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Timão acorda no segundo tempo, e Romarinho dá a vitória sobre o Sport

O Corinthians deu neste domingo mais um passo no Campeonato Brasileiro para poder pensar só no Mundial de Clubes. Mas não foi fácil como o placar pode sugerir. Com uma atuação discreta no primeiro tempo, o Timão despertou apenas na etapa final e venceu o Sport por 3 a 0, no Pacaembu, ficando mais próximo da “zona de conforto” que o técnico Tite tanto almeja. Já o time pernambucano segue na agonia: permanece em 17º, no Z-4.

Pensando no torneio internacional, marcado para dezembro, no Japão, o Corinthians teve neste domingo a ajuda do presente e do futuro da equipe. Presente nos pés de Paulinho, fundamental ao abrir caminho para o triunfo aparecendo como um atacante na área. Futuro com Romarinho, cada vez mais adaptado ao esquema tático e autor do segundo e terceiro gols.

O resultado deixa o Timão em oitavo, apenas seis pontos atrás da meta estipulada pela comissão técnica para iniciar o planejamento para o Mundial, principalmente para dar folga aos titulares. O Alvinegro soma agora 39 pontos, seis abaixo dos 45 que a comissão técnica deseja para dar descanso aos titulares.

Os corintianos, aliás, ajudaram o arquirrival Palmeiras na luta contra o rebaixamento. O Sport permanece com 27 pontos, somente um acima do Verdão, e não consegue deixar o grupo dos quatro últimos do Brasileirão.

Na próxima rodada, o Corinthians volta a enfrentar um time pernambucano, e o Sport pega outro paulista. Na quinta, o Leão encara a Portuguesa, às 21h, no Canindé, em São Paulo. Já o Timão joga no sábado, às 16h20, contra o Náutico, no estádio dos Aflitos, no Recife.

Paolo Guerrero na partida do Corinthians contra o Sport (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)Paolo Guerrero sofre marcação dupla dos jogadores do Sport (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)

Timão começa bem, mas não marca

O Corinthians parecia que não teria dificuldades para bater o Sport. Com a tradicional marcação no campo de ataque, o Timão assustou o adversário nos primeiros minutos, controlou a partida sem grandes problemas, mas não conseguiu ficar em vantagem no placar. O passar do tempo permitiu que o Leão se ajustasse e segurasse a igualdade com uma estratégia claramente defensiva.

A blitz feita pelos corintianos nos momentos iniciais rendeu também as melhores oportunidades de um primeiro tempo de baixo nível técnico. Aberto pelo lado direito, Romarinho foi quem mais se aproximou de marcar ao bater rente à trave e depois parar em boa defesa de Magrão.

Depois do susto, o Sport usou a experiência de veteranos como Cicinho e Hugo, campeões pelo São Paulo, para segurar o ímpeto alvinegro. Mais do que satisfeito com um empate diante do campeão da Libertadores, no Pacaembu, o Leão esfriou a partida e quase não deu trabalho a Cássio. Na única chance, Moacir esteve perto de acertar o ângulo esquerdo em chute de longe com desvio.

O Timão só voltou a acordar nos últimos dez minutos, mas não empolgou os mais de 20 mil torcedores que compareceram ao estádio. Guerrero, que fez boa atuação como pivô, por pouco não fez o primeiro gol dele na casa corintiana ao girar sobre a marcação na área e bater rasteiro. Magrão salvou no canto esquerdo.

Romarinho e Paulinho comemoram gol do Corinthians contra o Sport (Foto: Paulo Fischer / Futura Press)Romarinho e Paulinho comemoram gol do Timão
contra o Sport (Foto: Paulo Fischer / Futura Press)

Paulinho e Romarinho brilham

O Corinthians voltou para a etapa final tentando colocar mais velocidade na partida. Tite deu liberdade total a Paulinho para se aproximar do setor ofensivo e tentar embaralhar a forte marcação rival.

