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Pesquisadores desenvolvem fonte de energia limpa inesgotável que pode mudar o rumo da humanidade

fusao-nuclearUm grupo de pesquisadores do laboratório americano Livermore National conseguiu desenvolver um reator de fusão nuclear que poderia mudar a história do consumo energético do mundo. Por quê? Porque produz muito mais energia do que consome e, portanto, poderia vir a ser uma fonte inesgotável de energia limpa, similar à energia utilizada pelas estrelas.

Segundo o artigo, publicado pela revista Nature, o grande problema dos reatores de fusão nuclear até o momento é, justamente, o fato de necessitarem de mais energia do que são capazes de produzir. Agora, parece que este balanço pode se tornar positivo.

Depois de diversas experiências com o reator NIF (National Ignition Facility), a equipe liderada por Omar Hurricane alcançou o feito histórico. “O mais empolgante, no momento, é que estamos registrando um aumento constante na produção energética, resultante do processo de ignição”, explicou Hurricane.

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A chave para o sucesso foi o ataque contra as partículas Alfa que, ao invés de escapar, depositam sua energia no combustível. O novo processo contribui para o aquecimento que, por sua vez, aumenta o número de reações de fusão nuclear, produzindo assim mais partículas Alfa. Trata-se de um processo de renovação interminável.

Nossa ideia de consumo energético e combustível pode estar à beira de uma imensa transformação.

History

Internacionalização da Educação: qual o rumo do ensino superior?

aulapublica.operamundi.reproduçãoNo quarto episódio da segunda temporada de Aula Pública Opera Mundi, Manolita Correia, doutora em Educação pela USP (Universidade de São Paulo) e professora da ESPM, responde: “Qual o rumo do ensino superior nos próximos anos?” Manolita discute internacionalização da educação no Brasil e no mundo e os benefícios de intercâmbios culturais e intelectuais.

No primeiro bloco, a socióloga diz que, “apesar da mídia ter insistentemente associado a internacionalização à mobilidade acadêmica, (a questão) não é apenas isso. A mobilidade acadêmica é apenas a parte mais visível”. Para Manolita, essa medida também “passa por uma internacionalização de cursos e programas”, além da aquisição, fusão e criação de instituições. Assista:

 

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No segundo bloco, a socióloga fala sobre a atração e “exportação de cérebros”. “Para atrair um estudante internacional, temos que ter uma concepção diferenciada de universidade. A gente não pode reproduzir uma concepção hegemônica que se instalou nos países neocoloniais. Precisamos ter uma concepção própria de universidade”. É necessário que exista um respeito em relação “as diferenças culturais, nacionais, num sentido de integração pela cultura acadêmica”, analisa. Assista:

 

No terceiro bloco, Manolita aborta as dificuldades da integração da educação: “Quando a gente fala de mobilidade sul/norte, as vezes essa mobilidade é confundida com trabalho precário. Nem sempre ela é romântica, nem sempre ela é pacifica, nem sempre ela é bem acolhida”.Em alguns casos, há uma “rejeição do outro, uma dificuldade de inserção, de acolhimento. Os preconceitos de alguma forma ou de outra se manifestam”, afirma.  Assista:

Brasil de fato

Choque de gigantes: Fla e Timão ainda buscam um rumo no Brasileiro

Flamengo e Corinthians ainda tentam encontrar o rumo no Campeonato Brasileiro. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão, pela décima rodada. O Rubro-Negro vive na gangorra e ainda não conseguiu emplacar uma série de bons resultados. Quando parece que vai embalar, tropeça. A vitória por 2 a 1 sobre o Bahia, na rodada passada, reforçou a confiança. O time de Joel Santana venceu com um jogador a menos e pela primeira vez conquistou três pontos como visitante nesta edição. A proximidade do G-4 empolga. A equipe está em nono, com 15 pontos, só um a menos que o Botafogo, o quarto colocado.

