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‘Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar pro rico, pro pobre’, diz ministro da Saúde

O ministro da saúde, Henrique Mandetta, mudou neste sábado (28) o tom novamente de suas declarações sobre isolamento social. Na terça-feira (24), ele tinha ajustado o seu discurso ao do presidente Jair Bolsonaro, contrário a um isolamento mais geral e favorável ao isolamento apenas de idosos e pessoas de 60 anos e mais.

Neste sábado, Mandetta foi mais enfático na defesa de que as pessoas que podem devem ficar em casa. Ele justificou sua defesa de que as pessoas devem permanecer em casa para que o sistema de saúde não se sobrecarregue, aumentando a letalidade da Covid 19 por falta de leitos e de UTI.

Ele disse que o fato de as pessoas estarem em casa já fez o número de internados por acidentes de trânsito diminuir, o que libera espaço para os que precisam se tratar da Covid:

” Mais uma razão pra gente diminuir bastante a atividade de circulação de pessoas no intuito de diminuir o trauma, que é um efeito também secundário, benefico, além do efeito de diminuir a transmissão”, ele disse.

O ministro afirmou: “Mais uma razão pra gente ficar em casa, parado, até que a gente consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam. Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar pro rico, pro pobre, pro dono da empresa, pro dono do botequim, pro dono de todo mundo”.

Critérios técnicos

Mandetta disse que vai se pautar por critérios técnicos e pela ciência:

“Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema, a gente tá falando disso. Não só de sobrecarga na saúde mas por exemplo na logística.”

Desafio inédito

O ministro da saúde enfatizou que o desafio do novo coronavírus é inédito no mundo. E que a doença ataca a saúde, a economia e a sociedade como um todo. E que por esse motivo exige toda a cautela:

“E aí eu volto a repetir: muitas vezes… Hoje está cheio de professor de epidemiologia, cheio de fazedores de conta, de cálculos. Preste atenção: essa epidemia é totalmente diferente da H1N1.”

“Não há receita de bolo. Quem raciocinar pensando: nesta aqui foi assim, vai errar feio. Essa não é assim. Essa causou não uma letalidade pro indivíduo, não é esse o nosso problema. Nem daqueles que falam assim: ah essa doença vai matar só 5 mil, só 10 mil. Não é essa a conta”, ele disse.

“A conta é: esse vírus ele ataca o sistema de saúde e ataca o sistema da sociedade como um todo. Ele ataca logística, ele ataca educação, ele ataca economia, ele ataca uma série de estruturas, no mundo.”

Setores essenciais

O ministro da saúde descartou nesse momento a discussão sobre quarentena vertical – só de idosos – ou horizontal, que pega todas as idades.

Ele disse que o que não pode haver é uma parada de todos, em todo o Brasil. Um discurso compatível com o que vem sendo praticado: fica em casa quem pode para que os trabalhadores de setores essenciais possam trabalhar, entre eles aquele que abastecem as cidades de alimentos e outros insumos:

“Não existe quarentena vertical, horizontal. Existe a necessidade de arbitrar em determinado tempo qual o grau de retenção que uma sociedadade deve fazer”, disse o ministro.

“O lockdown – parada absoluta ou total -, pode vir a ser necessário, em algum momento, em alguma cidade. O que não existe é um lockdown ao mesmo tempo, desarticulado. Isso é um desastre que vai causar muito problema pra nós da saúde”, ele afirmou.

Articulação

O ministro disse que, enquanto um acordo nacional não sai, os governadores devem seguir os parâmetros que adotaram até aqui:

“Agora não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde seja em nome do que for. Agora é hora de aguardar, vamos ver como essa semana vai se comportar, e nós vamos ter nessa semana a discussão dentro da Saúde para achar os parâmetros, aqueles que tomaram medidas de acordo com a sua localidade sem o parâmetro, usou o parâmetro próprio, utiliza o seu parâmetro que nós vamos construir um consenso para nós podermos andar.”

A entrevista foi precedida por uma reunião na manhã de hoje entre o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros. Isso gerou novamente boatos de que o ministro seria demitido por discordar do presidente na questão do isolamento na atual fase da pandemia. Mandetta comentou os rumores:

“Eu sei que hoje, essa semana, todo mundo ficou ‘mas e o ministro? ele sai? ministro não sai?’. Eu volto a repetir: vou ficar aqui junto com vocês, enquanto o presidente permitir, enquanto eu tiver saúde e não puder sair. E digo mais, aqui no fundo do Ministério da Saúde tem um lugarzinho pra uma creche, tem um quarto, se toda a equipe aqui estiver com gripe e tiver tudo bem, inclusive eu, nós vamos ficar no quartinho ali, pra gente ficar perto pra pelo menos a gente ficar conversando”

“Ou na hora que não for mais necessário nós estarmos aqui, na hora que falarmos ‘olha, cumprimos o nosso dever’, e tá encerrada a nossa participação no Ministério da Saúde. E vamos trabalhar com essa equipe e vamos terminar com essa equipe.”