A alteração tática funcionou antes mesmo dos dez minutos. Em rápida jogada pela direita, o volante recebeu de Alessandro na área e tocou rasteiro, no canto direito do goleiro pernambucano. Belo gol do Timão, que se tornou soberano em campo depois disso.

O Sport ainda tentou reagir ao abandonar a retranca, mas teve problemas ofensivos para assustar. Em um dos poucos momentos de perigo, não levou sorte, como em chute de cruzado de Hugo que passou bem próximo da trave de Cássio.

O desespero do Sport em tentar avançar de qualquer jeito acabou ajudando o Corinthians. Os paulistas ganharam espaço para atacar e ainda contaram com os vacilos do adversário. Ralf roubou a bola no meio de campo e lançou Romarinho na esquerda. Com a defesa pernambucana aberta, o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro, fazendo 2 a 0.

Com a partida praticamente decidida, o Corinthians teve tempo para aumentar. Alessandro cruzou da direita, Guerrero chutou forte, mas parou no goleiro Magrão. No rebote, Romarinho ganhou da zaga na pequena área e tocou para a rede. Ainda houve tempo para Guerrero fazer um belo gol, anulado corretamente pela arbitragem – o peruano estava impedido quando recebeu de Romarinho na área.

Paulinho comemora gol do Corinthians contra o Sport (Foto: Ag. Estado)Paulinho comemora no alambrado mais um gol pelo Corinthians  (Foto: Ag. Estado)
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Romarinho faz golaço, e Timão vira no fim do jogo contra o Coritiba

Parecia que os erros dos dois lados seriam fundamentais para selar o empate entre Coriitba e Corinthians, no Couto Pereira. Mas quem tem Romarinho sempre pode tirar uma “letra” da cartola. Assim como já havia feito contra o Palmeiras, em clássico neste mesmo ano vencido por 2 a 1 pelo Timão, o atacante fez outro golaço da mesma forma aos 45 minutos do segundo tempo, selando a vitória por 2 a 1 sobre o Coxa.

O Coritiba tomou conta de quase todo o primeiro tempo e abriu o placar no fim, com Éverton Ribeiro. Contando com ótima atuação dos gringos Juan Martínez (argentino) e Paolo Guerrero (peruano), que entraram no segundo tempo, o Timão voltou melhor e conseguiu a virada, em dia de nova boa atuação de Paulinho.

Agora, o Coxa vai ao Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira, às 21h, para enfrentar o Vasco, no topo da tabela, enquanto o Corinthians recebe o Internacional, no mesmo dia e horário, no Pacaembu. Os dois jogos são válidos pela 17ª rodada do Brasileirão.

Sobram erros e Coxa aproveita

O primeiro tempo de Coritiba e Corinthians pode ser resumido pelos erros das duas partes, mas com vantagem para o Coxa. Armado no 4-3-1-2, o mandante começou dominando o meio de campo. Pela direita, Gil ficava de olho em Danilo, Junior Urso marcava Douglas pelo meio e pela esquerda Chico era o responsável por conter os avanços de Paulinho. Enquanto isso, o Timão tentava fazer a já conhecida marcação por pressão no ataque. Em função da pegada dos dois lados, a partida começou quente.

Três polêmicas aumentaram a temperatura no gramado logo no início. Em jogada pela esquerda, Fabio Santos tentou cruzamneto e a bola bateu na mão de Junior Urso, mas o árbitro Leandro Pedro Vuaden não marcou nada, aos cinco minutos. Depois, em falta normal de Paulinho em Roberto, Ralf se precipitou e chutou a bola no atacante do Coxa, caído no chão. Sem punição com cartão. Por fim, Fabio Santos deu chutão para a zaga e a bola ficou com Cássio, gerando reclamações de um recuo aos 12 minutos, mas nada foi marcado novamente.

Polêmicas à parte, o Timão encontrava espaços principalmente pela esquerda. No setor, a dobradinha Fabio Santos e Danilo, as vezes auxiliada por Romarinho, levava vantagem sobre Ayrton e Gil. Romarinho teve as melhores oportunidades do Corinthians, mas pecou em todas. Em uma, cruzou de forma equivocada. Na outra, finalizou no meio, facilitando para Vanderlei, e na última escorregou na hora “H”.

