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Sífilis congênita: Paraíba possui taxas menores que o Brasil e o Nordeste

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou boletim epidemiológico da sífilis, nesta sexta-feira (28), segundo o qual a Paraíba tem taxas menores que o Brasil e o Nordeste em casos de sífilis congênita (em bebês). Enquanto no Brasil, no ano de 2018, a incidência de sífilis congênita era de 9,6 casos por 1.000 nascidos vivos, no Nordeste era 9,0 e na Paraíba, 6,7. No entanto, houve aumento no número de casos no ano de 2019, quando as taxas foram 7,4 casos. A sífilis congênita é uma das três fases da doença, tendo também a adquirida – na população em geral e em gestantes.

Crianças que nascem com sífilis ficam com sequelas graves para o resto da vida. “A infecção pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Ainda há outras consequências da sífilis congênita, a exemplo de cegueira, surdez, problemas cardíacos, neurológicos, na dentição, na fala, entre outras”, disse a chefe do Núcleo de IST/Aids, Joanna Ramalho.

Joanna explica que a sífilis congênita é transmitida da mãe para o filho. “Por isso, a maior estratégia da SES é junto às gestantes que devem fazer o pré-natal na Atenção Básica (AB), e logo na primeira consulta é feito o exame rápido (15 minutos), que detecta a doença. Caso dê positivo, o tratamento é iniciado, imediatamente, com penicilina, na própria AB”, explicou.

Em 2019, na Paraíba, observou-se uma taxa de detecção de 17,1% de casos de sífilis em gestantes, para cada 1.000 nascidos vivos (3% superior a taxa observada no ano anterior).

Ainda de acordo com o boletim, quando analisada a idade gestacional de detecção de sífilis em gestante, observou-se que, em 2019, a maior proporção das mulheres (43,1%) foi diagnosticada no terceiro trimestre; 21,45% representaram diagnósticos no segundo trimestre e 26,7% no primeiro trimestre. “Este é um dado preocupante já que o desejável é a realização dessa detecção, o mais precoce possível, ao iniciar o pré-natal”, falou.

Em relação à sífilis adquirida, em 2019, foram notificados 1.923 casos. A 1ª Região de Saúde é a que concentra o maior percentual, com mais de 70%, sendo João Pessoa, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo com o maior número de casos. A faixa etária com a maior taxa de detecção de sífilis adquirida é entre 20 a 39 anos e mais de 68% dos casos são do sexo masculino.

“Vivemos uma epidemia de sífilis, em todo país. Daí a necessidade de estar sempre monitorando e tratando. É bom lembrar que se trata de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), de fácil transmissão, mas que pode ser evitada com o uso de preservativo”, ressaltou.

De acordo com Joanna Ramalho, a SES já desenvolve uma política em relação à sífilis, em todas as suas fases, que vai desde a distribuição de preservativos; o diálogo com profissionais de saúde da AB, para atuarem no sentido do diagnóstico precoce da doença e a distribuição e treinamento de teste rápido junto aos municípios.

Confira o boletim

Secom-PB

 

 

Paraíba registra mais de 500 casos de sífilis em 2016, diz Secretaria de Saúde

(Foto: Ivomar Gomes/Secom-JP)
(Foto: Ivomar Gomes/Secom-JP)

Foram confirmados 514 casos de sífilis congênita e em gestantes no ano de 2016 na Paraíba, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Até 7 de novembro de 2016, foram confirmados 311 casos de sífilis em gestantes, menos que em todo o ano de 2015, quando foram registrados 421 casos.

Se a incidência permanecer nesta média até o fim do ano, 2016 deve ter a menor quantidade de casos de sífilis desde 2011, último ano em que a Atenção Básica não disponibilizou o teste rápido para detectar a doença, com 306 registros.

Apesar disso, a pasta mantém o alerta em todo o estado diante da epidemia que o país enfrenta. “A gente não pode relaxar. A sífilis é uma doença com a qual se tem que se ter muita cautela. Se a população não usar preservativo, esses números podem multiplicar”, disse a chefe do Núcleo de DST/Aids da SES, Joanna Ramalho.

