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1% mais ricos concentra 28% de toda a renda no Brasil, diz estudo

A concentração de renda de quem está no topo da pirâmide cresceu no Brasil num período de 15 anos. A população 1% mais rica detinha, em 2015, 28% de toda a riqueza obtida no país, mostrou um relatório sobre a desigualdade no mundo divulgado nesta quinta-feira (14). Em 2001, essa participação era de 25%.

O documento é assinado por um time de pesquisadores, entre eles o aclamado autor do livro “O Capital no Século XXI”, Thomas Piketty, especialista em estudos sobre desigualdade de renda.

Enquanto os 50% mais pobres do Brasil eram mais de 71 milhões de pessoas em 2015, os 1% mais favorecidos somavam 1,4 milhão de pessoas.

O estudo também aponta que os 10% mais ricos elevaram sua riqueza de 54% para 55% neste mesmo período.

Extremos

Os 50% mais pobres também tiveram um aumento da renda, passando de 11% para 12%, um crescimento mais rápido que os 10% mais ricos, segundo o relatório, mas com impacto bem menos relevante devido a sua baixa renda.

G1 

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Revista Forbes lista os cinco pastores mais ricos do Brasil

O número de evangélicos protestantes no País subiu de 15,4% para 22,2% em apenas uma década. Quem ganha com isso? Segundo a revista Forbes os pastores evangélicos.

A publicação americana listou os principais pastores evangélicos brasileiros, segundo seu patrimônio. Veja abaixo:Image title

1. Edir Macedo – fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um patrimônio líquido estimado pela Forbes de US$ 950 milhões, ou cerca de R$ 1,9 bilhão.

2. Valdemiro Santiago – fundou sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, seu patrimônio líquido é de US$ 220 milhões, ou aproximadamente R$ 440 milhões.

3. Silas Malafaia – líder da maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. “Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença e é uma figura proeminente no Twitter, onde tem mais de 440 mil seguidores”, disse a publicação.

4. RR Soares –  é o mais ativo em multimídia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira.

Com isso, sua fortuna estimada pela Forbes, é de US$ 125 milhões, ou R$ 250 milhões.

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5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sonia – fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um patrimônio líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares, ou R$ 130 milhões.

FONTE:

    • Com informações do Infomoney

Por que os ricos pagam menos impostos do que os pobres

impostoUma das âncoras de salvamento do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff pode ser retomar aquilo que o ex-presidente Lula sabia fazer como poucos, goste-se ou não do seu governo: conciliar interesses aparentemente inconciliáveis. Em português mais claro, dar uma cravo, outra na ferradura.

Se optou por um nome como Joaquim Levy para comandar o Ministério da Fazenda, com a promessa de executar um duro ajuste fiscal e resgatar a confiança dos “mercados”, Dilma também pretende manter direitos sociais – ainda que uma das primeiras medidas anunciadas pela nova equipe econômica, tenha sido justamente… a supressão de direitos sociais.

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Se quiser ser levada a sério nessa estratégia de frentes múltiplas, a presidenta deveria ouvir o que economistas e especialistas tributários têm alertado – a histórica, perversa e complicada injustiça do sistema de impostos do País.

É um sistema feito para poucos entenderem. Difícil na forma, mas simples no resultado: na prática, os ricos pagam proporcionalmente menos que os pobres.  Uma engrenagem que, no fundo, a proposta de ajuste fiscal sugerida pelo ministro Joaquim Levy apenas agrava. A saber:

1. No Brasil, os impostos diretos, como o IPI e o ICMS, representam quase metade do total da carta tributária. Como se sabe, esses impostos incidem sobre os gastos da população na aquisição de bens e serviços, independentemente do nível de renda de quem os adquire. Pobres, ricos ou classe média pagam rigorosamente a mesma alíquota para pagar o fogão e a geladeira. Mas o Leão devora a fração maior das rendas menores. Democraticamente.

2. Enquanto isso, os chamados encargos sociais representam cerca de 25% da carga total. O ônus aí se distribui entre empregados e empregadores.

3. Já o Imposto de Renda contribui com modestos 20% – ou um pouco menos – para a formação da carga tributária total. E de maneira inversamente democrática. Há estimativas que sugerem o seguinte: enquanto os que ganham até dois salários mínimos recolhem ao Tesouro quase 54% da renda, aqueles que recebem acima de 30 salários mínimos contribuem com menos de 29%.