Da metade para frente, o Coxa tomou conta do jogo e conseguiu abrir o placar. Antes de chegar ao gol, Leonardo fez bela jogada pela esquerda do ataque, em que driblou Chicão e Paulo André, mas errou na finalização. Tudo deu certo, porém, quando o erro saiu do lado do Corinthians, na marcação pelo lado esquerdo da defesa. Éverton Ribeiro aproveitou o espaço e tocou para Chico, que enfiou Leonardo. De primeira, o atacante acertou passe nas costas de Paulo André, e Éverton Ribeiro venceu Cássio, aos 46 minutos. Festa de quem soube aproveitar melhor o erro do adversário.

Timão volta ligado e vira

Na saída para o intervalo, Danilo reconheceu a pouca efetividade do ataque corintiano e pediu mais presença ofensiva. No vestiário, possivelmente a conversa com o técnico Tite foi sobre este tema, já que o treinador trocou Douglas pelo peruano Paolo Guerrero. Enquanto isso, Marcelo Oliveira, comandante do Coxa, substituiu Pereira, lesionado, por Luccas Claro.

A troca aparentemente surtiu efeito e o Timão voltou mais ligado, enquanto o Coxa se defendia, mas também ameaçava. Apesar da iniciativa corintiana, retendo a bola no campo de ataque, o Coritiba chegou primeiro com Éverton Ribeiro, em bomba de fora da área que parou em Cássio, aos 11. Na sequência do lance, o escanteio cobrado pelo mesmo Éverton encontrou a cabeça de Leonardo que, totalmente livre, cabeceou por cima.

Antes de o Timão empatar, o lateral Ayrton chegou a reclamar de suposto pênalti de Paulinho, ignorado por Vuaden. Tite foi obrigado a substituir Fabio Santos, sentindo lesão, pelo argentino Martinez. Jorge Henrique, então, foi deslocado para a esquerda. De lá, o incansável atacante cruzou na medida para Paulinho, por trás da zaga, subir e cabecear para o chão, como manda o figurino, para a rede, aos 20 minutos. Na comemoração, o volante foi beijar o escudo da camisa do Timão, que descolou e caiu.

O gol aumentou ainda mais o ritmo da partida e a dinâmica se tornou eletrizante, com ótimas chances dos dois lados. A dupla de gringos Martínez e Guerrero levava perigo, enquanto Danilo quase conseguiu a virada em jogada ensaiada de escanteio, aos 22. O argentino do Timão também ficou muito perto de balançar a rede, em ótima cabeçada defendida por Vanderlei, aos 28. A resposta do Coxa também foi eficiente: pancada de Ayrton em cobrança de falta de fora da área, explodindo na trave esquerda de Cássio, aos 30 minutos.

Marcelo Oliveira fez mudanças na equipe: tirou Chico e colocou Rafael Silva, além de Thiago Primão no lugar de Roberto. Visivelmente descontentes com o empate, os dois times seguiram buscando a vitória a todo custo até o último lance.

Quando tudo parecia já encerrado, o Timão tirou a virada da cartola. Martínez achou Paulinho pela direita, o volante cruzou rasteiro e Romarinho chegou finalizando de calcanhar, aos 45 minutos. Golaço que selou a vitória do Corinthians.

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Romarinho cala 50 mil bocas na Argentina e dá empate ao Timão

Ele não é filho de Romário, como achou parte da imprensa argentina, mas tem a estrela, a frieza e o oportunismo do tetracampeão. Romarinho pode até mesmo não comemorar o título da Libertadores com o Corinthians, mas nos próximos sete dias, certamente, seu nome estará nas orações e nos agradecimentos de cada um dos mais de 30 milhões de alvinegros. Foi do garoto, aos 40 minutos do segundo tempo, o gol do empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, na lotada La Bombonera, em Buenos Aires, no primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América.