O ministro criticou aqueles que querem convocar protestos pelo fim do isolamento:

“Fazer movimento assimétrico, de efeito manada, agora nós vamos daqui duas semanas, três semanas, os mesmos que falam ‘vamos fazer uma carreata de apoio’ os mesmos que fizerem vão ser os mesmos que vão estar em casa. Não é hora agora. “

Jovens em casa e comércio

Mandetta explicou por que o comércio não pode reabrir e também por que os jovens têm de ficar em casa, apesar de terem apenas sintomas leves em sua maioria:

“Por que se suspendem aulas? Se todas as crianças e jovens, como vocês viram, se têm a doença e são assintomáticos e são sintomas leves, por que a gente os tira da aula? Muitas vezes é o que fala: ‘Deixa as crianças e adolescentes’. É porque eles são assintomáticos e não sabem, só transmitem. Como voltam para casa e casa tem comodo, temos déficit habitacional enorme, pode contaminar cinco, seis pessoas. Quando a gente diminui a mobilidade, cada um positivo contamina dois. Quando deixa todo mundo andando, cada um contamina seis, e isso faz progressão geométrica, faz essa curva super rápida.”

“Se eu deixar a movimentação social contínua eu não estou preparado para hora da periferia sobrecarregar em bloco o sistema de saúde. Todo comércio diz: eu quero abrir, eu quero abrir. Calma porque vamos ter que fazer isso. Uma regrinha para saberem. Vou abrir assim: faço teste com funcionário, menos mesa, não pode ter fila de espera, buffet, fila um atras do outro. Algumas coisas que vamos colocar para serem pontos de referência. Para não falar que está tratando assim ou assado.”

E, pouco antes do fim da entrevistas, o ministro elogiou a preocupação do presidente Bolsonaro:

“Espero que tenhamos tranquilizado todos vocês, Vamos trabalhar, essa semana a gente encerra, começa amanhã domingo com trabalho no Ministério da Saúde e vamos ver se conseguimos fazer um plano mínimo que compatibilize saúde e economia. Esse é nosso trabalho de fim de semana junto com a equipe econômica. Como ir, como voltar, o que funciona, o que é essencial, o que pode rodar a economia. O presidente está certíssimo quando fala que a crise econômica vai matar as pessoas. As pessoas não aguentarão a fome. Está certíssimo. E estamos 100% engajados em achar a solução junto com a equipe da economia, mostrar a fórmula para o Ministério da Economia. Vamos aumentar, vamos melhorar. Precisa de um grande pacto para que possamos sair do outro lado”, disse Mandetta.

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

 

G1

 

 

Vemprarua se assume como movimento do 1% mais rico

VEMPRARUAO movimento Vemprarua, que esteve na linha de frente das recentes manifestações de março e abril pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff, uma iniciativa que deu com os burros n’água, começa a mostrar sua real natureza.

Na realidade, a organização representa os interesses do 1% mais rico da sociedade brasileira. Tanto é assim que o Vemprarua começa a ser mobilizar em torno de duas bandeiras extremamente elitistas: o combate à taxação de grandes fortunas e ao imposto maior sobre heranças.

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Liderado pelo empresário Rogério Chequer, o Vemprarua se diz apartidário, mas tem claras conexões com o PSDB. Chequer já gravou vídeos com o ex-presidente FHC, pediu votos para Aécio Neves e subiu em carros de som de José Serra.

Como a cruzada pelo impeachment foi abandonada pelo próprio PSDB, ele agora passa a defender abertamente os interesses dos ultraricos brasileiros. O que indica que a classe média remediada que saiu às ruas em março e abril pode ter sido iludida pelas lideranças do movimento.

Reportagem dos jornalistas Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, do Estadão (leia aqui), informa que a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos se reúne nesta quinta-feira 28 com políticos de oposição para exigir, entre outras coisas, a rejeição à taxação de grandes fortunas e impostos sobre heranças, pautas que não constavam entre as reivindicações dos grupos.

Segundo a matéria, atualmente tramitam 12 projetos na Câmara neste sentido, com o objetivo de ajudar no esforço do governo de equilibrar as contas. “O principal grupo da ‘Aliança’ é o Vem Pra Rua, que é fundado por grandes empresários e executivos do mercado financeiro. No material de divulgação do encontro, o Vem Pra Rua informa que a pauta da reunião é a revisão dos pleitos da Carta do Povo Brasileiro, documento entregue pelo grupo aos parlamentares de oposição em abril. A versão antiga do texto não constava a rejeição à taxação das grandes fortunas e imposto sobre herança”, diz ainda a reportagem.

 

BRASIL247

A desigualdade está caindo e o mundo nunca foi tão rico

dinheiroNessa semana, a Oxfam publicou um relatório mostrando que o 1% mais rico do planeta detém mais riqueza do que os 50% mais pobres e que segundo a previsão deles, eles teriam mais do que os 99% restantes daqui a dois anos. Algumas coisas precisam ficar esclarecidas sobre esses dados.

(1) Eles utilizam dados do Credit Suisse que, com base em dados muito escassos, tenta estimar a riqueza líquida dos cidadãos globais. A grande maioria dos países não tem dados sobre os estoques de riqueza, uma vez que o que se taxa normalmente é a renda e não a riqueza. Esse fato impossibilita a existência de estatísticas confiáveis sobre a riqueza. Os autores do relatório original reconhecem isso e tentam extrapolar as tendências de alguns países, misturadas com dados de desigualdade de renda para os demais. Na melhor das hipóteses, essas estimativas são pouco confiáveis e devem ser tomadas com cuidado.

