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Gabriel Diniz, cantor de ‘Jenifer’, morre aos 28 anos em queda de avião em Sergipe

O cantor Gabriel Diniz, conhecido pelo hit “Jenifer”, morreu nesta segunda-feira (27), aos 28 anos, na queda de um avião de pequeno porte no povoado Porto do Mato, em Estância, na região sul de Sergipe.

De acordo com a Polícia Militar, há três mortos. Inicialmente, o Grupamento Tático Aéreo (GTA) havia informado que eram quatro ocupantes na aeronave, que decolou de Salvador.

Amigos de Gabriel Diniz reconheceram o corpo do artista entre as vítimas. A assessoria de imprensa da produtora do artista confirmou que ele estava no avião. Também foi encontrado o passaporte do cantor perto do local do acidente. Na noite deste domingo (26), ele havia feito um show em Feira de Santana (BA).

O GTA sobrevoa o local do acidente, onde trabalham ainda equipes da PM e do Corpo de Bombeiros. Elas chegaram numa embarcação dos bombeiros, já que a área é de difícil acesso, de mangue e mata fechada.

A queda do avião vai ser investigada pelo Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede no Recife e que abrange o estado de Sergipe.

Segundo documentos achados no local do acidente ao lado do passaporte de Gabriel Diniz, a aeronave é um monomotor Piper prefixo PT-KLO, com capacidade para quatro lugares e registrado em nome do Aeroclube de Alagoas.

A aeronave, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só pode ser usada para voos de instrução.

Aeronaves da categoria “Privada – Instrução” só podem ser usadas para instrução, adestramento de voo por aeroclubes, clubes ou escolas de aviação civil, segundo o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil. Isso significa que não podem ser utilizadas para táxi aéreo, por exemplo.

Uma moradora da região do acidente disse que o avião passou por cima da casa dela e caiu em seguida. Foi ouvido um estrondo nas imediações.

Perfil de Gabriel Diniz

Gabriel Diniz canta em gravação do programa 'SóTocaTop', da TV Globo, no Rio de Janeiro, em julho de 2018 — Foto: Fábio Rocha/TV Globo

Gabriel Diniz canta em gravação do programa ‘SóTocaTop’, da TV Globo, no Rio de Janeiro, em julho de 2018 — Foto: Fábio Rocha/TV Globo

Gabriel Diniz tinha 28 anos e nasceu em Campo Grande (MS). Ele foi criado em João Pessoa (PB), onde morava, e teve uma banda com amigos da escola. GD, como era conhecido, era um astro do forró, mas transitava bem no sertanejo.

O estouro veio no segundo semestre do ano passado, com “Jenifer”, o grande hit do último verão. A música divertida sobre uma mulher encontrada no Tinder foi a primeira de Diniz a chegar ao topos das paradas de todo o Brasil.

Os maiores sucessos anteriores dele eram “Paraquedas”, com Jorge e Mateus (18 milhões de visualizações no YouTube) e “Acabou, acabou”, com Wesley Safadão (62 milhões). Ele tinha empresários em comum com Safadão.

“Jenifer” foi escrita pelo grupo de compositores Big Jhows, originalmente para Gusttavo Lima. A interpretação de GD deu um tom mais leve e quase humorístico à letra.

Gabriel conseguiu comprar de Gusttavo a exclusividade de “Jenifer”, pelo mesmo valor que ele tinha pago aos compositores (eles não revelam a quantia). Tudo de forma amigável.

“Desde 2015 eu vou para Goiânia atrás de compositores. Fui o primeiro cara que saiu do Nordeste nessa busca. Depois foi o pessoal todo pra Goiânia: Wesley, Xand, até Simone e Simaria. Abrimos esse espaço para músicos e compositores”, explicou o cantor ao G1, no começo deste ano.

“Ninguém achou que ia ser esse sucesso. Nem o pessoal do meu escritório, nem meu empresário. O Wesley [Safadão] não acreditou, ninguém acreditou. Foi uma aposta minha, sozinho mesmo.”