Os números acima não são novos. Fazem parte de um estudo da professora Lena Lavinas, da USP, chamado A long way from Tax Justice: The Brazilian case. Como o próprio título informa, trata-se de uma análise sobre o caso brasileiro de justiça tributária. Ou injustiça.

Dilma Rousseff e Joaquim Levy durante a posse: eles podem mexer com os ricos?   Roberto Stuckert Filho / PR

Dilma Rousseff e Joaquim Levy durante a posse: eles podem mexer com os ricos? Roberto Stuckert Filho / PR

Hipertributação da renda, subtributação do patrimônio

Enquanto isso os impostos sobre o patrimônio são desprezíveis, empenhados em beneficiar a riqueza imobiliária e financeira dos mais ricos. (Neste caso, não raro se justifica a ausência de taxação para não “inibir” os investimentos.).

O site Carta Maior fez um brilhante especial sobre impostos no País. “Em tese, a política fiscal seria o espaço da solidariedade no capitalismo”, escreveu o advogado Joaquim Palhares, diretor do site, na apresentação do especial. “Caberia a ela transferir recursos dos mais ricos para os fundos públicos, destinados a contemplar os mais pobres e o bem comum”.

Palhares é um homem rico. Mas inteligente e socialmente responsável o suficiente para entender que não se constrói um país desenvolvido sem laços e valores compartilhados em direitos e deveres comuns – e o tamanho da carga tributária e sua divisão desigual (isto mesmo, desigual) entre ricos e pobres são fundamentais para uma desconcentrar uma economia e uma sociedade.

O sistema brasileiro é o inverso disso. Não importa a renda do consumidor: ganhe um ou 100 salários mínimos por mês, o imposto que paga por litro de leite ou por uma geladeira o mesmo.

Em contrapartida, o imposto sobre o patrimônio, que incide diretamente sobre os endinheirados, não chega a 3,5% da arrecadação total no Brasil. Na Coreia do Sul, esse índice é de 11%. Nos EUA, acima de 12%.

O detalhe perverso dessa engrenagem é que aqueles que estão no topo da pirâmide social obtêm seus rendimentos sobretudo do capital. Pegue-se, por exemplo, os rendimentos vindos daí em alguns países: França, 38,5%; Canadá, 31%. Alemanha, 26,40%; EUA, 21,20%; Turquia, 17,50%.

E no Brasil? 0,00%.

Como afirma o economista francês Thomas Piketty, tornado celebridade desde a publicação do seu tratado sobre desigualdade, O capital no século 21, se o capital financeiro rende mais que o crescimento da economia – como tem sido sistematicamente o caso do Brasil – consolida-se uma casta de riqueza inoxidável que se desloca da sociedade e perpetua a desigualdade.

Endividamento público e juros altos

Sem espaço para taxar endinheirados e seu patrimônio, governos passaram a compensar com uma alternativa: o endividamento público. Emprestam e pagam juros por aquilo que deveriam arrecadar. E aí vêm os juros altos – mais conta paga também pelo consumidor.

Coisa que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo provoca, com ironia: “É pelo menos curioso que os idealizadores do ‘impostômetro’ não tenham pensado na criação do ‘jurômetro’. Afinal, diz ele, o Brasil atirou no colo dos detentores de riqueza financeira, nos últimos 18 anos, um PIB anual, mais um quarto.

E nem Fernando Henrique, nem Lula, muito menos Dilma Rousseff ousaram mexer nesse vespeiro.

 

IG

Sonegação dos ricos é 25 vezes maior que corrupção nos países em desenvolvimento

sonegaçãoUma visão muito difundida sobre o desenvolvimento econômico afirma que os problemas enfrentados pelas economias em desenvolvimento e os países pobres se devem à corrupção. Essa visão se choca com um dado contundente da realidade internacional: a China. Nem mesmo o Partido Comunista põe em dúvida que a corrupção é um dos grandes problemas nacionais, o que não impediu um crescimento médio de dois dígitos nas últimas três décadas.

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No entanto, segundo Jason Hickel, professor da London School of Economics, esta perspectiva oculta um problema muito mais fundamental em termos sistêmicos para a economia mundial: a corrupção dos países desenvolvidos. Trata-se de uma corrupção do colarinho branco, invisível e refinada, que foi uma das causas do estouro financeiro de 2008.Carta Maior conversou com Hickel sobre o tema.

Segundo a Convenção da ONU sobre Corrupção, ela custa aos países em desenvolvimento entre 20 e 40 bilhões de dólares anuais. É uma soma considerável. Mas você diz que, comparativamente, a corrupção do mundo desenvolvido é muito maior e tem um impacto sistêmico muito maior. Como chegou a essa conclusão?