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(2) O relatório original da Credit Suisse tem vários problemas além do mencionado acima. Entre eles: (a) não inclui riqueza informal (as casas nas favelas e bairros pobres brasileiros, por exemplo, que muitas vezes valem dezenas de milhares de reais apesar de não serem formalizados com um título estatal) – riqueza esta que economista Hernando de Soto estima em cerca de 10 trilhões de dólares; (b) não inclui riqueza implícita – como aquela prevista por sistemas de seguridade social dos países ricos, que se fossem administrados privadamente seriam parte de poupança dos cidadãos; (c) só inclui imóveis e ativos financeiros – sendo que boa parte da riqueza dos mais pobres são bens de consumo duráveis (eletrodomésticos, móveis, motos, carros); (d) a Oxfam mistura a metodologia da Credit Suisse com as estimações da Forbes para riqueza de bilionários – não há porque crer que essas metodologias são compatíveis.

(3) Mesmo se fôssemos tomar os dados como confiáveis, é preciso entender que eles tratam de riqueza líquida (isto é, patrimônio descontado das dívidas). Como a maioria das pessoas do mundo poupa pouco (porque não ganha o suficiente para poupar) e consome com base em crediários e outras dívidas, mais ou menos metade do mundo não tem patrimônio (formal) líquido algum. Segundo esses critérios, se você é um mototaxista que mora na Rocinha e tem uma CG 125cc e não tem dívida você está na metade mais rica do planeta. Se você tem uma casa nos arredores da Brasília que custa 150 mil reais, você tem mais riqueza que bilhões de pessoas juntas (porque a maioria delas têm patrimônio negativo). Seriam um mototaxista e um morador da periferia ricaços? Pois é, essa medida parece meio enganosa, não?

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(4) Tá vendo o gráfico acima? Pois é. A desigualdade de renda no mundo vem caindo há 40 anos. Esse é um processo necessário para equilibrar a acumulação de riqueza no futuro. Como dados sobre riqueza são recentes e pouco confiáveis, eles dão a impressão de que estamos em um momento nunca visto na história, sendo que durante a maior parte da história a maior parte das pessoas não teve patrimônio algum. A exceção é as pessoas ganharem o bastante pra acumular patrimônio – coisa que vem acontecendo com os países que têm ascendido da pobreza (por exemplo China, Índia e Sudeste Asiático). É necessário acabar com a pobreza de renda para acumular riqueza patrimonial. Se você não tem renda você consome muito pouco. À medida que sua renda aumenta, você vai consumir mais. Só depois de sua renda satisfazer suas necessidades imediatas você vai ter dinheiro suficiente pra poupar e acumular riqueza. Como a desigualdade de renda vem caindo, o natural é esperar que a desigualdade patrimonial caia no futuro.

(5) Usando os próprios dados da Oxfam (que tem seus problemas), a riqueza do 1% mais rico se manteve estável nos últimos 15 anos, girando em torno de uma média. Mas, apesar de terem os dados disponíveis, eles cortaram os dados em 2010 e fizeram suas projeções com base em apenas quatro anos. Isso leva a resultados estratosféricos não vistos na série histórica. Se, ao contrário disso, a riqueza dos mais ricos se comportar como se comportou ao longo dos últimos 15 anos, ela vai voltar à sua média histórica. Eu fiz uma pequena previsão alternativa (que também tem seus problemas) que usa a série completa e assinala como essa reversão à média é plausível. Essa prática de selecionar apenas quatro anos para adequar a realidade a uma narrativa é completamente condenável – e põe em dúvida a própria seriedade de um estudo que ganhou tantas manchetes de jornal.

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(6) Desigualdade é como colesterol: há uma boa e outra ruim. A boa é aquela que deriva dos talentos, esforços e inventividade das pessoas e gera bons incentivos. Quando alguém cria valor para os outros ela deve ser recompensada por isso – porque isso gera dinamismo econômico, inovação e menos pobreza (pense no arquétipo do Steve Jobs). Se ela não for recompensada, ela não vai ter incentivo pra continuar inovando. A ruim é aquela de uma sociedade estamental – de comando e controle – onde as pessoas não enriquecem por causa de sua inventividade ou pelo valor que geram para à sociedade, mas pelos privilégios que têm junto aos poderosos (pense no arquétipo de Eike Batista). Temos que corrigir as desigualdades injustas que existem no mundo – e elas existem de montão. Mas para isso precisamos de análise séria. E não retóricas travestidas de números.

Spotniks

Marina atrai eleitor jovem, escolarizado e mais rico do país

marinaO eleitor típico da ex-ministra Marina Silva, provável candidata do PSB à Presidência, é jovem, bem escolarizado e mora em cidade grande. Na comparação com a média dos brasileiros, tem renda alta.

Os dados do Datafolha por segmento mostram os perfis em que cada candidato vai melhor ou pior. Ajudam a mapear forças e fraquezas dos concorrentes e, nas mãos dos marqueteiros, acabam servindo para ajustar os discursos e a propaganda eleitoral.