Em relação aos casos congênitos, a SES contabilizou 203 casos em 2016 e 341 no ano passado. Para Joanna Ramalho, essa diminuição é um reflexo do diagnóstico precoce da doença nas mães, que leva ao tratamento oportuno das gestantes e de seus parceiros, evitando a sífilis congênita.

“A SES avalia essa diminuição em decorrência de um trabalho de sensibilização que está sendo feito aqui no estado para o enfrentamento da sífilis, através de diálogos com os gestores e profissionais de saúde, campanhas para que a população use camisinha nas relações sexuais, seminários, palestras, tudo que leve informação para a população temos feito nos últimos anos”, comentou Joanna.

Esses não são os dados reais, mas são os oficiais”
Joanna Ramalho, chefe do Núcleo de DST/Aids da SES

Ainda assim, a SES não descarta a possibilidade de haver subnotificação da doença. “É um sistema de informação, então a gente sempre trabalha com a questão da subnotificação. Esses não são os dados reais, mas são os oficiais”, declarou Joanna Ramalho. A notificação compulsória para casos de sífilis congênita e em gestantes começou em 2007.

Tratamento na rede municipal
A competência para o tratamento da sífilis na rede pública é municipal. A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS) informou que está desenvolvendo estratégias para o controle da sífilis em João Pessoa, investigando os casos e intensificando as ações de prevenção nos serviços da rede municipal de saúde.

O tratamento para a sífilis é feito com a penicilina benzatina, mas recomenda-se procurar um profissional de saúde para diagnóstico correto e tratamento adequado, dependendo de cada estágio. Se a criança nascer com sífilis congênita, ela deve ficar internada para tratamento por 10 dias, necessitando realizar uma série de exames antes de receber alta.

De acordo com a coordenadora da Seção de DST/Aids da SMS, Clarice Pires, os casos de sífilis vêm crescendo no país devido à falta de penicilina no país, mas alguns grupos têm o tratamento priorizado. “A prioridade para a realização do tratamento na rede pública está sendo para as gestantes e seus parceiros sexuais para evitar a transmissão da sífilis congênita para o bebê”, explicou.

Em João Pessoa, a testagem rápida para sífilis são realizadas nas Unidades de Saúde da Família (USF) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) Jaguaribe. Já para o tratamento da doença, as referências são: Instituto Cândida Vargas (ICV), Cais Cristo, UPA Oceania e UPA Célio Pires de Sá, no Valentina Figueiredo.

G1 PB

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Casos de sífilis voltam a aumentar no Brasil

sifilisDados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que os casos de sífilis adquirida (em adultos) aumentaram 32,7% no Brasil no período de 2014 a 2015. Entre gestantes, o crescimento foi de 20,9%, enquanto as infecções por sífilis congênita (transmitida pela mãe ao bebê) subiram 19% no mesmo período.

“O que caracteriza uma epidemia é quando se tem um aumento no número de casos num determinado período de tempo. A sífilis não vinha num patamar de eliminação, mas seguia estável e, de repente, surgiu um maior número de casos”, disse a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Ela lembrou que a sífilis é uma doença de notificação compulsória – qualquer caso deve ser obrigatoriamente notificado. O que tem se observado nos últimos cinco anos, segundo Adele, é um crescimento do número de casos dessas três notificações, inclusive da congênita.

Sintomas

De acordo com a especialista, a sífilis no adulto tem sinais específicos, mas também há um período de latência considerável. O quadro sintomático inicia com uma ferida que, nos homens, é bem aparente, não dói e pode desaparecer num período de sete a dez dias. Nas mulheres, a ferida pode surgir na genitália interna e passar desapercebida.

“A manifestação, nesses casos, fica em latência e o quadro se torna de sífilis terciária. Quando há evolução de mais de dez anos, a doença destrói tecidos como coração, cérebro e ossos”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Já na sífilis congênita, o período de evolução é bem mais curto. Durante a gestação, a doença pode causar aborto, malformações ósseas e manifestações na pele, além da morte do recém-nascido.

