Arquivo da tag: reitoria

Justiça Federal determina reintegração de posse na UFPB e manda estudantes desocuparem prédio da reitoria sob pena de multa no valor de R$ 1.000

Os estudantes que protestam acorrentados em frente à reitoria da Universidade Federal da Paraíba tiveram uma ordem de reintegração de posse do prédio, no Campus I, determinada pelo Juiz Bruno Teixeira de Paiva, Juiz Federal Titular da 2ª Vara. A pena é multa de R$ 1 mil para cada dia de descumprimento.

O grupo protesta contra a nomeação do reitor Valdiney Veloso Gouveia, que foi escolhido pelo presidente Bolsonaro, na lista tríplice encaminhada pela Universidade. Valdiney foi o último da lista.

Veja a decisão na íntegra:

Trata-se de ação de reintegração/manutenção de posse proposta pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB em face de réus de qualificação desconhecida, com pedido de liminar, objetivando a expedição de mandado de reintegração de posse, com a consequente retirada de todos os requeridos que se encontram ocupando irregularmente a entrada da Reitoria da UFPB, campus universitário de João Pessoa, a fim de desobstruir o acesso ao referido prédio e suas instalações, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso no cumprimento da ordem judicial, bem como de serem tomadas as medidas de força cabíveis, em caso de descumprimento da ordem judicial.

Para tanto, a UFPB alega que:

– é legítima proprietária e possuidora dos prédios instalados em seu Campus, os quais são caracterizados como bens públicos de uso especial, por serem essenciais à prestação do serviço público de educação de nível superior prestado pela autora, dentre os quais se inclui o da Reitoria, que foi invadido/ocupado por estudantes, desde a noite de 06/11/2020;

– os invasores estão impedindo o ingresso e o livre trânsito de servidores, terceirizados, demais alunos e pessoas em geral, mediante ameaças e colocação de cadeados nos portões;

– a invasão teve início a partir da nomeação, no dia anterior, pelo Presidente da República, do Professor Valdiney Veloso Gouveia, terceiro colocado da lista tríplice do Conselho Superior da UFPB, para o cargo de Reitor da Universidade Federal da Paraíba;

– desde então, os invasores permanecem na Reitoria da UFPB, com correntes e cadeados, impedindo o acesso de servidores, com ameaças e intimidações, em manifesto prejuízo ao funcionamento da instituição;

– as fotografias encartados à inicial comprovam o esbulho possessório praticado pelos estudantes no prédio da Reitoria da UFPB, e há receio de que aumente expressivamente o número de manifestantes dentro e fora da Reitoria, já que circulam pelas redes sociais calendários e convocações para novos protestos na Reitoria contra a nomeação do Reitor da UFPB, conforme provas acostadas aos autos;

– tais fatos inequivocamente estão provocando desordens e tumulto que podem resultar em danos à integridade física dos servidores, transeuntes da região, dos próprios manifestantes, bem como danos ao patrimônio da UFPB;

– diante de tal ameaça, antevendo a possibilidade de a Universidade ser posta em iminente perigo, inviabilizando suas atividades, é que se ajuíza a presente ação;

– os atos que estão sendo praticados pelo grupo, além de atentarem contra o patrimônio público e a liberdade de trabalho, passíveis de caracterização de ilícito penal, ameaçam/violam literal e visceralmente o direito de posse da autarquia federal em questão, que teve as suas dependências interditadas e, consequentemente, de se ver totalmente impedida do exercício das atividades que lhe competem, em decorrência do referido movimento;

– a ocupação no prédio da Reitoria da UFPB, além de colocar em risco a integridade de servidores e alunos no espaço físico da Universidade bem como os bens públicos envolvidos, está interferindo e limitando a liberdade de ir e vir dos que trabalham ou frequentam em suas instalações;

– restando infrutíferas as tentativas de negociação amigável, não restou à UFPB outra alternativa, senão socorrer-se do Poder Judiciário, para que seja permitido o livre acesso às dependências da Reitoria pelos servidores que desejam trabalhar, a fim de que todos os serviços e atividades sejam restabelecidos, com a realização de aulas e demais atividades, em homenagem à necessária continuidade do serviço público.

Relatei para o ato. Decido.