Documento de Gabriel Diniz encontrado em local de queda de avião — Foto: Reprodução/ Jornal Hoje

Documento de Gabriel Diniz encontrado em local de queda de avião — Foto: Reprodução/ Jornal Hoje

Passaporte de Gabriel Diniz encontrado em local de queda de avião — Foto: Reprodução/ Jornal Hoje

Passaporte de Gabriel Diniz encontrado em local de queda de avião — Foto: Reprodução/ Jornal Hoje

Documentos do avião encontrados no local do acidente em Sergipe — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Documentos do avião encontrados no local do acidente em Sergipe — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Mapa mostra local da queda do avião — Foto: Arte G1/Rodrigo Sanches

Mapa mostra local da queda do avião — Foto: Arte G1/Rodrigo Sanches

Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro que mostram que o avião onde estava Gabriel Diniz não poderia fazer táxi aéreo — Foto: Reprodução

Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro que mostram que o avião onde estava Gabriel Diniz não poderia fazer táxi aéreo — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em Sergipe

Avião de pequeno porte cai em Sergipe

 

G1

 

 

 

Botafogo recebe o Sergipe no Almeidão nesta quarta-feira pela Copa do Nordeste

almeidaoO Botafogo entra em campo na noite desta quarta-feira (01) para decidir seu futuro na Copa do Nordeste 2017. Último colocado no grupo E, com apenas três pontos, o Belo recebe o vice-líder Sergipe em jogo válido pela quarta rodada da competição, precisando vencer para seguir com chances de passar para a fase do mata-mata.

Na última partida pelo “Nordestão”, o time da capital perdeu para esse mesmo Sergipe por 2 a 0, no Batistão em Aracajú, por isso o jogo ganha um ingrediente a mais, que é exatamente a revanche por parte do Botafogo.

O time provável a ser escalado pelo técnico Itamar Schulle é Michel Alves, Gustavo, Walber, Bruno Maia e Luiz Paulo; Djavan, Sapé, Fernandes e Marcinho; Wanderson, e Rafael Oliveira.

O jogo está marcado para as 20h30, no Almeidão, em João Pessoa e terá abritragem central de NielsonNogueira Dias – CBF (PE) e será auxiliado por Francisco Chaves Bezerra. Júnior – CBF (PE) e Marlon Rafael Gomes de Oliveira CBF (PE). João Bosco Sátyro – CBF (PB) será o quarto árbitro.

Albemar Santos – MaisPB

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Bananeiras recebe comitiva de Sergipe em visita técnica nesta sexta

visitaA cidade de Bananeiras recebeu nesta sexta-feira (04) comitiva de gestores, secretários, representante CDL, agentes de desenvolvimento e de cooperativas de Sergipe (SE). A viagem técnica com cerca de 40 pessoas tem como alvo observar os exemplos no Empreendedorismo e a expansão do turismo nos últimos anos na região.

O Prefeito Douglas Lucena, proferiu palestra “Bananeiras: Cidade Empreendedora”, para os presentes e pode trocar informações apresentando os avanços que foram realizados com o empreendedorismo e o turismo na região.

A casa do Empreendedor, o calendário turístico, os diversos empreendimentos que se instalam a cada dia como; condomínios, hotéis e restaurantes chama a atenção e servem de exemplo a ser seguido por outros estados.

img-20161104-wa0009A gestão municipal tem desempenhado seu papel  para que Bananeiras cresça cada dia mais com ações de desenvolvimento.

Ascom- PMB

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Jornalista em Sergipe é condenado à prisão por escrever crônica ficcional

christian_goesA Justiça em Sergipe acaba de condenar o jornalista José Cristian Góes a sete meses e 16 dias de detenção. O crime cometido por ele: ter escrito uma crônica ficcional sobre o coronelismo.

Mesmo sendo um texto em primeira pessoa e sem citar nome de ninguém, o desembargador e vice-presidente do Tribunal de Justiça Edson Ulisses, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.

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Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.

“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes Internacionais de Direitos Humanos”, informou Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.

Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela em prestação de serviço a alguma entidade assistencial.

O desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), alegou que a crônica literária intitulada “Eu, o coronel em mim”, escrita pelo jornalista Cristian Góes em maio de 2012 em seu blog, ataca diretamente o governador de Sergipe e a ele, por consequência.

Por isso, ingressou com duas ações judiciais. Na criminal, o desembargador pedia a prisão de quatro anos do jornalista. Na ação cível, solicita que o juiz estabeleça um valor de indenização por danos morais e já estipula os honorários dos seus advogados em R$ 25 mil.

Numa audiência, o desembargador afirma: “Todo mundo sabe que ele escreveu contra o governador e contra mim. Não tem nomes e nem precisa, mas todo mundo sabe que o texto ataca Déda e a mim”.

O advogado Antônio Rodrigo provou com farta documentação que é completamente impossível na crônica literária assinada por Cristian Góes encontrar a mínima prova da intenção de ofender a honra de ninguém. “Esse ‘alguém’ não existe no texto. Não é uma questão de interpretação. A figura do injuriado não existe”, disse o advogado.