Feita imediatamente após a morte de Eduardo Campos, a pesquisa mostra Marina com 21%, em empate técnico com Aécio Neves (PSDB), 20%. A presidente Dilma Rousseff lidera com 36%.

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Eleitores com ensino superior formam o grupo em que Marina apresenta sua melhor performance: 30%, um ponto a menos que Aécio, nove acima de Dilma. O segundo melhor desempenho de Marina está entre os que vivem em famílias com renda entre 5 e 10 salários mínimos, 29%.

Marina destaca-se ainda nas cidades grandes e entre aqueles que têm até 24 anos, grupo no qual marca 28%.

“É um público muito parecido com o dos protestos de junho de 2013, que rejeita os partidos e os políticos que eles identificam como tradicionais”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

“Pesquisas daquela época já mostravam que Marina era a maior beneficiada pelos protestos. Sem ela candidata, aumentam as taxas de nulo, branco e indecisos”, afirma.

Os dados segmentados da pesquisa também ajudam a entender porque Marina é uma rival mais perigosa para Dilma no segundo turno.

Contra a petista, ela herda 70% dos eleitores que votam em Aécio no primeiro turno. Já o tucano herda 54% dos eleitores originais de Marina.

Nos resultados totais, Marina tem 47% contra 43% de Dilma, empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos.

Nessa simulação de segundo turno, o contraste de perfis fica ainda mais evidente.

Em vários segmentos Marina vence Dilma com folga. Entre os que têm ensino superior, por 65% a 24%. Entre os jovens, por 57% a 38%.

A vantagem aumenta conforme crescem a renda e o porte do município. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, Marina ganha por 55% a 35%.

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180 Graus 

 

Casal encontra 1.427 moedas de ouro no quintal de casa e fica rico

botijaUm casal de californianos teve uma grata surpresa enquanto passeava com seu cachorro: um tesouro de moedas de ouro, avaliado em vários milhões de dólares, estava enterrado em seu terreno.

O casal, que permanece no anonimato, se deu conta de uma saliência no gramado de sua casa, aos pés de uma árvore, e viu que se tratava de uma caixa de metal. Com a ajuda de uma pá, tiraram a caixa e encontraram “muitas moedas de 20 dólares em ouro”, que datam da segunda metade do século 19.

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As informações foram divulgadas nesta terça-feira (25) pela empresa de numismática Kagin’s, que assessora a venda de moedas valiosas.

Depois da primeira caixa desenterrada, “encontraram os restos de outras caixas, mais escondidas” e, após algumas idas e vindas utilizando um detector de metais, chegaram a “um total de oito caixas com mais de 1.400 moedas de ouro” dos Estados Unidos.

Além do tamanho, o tesouro impressiona por seu “perfeito estado” de conservação após mais de 100 anos sob a terra.

As moedas serão vendidas em breve no site da Kagin’s e na Amazon, informou a empresa. O valor de uma delas, que data de 1866, é de um milhão de dólares.

Uol

Hulk relembra origem pobre e diz que se sentiu rico pela 1ª vez com R$ 500

Quando assinou o primeiro contrato profissional com o Vitória, em 2005, Hulk ligou para a mãe, em Campina Grande, e disse: “Vamos ficar ricos!” No contrato, um salário de R$ 500. Esse foi o ponto de partida de uma trajetória vitoriosa no futebol. Depois de uma curta e inexpressiva atuação no clube baiano, Hulk foi tentar a sorte do outro lado do mundo, se destacando em alguns clubes do Japão. Chamou a atenção do Porto e foi contratado em 2008, onde ficou por quatro anos e ganhou 11 títulos. No ano passado, Hulk trocou Portugal pela Rússia, protagonizando a maior transação do mercado futebolístico da temporada. O Zenit pagou uma quantia estimada em € 60 milhões pelo jogador, algo em torno de R$ 150 milhões.

Hulk e Iran - jogador do Zenit com esposa (Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga)Hulk ao lado da esposa Iran: amor que nasceu no
Japão (Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga)

Apesar do sucesso lá fora, foi a atuação de Hulk na Seleção Brasileira que tornou o seu futebol conhecido pelos brasileiros. De olho na próxima Copa do Mundo, o jogador não quer deixar escapar a chance de se manter entre os titulares. Com a saída do técnico Mano Menezes e a chegada de Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção, Hulk afirma que vai trabalhar como nunca para ser visto pelo novo treinador e, assim, ter a chance de realizar o sonho de ser campeão mundial com a seleção.

No início do mês, dois dias antes de retornar ao Zenit, Hulk recebeu a Revista Pitanga para uma entrevista exclusiva. O apartamento do jogador em João Pessoa ainda tinha sabor de férias e enquanto o jogador tentava instalar o Playstation3 na TV e atendia alguns garotos do prédio para fotos e autógrafos, Iran, sua mulher, nos fez companhia.

