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Cerca de 200 mil empresas não recolheram FGTS, o que pode impedir resgate de conta inativa

fgtsA medida que autorizou o saque das contas inativas do FGTS vai deixar de fora milhões de trabalhadores que não têm saldo, porque os patrões não fizeram recolhimento para o Fundo. De acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), existem, pelo menos, sete milhões de trabalhadores cujos empregadores não depositaram o dinheiro devido, que correspondem a um débito total de R$ 24,5 bilhões inscritos na dívida ativa da União. Como os valores não estão individualizados por trabalhador, a PGFN não consegue identificar entre as pessoas prejudicadas quem teria direito ao saque da conta inativa.

O governo abriu a possibilidade de trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos por justa causa até 31 de dezembro de 2015 resgatarem os recursos depositados nas contas antigas do Fundo. Os saques começam dia 10 de março, obedecendo o mês de aniversário dos trabalhadores. O governo estima que R$ 43,6 bilhões ficarão disponíveis para saque em contas inativas e que 30,2 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados. Mas, no caso das empresas que não depositaram esses recursos, será difícil para os trabalhadores terem acesso aos recursos.

A dívida total que está na PGFN engloba todos os débitos com o FGTS (contas ativas e inativas). Estão na lista 198.790 devedores, em diversas situações, como empresas que já faliram, débitos antigos e recentes, em cobrança administrativa e judicial, e executadas pela PGFN e Caixa Econômica Federal.

Segundo o coordenador-geral da dívida ativa da União, procurador Cristiano Neuenschwander Lins de Morais, há porém uma possibilidade para que esses trabalhadores ainda consigam sacar o dinheiro das contas inativas. Ele lembrou que está em vigor um programa de parcelamento de dívidas com a União — criado pela Medida Provisória 766, editada em janeiro deste ano — que condiciona a adesão das empresas à regularização dos débitos com o FGTS.

O prazo para inscrição no programa começou este mês e foram registrados pedidos de 3 mil empresas, que têm uma dívida total de R$ 1 bilhão, incluindo com o FGTS. Se elas não regularizarem o débito com o Fundo, o pedido será recusado, disse o procurador.

O programa de refinanciamento das dívidas com a União vai até o fim de julho, coincidindo, portanto como cronograma do saque das contas inativas. A estimativa da PGFN é que as empresas beneficiadas coloquem em dia débitos no valor de R$ 2 bilhões com o FGTS — ou seja, menos de 10% do total de R$ 24,5 bilhões inscrito na dívida ativa.

TRABALHADOR DEVE FICAR DE OLHO ATÉ 31/7

A Caixa já informou ao órgão que, se o dinheiro chegar na conta dos trabalhadores até 31 de julho (prazo final do cronograma), o saque da conta inativa será autorizado. Isso vai acontecer mesmo nos casos em que o cotista já tenha retirado o dinheiro de uma conta inativa.

Ele aconselhou os trabalhadores a procurarem informações na Caixa para saber se o dinheiro “pingou” na sua conta do FGTS até o prazo final do cronograma. Os extratos mensais, destacou, devem ser consultados também.

As empresas inscritas na dívida ativa da União ou no Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal (Cadin) ficam impedidas de participar de licitação, contratar com o poder público ou tomar empréstimo em banco estatal.

O gerente nacional do FGTS da Caixa, Henrique Santana, comentou ainda que os próprios trabalhadores também devem procurar as empresas, as superintendências do Ministério do Trabalho e recorrer à Justiça para tentar obter o crédito do FGTS devido. Quem já está movendo ação judicial poderá sacar os recursos das contas inativas se o processo for concluído dentro do cronograma fixado pelo governo. Caso contrário, só terá direito de retirar o dinheiro posteriormente, pelas regras normais de saque, como compra da casa própria, aposentadoria ou após três anos fora do mercado de trabalho.