As declarações da demandante na inicial e os elementos de prova documental encartados aos autos denotam que o caso é de posse nova, ou seja, de menos de ano e dia. Logo, a teor do disposto no art. 558, do CPC/2015, o procedimento a ser adotado na espécie deverá ser o de manutenção e reintegração de posse, de maneira que o exame do pedido liminar deve ter como norte os arts. 560 a 563 do CPC/2015.

O art. 1.210 do CC/2002 dispõe que o possuidor tem direito a ser mantido na posse do imóvel em caso de turbação, restituído por motivo de esbulho, bem como segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Ademais, os arts. 560 e 561, ambos do CPC/2015, estabelecem que o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho, devendo ele, no caso da ação possessória, provar a sua posse; a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; a data da turbação ou do esbulho; a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração.

Os arts. 562 e 563, do CPC/2015, preceituam que, estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. Considerada suficiente a justificação, o juiz fará logo expedir mandado de manutenção ou de reintegração.

No caso dos autos, é fato público e notório, amplamente divulgado na imprensa local, a invasão ao prédio da Reitoria ocorrida após a nomeação do novo Reitor da UFPB, pelo Presidente da República, ato publicado no Diário Oficial da União de 05/11/2020.

As fotos coligidas à inicial, bem como as matérias publicadas em vários veículos de imprensa1, demonstram que os invasores ocupam irregularmente o local há mais de 70 horas, impedindo o acesso ao prédio da Reitoria.

A irresignação quanto à nomeação do Reitor da instituição não pode inviabilizar direitos e garantias constitucionalmente assegurados, como o direito de propriedade (CF, art. 5º, inciso XXII) e a liberdade de locomoção (CF, art. 5º, XV).

Nem mesmo eventual alegação de exercício do direito de reunião ou de livre manifestação do pensamento respaldaria a invasão de prédio público, como forma de protesto, muito menos nos moldes ocorridos atualmente, com pessoas acorrentadas à porta de entrada da Reitoria, a fim de impedir o acesso de servidores, terceirizados, estudantes e do público em geral.

Sobre o direito de reunião, a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, XVI: “XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”.

É certo que a liberdade de reunião é direito de estatura constitucional, que dá vazão à liberdade de expressão do pensamento e de comunicação (art. 5º, IV e IX, da CF), corolários do Estado Democrático de Direito.

Como toda garantia constitucional, porém, o direito de reunião não é absoluto, devendo ser sopesadas as circunstâncias em que exercido, para que não viole outros direitos fundamentais, a exemplo, no caso específico, de propriedade e da liberdade de ir e vir.

O direito de reunião, como delineado no art. 5º, XVI, da CF, depende apenas de prévio aviso à autoridade competente, quando exercido em local aberto ao público, pacificamente e sem armas.

Na presente situação, embora os manifestantes afirmem tratar-se de “protesto silencioso”, o ato está sendo praticado mediante esbulho, impedindo o livre exercício da posse, por parte da autora. E, ainda que, até o momento, não se tenha relatado violência por parte dos manifestantes, não há como considerar pacífica uma aglomeração de pessoas que está impedindo – além do já citado direito de ir e vir-, a regular prestação de serviço publico essencial ao bom andamento da instituição.

Desse modo, havendo evidência do esbulho realizado, tenho que, neste exame preliminar dos autos, restou demonstrado a probabilidade do direito na forma como alegado na inicial.

O perigo de dano se mostra evidente, eis que a autora encontra-se impedida de utilizar a área invadida para o desempenho de suas atividades institucionais.

Ante o exposto, defiro a tutela de urgência requerida na inicial, para determinar a reintegração da autora na posse do prédio da Reitoria do Campus I.

Determino a imediata expedição de mandado de reintegração de posse, devendo os Oficiais de Justiça, antes do seu cumprimento, intimar os manifestantes/ocupantes da Reitoria da UFPB para que desocupem o local, e de lá retirem todos os seus objetos.

Cientifiquem-se os réus/ocupantes de que, na hipótese de descumprimento do mandado de reintegração, haverá a desocupação forçada do imóvel, inclusive mediante o uso de força policial, caso essa medida seja necessária.