Nascida em Boa Ventura, no Sertão paraibano, ela contou como os dois só se conheceram no Japão, aproximados pela Paraíba:

Outro dia uma moça beijou o Hulk na minha frente, na boca. O que eu podia fazer? Cair na risada, é claro”
Iran, esposa do paraibano Hulk

– Na saída de um restaurante brasileiro, uma amiga que estava comigo passou por ele perguntou se ele não era o ‘Hulk Paraíba’ que ela tinha visto no Orkut. Eu não estava nem prestando atenção na conversa, mas quando ouvi o nome Paraíba, me interessei. Ele pediu meu telefone, mas eu não dei. No Japão, jogador de futebol não tem a melhor fama do mundo. Então ele me deu o número dele e dias depois eu decidi ligar – contou aos risos.

Oito anos mais velha que o marido, Iran diz que não sente ciúmes, lida bem com o assédio da mulherada e conta que os dois são muito parceiros.

– Outro dia uma moça (uma fã, que o abordou no meio da rua) beijou o Hulk na minha frente, na boca. O que eu podia fazer? Cair na risada, é claro – conta aos risos.

O casal está junto há sete anos. E ela é mãe dos dois filhos do jogador, Tiago e Ian. Após esta conversa rápida e o fim da “operação vídeo game”, se deu início à conversa com Hulk.

Pitanga – O que você está achando das férias na Paraíba e o que tem feito todos esses dias?

Hulk: Estou achando chato porque vai acabar. (risos) Estou curtindo tudo. Fico muito tempo
longe e quando chego encontro duas cidades maravilhosas (ele passa as férias entre Campina Grande e João Pessoa), muita coisa boa para aproveitar, festas, praias e a família, claro. São seis irmãs e 14 sobrinhos. Quando estou aqui procuro ver os amigos. Infelizmente tenho pouco tempo e os meus amigos são muitos. É complicado, mas eu procuro ver todos, dá atenção a cada um e matar um pouco a saudade.

Hulk no show de Garota Safada (Foto: Krystine Carneiro / G1 PB)Hulk durante as férias: diversão e tempo para
reencontrar todos os seus amigos de Paraíba
(Foto: Krystine Carneiro / G1 PB)

O assédio dos fãs incomoda? Dá pra curtir uma praia com tranquilidade?

O assédio existe em qualquer parte do mundo. Mas procuro atender da melhor maneira possível. Eu jamais negaria uma foto, um autógrafo, não quero ser chato ou arrogante, nem que digam que não sei atender um fã. Eu comecei do zero e construí uma historia bonita, sou querido e bem recebido por onde passo e me sinto feliz com isso. Eu sinto demais o carinho das pessoas aqui. É bom saber que elas estão aprovando o modo como a gente carrega o nome da Paraíba. Quanto à praia, quando estou na água é mais tranquilo (risos).

O que dá mais saudade do Brasil quando está fora?

O clima e a família. Quando eu parar de jogar, o Brasil é o país que eu quero morar com minha mulher e meus filhos, mas, por enquanto, é o país que eu gosto de tirar férias. Quando estou aqui eu brinco muito, me divirto, mas tem uma hora que dá saudade de acordar cedo, treinar… Eu sinto falta da rotina.

Você tem uma vida aparentemente tranquila, nunca esteve envolvido em nenhum escândalo. Você se preocupa com isso? Toma alguma precaução?

Acho importante saber chegar e sair em qualquer lugar que eu entro. Saí de casa cedo e meus pais sempre trabalharam muito, mas eles me deram uma boa educação. Tive a felicidade de conhecer minha esposa, que me ensinou muita coisa e que me deu as coisas mais importantes que eu tenho na vida, que são meus dois filhos. Depois deles, tudo mudou. Comecei a ter mais responsabilidade. Antes de fazer qualquer coisa, penso primeiro na minha na família. Faço tudo para não magoá-los.

Você se tornou um grande jogador atuando no exterior. Como é voltar ao Brasil fazendo parte da seleção brasileira?

Minha vitória não foi fácil. Tive que fazer história fora do país para depois ser reconhecido aqui. Fui para o Japão muito cedo, depois para Europa, onde tudo começou a correr bem. O reconhecimento veio através da Seleção. Eu estava no Porto quando ocupei o meu espaço na Seleção e hoje sou respeitado por isso. Foi difícil, minha vitória ganhou gosto de mel.

Hulk com a medalha de prata olímpica (Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga)Hulk exibe a medalha de prata olímpica que conquistou com a Seleção nos Jogos de Londres
(Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga)

A sua transferência para o Zenit rendeu uma das negociações mais caras do futebol mundial. Como você se sente vindo de uma família humilde?

A gente quer mostrar que valeu a pena. Fico grato pelo meu trabalho ser bem visto, ser reconhecido. Fico feliz por entrar para a história do futebol. Sou o jogador que fez mais gols no
estádio do Dragão (novo estádio do Porto, inaugurado em 2003), por exemplo, e fico feliz por isso por conseguir tudo isso.

Você imaginou que um dia seria uma estrela do futebol?

