Arquivo da tag: RG

Agendamento para solicitar RG será feito de forma eletrônica na Paraíba

RGComeça a funcionar a partir desta segunda-feira (21) o sistema de agendamento eletrônico para a solicitação de emissão da carteira de identidade (RG) na Paraíba. Segundo a Gerência de Identificação Civil e Criminal do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), o novo procedimento é destinado aos agendamentos a partir de janeiro de 2016 e vai substituir os agendamentos presenciais e por telefone, visando dar mais agilidade ao trabalho executado pelo órgão.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“O processo mais moderno termina com um problema que dificultava o atendimento. Isso acontecia porque geralmente as pessoas procuravam o atendimento em uma Casa da Cidadania e depois tentavam o mesmo serviço nas outras Casas. Porém, quando eram atendidas em uma das unidades da Secretaria de Desenvolvimento Humano, não desmarcavam nas demais, continuando na fila de espera e ocupando a vaga de outra pessoa. Com o agendamento pela internet, isso não vai mais acontecer”, explica o perito Marcos Lacet, diretor da Gerência de Identificação Civil e Criminal do IPC.

Para ter acesso ao agendamento eletrônico, o cidadão deve acessar a página do agendamento RG, hospedada no endereço do Governo do Estado, e escolher a opção de solicitar agendamento. Para agendar, é necessário inserir o número do CPF, nome completo, telefone, e-mail, o órgão que deseja ser atendido, o serviço e o local de atendimento.

A partir do cadastro, o sistema informa as datas e os horários disponíveis para o atendimento, os documentos necessários para a emissão da primeira ou segunda via da Carteira de Identidade e também emite a guia de pagamento. Por meio da página de agendamento, o usuário também pode acompanhar o processo de agendamento ou cancelar, caso não possa comparecer ao local no dia marcado.

Segundo um levantamento feito pelo IPC, em 2014 foram emitidas 224 mil carteiras de identidade na Paraíba. Até novembro deste ano, houve a emissão de 180 mil unidades do documento. Com este novo processo de agendamento, o órgão prevê a ampliação no número de emissões. A meta é atender 240 pessoas por dia nas quatro Casas da Cidadania de João Pessoa e 100 pessoas por dia na Casa da Cidadania de Campina Grande.

G1 PB

 

Trio é preso aplicando golpe em consignado; RG era comprado por R$ 300

Três homens foram presos em João Pessoa ao tentar aplicar golpes em financeiras. Os acusados foram pegos quando tentavam pegar um empréstimo no valor de R$ 20 mil. Erivan Siqueira da Silva, Fabio do Nascimento e Walmir Albino da Silva burlavam o sistema de segurança do site do Governo do Estado e obtinham cópias dos contracheques de funcionários. De posse do documento e de identidades falsificadas, conseguiam fazer os empréstimos consignados. Os falsários já haviam alcançado R$ 50 mil com o golpe.

O trio foi preso em flagrante após ser investigado por alguns dias. Segundo o que foi apurado, os RGs usados no golpe eram comprados por em média R$ 300 cada um.

As investigações revelaram a existência de falsos corretores de empréstimos que se valiam do acesso a informações de clientes para falsificar documentos e obter dados da margem consignável da vitimas escolhidas.

Monica Melo
WSCOM Online

Contra pirataria, remédios vão ganhar seu próprio ‘RG’; prejuízo anual é de 13 bilhões de reais

A Organização Mundial da Saúde estima que 10% dos remédios consumidos no mundo sejam falsificados. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a taxa sobe até 30%. Para conter a pirataria e estancar um prejuízo estimado em 13 bilhões de reais ao país por ano, uma lei de 2009 deve finalmente sair do papel no segundo semestre deste ano. O texto cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e deve permitir que os remédios sejam rastreados desde a fabricação até o balcão da farmácia. A norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confere a cada medicamento um identificador único – uma espécie de RG do remédio.