A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira, às 21h50, no estádio do Pacaembu. Como não há na decisão o critério do gol como visitante, um novo empate leva a decisão para prorrogação. Se persistir, pênaltis.

O toque na bola de Romarinho, passando por cima do goleiro Orión, evitou um tropeço que poderia abalar o Corinthians. Seguro no primeiro tempo, mas dominado na etapa final, o Timão viu o Boca Juniors abrir o marcador depois de muito pressionar, aos 28 minutos. Chicão ainda tentou um “Maradona às avessas” ao tirar com a mão a cabeçada de Santiago Silva, mas Roncaglia marcou.

A equipe xeneise, empurrada por 50 mil bocas, entre elas a de Maradona, teve ótimas chances de ampliar o marcador. Parou na trave, na defesa e em Romarinho. Aos 21 anos, o garoto, contratado do Bragantino, brilhou como gente grande.

– Brilhou minha estrela e pude dar essa felicidade a todos – resumiu o herói.

Pois é, Romarinho, você calou a Bombonera.

Romarinho marca gol do Corinthians contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Romarinho toca por cima de Orión e empata para o Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Gente grande

Não importa se é a primeira ou a décima, final de Libertadores aumenta a adrenalina e deixa os nervos à flor da pele. Ainda mais quando do outro lado está o multicampeão Boca Juniors. Mas o “novato” Corinthians não se amedrontou, pegou um pouco da catimba argentina e iniciou uma sequência de provocações.

Logo de cara, em uma disputa na lateral direita, Paulinho chutou a bola em cima de Erviti, como se dissesse “aqui é Corinthians, mano”. No mesmo lance, Alessandro chegou firme no jogador do Boca. O Timão parecia saber que o camisa 11 xeneise era o barril de pólvora da equipe da Bombonera.

Maradona na torcida do Boca Juniors Libertadores Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Maradona assiste ao jogo em seu camarote na Bombonera (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Maduro como se tivesse em sua décima decisão, o Corinthians criou a primeira chance do jogo, em belo chute de longe de Paulinho (sempre ele). Orión fez excelente defesa. O tempo passou, o Boca tentou, o Timão marcou e Erviti provocou. Tanto que desentendeu com Emerson Sheik e soltou um forte palavrão.

– Se a gente aceitar que só eles falem não dá, não pode – reclamou Sheik, no intervalo, em entrevista ao repórter Mauro Naves, da TV Globo.

Impaciente, o Boca Juniors apostou na catimba, mas quando acertou o toque de bola mostrou que não tem nada de “meia-boca”, para felicidade de Maradona, ídolo do clube e que estava em seu camarote na Bombonera. Aos 34 minutos, Mouche deu ótimo cruzamento para Santiago Silva pegar de primeiro, de voleio. Não fosse o corte providencial de Alessandro, mesmo que sem querer, seria gol.

E o primeiro tempo da grande final foi assim. Um Corinthians maduro, segurando um Boca Juniors impaciente, ora no “toca y me voy” ora na catimba. A nota triste, para os corintianos, ficou por conta da saída precoce de Jorge Henrique, aos 38 minutos, para a entrada de Liedson. O atacante sentiu a coxa direita.

– Esperei tanto por esse momento… Mas vou ficar torcendo para que tudo dê certo. Vou tratar e ver se consigo jogar lá em São Paulo – avisou Jorge Henrique.

Santiago Silva na oartida do Boca Juniors contra o Corinthians final (Foto: AP)Santiago Silva, no instante em que acertou voleio. Alessandro salvou o Corinthians (Foto: AP)

De boca aberta

Se na etapa inicial o Boca Juniors, em alguns momentos, cadenciou a partida e esperou por uma falha do adversário ou uma desatenção, logo nos primeiros minutos do segundo tempo a postura foi outra. Ofensivo, o time xeneise partiu para cima e encurralou o Corinthians no campo de defesa.

A maturidade e paciência do Timão do primeiro tempo pareciam ter ficado no vestiário. Pouco combativo e dando espaço para o bom toque de bola do meio-campo argentino, o time do técnico Tite não conseguia se achar. Enquanto isso, o Boca, experiente, foi ganhando espaço no campo de ataque.