Jason Hickel: O presidente do Banco Mundial, Jim Kim, fez este cálculo sobre o custo da corrupção no mundo em desenvolvimento. Mas esta soma, sem dúvida importante, constitui apenas cerca de 3% do total de fluxos ilícios que abandonam os países em desenvolvimento a cada ano. A evasão fiscal é 25 vezes maior que essa soma. No ano passado, cerca de um trilhão de dólares fugiram dos países em desenvolvimento e terminaram em paraísos fiscais por meio de uma prática  conhecida como re-faturamento, através da qual as empresas falsificam documentos para que seus lucros apareçam em paraísos fiscais nos quais não pagam impostos, ao invés de aparecer nas jurisdições onde as empresas realizaram esses lucros. É claro que isso é só parte do problema. Há outras práticas como o chamado preço de transferência. As multinacionais comercializam seus produtos entre suas próprias subsidiárias para pagar na jurisdição onde o imposto é mais baixo, algo que envolve cerca de um trilhão de dólares anuais, mais ou menos a mesma coisa que o re-faturamento.

Por que a evasão fiscal é tão fácil?

Jason Hickel: Porque as regras da Organização Mundial do Comércio permitem aos exportadores declarar o que bem entendam em suas declarações alfandegárias. Isso lhes permite subavaliar seus produtos para que paguem menos impostos. Isso não deveria nos surpreender dada a ausência de democracia interna da OMC.
O poder de negociação na OMC está determinado pelo tamanho do mercado e as decisões mais importantes são tomadas em reuniões do chamado “quarto verde”, administrado pelos países mais poderosos, de maneira que o comércio mundial termina sendo manipulado em favor dos ricos.

Curiosamente, no índice mais difundido em nível global sobre corrupção, o da Transparência Internacional, se apresenta um panorama exatamente oposto, ou seja, o mundo desenvolvido sofrendo nas mãos do mundo em desenvolvimento por causa dos estragos da corrupção. Qual sua opinião sobre esse índice?

Jason Hickel: Ele tem uma série de problemas. Em primeiro lugar, se baseia na percepção da corrupção que há no próprio país. De maneira que os pesquisados não podem dizer nada sobre o que pensam acerca de outros modos de corrupção como, por exemplo, os paraísos fiscais ou a OMC. Em segundo lugar, como o índice mede mais percepções do que realidades, está exposto às narrativas dos departamentos de relações públicas.
A narrativa dominante é promovida por um complexo de organizações, desde o Banco Mundial até a USAID e passando por muitas ONGs, que centram o tema da pobreza na corrupção dos próprios países em desenvolvimento. De maneira que não surpreende que os entrevistados terminem refletindo essa visão. Além disso, os índices se baseiam em dados de instituições como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial. Estas instituições, que representam países ricos ocidentais, tem interesse direto em manter essa narrativa sobre a corrupção.

Dois países que costumam estar na vanguarda de todas estas denúncias sobre a corrupção no mundo em desenvolvimento são Estados Unidos e o Reino Unido. Qual é a situação real destes países a respeito da corrupção?

Jason Hickel: Segundo a Transparência Internacional, os Estados Unidos estão bastante livres da corrupção. Segundo a Rede Tax Justice, em troca, os Estados Unidos estão em sexto lugar no ranking da corrupção mundial, devido ao fato de que têm jurisdições secretas que permitem que funcionem como centros de evasão tributária. Além disso, sabemos que a corrupção atravessa o sistema político estadunidense. As corrupções podem gastar dinheiro sem limites nas campanhas políticas para assegurar que seus candidatos sejam eleitos. Assim, não surpreende que mais da metade dos congressistas sejam multimilionários. E há outras formas de lobby político muito mais diretas.

Segundo a Rádio Nacional Pública, para cada dólar gasto pelas corporações em tarefas de lobby, elas obtêm um retorno de 220 dólares. E os sistemas regulatórios costumam ser capturados por gente dessas corporações que devem ser reguladas. O exemplo mais óbvio é Henry Paulson, o CEO de Goldman Sachs, que foi Secretário de Tesouro dos EUA e artífice do resgate que canalizou trilhões de dólares dos contribuintes para a banca privada.

