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10 dicas para comprar um veículo seminovo

golPara quem conseguiu economizar o décimo terceiro salário durante as consumistas festas de fim de ano, o mês de janeiro pode ser aproveitado para a troca do carro. E a opção por um seminovo no lugar de um zero quilômetro pode unir o útil ao agradável: começar 2015 de carro “novo” e sem dívida, ou com uma dívida menos expressiva.

 

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Mas comprar um seminovo requer alguns cuidados a mais do que comprar um veículo zero-km. Selecionamos 10 dicas importantes para que o investimento do décimo terceiro não se torne um problema.

Procedência

Mesmo que o veículo seja adquirido em uma loja de seminovos, é importante se certificar de que as informações do documento condizem com a realidade. Deve-se conferir os dados do antigo proprietário e a placa do veículo, consultando pela identificação do carro nos sites do Detran, Denatran e também da Prefeitura. A cor do veículo, o tipo de motorização, tamanho do propulsor e número do bloco do motor também devem ser aferidos e qualquer divergência deve ser checada. Pergunte ao vendedor, caso encontre algum dado divergente, mas também faça suas próprias consultas, para evitar golpes. Carros não quitados junto a bancos e financiadoras têm no documento a inscrição “com alienação fiduciária”.

Documentação

Além da checagem dos dados, também é importante consultar se há débitos não quitados para o veículo, como licenciamento, IPVA, DPVAT (seguro obrigatório) e, principalmente, multas. As consultas podem ser feitas nos mesmos sites: Detran, Ciretran e Prefeitura, e também no site da Secretária da Fazenda, que registra as inadimplências dos contribuintes, inclusive referentes à propriedade de veículos.

O próprio site do Detran-SP informa, no rodapé da pesquisa feita pela placa do veículo e pelo número de Renavam, que o resultado pode não ser 100% confiável, pois tem caráter apenas informativo. Sendo assim, não pode ser utilizada como certidão de prontuário. Isso porque alguns débitos, principalmente referentes a multas, podem aparecer posteriormente, por atrasos nos registros no prontuário do veículo. Há, entretanto, a possibilidade de pedir ao lojista ou vendedor do carro um laudo de vistoria, que ateste a inexistência de débitos ou qualquer outra pendência para o carro. “Temos empresas que fazem essa vistoria e os lojistas, quase em sua maioria, usam esses laudos, como uma garantia”, comenta Jefferson Camacho, da A Fonte Veículos, na zona leste de São Paulo.

Como comprador, também é possível solicitar os serviços de uma empresa que realiza laudos. Há várias delas no mercado, que enviam um funcionário para fazer a avaliação na loja ou local onde o carro vendido estiver. O serviço pode custar de R$ 80 a R$ 150. Esse laudo, atualmente, é exigido por lei para a transferência de propriedade do veículo em casos em que o carro ainda não está na base de dados do departamento de trânsito. Veículos com fabricação de 2010 até o momento podem ser transferidos sem essa exigência.

Preço justo

A tabela do Jornal do Carro é publicada às quartas-feiras e serve de referência para a negociação de carros com até 14 anos de uso. Veículos com preço muito baixo podem ser uma cilada. Para se livrar de carros com problemas mecânicos sérios ou mesmo com pendências legais, como clonagem de placa, alguns negociantes os oferecem por preços muito abaixo da tabela, em uma tentativa de atrair compradores mais ávidos e afoitos para negociar.

Quilometragem

Uma das desvantagens em se comprar um seminovo é a falta de garantia. Problemas e defeitos que venham a surgir podem ter o conserto bastante custoso para o novo proprietário. Verificar se a quilometragem rodada está muito alta ajuda a ter uma ideia sobre o desgaste a que foi submetido o conjunto. É importante também acompanhar no manual do veículo se todas as revisões obrigatórias foram realizadas.

Adulterações

Há na praça um golpe que implica na adulteração da quilometragem “voltando” o número de quilômetros rodados para evitar depreciação por uso excessivo. No entanto, é possível observar se componentes como as sapatas dos pedais de comando, manopla de câmbio e até o volante apresentam desgaste. “É recomendável que se fique atento ao desgaste dos pneus também. Hoje em dia, é mais difícil essa adulteração do número, mas é importante se certificar de que não há nada errado. Números desalinhados, no caso de hodômetros analógicos, indicam possível alteração nesse dado.

