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Raniery Paulino pede apoio a bancada federal para inclusão da microrregião de Guarabira no semiárido brasileiro

reuniãoO deputado Raniery Paulino (PMDB) participou esta semana da primeira da reunião bacada federal em Brasília. O parlamentar estadual pediu aos colegas apoio na sua luta pela inclusão da microrregião de Guarabira no semiárido do Nordeste brasileiro.

A microrregião de Guarabira está localiza na região do Agreste do Estado da Paraíba, composta pelos municípios de Alagoinha, Araçagi, Belém, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mulungu, Pilõezinhos, Pirpirituba, Serra da Raiz e Sertãozinho. Para apresentação do pedido, o deputado Raniery Paulino justifica que os aspectos físicos são próprios do semiárido, com relevo predominantemente suave-ondulado, cortado por vales estreitos e com vertentes dissecadas.

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Segundo o parlamentar, uma das características que deve ser levada em conta da região é a vegetação basicamente composta por caatinga hiperxerófila, com trechos de florestas caducifólia. O clima é tipo tropical semi-árido e a precipitação média anual é de 431,8mm.”Já conseguimos comprovar um dos fatores, mas ainda precisamos de um documento que comprove outras características. Com esta reunião, um grande passo foi dado para que Guarabira venha a se desenvolver mais rapidamente”, afirmou Paulino.

Caso a região seja classificada como semiárido, as cidades serão beneficiadas com uma série de políticas públicas que podem alavancar sua economia. Entre vários benefícios, existe o incentivo fiscal para indústrias se instalarem na região. Como a carga tributária é menor, fica mais fácil a instalação de empresas no local.

De acordo Raniery, essa é uma luta que começou desde seu primeiro mandato quando na companhia de vários prefeitos e lideranças políticas da região, participou de eventos sobre o assunto e reuniões nos ministérios em Brasília.

Raniery Paulino recebeu o convite do coordenador da bacada, deputado federal Wilson Filho (PTB), para participar da reunião. Raniery destacou a disposição do senador Raimundo Lira em acompanhar o pleito.

Assessoria

INSA discute realidade no semiárido

secaO evento será realizado no período de 09 a 12 de novembro, em Delmiro Gouveia (AL). Encontram-se abertas até dia 30 de junho de 2014 inscrições para o 2º Congresso Internacional da Realidade Semiárida e 3º Simpósio Alagoano sobre os Ecossistemas do Semiárido (SAESA), a ser realizado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus do Sertão, no município de Delmiro Gouveia (AL). O evento acontecerá no período de 09 a 12 de novembro de 2014.

O objetivo é trocar experiências, debater, atualizar e difundir conhecimentos e ações desenvolvidas no Semiárido brasileiro e apresentar resultados dessas ações implementadas na região. A primeira edição do evento ocorreu em junho de 2012, em Arapiraca (AL), ocasião em que estudos e ações desenvolvidos na região foram temas abordados e discutidos pelas autoridades presentes e participantes do evento.

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O evento é realizado pela Ufal, em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Estadual da Bahia (UNEB). Destina-se a professores, pesquisadores, sociedade em geral e suas entidades representativas de classes, profissionais, estudantes e técnicos com atividades ligadas à região semiárida. Mais informações, acesse o site do evento.
INSA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O evento acontecerá no período de 09 a 12 de novembro de 2014. O objetivo é trocar experiências, debater, atualizar e difundir conhecimentos e ações desenvolvidas no Semiárido brasileiro e apresentar resultados dessas ações implementadas na região. A primeira edição do evento ocorreu em junho de 2012, em Arapiraca (AL), ocasião em que estudos e ações desenvolvidos na região foram temas abordados e discutidos pelas autoridades presentes e participantes do evento. O evento é realizado pela Ufal, em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Estadual da Bahia (UNEB). Destina-se a professores, pesquisadores, sociedade em geral e suas entidades representativas de classes, profissionais, estudantes e técnicos com atividades ligadas à região semiárida. Mais informações, acesse o site do evento.

INSA

No Semiárido, agricultores criam técnicas para conviver com estiagem

“[A seca] é um fenômeno natural, que ocorre em muitas partes do planeta. A gente não pode viver se mudando, de lugar em lugar.”

Os períodos de estiagem prolongada no Semiárido brasileiro provocaram durante décadas a perda de rebanhos e lavouras e também contribuíram para o aumento do êxodo rural. Essa realidade, no entanto, está em processo de mudança. Técnicas adequadas de manejo, além de acesso e estocagem de água, têm garantido a permanência de famílias que vivem da agricultura em suas terras.

“[A seca] é um fenômeno natural, que ocorre em muitas partes do planeta. A gente não pode viver se mudando, de lugar em lugar.”

A conservação de grãos para ração animal, a captação da água da chuva e a perfuração do solo para a implantação de cisternas e de poços artesianos são algumas das ações adotadas para garantir uma convivência melhor com o clima seco.