Durante o processo, a juíza negou à defesa do jornalista ouvir duas de suas testemunhas, sendo uma chave para esclarecer todo processo: o governador Marcelo Déda. Também não foi permitida uma série de perguntas do advogado ao desembargador Edson Ulisses e às suas testemunhas.

A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas, cargos públicos.

Em Sergipe, o irmão do governador Marcelo Déda, o desembargador Cláudio Déda, é o presidente do Tribunal de Justiça e o cunhado do governador, o desembargador Edson Ulisses é o vice-presidente, sendo que este último foi escolhido e nomeado pelo governador.

Atendendo ao pedido do desembargador Edson Ulisses, o Ministério Público, ainda na primeira audiência de conciliação, denunciou criminalmente o jornalista. Por coincidência, dias depois da denúncia, a promotora de Justiça Allana Costa, que era substituta e trabalhava no interior de Sergipe, foi premiada com a promoção para a capital, em cargo de coordenadoria.

Em uma das audiências do caso, vários representantes de movimentos sociais que lutam pela liberdade de expressão, e até familiares do jornalista, foram impedidos de participar da audiência. A segurança da Polícia Militar foi reforçada na sede do Tribunal de Justiça. Todos os lugares da sala de audiência foram tomados desde cedo por funcionários com cargos comissionados e terceirizados do Tribunal de Justiça.

Fotos: Reprodução/Facebook

brasildefato

Botafogo cede empate amargo no Almeidão contra o Sergipe e deixa liderança escapar

torcidaO Botafogo até que saiu na frente no primeiro tempo, mas não conseguiu segurar o resultado e cedeu o empate para equipe de Sergipe em um a um, na tarde deste sábado (8), no Estádio Almeidão. A partida foi válida pela segunda rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, o Belo, ocupa a terceira posição com dois pontos. O alvinegro empatou sua segunda partida. O jogo de estreia foi contra o Juazerense e ficou em 1 a 1, neste sábado, o Botafogo repetiu o placar dentro de casa contra o Sergipe e ficou no 1 a 1.

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Já o empate mantém a equipe sergipana na liderança do grupo A4 da competição, com 4 pontos.

O próximo desafio do Botafogo será contra o CSA fora de casa no dia 7 de julho. (Intervalo para Copa das Confederações). O CSA perdeu neste sábado por 2 a 0 para o Vitória da Conquista e segue na lanterna da competição.

O Jogo

O primeiro tempo foi dominado pelo Botafogo, a equipe de Sergipe, sentiu o gol do Belo aos 32 minutos. O gol foi de Thiaguinho que aproveitou a falha da dupla de zaga colorada, Léo e Cláudio Baiano, chutou forte e não deu chances ao goleiro Pablo.

O intervalo serviu para o Sergipe se acertar tecnicamente, tanto é, que o técnico Genivaldo Sales, mostrou que iria para frente e colocou mais um atacante. Ele tirou o zagueiro Léo e colocou o atacante Leandro Kível.

A mudança surtiu efeito logo no início do segundo tempo, quando o Sergipe empatou a partida aos cinco minutos com o gol de Leandro Kível, que recebeu o passe de Fabinho Cambalhota e bateu colocado não dando oportunidade para Genivaldo na defesa. O autor do gol estreou no Brasileirão da Série D neste sábado. Ele havia disputado o campeonato estadual pelo River Plate e foi o artilheiro em Sergipe com dez gols.

O Botafogo no final da partida pressionou a equipe de Sergipe que conseguiu se defender bem. A partida terminou empatada em um a um com gosto de derrota para o Belo.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO 1 X 1 SERGIPE

Local: Estádio Almeidão (2ª rodada da 1ª fase da Série D do Brasileirão)
Dia: Sábado 08-06-13
Publico pagante: 4.814; Não pagantes: 398
Renda: 47.069.00.

Arbitragem: Emerson Luiz Sobral (PE), Marcelino Castro de Nazaré (PE) e Karla Santana (PE).

SERGIPE

Pablo, Parral, Emerson, Cláudio Baiano e David; Léo, Fernando Pilar, Wallace, e Rafael; Lucão e Fabinho Cambalhota.

BOTAFOGO
Genivaldo, Ferreira, Éverton, André Lima e Celico; Hércules, Zaquel, Fábio Neves e Doda; Warley e Thiaguinho.

 

Por Priscila Andrade

Jornalistas e radialistas do Sergipe aceitam 7% de reajuste salarial

reaisNa noite da última terça-feira (5/2), durante uma assembleia realizada na sede do Sindicato dos Radialistas, comunicadores de Sergipe decidiram aceitar a contra proposta patronal em reajustar os salários linearmente em 7%, informou O Jornalista.

