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Pandemia muda relação entre empresas e trabalhadores, afirma especialista que comenta sobre o futuro do home office

A pandemia fez muitas empresas mudarem o esquema de trabalho e implantarem às pressas o chamado home office. E algumas delas avaliam manter o teletrabalho depois da pandemia. O isolamento social, ainda segundo a OMS, é a melhor forma de controlar a propagação dessa virose. Com isso, o teletrabalho eventual (trabalho remoto ou home office) passou a ser incentivado em todo o mundo. Sobre esse tema a Danyella Ferreira de Albuquerque, advogada trabalhista, que opina sobre o futuro dessa forma de trabalho, pós-pandemia.

“Em regra, não há qualquer distinção entre este e o trabalho exercido em regime presencial, mantendo-se inalterados os benefícios trabalhistas e as obrigações inerentes ao trabalhador, salvo algumas exceções”, afirmou Danyella Ferreira de Albuquerque, destacando que dentre as exceções, a primeira a ser destacada é com relação ao benefício do vale-transporte.

O valor corresponde às despesas do empregado para se deslocar de casa para o trabalho. “No entanto, quando o empregador adota o trabalho em home office e o empregado passa a não ter mais que deslocar-se de casa para o trabalho e do trabalho para casa, o pagamento do benefício do valetransporte deixa de ser obrigatório”, comentou a advogada.

pbagora

 

 

Dia do Meio Ambiente: Vamos repensar a nossa relação com o planeta?

O Dia Mundial do Meio Ambiente teve como objetivo primordial chamar a atenção de toda a população mundial, independente da sua esfera social, para os problemas ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais. A data foi escolhida na Conferência das Nações Unidas, em 1972, sobre Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, justamente para relembrar a realização do evento.
Muitos questionam sobre a tutela ou proteção jurídica do Meio Ambiente como trava para o crescimento econômico, mas ao nos depararmos com situações que mudem nosso dia-a-dia, acabamos repensando algumas atitudes. Um bom exemplo foi a crise hídrica de 2014, no Estado de São Paulo, com a iminência da falta do bem mais precioso para a humanidade. Na ocasião, a população aderiu e foi a responsável para que esse bem esgotável não chegasse ao fim. Com os reservatórios à mingua, cabia somente a população mudar seus hábitos para que o fornecimento fosse mantido.

Estamos vivendo um novo momento de mudanças em nossas vidas com a Covid-19, doença causada por um vírus capaz de se multiplicar e comprometer as vias respiratórias, levando rapidamente ao óbito. Em 2013, Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontava que 70% das novas doenças em humanos tiveram origem animal. Historicamente, uma sequência de fatos já fazia o alerta: em 2002 foi a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), de origem zoonótica; em 2005 veio a gripe aviária, causada pelo vírus influenza hospedado em aves; em 2009, a gripe suína originária de uma cepa de vírus H1N1 que teve início em porcos. Podemos, ainda, colocar nessa conta o Aedes aegypti e as transmissões da dengue, zica e chikungunya, além da leptospirose, transmitida pela unira de animais infectados nos grandes centros urbanos.

Muitas dessas novas doenças se deram pelo desmatamento e pelo avanço dos centros urbanos, acelerando a aproximação entre animais selvagens e humanos e a invasão de habitats naturais. Podemos concluir que o crescimento da população e avanço das economias em busca do desenvolvimento fazem com que as nações busquem mais espaços para acomodar o crescimento populacional. E, por vezes, as populações que não acompanham esse desenvolvimento econômico ficam às margens das cidades, fazendo com que as periferias avancem para as áreas de florestas e matas que deveriam ser protegidas. Tal contato contribuiu para o surgimento de zoonoses, disseminando contaminações por patologias entre animais e seres humanos.

Por isso, a reflexão que fazemos neste 5 de junho deve ser ainda maior: que mundo estamos buscando para as presentes e futuras gerações? A Covid-19 tem refeito nosso padrão de vida. Damos mais valor ao contato humano, lembramos com nostalgia dos encontros nas casas de nossos parentes hoje isolados, em bares com nossos amigos, em casas noturnas dançando, viajando.

A população está pensando mais no futuro e o consumismo foi substituído, mesmo que indiretamente, pelo consumo consciente, criando uma cultura de poupar para nos prepararmos para um futuro incerto. Deixamos de sair com os nossos carros, as ruas estão mais vazias e as emissões de CO2 foram reduzidas. O ar está mais limpo em todos os grandes centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) observou uma diminuição de cerca de 50% nos poluentes primários como o monóxido de carbono e os óxidos de nitrogênio, além diminuição em cerca de 30% o material particulado inalável proveniente da frota de veículos.