“Seca, nós nunca vamos conseguir viver sem. Tem é que produzir, cuidar dos animais [mesmo com a estiagem]”, diz a agricultora Francisca Carvalho, de 41 anos, conhecida como Kika. Ela vive desde 1999 em um assentamento na Chapada do Apodi, perto do município de Apodi, no Rio Grande do Norte. Cresceu na região e sempre conviveu com a estiagem.

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“A seca de 1993 foi terrível. Meu pai tinha muita criação de caprinos e perdeu tudo. Uma roladeira [estrutura formada por latas com capacidade para 18 litros de água cada] de seis latas tinha que servir para uma família de seis pessoas. Tinha que dar para beber, tomar banho, cozinhar e dar para os animais”, lembra ela.

Segundo Francisca, a situação começou a melhorar um pouco depois da época em que ela foi assentada. Em 2000, o assentamento ganhou quatro cisternas de 16 mil litros cada. Hoje, de acordo com ela, dos 23 assentados, 12 têm poços em suas casas. Depois, algumas famílias também tiveram acesso à cisterna-enxurrada e à cisterna-calçadão, estruturas que captam água da chuva e têm capacidade para 52 mil litros.

Na cisterna-enxurrada, a água armazenada é para consumo humano. Na cisterna-calçadão, para irrigar a produção. A implantação das cisternas ocorreu com a ajuda da organização não governamental Articulação no Semiárido Brasileiro (Asa). A entidade, que recebe recursos do governo federal e de outros parceiros, fornece material e orientação para construir as estruturas.

O acesso a algumas técnicas também foi importante para ajudar Francisca e outros agricultores a enfrentar a seca. “Quando chegamos, tivemos várias capacitações do governo e de movimentos sociais”, diz ela, explicando que os assentados aprenderam a utilizar a técnica do silo, que consiste em armazenar o sorgo em um buraco na terra. Assim, a ração é conservada para a alimentação dos rebanhos.

“Recentemente [em 2010, 2012 e 2013] teve pouca chuva e a produção caiu, mas não perdemos rebanho. A gente conseguiu colher sorgo e fazer o silo”, diz Francisca, cuja família cria e planta para subsistência e eventualmente vende a produção excedente.

No caso do agricultor José Ivan Monteiro Lopes, de 34 anos, os poços artesianos foram o caminho para salvar a lavoura e manter o rebanho de gado. Ele perfurou dois poços no fim de 2012, um deles com recursos próprios e o outro com ajuda da organização não governamental Diaconia.

“A diferença [do poço artesiano em relação a outras soluções] é que ele chega a 40 metros de profundidade e tem muito mais água”, diz José Ivan, que vive em uma área rural perto da cidade de Tuparetama, em Pernambuco.

O agricultor conta que a forte estiagem em 2012 e 2013 o forçou a tomar a decisão de diminuir seu rebanho. De oito cabeças de gado, ele vendeu quatro com o intuito de ter menos animais para alimentar. Mesmo com as dificuldades, José Ivan acredita que a solução para os moradores do Semiárido é aprender a lidar com as particularidades da região. “[A seca] é um fenômeno natural, que ocorre em muitas partes do planeta. A gente não pode viver se mudando, de lugar em lugar.”

De acordo com dados divulgados pela Asa, o Semiárido abrange um território de 982,5 mil quilômetros quadrados. A área equivale a 18,2% do território nacional e a 53% da área do Nordeste. Seus moradores correspondem a 11% da população brasileira, o equivalente a 22,5 milhões de pessoas. Desse total, 14 milhões vivem na área urbana e 8,5 milhões são moradores da zona rural. Além disso, 1,5 milhão são agricultores familiares.

Fonte: Agência Brasil

Mais de mil prefeitos aderem ao Selo UNICEF Município Aprovado no Semiárido

Selo UnicefUm total de 1.107 municípios do Semiárido brasileiro aderiu ao Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2013-2016. O percentual representa 73% dos municípios de 10 estados da região, onde vivem cerca de 9 milhões de crianças e adolescentes. Os números demonstram que os prefeitos, responsáveis pela inscrição dos municípios, aceitaram o desafio de melhorar as políticas públicas, promover direitos e reduzir as desigualdades que afetam a infância e a adolescência.

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Quase 60% dos participantes da nova edição do Selo são municípios de menor porte e renda, que concentram os mais frágeis indicadores sociais do território. A Bahia tem 195 adesões (65% do total do Semiárido baiano); Ceará, 161 (88% dos municípios do Semiárido cearense); Rio Grande do Norte, 144 (86%); Paraíba, 134 (61%); Piauí, 141 (65%); Pernambuco, 119 (83%); Minas Gerais, 100 (70%); Alagoas, 52 (72%); Sergipe, 36 (73%); e Espírito Santo, 25 (86%).

