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Desafios da construção de uma educação de qualidade

O papel relevante da organização dos sistemas nacionais de ensino no Brasil enfrenta obstáculos econômicos, políticos e ideológicos em resistência a construção de um sistema nacional de educação, no contexto brasileiro que agrega o trabalho, a educação e a saúde do professor.

O sistema é o produto da ação humana, como refere-se Saviani, o processo de transformação que o homem exerce sobre o meio, consciente de ação intencional perante a realidade da vida. O agir sistematizado, na educação tem características fundamentadas em tomar consciência da situação do presente momento, compreender os problemas, refletir sobre eles e formular objetivos, que possam ser realizados, assim como pensar nos recursos disponíveis para intervir na educação de maneira adequada, com ação sistematizada na precaução e vigilância, para efetivar os objetivos.

O ser humano possui uma estrutura mesclada de atenção da situação, de liberdade de pensamento e da consciência refletida. O pensamento e ação do ser humano, ao agir e sistematizar o ensino intencionalmente é como dar propriedade de partir da unidade para a multiplicidade, como acontece na relação entre as áreas de conhecimento, que podem oferecer ao estudante uma situação existencial de vida, mais coerente no desenvolvimento e amadurecimento de seu intelecto. O termo estrutura tem o significado de construir, vem do latim “structura” derivado do verbo “struere”, portanto construir. O trabalho do professor é construir em determinado contexto, ou seja, construir modelos ou exemplos que possam contribuir para a formação de novas estruturas.

Com esta pequena introdução podemos compreender melhor a estrutura e o sistema da educação, que se configura no presente momento, com a organização objetiva, concreta e sistematizada, sem se distanciar dos objetivos humanos ao enfrentar os desafios cuja o resultado coletivo de ação intencional, parte da práxis intencional individual. O conceito de sistema educacional perpassa pelo conjunto das escolas ou pela rede das instituições escolares, mas o principal é compreender que o sistema é um conjunto de atividades, que agrega valor e qualidade do ponto de vista de determinada finalidade. Confere a autonomia e a liberdade de refletir sobre as normas gerais e comuns dos cursos, gerados para profissionalizar os estudantes.

Na LDB/96 o sistema de ensino, agrega a educação básica, pública e privada, integração a nível nacional e regional, e o conceito de sistema de ensino não é sinônimo de rede de escolas, mas sim a questão relativa às condições para a efetivação da educação, na construção do ensino e aprendizagem.

Podemos concluir, que os desafios e as dificuldades, para criarmos um pensamento forte e relacionado ao sistema nacional de educação, que tenta manifestar-se no plano das condições materiais concretas e políticas, possam representar a mentalidade pedagógica do ensino, no ocidente e principalmente no Brasil, para podermos trilhar o caminho na resolução da evasão escolar, do analfabetismo, da desigualdade social, do desemprego, da fome, da segurança nacional e da saúde.

Autora: Marli Turetti Rabelo Andrade é professora da área de Humanas do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

Qualidade do sono pode ajudar no combate à Covid-19

O novo coronavírus, causador da Covid-19, pegou o mundo desprevenido e fez boa parte da população mundial mudar hábitos e se adaptar a essa nova realidade. Para tentar conter a proliferação do vírus, as orientações são diversas: lavar as mãos, evitar tocar nos olhos, boca e nariz sem higienizá-las, manter-se hidratado, evitar aglomerações, usar máscara de proteção, entre outras.

Além disso, uma boa noite de sono é uma aliada para manter a saúde. Segundo o médico do sono e neurologista da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Lúcio Huebra, dormir bem auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, fundamental na prevenção da doença.

“É durante o sono que boa parte das funções do corpo se recupera e isso também acontece com o sistema imune.  É preciso uma boa qualidade do sono para que as células de defesa sejam restauradas e, dessa forma, garantam a produção de anticorpos para as diversas infecções de maneira adequada”, diz o neurologista.

Há uma relação bidirecional entre a qualidade do sono e a imunidade. Um sono de má qualidade ou encurtado leva o organismo a uma situação de estresse, aumentando a liberação do cortisol, hormônio com efeito imunomodulador e que acaba reduzindo as defesas do corpo.