O ponto de equilíbrio que devemos buscar é o ponto de intersecção dos pilares econômico, social e ambiental, denominado como o tripé da sustentabilidade, conhecido como triple button line.

Fica o convite para repensarmos nossa relação com o planeta, como meio ambiente que proporcionou e proporciona nossa existência. Preservar não é sinal de retroceder e, sim, de avançar para um futuro certo, com qualidade de vida a toda a população.

Alessandro Azzoni é advogado, economista e especialista em Direito Ambiental.

Assessoria

 

ALPB inicia trabalhos de 2020 com mensagem do governador e intensifica foco na relação com paraibanos

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) iniciou, nesta quarta-feira (5), a 2ª Sessão Legislativa da 19ª Legislatura. O presidente da Casa de Epitácio Pessoa, Adriano Galdino, anunciou que o parlamento estadual, em 2020, manterá o foco na proximidade com a população paraibana, através de eventos itinerantes, na eficiência da produção de matérias e na transparência pública.

Adriano Galdino afirmou que o trabalho do Poder Legislativo continuará sendo feito com o objetivo de trazer benefícios à população. Segundo o presidente, o foco também será em medidas que visam mais transparência para as ações da Casa. “Tivemos o ano de 2019 de muita produtividade e muito compromisso com a Paraíba. Os deputados demonstraram muito trabalho e determinação. Este ano não será diferente. Nós queremos competitividade, eficiência e transparência”, ressaltou.

Adriano Galdino garantiu pautar mais um ano de gestão na modernização do Legislativo Estadual, além da interação com os demais poderes. O deputado agradeceu aos parlamentares pela confiança e garantiu que permanecerá mantendo a boa relação com todos. “Vamos procurar o diálogo permanente com os poderes, pois são independentes e harmônicos, por isso precisamos estar juntos dialogando, ouvindo e aprendendo para que possamos enfrentar e solucionar os problemas do nosso estado”, disse.

O presidente disse ainda que a Casa continuará a realizar sessões itinerantes em todo o Estado para mostrar à população a função da Assembleia. “Esse ano estaremos presentes em diversas regiões do estado, com as sessões itinerantes para prestar conta do nosso trabalho e para que o povo paraibano conheça de perto o trabalho dos deputados”, afirmou o parlamentar.

Durante discurso, Galdino parabenizou os estudantes da Escola do Legislativo da Paraíba (Elegis) e destacou que este ano ocorreu uma aprovação recorde. Foram aprovados 60 % dos alunos do cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Fico muito feliz em ver o curso do Poder Legislativo aprovar tantos alunos, com tanta eficiência, inclusive dois em medicina, um em sétimo lugar. Fico feliz porque sou fruto da educação e tenho muita consciência de que a arma que o pobre tem na vida é o saber, é o conhecimento”, comemorou.

Já o governador João Azevêdo, em sua mensagem ao Poder Legislativo, destacou que o Governo do Estado tem procurado caminhar ao lado da população e, segundo ele, o parlamento estadual, como representante do povo, tem acompanhado as ações desenvolvidas pela gestão nos âmbitos da Educação, Saúde, Segurança Pública e o desenvolvimento humano. “Contamos com esta Casa para muito mais realizações que tragam desenvolvimento ao Estado. O Poder Legislativo se materializa por meio da força das decisões de deputados e deputadas eleitos pela população, para que se estabeleça na convergência dos Poderes o necessário pacto pela governabilidade”, pontuou o chefe do Executivo estadual.

De acordo com João Azevêdo, o desenvolvimento da Paraíba em 2020 está assegurado com a aprovação da proposta orçamentária pelo Poder Legislativo. “A conquista da governabilidade pactuada com a Assembleia Legislativa é necessária para que possamos, através da estabilidade política, social, financeira e de gestão, continuarmos criando oportunidades para todos em nosso território. O financiamento de uma ação com planejamento e integrada de longo alcance já está assegurado, pois esta Casa aprovou a nossa proposta orçamentária a ser investida ao longo de 2020 em ações que fomentem o desenvolvimento”, analisou o governador.

Além da presença dos demais deputados e secretários estaduais, também estiveram na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Márcio Murilo; o representante do Ministério Público da Paraíba (MPPB), sub-procurador geral de Justiça Álvaro Gadelha Campos; o defensor geral do Estado, Ricardo Barros; e o vice-presidente da Ordem do Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), João de Deus.