Nunca imaginei. Desde criança eu queria ser jogador de futebol. Eu tinha dois ídolos, o Romário e o Ronaldo, e eles me inspiraram muito. Depois que cheguei no Vitória e assinei o meu primeiro contrato com 16 anos, eu vi que a minha profissão seria atleta profissional. Ali eu estava fazendo o que eu gostava e estava realizando um sonho. Assinei o contrato com o Vitória para ganhar R$ 500 por mês. Lembro que na época eu liguei pra minha mãe e disse: “Mãe, a gente vai ficar rico”. Eu nunca tinha visto tanto dinheiro. Depois de um ano o salário dobrou. E depois veio o Japão e as coisas melhoraram. Agradeço primeiro a Deus e depois ao futebol, que me deu tudo que eu tenho hoje.

hulk brasil treino (Foto: Mowa Press)Hulk: promessa de treino forte para continuar na
Seleção de Felipão até a Copa do Mundo
(Foto: Mowa Press)

Profissionalmente, já chegou aonde gostaria?

Eu gosto de correr atrás dos meus objetivos. Eu tinha o sonho de jogar na Seleção. Realizei esse sonho. Outro sonho é disputar a Copa do Mundo e eu vou trabalhar em cima desse objetivo para o mundial no Brasil e, se Deus quiser, ser campeão com a seleção.

A posição de atacante é a mais cobiçada de toda a Seleção. Você sente alguma pressão?

Quando se trata de Seleção, nenhuma posição é fácil de chegar. São muitos jogadores bons e poucas vagas. É pedir para continuar bem, pra não sofrer nenhuma lesão e ser lembrado na hora das convocações.

E esse apelido, Hulk, de onde vem?

Eu tenho desde os três anos. O meu pai conta que eu gostava de imitar o Hulk, que eu dizia que era forte, que queria levantar o bujão de gás da casa. Daí ele disse: ‘então o seu apelido vai ser Hulk’. E ficou até hoje. Se alguém me chama de Givanildo (Vieira de Souza) é capaz de eu nem olhar pra trás. (risos) Muita gente acha que é por causa do futebol, mas eu não sou muito alto e também não era tão forte quando comecei a jogar.

hulk, arte - zenit e seleção brasileira (Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga / Arte: William Araújo)O incrível Hulk: ao contrário dos que muito pensam, o apelido não nasceu nos tempos de jogador
(Foto: Amanda Araújo / Revista Pitanga / Arte: William Araújo)

Por falar na infância, que memória você tem dessa época?

Principalmente de quando eu jogava futebol com os amigos no Parque da Criança, em Campina Grande, e nenhum de nós tinha condição de pagar um transporte. Então a gente saia do Zé Pinheiro (bairro pobre da cidade) para o Parque do Povo (área pública onde é realizada o Maior São João do Mundo) ou para o Ginásio Meninão a pé apenas para jogar futebol. Ninguém tinha dinheiro pra comprar o lanche e o treinador era quem comprava. Essas dificuldades ficaram como aprendizado.

 

 

Globoesporte.com

Com R$ 6,8 milhões declarados, José Maranhão é o 8º candidato mais rico do Brasil nas eleições deste ano

Com R$ 6,8 milhões declarados, José Maranhão é o 8º candidato mais rico do Brasil nas eleições deste ano. O levantamento foi feio pelo portal Terra. O mestre de obras é o únicio paraibano a encabeçar a lista dos dez mais ricos.

Veja as posses do ex-goveranador:  Natural de Araruna, na Paraíba, José Targino Maranhão – ou Zé Maranhão – é o único candidato da lista a ter duas aeronaves em seu nome (uma de 400 mil e outra de 12 mil). Seu patrimônio evidencia o trabalho na agricultura: são 11 propriedades rurais que juntas somam 1,7 milhão, todas elas no Estado. A mais cara, de R$ 1,4 milhão, fica em Tocantins. Completam a lista dois tratores, três caminhonetas, três casas e um apartamento. José Maranhão assumiu o governo pela primeira vez em 2009, após cassação do governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB) e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). Em 2010 – quando o patrimônio era maior: R$ 7,2 milhões – tentou se reeleger, mas foi derrotado no 2° turno. Também fazem parte da lista do milionário, créditos e ações (R$ 4,2 milhões).

Confira a matéria na íntegra

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o candidato a prefeito mais rico das eleições municipais nas capitais não saiu do tradicionalmente rico Sudeste, mas sim do pujante Centro-Oeste. No topo da lista está Mauro Mendes (PSB), de Cuiabá (MT), que declarou patrimônio de R$ 116,8 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O concorrente mais que duplicou seus bens em relação a 2010, quando foi candidato ao governo de Mato Grosso e afirmou possuir R$ 57 milhões. Seu patrimônio atual, sozinho, ultrapassa os três candidatos mais ricos do Sudeste juntos. O Centro-Oeste aparece novamente na lista, em terceiro lugar, com o deputado Reinaldo Azambuja (PSDB), postulante em Campo Grande (MS), que declarou R$ 32,6 milhões em bens.