Roncaglia comemora gol do Boca Juniors contra o Corinthians (Foto: AFP)Roncaglia comemora gol com Santiago Silva
(Foto: AFP)

O Corinthians, porém, não chegou à decisão da Libertadores por acaso. Experiente, o Timão era perigos no contra-ataque. Mas também conta com uma muralha no gol: Cássio. Aos 15 minutos, o camisa 24 do time alvinegro segurou chute de Mouche, de dentro da área, e fez milhões de corintianos suspirarem de alívio.

Mas o Boca Juniors cresceu muito na partida. Empurrado por sua incansável torcida, os xeneises insistiram, não deram sossego ao Corinthians. E foram recompensados aos 28 minutos. Mouche cobrou escanteio, após desvio, Santiago Silva cabeceou, Chicão, com a mão, tirou em cima da linha e Roncaglia marcou.

Pela mão na bola no lance, o zagueiro corintiano levou só cartão amarelo. Se já estava recuado, sem muita força ofensiva antes do gol do Boca, depois o Timão foi ainda mais pressionado. O time de Buenos Aires viu que os brasileiros sentiram o gol sofrido e tentaram se aproximar para aumentar a vantagem.

Mas os argentinos não contavam com uma pequena alteração do Corinthians. Pequena mesmo. Romarinho entrou no lugar de Danilo para brilhar. Credenciado pelos dois gols na vitória sobre o Palmeiras, pelo Brasileirão, o atacante “vetou” Willian do banco e fez o gol de empate aos 40 minutos.

O passe preciso de Emerson Sheik deixou Romarinho em posição privilegiada. Com frieza de jogador experiente, o garoto tocou na saída de Orión: 1 a 1. Na comemoração, ele parecia não saber a grandeza do seu chute, a emoção que causou e o alívio que deu a milhões de corintianos.

Mas a Fiel agradece!

Romarinho comemora gol do Corinthians contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores do Corinthians comemoram o empate com o Boca (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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Com golaços de Romarinho, Timão vira sobre o Verdão e deixa a lanterna

Romarinho teve um domingo para não esquecer. Na primeira partida como titular do Corinthians, o atacante fez jus ao nome de craque contra ninguém menos que o maior rival do clube. Com dois golaços, comandou a virada dos reservas do Timão por 2 a 1 sobre os titulares do Palmeiras, no Pacaembu. Foi a primeira vitória alvinegra no Campeonato Brasileiro. O Verdão segue sem vencer e caiu para a lanterna, com dois pontos.

– Não tem explicação. É muita felicidade. Espero dar continuidade ao trabalho. Ainda falta muito, foi só um jogo. Uma vitória diante do Palmeiras é mais gostosa, mas ainda temos muitos jogos pela frente – afirmou Romarinho, após a partida.

Mazinho colocou o Palmeiras em vantagem logo no início do jogo, mas o dia era de Romarinho e de um Corinthians com o mesmo espírito guerreiro da equipe principal. No primeiro tempo, o atacante de 21 anos, ex-Bragantino, empatou desviando de letra um cruzamento de Liedson. O gol da vitória foi outra pintura, na etapa final. Após drible de corpo em Cicinho, ele acertou um lindo chute da entrada da área, indefensável, no canto alto do goleiro Bruno.

O resultado melhora um pouco a situação corintiana nas primeiras rodadas do Brasileirão. A equipe tem agora quatro pontos em seis partidas, mas não consegue deixar o grupo dos quatro piores, está em 17º.

– Isso é o Corinthians. Não tem reserva ou titular. Todo mundo é Corinthians. Não são 11 que chegam à final da Libertadores e não foram 11 que ganharam o Campeonato Brasileiro do ano passado. Todo mundo tem que corresponder quando entra – disse o goleiro Julio Cesar.