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Em novembro e dezembro de 2013, os lançamentos estaduais da iniciativa mobilizaram mais de 4 mil pessoas, entre governadores, prefeitos, secretários, técnicos estaduais e municipais, representantes de entidades do Sistema de Garantia de Direitos, organizações não governamentais e empresas, lideranças adolescentes e comunicadores. “Quem ganhou o Selo vai querer fazer muito mais para continuar recebendo a certificação nas próximas edições. Quem ainda não recebeu tende a promover ações para atingir as metas necessárias”, diz José Queiroz, prefeito de Caruaru (PE), município aprovado em 2012.

Marco Leone, jovem liderança do município de Quijingue/BA, enfatiza a importância de mobilizar os adolescentes no desenvolvimento das ações do Selo ao longo de toda a edição. “No Semiárido não falta água: sobra desigualdade. Isso machuca, mas faz brotar o desejo de ser protagonista e transformar a região”, afirma Leone.

Programa de Formação – O UNICEF já iniciou o primeiro de oito ciclos de capacitação que integram o programa de formação voltado para gestores municipais do Semiárido em cinco estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Piauí e Rio Grande do Norte. Os encontros reuniram 1450 representantes de 542 municípios, entre articuladores do Selo, indicados pelos prefeitos para coordenar a iniciativa nos municípios, e conselheiros de direitos. Nos outros quatro estados do Semiárido, o primeiro ciclo acontecerá em fevereiro e março de 2014.

No primeiro encontro, os gestores conhecem detalhes da metodologia e recebem material de apoio e orientação ao trabalho a ser desenvolvido nos próximos 30 meses. “Os técnicos municipais retornam aos seus municípios com a tarefa de articular a criação da Comissão Intersetorial pelos Direitos da Infância e Adolescência, que apoiará a gestão das ações locais pelo alcance dos objetivos do Selo e a redução das desigualdades sociais”, explica Rui Aguiar, coordenador em exercício do UNICEF na Plataforma do Semiárido.

Simplificação da metodologia – As ações estratégicas de políticas públicas e participação social propostas pelo UNICEF, uma das novidades desta edição, tiveram boa aceitação entre os gestores municipais. “Com as ações estratégicas, podemos fortalecer políticas públicas estaduais e federais e também apostar nas particularidades e soluções encontradas pelo próprio município”, afirma Mirna Moraes de Aguiar, articuladora de Cariré (CE).

Experiências municipais – Para Carmen Soares de Sousa, articuladora de Sobral, município certificado nas seis edições do Selo no Ceará, a iniciativa contribui para que o município avance continuamente. “O UNICEF e o Selo não permitem que as novas gestões desfaçam conquistas sedimentadas ao longo das edições. Zelamos por elas como patrimônio imaterial do município. Exemplo disso é o Trevo de Quatro Folhas, uma política municipal voltada para a redução da mortalidade materna e infantil que já é uma referência nacional”, celebra.

Clarice Santos, articuladora de Serra Dourada (BA), destaca a importância dos municípios se fortalecerem com a experiência: “Não fomos aprovados na primeira edição, mas viramos o jogo e recebemos o Selo em 2008 e 2009 – 2012. Buscamos conhecimento para fortalecer as políticas públicas e melhorar a vida das crianças, adolescentes e famílias. Hoje, a prefeitura tem outro olhar sobre a infância e adolescência. Aprendemos uma lição: não desistir nunca. A minha expectativa é conquistar o Selo também em 2016”, diz.

O Selo UNICEF Município Aprovado busca universalizar direitos e melhorar a vida de 23 milhões de crianças e adolescentes do Semiárido e da Amazônia Legal Brasileira, fortalecer a gestão municipal e reduzir desigualdades sociais no País. A metodologia é implementada em 10 estados do Semiárido em parceria com organizações não governamentais e com o apoio da PETROBRAS, Fundação Telefônica, COELCE e CEMAR.

 

Unicef

Governo promete quase R$ 1 bi para acesso à água no Semiárido; PB terá mais 15 mil cisternas

cisternasO Governo Federal promete construir, até 2015, mais de 15 mil cisternas no Semiárido paraibano. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) divulgou o planejamento dos seus investimentos de quase R$ 1 bilhão para financiar a construção de tecnologias sociais de acesso à água na área rural do Semiárido.Caso esses investimentos se confirmem, a Paraíba terá R$ 63.895.759,59 em construção de cisternas.

Para o estado estão previstas 12.889 cisternas para armazenamento de água para consumo humano e mais 2.121 cisternas para assegurar água para produção.

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Por meio de convênios firmados em dezembro, serão entregues mais de 134 mil cisternas de água para consumo e outras 51 mil tecnologias sociais que auxiliam na produção dos agricultores familiares, até o final de 2015.