O Timão quer retomar terreno. A euforia pela conquista da Taça Libertadores ainda está longe de acabar, mas a 14ª posição no nacional, com oito pontos, não satisfaz o técnico Tite. O treinador ainda não conseguiu escalar força máxima depois de conquistar o título contra o Boca Juniors, há duas semanas. Logo no fim de semana após a final, Tite deu folga para os titulares e escalou apenas reservas (1 a 1 com o Sport). Na quarta-feira seguinte, ele já optou apenas pelos principais. Porém, não contou com Emerson Sheik e Jorge Henrique (derrota por 3 a 1 para o Botafogo). Já no último sábado, na vitória diante do Náutico, Tite não contou com Jorge Henrique e com Alessandro.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances da partida em Tempo Real, com vídeos exclusivos. A Rede Globo transmite o jogão para para SP, Resende (RJ), MG (menos Coronel Fabriciano e Montes Claros), ES, PR, SC, PE (menos Petrolina), BA, CE, MA (menos Balsas), RN, PI, PA (menos Santarém), TO e Região Centro-Oeste.

header as escalações 2

Flamengo: Joel Santana terá reforços contra o Corinthians. De uma só vez, retornam Léo Moura, Darío Bottinelli e Vagner Love. Marcos González também era um reforço esperado, treinou normalmente nos dois últimos dias, mas ainda sente dores na região lombar. Ele será substituído por Arthur Sanches. Na lateral esquerda, Ramon será desfalque. Emprestado ao Rubro-Negro pelo clube paulista, ele está fora por questões contratuais. Magal será escalado na posição. O time provável: Paulo Victor, Léo Moura, Arthur Sanches, Marllon e Magal; Airton, Ibson, Renato e Bottinelli; Hernane e Vagner Love.

Corinthians: Tite contará com o retorno de Alessandro e a entrada de Douglas para a partida contra o Flamengo. O primeiro desfalcou o time na vitória por 2 a 1 diante do Náutico, no fim de semana. Já o meia herda a vaga deixada por Alex, negociado com o Al Gharafa, do Qatar. Sem a volta de Jorge Henrique, que deve ficar no banco de reservas por conta de uma forte gripe, Romarinho ganha mais uma chance no time titular. Com isso, o técnico deve mandar a campo uma equipe com Cássio, Alessandro, Paulo André, Chicão e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Douglas; Emerson e Romarinho.
quem esta fora (Foto: arte esporte)

Flamengo: expulso contra o Bahia, o volante Luiz Antonio está fora. Além dele, não jogam o atacante Deivid, o volante Muralha e o zagueiro Marcos González, machucados. O volante paraguaio Victor Cáceres ainda não está regularizado na CBF e não vai estrear. O lateral-esquerdo Ramon está emprestado ao Flamengo pelo Corinthians e por questões contratuais não vai poder jogar.

Corinthians: o gripado Jorge Henrique será avaliado nesta quarta-feira para ver se tem condições de, no mínimo, ficar no banco de reservas. Tite ainda tem os desfalques do volante Gomes e do chinês Zizao.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Flamengo: Ibson e Marcos González.

Corinthians: Douglas, Liedson e Ramírez.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Sandro Meira Ricci (Fifa/PE) apita o jogo, auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e Altemir Hausmann (Fifa/RS). Sandro Ricci arbitrou duas partidas no Brasileirão, marcou 60 faltas (média de 30 por jogo), aplicou seis amarelos (média de 3 por jogo), nenhum vermelho e um pênalti (média de 0,5 por jogo). O campeonato tem média de 4,77 amarelos, 0,22 vermelhos, 37,5 faltas e 0,26 pênalti.

header fique de olho 2
Flamengo:
de volta após cumprir suspensão na nona rodada, Vagner Love não marca há quatro partidas. Artilheiro do time na temporada, com 15 gols, ele tem quatro no Brasileirão e é o goleador da equipe na competição ao lado do meia Renato. O camisa 99, no entanto, vive o maior jejum dele no clube.

Corinthians: os holofotes estão voltados para Danilo. O meia está em alta após salvar o Timão da derrota no último fim de semana. Ele marcou os dois gols na vitória de virada por 2 a 1 diante do Náutico.

header o que eles disseram

Léo Moura, lateral-direito do Flamengo: “Voltar contra o campeão da Libertadores é sempre muito bom. O Brasileiro é muito forte. Infelizmente aconteceu a lesão, estou há mais de um mês sem poder jogar, mas agora estou curado, com muita fisioterapia, paciência. Fiz só um coletivo essa semana. Se de repente faltar gás, é algo normal”.

Tite, treinador do Corinthians: “Vamos enfrentar um Flamengo que tem qualidade, tradição. Queremos recuperar a intensidade, o padrão. Fazer alguns reajustes no time”.

header números e curiosidades

* O Flamengo leva pequena vantagem no confronto recente com o Corinthians. Neste século, de 2001 para cá, houve 23 jogos entre as duas equipes e o Fla venceu nove vezes, contra sete vitórias corintianas e sete empates.