 

agenciaalpb

 

 

Homem é preso suspeito de tentar trocar televisão por relação sexual com adolescente, na PB

Um homem de 68 anos foi preso nesta quinta-feira (27) suspeito de oferecer uma televisão em troca de relações sexuais com uma adolescente de 13 anos, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. De acordo com a Polícia Civil, o homem manteve contato físico com a jovem e deve ser indiciado por estupro.

A adolescente é filha da mulher presa na terça-feira (26) por aliciar sexualmente as três filhas de treze, nove e seis anos. A polícia constatou que vários homens frequentavam intensamento a casa onde moravam, em Cicerolândia, Zona Rural de Santa Rita, para ter relações sexuais com a mulher ou com as meninas.

Ela passou por audiência de custódia nesta quinta-feira e vai permanecer presa. A mulher foi encaminhada para o Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. As meninas foram encaminhadas para um abrigo e a Polícia Civil procura o pai delas, na cidade de Mari, ou algum parente que assuma a responsabilidade.

De acordo com a Polícia Civil, o exame realizada em uma das meninas constatou que uma das crianças sofreu abuso sexual recentemente. Ela informou que já mantinha relações sexuais com um parceiro fixo de 17 anos, a quem chamou de marido. Segundo ela, o jovem cedia R$ 50 por mês, que eram repassados para a mãe.

G1

 

Útero retrovertido e fertilidade: entenda essa relação

A saúde feminina transita em torno de alguns grandes mitos, entre eles, a dificuldade em engravidar quando a mulher é diagnosticada com útero retrovertido. De acordo com o ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Moreira de Andrade, a condição é frequente e não passa de uma mudança anatômica, não interferindo na fertilidade.

A mudança, citada pelo médico, refere-se à posição do útero, que pode ser descoberta em um exame de rotina. Na maioria das vezes, o órgão está voltado para a bexiga, já nos casos de útero retrovertido, esse posicionamento segue em sentido ao reto.

“Essa alteração não é considerada uma doença e não traz nenhuma consequência grave ao organismo. Portanto, não há tratamento para reverter o posicionamento do útero”, tranquiliza Andrade.

As mulheres nesta condição, entretanto, podem sentir incômodos ao evacuar ou mesmo durante a relação sexual. Para estes casos, o tratamento é direcionado apenas aos sintomas, seja com medicação, ou mesmo adaptação com a escolha de posições mais confortáveis para o casal no momento da relação.

O especialista lembra que mesmo após engravidar não é preciso ter atenção especial, pois entre os 3 e 4 meses de gestação, com o crescimento do útero, o órgão fica na disposição convencional.

“Depois desse período da gravidez, em um ultrassom, é difícil saber se a paciente tem ou não útero retrovertido. Mas é importante salientar que após o parto, o órgão volta a sua posição de origem”, complementa o ginecologista.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde – Hospitais, conquistado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000

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TREE COMUNICAÇÃO

 

 

Número de feminicídios em abril sobe 50% em relação ao primeiro trimestre de 2019

O número de feminicídios aumentou 50% em abril, com relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019, na Paraíba. Os dados são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds) e mostram que, das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis estão sendo investigadas como feminicídio. O número é maior do que o que foi registrado nos três primeiros meses do ano somados (4 feminicídios).

Em janeiro, das quatro mulheres assassinadas, duas foram feminicídio. Em fevereiro, o número caiu 25%, quando três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. Em março, o número e a proporção do feminicídio permaneceu o mesmo de fevereiro.

Os casos ainda estão sob investigação, mas o investigado até o momento sobre o crime leva a um dado preliminar de feminicídio. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Ao todo, no mês de abril, houve 84 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), sendo nove com mulheres.

Para a professora de direito penal, Sabrinna Cavalcanti, há dois pontos a serem notados no aumento dos casos de feminicídio: a tipificação “femincídio”, adotada em 2015 para diferir os tipos de homicídios praticados contra mulheres, e a volta de ideais conservadores e machistas, que oprimem o sexo feminino de buscar igualdade de direitos na sociedade.

“Um dos fatores é o próprio conceito de feminicídio, pois muitas mortes causadas por violência doméstica não chegavam à estatística. Mas também destaco a volta do discurso conservador, que busca fazer com que a mulher se mantenha restrita ao ambiente doméstico. Isso vai contra a evolução que ocorreu na luta pelo direito das mulheres. Esse conflito, muitas vezes, acaba em morte”, explica Sabrinna.