 

 

Para consumo das famílias, serão construídas cisternas de placa de cimento, com capacidade para abastecer uma família com cinco pessoas por até 8 meses. As tecnologias de apoio à produção agrícola podem ser cisternas do tipo calçadão, de enxurrada, telhadão ou aprisco, além de barragens subterrâneas, barreiros lonados e barreiros trincheira.

“A política de cisternas vem contribuindo para modificar a área rural no Semiárido. A água é um instrumento importante porque ela é infraestrutura para qualquer relação de produção num espaço onde se tem pouca pluviometria, como é o caso daquela região”, afirma a diretora do Departamento de Fomento e Estruturação da Produção do MDS, Francisca Rocicleide da Silva.

Realizadas a partir do novo marco legal do Programa Cisternas, estas contratações aumentarão a capacidade operacional e de execução dos recursos. Desde o fim de 2013, foi autorizada a dispensa de licitação para entidades sem fins lucrativos já credenciadas por cinco anos pelo ministério para implantação do programa.

Os convênios foram realizados a partir de projetos e valores por unidade entregue. Além do processo mais simplificado, é possível acompanhar online a execução da entrega das cisternas e, ao mesmo tempo, localizá-las por meio de uma ferramenta de georreferenciamento na internet.

“Com o novo marco legal e com esse montante de investimentos, aumentamos a abrangência do atendimento, o que permite que mais famílias tenham acesso à água, e damos um passo para uma transição: estamos buscando a universalização das cisternas e ampliando consideravelmente a ação de construção de tecnologias de apoio à produção agrícola”, explica o coordenador-geral de Acesso à Água do MDS, Igor Arsky.

 

portalcorreio

Semiárido nordestino recebe recursos para criação e recuperação de poços profundos

Municípios do seminário nordestino, afetados pela estiagem, receberão investimento para a criação de poços estratégicos que abastecerão a população com água. A ação será realizada pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e é coordenada pelo Ministério da Integração e faz parte do plano do governo para ampliar a oferta de água para o consumo humano em regiões do Nordeste atingidas pela seca.

Divulgação / Ministério da Integração Os recursos para compra de equipamentos de perfuração de poços são destinados a melhorar a oferta de água para a população

  • Os recursos para compra de equipamentos de perfuração de poços são destinados a melhorar a oferta de água para a população

O Ministério da Integração Nacional (MI), destinou neste ano cerca de R$ 200 milhões, para recuperação, perfuração e instalação de 2.621 poços. Esse valor será distribuído da seguinte forma: R$ 63 milhões para os estados e R$ 137 milhões para órgãos federais, como por exemplo, o Dnocs que destinou os recursos para a criação dos poços profundos.

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A meta do órgão é instalar 800 poços, no semiárido nordestino, além de perfurar e instalar outros 600. Cada poço beneficia, em média, cerca de 30 mil pessoas.

 

Valor do manejo correto de águas pluviais

 

A importância de um serviço adequado de drenagem e manejo de águas pluviais torna-se de grande valor para a população das cidades na medida em que se acumulam os efeitos negativos das chuvas, tais como alagamentos, inundações, deslizamentos e perda de rios e lagos. A lavagem de superfícies urbanizadas acarreta aumento de carga de poluentes em rios e lagos, além de facilitar a veiculação de doenças como leptospirose e dengue, entre outras. A cobertura do solo também provoca erosão, reduzindo sua qualidade, tornando-os mais pobres e até mesmo impróprios para a agricultura.

 

Água para Todos

O Programa Água para Todos é destinado a promover a universalização do acesso à água para consumo humano em áreas rurais do semiárido, visando o pleno desenvolvimento humano e à segurança alimentar e nutricional de famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, o programa levará também água para a produção agrícola e alimentar.

 

Fonte:

Dnocs

Governo estima que 429 mil famílias não têm cisternas no semiárido

O governo federal estima que 429.630 famílias não têm cisternas no semiárido brasileiro e, em meio à pior seca dos últimos 50 anos, dificilmente têm acesso à água. Os dados fazem parte do cadastro único do Brasil Sem Miséria, utilizado pelo governo para garantir que as famílias extremamente pobres da região tenham água disponível. Na última sexta-feira (5), o governo federal publicou no Diário Oficial da União dois decretos que tratam de programas de abastecimento de água no Nordeste e zonas rurais do país.

Cisternas (Foto: Arte/G1)

O decreto 8.038 regulamenta o Programa Cisternas, que prevê garantias de fornecimento de água para consumo humano e para produção de alimentos. Os beneficiados serão integrantes de famílias de baixa renda da zona rural atingidas pela seca ou que sofram com falta regular de água. O texto altera artigos da norma que criou o Programa Água para Todos e institui dois comitês administrativos, sendo um gestor e outro operacional, ambos formados por integrantes de ministérios e representantes de trabalhadores rurais.