Com o novo acordo, o piso dos jornalistas passa a ser de R$1.180,21 e o dos radialistas da área artística R$1.131,82, para os que trabalham na área técnica ficará em R$ 967,84.
“Essa foi uma campanha acirrada, fomos às ruas, chegamos ao ponto de por um trio elétrico em pleno Pré-Caju. Demos o nosso recado, agora é retomar o fôlego, pois em breve já estaremos discutindo os pontos da pauta de reivindicação para 2013”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Radialistas, Antônio Fernando Cabral.

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Segundo as entidades sindicais, a forte presença de comunicadores mostrou que as categorias começaram a “compreender que a união e a participação nas lutas empreendidas pelo sindicato é que faz a conquista”.
No mês de março, os profissionais farão assembleias para definição das pautas de reivindicação para a convenção 2013/2014.
Portal IMPRENSA

Governador de Sergipe é diagnosticado com câncer no estômago, diz hospital

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), 52, está com câncer no estômago, informou nesta segunda-feira (1º) o hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Segundo comunicado divulgado pelo hospital, Déda, que está internado desde a última quinta-feira (27), foi submetido a exames que confirmaram uma “neoplasia gastrointestinal” e “iniciará tratamento por quimioterapia por um período que ainda está sendo definido pela equipe médica”.

A nota afirma ainda que em razão das circunstâncias o governador não irá votar nas eleições do próximo domingo (7).

Jorge Araujo – 2.ago.12/Folhapress
Governador de Sergipe, Marcelo Déda, em evento em São Paulo
Governador Marcelo Déda em evento em São Paulo

As equipes médicas que acompanham Déda são coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Paulo Hoff.

Há duas semanas, Déda sentiu uma indisposição na região do abdome, em meio a uma agenda intensa de audiências públicas e atividades eleitorais. Os primeiros exames, ainda em Sergipe, identificaram uma inflamação no cólon.

Com o primeiro diagnóstico, Déda suspendeu suas atividades. O vice-governador, Jackson Barreto (PMDB), assumiu interinamente a administração.

Ainda não há previsão de retorno de Déda a Sergipe. Na quinta-feira (27), Jackson reuniu secretários, explicou a situação da saúde do governador, pediu que o ritmo da gestão fosse mantido e pediu que todos continuem participando da campanha de Valadares Filho (PSB), candidato a prefeito por Aracaju apoiado pelo governo.

O próprio Déda, ainda na quinta-feira, havia afirmado, em mensagem publicada na internet, que estava “em Sampa fazendo exames” e convocou a militância a ir às ruas fazer campanha para Valadares Filho, que tenta levar para o segundo turno a disputa contra João Alves Filho (DEM).

Em 2009, o governador passou por cirurgia para retirada de um nódulo benigno no pâncreas. Na época, ele ficou afastado da administração por cem dias.

Folha.com

Jornalistas são agredidos em Fortaleza e impedidos de entrar no MPE em Sergipe

As agressões à liberdade de imprensa prosseguem de norte a sul do país. No dia 20 de agosto duas equipes de TV foram agredidas em Fortaleza. E no dia 22, em Aracaju, profissionais foram impedidos de entrar no Ministério Público Estadual para realizar cobertura jornalística. Os Sindicatos dos Jornalistas do Ceará e de Sergipe protestaram.

No caso registrado em Fortaleza, uma equipe de reportagem da TV Ceará e outra da TV Cidade, foram agredidas por ambulantes durante uma operação da Prefeitura da capital cearense para desocupar a Rua José Avelino e a Avenida Alberto Nepomuceno. Segundo relato de um dos agredidos, os profissionais de imprensa foram atacados com pedras por feirantes, sem que os fiscais do município tomassem qualquer atitude.

A presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, repudiou as agressões e criticou a banalização da violência contra jornalistas. “O poder público e os veículos de comunicação, responsáveis solidários pela segurança dos repórteres, não podem assistir passivos a escalada da violência contra o livre exercício da profissão”, afirmou.

Samira cobrou, também, a obrigação das empresa de comunicação de garantir condições mínimas de segurança a seus empregados, bem como a responsabilidade do governo com a segurança não só para os profissionais da informação, mas a todos os cidadãos.

