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REAÇÃO: Ruy diz que PSDB não vai ceder a pressões do PSB e avisa que não irá alterar calendário da sigla

ruy carneiro“Ninguém admite que um vizinho, aliado ou até amigo venha dar ordens em sua casa”, argumenta o Presidente do PSDB. “Se nem no momento em que precisam aglutinar forças e buscar pontos de convergência, eles respeitam os partidos aliados, quando vão respeitar? Pelo que se ouviu e leu, parece até que não estão buscando aliados, mas juntando uma claque”.

O deputado Ruy Carneiro insiste em que o PSDB tem consciência de sua responsabilidade no processo eleitoral diante da Paraíba. “Nossa preocupação não é aparecer numa foto, mas fazer o que acharmos melhor para o futuro da Paraíba”.

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O Ultimato – Edvaldo Rosas estabeleceu até o dia 22 de março para os aliados se definirem pela manutenção ou não da aliança, se vão seguir o projeto do PSB, que é a reeleição do governador Ricardo Coutinho.

Ele informou ainda que neste dia, o partido promoverá um grande debate com todos os partidos que têm o interesse em manter a aliança formalizada em 2010. Ele espera ainda que o PSDB, principal aliado do governo, se decida se vai permanecer.

Segundo Rosas, os partidos da base governistas deverão fazer uma avaliação do governo, apresentar as sugestões que esses partidos e lideranças têm para a Paraíba do Futuro II, ou seja, para o segundo governo de Ricardo Coutinho.

PBAgora

Cacique do PMDB não descarta uma aliança da sigla com Cássio e Santiago

roberto paulinoO ex-governador Roberto Paulino (PMDB) declarou neste final de semana que o nome do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) é consenso na oposição para disputar o Governo do Estado e disse que não acreditar em rompimento entre o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB).

Durante entrevista ao programa ‘Debate Livre’, da Rádio Rural, no último sábado (40, o vice-presidente do vice-presidente do PMDB, avaliou o quadro eleitoral ao ser questionado ser questionado sobre as especulações de uma possível aliança do seu partido com o tucano para a disputa eleitoral.

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Roberto Paulino não chegou a descartar a composição, mas declarou que a prioridade do PMDB agora é trabalhar a pré-candidatura de Veneziano Vital do Rêgo.

Ainda durante a participação no programa radiofônico, Roberto Paulino disse que ainda trabalha na expectativa de ter o ex-senador Wilson Santiago (PTB) aliado ao PMDB e inclusive disputando espaços na chapa majoritária.

Roberto Targino 

com informações de Rudney Araújo, em Guarabira 

Parlamentar diz que deixará PMDB e revela que vem sofrendo perseguição na sigla

irae-lucenaA deputada estadual Iraê Lucena afirmou durante entrevista, que irá deixar o PMDB. A parlamentar explicou que já está analisando a questão político/partidária e que é só questão de tempo para deixar a legenda peemedebista.

“Eu ainda estou analisando essa questão político/partidária e, em um momento oportuno, poderei deixar o Partido… Eu já recebi vários convites para me filiar a outros partidos e num momento certo vocês vão ficar sabendo”, destacou a deputada.

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Iraê relatou que há tempos seu espaço dentro do PMDB está sendo ‘tolhido’.

“Há dois anos atrás desde as eleições que meu espaço dentro do PMDB está sendo tolhido. Primeiramente durante a eleição de 2010 vários prefeitos que votavam comigo foram retirados para dar apoio a outros candidatos que não eram do PMDB. Então isso pra mim eu já estava sofrendo dentro do meu próprio partido. Realmente eu não estou me sentindo à vontade”, frisou a deputada Iraê Lucena.

Paraíba Já

Fundador do PT na PB deixa sigla e se filia ao PSB de RC

walterUm dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, Walter Aguiar, oficializou nesta quinta-feira (28) a saída do PT e anunciou sua filiação ao PSB.