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Com o Programa Um Milhão de Cisternas, criado em 2003, o governo pretendia levar cisternas a todas as famílias do semiárido até 2008, a fim de minimizar os efeitos das secas. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informa que apoiou a implementação de 584.282 cisternas de placa na região Nordeste, em parceria com estados, municípios e organizações da sociedade civil, número pouco maior que a metade do previsto. Apenas em 2013, foram 37.374 até junho.

Como a meta não foi cumprida, em 2011 foi criado o programa Água Para Todos, com objetivo de entregar 750 mil cisternas até o fim de 2014, com custo previsto de R$ 2,9 bilhões. Até o momento, 320.370 cisternas foram entregues, 42% da meta, de acordo com o Ministério da Integração.

O Água Para Todos é voltado para famílias residentes nas áreas rurais do semiárido, com acesso precário à água, inscritas no Cadastro Social Único do Governo Federal e com renda familiar per capita de até R$ 140 mensais, além de aposentados que vivam exclusivamente da renda previdenciária.

Segundo o cadastro único, cerca de 770 mil famílias se enquadram hoje nessa exigência no semiárido. O Ministério do Desenvolvimento Social diz que há, atualmente na região, 1.134 municípios que possuem cisterna e 43 municípios que estão em fase de contratação – uma cobertura de 97%.

Ainda assim, em razão da seca persistente, mesmo as famílias que possuem as cisternas têm o acesso à água restrito. Segundo o governo, não é possível saber se todas as cisternas estão sendo abastecidas.

“O objetivo é que não [fiquem desabastecidas], mas daqui de Brasília não consigo te garantir isso. Não me pede para botar meu CPF nesse negócio”, afirma ao G1 Francisca Rocicleide Ferreira da Silva, diretora do Departamento de Fomento à Produção e à Estruturação Produtiva da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS.

Morador de Olho d'Água das Flores, no sertão alagoano, pega água emprestado da cisterna da vizinha (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)Morador de Olho d’Água das Flores, em Alagoas, pega água de cisterna vizinha (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Segundo a diretora, o objetivo da cisterna é facilitar o acesso à água pelo acúmulo da chuva, mas com uma seca extrema, ela serve para acondicionar a água recebida pelos carros-pipa. “Ela passa a ser um bem da família. O bem mais importante. Emprega mão-de-obra local, mobiliza a economia, une a comunidade na construção. Por isso nós queremos cumprir essa meta”, afirma.

O objetivo é que não [tenha cisterna sem água], mas daqui de Brasília não consigo te garantir isso. Não me pede para botar meu CPF nesse negócio”
Francisca Rocicleide Ferreira da Silva, diretora do Departamento de Fomento à  Produção e à Estruturação Produtiva da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS

A dependência dos carros-pipa, no entanto, faz com que o governo acredite que, mesmo com as cisternas, muitas famílias estejam sem água. “O carro vai preenchendo as cisternas, vai num lugar, não vai no outro. Tem comunidades muito isoladas. A gente tem uma expectativa de que a partir de outubro deste ano chegue a chuva. Enquanto isso não acontece, não tem como garantir”, diz Silva.

Cristina Nascimento, coordenadora executiva da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) no Ceará, afirma que o programa de cisternas é um avanço, mas ressalta que é preciso acelerar o processo. “A cisterna tem um peso muito importante na vida dessas famílias, que são as mais pobres, que mais sofrem. São famílias que moram em áreas com pequenos barreiros, pequenos poços e não têm agua de qualidade para consumo humano”, afirma.

“Se essas famílias não têm cisterna, elas não têm onde estocar a água. Além disso, ela é um equipamento que gera cidadania, porque é construída em comunidade, com os próprios meios. Ela tem um peso muito importante”, completa.

Segundo Cristina, no entanto, a maior reclamação é a distribuição inconstante de água pelos carros-pipa. “A água chegou, mas não chegou em quantidade. Falta um planejamento dos órgãos públicos.”

Cisterna vazia em Alagoas
Em Olho d’Água das Flores, no sertão alagoano, cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, os moradores contam que chegam a ficar de uma semana a seis meses sem água. A seca atinge cerca de 40% da população na zona rural.

A dona de casa Creuza Gomes da Silva, 37, tenta buscar água no ‘chafariz’, uma torneira dividida por todos os vizinhos, com os filhos. Desta vez, voltou de mãos vazias (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)A dona de casa Creuza Gomes da Silva, de 37 anos, tenta buscar água no ‘chafariz’, uma torneira dividida por todos os vizinhos. Desta vez, ela voltou de mãos vazias na companhia do filho (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, 600 famílias vivem sem cisternas ou água encanada na região. Das 227 cisternas instaladas, apenas 39 cadastradas recebem água dos carros-pipa – 24 pela prefeitura em parceria com a Defesa Civil e outras 15 pela Operação Pipa do Exército. As demais ficam vazias se não chover.