A Secretaria da Vara deverá notificar a UFPB imediatamente, inclusive por fax, telefone e/ou “e-mail”, para que indique, com urgência, o nome do preposto com poderes de recebimento do local, a quem caberá acompanhar a diligência de reintegração de posse a ser realizada por 02 (dois) Oficiais de Justiça.

Em seguida, o Diretor de Secretaria, depois de estabelecidas a hora e a data de cumprimento da diligência, comunicará ao preposto da UFPB o dia e o horário em que este deverá comparecer ao local, juntamente com os Oficiais de Justiça, para acompanhar o cumprimento do mandado de reintegração de posse.

No dia útil seguinte ao prazo anteriormente estabelecido, os Oficiais de Justiça deverão retornar ao endereço indicado juntamente com o representante da UFPB, portando o mandado de reintegração, ocasião em que certificarão quanto à desocupação, ou não, do bem, imitindo imediatamente a autora na posse do imóvel.

Quanto ao prosseguimento do feito, adote a secretaria as providências a seu cargo, tão logo decorrido o prazo da contestação.

João Pessoa/PB, (na data de validação no Sistema PJE).

[DOCUMENTO ASSINADO ELETRONICAMENTE]

BRUNO TEIXEIRA DE PAIVA

Juiz Federal Titular da 2ª Vara

 

paraiba.com.br

 

 

Alunos da UFPB se acorrentam na porta da reitoria em protesto contra nomeação de reitor

Estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) se acorrentaram na porta da reitoria da instituição, em João Pessoa, em protesto contra a nomeação do novo reitor Valdiney Veloso, feita pelo Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

O protesto silencioso foi iniciado no fim da noite desta quinta-feira (5), após o ato pacífico que aconteceu na universidade. Até a publicação desta matéria, quatro alunos ainda permaneciam acorrentados no local.

O protesto, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (5), contou com a participação de representantes do Levante Popular da Juventude e da União Nacional dos Estudantes. Durante o ato, os alunos saíram da reitoria e caminharam até o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Nomeação de reitor da UFPB

O professor Valdiney Veloso foi anunciado como novo reitor nesta quinta-feira (5), em publicação do Diário Oficial da União. Ele foi o último colocado nas eleições feitas em 26 de agosto, com 106,496 pontos, enquanto a professora Terezinha Domiciano, primeira colocada, teve 964,518 da soma ponderada e normalizada dos votos.

A nomeação do novo reitor foi recebida com desagrado pela comunidade acadêmica. Em nota, a Diretoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba repudiou a nomeação e convocou uma plenária na sexta-feira (6).

G1

 

Professoras Célia Regina e Ivonildes Fonseca são eleitas para Reitoria da UEPB

As professoras Célia Regina Diniz e Ivonildes Fonseca, que compunham a Chapa 2 #UEPBForte, venceram a consulta prévia para a Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A eleição, que aconteceu de forma remota, das 8h às 20h desta quarta-feira (21), contou com a participação de professores, técnicos administrativos e alunos dos cursos médio, técnico, a distância, graduação e pós-graduação da Instituição. A chapa foi vencedora com um percentual de 44,34% do total de votos, recebendo 388 votos dos docentes, 283 dos técnicos administrativos e 2.027 dos discentes.

Os três mais votados agora irão formar a lista tríplice, que será encaminhada ao governador João Azevêdo.

Ao todo, quatro chapas disputaram a consulta pública. A Chapa 1 “UEPB+”, composta pelo professor José Etham de Lucena Barbosa e pela professora Valdecy Margarida da Silva, teve 16,82% dos votos, ficando em 3º lugar. A Chapa 3 “UEPB Educação com Inovação e Inclusão”, composta pelo professor Juracy Régis de Lucena Júnior e pela professora Jacqueline Echeverría Barrancos, obteve 16,77% dos votos, ficando em 4º lugar. E a Chapa 4 “UEPB Autônoma, Plural e Humana”, composta pelo professor Carlos Enrique Ruiz Ferreira e pela professora Maria Isabelle Silva Dias Yanes, computou 21,45% dos votos, ficando em 2º lugar.

Participaram da consulta pública para eleger os novos reitor e vice-reitor da universidade 5.781 estudantes, 721 professores e 641 servidores técnico-administrativos. Esta foi a primeira vez que um processo eleitoral na UEPB aconteceu de maneira remota, por conta da pandemia do novo coronavírus.