Além do trabalho de cobrança da PGFN, está sendo discutido no governo um projeto de estímulo à regularização da dívida das empresas com o FGTS, com perdão de multa e encargo para valores até R$ 20 mil. A proposta já passou pelo Conselho Curador do Fundo. Cabe primeiro ao Ministério do Trabalho identificar irregularidades e autuar as empresas que estão devendo ao FGTS. Os demais órgãos, Caixa, Receita Federal e PGFN, cuidam da cobrança e execução da dívida.

O Globo

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Anjo ou Fantasma: conheça o menino que ajudou no resgate

meninoA noite da última segunda-feira e a madrugada da terça-feira não serão esquecidas tão cedo por Johan Alexis Ramirez e Miguel Ramirez. Os dois estavam tranquilos vendo televisão na fazenda em que moravam quando escutaram um forte estrondo. O barulho era o avião da Lamia que levava o elenco da Chapecoense para Medellín, que havia acabado de cair. A queda causou morte de 71 pessoas. Mas seis delas se salvaram. Cinco com a ajuda dos dois.

Johan, 15 anos, é o menino que nos últimos dias foi tratado como anjo e fantasma pela imprensa mundial. Seu sumiço no meio do resgate fez com que poucas pessoas vissem o menino que corria para cima e para baixo ajudando os bombeiros. Diversos veículos chegaram a questionar sua existência. O pai explica o motivo que fez com que o adolescente saísse do local.

“Ele sumiu porque um policial nos tirou da área do acidente de um jeito muito rude. Nós saímos e não nos viram mais essa noite. Ficamos das 11 horas (2 horas da manhã no Brasil) até às 3 horas (6 horas da manhã no Brasil)”, falou Miguel.

Segundo o pai do menino, Johan chegou a discutir com um bombeiro, e Miguel achou melhor tirá-lo para evitar que uma confusão atrapalhasse o resgate.

Enquanto os veículos pelo mundo discutem se seu filho é fantasma ou anjo, Miguel tem uma resposta mais simples, recheada de orgulho. “Me sinto muito orgulhoso dele porque foi salvar vidas e não saquear as coisas que não eram dele, como fizeram muitas pessoas. É muito lindo que não tenha medo dos mortos, colaborando muito. Graças a Deus, fui premiado com esse herói”, falou.

Divididos com as equipes de resgate, Miguel e Johan assumiram o papel de guiar os bombeiros em uma região que eles não conheciam muito bem. O conhecimento da dupla se dava pelo fato deles morarem a quatro minutos do local da queda.

“Nós os guiávamos por um caminho mais curto e iluminávamos com lanterna e meu celular. Ajudei eles a tiraram a Ximena, a aeromoça. Meu filho ajudava igualmente. Nós os levávamos do local da queda até a estrada”, explicou.

No período do resgate, não foi só Ximena que foi salva pelos dois. Apenas Neto, que foi encontrado depois deste horário, não teve ajuda dos dois. O lateral Alan Ruschel foi o primeiro encontrado por Johan.

Mas nem todos os resgatados por eles chegaram com vida. “Meu filho levava um jogador quando o bombeiro o chamou e avisou que ele tinha morrido”, lamentou.

Depois de deixar o local, os dois voltaram para casa, mas não conseguiram dormir. “Era muita tristeza pela tragédia, mas graças a Deus pudemos salvar essas pessoas”, encerrou.

Uol

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Relatos do resgate: jornalista entregou aliança e Neto chegou lúcido

acidente-chapecoenseA homenagem às vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, na última quarta-feira (30), em Medellín, contou com a participação de pessoas que trabalharam ou presenciaram na busca por sobreviventes. Duas pessoas que acompanharam o atendimento aos feridos conversaram com o UOL Esporte e relataram os detalhes da fatídica madrugada da última terça.