Crimes semelhantes

O mês de abril foi cruel para as mulheres. A Semana Santa foi marcada por crimes que chocaram pela semelhança e brutalidade. No dia 16 de abril, Aderlon Bezerra de Souza, de 42 anos, matou Dayse Auricea Alves, de 40 anos. Em seguida, ele deu um tiro na própria boca e morreu. O crime aconteceu em um motel de Campina Grande. O casal estava separado e teria ido ao local comemorar o aniversário de Dayse.

O homem mandou mensagens no WhatsApp para o irmão dele informando que matou a mulher e que iria se matar em seguida com um revólver. As capturas de tela mostram que às 21h02 o homem mandou “Ei, matei Dayse, estou me suicidando agora”. Em seguida ele liga duas vezes para o irmão e continua: “Estou no parque motel, suíte 24, agora não tem mais jeito. Xau mano”. O irmão ainda tenta perguntar “com quem?” e Aderlon responde: “revólver”.

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Para a polícia, Aderlon planejou a morte da esposa, no entanto, Dayse foi para o motel espontaneamente, segundo a delegada Nercília Dantas. “Ela confiava nele”, explicou. Ainda segundo o irmão dele, no dia do crime o homem deu um abraço nele e na mãe, como estivesse se despedindo. O casal deixa duas filhas, uma de 8 anos e outra de 17. Eles foram enterrados lado a lado, no mesmo túmulo, no mesmo cemitério. Aderlon Bezerra não tinha posse de arma.

Dois dias depois, a história se repetiu com personagens diferentes. No bairro da Torre, em João Pessoa, um empresário matou a ex-companheira com três tiros e, em seguida, se matou com um tiro no ouvido. A arma foi encontrada embaixo do corpo dele. O crime todo aconteceu em frente a uma concessionária de veículos.

O delegado Diego Garcia informou que os dois estavam separados há cerca de dois meses e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Antes de atirar, o suspeito identificado como Marconi Alves Diniz, teria discutido com Tâmara de Oliveira.

Publicação foi feita no Facebook, na segunda-feira que antecedeu o crime, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Facebook/Marconi Diniz

Publicação foi feita no Facebook, na segunda-feira que antecedeu o crime, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Facebook/Marconi Diniz

Marconi também deu sinais de que o crime poderia aconteceu. Três dias antes do crime, ele publicou uma mensagem nas redes sociais. “A humilhação que você passa vai acabar junto com o seu problema nesta quinta-feira, basta você acreditar”, diz a mensagem publicada na segunda-feira (15).

De acordo com o delegado Diego Garcia, que atendeu a ocorrência, algumas mensagens de despedida foram encontradas no celular de Marconi. “Elas mostravam que talvez ele fosse tirar a própria vida, mas não que fosse matar ela”, explica.

Morte a facadas

Antes do dois crimes, Marilene da Silva foi morta com trinta facadas pelo companheiro dela, José Jorge Bernardo. Ele confessou o crime e disse que matou a companheira porque descobriu uma traição dela. José Jorge foi preso no local do crime, com a faca usada no homicídio.

G1

 

A HPB não é um tipo de câncer e não apresenta relação com o câncer de próstata

Dr. Francisco Carnevale explica a diferença entre as duas doenças e quais são os tratamentos para cada uma delas

A próstata é uma glândula presente no organismo masculino, do tamanho de uma noz, responsável pela produção do líquido seminal. Por volta dos 45 anos, ela tende a aumentar naturalmente de tamanho, no que chamamos de Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB). Essa condição atinge cerca de 14 milhões de brasileiros de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia e pode causar obstrução parcial ou totalmente da uretra, sendo, por isso, considerada uma doença.

O aumento da glândula não tem relação alguma com o câncer de próstata e a diferença entre a HPB e o câncer é justamente a benignidade do crescimento da glândula, enquanto que o tumor pode se espalhar para outros órgãos (metástase) e levar o paciente ao óbito. “Há outras diferenças também. Na HPB, dentre os principais sintomas estão a dificuldade e a necessidade frequente e urgente de urinar, o aumento da micção noturna, a constante sensação de não esvaziamento completo da bexiga, entre outros. Já no caso dos tumores malignos de próstata, a grande maioria cresce de forma tão lenta que nem chega a dar sinais durante a vida”, explica o Professor Dr. Francisco Cesar Carnevale, médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, da capital paulista.