Veja o cenário eleitoral nas capitais

O Sudeste aparece pela primeira vez no segundo lugar. Tentando a reeleição à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), declarou R$ 58 milhões. A região que possui mais de 50% do PIB nacional aparece mais duas vezes na lista, com os candidatos paulistas Gabriel Chalita (PMDB), com R$ 11,5 milhões, e José Maria Eymael (PSDC), com R$ 4,6 milhões em bens aos 72 anos – o mais velho a figurar entre os dez mais. O levantamento foi realizado pelo Terra com base em dados preliminares do TSE, que divulgou, inicialmente, o patrimônio dos candidatos de 18 das 26 capitais brasileiras. Com a atualização dos dados de mais cinco cidades nesta terça-feira, o candidato em Boa Vista (RR), Telmário Mota (PDT), e o de Natal (RN), Carlos Eduardo Alves (PDT), que figuravam entre os dez mais ricos saíram da lista. Os mais jovens a integrar a lista são os deputados Ratinho Jr. (PSC-PR) e ACM Neto (DEM-BA), com 31 e 33 anos, respectivamente. Ratinho Jr. declarou bens avaliados em R$ 7,5 milhões, incluindo participação em quotas nas empresas Grupo Massa de comunicação – detentora de rádios e afiliadas de TV em várias cidades paranaenses, inclusive na capital. ACM Neto, por sua vez, é do clã Magalhães, sobrenome forte no estado. O deputado baiano, porém, apresentou quase o dobro do patrimônio de Ratinho Jr, R$ 13,3 milhões. Confira a lista dos 10 candidatos mais ricos nas capitais brasileiras, o que fazem e o que declaram como patrimônio: 1° lugar: Mauro Mendes (PSB) – R$ 116,8 milhões

Candidato em Cuiabá (MT)

A fortuna campeã é a de Mauro Mendes, que disputa a prefeitura de Cuiabá (MT) pelo PSB. Segundo o TSE, ele acumula R$116,8 milhões em bens declarados – R$107 milhões deles em ações, majoritariamente da Bipar Investimentos e Participações. Quando concorreu ao governo do Mato Grosso em 2010, Mendes havia declarado R$57 milhões. Mendes também tem R$ 384 mil em previdência privada, um imóvel de R$ 630,3 mil, terrenos que somam quase R$600 mil e uma lancha de R$ 261,5 mil. Ele possui, ainda, R$ 100 mil em quotas na empresa Bimetal Indústria Metalúrgica. A quantia total declarada por ele supera em mais de 100 vezes o patrimônio do segundo candidato mais rico de Cuiabá, o deputado Guilherme Maluf (PSDB), que declarou cerca de R$ 1 milhão. Natural de Anápolis (GO), Mendes tem 48 anos, é casado, tem ensino superior completo e fez carreira como empresário na área de metalurgia. Recentemente, foi inocentado de acusações de abuso de poder econômico, gasto ilícito de recursos e compra de votos. Segundo o Ministério Público Estadual, ele teria distribuído camisetas e bonés com propaganda eleitoral irregular aos seus cabos eleitorais em 2008. 2° lugar: Marcio Lacerda (PSB) – R$ 58,8 milhões

Candidato em Belo Horizonte (MG)

Prefeito candidato à reeleição pelo PSB em Belo Horizonte, Lacerda nasceu em Leopoldina (MG), tem 66 anos e afirma ter R$ 58,8 milhões em bens. A maior parte, R$ 35,4 milhões, está em um fundo de investimento. Outros R$ 18,9 milhões vêm da sociedade do prefeito na Macunaíma Participações. No ano passado, a empresa Construtel Tecnologia e Serviços – dirigida por Gabriel Nascimento de Lacerda, filho do prefeito, e controlada pela Macunaíma – foi investigada pela Polícia Federal por um suposto envio ilegal de dinheiro a uma conta de doleiros em Nova York. A Construtel, especializada na construção de redes de telefonia, foi fundada por Lacerda em 1975. Quatro anos depois, ele criou uma segunda empresa, a Batik, para a produção de equipamentos de telefonia. Bem sucedido, Lacerda participou da direção de diversas entidades empresariais.

3° lugar: Reinaldo Azambuja (PSDB) – R$ 32,6 milhões

Candidato em Campo Grande (MS)

O terceiro candidato a prefeito com mais bens é o tucano Reinaldo Azambuja, de Campo Grande (MS), com R$ 32,6 milhões declarados. Aos 49 anos de idade, o deputado da bancada ruralista tem um apartamento (R$ 350 mil), uma sala comercial (R$ 100 mil), uma casa (R$ 500 mil), terrenos (R$ 240 mil) e mais de dois mil hectares em fazendas, no valor de R$ 22,4 milhões, concentrados principalmente em Maracaju, cidade que governou entre 1996 e 2004. O restante do patrimônio é preenchido por equipamentos agrícolas e caminhões utilizados em suas terras. Azambuja tem formação incompleta em Administração e faz parte da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), entidade de classe que representa os criadores de gado no Estado.

4° lugar: Carlos Amastha (PP) – R$ 18 milhões

Candidato em Palmas (TO)

Em Palmas (TO), o candidato Carlos Amastha (PP) declarou R$ 18 milhões. Nascido na Colômbia e naturalizado brasileiro, o empresário tem 51 anos. A maior parte de seu patrimônio provém de quotas na Incorporadora de Shopping Center Capim Dourado, que somam R$ 11 milhões. Ele também possui uma caminhonete Nissan Frontier (R$ 115 mil), terrenos (R$398 mil), ações e outros investimentos (R$ 75 mil), caminhões e carretas (R$66 mil) e R$ 2 milhões em espécie, entre outros bens.