“Estou indo para o PSB ajudar a elaborar políticas de forma mais direta para a construção de um novo tempo na Paraíba”, disse o ex-petista. Secretário Executivo de Turismo do Estado, Walter já foi secretário Chefe de Governo na gestão de Ricardo coutinho.

Desde as eleições de 2010, Aguiar não seguia a decisão eleitoral do partido e estava licenciado da legenda para acompanhar as eleições ao lado dos socialistas.

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Nas eleições estauais, ele apoiou Ricardo Coutinho (PSB), mesmo o PT compondo a chapa encabeçada pelo PMDB, guando indicou a vice. Em 2012, Walter apoiou a candidatura de Estela Bezerra (PSB) contra a candidatura de Luciano Cartaxo (PT).

MaisPB com Luís Torres

FHC diz que PT faz picuinha ao celebrar 10 anos da sigla na Presidência

fhcO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta terça-feira, 19, a comemoração organizada pelo PT ao completar dez anos no governo federal e disse que os petistas fazem “picuinha” ao criticar a gestão tucana no País (1995-2002). Em um vídeo publicado no site Observador Político, mantido pelo Instituto FHC, o ex-presidente diz que mudou “o rumo do Brasil” e que seus sucessores não reconhecem os avanços de seu governo.

“Uma coisa engraçada é o modo de o PT comemorar. Em vez de ficar satisfeito com o que fez, não: ficam falando o que o outro não fez. Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado”, afirma FHC, na gravação.

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O PT realiza nesta quarta-feira, 20, em São Paulo, um evento para celebrar seus dez anos à frente do governo federal. São esperados discursos que defendem as políticas públicas adotadas pela sigla, em comparação com marcas alcançadas no governo FHC.

O ex-presidente tucano diz no vídeo que reconhece avanços do governo do PT, mas ataca falhas nas administrações de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014). “Eu sei reconhecer o que no passado se fez de bom no Brasil. Cada vez que o PT acerta, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobrás, atrapalha a Eletrobrás. Aí, complica. Complica não é a mim, complica o Brasil.”

FHC também diz que está maduro o suficiente para “deixar para lá” as críticas de seus adversários. “A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando pra trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha”, afirma.

Veja a íntegra da fala de FHC:

“Uma coisa engraçada é o modo de o PT comemorar. Em vez de ficar satisfeito com o que fez, não, ficam falando o que o outro não fez. E esquecem… Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado. Mas eu sei reconhecer o que no passado se fez de bom no Brasil. E cada vez que o PT acerta, meu Deus, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobras, atrapalha a Eletrobras. Aí, complica. Complica não é a mim, complica o Brasil. Mas é curioso. A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando pra trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha. Meu Deus. Ainda bem que eu já estou maduro o suficiente para deixar para lá. Eles são assim mesmo. O que eu vou fazer? Preferiria que eles fossem mais espontâneos, mais felizes com o que estão fazendo e com o que o Brasil está fazendo. Mas cada um tem seu jeito. Deixa lá”.

 

MaisPB com Estadão

“Pretos, pobres e periféricos (3 P’s): essa é a sigla da nossa política de extermínio”

São Paulo – Adalton José Marques, mestre em Antropologia Social e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), acompanha de perto os problemas de segurança pública, bem como as relações entre presos, tema de seu mestrado. Em entrevista à Carta Maior, ele defende que muitos dos problemas vividos hoje na segurança pública de São Paulo são resultantes da postura conservadora e maniqueísta presente na atual política do Estado. Em São Paulo, este cenário se agrava consideravelmente, segundo ele, em função do fato de que a gestão tucana impele sua polícia militar a agir energicamente com um alvo bem definido: “a população precarizada das periferias e subúrbios”.