A dona de casa Creuza Gomes da Silva, de 37 anos, moradora do sítio Craíbas, diz que metade das casas tem água encanada, mas que na dela não há nem sequer torneira. Ela busca água no “chafariz”, como os moradores apelidaram uma torneira coletiva da rua. “Todo ano é a mesma coisa. Vivo desde que nasci aqui e, nesse tempo, nada muda”, diz.

A agricultora Maria Madalena Ferreira Silva, 30, grávida, busca água na cabeça de duas a três vezes ao dia da cisterna da vizinha e guarda nos fundos da casa (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)A agricultora Maria Madalena Ferreira Silva, 30,
grávida, busca água na cabeça de duas a três
vezes ao dia da cisterna da vizinha e guarda nos
fundos da casa (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Quando falta água no “chafariz”, os filhos vão buscar em uma barragem que fica a cerca de 1 quilômetro dali. Mas dura pouco. “Pego alguns baldes de água pela manhã e à tarde já estamos precisando de novo”, relata.

A água serve para a família beber, lavar louça e tomar banho. A pequena horta de feijão secou. “Falta água, comida, mas a gente se vira. Um ajuda o outro.”

É a pior seca em mais de 50 anos. Antes ainda chovia, mas este ano a chuva é pouca. A última vez foi há mais de trinta dias”
Ana Paula Rodrigues Fernandes, secretária municipal de Agricultura de Olho d’Água das Flores (AL)

Perto dali, a agricultora Maria Madalena Ferreira Silva, de 30 anos, grávida, vive com o marido em uma pequena propriedade rural. Ela toma água da cisterna da vizinha, que leva em baldes na cabeça de duas a três vezes por dia. “Agora que estou com oito meses, trago pouca água”, conta.

O pequeno poço escavado ao lado da casa está vazio. “Só serve para acumular sujeira que as pessoas passam e jogam. Construímos para encher de água, mas isso nunca aconteceu”, diz ela.

“Este ano foi muito pior. Até o feijão que plantamos no quintal não vingou. Não sei como vai ser se isso continuar”, conta Madalena sobre a seca, “mais severa”. Ela diz não ter esperanças de ter água encanada ou uma cisterna em casa. “Não sei nem a quem pedir isso.”

“A gente cadastra algumas cisternas e os vizinhos vão buscar lá. Foi a maneira que encontramos de suprir a necessidade de todos”, afirma a secretária municipal, Ana Paula Rodrigues Fernandes. “É a Defesa Civil quem faz esse abastecimento. Se não fosse assim, não teria como. É a pior seca em mais de 50 anos. Antes ainda chovia, mas este ano a chuva é pouca. A última vez foi há mais de trinta dias.”

Indústria da seca
Outro problema apontado pela ASA é a preferência do Ministério da Integração por cisternas de “plástico”, pré-fabricadas de polietileno, em vez das de placa, entregues pelo MDS, construídas com cimento. “Isso beneficia grandes grupos. Como o governo faz opção por uma cisterna que não gera renda e custa duas vezes mais? É a reedição da indústria da seca”, critica Cristina.

Segundo a coordenadora, as cisternas de plástico são “pronta-entrega”, mas acabam estocadas em galpões porque não há mão-de-obra para entrega. “Compram em nome dessa pretensa agilidade, mas elas não estão nas casas das famílias. Já chegam deformadas porque não aguentam o calor. Por enquanto não conseguimos barrar isso”, diz. “Com uma de plástico guardada, construímos duas de placa. Demora mais, mas vale mais.”

Agricultora mostra cisterna que só enche com a água da chuva, já que não é cadastrada para abastecimento. (Foto: Jonathan Lins/G1)Agricultora mostra cisterna que só enche com a
água da chuva, já que não é cadastrada para
abastecimento (Foto: Jonathan Lins/G1)

Em nota, o Ministério da Integração informa que não apenas vai continuar usando as cisternas de plástico, como também vai ampliar a implantação no segundo semestre de 2013. “As cisternas de polietileno não deformam ou derretem em função de altas temperaturas”, diz a pasta em nota.

Segundo o ministério, o custo da cisterna de placa é entorno de R$ 2.200 e da cisterna de polietileno é de R$ 5.090. Mas diz que a de polietileno, com 16 mil litros de água para atender uma família de cinco pessoas por até seis meses, tem tempo de vida útil de mais de 30 anos, podendo ser implantada em um dia.

“A construção e instalação das cisternas são coordenadas por comitês municipais, que incluem treinamento e capacitação dos beneficiários”, diz o Ministério da Integração Nacional. “As cisternas que, por ventura, apresentarem defeitos de fabricação estão sendo imediatamente substituídas, conforme contrato, sem custos para o governo federal e os beneficiários do programa.”