O comércio de medicamentos falsificados é considerado crime hediondo, com pena de 10 a 15 anos de prisão. Para enganar o consumidor, os piratas copiam as caixas, as embalagens e até mesmo as cores e formatos dos comprimidos. Na melhor das hipóteses, as vítimas estarão consumindo uma pílula de farinha e correrão, sem saber, todos os riscos de quem interrompe ou nem inicia o tratamento médico. Na pior das hipóteses, estarão consumindo outra substância qualquer, potencialmente prejudicial, às vezes letal.

Em 2006, mais de 100 pacientes morreram no Panamá por conta de medicamentos feitos com glicerina falsificada. Em 2008, versões contaminadas do anticoagulante Heparina, importadas da China, mataram 62 pessoas nos Estados Unidos. Em 2011 foram apreendidas na Inglaterra versões piratas dos remédios Truvada e Viread, contra a aids. Estimativas da International Policy Network, organização sediada em Londres, mostram que o consumo de remédios falsos contra tuberculose e malária foi responsável por mais de 700.000 mortes até hoje.

Polícia Federal apreende anabolizantes e remédios ilegais na Ponte da Amizade em março de 2012

[I]Polícia Federal apreende anabolizantes e remédios contra impotência ilegais na fronteira[/I]

[I]com [/I][I]o Paraguai em março de 2012 (PF/Divulgação)[/I]
[I][/I]

Segundo o diplomata Roberto Abdenur, atual presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), a falsificação de remédios é a forma mais cruel de pirataria. Enquanto na maioria das vezes o consumidor de eletrônicos, CDs e DVDs piratas sabe que está comprando produtos falsos, aquele que compra os medicamentos frequentemente está agindo de boa-fé. ‘E os mais pobres, em busca de preços acessíveis, são os mais afetados’, afirma.

[B]Pirataria on-line [/B]

Segundo a Anvisa, os pontos de venda tradicionais de remédios piratas são camelôs e feiras livres. Mas medicamentos falsos também podem ser encontrados em farmácias, principalmente fora dos grandes centros do país. “O mercado brasileiro é muito grande. Temos muitos municípios onde a fiscalização é tênue, e a informalidade, alta”, afirma Sérgio Mena Barreto , presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Na última década, o avanço tecnológico abriu mais uma rota para esse comércio ilegal: a internet. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e divulgada pelo jornal [I]O Globo[/I], existem cerca de 1.200 sites ilegais que vendem remédios no país.

A Anvisa informa que as farmácias on-line só podem funcionar se também existirem fisicamente, com endereço comprovado, e com a autorização da agência. Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2ª Delegacia de Saúde Pública e Crimes Envolvendo Medicamentos, de São Paulo, o combate a essas farmácias não é fácil. “Muitos desses sites estão registrados em outros países, o que dificulta o trabalho. No entanto, há 40 dias realizamos uma operação onde apreendemos 4 mil remédios comercializados ilegalmente pela internet”, conta.

[B]
[/B]

[B]Armas e drogas [/B]

Segundo o Centro para Medicina de Interesse Público, grupo de pesquisa americano financiado pela indústria farmacêutica, o mercado mundial de medicamentos falsos cresce anualmente 13%. A pirataria é praticada em escala global e assim se liga a outras máfias, ao tráfico de drogas e ao de armas.

“Já foram apreendidos carregamentos de remédios piratas nos mesmos contêineres que eletrônicos falsos e munições”, diz Edson Vismona,  presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), entidade formada por empresas brasileiras com o objetivo de combater a falsificação de produtos. Só no Brasil, Vismona calcula que os prejuízos alcancem 13 bilhões de reais, dos quais cinco bilhões só em sonegação de impostos.

[B]
[/B]

[B]O RG do remédio[/B]

Atualmente, os mecanismos de certificação dos medicamentos no Brasil são frágeis. ‘Não há como controlar os lotes de remédio’, diz Sérgio Mena Barreto, da Abrafarma. Já a nova tecnologia a ser implantada pela Anvisa tornará possível monitorar todo medicamento produzido e vendido no Brasil ao longo de toda cadeia produtiva.