* Nas últimas seis vezes que as duas equipes se enfrentaram, o Timão venceu três, todas no Pacaembu, e houve três empates.

* Pela nona vez o Corinthians atua no Engenhão, onde conseguiu vencer apenas uma vez, derrotando o Fluminense por 2 a 1, no Brasileirão de 2010. O retrospecto corintiano no estádio é de uma vitória, três empates e quatro derrotas.

header último confronto v2

A última vez que Flamengo e Corinthians se enfrentaram foi durante a pré-temporada, em janeiro. As duas equipes disputaram um amistoso em Londrina.

Alex e Liedson puseram o Timão em vantagem no primeiro tempo, mas Bottinelli e Negueba garantiram a reação rubro-negra e o empate por 2 a 2.

Globoesporte.com

Mudanças do governo Dilma estão no rumo certo, diz economista

Londres – O Banco Central da Europa e o Popular da China baixam suas taxas de juro, o da Inglaterra anuncia uma nova injeção monetária na economia para baixar as taxas dos bancos e aumentar o crédito às pequenas e médias empresas. O mundo está reagindo como pode a uma tormenta que não cessa. No Brasil, Dilma Rousseff está mudando seu modelo de alta taxa de juro e sua política cambial para um modelo baseado na redução dos juros e em um ajuste da taxa de câmbio acompanhados de um programa de estímulo fiscal e de política industrial. A Carta Maior conversou com José Gabriel Palma, economista da Universidade de Cambridge e especialista em economia comparada, que avaliou a marcha do plano Rousseff e seu impacto sobre o resto do Mercosul.

O governo do Brasil imprimiu um desvio em sua política econômica. É disso que o Brasil necessita neste momento da crise mundial?

É uma retificação necessária. Lula é um dos políticos mais hábeis da América Latina, mas acreditou que podia deixar todo mundo contente. Ele entregou o Banco Central aos monetaristas, o BNDES a setores pró-indústria, facilitou um desenvolvimento das finanças com pouca sustentação na economia real e seguiu adiante com seus programas sociais. Mas em matéria de política econômica – e este é um dos grandes ensinamentos das economias asiáticas – é preciso escolher. No cenário brasileiro, ou se segue o caminho da industrialização ou se inclina por outra estratégia econômica baseada nas finanças e nas commodities.

O PT obteve um extraordinário êxito político graças a essa estratégia porque conseguiu um amplo consenso. Aparentemente quase todos estavam felizes. O problema é que economicamente isso não funciona. Um tipo de câmbio supervalorizado é bom para as finanças, os rentistas e os serviços, mas é destrutivo para a indústria. E vice-versa. É como ocorre com um automóvel. Não se pode entregar o acelerador a um grupo, o freio a outro e a embreagem a um terceiro. O resultado foi que por default se terminou com um modelo de crescimento baseado em commodities e finanças e se abandonou a indústria. Um crescimento assim não é sustentável no longo prazo. Hoje, a indústria manufatureira brasileira é a metade do que era em 1980 em relação ao PIB. É um dos grandes processos de desindustrialização da história. Dilma Rousseff está tentando mudar isso.

No caso de Lula, não foi inevitável adotar essa política para neutralizar o medo que sua eleição havia provocado nos mercados?

Certamente havia temor nos mercados financeiros, mas a única coisa que pediam era que não houvesse uma moratória na dívida interna ou um fechamento da conta de capitais. Cabe recordar que Lula assumiu em janeiro de 2003 quando a última coisa que os Estados Unidos queriam era uma nova frente de conflito político e estavam precisando muito de aliados em sua política externa pós-11 de setembro. Além disso, a economia as finanças internacionais se reativavam fortemente com a nova política expansiva do FED. Por isso, não era necessário passar por uma mudança de direção tão dramática como a que viveu o PT com Palocci e Dirceu. Lula colocou Palocci no Ministério da Fazenda como um sinal da mudança ideológica no PT, porque ele era o único ex-prefeito do PT que havia feito privatizações em sua cidade. Além disso, nomeou Meirelles para o Banco Central, tanto para dar confiança à oposição, já que ele era deputado eleito pelo PSDB, como para dar confiança aos mercados financeiros internacionais por seu exitoso passado como banqueiro internacional.