Em resumo, as corporações abusam do Estado para seu próprio proveito, o que é a definição de corrupção da Transparência Internacional. O Reino Unido é outro grande exemplo. A City de Londres é um dos centros de funcionamento dos paraísos fiscais, de maneira que surpreende que o Reino Unido seja classificado pela Transparência Internacional como um país sem corrupção. E não é a única instância de corrupção. A privatização da infraestrutura pública, tanto do sistema nacional de saúde como a dos trens, permitiu que pessoas como o multimilionário Richard Bransen ganhassem milhões em subsídios estatais para sua empresa Virgin Trains.

Isso não elimina o fato de que a corrupção no mundo desenvolvido é real e tem um forte impacto social, econômico e institucional. Como deveria ser um índice neutro e justo sobre o tema da corrupção?

Jason Hickel: Certamente que a corrupção no mundo em desenvolvimento é real e não deve ser subestimada como problema. Mas é importante concentrar o olhar em formas de corrupção ocultas. No momento, o mais próximo que temos de um índice objetivo é o elaborado pela Rede Tax Justice. Neste índice, o ranking é elaborado considerando países responsáveis por ocultar cerca de 30 trilhões de dólares de riqueza em países fiscais. Se você olhar a lista verá que os países que encabeçam o ranking são Reino Unido, Suíça, Luxemburgo, Hong Kong, Singapura, Estados Unidos, Líbano, Alemanha e Japão. Estes são os principais centros de corrupção que devemos enfrentar.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Créditos da foto: Arquivo
Carta Maior

Mega da Virada: alegria dos novos ricos e frustração de quem perdeu a chance

Agência A Tarde
Agência A Tarde

Três dias depois de divulgado o segundo maior prêmio desde que a Mega-Sena da Virada começou, em 2009, apostadores começaram a retirar a bolada, enquanto outros, menos afortunados, lamentaram por pouco não terem entrado no seleto grupo dos novos milionários. O rateio foi de R$ 224.677.860. Quatro apostas acertaram as seis dezenas da Mega-Sena da Virada 2013, sendo duas no Paraná, uma em Alagoas e uma na Bahia.

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Em Teofilândia (BA), o primeiro dia útil de 2014 foi marcado por um misto de alegria, arrependimento, sonho, medo e clamor por mais segurança. Tudo por conta do bilhete premiado, que foi pago a um grupo de 22 pessoas que trabalha no Hospital Municipal Waldemar Ferreira de Araújo e investiu R$ 100 no bolão. Agora, cada um deve receber pouco mais de R$ 2 milhões. Os vencedores são duas cozinheiras, quatro funcionárias da limpeza, cinco motoristas, cinco técnicas de enfermagem, três vigilantes, uma enfermeira, uma recepcionista e um diretor.

Um dos amigos dos ganhadores disse que seu nome era um dos primeiros da lista do bolão, mas acabou excluído por não ter pago sua parte no dia da aposta.

— O organizador resolveu adiantar a aposta e como eu viajei e acabei não pagando, meu nome foi retirado da lista. Não era pra ser — disse o funcionário, que não quis se identificar.

Melhor sorte teve o diretor Valdemir de Assis, 43 anos, casado, quatro filhos:

— Resolvi participar pela primeira vez e dei sorte. Mas não mudará muita coisa em minha vida, afinal minha família é muito grande e pobre, assim como a de minha esposa.

Quando recebeu a notícia dos colegas, Valdemir disse ter ficado “sereno”. Na virada do ano, “como sempre faço, abri um espumante e brindei com minha esposa”. Ele não quis entrar em detalhes sobre o salário que recebe, mas disse que o prêmio vai melhorar um pouco a qualidade de vida da família:

— Sairei do aluguel mensal de R$ 500, mas continuarei trabalhando.

Uma das vencedoras, Maria Lúcia deixou a cidade na noite de quarta-feira. Há mais de 20 anos, ela trabalhava no hospital. No quintal da casa de estrutura muito precária, apenas uma cadela, um cachorro e algumas galinhas ciscando. Vizinha de Maria Lúcia, Marivalda Andrada disse que a viu chorando na tarde do dia 1º:

— Achei que foi de emoção. E, por volta das 22h, um carro parou em sua porta, pegaram algumas coisas e ela partiu. Acho que perdi uma amiga, mas estou muito feliz pela sua conquista.

Na cidade, o prêmio de Maria Lúcia foi visto como a mais merecido.

— Ela é muito pobre e sofredora. Mãe de 10 filhos, sendo dois deficientes físicos. Tinha dia que, por falta de dinheiro, ela andava até o trabalho. São mais de 9km. Deus foi muito justo com ela. Estou muito feliz — disse Ademilson Ramos.