O Timão volta a se concentrar na primeira partida da decisão da Taça Libertadores, contra o Boca Juniors, quarta-feira, às 21h50m, em Buenos Aires. Pelo Brasileirão, enfrenta o Sport, dia 8 de julho, na Ilha do Retiro. Enquanto a decisão da Copa do Brasil diante do Coritiba não chega, o Verdão encara o Figueirense, domingo, às 18h30m, na Arena Barueri.

Barcos wallace palmeiras x corinthians (Foto: MAURO HORITA/AGIF/AE)Barcos, do Palmeiras, disputa com Wallace, do Corinthians (Foto: MAURO HORITA/AGIF/AE)

Corinthians domina o clássico
Não fossem pelos três minutos iniciais, o primeiro tempo teria sido todo do Corinthians. Com vontade de mostrar serviço para Tite, os reservas controlaram o jogo. A forte marcação e a disposição da equipe anularam as principais jogadas do Verdão. O Alvinegro só não foi para os vestiários com a vantagem no placar graças ao goleiro Bruno e à trave.

Antes do domínio, o susto. Aos três minutos, o Palmeiras chegou ao gol. Após chute errado de João Vitor, Mazinho desviou na pequena área e fez 1 a 0. Depois disso, o rendimento do Verdão despencou. Escalado para ser o cérebro da equipe, Daniel Carvalho foi facilmente anulado e quase não apareceu. Sem criatividade, os atacantes tiveram de recuar para buscar a bola e amenizaram o trabalho da zaga rival.

O Corinthians rapidamente se recompôs. Com velocidade e três atacantes, segurou o adversário em seu campo de defesa. O empate por muito pouco não veio no que seria um golaço de Liedson, aos 15 minutos. Depois de confusão na área, o Levezinho acertou uma linda bicicleta, a bola tocou na trave, correu a linha do gol e foi afastada pela defesa.

O espaço dado pelo Verdão permitiu que o Corinthians seguisse em cima. Weldinho e Willian Arão arriscaram de longe e pararam em boas defesas de Bruno. A igualdade veio apenas aos 33, em uma linda jogada. Liedson tabelou com Willian na área e cruzou. Romarinho entrou em velocidade e, de letra, tocou para as redes. Primeiro gol do atacante na estreia como titular.

romarinho corinthians x palmeiras (Foto: Rahel Patrasso/Perspectiva/Agência Estado)Romarinho comemora um gos dols do Corinthians (Foto: Rahel Patrasso/Perspectiva/Agência Estado)

Outro golaço de Romarinho
Insatisfeito com o rendimento da equipe, Felipão fez duas alterações no Palmeiras no intervalo. Daniel Carvalho e Mazinho saíram para as entradas de Valdivia e Maikon Leite. A tentativa de melhorar o rendimento ofensivo, porém, não deu certo. O Corinthians continuou melhor. Douglas e Willian tiveram duas boas oportunidades para marcar dentro da área, mas erraram.

Pressionando bastante, o Timão chegou à virada aos dez minutos. E mais uma vez com um golaço de Romarinho. O atacante recebeu passe na entrada direita da área, deu um drible de corpo em Cicinho e soltou uma bomba para o gol. A bola entrou no canto direito, sem qualquer chance de defesa para Bruno.

O Palmeiras foi obrigado a acordar com o placar desfavorável. Felipão trocou Juninho por Fernandinho na lateral esquerda e a equipe ganhou mais velocidade para atacar. Maikon Leite teve uma boa chance para empatar. O atacante bateu forte, e Julio Cesar fez boa defesa.

O Timão passou a administrar e a procurar os contra-ataques. Em um deles, Liedson teve grande oportunidade, mas desperdiçou. O Levezinho avançou livre pelo campo adversário e, na entrada da área, chutou. Bruno, bem posicionado, conseguiu espalmar para escanteio no canto esquerdo. Na última chance do Verdão, Julio Cesar impediu o empate em chute cruzado de Maikon Leite.

valdivia corinthians x palmeiras (Foto: Ale Cabral/Futura Press)Valdivia entrou no segundo tempo, mas não conseguiu ajudar o Palmeiras (Foto: Ale Cabral/Futura Press)
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