Os relatos são de Antonio Valencia, da empresa de logística que aguardava a Chapecoense no aeroporto, e de Luiz Afonso, socorrista da Cruz Vermelha que chegou ao local da queda cerca de meia hora depois do acidente. Eles descreveram a noite de segunda para terça-feira da seguinte maneira:

Antonio Valencia
“O último contato foi para falar que chegariam às 15h de segunda. Ligaram avisando que não puderam sair de São Paulo Guarulhos, e viriam da Bolívia. Estávamos programados para que chegassem entre 8h30 e 9h da noite (23h30 e meia-noite no horário brasileiro). Quando atrasou, contatamos a torre e falamos que o voo estava programado para 20h45 (23h45).
Vimos que havia algo estranho e uma pessoa da torre disse ‘Antonio, não quero te assustar, mas o voo vem com falhas pelo que reportou o piloto. Possivelmente não vai aterrissar aqui’. Em 10 ou 15 minutos nos chamaram e disseram ‘Antonio, o avião caiu.’ Não acreditamos, não acreditamos.
Começamos a escrever para o gerente [de futebol] pelo WhatsApp. Até aquele momento nenhuma resposta [ele estava no voo] e um policial nos falou que precisávamos ir à zona de Cerro (cidade onde caiu o avião), que havia um carro. Não sabíamos o que fazer. O primeiro que fizemos foi tentar esconder da imprensa. Tiramos os ônibus [do aeroporto].
Chegamos, nos identificamos e falamos que éramos o único contato dos jogadores na Colômbia. Nos dividimos entre os hospital que chegariam os feridos. Tive contato com Rafael [Henzel], o jornalista. O último que falei foi Neto. Chegou num estado lamentável, mas chegou lúcido e dizia que queria morrer. Estava com mil fraturas, com hipotermia.
Entre os feridos, o que falavam eram Rafael e Neto, os outros estavam inconscientes. O único que nossa equipe falou foi Rafael, que entregou a aliança e pediu que entregasse a esposa (Antonio chora). Já entregamos para a delegação que veio do Brasil. No nosso grupo há um brasileiro encarregado de falar com as famílias. À noite fizemos a última visita com os médicos que chegaram do Brasil, do clube e da federação. Nossa ideia é entregar os corpos e terminar o melhor possível”.
Luiz Afonso, socorrista Cruz Vermelha
“Chegamos meia hora, 40 minutos depois de reportado o acidente. Encontramos uma situação muito crítica. Montamos um plano de trabalho para encontrar pessoas com vida. Resgatá-las e levar para o socorro. O avião estava muito destroçado, mas podia trabalhar. O primeiro sobrevivente era Alan Ruschel.
Encontramos o primeiro sobrevivente cerca de uma hora depois. Não é fácil porque o avião estava muito destroçado. Do local onde podíamos chegar com um veículo até onde estava o avião precisava caminhar 40 minutos.
A maioria dos corpos estava reconhecível. Não falamos do estado por respeito. Quando veio a hora para parar as buscas temos que obedecer. Chovia muito, com a neblina não se via 2 metros. Tivemos que parar porque primeiro vem a segurança, e ia acontecer outro desastre com o pessoal que estavam trabalhando.
Mas, antes, agimos com tranquilidade para tirar [os feridos] com cuidado e transportar até a ambulância. Fazia uma avaliação inicial, se precisava imobilizar para levar o paciente com calma e pressa. Cada pessoa era carregada por quatro ou seis socorristas.
Quando terminou a operação, tem que fazer um trabalho de desativação. A pessoa carrega muito a emoção. Consultamos com psicólogos. E estar aqui [na homenagem], fazemos com todo coração. Sentimos muito (chora)”.
Uol

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Seis são detidos e tentativa de resgate na cadeia de Solânea é frustrada

ciganoUma ação conjunta das polícias Militar e Civil da Paraíba conseguiu frustrar, na manhã desta segunda-feira (21), uma tentativa de resgate de quatro apenados da cadeia pública de Solânea, no Agreste, a 144 quilômetros de João Pessoa. Foram detidas seis pessoas que participariam do resgate, sendo dois menores e quatro adultos. Segundo o tenente Andrey, que comandou a operação, dentre os presos que seriam resgatados está Eudicley Imperiano da Silva, 31 anos, conhecido como “Cigano”, considerado de alta periculosidade. A identidade do detento, assim como dos demais envolvidos, foi divulgada pela Secretaria de Comunicação do Estado.