Mecânica e conservação

Alguns veículos podem apresentar problemas sérios de motor e câmbio, que são componentes caros. Para evitar problemas futuros, avalie o carro e peça para dirigir o veículo. Consulte um mecânico de confiança a respeito do modelo e, se possível, submeta o carro a uma avaliação. Se for o caso, mesmo que seja depois de efetuada a compra, submeta o carro a inspeção. Mesmo que o negócio esteja fechado, com um laudo de comprovação do problema é possível desfazer a negociação, mas dá trabalho.

Seguro

Alguns modelos têm preço de seguro mais elevado, por conta do ranking feito pelas companhias seguradoras, que considera o número de casos, localidades das ocorrências, perfil do cliente e outros dados. Esses fatores influenciam no valor do seguro e, em alguns casos, pode se tornar inviável, quando o valor pago pela apólice supera a faixa de 30% do preço do seminovo. É importante verificar e cotar em mais de uma companhia o seguro para o modelo pretendido para evitar transtornos. Mesmo sendo um seminovo, o seguro é recomendável para resguardar o proprietário não só de furtos e roubos, mas também em casos de acidentes, falhas mecânicas ou colisões por terceiros não-segurados.

Investimento

Segundo o lojista Jefferson Camacho, atualmente, o automóvel não pode ser considerado investimento. Já foi o tempo em que era possível comprar um veículo para ganhar com a revenda – se você não é um lojista ou não pegou o veículo por um preço muito abaixo da tabela. “Muitos esquecem de colocar na conta final o dinheiro gasto com manutenção, documentação, seguro do bem e a depreciação que ele pode sofrer até a revenda. Comprar o carro para investir pode virar prejuízo”, alerta.

Depreciação

Uma vantagem do seminovo em relação ao zero quilômetro é a depreciação menor. Mas ela acontece principalmente considerando o aumento do desgaste de componentes e peças com o uso que você fará. O índice de depreciação varia de acordo com o modelo e a tabela do Jornal do Carro também pode ser uma referência para esse cálculo. De qualquer maneira, o maior impacto, de cerca de 30%, é sofrido pelo proprietário que comprou o carro zero. Ele teve benefícios como garantia de fábrica e revisões gratuitas – e essa depreciação já era sabida.

Transferência

A transferência de propriedade do veículo deve ser feita até 30 dias após a efetivação da compra, sob pena de multa. Entretanto, quanto antes o bem estiver em seu nome, mais seguro o comprador estará. O certificado de compra e venda deve ter assinatura com firma reconhecida autenticada em cartório para que o Detran emita o novo documento, com seu nome. A assinatura do vendedor deve ser colhida pessoalmente no cartório. Geralmente é o vendedor que arca com esse custo. De posse do documento com a assinatura e autenticado no cartório, o comprador pode procurar um despachante que cobrará pelo serviço ou utilizar serviços como Poupatempo. Se o carro for mudar de município, é necessário também uma vistoria no próprio Detran, para troca da placa.

Volkswagen Gol (acima), Fiat Uno, Fiat Palio (abaixo) e Chevrolet Celta são os usados mais vendidos do País.

 

Estadão

Comprar um carro novo, seminovo ou usado? Especialistas dão as dicas

Depois da residência própria, o automóvel é considerado o segundo bem de consumo mais importante que uma pessoa pode adquirir. Por isso, assim como escolher uma casa ou um apartamento, a tarefa de comprar um carro é algo que envolve um conjunto de ponderações. Logo, não é uma empreitada fácil.

“Comprar um carro é como um casamento. Além da paixão, há uma série de gastos com financiamento, combustível, seguro… É uma decisão que deve ser muito bem analisada para evitar contratempos”, aponta Paulo Garbossa, consultor da ADK Automotive.

Segundo especialistas, o fator “emoção” é responsável por até 80% das negociações concretizadas de um automóvel, seja um veículo novo, seminovo ou usado. “O carro da uma conotação de status a pessoa, que quer mostrar algo novo ou demonstrar uma nova fase de sua vida. Para alguns é um sonho realizado”, explica Francisco Satikunas, conselheiro da SAE Brasil.