Na casa de uma das filhas de Maria Lúcia, Junior, genro da vencedora, pediu que a equipe de reportagem fosse embora:

— Não se brinca com dinheiro, aqui é uma cidade sem nenhuma segurança, e vocês da imprensa vão acabar cavando a nossa sepultura.

A preocupação com a segurança não é à toa. Segundo o delegado Getulio Queiroz, na cidade existe “dificuldade de pessoal”.

— Trabalho com apenas dois agentes e um escrivão — contou Queiroz, lembrando que a a Polícia Militar trabalha com oito homens e em regime de revezamento: — Só mesmo com a ajuda de Deus.

Motorista do hospital, Antônio Matos disse conhecer todos os vencedores:

— Nenhum veio trabalhar. Eles não estão preocupados com demissão.

Matos é evangélico e não joga. Mas acredita que será beneficiado, pois um dos ganhadores, além de ser motorista, é vereador (PDT). Matos é seu suplente.

Dono da lotérica onde a aposta foi feita, Antônio Ramos lembra que teve o estabelecimento assaltado duas vezes — no último assalto, ele foi baleado no ombro — e que a casa também foi arrombada. Para ele, o prêmio pode servir para reforçar a segurança na cidade:

— Estava me programando para mudar de atividade. Agora, com essa verba circulando no município, o prefeito terá mais força para reivindicar proteção.

Na pequena Palotina, no Paraná, sete das dez cotas do bolão vencedor já estão nas mãos dos novos milionários. Cada cota é de R$ 5,6 milhões. O ganhador de Curitiba, que fez um único jogo pelo preço de R$ 2, também já está com os mais de R$ 56 milhões, retirados na tarde desta quinta-feira.

Um suposto apostador paranaense registrou boletim de ocorrência relatando o furto do bilhete ganhador, que teria desaparecido em um lava a jato de Curitiba. No registro, Aníbal Fayez Marraui diz que viajou no dia 24 de dezembro e deixou o carro com a irmã, que levou o automóvel para lavar. Quando voltou, teria constatado o sumiço. Com o aparecimento do ganhador em Curitiba, Marraui pode responder, segundo a Polícia Civil, por falsa denúncia.

O Globo

Pesquisa confirma PSDB como partido associado a ricos e em queda

Mesmo com queda nas preferências partidárias em geral, PT se mantém com quatro vezes mais apoiadores que PMDB e PSDB, ao passo que tucanos caem à metade no Sudeste

Pesquisa confirma PSDB como partido associado a ricos e em queda Mesmo dominando os governos de São Paulo e de Minas Gerais, o PSDB viu

a preferência no Sudeste minguar à metade (Foto: Marcello Casal Jr. Agência Brasil)

Pesquisa do Ibope divulgada na sexta (19) confirma a tendência sentida nas urnas pelo PSDB, de se transformar em um partido associado aos mais ricos e em queda no total das preferências do eleitorado. Segundo a sondagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, os tucanos são apontados como a sigla preferida de 23% dos entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos.

Neste estrato, o PT foi de 23% em 1995 a 35% em 2001, caindo a 13% em outubro do ano passado, mês em que foi realizado o levantamento. No geral, porém, os petistas se mantêm bem à frente dos adversários, e os tucanos demonstram queda acentuada em todas as regiões. 24% dizem ter como sigla o Partido dos Trabalhadores, contra 6% do PMDB, em recuo desde a redemocratização, em 1985, e 5% do PSDB. Por região, o PT é indicado como partido preferido de 27% dos nordestinos, e tem 26% entre os moradores do Sudeste, 22% no Sul e 11% no Norte e no Centro-oeste.

Quando se leva em conta os dados econômicos, a pesquisa Ibope simplesmente confirma a tendência flagrada pelo cientista político André Singer, professor da Universidade de São Paulo (USP). Singer vem demonstrando que após a chegada ao Palácio do Planalto o PT passou a conquistar a simpatia entre os estratos mais baixos de renda, ao passo que o caso do “mensalão”, em 2005, significou um afastamento das classes mais altas.

No final do ano passado, 56% dos brasileiros diziam não nutrir preferência por nenhuma sigla. Na primeira pesquisa, feita 24 anos antes, 61% dos entrevistados indicavam predileção por algum partido. No geral, todos apresentaram queda. O PT caiu nove pontos desde 2010, segundo o Ibope, quando 33% afirmaram preferência pela legenda do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O PSDB, porém, foi o que apresentou a queda mais dramática nas preferências. De 1995 a 2012, foi de 14% para 7% no Sudeste, tradicional reduto de políticos tucanos alçados ao plano nacional, especialmente São Paulo e Minas Gerais. Ainda assim, estes estados parecem continuar concentrando a base mais importante para a sigla de Fernando Henrique Cardoso, já que os patamares de preferência baixam a 5% no Norte e no Centro-oeste, 4% no Nordeste e 3% no Sul.