“Ele agora será transferido para uma penitenciária de segurança máxima, pois foi o mentor intelectual da ação e foi encontrado na sua cela o celular usado para fazer contato com os outros integrantes do grupo”, relatou Andrey. Ele acrescentou que todos os detidos têm passagem pela polícia por homicídio e tráfico de drogas.

Segundo informações do delegado de Solânea, Diógenes Fernandes, que lavrou o flagrante, foram presos Lucas Vinícius Silva Costa, 21 anos; Alex de Souza Oliveira de Andrade, 21 anos; Joelson Santos da Silva, conhecido como “Dó”, 32 anos, além dos dois adolescentes, de 17 anos.

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“A polícia recebeu informações através do telefone 190, indicando que um grupo estaria escondido numa casa da Zona Rural de Solânea planejando o resgate. A partir daí, foi montada uma operação para verificar a situação, na qual foram presos os suspeitos. Agora eles vão ser indiciados por associação criminosa e corrupção de menores”, disse o delegado.

Além de abordar os suspeitos no Sítio Lages, a polícia reforçou a segurança e realizou vistoria na cadeia da cidade. “O apenado conhecido como ‘Cigano’ mantinha contato constantemente com um dos suspeitos. Quando realizamos a vistoria na cadeia, encontramos o celular na cela dele, cujo histórico confirmou as ligações para o grupo. A partir da denúncia anônima, começamos a monitorar as ligações e chegamos aos suspeitos. Em uma das ligações, ficou claro que eles deveriam alugar as armas para fazer o resgate, mas o negócio deu errado e a polícia chegou a tempo de impedir a ação”, concluiu o tenente Andrey, do 4º Batalhão da PM.

 

 

portalcorreio

Bombeiros de Guarabira realizam resgate na Pedra da Boca

resgateDesde o mês de dezembro que o 3º Batalhão de Bombeiro Militar, sediado em Guarabira/PB, tem enviado bombeiros das guarnições de busca e salvamento ao Parque Estadual da Pedra da Boca, durante todos os finais de semana.

A Pedra da Boca, como o parque é mais conhecido, está localizada em Araruna/PB e também faz divisa com o Rio Grande do Norte. Nesses períodos recebe inúmeros visitantes e turistas amantes da natureza e de esportes radicais, como o rapel.

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A vítima, Maria das Graças Farias, de 32 anos de idade, desmaiou a mais de 60 metros de altura devido a uma queda de pressão arterial e foi socorrida pela equipe de bombeiros da guarnição de busca e salvamento que realizava a prevenção no local.

Os sargentos L. Monteiro e Messias, e os soldados Edvaldo, Lopes Filho e Montenegro, desceram a vítima na maca envelope (Sked), que é uma maca moldável e flexível confeccionada com material de alta resistência que garante a integridade e a proteção da vítima, com o auxílio também de pessoas que acompanhavam a vítima.

De acordo com o comandante do 3º BBM, tenente coronel Macena, o trabalho de prevenção realizado pelos bombeiros na Pedra da Boca é de grande importância para evitar acidentes no local, pois toda atividade realizada em altura, como o rapel, por exemplo, requer dos esportistas muita cautela, atenção e segurança.

Por: Redação Do Conexão Notícias/noticiapb

Criança fica presa em carro e mãe pede que bombeiros não danifiquem o carro no resgate

BombeirosUm menino de aproximadamente dois anos foi encontrado na tarde do sábado (2), trancado dentro de um carro na quadra 116 da Asa Norte, região central de Brasília. Pessoas que passavam pelo local chamaram o Corpo de Bombeiros após verem o desespero da criança dentro do veículo.