“Se a gestante é tratada adequadamente no primeiro e até no segundo trimestre, o bebê também é tratado, mesmo intra útero. É uma doença bacteriana que tem cura. A grande questão é a busca do diagnóstico e do tratamento”, destacou Adele.

Epidemia de múltiplas causas

Para a diretora, a epidemia de sífilis no Brasil é decorrente de “múltiplas causas”, como a queda no uso do preservativo – sobretudo entre pessoas de 20 a 24 anos, faixa etária onde comumente se registra maior atividade sexual e sem parceria fixa.

“Estamos recomendando o uso do preservativo masculino e feminino, em alguns estados, durante a gestação, não apenas por conta de infecções sexualmente transmissíveis, mas também para evitar o vírus Zika. Recomendamos o uso não só para gestantes como para toda a população adulta.”

Outra questão envolve o acesso à penicilina, principal medicamento utilizado no tratamento da sífilis. Os problemas, no Brasil, começaram no ano passado, com o desabastecimento de matéria-prima, mas o ministério garante que o estoque foi reposto por meio da importação da droga.

“Esta semana, fizemos um novo levantamento e todos os estados estão abastecidos até abril do ano que vem, com reserva”, disse Adele.

A resistência de profissionais da enfermagem em aplicar a penicilina na atenção básica também pesa nos números da epidemia de sífilis no país – principalmente nos casos de sífilis em gestantes e, consequentemente, de sífilis congênita. Isso porque há um risco, ainda que pequeno, de choque anafilático no paciente.

“É preciso que todos se engajem no sentido de detectar um caso, principalmente na gravidez, e iniciar imediatamente o tratamento. Com uma única dose, conseguimos reduzir a taxa de transmissibilidade da mãe para o bebê em quase 90%”, disse. “Não há porque temer aplicar a penicilina na gravidez. A alergia à penicilina é um episódio raro”.

Agência Brasil

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Paraíba tem quase 4 mil casos de sífilis em cinco anos

exameA Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Operacional das DSTs/Aids/Hepatites Virais, registrou 2.230 casos de sífilis em gestante e 1.382 casos de sífilis congênita na Paraíba no período de 2011 até a 39ª semana epidemiológica de 2016. Em ambos os tipos, observa-se um aumento na taxa de detecção ao longo dos anos, salientando a importância do cuidado constante e da vigilância nos serviços de saúde.

Na Paraíba, observa-se que o aumento do número de notificações de casos de sífilis congênita e sífilis em gestante se deu em virtude do fortalecimento dos serviços de pré-natal, por meio da Rede Cegonha.

“Em 2011 o Governo Federal lançou a Rede Cegonha como estratégia para assegurar à mulher e à criança o direito à atenção humanizada durante o pré-natal, o parto e o pós-parto, bem como garantir às crianças o direito ao nascimento seguro e crescimento saudável. A implantação dos testes rápidos para triagem da sífilis na atenção básica surgiu com o intuito de promover um diagnóstico precoce da sífilis em gestante, reduzindo, assim, as taxas da transmissão vertical da sífilis congênita, bem como a redução de óbitos materno-infantis evitáveis”, informou a gerente operacional das DSTs/Aids/Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena.

Sífilis em gestantes – Na Paraíba, entre os 2.230 casos confirmados de sífilis em gestante (2011 a 39ª semana epidemiológica em 2016), a taxa de detecção aumentou, passando de 5,2 em 2011 para 7,2 em 2015. Em 2016, foram notificados 291 casos, ou seja, 7,8 por 1.000 nascidos vivos.

Os municípios com maiores números de casos notificados no ano de 2014 foram João Pessoa e Campina Grande (em média de 50 a 62 casos por município), seguido de Cabedelo (com 30 a 50 casos), e Cajazeiras, Santa Rita e Bayeux (com 10 a 30 casos por município).