5° lugar: ACM Neto (DEM) – R$ 13,3 milhões

Candidato em Salvador (BA)

O deputado tem 33 anos de idade e um patrimônio de R$ 13,3 milhões – valor mais de cinco vezes maior que o registrado em 2010 (R$ 2,5 milhões). O salto deve-se principalmente à aquisição de quotas na TV Bahia, no total de R$ 9,4 milhões, feita por ele neste ano. Em sua declaração, ainda constam um apartamento de R$ 900 mil, um plano de previdência privada de R$ 879 mil, fundo de investimento de R$ 161 mil, uma aplicação de renda fixa de R$ 576,6 mil, outra de R$ 606,7 mil e uma Land Rover de R$210 mil. ACM é herdeiro da tradicional família baiana Magalhães, do falecido político Antônio Carlos Magalhães, que governou a Bahia por três vezes.

6° lugar: Gabriel Chalita (PMDB) – R$ 11,5 milhões

Candidato em São Paulo (SP)

Professor de ensino superior, Gabriel Chalita nasceu em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, e tem 43 anos. É escritor de “mais de 60 livros”, segundo consta em seu site oficial. É doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, e mestre em direito e em Ciência Sociais. Foi vereador aos 19 anos na cidade natal. Posteriormente, conseguiu o cargo na Câmara de São Paulo em 2008 e eleito deputado federal em 2010 pelo PSB. Trocou o partido pelo PMDB em maio de 2011, já com a intenção de concorrer à prefeitura. Metade de seu patrimônio está voltada para investimentos: são R$ 164 mil em depósitos e R$ 4,7 milhões em fundo de investimento. O restante destá dividido em ações (R$ 110 mil), quotas de palestras (R$ 990) e dois apartamentos (um a beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio de Janeiro, avaliado R$ 1,2 milhão, outro em Higienópolis, na região central de São Paulo, de R$ 5 milhões) e uma BMW (R$ 246 mil).

7° lugar: Ratinho Jr. (PSC) – R$ 7,5 milhões

Candidato em Curitiba (PR)

Filho do apresentador Ratinho, o deputado Carlos Roberto Massa Jr. tem 31 anos e é natural de Jandaia do Sul, no Paraná. Ao TSE, o deputado não declarou imóveis, apenas um terreno avaliado em R$ 1,4 milhão. Possui dois veículos (um Voyage 2009/2010 de R$ 41 mil e uma moto de R$ 23 mil). O restante dos seus bens é dividido em consórcios não contemplados (somados R$ 26 mil), em investimentos financeiros (R$ 30 mil) e R$ 400 mil em espécie. Possui quotas em duas empresas: Grupo Massa, que possui rádios em algumas cidades do Paraná e quatro afiliadas de TV – Curitiba está entre elas. Tem participação também na marca de café em pó, Café no Bule.

8° lugar: José Maranhão (PMDB) – R$ 6,8 milhões

Candidato em João Pessoa (PB)

Natural de Araruna, na Paraíba, José Targino Maranhão – ou Zé Maranhão – é o único candidato da lista a ter duas aeronaves em seu nome (uma de 400 mil e outra de 12 mil). Seu patrimônio evidencia o trabalho na agricultura: são 11 propriedades rurais que juntas somam 1,7 milhão, todas elas no Estado. A mais cara, de R$ 1,4 milhão, fica em Tocantins. Completam a lista dois tratores, três caminhonetas, três casas e um apartamento. José Maranhão assumiu o governo pela primeira vez em 2009, após cassação do governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB) e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). Em 2010 – quando o patrimônio era maior: R$ 7,2 milhões – tentou se reeleger, mas foi derrotado no 2° turno. Também fazem parte da lista do milionário, créditos e ações (R$ 4,2 milhões).

9° lugar: Mário Português (PPS) – R$ 4,9 milhões

Candidato em Porto Velho (RO)

O candidato do PPS à prefeitura de Porto Velho é empresário, tem 65 anos e não completou o ensino fundamental. Seus bens são resumidos em dois apartamentos (um, em Fortaleza, foi avaliado em R$ 1 milhão), cinco casas (quatro delas de alvenaria), nove terrenos, quatorze lotes rurais e uma fazenda de R$ 500 mil. Mário Português ainda possui ações na Eletrobrás (311 mil), e é dono da empresa MG Comercial. Mario ainda aparece como presidente da Distribuidora Coimbra – mas não há nenhuma citação da empresa em sua relação de bens.

10° lugar: José Maria Eymael (PSDC) – R$ 4,6 milhões

Candidato em São Paulo (SP)

Natural de Porto Alegre, Eymael tem 72 anos e é figurinha carimbada em todas as eleições, sejam elas presidenciais ou regionais. A primeira vez foi à prefeitura de São Paulo, em 1985. Nos anos que se seguiram, foi eleito duas vezes deputado federal. É empresário, e um dos fundadores da Grunase, empresa de relações públicas. Em sua relação de bens constam quatro imóveis, dois terrenos, quatro veículos e duas embarcações. Na lista, o candidato que costuma chegar a apenas 1% das intenções de votos declarou joias – avaliadas em R$ 4 mil – e participação em ações nas empresas Vivo e Brasil Telecom, além de créditos a receber de empréstimos (R$ 993 mil) e investimentos financeiros (R$ 1,9 milhão).

PB Agora com Terra