O pleito foi considerado tranquilo durante todo o período de votação. Para os representantes das comissões Eleitoral e Técnica, a comunidade universitária exerceu de forma exemplar seu direito ao voto, demonstrando compromisso e responsabilidade com todo o processo. Eles também ressaltaram o sucesso do uso do sistema de votação Helios Voting. A ata com os percentuais finais de cada chapa, levando em consideração apenas os votos válidos (eliminando os votos nulos e brancos), será divulgada oficialmente pela Comissão Eleitoral responsável pelo pleito nesta quinta-feira (22).

Para a professora Célia Regina, a vitória da Chapa 2 #UEPBForte foi a vitória da ética, do compromisso verdadeiro com a Universidade e do respeito com a comunidade universitária. Ela vai conduzir os destinos da UEPB pelos próximos quatro anos ao lado da professora Ivonildes Fonseca, que avaliou a vitória como um resultado expressivo, que impõe ainda mais responsabilidade à futura gestão para corresponder a confiança depositada.

Célia Regina foi indicada para a disputa da reitoria da UEPB pelo atual reitor da universidade, Rangel Júnior. Desde o ano de 2004 ela também ocupa cargos administrativos, e acumula 26 anos de experiência acadêmica.

Célia Regina Diniz – Natural do Rio de Janeiro, filha de paraibanos, pai de Coxixola, no Cariri e mãe de Campina Grande. Mãe de um casal de filhos. Engenheira Química pela UFPB; Mestre em Engenharia Sanitária e Ambiental pela UFPB; Doutora em Recursos Naturais pela UFCG.

Entre os anos de 1982 a 1993, foi professora do Ensino Fundamental e Médio. Professora da UEPB desde 1994, tendo se efetivado por meio de Concurso Público, em 2001. Lotada no Departamento de Enfermagem, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), ministra os componentes Saúde Ambiental, Epidemiologia e Metodologia da Pesquisa.

Ivonildes da Silva Fonseca – Natural de Castro Alves/Bahia, radicada na Paraíba, tendo recebido o Título de Cidadã Guarabirense, é Mãe de dois filhos. Vinculada às áreas de Ciências Sociais, Humanidades e da Educação, cursoudoutorado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB, 2011); Mestrado em Ciências Sociais pela UFPB(1995). Graduada em Ciências Sociais, (Licenciatura), em 1990, Ciências Sociais (Bacharelado), em 1992, eBiblioteconomia e Documentação, em 1979, cursos realizados na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Em sua trajetória de vida, conviveu com Irmã Dulce (Mãe dos pobres) que, em parceria com Círculo Operário da Bahia, criou a Escola Santo Antônio, onde ela fez seu curso primário, em Salvador/BA.

A nova Reitora deve tomar posse no dia 13 de dezembro para conduzir os destinos da UEPB pelo quadriênio 2019/2024

PB Agora

 

 

UEPB tem quatro chapas disputando reitoria e promove debate entre candidatos na próxima terça-feira

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) inicia na próxima terça-feira (13) um ciclo de debates com os candidatos a reitor da instituição. A consulta pública, na qual a comunidade acadêmica poderá votar no candidato preferido, acontece no dia 21 de outubro.

As chapas homologadas para concorrer foram: “UEPB Educação com Inovação e Inclusão”, composta pelo professor Juracy Régis de Lucena Júnior e pela professora Jacqueline Echeverría Barrancos; “#UEPBFORTE”, composta pelas professoras Célia Regina Diniz e Ivonildes da Silva Fonseca; “UEPB Autônoma, Plural e Humana”, composta pelo professor Carlos Enrique Ruiz Ferreira e pela professora Maria Isabelle Silva Dias Yanes; e “UEPB+”, composta pelo professor José Etham de Lucena Barbosa e pela professora Valdecy Margarida da Silva.

A Comissão Eleitoral receberá até a próxima segunda-feira (12) as perguntas da comunidade universitária que serão feitas nos debates a serem realizados com as chapas inscritas no processo eleitoral da Instituição.

As perguntas devem ser encaminhadas para o e-mail comissao.eleitoral@setor.uepb.edu.br.