Para situar o leitor, iG Carros pesquisou quatro faixas de preços e apresenta os prós e contras de carros zero km, seminovos e usados, todos eles com valores aproximados. Em meio a esses quadros, mostramos as dicas que os especialistas ouvidos pelo site deram para fazer um bom negócio.

Até R$ 25.000

Divulgação

Com até R$ 25.000 é possível comprar um Fiat Uno Vivace (zero km) ou então Peugeot 207 X-Line seminovo. Quer um usado? Chevrolet Astra 2004 ou VW Fox 1.6 Plus podem agradar com bons pacotes de itens e preços atraentes.

Modelo Fiat Uno Vivace 0 KM Peugeot 207 X-Line 2011 VW Fox Plus 1.6 2007 Chevrolet Astra 2.0 2004
Principais itens de série Econômetro A/C, direção hidráulica A/C, direção hidráulica Direção hidráulica, banco corrediço
Motor 1.0 8V flex de 73 cv 1.4 8V flex de 82 cv 1.6 8V flex de 104 cv 2.0 8V gasolina de 121 cv
Porta-malas 280 litros 245 litros 260 litros 370 litros
Desvalorização  -9%  -8,6% -6% -3%
Preço  R$ 24.260,00  R$ 24.279,00 R$ 24.784,00 R$ 24.319,00

Qual comprar?

“A melhor época para se comprar um carro é quando se tem dinheiro no bolso”, brincou Garbossa. “Cada segmento tem suas vantagens e desvantagens. O veículo zero quilômetro conta com apoio nos financiamentos, pois as montadoras fazem de tudo para vender seus produtos novos. Já os seminovos e usados são negócios de oportunidade”, afirma Satikunas.

O carro usado pode ser atraente ao oferecer uma generosa lista de equipamentos e espaço interno superior pelo mesmo preço ou às vezes até inferior ao de um modelo 0 km. Contudo é um segmento cercado de “entretantos”: são carros com ruídos, folga na direção, embreagem gasta, problemas de amortecedores e molas, entre outros. Mas o fator que mais pode incomodar é o alto custo de manutenção, que inevitavelmente uma hora vira a tona.

Até R$ 40.000

Divulgação

Já com R$ 40.000 pode-se comprar um JAC J3 Turim zero km ou um Fiat Linea LX 1.8 seminovo. Opções de usados nessa faixa são o Ford Fusion 2.3 AT e o Honda Civic LXS AT, ambos fabricados em 2007.

Modelo JAC J3 Turim 0 KM Fiat Linea LX 1.8 2011 Ford Fusion 2.3 2007 Honda Civic LXS AT 2006
Principais itens de série ABS, airbags, A/C A/C, direção hidráulica A/C digital, airbags, ABS Câmbio AT, ABS, rádio
Motor 1.3 16V a gasolina de 108 cv 1.8 16V flex de 132 cv 2.3 16V gasolina de 150 cv 1.8 16V gasolina de 140 cv
Porta-malas 490 litros 500 litros 530 litros 340 litros
Desvalorização  -25,9%  -9,1% -5,7% não disponível
Preço  R$ 39.280,00  R$ 40.520,00 R$ 39.557,00 R$ 40.456,00

O carro zero oferece uma situação mais confortável ao consumidor. A parte mecânica é mais confiável, os custos de manutenção são mais baixos e o carro tem garantia de fábrica. No entanto, com o passar do tempo (e de milhares de buracos, sol, chuva e eventuais batidas) os primeiros sinais de desgaste começam a surgir no veículo, que é rebaixado para “usado”.