“Apesar da ampliação do diagnóstico, a maioria dos casos continua sendo detectada tardiamente. Observamos que entre 2011 e 2016 teve uma predominância do diagnóstico entre 2º e o 3º trimestre, ocorrendo em 76,5% dos casos. Em 2016, tivemos 21% dos casos notificados no primeiro trimestre de gestação, 24,4% no segundo e 45,0% no terceiro trimestre”, alertou Ivoneide.

A penicilina G Benzatina é a única terapia que tem eficácia no tratamento de gestantes com sífilis e na prevenção da transmissão vertical da sífilis congênita. O boletim mostra que, na Paraíba, nos anos de 2011 a 2016, 82,1% das gestantes foram tratadas com Penicilina G Benzatina, 3,5% realizaram outro tipo de tratamento, 5,8% não realizaram nenhum tipo de tratamento e informações em branco e/ou ignoradas 8,6%. Em 2016 foram 87,3% de gestantes tratadas com penicilina, 2,7% outros esquemas e 4,8 não realizaram.

“O tratamento é o meio mais eficaz de evitar a transmissão vertical da doença e é importante que a gestante e o parceiro sejam tratados ao mesmo tempo. Contudo, verificamos um percentual muito baixo na realização do tratamento nos parceiros e é importante salientar que o tratamento de ambos, simultaneamente, é preconizado pelo Ministério da Saúde, visando evitar a transmissão vertical da sífilis congênita”, explicou a gerente operacional.

Sífilis congênita – Também houve um aumento progressivo na taxa de incidência de casos de sífilis congênita no Estado. Em 2011, o percentual era de 2,9% de casos por 1.000 nascidos vivos e em 2015 a taxa subiu para 5,8%. Em 2016, a Paraíba já tem 4,9% de casos da doença em menores de um ano de idade.

A taxa de detecção de sífilis em gestante se mantém superior a taxa de incidência de sífilis congênita. No ano de 2016, a taxa de detecção de sífilis em gestante está em 7,8 por 1.000 nascidos vivos e a taxa de incidência de sífilis congênita de 4,9 por 1.000 nascidos vivos.

Quanto à mortalidade infantil por sífilis congênita, no período de 2011 a 2016, foram declarados 52 óbitos declarados no sistema de informação. Somente em 2016, o boletim mostra que já foram contabilizados oito óbitos por sífilis em crianças.

Sobre a doença – A sífilis em gestante é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. De transmissão sexual e vertical, que pode produzir, respectivamente, as formas adquirida e congênita da doença.

A maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Isso ocorre devido à ausência de sintomatologia, dependendo do estágio da infecção. Quando não tratada, a sífilis pode evoluir para formas mais graves, especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

Já a sífilis congênita é a consequência da disseminação do Treponema pallidum pela corrente sanguínea, transmitido pela gestante para o seu bebê. A infecção pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, e o risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.

Um bebê infectado pode nascer sem sinais da doença. Porém, sem tratamento imediato, a criança pode ter vários problemas, desenvolvendo feridas na pele, febre, icterícia, anemia ou inchaço no fígado ou baço, sofrer convulsões ou até mesmo morrer.

Os exames de diagnóstico para a sífilis congênita são o VDRL, raio-X de ossos longos, hemograma e punção lombar, avaliação oftalmológica e audiológica. O tratamento é realizado com Penicilina.

Secom-PB

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Governo do Estado ressalta importância da penicilina na prevenção da sífilis durante gravidez

sifilisA Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Operacional de DST/Aids e Hepatites Virais, divulga recomendações para a prevenção da sífilis congênita através do uso da penicilina benzatina durante a gestação, de acordo com a Portaria Nº 25, de 8 de junho de 2015. Esta portaria torna pública a decisão de recomendar a manutenção, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), da penicilina benzatina para a prevenção da sífilis durante a gravidez.