Quando a lei foi foi aprovada, em 2009, estipulou-se que a Anvisa teria três anos para estabelecer as normas a serem usadas. Por fim, a agência decidiu adotar uma tecnologia conhecida como Datamatrix, parecida com o código de barras. Mas, enquanto este último permite o armazenamento de apenas um número de vários algarismos, o Datamatrix possibilita a leitura de vários dados, pois as informações são guardadas tanto em linhas quanto em colunas. O código deve conter o número de registro da droga, lote, validade e um identificador único do medicamento, que funcionaria como uma espécie de RG.

Segundo a Anvisa, os detalhes sobre o sistema de identificação ainda estão sendo fechados e devem ser anunciados no segundo semestre. Espera-se que a lei enfim saia do papel. Nesses três anos de discussões, foram apreendidos no Brasil mais de 153.000 comprimidos de remédios falsos. Só no ano passado, foram realizadas 40 operações conjuntas, durante as quais foram interditados 177 estabelecimentos e presas 156 pessoas.

pbacontece

Procura de RG gratuito lota Casas da Cidadania

Rizemberg Felipe

No primeiro dia de validação da Lei que estabelece a gratuidade para a primeira via do Registro Geral (RG), 232 paraibanos receberam a carteira de identidade através das oito Casas da Cidadania existentes no Estado. Antes da determinação era cobrada uma taxa de R$ 10,11 para a emissão do documento.

Os dados são do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba.

O gerente executivo de identificação civil e criminal do IPC, Israel Aureliano, disse que com a publicação da lei receia que os paraibanos lotem as Casas da Cidadania em busca do benefício, podendo gerar transtorno na prestação do serviço. “Tenho medo que ao tomarem conhecimento da lei, as pessoas queiram retirar as carteiras de identidade todas de uma vez, e nós não temos condições de atender a essa demanda”, ressaltou. Ele ainda disse que não há motivo para desespero já que a lei está sendo cumprida normalmente, pois repassou a determinação para os coordenadores dos guichês de atendimento do IPC nas Casas da Cidadania através de emissão da mesma para os devidos setores.

De acordo com os dados repassados pelo IPC, na Paraíba são emitidas cerca de 24 mil carteiras de identidade, mas aproximadamente 40% desse total são emissões de primeira via.

Israel Aureliano informou que para a retirada do documento é necessária a apresentação da certidão de nascimento ou casamento, original ou cópia autenticada, e duas fotos 3×4. Já para solicitar a segunda via do RG, embora a lei não exija o Boletim de Ocorrência, ele é sugerido para poder proporcionar maior segurança ao cidadão, além do pagamento da taxa de R$ 16,85.

Para Israel Aureliano, “a própria população irá se encarregar de verificar o cumprimento da lei para garantir os seus direitos, mas caso algum órgão não siga o que é determinado, o Ministério Público entra com uma ação contra a instituição e esta responderá por improbidade administrativa”.

O estudante Paulo Henrique, 16 anos, disse que tomou conhecimento da lei no mesmo dia em que ela foi sancionada, e se dirigiu a Casa da Cidadania de Jaguaribe para solicitar a sua carteira de identidade. “Eu vi quinta-feira na internet e decidi que no dia seguinte iria solicitar meu RG. Agora já tenho minha identificação civil”, disse.

Além das Casas da Cidadania, os RGs também podem ser solicitados no Programa Cidadão, situado no Varadouro e no próprio Instituto de Polícia Científica, mas destacou que o atendimento no IPC é direcionado apenas para população com idade superior a 60 anos e para portadores de necessidades especiais.

De acordo com coordenação do Programa Cidadão (PC), que é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado, o órgão já atendia a população de baixa renda emitindo a carteira de identidade de forma gratuita. Segundo os dados do PC, de janeiro ao início deste mês já foram emitidos 11.597 RGs.

Ainda de acordo com a coordenação do PC, o programa também disponibiliza um serviço diferenciado para pessoas com dificuldades de locomoção e portadoras de necessidades especiais.

jornaldaparaiba