O professor destaca também a submissão da mídia aos governos estadual e municipal. Em suas palavras, a mídia “corrobora os passos do governo e não cobre a divergência que parte das periferias”. Adalton Marques problematiza uma versão que esta mesma mídia reproduziu nos últimos meses. Para ele, a proximidade entre crime e forças do Estado não são pontuais. A soma de injustiças e excessos no castigo aos presos fez emergir comandos vários, inclusive o PCC, no que ele chamou de frágil equilíbrio, efeito dos múltiplos conflitos e relações entre crime e Estado.

Carta MaiorMuito se fala de um equilíbrio precário entre o poder do Estado e o poder do crime organizado. Já foi falado sobre um racha no próprio comando de duas frentes. Indo um pouco mais além, como você vê o equilíbrio no próprio interior do PCC?
Adalton Marques – Em São Paulo, ao menos nos últimos 40 anos, as relações entre o “crime” e as forças de segurança do Estado foram marcadas por acordos entre as partes, ainda que relativamente frágeis. Milhares de pequenos ou grandes “acertos” foram decisivos na definição sobre quais negócios criminosos ganhariam terreno e quais conheceriam o seu fim, sobre quem ganharia maiores margens no dia a dia e quem conheceria a prisão ou seria morto. Sabe-se bem que isso não é um grande segredo.

Na prisão, milhares de pequenas ou grandes “injustiças” foram cometidas entre os próprios presos, fomentadas pelas vendas de cela e de “jega” (cama), extorsões a familiares, estupros contra presos e familiares, opressões aos “presos humildes”, além da expansão do crack nos anos 1990. Na outra ponta, são milhares de pequenas e grandes “injustiças” cometidas pelo Estado contra os presos. O afã estatal pela “correção” do preso, ou pela sua “reeducação”, como se diz hoje, sempre foi o disparador de “injustiças” infinitesimais que deram cores predominantemente de sangue e cheiros predominantemente de morte ao plano penitenciário ideal no Brasil. A história do excesso dos castigos, das constantes suplementações da pena, é por demais conhecida.

Contra essa dupla fonte de “injustiças” da prisão surgiu o PCC, transformando em eixos políticos alguns enunciados que animavam as resistências nas prisões desde pelo menos os anos 1970. O primeiro eixo, “paz entre os ladrões”, contra as opressões perpetradas entre os próprios presos. O segundo, “quebrar cadeia” (almejar constantemente a “liberdade”) e “bater de frente com a polícia” (marcar “oposição” às forças estatais), contra as opressões perpetradas pelo Estado. Esses dois eixos vão remarcar as alianças que constituem o “crime” (inclusive com o surgimento de “comandos” contra o PCC), elevar o confronto com as forças estatais a um patamar inédito e introduzir novas disposições na reflexão sobre o “certo” e o “errado” no “crime”.

Os equilíbrios constituídos nesse campo de batalhas são efeitos precários de múltiplos conflitos. É para eles que devemos voltar os nossos olhos, atentos para perceber o ponto em que um aumento quantitativo já se tornou uma diferenciação qualitativa – como aquelas que se processaram com a criação da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), com o surgimento do PCC, com a sua revisão de princípios após a expulsão de Geleião e Cézinha, com a legalização do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com a Megarrebelião de 2001, com os Ataques de 2006.

CMEm seu trabalho de mestrado, notamos, sobretudo, suas considerações sobre as posturas do Estado desde 1995. Com que razão o Estado age no enfrentamento da situação que vemos hoje na periferia?
AM – Imagino que você esteja se referindo às considerações que fiz sobre a intensificação sem precedentes da política de encarceramento no estado de São Paulo, iniciada com o governo Mário Covas, e sobre a criação do RDD [Regime Disciplinar Diferenciado], tecnologia punitiva que não manifesta em sua carta de princípios a intenção de transformar os indivíduos a ela submetidos. Essa reflexão tenta desdobrar um poderoso diagnóstico realizado por Gilles Deleuze sobre as sociedades de controle, que pode nos ajudar a afinar a crítica contra o estado de coisas intoleráveis que estamos vivendo. Diz-nos esse filósofo que a “explosão dos guetos e favelas” é um dos problemas políticos a serem enfrentados por essas sociedades tendo em vista uma disposição que permanece intacta apesar das mutações do capitalismo: “a extrema miséria de três quartos da humanidade”.