Fonte: Rede Brasil Atual

‘Forbes’ lista os pastores mais ricos do Brasil; Macedo lidera

A religião sempre foi um negócio rentável, mas se você for um pregador evangélico brasileiro, as chances de “ganhar na loteria celestial” são maiores. De acordo com informações da revista Forbes, algumas igrejas se tornaram negócios altamente lucrativos e fizeram com que alguns de seus líderes se transformassem em multimilionários. É a chamada “indústria da fé”. O maior expoente desta indústria seria o bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A revista aponta que o fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que possui templos nos Estados Unidos, Macedo é, de longe, a mais rico pastor[bb]do Brasil, com um patrimônio líquido estimado em US$ 950 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão).

Segundo a revista, devido a acusações de charlatanismo, Macedo passou 11 dias na prisão em 1992, mas ele continua sendo processado por autoridades americanas e venezuelanas. Outros pastores também estão conseguindo ficar ricos. Valdemiro Santiago, um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, que teria sido expulso da instituição depois de alguns desentendimentos com o seu patrão, fundou sua igreja, a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem cerca de 900 mil seguidores e 4 mil templos. O patrimônio dele é estimado em US$ 220 milhões (R$ 440 milhões).

Silas Malafaia, líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, está constantemente envolvido em controvérsias relacionadas com a comunidade gay no Brasil[bb], da qual ele se declara com orgulho de ser o maior inimigo, afirma a publicação. O defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença no Brasil, Malafaia também é uma figura proeminente no Twitter, onde é seguido por 440 mil usuários. Malafaia vale cerca de US$ 150 milhões (R$ 300 milhões).

Na lista de endinheirados listados pela Forbes ainda destacam-se Romildo Ribeiro Soares, conhecido simplesmente como RR Soares, o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, que vale cerca de US$ 125 milhões (R$ 250 milhões) e os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, “apóstolo” Estevam Hernandes Filho e sua esposa, “Bispa” Sonia, com 1 mil igrejas no Brasil e no exterior, e patrimônio líquido combinado estimado em US$ 65 milhões (R$ 130 milhões).

Conforme a Forbes, mesmo o Brasil sendo o maior país católico do mundo, com cerca de 123,2 milhões de fiéis dos 191 milhões de habitantes seguindo o Vaticano, os últimos dados do Censo mostram uma forte queda entre as fileiras dos católicos, que agora contam com apenas 64,6% da população – em 1970 a proporção chegava a 92% do total de habitantes. Enquanto isso, o número de evangélicos subiu de 15,4% uma década atrás, para 22,2%, ou 42,3 milhões de pessoas no último Censo[bb] (2010). É provável que a tendência de queda do catolicismo continue até 2030 e os católicos cheguem a representar menos de 50% dos fiéis brasileiros.

Terra

Obama convenceu EUA de que Romney era candidato dos ricos

O presidente reeleito dos Estados Unidos Barack Obama deu um banho no republicano Mitt Romney se considerado apenas o voto “étnico”. Entre os latinos, por exemplo, obteve mais de dois terços de apoio. Entre os afroestadunidenses, recebeu a adesão de nove em cada dez eleitores. Tais dados demonstram que a “America” tradicional tão ao gosto dos Wasp (Brancos, Anglo-Saxões e Protestantes) está desaparecendo.

No entanto, para o economista estadunidense Mark Weisbrot, codiretor do Centro para Investigação Econômica e Política (CEPR, na sigla em inglês), as análises sobre a influência da nova composição demográfica dos Estados Unidos nas eleições, por si só, escondem um dado ainda mais importante: “Obama ganhou porque fez um apelo econômico populista para os eleitores da classe trabalhadora de todos os grupos raciais e étnicos, algo sem precedentes em mais de 50 anos de eleições presidenciais estadunidenses”, analisa, em entrevista à Carta Maior por correio eletrônico. Segundo ele, a campanha democrata à presidência foi vitoriosa porque conseguiu convencer a maioria dos eleitores estadunidenses de que Romney e os republicanos se importam apenas com os ricos.