A HPB, portanto, não é um tipo de câncer e não apresenta relação com o câncer de próstata, nem aumenta as chances de desenvolvimento do mesmo. “Porém, um homem pode desenvolver HPB e câncer de próstata ao mesmo tempo. Daí a importância de consultar um médico urologista para o diagnóstico e terapia adequada”, alerta o médico.

Existe também diferença nos tratamentos das duas doenças. Alguns tipos de câncer de próstata crescem lentamente e demandam monitoramento. Outros tipos são agressivos e necessitam de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outras opções terapêuticas. Já a HPB pode ser tratada por meio de um método minimamente invasivo: a chamada Embolização das Artérias Prostáticas (EAP), realizada por via endovascular para reduzir o fluxo de sangue da glândula. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta algumas horas após a intervenção.

“O objetivo é diminuir o volume e alterar a consistência da próstata, tornando-a mais macia e os resultados são muito satisfatórios: “Já tratamos mais de 400 pacientes e a taxa de sucesso ficou entre 90 a 95%”, conclui o médico.

Prof.  Dr. Francisco Cesar Carnevale – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – autoridade médicareferência nacional e internacional em Radiologia Intervencionista, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Sua principal linha de pesquisa está focada no tratamento de pacientes com sintomas do trato urinário inferior associados ao crescimento da próstata pela Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Pioneiro a publicar na literatura científica mundial, a técnica de Embolização das Artérias da Próstata (EAP) dentro do Hospital das Clínicas da FMUSP, sob a supervisão dos professores Miguel Srougi e Giovanni Guido Cerri.  É diretor de Radiologia Vascular Intervencionista do Instituto de Radiologia (InRad-HCFMUSP), do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP) e do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). É responsável pelas disciplinas de Graduação e Pós-graduação na área de Radiologia Intervencionista da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Comunicação & Marketing

 

 

Universidade Federal realiza II Workshop Relação da Universidade com a Sociedade em Bananeiras

seminarioEm um processo de construção da sociedade os setores devem se unir e projetar medidas que possam viabilizar as ações futuras, partindo desse pressuposto, a Universidade Federal da Paraíba- Campus Bananeiras está realizando durante todo o dia desta segunda-feira (27), o II Workshop Relação da Universidade com a Sociedade.

Reunindo diversos segmentos da sociedade, prefeituras, associações, ministério público, docentes, entidades, estudantes e demais interessados em planejar ações diretas com a comunidade visando a atuação e perspectiva de ação da UFPB/CCHSA para o desenvolvimento do Brejo Paraibano.

O evento objetiva promover uma reflexão sobre as ações até agora desenvolvidas e identificar novas demandas e estratégias mais eficientes e eficazes para que a sociedade cada vez mais utilize os serviços acadêmicos disponíveis no CAVN/CCHSA/UFPB.

Estiveram presentes no evento na parte da manhã, os prefeitos; Douglas Lucena (Bananeiras), Kayser Rocha (Solânea) e Dra. Renata (Belém), além da representante do Ministério Público, Ana Maria Pordeus e os representantes do Sebrae e Emater.

As discussões geradas nos grupos de trabalho na parte da tarde poderão contribuir para a concepção, o planejamento e a execução das atividades educacionais a serem desenvolvidas pelo meio acadêmico potencializando vocações institucionais capazes de atende efetivamente as necessidades locorregionais.

Ascom-PMB 

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LAGOA DE DENTRO: Diretor de Hospital diz que houve mal entendido em relação à comunicado

comunicadoO diretor do Hospital Estadual de Lagoa de Dentro, Antônio Fernandes, se pronunciou na manhã dessa quarta-feira (4) sobre o polêmico comunicado que restringia o atendimento aos moradores das cidades de Pedro Régis, Jacaraú, Serra da Raiz, Sertãozinho e Duas Estradas a partir do dia 1º de janeiro.

Ele disse que o comunicado foi interpretado de forma errada e admitiu a culpa pelas informações terem sido passadas de forma restrita. Segundo o diretor, os atendimentos que estão proibidos são os ambulatoriais, atendimentos básicos que devem e são de obrigação dos postos de saúde dessas referidas cidades.