Em Olho d'Água das Flores, busca por água é diária. A moradora Creuza e os filhos voltaram de mãos vazias da torneira coletiva. (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)Em Olho d’Água das Flores, busca por água é diária. A moradora Creuza e os filhos voltaram de mãos vazias da torneira coletiva. (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Busca ativa
Segundo o governo, o programa Água para Todos tem como objetivo garantir o amplo acesso à água para as populações rurais dispersas e em situação de extrema pobreza, para o consumo próprio e para a produção de alimentos e a criação de animais.

Segundo a diretora do MDS, quando o cadastro for finalizado, com entrega de cisternas a todas as famílias, deve ser iniciada uma busca ativa por aquelas que não se cadastraram para receber as cisternas.

“O governo considera que as ações do programa a partir do cadastro estabelecem uma finalização da extrema pobreza no acesso à água”, afirma.

Além das cisternas de consumo e de produção, o governo também informou que está implementando sistemas coletivos de abastecimento para consumo humano, pequenos sistemas de irrigação e pequenas barragens de água pluvial. O investimento total previsto é de aproximadamente R$ 4,7 bilhões.

Para a coordenadora da ASA, se a meta de cisternas para consumo humano for cumprida em 2014, o próximo passo deve ser garantir água para produção, chamada “segunda água”. “É fazer essas famílias poderem produzir seu próprio alimento, convivendo com o que o semiárido tem a oferecer”, conclui.

 

G1

Em 2100, semiárido da Paraíba será um deserto, prevê Inpe

secaEstudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com base em tendências climáticas revelam que, em 2100, parte do Semiárido brasileiro será uma região de deserto. De acordo com o pesquisador do Inpe José Marengo, o aumento da temperatura e a falta de chuva podem ser os principais responsáveis pela aridez na região.

Os efeitos mais agressivos da estiagem estão concentrados na Região Nordeste, onde o Ministério do Meio Ambiente (MMA) já identificou oficialmente quatro núcleos de desertificação: são 1.340 quilômetros quadrados e aproximadamente 1400 municípios em 11 estados. A área abrange 16% do território brasileiro.

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Os núcleos estão localizados na região do Seridó, na Paraíba, onde o fenômeno ocorre devido à falta de manejo da caatinga para atender a pecuária extensiva e a demanda energética; na região de Xingó, que compreende municípios nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia, a ocorrência se dá devido à irrigação sem critérios técnicos, provocando a salinização dos solos; Na região de Gibões (PI), ocorre uma intensa degradação do solo por processo de mineração inadequado; e na região do Irauçuba (CE), por falta de manejo dos recursos naturais.

“Em 2050, algumas partes do Semiárido já podem passar a ser áridas. Atualmente chove apenas parte do ano e a precipitação é mal distribuída. No caso da aridez, é quando não há chuva”, explica. Para Marengo, a situação atual do Semiárido é preocupante devido à duração da estiagem. A rigorosa escassez de chuvas pelo segundo ano consecutivo impõe à região a pior seca dos últimos 50 anos, que atinge 1.046 municípios.

“O maior problema é que a população ainda não está adaptada à seca. E o fato não é um fenômeno surpresa, já aconteceu antes. Atualmente a população que sofre com os efeitos da estiagem, abandona seus terrenos no campo e migra para as grandes cidades. Isso pode criar um problema social, a pessoa desesperada por comida faz saques. Ela não quer roubar, só quer comer. O impacto da seca já passou a ser um fenômeno social, político, não apenas meteorológico”.

De acordo com o pesquisador em geoprocessamento da Embrapa Semiárido, Iêdo Sá, o processo de desertificação é consequência de fatores humanos e climáticos. “O Semiárido tem uma série de condicionantes como clima, solo, água e regime de chuvas que é muito favorável a processos de degradação de ambiente. Associados com práticas inadequadas adotadas pelo homem, às vezes por ignorância, por má-fé ou falta de capital, [provocam a desertificação].

Dentre os fatores humanos, ele destaca o desmatamento, a extração excessiva de produtos florestais, as queimadas, a sobrecarga animal, o uso intensivo do solo e seu manejo inadequado e, por último, o emprego de tecnologias não apropriadas para ecossistemas frágeis. “Com respeito às causas climáticas da degradação, é possível mencionar as recorrentes e prolongadas secas que afetam vários países e que [agravam] ainda mais as consequências derivadas da ação humana”

Sá explica que nas áreas em processo de desertificação as proporções de pobreza e de indigência estão acima da média nacional. Segundo ele, no Nordeste brasileiro, uma área maior do que o estado do Ceará já foi atingida pela desertificação de forma grave ou muito grave.

“Do mesmo modo, a pobreza e a indigência, geralmente, afetam a população rural em maior proporção do que a população urbana, mesmo que, em números absolutos, haja mais pobres nas cidades. É comum no meio rural que parte dos membros do grupo familiar migrem, temporária ou permanentemente, em busca de atividades de maior produtividade, seja na própria agricultura seja em outros setores”.