Isso, porém, deve trazer poucos frutos no que diz respeito a mudanças radicais. Weisbrot acredita que o novo mandato de Obama possa avançar em alguns pontos, como a aprovação de uma reforma imigratória e a concretização do novo sistema de saúde, mas teme que ele barganhe cortes de gastos sociais. Confira a seguir a entrevista.

Carta Maior – Quais são suas primeiras avaliações sobre a vitória de Barack Obama?

Mark Weisbrot – Esse resultado estava previsto pelas pesquisas eleitorais do Princeton Electin Consortium e do Fivethirtyeight.com. Portanto, não foi uma surpresa, a não ser para a maioria dos meios de comunicação e especialistas que fingiam que havia uma disputa acirrada.

CM – Por que Obama venceu?

MW – Como muitos já mencionaram, a demografia dos Estados Unidos mudou, e Romney perdeu feio entre os latinos – entre 70 a 75% votaram em Obama – e afroestadunidenses, que deram 93% dos votos ao presidente. Romney teve grande maioria entre os eleitores brancos, mas não o suficiente para ganhar, especialmente nos estados em disputa.

Mas a análise demográfica deixa escapar algo talvez mais importante: Obama ganhou porque fez um apelo econômico populista para os eleitores da classe trabalhadora de todos os grupos raciais e étnicos, algo sem precedentes em mais de 50 anos de eleições presidenciais estadunidenses. Sua campanha convenceu a maioria dos eleitores de que Romney e seu partido se importavam bem mais com os ricos do que com o restante da população.

CM – O que a reeleição de Obama pode significar em termos de política interna?

MW – Dado o impasse no Congresso, com uma maioria republicana na Câmara dos Representantes, e a falta de liderança de Obama, as diferenças não serão enormes. Há talvez melhores chances de haver uma reforma imigratória do que se Romney tivesse vencido. Provavelmente o plano de seguro de saúde do Obama será concretizado, o que proporcionará seguro de saúde para mais de 30 milhões de estadunidenses e custos mais baixos para outros milhões. E talvez um pouquinho mais de regulação financeira.

CM – Quais serão as próximas batalhas entre o presidente reeleito e o Congresso, uma vez que a atual composição se manteve semelhante à anterior, com controle republicano sobre a Câmara dos Representantes e controle democrata sobre o Senado?

MW – Haverá batalhas sobre orçamento, impostos, questões ambientais. Um dos piores resultados possíveis é que Obama apoie cortes na Seguridade Social e/ou no Medicare em uma “grande barganha” com os republicanos na discussão sobre o orçamento, assim como outros cortes em gastos sociais. É preciso uma grande pressão popular para impedir que Obama aceite tais mudanças.

CM – Em relação à política externa, alguma coisa vai mudar? Como Obama se comportará, por exemplo, em relação a Israel, Irã e Síria?

MW – A política externa do primeiro mandato de Obama foi muito semelhante à do segundo mandato de George W. Bush. Eu não esperaria muitas mudanças. Obama optou desde o começo por se concentrar na política interna e não gastar ou arriscar capital político na política externa. Isso significa muito poucas mudanças. Uma guerra contra o Irã é ainda muito possível por causa da hostilidade estadunidense e o crescimento das tensões, embora eu acredite que seja menos provável do que se Romney tivesse se elegido.

CM – E em relação à América Latina e o Brasil?

MW – Obama quase não deu atenção à América Latina, incluindo o Brasil. Estaria tudo bem se isso não quisesse dizer que a política está determinada pelo Departamento de Estado e influenciada pelos direitistas no Congresso. Portanto, tem sido basicamente a mesma política que a de Bush. Provavelmente isso continuará por outros quatro anos.

CM – Dois terços dos eleitores hispânicos votaram em Obama. Ele retribuirá esse apoio com uma política imigratória mais flexível?

MW – Sim, mas terá dificuldades em conseguir aprovar uma reforma imigratória plena no Congresso.

CM – Estas foram as primeiras eleições presidenciais após a decisão da Suprema Corte que possibilitou a criação dos Super Pacs (comitês eleitorais sem limites de arrecadação de doações). Qual foi a influência destes sobre a campanha e os resultados das eleições?

MW – Acredito que tenham ajudado os republicanos, principalmente nas eleições para a Câmara dos Representantes. Mas a campanha de Obama teve tanta publicidade quanto a dos republicanos, cujos candidatos ao Senado não gastaram tanto mais assim. Obama e os democratas se saíram muito mais bem na campanha nas ruas, de acordo com muitos relatos. Portanto, o grande capital de direita não foi decisivo nestas eleições.

