governo ao tomar a decisão sobre o tema (Foto: Roberto Parizotti. CUT)

São Paulo – Representantes das cinco maiores centrais sindicais do país anunciaram nessa segunda (3) que irão amanhã a Brasília para protocolar junto ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff para discutir a votação do Projeto de Lei 3.299, de 2008, que dá fim ao fator previdenciário.

A decisão foi tomada depois que o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), deixou claro que o Executivo não tem ideia de colocar em apreciação este ano a criação de uma nova fórmula de cálculo da aposentadoria. “Estamos indo falar com a presidenta porque temos certeza que algumas informações importantes não foram avaliadas”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

As centrais propõem que seja aprovada a emenda substitutiva do deputado Pepe Vargas, atualmente ministro do Desenvolvimento Agrário, que exclui a incidência do fator previdenciário quando a soma do tempo de contribuição e da idade do segurando não atingir 85 ou 95 anos. A emenda sugere a adoção de um redutor de 2% para cada ano que faltar até atingir a fórmula e um acréscimo da mesma porcentagem para cada ano que o trabalhador permanecer na ativa após cumprir a idade e o tempo mínimo de contribuição.

A entrevista coletiva em São Paulo marcou a retomada da agenda conjunta entre as principais centrais do país. Estiveram reunidos dirigentes da CUT, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Força Sindical.

O presidente da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, avalia que o governo teme, entre outras coisas, que depois de aprovado o projeto ocorra uma corrida de aposentados a fóruns trabalhistas que queiram recuperar suas perdas. Na visão do dirigente, caso a reivindicação não seja aceita, um grupo de deputados pode tentar obstruir a votação.

Os sindicalistas, no entanto, afirmaram que não se oporiam à inserção de um artigo na lei que vete a judicialização. Mas eles mesmos admitem que o Poder Judiciário tende a considerar a cláusula inconstitucional e ficar ao lado dos aposentados que se sentirem lesados.

“Nós, das centrais sindicais, vamos orientar nossos sindicatos a que, feito um acordo, que as centrais sindicais defendem, nós não tenhamos ações judiciais orientadas pelos nossos sindicatos. Lógico, o Brasil permite que qualquer cidadão, qualquer trabalhador busque seus direito na Justiça a qualquer momento, mas essa é outra relação. Do ponto de vista político, não vamos judicializar essa discussão”, afirma Freitas.

Os sindicalistas lembraram que o projeto que ficou conhecido como 85/95 não atende totalmente às expectativas das centrais, que querem o fim do fator, mas que a nova fórmula diminui as perdas dos trabalhadores por isso ela há concesso sobre sua aprovação. O texto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), propõe que as mulheres possam se aposentar quando a soma de idade com tempo de contribuição chegue a 85 anos, e os homens quando esta soma resulte em 95 anos. Atualmente, as perdas de trabalhadores que se aposentam antes da idade mínimo pode chegar a 40% do valor da aposentadoria. Com a nova fórmula, ela não passaria de 9% ao ano, segundo o cálculo das entidades sindicais.

Gilele Brito, da Rede Brasil Atual

País continua com cinco centrais sindicais reconhecidas formalmente

Cinco centrais sindicais receberam nessa terça (6) do Ministério do Trabalho seus certificados de representatividade, conforme determina a Lei 11.648, de 2008, que estabeleceu regras para o reconhecimento formal das centrais – até então, essas entidades não faziam parte da estrutura sindical brasileira. Pela ordem, são reconhecidas Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).

Pela lei, as centrais devem ter pelo menos 100 sindicatos distribuídos nas cinco regiões. Em três delas, deve haver no mínimo 20 sindicatos filiados. Também é obrigatório ter filiação de entidades em ao menos cinco setores de atividade econômica. E os sindicatos filiados devem representar pelo menos 7% dos trabalhadores sindicalizados no país.

Além da entrega dos certificados, também começou a funcionar o grupo de trabalho, criado em agosto e intitulado GT Aferição, que irá verificar os dados de representatividade deste ano. Esse grupo terá participação de representantes do Dieese, das cinco centrais reconhecidas e o próprio MTE, como coordenador. Outras entidades participarão como observadoras.

Três centrais pleiteiam o reconhecimento formal. A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), que já esteve no grupo, mas perdeu essa condição após uma divisão no comando da entidade, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), dirigida pelo ex-presidente da própria CGTB, e a Central Sindical e Popular-Conlutas (CSP-Conlutas).

redebrasilatual

Dirigentes das centrais sindicais selam apoio a Haddad

 

(Foto: PT-SP)

Dirigentes das principais centrais sindicais preparam um ato público na quarta-feira (17), às 12h, para oficializar o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições, em São Paulo (SP). O evento contará com a presença do ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ), contrariando decisão do PDT de São Paulo, que declarou apoio ao tucano José Serra.

Uma reunião foi realizada na tarde desta quinta-feira (11) para definir os detalhes do ato, que acontecerá no Sindicato dos Eletricitários, na Liberdade, centro da capital, e terá presença do próprio Haddad e de sua vice, Nádia Campeão (PCdoB-SP).

Nádia também participou das negociações, na tarde de hoje, além dos presidentes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes; da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas; representantes da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral de Trabalhadores (UGT), como o secretário-geral Francisco Canindé Pegado do Nascimento, e o também secretário-geral, João Carlos Gonçalves, o Juruna, da Força Sindical –  que tem como presidente Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que foi candidato a prefeito pelo PDT no primeiro turno.

Os sindicalistas consideram José Serra e o PSDB inimigos da classe trabalhadora. Entre outras questões, foi no governo Fernando Henrique Cardoso que foi aprovado o Fator Previdenciário (em 1999), Lei Nº 9.876, com o objetivo de reduzir o valor dos benefícios previdenciários, no momento de sua concessão, de maneira inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado. Quanto menor a idade de aposentadoria, maior o redutor e, consequentemente, menor o valor do benefício. Para eles, eleger Serra significa fortalecer uma perspectiva neoliberal.

A grande maioria dos sindicalistas paulistanos apoia Haddad por ser o candidato que mais representa os interesses dos trabalhadores.

Deborah Moreira
Da redação do Vermelho