Ambos os debates ocorrerão de forma virtual. O primeiro deles será realizado na terça-feira (13), apenas entre os candidatos(as) ao cargo de reitor(a). Já o segundo debate será entre as chapas concorrentes, ou seja, também com a participação dos candidatos(as) a vice-reitor(a), no dia 19 desse mês.

Os debates serão realizados às 19h e transmitidos através do Canal Rede UEPB no YouTube. Mais informações sobre as eleições e instruções sobre como votar podem ser encontradas no site https://eleicoes.uepb.edu.br/

 

clickpb

 

 

Lista tríplice de candidatos à Reitoria da UFPB é definida por conselhos

A lista tríplice para escolha dos nomes que concorrem à Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi definida pelo Conselho Pleno da instituição em reunião realizada nesta quinta-feira (10). A lista vai ser enviada ao Ministério da Educação (MEC) até a sexta-feira (11), segundo a reitora Margareth Diniz, para ser submetida à escolha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A escolha do Conselho Pleno segue a lista que deu base à consulta on-line realizada no último dia 28 de agosto, conforme determinado pelo juiz federal Rodrigo Rodrigues na quarta-feira (9).

Com isto, o novo reitor da UFPB deve ser escolhido dentre as três chapas concorrentes: Terezinha Domiciano, da Chapa 2, a mais votada; a Chapa 1, encabeçada por Isac Medeiros; ou a Chapa 3, liderada por Valdiney Gouveia.

Na votação do conselho, a chapa de Terezinha obteve 47 votos. Já a chapa de Isac conseguiu 45 votos e a de Valdiney não obteve nenhum voto.

A votação teve início às 10h30, quando os três conselhos superiores da instituição – Consuni, Consepe e Conselho Curador – definiram a lista tríplice que será encaminhada ao MEC.

Antes da votação, o procurador da UFPB, Carlos Octaviano Mangueira, orientou os membros sobre a decisão da Justiça. “A liminar é expressa dizendo que a votação de hoje tem uma utilidade de mero reposicionamento das chapas concorrentes. A lista tríplice já está feita, com o resultado da consulta. A lista já está completa”, explicou.

No último dia 2 de setembro, Carlos Octaviano Mangueira emitiu parecer que sugeria ao Consuni a anulação das eleições realizadas para a reitoria da instituição, já que teria havido uma suposta fraude nas eleições para a reitoria da instituição. O Consuni, no entanto, rejeitou a denúncia e homologou, nesta quarta-feira (9), o resultado da eleição.

A votação

A candidata mais votada na consulta eleitoral foi Terezinha Domiciano, da Chapa 2, que obteve a soma ponderada e normalizada de 964,518. A Chapa 1, encabeçada por Isac Medeiros, obteve soma ponderada e normalizada de 920,013. Já a Chapa 3, liderada por Valdiney Gouveia, teve soma ponderada e normalizada de 106,496.

De acordo com o boletim de apuração, participaram da consulta online 2.341 docentes, 2.466 técnico-administrativos e 9.796 estudantes. O percentual de votação final de cada candidatura foi obtido pela média ponderada dos percentuais alcançados em cada segmento, sendo o peso de 15% para discentes, 15% para técnico-administrativos e 70% para docentes.

G1

 

Terezinha e Mônica vencem eleição para reitoria da Universidade Federal da Paraíba

As professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega venceram as eleições para reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) nesta quarta-feira (26). A Chapa 2 obteve 964,518 votos contra 920,013 da Chapa 1 dos professores Isac e Regina e 106,496 da Chapa 3 de Valdiney e Liana.

A votação que ocorreu de forma remota em decorrência da pandemia do novo coronavírus, elegeu os novos gestores da UFPB pelos próximos quatro anos (2021 a 2024). O processo foi realizado pelo Sistema SigEleição da UFPB, das 7h às 22h.

Puderam votar professores e técnico-administrativos do quadro permanente da UFPB e em efetivo exercício, e alunos da UFPB formalmente matriculados nos cursos de médio e profissionalizante, graduação e tecnológico, pós-graduação, mestrados (acadêmicos e profissionalizantes), doutorados e pós-graduação (lato sensu), nas modalidades de especialização, residência médica, residência multiprofissional e residência em área profissional da saúde. Todos os cadastros devem estar devidamente atualizados.