Com portalmidia

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Existe relação entre vasectomia e câncer de próstata?

vasectomiaA mais recente pesquisa sobre a relação entre a vasectomia e o câncer de próstata foi realizada, recentemente, pelo Instituto Americano do Câncer e pela Associação Americana de Urologia, e o que já era consenso entre as autoridades no assunto, foi comprovado mais uma vez: a vasectomia não foi associada ao aumento do risco de câncer de próstata. A pesquisa reuniu uma seleção criteriosa de 10 grandes estudos, com mais de 7 mil pacientes vasectomisados e 430 mil participantes não vasectomisados, americanos e europeus.

A reversão da vasectomia também não parece interferir em aumento ou diminuição do risco para se desenvolver o câncer de próstata, os fatores de risco mais importantes ainda são idade, etnia e hereditariedade.

Um breve entendimento do trato genital masculino: os espermatozoides são produzidos nos testículos e são capacitados em um órgão que se localizada atrás do testículo, o epidídimo. Quando por excitação sexual ocorre o orgasmo, os espermatozoides caminham pelos ductos deferentes até a uretra prostática. O líquido seminal é composto por duas glândulas que produzem sêmen, a próstata e a vesícula seminal, sendo que os espermatozoides se juntam a estas secreções glandulares na uretra prostática. A partir daí, o sêmen é eliminado por contrações que se iniciam no colo vesical, localizado na próstata (junto a bexiga) até a uretra. Portanto, a sensação do orgasmo masculino ocorre por contrações sequenciais que acontecem da uretra prostática até a uretra distal, expulsando em jatos o sêmen.

A vasectomia é uma cirurgia que visa obstruir o ducto deferente, impedindo a passagem do espermatozoide. Normalmente é feita com anestesia local por abordagem na bolsa testicular, com uma ou duas pequenas incisões. Este ducto é seccionado (dividido por um corte com bisturi) e uma ligadura com fio cirúrgico é realizada para obstruí-lo. Desta forma, interrompe-se a passagem dos espermatozoides, eliminando-os do sêmen. O homem então, passa a ejacular durante o orgasmo, sem espermatozoides. O detalhe, porém, é que o volume dos espermatozoides corresponde a menos de 1% do sêmen, não havendo, portanto, percepção do paciente com relação à diminuição do volume ejaculado após a vasectomia.

Em alguns casos especiais, como em pacientes com bolsa testicular pequena, a abordagem aos ductos deferentes é mais difícil e o urologista pode usar outra via para realizar a vasectomia. Nestes casos pode-se operar sob anestesia geral realizando uma pequena incisão na virilha de cada lado para se atingir o cordão espermático e seccionar o ducto deferente, tornado o homem estéril.

Confirmação por espermograma

Após a cirurgia, a esterilidade deve ser confirmada por espermograma, exame realizado após dois meses da vasectomia. É recomendável que o casal use algum método contraceptivo até esta prova final da esterilidade. E o paciente deve ficar pelo menos uma semana sem ejacular após a cirurgia.

A vasectomia é eficiente em mais de 99% das vezes, porém, há casos em que a técnica pode falhar. Casos como esses são raros, mas podem acontecer quando ocorre uma passagem mínima de espermatozoides entre os cotos dos deferentes seccionados. O pior de tudo é que o marido pode realizar um espermograma e confirmar a azoospermia, ou seja, a ausência de espermatozoides no sêmen. Neste caso, a vasectomia deverá ser refeita, é claro.

São mistérios vistos raramente na vida do urologista. O risco de gravidez após vasectomia é de aproximadamente 1 em 2.000 para os homens que têm azoospermia ou com – raros espermatozoides imóveis no espermograma pós-vasectomia. Os médicos devem conhecer estes fatos para não criar maior constrangimento familiar.

A reversão da vasectomia também não interfere com a próstata

A reversão não parece interferir em aumento ou diminuição do risco para se desenvolver o câncer de próstata, os fatores de risco mais importantes ainda são idade, etnia e hereditariedade.

O sucesso do procedimento de reversão, quando possível, é maior que 90% nos homens que se submeteram a vasectomia em até 10 anos. Por esta razão deve-se discutir com o casal a intenção da vasectomia antes da sua realização. Hoje é muito importante que o médico discuta com seu paciente em que consiste a cirurgia, quais são as etapas e as possíveis complicações relacionadas ao ato operatório. Vale lembrar que neste procedimento o médico deverá conversar com o casal, para que ambos entendam o caráter permanente da vasectomia. Hoje existem normas para que o casal passe em avaliação psicológica para que, então, a cirurgia possa ser realizada depois de três meses. O casal deve estar absolutamente consciente dos prós e contras do procedimento. Antes da cirurgia o consentimento informado deve ser assinado pelo paciente.

minhavida

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