Com que roupa que eu vou?
Em nota lançada no dia 22 de agosto, o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe protestou contra a postura do Ministério Público Estadual – MPE -, que na manhã de 228 de agosto, impediu que profissionais de imprensa entrassem em sua sede para realizar cobertura jornalística “não estarem devidamente trajados”. Uma portaria, publicada no dia 22 de julho e pouco divulgada, proíbe que as pessoas entrem no órgão trajando “roupas estranhas às normas da Casa.

“Impedir o acesso dos profissionais de Comunicação que estão exercendo seu trabalho de fornecer informações sobre as atividades do órgão, e que dessa forma prestam serviços relevantes para a sociedade, não coaduna com o atual processo de transparência e acessibilidade que o serviço público deve ter como foco”, sustenta o Sindicato, emendando um questionamento: o que dizer do cidadão humilde que precisa fazer alguma denúncia no órgão, o que fará? Terá que usar dos seus parcos recursos para comprar roupas “apropriadas” para adentrar do MPE?

Fenaj

Educação em Direitos: tema reúne profissionais do Nordeste em seminário no Estado de Sergipe

“A educação em direitos humanos é a estratégia para conseguir alcançar a democracia e liberdade social e ampliar ou fazer diferente do tradicional”. A afirmação é da articuladora do Movimento Nacional dos Direitos Humanos em Sergipe, Lídia Anjos e diz respeito ao seminário A Educação em Direitos: Uma Estratégia de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos na Região Nordeste, previsto para acontecer nos próximos 4 e 6 de maio em Aracaju, capital sergipana.

O evento englobará temas gerais e específicos ligados aos direitos. Assim, entram na programação os direitos das minorias, com os conflitos indígenas e quilombolas; as questões relacionadas à infância; as polêmicas em torno da Comissão da Verdade e da Justiça e da Democratização da Informação; a decisão do Supremo Tribunal de Justiça em relação ao abuso sexual de adolescentes; a criação e implementação dos conselhos de direitos humanos no âmbito dos Estados, entre outros.

O objetivo do seminário é fomentar a discussão sobre essas temáticas e, a partir da valorização das práticas populares e escolares, tornar emergente o investimento na educação em direitos humanos. O evento será realizado na Rua Vila Cristina, 148, bairro São José.

Fazendo uma avaliação sobre como a educação em direitos humanos estão inseridos no cotidiano, Lídia Anjos afirma que está é uma estratégia, um caminho para se alcançar a democracia e a liberdade social. “Vem-se trabalhando essa questão, mas não foi alcançada nenhuma grande mudança. Devem-se valorizar as práticas populares e escolares, de modo a construir uma sociedade mais igualitária e justa. Deve-se lembrar que nós vivemos uma cultura de violência. Ainda estamos com um pé na ditadura militar, onde tínhamos a impressão de que se devia educar batendo, e isso ficou impregnado em nós. Contudo, temos que praticar uma educação que vê as pessoas e a dignidade que elas têm. Acho que isso é a grande estratégia que se tem na construção dessa sociedade”, afirmou a articuladora.

Para ela o caminho que se deve seguir para nos aproximar de uma educação democrática – que preza pela prática da liberdade e a não-violação dos direitos humanos – é justamente a educação em direitos humanos, onde se deve vivenciar uma nova cultura de respeito à diversidade. “Não objetivamos discriminar a educação formal – a pesquisa, o espaço acadêmico –, mas perceber que a educação informal – as práticas populares, os movimentos sociais, as culturas dos indígenas quilombolas, o MST – são importantes e cada um de nós deve estar aberto para conhecer e construir uma educação para além dos muros da escola e em projeção para a comunidade”, acrescentou.

Trabalhar com Educação em Direitos, continua, implica na formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência dos valores da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da tolerância e da paz. Portanto, a formação dessa cultura significa criar, influenciar, compartilhar e consolidar pensamentos, atitudes, costumes e comportamentos que decorrem daqueles valores essenciais citados – os quais devem se transformar em práticas.

A respeito do preparo dos nossos profissionais para lidar com essas questões, a articuladora explicou que trata-se de um processo a ser construído levando em consideração não só as práticas formais, mas as informais também.

“Não é uma formatura que vai desmistificar essas questões, mas uma vivência destes com práticas diferentes das tradicionais, que espalham o não-respeito, que praticam uma educação aterrorizante. Em outros tempos, a educação era pautada na palmatória, no medo imposto. Infelizmente, isso se repete nas várias profissões. Acredito que um amplo debate sobre essas temáticas e a valorização de todos os espaços e manifestações culturais, entre outros, qualificam a atuação dos profissionais de viverem novas experiências, praticando uma ação de contracultura. Vivenciar novos horizontes é a grande proposta”, concluiu a Lídia.

Adital