 

andregomespb

 

 

Eleições: Mudanças na sucessão da reitoria UFPB

Um pleito que parecia caminhar sem grandes sobressaltos, por conta principalmente da pandemia que impede a campanha corpo-a-corpo, ganha, nos últimos dias, fortes emoções com a inscrição da chapa das professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega, diretoras, respectivamente, do Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias (CCHSA), em Bananeiras, e do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), em João Pessoa.

Agora, a reitora Margareth Diniz vai ter que rever toda a estratégia montada para eleger a chapa da situação, visto que as oposições estavam desarticuladas e ameaçavam lançar vários nomes. Aproveitando-se disso, a reitora propôs mudanças das regras do jogo e impôs uma eleição de turno único e diminuiu o peso dos votos dos alunos e servidores técnicos-administrativos.

O tiro pode sair pela culatra. Ante esse casuísmo, as professoras Terezinha e Mônica, de forma hábil, costuraram uma grande frente de oposição que inclui a vice-reitora, Bernardina Freire, forte liderança que rompeu com a gestão de Margareth por discordar dos métodos adotados, e pretendia lançar candidatura própria. Somou-se ao grupo o professor Marcelo Sobral, renomado pesquisador e ex pró-reitor de Margareth. Também veio apoiar a chapa da oposição o diretor do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), José Roberto, que está à frente de um centro que apresenta excelentes resultados em todos os indicadores acadêmicos. Dois ex vice-diretores dos campi de Areia, Alexandre Alves, e do Litoral Norte, Alexandre Scaico, fecharam com a frente de oposição.

Terezinha e Mônica já contam com o apoio do professor Luiz Junior, do Centro de Educação (CE), que foi candidato a reitor nas eleições passadas compondo com Terezinha e obteve, no segundo turno, 46,3% dos votos.

As articulações envolvem também lideranças que apoiaram o professor José de Melo Neto nas eleições passadas e obteve quase 15% dos votos no primeiro turno. Zé Neto, como é conhecido, aposentou-se mas seus aliados já participam abertamente da campanha de Terezinha e Mônica.

Nesses próximos dias a chapa da oposição deve agregar ainda o nome da professora Angeluce Barbotin, diretora do campus do Litoral Norte, que também almejava sair candidata. Se isso ocorrer, o jogo fica equilibrado, mas com a oposição mais animada.

A chapa de Terezinha e Mônica inscreveu-se sob o sugestivo nome de “Inovação com Inclusão”.

 

 

Artistas ficam nus em performance na Reitoria da UFPB

Uma cena inusitada chamou a atenção na rampa da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Dois jovens fizeram uma performance artística no local, completamente nus e sujos de terra.

De acordo com o que foi apurado pelo Click PB, os artistas permaneceram deitados de bruços e não mostraram os órgãos genitais.

As imagens começaram a circular na internet na manhã desta quinta-feira (17). Até o momento, não há informações sobre a temática da performance. A assessoria de comunicação da UFPB não foi encontrada para comentar o caso.

 

clickpb

 

 

Reitoria proíbe movimentação de dinheiro em banco na UEPB após assalto que deixou 16 feridos

Os caixas eletrônicos da agência bancária localizada na Central de Integração Acadêmica da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) não terão mais movimentação de dinheiro, após o assalto que deixou um segurança e 15 estudantes feridos na manhã desta segunda-feira (1º), no campus Bodocongó, em Campina Grande. De acordo com a assessoria da instituição, a determinação partiu do reitor da universidade.

Segundo o reitor Rangel Junior, os caixas já deixam de movimentar dinheiro a partir desta terça-feira (2). Conforme o gestor, a agência bancária funcionou por quatro anos sem movimentação de dinheiro, mas o serviço foi permitido após pedido da comunidade acadêmica.

“Essa medida do reitor já é algo pensado há muito tempo. A movimentação de dinheiro nos caixas eletrônicos da agência, no térreo da Central de Aulas, só estava funcionando porque a própria comunidade acadêmica havia solicitado à Reitoria, por ser de maior facilidade para todos e pela questão de deslocamento”, informou a assessoria.

Como medida de segurança, a Reitoria havia permitido que o banco realizasse a movimentação de dinheiro no local sem ser por 24 horas, sendo feita apenas dentro do horário bancário.