Até R$ 55.000

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Quer um hatch “descolado” por até R$ 55.000? Um bom modelo zero km é o Ford Focus GLX 2.0. Já o Hyundai i30 AT 2011 é opção entre os seminovos, ao passo que MINI Cooper 1.6 2008 e BMW 120i 2005 agradam no mercado de usados

Modelo Ford Focus GLX 2.0 0 KM Hyundai i30 AT 2012 MINI Cooper 1.6 2008 BMW 120i 2005
Principais itens de série airbags, suspensão independente airbags, ABS, rádio USB A/C digital, airbags, ABS ESP, suspensão independente
Motor 2.0 16V flex de 148 cv 2.0 16V gasolina de 143 cv 1.6 16V gasolina de 120 cv 2.0 16V gasolina de 150 cv
Porta-malas 328 litros 380 litros 140 litros 330 litros
Desvalorização  -9,6%  -5,7% não disponível não disponível
Preço  R$ 55.110,00  R$ 54.120,00 R$ 54.766,00 R$ 51.962,00

Já a situação do seminovo é totalmente diferente e algumas vezes extremamente favorável e oportuna. “Algumas pessoas precisam vender seus carros novos, com 3 ou 6 meses de uso após a compra, para resolver problemas. E nesse momento que surgem negócios interessantes. Só o fato do automóvel estar registrado em nome do primeiro proprietário, mesmo tendo apenas 50 km, já classifica o ‘ex-zero-quilômetro’ como ‘carro usado’ e, portanto, bem mais barato que o novo”, aponta Satikunas.

Na definição da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp), o veículo seminovo deve ter, no máximo, três anos de uso, um só dono e baixa quilometragem (entre 5.000 km e 30.000 km). “Estrutura afetada por acidentes, defeitos na parte mecânica, sinais de ferrugem e modificações que alteram as características originais também rebaixam um veículo novo a seminovo”, explica o conselheiro da SAE.

Até R$ 85.000

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Sua opção é um SUV de até R$ 85.000? Se quiser um zero km pense no Hyundai ix35 MT. Se for pelo lado dos usados as opções são o Chevrolet Captiva AWD V6 2011 seminovo ou então os usados de luxo BMW X5 3.0 2004 ou o Jeep Grand Cherokee Overland 2007

Modelo Hyundai ix35 MT 0 KM Captiva AWD V6 2011 Grand Cherokee Overland 2007 BMW X5 3.0 2004
Principais itens de série airbags, rádio USB tração integral, câmera de ré ESP, tração 4×4 ESP, airbags laterais
Motor 2.0 16V flex de 178 cv 3.0 V6 gas de 268 cv 5.7 V8 gas de 330 cv 3.0 24V gas de 231 cv
Porta-malas 591 litros 821 litros 970 litros 620 litros
Desvalorização  -8% -12,5% -11,8% -18,8%
Preço  R$ 85.000,00  R$ 83.020,00 R$ 84.150,00 R$ 77.420,00

Que cuidados tomar ao comprar um usado?

A grande vantagem do seminovo é o fato dele já ter passado pelo primeiro impacto da desvalorização, o que o torna interessante ao bolso do consumidor que não faz questão de comprar um veículo zero km. Ainda assim, todo cuidado é pouco. “Analisar as condições do carro é de suma importância na hora de escolher o automóvel. O brasileiro também não tem o hábito de fazer o test-drive e isso pode fazer toda diferença”, sugere o analista da ADK.

Também é preciso tomar muito cuidado com a lábia dos vendedores. “Eles bombardeiam a clientela com vantagens que os carros oferecem. Porém, as vezes, nem tudo é verdade”, alerta Satikunas. “As lojas vendem carros usados como sendo seminovos, é preciso tomar muito cuidado”, complementa o consultor.

É neste momento que a desconfiança fala mais alto. “Quando a esmola é grande o santo desconfia. Carros usados com valor muito abaixo da tabela exigem certos cuidados, pois podem não ser legítimos. Para atestar a procedência do veículo o melhor a fazer é exigir uma ‘inspeção técnica’ a loja ou ao vendedor particular”, indica o analista da SAE.

O serviço de inspeção técnica, que custa em média R$ 120,00, é realizado por empresas especialistas, que analisam desde a documentação do carro à parte mecânica e de carroceria. “Essa é melhor forma de descobrir as ‘cicatrizes’ de um automóvel”, salienta Garbossa.

Como apontamos no início, a tarefa não é fácil e para realizar um bom negócio é preciso ter muita paciência e pesquisar sobre o carro até puder. Se tudo for feito da forma correta e de maneira cuidadosa, a satisfação é garantida, seja na compra de um automóvel novo, seminovo ou usado.

Fonte: tabela Fipe e montadoras

IG