“Devido ao desabastecimento da penicilina em vários locais do Brasil, devido à falta de matéria-prima no mercado mundial, muitos profissionais estavam trocando a medicação no tratamento da sífilis, porém, a portaria do MS ressalta que, para gestante tem que ser administrada a penicilina, pois é a única medicação que trata tanto a mãe quanto o bebê”, explicou a chefe do Núcleo de DST/Aids e Hepatites Virais da SES, Joanna Angélica Ramalho.

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A SES recomenda que os municípios que ainda dispõem da Penicilina G Benzatina priorizem esta medicação para o tratamento da gestante com sífilis. “Estamos solicitando, ainda, que os municípios nos informem sobre a disponibilidade desta medicação através dos e-mails dstaidspb@gmail.com e joanaspb@hotmail.com”, concluiu Joanna.

Secom-PB

Campanha quer mobilizar população para testes de HIV, sífilis e hepatites B e C

Para reforçar a realização do exame, o Ministério da saúde pretende mobilizar estados, municípios e a sociedade civil, para a testagem de HIV e também de sífilis e hepatites B e C

Divulgação / Prefeitura de Olinda Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos
  • Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos

Parceria entre estados, municípios, sociedade civil e Ministério da Saúde vai realizar uma mobilização nacional para testagem de sífilis, HIV e hepatites B e C. A estratégia faz parte das ações que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro.

Durante 10 dias, as pessoas que desejarem saber se têm o vírus devem procurar as unidades da rede pública de saúde e os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). A campanha deste ano terá a seguinte abordagem: “Eu vivo com HIV e sei disso. A diferença entre nós é que você pode ter o vírus e não saber. Vá à unidade de saúde e faça o teste de aids”.

Cerca de 70% dos pacientes que vivem com aids no Brasil, e que estão em terapia antirretroviral, apresentam cargas virais indetectáveis. Isso significa que as pessoas que têm a infecção e recebem medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão vivendo cada vez mais. “O Ministério da Saúde considerou como prioridade trabalhar, não apenas o dia de combate à Aids, como também essa ação de mobilização. A campanha serve para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, com ampliação do acesso da população aos testes rápidos nas unidades básicas de saúde”, frisou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Entre as ações, está o lançamento do novo boletim epidemiológico, que traz, como novidade, a inclusão de informações sobre monitoramento clínico dos pacientes, carga viral, contagem de CD4 (situação do sistema imunológico) e tratamento.

Estudo do Ministério da Saúde destaca a ampliação da testagem em pacientes que realizam o pré-natal. De acordo com o boletim, foi revelado que, em 2004, 63% das mulheres gestantes realizaram o teste. Entre 2010 e 2011, esse índice foi de 84%, um aumento de 21 pontos percentuais.

O boletim mostra ainda queda de 12% no coeficiente de mortalidade padronizado (número de óbitos para cada 100 mil habitantes utilizando-se uma população padrão). A taxa de 6,3 óbitos por 100 mil habitantes em 2000 caiu para 5,6 em 2011.

Para a mobilização nacional, o Ministério da Saúde enviou às capitais, 386.890 testes rápidos para HIV, 182.500 para sífilis, 93 mil para hepatite B e 93 mil para a C. No total, foram 755.390 unidades de insumos, conforme a solicitação de cada estado. Os testes rápidos para diagnóstico de HIV/aids, hepatites virais e sífilis estão disponíveis, gratuitamente, em toda a Rede Pública de Saúde.

Exames

A partir dessa quinta-feira até 1º de dezembro – as unidades da estratégia de mobilização “Fique Sabendo” estarão em todos os estados do País, oferecendo a testagem para HIV/aids, sífilis e hepatites B e C.  Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos. A pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame, e em caso positivo, é encaminhada para o serviço especializado.

A realização do teste é recomendada para toda a população, especialmente para alguns grupos populacionais em situação de maior vulnerabilidade para a infecção pelo HIV, como homens que fazem sexo com homens (HSH) (54%), mulheres profissionais do sexo (65,1%) e usuários de drogas ilícitas (44,3%). Isso porque a epidemia no Brasil é concentrada e o País focaliza, prioritariamente, as ações de prevenção do governo federal nessas populações.