Para combater o processo, o MMA tem destinado em torno de R$ 25 milhões a iniciativas de uso sustentável dos recursos naturais. De acordo com o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do ministério, Francisco Barreto Campello, para viabilizar a aplicação dos recursos, a pasta viabilizou um conjunto de projetos que promovem a convivência com a semiaridez para o combate à desertificação, visando à segurança alimentar, energética, hídrica e da biodiversidade.

O processo de desertificação não se observa apenas no Semiárido brasileiro. Segundo Campello, o fenômeno está presente em 34,7% da superfície do planeta, em uma área onde vivem cerca de 41,3% da população. Na América Latina, dados da Organização das Nações ?Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revelam que mais de 516 milhões de hectares são afetados no mundo. Como resultante do processo perdem-se cerca de 24 bilhões de toneladas por ano da camada arável e produtiva do solo, o que afeta de forma negativa a produção agrícola e o desenvolvimento sustentável.

Sobre os efeitos da longa estiagem provocada pelo clima semiárido, José Marengo destacou a iniciativa de Israel como uma experiência de sucesso no convívio com a falta de chuva. “Israel também tem seca, como a do Semiárido brasileiro, mas não tem os mesmos problemas. Há produção [agrícola] o ano todo. Os investimentos do setor privado são muito fortes. Lá eles aprenderam a conviver com a seca. Um país pequeno, [com alto grau de tecnologia] – ideal para ser aplicado no Brasil, como já é usado em Petrolina. Na cidade, há um investimento forte com a agricultura”.

Segundo o pesquisador do Inpe, a região de Sahel, na África também tem um clima semelhante ao do Semiárido brasileiro. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a piora da situação da seca na região do Sahel já afeta 15 milhões de pessoas, incluindo 1 milhão de crianças, com a escassez de alimentos e o agravamento da desnutrição. De acordo com o Conselho de Segurança da ONU, a presença de grupos terroristas armados, junto com a pobreza crônica e a alta dos preços dos alimentos, torna o problema ainda mais delicado na região africana.

 

Portalcorreio, com Agência Brasil

Aesa prevê mais chuvas no Litoral, Agreste, Brejo e Semiárido

chuvasA Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba prevê chuvas eventuais em todo Estado para esta quinta-feira (25), principalmente no sentido do Litoral ao Sertão.

A análise metereológica observou a formação de áreas de instabilidade no setor Leste da Paraíba (regiões do Agreste, Brejo e Litoral) associadas ao transporte de umidade trazida pelos ventos de Sudeste e Nordeste em baixos e médios níveis da atmosfera.

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Para as próximas horas, o céu deverá permanecer com muitas nuvens e chuvas isoladas nas regiões do Sertão e Alto Sertão. No setor Leste (Agreste, Brejo e Litoral) deverão ocorrer chuvas, por vezes de intensidade moderada a forte.

De acordo com o meteorologista da Aesa, Alexandre Magno, devem continuar a ser registradas precipitações pluviométricas eventuais. “As instabilidades atmosféricas vindas do Oceano Atlântico, associada à presença da Zona de Convergência Intertropical tem induzido o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas em todo o Estado, mas consideramos normal para esta época do ano. De ontem para hoje choveu em 80 municípios paraibanos e nesta quinta-feira deverá permanecer a condição de chuvas variáveis em toda a Paraíba”, afirmou o meteorologista.

Dentre os municípios que tiveram maior precipitação pluviométrica estão Areial (28mm), Campina Grande (27,6mm), Lagoa Seca (26mm), Alhandra (21,2mm) e Cabedelo (25mm).

 

 

Secom-PB

Integração Nacional amplia valor do Bolsa Estiagem para municípios do semiárido

bolsa estiagemO Ministério da Integração Nacional aumentou, nessa terça-feira (16), o valor do Bolsa Estiagem para os municípios situados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O valor total do auxílio passou de R$ 720 para R$ 1.520, em parcelas mensais de R$ 80,00. O benefício será disponibilizado à população afetada enquanto perdurar o período da seca.

O aumento do Bolsa Estiagem faz parte do conjunto de medidas emergenciais e estruturantes do Governo Federal para minimizar os efeitos da escassez prolongada de chuvas nos municípios do semiárido.

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A resolução que amplia o benefício está publicada na edição desta terça-feira (16) do Diário Oficial da União. A área de atuação da Sudene abrange os nove estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia), municípios do Espírito Santo e da região norte de Minas Gerais, além dos vales do Mucuri e do Jequitinhonha, também no estado mineiro.

O Bolsa Estiagem repassou, até março deste ano, mais de R$ 595 milhões, beneficiando mais de 880 mil pessoas. O programa assiste agricultores familiares com renda de até dois salários mínimos em municípios em situação de emergência ou calamidade pública. O pagamento é feito mensalmente por meio do cartão do Bolsa Família ou do Cartão Cidadão, da Caixa Econômica Federal.

 

 

Assessoria