Quando os bombeiros chegaram, a mãe do menino apareceu e disse que ela havia esquecido as chaves dentro do carro e que o pai da criança teria ido buscar a chave reserva. Os bombeiros resolveram quebrar o vidro do veículo para resgatar a criança. A mãe se opôs e teria dito que não era para danificar o carro. Mesmo assim, os bombeiros quebraram seguindo procedimento padrão, de acordo com o comandante da operação, Alex Miller.

— Nós fomos chamados porque nos informaram que uma criança estava presa dentro de um carro. Quando chegamos aqui, a criança estava muito agitada, chorando muito e bastante suada. Para salvar a vida da criança e evitar uma asfixia resolvemos quebrar o vidro e tirá-la de lá. Mesmo contra a vontade da mãe, porque nossa missão é preservar a vida.

Após os bombeiros retirarem a criança de dentro do carro, o pai do menino, que seria policial civil, chegou e repreendeu os bombeiros por terem quebrado o vidro do carro. Eles pegaram a criança e entraram no prédio em frente ao estacionamento onde aconteceu o incidente.

Os bombeiros registraram ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia e onde o caso está sendo investigado.

Este é o segundo caso em quem pais esquecem o filho dentro do carro. Na semana passada, uma menina de quatro anos foi deixada trancada dentro do carro no estacionamento de um shopping da Asa Norte, área central de Brasília.

Uma equipe da PMDF (Polícia MIlitar do DF) fazia ronda na região quando observou a criança presa no veículo. Os policiais ensinaram a menina a abrir a porta pelo ladro de dentro e aguardaram pela chegada da mãe, que apareceu quase 40 minutos depois.

A mulher alegou à polícia que deixou a filha com o pai enquanto ia ao dentista. O pai, que tem 81 anos, contou que viu a mulher e a criança saindo do carro e não percebeu que, na verdade, ela estava no banco de trás do veículo.

 

 

R7

Após mais de 5 horas de resgate vítima de capotamento morre

Informações dão conta de que ocorreu um capotamento na rodovia que liga os municípios de Cuitegi e Pilões, por volta das 13h dessa quinta-feira (20).

Conforme o apurado por nossa reportagem, o caminhão baú carregado de madeira, de placas MOV 05706 – Esperança/PB, pertencente a empresa Almeida Distribuidora de Materiais de Construção do município de Esperança, descia a “Ladeira do Espinho” para fazer uma entrega em Mamanguape, quando sobrou na curva fazendo o veículo tombar.[bb]

O motorista, identificado como Marcondes da Silva Costa, 38 anos, ficou preso às ferragens. Ele foi avistado por populares que passavam no local quando chamava por socorro e pedindo água. Os Bombeiros encontraram dificuldade para resgatá-lo das ferragens devido a posição que o caminhão ficou e a falhas nos equipamentos de resgate. A vitima ainda sofreu hemorragia e paradas cardio-respiratórias durante as mais de 5 horas que ficou sendo resgatada.

As últimas informações chegadas a nossa redação é que o condutor do caminhão foi a óbito por volta das 17h e 45min.

Ainda haveria outra pessoa envolvida no acidente.

O carregamento vinha do Pará. Em Pilões Marcone teria deixado um ajudante que vinha no lado do carona, parte que foi a mais danificada no acidente.

Durante o resgate a pista chegou a ser interdidata pela 2ª CPTran nos dois sentidos.

 

 

 

 

 

portalindependente

Centro 8 de Março sugere resgate das mulheres da violência com escolas integrais

A coordenadora do Cento da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro revela que ‘baixa escolaridade, baixa estima, e questões financeiras, são apenas algumas das motivações que fazem com que mulheres de varias idades se envolvam com companheiros ligados ao trafico de drogas’.

Para Marinheiro, esse é um caminho que quase sempre é sem volta e elas muitas vezes pagam o preço desse envolvimento com a vida.