Ainda de acordo com a assessoria, o reitor já comunicou ao banco que não será mais permitida a movimentação de dinheiro no local. Os caixas eletrônicos só funcionam agora para consultas e transações que não dependam de dinheiro em espécie, como saques e depósitos.

Assalto deixou 16 feridos

Um tiroteio durante assalto na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, deixou um vigilante e uma estudante baleados na manhã desta segunda-feira (1º) no campus Bodocongó. Outros alunos ficaram feridos devido ao tumulto e, ao todo, 16 pessoas foram levadas para o hospital.

Até as 9h40 desta terça-feira (2), nenhum dos suspeitos que participaram do assalto foi preso. Segundo a Polícia Militar, os criminosos entraram no local fingindo serem estudantes. Um dos assaltantes portava um fuzil dentro de um “case” de violão.

Segurança foi atingido com tiro na perna durante assalto a carro-forte de agência bancária na UEPB — Foto: Reprodução/TV ParaíbaSegurança foi atingido com tiro na perna durante assalto a carro-forte de agência bancária na UEPB — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Segurança foi atingido com tiro na perna durante assalto a carro-forte de agência bancária na UEPB — Foto: Reprodução/TV Paraíba

A assessoria de imprensa da universidade informou que um grupo armado chegou em dois carros e assaltou um carro-forte que levava malotes de dinheiro para uma agência bancária localizada na Central de Integração Acadêmica. Os criminosos conseguiram fugir levando malotes de dinheiro e uma arma de um dos vigilantes. Ainda não há informações da quantia roubada.

Ainda de acordo com a assessoria, os estudantes e funcionários ouviram os barulhos de tiros e explosão. Alguns alunos correram do local e outros se esconderam em salas de aula e auditórios. Por causa da correria, houve feridos, que precisaram ser atendidos pelo Corpo de Bombeiros.

A polícia foi acionada e chegou minutos depois do crime. De acordo com a PM, o segurança da agência baleado foi atingido com um tiro na perna. Outro segurança foi atingido com um disparo, mas não ficou ferido devido ao colete protetor.

Bombeiros foram acionados para socorrer estudantes feridos durante tiroteio na UEPB, em Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Bombeiros foram acionados para socorrer estudantes feridos durante tiroteio na UEPB, em Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Aulas suspensas

Após a troca de tiros, o prédio da Central de Integração Acadêmica foi evacuado. O reitor da instituição, Rangel Junior, suspendeu todas as atividades do campus durante a segunda-feira (1º).

De acordo com a assessoria da UEPB, nunca houve nada semelhante na universidade e não é possível evitar casos como esse porque a instituição contrata segurança patrimonial, não segurança pública.

Tiroteio foi registrado na manhã desta segunda-feira (1º), na UEPB, em Campina Grande — Foto: Ana Sousa/TV Paraíba

Tiroteio foi registrado na manhã desta segunda-feira (1º), na UEPB, em Campina Grande — Foto: Ana Sousa/TV Paraíba

G1

 

 

Justiça Federal requisita força policial para desocupação imediata da Reitoria da UFPB

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB), através de liminar, determinou ontem (11) a desocupação imediata do prédio da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), possibilitando  o livre acesso às dependências internas do referido local. A decisão impõe que, em caso de descumprimento, haverá a aplicação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 aos integrantes do movimento denominado “Ocupa Reitoria”.

Na manhã desta sexta-feira (12), diante da desobediência da decisão, a juíza da 3ª Vara Federal, Cristina Maria Costa Garcez, requisitou força policial para a desocupação do prédio, prevista para ocorrer às 14h.

“No caso em exame, os autos informam que o movimento deflagrado pelo denominado ‘Ocupa Reitoria’ estaria impedindo os agentes administrativos da autarquia de terem acesso às dependências da Reitoria da UFPB nesta capital, circunstância que estaria inviabilizando o normal funcionamento do serviço público (…)”, declarou a magistrada.

Em sua decisão, a juíza destacou dispositivos legais que fundamentam o deferimento do pleito da Universidade Federal da Paraíba, como o art. 1.210 do Código Civil. A Reitoria foi invadida no último dia 09 de maio e o movimento reivindica melhoria da infraestrutura das residências universitárias do Campus I.

Por ClickPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br