Desde a sua implantação em 2005, foi registrado aumento de 340% no número de testes ofertados (de 528 mil, 2005, para 2,3 milhões, em 2011). De janeiro a setembro deste ano, já foram distribuídas 2,1 milhões de unidades do exame. A expectativa é fechar 2012 com a remessa de cerca de 2,9 milhões, apenas para detecção do HIV.

Dados

A taxa de incidência de aids no Brasil tem se mantido nos mesmos patamares, nos anos recentes, embora apresente diferenças regionais  Os dados apontam que a taxa de incidência da aids no Brasil, em 2011, foi de 20,2 por 100.000 habitantes. Nesse ano, foram registrados 38,8 mil casos novos da doença. O maior volume de casos continua concentrado nos grandes centros urbanos.

Enquanto o Sudeste apresenta redução na taxa de incidência de 27,5, em 2002, para 21, em 2011, as regiões Sul, Norte e Nordeste registraram tendência de aumento de casos. No Centro-Oeste, a epidemia é considerada estável.

Segundo o balanço, o coeficiente nacional de mortalidade caiu de 6,3 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 5,6, em 2011. Na última década, o país apresentou uma média de 11.300 mortes por ano provocadas pela aids.

Em outubro desse ano, o Ministério da Saúde assinou acordo com os laboratórios Farmanguinhos, Fundação Ezequiel Dias e Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco para a fabricação da dose fixa combinada (uma só pílula) dos antirretrovirais tenofovir, lamivudina e efavirenz, o chamado tratamento 2.0. A iniciativa vai facilitar a adesão do paciente ao tratamento da aids, seguindo tendência mundial de simplificar os esquemas de terapia. A expectativa é que o comprimido único já esteja disponível no SUS em 2013.

Campanha

O tema da campanha pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano irá destacar a importância de se realizar o teste, tendo como porta-vozes pessoas que vivem com HIV/aids. A estratégia prevê veiculação de mensagens de promoção ao diagnóstico de HIV, com base nos direitos humanos e no combate ao estigma e preconceito. A divulgação nacional será feita em TV, rádio, salas de cinema e internet.

As mensagens irão mostrar que o teste é um processo seguro, sigiloso e acessível na rede pública. Os protagonistas da campanha, que vivem com HIV e descobriram sua sorologia por meio do teste, irão incentivar a realização do exame. Das 530 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil atualmente, 135 mil desconhecem sua situação e cerca de 30% dos pacientes ainda chegam ao serviço de saúde tardiamente.

A campanha também incentiva os profissionais de saúde a recomendarem a testagem aos pacientes, independente de gênero, orientação sexual, comportamento ou contextos de maior vulnerabilidade.

Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Saúde

Saúde quer testar hepatite, sífilis e HIV em 500 mil pessoas em dez dias

O Ministério da Saúde planeja testar 500 mil pessoas em todo o país, durante dez dias, para saber se elas são portadoras do vírus HIV, de hepatites ou sífilis.

Segundo a pasta, é o teste mais abrangente dessas doenças realizado no país e antecede as iniciativas que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro.

Entre 22 de novembro e 1º de dezembro, a rede pública vai oferecer exames rápidos nos postos de saúde e em unidades móveis.

Cada estado vai definir seu plano de ação e encaminhá-lo ao governo até o dia 20.

O teste é feito com uma única gota de sangue, e o resultado sai em meia hora, de forma sigilosa. Se der positivo, a pessoa recebe aconselhamento médico.

O ministério estima que pelo menos 250 mil brasileiros vivam atualmente com o HIV sem saber. Com o diagnóstico em mãos, o indivíduo pode procurar acompanhamento clínico e acesso a medicamentos antirretrovirais, que ajudam a aumentar a qualidade e a expectativa de vida do paciente.