Estas mudanças adquiriram uma dinâmica própria pró-neoliberal. É uma mudança que não obedece a uma urgente necessidade objetiva. Se bem que as coisas não estivessem uma maravilha no Brasil, tampouco havia uma bomba relógio armada. A dívida pública era muito alta, mas manejável, uma dívida externa baixa e sustentável e uma situação da balança de pagamentos que não era tão ruim. Não é que Lula tenha assumido o governo em uma situação de crise na qual os mercados ditavam a política a seguir. Lula tinha essa ilusão, acreditava que podia contentar todo mundo. E isso não é possível no longo prazo, já que leva a uma paralisia da política econômica e, dentro do contexto brasileiro naquele momento, só podia favorecer aos grupos pró-virada neoliberal do PT no plano político, e às finanças e às commodities no econômico.

Estas medidas então estão avançando na direção correta?

Hoje há um setor público que tenta assumir um papel mais ativo. Nas últimas três décadas o investimento público no Brasil não chegou a 3% do PIB. Na Índia é de 15%. Na China, 12%. O certo é que a infraestrutura brasileira está caindo aos pedaços. Isso é uma trava para o crescimento. Neste sentido vejo uma mudança. Começa-se a optar. Baixando as taxas de juro busca-se uma taxa de câmbio competitiva e favorece-se o investimento público. Agora, até onde o governo vai chegar com essa política isso ainda está por se ver. Mas o que tenho notado em minhas recentes visitas ao Brasil é que há uma consciência muito mais clara de que é preciso optar e que se precisa de uma política muito mais desenvolvimentista. Essas mudanças requerem tempo. É como mudar o rumo de um transatlântico no oceano. O efeito dessa nova política econômica não será imediato.

Essa mudança de política pode gerar tensões no Mercosul? Na Argentina, há uma tendência a pensar a favor de um Real sobrevalorizado porque isso favorece suas exportações.

É conveniente para a Argentina que o Brasil cresça. Uma economia com uma taxa de câmbio favorável para a Argentina, mas que não cresce não é uma situação ideal. Uma economia que cresça rápido pode ser um mercado muito interessante para a Argentina. Neste momento, a Argentina parece mais vulnerável que o Brasil à crise econômica mundial. O Brasil tem altas reservas que lhe dão um colchão para possíveis problemas externos. E se embora a dívida interna siga sendo um peso, parte do legado tóxico de Gustavo Franco, o setor público está relativamente equilibrado enquanto que a Argentina está mais vulnerável a mudanças bruscas tanto por sua situação de reservas como pela situação do setor público, tão dependente do setor externo.

No marco da política mais ampla do Mercosul, está se adotando uma política de bloco correta para enfrentar a atual crise mundial?

Em geral, os países do Mercosul tem levado adiante suas próprias políticas independente do que os demais fazem. Em um momento como o atual, o Mercosul pode ser um instrumento fundamental para que seus países sigam políticas mais concentradas no crescimento interno. Ou seja, poderia ser um grande mercado interno para os países que o constituem, o que poderia dar-lhe um eixo de dinamismo interno muito interessante. Isso não significa fechar-se para o mundo. Significa que, com uma economia e finanças externas com o nível de loucura como o atual em nível mundial exige-se que um país se relacione com o exterior com cautela e de forma seletiva.

Hoje em dia se requer políticas mais orientadas para o mercado interno e a industrialização, como estão fazendo crescentemente China e Índia. O Mercosul pode ser um instrumento fundamental para isso. Na prática, os problemas que a Argentina enfrenta agora para controlar a fuga de capitais, que incluem restrições para trocar pesos por reais, complicam essa situação, assim como também ocorre com a crescente proteção de sua indústria manufatureira.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

cartamaior

Rumo à Londres: paraibano Kaio Márcio vence 200 m borboleta no Mare Nostrum de Barcelona

O brasileiro Kaio Márcio Almeida foi o vencedor da prova de 200 m borboleta na etapa de Barcelona do Circuito Mare Nostrum de natação, com um tempo de 1min55s59, superando os britânicos Roberto Pavoni (1min58s67) e Matthew Johnson (2min01s73).

Entre os outros brasileiros na competição da capital catalã, o paranaense Henrique Rodrigues ficou perto da vitória nos 200 m medley, terminando em segundo, atrás do canadense James Goddard, enquanto o mato-grossense Felipe Lima (100 m peito) e o catarinense Daniel Orzechowshki (50 m costas) ficaram em terceiro em suas respectivas provas.

O Circuito Mare Nostrum continua em Barcelona no domingo. Depois, serão realizadas as etapas de Canet (França, em 6 e 7 de junho) e Mônaco (em 9 e 10 de junho).

Terra