Segundo o Cento da Mulher 8 de Março, em vários casos, isso ocorre por falta de atividades que ocupem o tempo dos jovens em geral.

Marinheiro diz que ‘uma nova política educacional, onde o estudante fique mais tempo em atividades ocupacionais, como as escolas integrais, podem ajudar e evitar novos casos de violência contra a mulher’.

As últimas pesquisas sobre a violência contra a mulher, colocam a PB em 7° lugar no ranking nacional.

Niaranjan do O`

Com retificação de óbitos, país avança no resgate da verdade sobre ditadura

Foi aprovada na quarta-feira (26) uma proposta pela Comissão Especial sobre Mortes e Desaparecidos Políticos (Cempd), ligada à Secretaria de Diretos Humanos da Presidência da República (SDH), de retificação dos atestados de óbito dos mortos pela repressão militar. A comissão notificará cartórios de todo o país pedindo a alteração nos documentos. O número de retificações gira em torno de 400.

A proposta aprovada segue no caminho da decisão anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) publicada na segunda-feira (24), sobre a retificação do registro de óbito do jornalista Vladmir Herzog. A decisão foi tomada após recomendação por parte da Comissão da Verdade ao Juízo de Registros Públicos de São Paulo. Em vez de suicídio, versão do documento apresentada por autoridades na época, constará na certidão que a morte “decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do 2º Exército em São Paulo (no antigo DOI-CODI)”.

O debate sobre a memória do período da ditadura (1964-85) ganhou mais visibilidade este ano, em grande parte devido às atividades da Comissão Nacional da Verdade (CNV), instalada em maio para apurar os crimes cometidos por agentes de Estado durante o regime.

Segundo o presidente da Cempd, Marco Antônio Barbosa, a retificação é uma medida que visa atender às justas reivindicações dos familiares por documentos que condigam com a verdade sobre o destino dessas pessoas. “É uma necessidade essencial que visa, além de construir a memória histórica do país comprometida com a verdade, mitigar a dor experimentada pelos familiares de mortos e desaparecidos políticos”, disse.

Porém, a estrutura para que as retificações sejam feitas ainda não está montada. Barbosa ressalva que antes de tudo será feito um trabalho de comunicação com as famílias, para que elas estejam cientes e autorizem as mudanças nos atestados. “Evidentemente, as decisões têm de ser tomadas respeitando a vontade das famílias”. O presidente da Cempd ainda afirmou que a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, se comprometeu a dar todo apoio necessário para que a estrutura se complete.

Barbosa ainda lembrou da iniciativa como uma possibilidade significativa de contribuir com o papel da Comissão da Verdade. Ainda não há previsões de novas colaborações entre a Cemdp e a CNV. “Independentemente de haver parceria ou não, a lei que criou a Comissão da Verdade diz que ela pode e deve atuar de forma articulada e integrada com outros órgão públicos, então já existe uma colaboração.”

Outra importante decisão tomada na reunião da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos de quarta-feira foi a criação de uma política nacional de localização de todos os locais no país que foram utilizados para práticas de violações dos direitos humanos na ditadura. Depois de mapeados, estes locais serão transformados em “sítios de memória”.

Ainda não há uma estrutura montada para a efetiva transformação das casas de tortura em sítios de memória, ou se serão museus, mausoléus ou monumentos. Segundo o presidente da comissão, “há diversas formas de preservação da memória, o que se busca ao fim de tudo é contar a história do Brasil como ela de fato foi”.

Em julho, a historiadora Heloísa Starling, que assessora a Comissão Nacional da Verdade, apresentou um mapeamento dos centros de tortura no país nos tempos da repressão, na pesquisa do Projeto República do Núcleo de Pesquisa, Documentação e Memória da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foram localizados 83 desses locais, distribuídos por todo o país, incluindo aqueles fora do aparato oficial de repressão, como eram os Doi-Codi. Estes locais não-oficiais ficaram conhecidos como “casas de morte”.