Entre 2005 e 2011, o número de exames rápidos feitos no país aumentou de 528 mil para 2,3 milhões, pelo programa “Fique Sabendo”. Só este ano, de janeiro a setembro, foram distribuídas 2,1 milhões de unidades, e a expectativa do governo é encerrar 2012 com uma remessa de 2,9 milhões de testes só para detectar o vírus da Aids.

Desde 2008, o exame é produzido no Brasil, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

G1

Teste rápido de sífilis será incluído em programa para gestantes do SUS

O objetivo é eliminar a transmissão da doença de mãe para filho, até o ano de 2015


Foram apresentadas, na quarta-feira (3), as ações que estão sendo realizadas para implantação do teste rápido de sífilis congênita na rede de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é eliminar a transmissão da doença de mãe para filho, até o ano de 2015.

As ações foram apresentadas durante videoconferência com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Dados de 2011 apontam que são cinco casos de sífilis em mulheres para cada mil nascimentos. O comprometimento do Brasil para a eliminação da sífilis congênita, até 2015, faz parte dos Objetivos do Milênio.

Até o fim do ano, 340 mil testes serão enviados aos estados, que deverão utilizar o exame na estratégia Rede Cegonha, qualificando, assim, o pré-natal que é ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A detecção precoce da doença possibilita o tratamento para que não haja risco de transmissão da gestante para o bebê”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Por isso, para que o diagnóstico e tratamento sejam eficazes, é importante a realização do teste rápido durante o pré-natal.

Fazem parte das estratégias de apoio do ministério para implantação do teste na Atenção Básica a divulgação do material para capacitação de multiplicadores no âmbito da Rede Cegonha, disponível na página especial da rede, e a realização de videoconferências específicas com as coordenações de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), Atenção Básica e Saúde da Mulher.

Esses encontros acontecem mensalmente e têm a função de acompanhar o andamento da implementação do teste e das ações de redução da mortalidade materna nos estados.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, é importante que os estados elaborarem um plano de eliminação da sífilis congênita. “Nós vamos dar todo apoio, mas é importante a mobilização de municípios e dos estados”, enfatizou.

A doença
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência é as pessoas se despreocupam e não buscarem o diagnóstico e o tratamento.

Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. E, se não tratada, a sífilis pode até levar à morte.

A sífilis congênita é a transmissão da doença de mãe para o bebê, também conhecida como transmissão vertical. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte da criança.

O diagnóstico se dá por meio de exame de sangue, que deve ser prescrito no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no terceiro trimestre da gestação e repeti-lo antes do parto, já na maternidade.

Além da transmissão vertical, a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

OMS
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da organização de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.

Rede Cegonha

FAMERP/Radiologia Diagnóstica O teste rápido de sífilis congênita está sendo implantado na Atenção Básica do Ministério da Saúde

  • O teste rápido de sífilis congênita está sendo implantado na Atenção Básica do Ministério da Saúde

Lançada em março do ano passado pelo governo federal, a Rede Cegonha é um programa que visa garantir atendimento de qualidade a todas as gestantes pelo SUS, desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida do bebê. Ela terá atuação integrada às demais iniciativas do sistema para a saúde da mulher.

A rede prevê, ainda, a qualificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e puerpério (pós-parto), bem como a criação de estruturas de assistência, como a Casa da Gestante e a Casa do Bebê, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

As boas práticas de atenção ao parto e nascimento serão exigidas nas maternidades. Uma delas é o direito a acompanhante de livre escolha da mulher durante todo o trabalho de parto. O ambiente em que a mulher dará a luz deve ser adequado para oferecer privacidade e conforto para ela e seu acompanhante. A mulher tem acesso a métodos de alívio da dor e a possibilidade de ficar em contato pele a pele com seu bebê imediatamente após o nascimento, prática que é benéfica para os dois.

Com ações que vão desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do bebê, a Rede Cegonha vem qualificando e ampliando a assistência à mulher e ao bebê. A estratégia já conta com a adesão de mais de 4.759 municípios brasileiros.

Estima-se que, atualmente, 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

Fontes:
Ministério da Saúde
Portal Brasil