Lidar com essas multidões, “pobres demais para a dívida, numerosas demais para o confinamento”, é uma das tarefas atuais do Estado. Como se sabe, é uma questão de segurança, que tomou contornos bastante distintos em nossas paragens, ao sul da Linha do Equador, em relação àquelas “sociedades avançadas do Ocidente capitalista” apontadas por Loïc Wacquant. Nestas, o remédio para o abandono da função de bem-estar social vem sendo a priorização da gestão penal dos pobres.

No Brasil, contra os pobres que não entrarem no mercado informal, que não aplacarem suas frustrações e aguardarem a assistência ou que não investirem todas as suas forças em suas próprias qualificações profissionais (um caminho aberto para poucos), ou seja, aqueles que “entrarem para o crime”, a política de segurança reserva duas medidas: alternar os dias da vida entre a prisão e as ruas ou ser eliminado pela polícia, por grupos de extermínio ou por outros “bandidos”.

Nosso “atira primeiro, pergunta depois” sempre foi a marca da nossa polícia, antes e após o nosso neoliberalismo tupiniquim, e sempre teve como alvo privilegiado “pretos”, “pobres”, “periféricos” (3 p’s: essa é a sigla da nossa política de extermínio). A conjuntura paulista intensifica ainda mais essa desgraça. O governo do PSDB, repetindo o erro que se especializou em cometer, finge não existir o “comando” que “bate de frente com a polícia” através de uma guerrilha descontínua. Mas esse fingimento, todos sabem, é um cálculo eleitoral. O contra-ataque da segurança pública paulista é enérgico e tem alvo. Impele as forças policiais (que na verdade, em sua maioria, são preenchidas pela mesma população precarizada das periferias e subúrbios) para as “quebradas”, e a palavra de ordem é “dar o troco”.

CMDe que forma você enxerga os acontecimentos de extermínio na periferia desde maio deste ano (média de 11 mortos por dia)?
AM – São intoleráveis. Estão claramente ligados à “guerra” entre “ladrões” e polícia, bem como aos grupos de extermínio que aterrorizam as periferias, apesar de o governo negar a existência de relação entre as dezenas de execuções que vêm se somando. Nessa conta somam-se criminosos, policiais e civis assassinados. Estes últimos, em esmagadora maioria, são “trabalhadores”, “pobres”, moradores de periferia, confundidos e/ou associados com “bandidos”, seja pelo modo como “gingam” (têm “estilo de maloqueiro”), pelas roupas que usam (têm “estilo PCC”), pela cor “preta” ou “parda” de suas peles (têm a “cor da criminalidade”), e claro, pelas “quebradas” em que transitam (andam por onde passa o “crime”).

CMNa própria periferia há respostas diversas sobre os responsáveis pelos ataques e assassinatos. Esse tipo de conduta (extermínio, toques de recolher etc.) são características que podem denunciar o responsável?
AM – Há muitos acontecimentos em jogo e a periferia não emite uma resposta em uníssono. Pelos cantos que atravesso se fala de acontecimentos que envolvem “ladrões”, policiais em serviço e grupos de extermínio. Também se fala de acontecimentos forjados. É uma “guerra”, dizem.

CMO que você acha da cobertura midiática sobre o assunto? Ela toca em informações cruciais ou peca por não o fazer?
AM – A grande mídia paulista é majoritariamente peessedebista. Corrobora os passos do governo. Não cobre a divergência que parte das periferias. A grande mídia é submissa ao governo. (Devo marcar exceção à cobertura dos jornalistas André Caramante e Bruno Paes Manso, apesar de compreender diferentemente – política e conceitualmente – alguns acontecimentos apresentados em suas matérias).

cartamaior