Arquivo da tag: Regulamentada

Lei uruguaia que legaliza a maconha é regulamentada; entenda os pontos

maconhaA lei uruguaia que legaliza a maconha foi aprovada em dezembro de 2013 e teve sua regulamentação anunciada nesta sexta-feira (2). Ela é a primeira do mundo na qual o Estado assume o controle total da cadeia de produção da droga.

Os inscritos na lista oficial de consumidores poderão comprar no “máximo 10 gramas por semana” de maconha, disse o presidente da Junta Nacional de Drogas, Diego Cánepa, na sexta. O decreto que regulamenta a produção e a comercialização da maconha será firmado na segunda (5), e o grama da maconha deverá custar menos de um dólar.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Estes são os principais aspectos da lei e de sua regulamentação:

– A iniciativa discrimina entre uso da maconha para pesquisa científica, fins medicinais, distintos processos industriais e consumo recreativo. Até o momento, o governo regulamentou apenas o uso recreativo.

– Criação de um Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA), que funcionará na esfera do ministério da Saúde Pública e controlará cultivo, colheita, produção, distribuição e venda da maconha.

– Concessão de duas a seis licenças a empresas privadas para o plantio da maconha. O governo estima a área máxima de cultivo em 10 hectares para responder à atual demanda.

– Permissão para cinco variedades de sementes – com no máximo de 15% de Tetrahidro cannabinol (THC) – cuja origem será determinada após a licitação para plantio, o que deve ocorrer nos próximos 15 dias.

– Caso haja excesso sobre a safra autorizada, a maconha excedente será entregue ao Estado.

– Permissão para o cultivo pessoal com limite de seis pés de maconha ou produção máxima de 480 gramas por lar; ou cultivo em clubes de fumantes – com entre 15 e 45 sócios – com número proporcional de pés, até o limite de 99.

– Aquisição de sementes e das variedades plantadas deverão ser registradas no IRCCA, assim como o local de cultivo.

A partir da criação do registro, haverá 180 dias para a inscrição dos cultivos pessoais.

– Concessão de licenças de venda de maconha nas farmácias.

– Registro único de todos os usuários, que estarão amparados pela lei de proteção dos dados pessoais. Nas farmácias, os usuários apresentarão seu número de registro no IRCCA, e serão submetidos a controle de impressão digital, mas em nenhum momento o vendedor terá os dados pessoais dos clientes.

– A produção da maconha sem autorização legal será castigada com pena superior a 20 meses de prisão.

– Os usuários registrados e habilitados para o consumo recreativo deverão ter mais de 18 anos, nacionalidade uruguaia ou residência permanente no país.

– Está proibido o consumo de maconha em locais publicos fechados e no horário de trabalho. Dirigir sob efeito de maconha é considerado crime.

– Proibição de qualquer forma de publicidade da maconha, que será vendida sem nome ou marca específica.

 

 

G1

Regulamentada lei que beneficia os bons pagadores

Sistema do Cadastro Positivo poderá permitir que brasileiros que pagam suas contas em dia tomem crédito com juros mais baixos

Está publicado na edição dssa quinta-feira (18) do Diário Oficial da União o decreto de regulamentação do Cadastro Positivo, que lista os bons pagadores no País. O sistema poderá permitir que brasileiros que pagam suas contas em dia tomem crédito com juros mais baixos.

MPDFT O decreto publicado hoje traz detalhes operacionais para o funcionamento do cadastro

  • O decreto publicado hoje traz detalhes operacionais para o funcionamento do cadastro

A lei que criou o cadastro foi aprovada pelo Senado Federal em dezembro de 2010 e sancionada com vetos pela presidenta Dilma Rousseff em junho do ano passado. O decreto publicado nesta quinta-feira (18) traz detalhes operacionais para o funcionamento do cadastro. Para criar uma empresa gestora de banco de dados, será necessário ter patrimônio líquido de R$ 20 milhões, o mesmo valor exigido para os bancos.

Pelo texto do Decreto nº 7.829, a inclusão dos nomes no Cadastro Positivo é opcional. Quem quiser participar do cadastro positivo terá que autorizar “em forma física ou eletrônica, diretamente à fonte ou ao gestor de banco de dados”, que serão criados por empresas responsáveis pela coleta, pelo armazenamento e pelo acesso de terceiros aos dados. Ou seja, o consumidor pode dar essa autorização por meio de uma loja onde pretende fazer uma compra financiada ou diretamente à empresa gestora de banco de dados.

O decreto determina que os gestores dos bancos de dados deverão “adotar as cautelas necessárias à preservação do sigilo das informações que lhes forem enviadas”, disponibilizar em seus sites, para verificação do consumidor, quem teve acesso ao seu histórico de crédito nos seis meses anteriores à solicitação e as fontes que encaminharam dados sobre o seu cadastrado, com endereço e telefone para contato.

Pelas regras, o consumidor poderá solicitar que suas informações não sejam acessíveis a empresas específicas ou por período determinado. O que não será permitido, segundo o decreto, é o pedido de exclusão parcial de informações registradas, a não ser em casos de erros.

Dados disponíveis para consulta

Entre os dados que ficarão disponíveis para consulta estão o saldo, a data e o valor da concessão de crédito, o histórico de pagamentos de dívidas e as parcelas não pagas. O consumidor pode pedir ao banco de dados que inclua a informação, por exemplo, que determinada parcela de financiamento ou dívida não foi paga porque está sendo questionada na Justiça.

Fonte:
Agência Brasil