Claro que o dinheiro ainda corrompe os políticos estadunidenses em longo prazo – por exemplo, o povo votou em Obama pela mudança, mas não ganhou muito em troca. Nesse sentido, nossos políticos são mais corruptos que os de muitos países da América do Sul, onde – apesar de outras formas de corrupção piores que aqui – a população tem conseguido votar por mudanças progressistas nos últimos anos e recebê-las.

Talvez mais importante que uma reforma no sistema de financiamento de campanhas nos Estados Unidos seja uma reforma no sistema de votação. Mais de 40% dos estadunidenses não votaram nestas eleições, e os republicanos como os conhecemos hoje mal existiriam como um partido se tivéssemos leis e procedimentos de votação menos restritivos.

Carta Maior

Confira a lista dos 10 candidatos mais ricos do Brejo Paraibano

 

De acordo com a declaração de bens feita pela Justiça Eleitoral, o Ex-Deputado Zenóbio Toscano (foto) é tido como o candidato mais rico da região do Brejo Paraibano nas eleições deste ano. O pretenso candidato à Prefeitura de Guarabira declarou um patrimônio estimado em R$ 3,3 milhões num total de 37 bens.

Entre suas principais posses estão 9 casas, 4 apartamentos, 9 terrenos, 3 veículos além de outros investimentos. Seu adversário, o Prefeito em exercício Josa da Padaria, declarou à Justiça R$ 176,5 mil em 4 bens apresentados.

Zenóbio ocupa o 1º lugar numa lista dos 10 candidatos mais ricos, espalhados em 8 cidades do Brejo. Confira a relação dos nomes e seus respectivos valores.

Guarabira
1º – Zenóbio Toscano: 3.305.548,37

Cuitegi
2º – Guilherminho Madruga: 1.115.250,70

Belém
3º – Tarcísio Marcelo: 450.000,00

Cacimba de Dentro
4º – Nelinho: 424.000,00

Araçagi
5º – Murilo Nunes: 374.331,31

Pirpirituba
6º – Hugo Simões: 367.000,00

Pilões
7º – Coca: 354.000,00

Mulungú
8º Melquíades: 340.000,00

Cacimba de Dentro
9º – Dr. Edmilson: 300.000,00

Belém
10º – Edgar Gama: 246.204,77

Consulte a lista de bens pertencentes a estes e outros candidatos CLICANDO AQUI.

Nordeste1

Ricos devem financiar desenvolvimento sustentável dos mais pobres, diz Dilma

Rio de Janeiro – A presidenta da República, Dilma Rousseff, usou seu discurso, na cerimônia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, para mandar um recado aos países desenvolvidos que se posicionam contra a criação de um fundo para financiar o desenvolvimento sustentável nas nações mais pobres. Segundo ela, as promessas de financiamento não se materializaram nos “níveis necessários”.

“A transferência das indústrias mais poluentes, do Norte para o Sul do mundo, colocou as economias desenvolvidas no rumo de uma produção tida como mais limpa. Mas deixou pesada a carga e a conta socioambiental para os países em desenvolvimento. A promessa de financiamento do mundo desenvolvido para o mundo em desenvolvimento com vistas à adaptação e à mitigação ainda não se materializou nos níveis prometidos e necessários”, disse a presidenta.

Dilma também lembrou que o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, em que os países ricos teriam mais responsabilidade que os pobres na promoção do desenvolvimento sustentável, “tem sido, muitas vezes, recusado, na prática”.

Em seu discurso, a presidenta também disse que os compromissos de redução das emissões de gases poluentes, previstos pelo Protocolo de Quioto, não foram atingidos, e que várias conquistas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio92, permanecem no papel. “Temos a responsabilidade de agir para mudar esse quadro.”

Segundo ela, nesse cenário de crise econômica mundial, a tentação de manter os interesses nacionais acima dos temas globais é forte. “A disposição política para acordos vinculantes fica muito fragilizada. Não podemos deixar isso acontecer”, observou.

A presidenta disse ainda que o modelo de desenvolvimento do Brasil, que avança no sentido da sustentabilidade, autoriza o país a demandar mais contribuição dos países desenvolvidos. Na sua avaliação, o documento final da Rio+20 trouxe avanços, entre eles a introdução da erradicação da pobreza como desafio global, o pioneirismo de falar de igualdade racial, a criação do Fórum de Alto Nível global para tratar do desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o reconhecimento de que o Produto Interno Bruto (PIB) é insuficiente para medir a riqueza dos países.

Agência Brasil