Exemplo conhecido destes centros é a “casa de morte” de Petrópolis, no Rio de Janeiro, que foi desapropriada e declarada como local de utilidade pública pela prefeitura da cidade em agosto deste ano. A ideia é que o local seja transformado em um museu voltado para o resgate da memória e da verdade sobre os crimes cometidos pelo Estado durante a repressão. O local era mantido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Acredita-se que pelo menos 22 presos políticos foram torturados e mortos naquela casa.

Em nota divulgada em maio, setores das Forças Armadas deixaram claro que gostariam que a CNV investigasse também os supostos abusos cometidos por militantes de esquerda que lutaram contra a repressão. O texto criticou também o tratamento, segundo eles, excessivamente cuidadoso dado pelo Estado às famílias dos guerrilheiros, enquanto as famílias dos militares mortos “no cumprimento de deveres que lhes haviam sido legitimamente atribuídos” encontram-se abandonadas.

Para o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a atual relação com as Forças Armadas é da melhor qualidade, frisando que a resistência a ações como a da Cemdp está em oficiais da reserva e naqueles que praticaram, comandaram ou apoiaram efetivamente a tortura. “A resistência está naqueles que temem alguma responsabilização. As Forças Armadas deveriam ser tão interessadas quanto as famílias da vítima, para que haja o resgate à memória e à verdade.”

redebrasilatual

SP/Rádios comunitárias ajudam meio ambiente e resgate da autoestima de ex-presidiários

A ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Regional SP, entidade máxima de representação das rádios comunitárias no país, vem realizando há mais de 5 anos uma parceria com o Instituto Liberty, uma organização social que tem como finalidade a inclusão social de egressos do sistema prisional e ex-dependentes Químicos.

Na maioria das vezes, um ex-detento não consegue se reinserir na sociedade em decorrência do preconceito e da discriminação da sociedade, que reproduz os valores de uma sociedade marcada pela exclusão.

O Liberty surgiu a partir da necessidade de resgate da autoestima e da valorização do ser humano. Como consequência deste trabalho, o Projeto Liberty vem trabalhando em diversos projetos de reinserção social, como oficinas de capacitação para o mercado de trabalho, frentes de trabalho, cooperativas e também na inclusão de familiares de detentos e ex-detentos, gerando oportunidades e condições socioeconômicas.

O Liberty é uma das grandes parceiras da ABRAÇO SP na região de Campinas, onde seus membros acreditam na capilaridade da Radiodifusão Comunitária para a inclusão da sociedade. Seus membros além de atuarem na nossa coordenação estadual, também realizam vários projetos visando a descriminalização das Rádios Comunitárias e sua inserção junto à sociedade.
Um dos projetos do Instituto Liberty agora são as sacolas de papel e sacos de lixo biodegradáveis que é a esperança de uma vida melhor para ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV atendidos pelo Projeto Liberty, de Campinas (SP).

A produção das sacolas ecológicas foi iniciada em janeiro, no mesmo mês em que as de plástico deixaram de ser usadas nos supermercados de São Paulo. A Cooperativa de fabricação de sacolas de papel conta hoje com 10 trabalhadores, com capacidade de produzir 400 mil unidades mês. A meta do Liberty é chegar a 50 trabalhadores, contingente necessário para o alcance da produção mensal de 1.6 milhão de sacolas.

As Rádios Comunitárias são muito importantes para a divulgação deste projeto, por isso, a Abraço/SP solicita que a emissora da sua comunidade reproduza a vinheta de 30 segundos do instituto Liberty, que pode ser baixada e acessada no seguinte endereço eletrônico: http://www.projetoliberty.com.br/Liberty_na_Camara.mp3

“Faça parte deste grande e ajude a divulgar este projeto nas rádios comunitárias de seus parceiros e vamos juntos construir outra sociedade, sem diferenças e exclusão”, afirmou Jerry de Oliveira, Coordenador Executivo da ABRAÇO/SP.

RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES FM