Um estudo brasileiro sobre o impacto do sono na eficácia da vacina contra a hepatite A mostrou que pessoas com privação de sono tiveram resposta reduzida pela metade ao serem vacinadas, em relação ao grupo que dormiu bem. Existe também evidência de que o sono curto, com menos de seis horas, está associado a um aumento da sintomatologia do resfriado comum. Ou seja, pesquisas comprovam que pessoas que dormem menos do que o necessário ficam mais suscetíveis a infecções respiratórias.

“É importante lembrar que cada pessoa precisa de uma quantidade mínima de horas de sono diferente. Os números são médias populacionais, então pode ser que certas pessoas precisem de mais ou menos tempo. O importante é estar sempre revigorado no dia seguinte”, enfatiza Lucio Huebra.

Além da imunidade

Além da queda da imunidade, o sono de má qualidade ou insuficiente traz outras repercussões negativas para o organismo. Quando a quantidade ideal de horas de sono não é respeitada, algumas consequências podem surgir, sejam elas agudas, que aparecem já no dia seguinte a uma noite mal dormida, ou crônicas, aquelas que podem surgir ao longo da vida, como consequência de diversos episódios de sono de má qualidade.

Fadiga, sonolência, irritabilidade, desatenção, dificuldade de memorização, dor de cabeça e tontura são alguns dos exemplos de impactos agudos da restrição do sono. A longo prazo podem surgir complicações metabólicas como obesidade, dislipidemia, maior risco de diabetes; complicações cardiovasculares como hipertensão, maior risco de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

Além disso, várias noites mal dormidas consecutivas podem levar a um processo de declínio cognitivo, prejudicando a memória ou acelerando um processo de demência em pessoas que já tenham predisposição.

Juntamente com esses aspectos, a falta de sono adequado pode acarretar prejuízos em diferentes níveis da vida social como reduzir a produtividade, dificultar o aprendizado e aumentar o risco de acidentes, seja no trânsito ou no trabalho. O humor também fica alterado, deixando as pessoas mais irritadas e com menor tolerância à frustração, atrapalhando o trabalho em grupo e o convívio social.

Sono de qualidade

Para dormir há inúmeros conselhos que constituem a chamada higiene do sono. O processo é um conjunto de ações que buscam proporcionar um sono de qualidade todas as noites. Entre as recomendações estão:

Escolher um ambiente adequado para dormir: silencioso, confortável e escuro.

O local deve ser utilizado exclusivamente para a função, então só usá-lo quando realmente for dormir e se deitar na cama apenas quando estiver com sono. Evitar, ao longo do dia, permanecer na cama.

Todas as luzes artificiais são péssimos estímulos que interferem no sono, como celular, computador, televisão. Sendo assim, evitar usá-los próximos do horário de dormir. Durante o dia, se expor ao máximo à luz, especialmente deixando as janelas abertas, e se expondo à luz externa.

Garantir temperatura adequada, tanto do ambiente em si quanto do pijama, que precisam ser confortáveis e permitir boa mobilidade.

Ter uma boa rotina noturna, com horários regulares, fazer sempre as mesmas tarefas próximo à hora de se deitar para sinalizar ao cérebro que já é o momento de o sono vir.

O ideal é fazer refeições leves e não abusar da ingestão de líquidos. Além disso, precisa ser evitado qualquer tipo de estimulante (café, refrigerante, chocolate), tanto no fim do dia quanto durante a noite.

O neurologista lembra que o período é de grandes preocupações e ansiedade, o que também prejudica uma boa noite de sono. “Então, é importante reservar de 30 minutos a uma hora antes de dormir para se desligar de todas as notícias, buscando fazer algo que seja prazeroso e relaxante para que o sono possa vir com qualidade”.

 

Agência Brasil

 

 

Tratamento de câncer afeta a vida sexual de homens e mulheres, mas é possível manter qualidade de vida

O tratamento de combate ao câncer vai afetar a minha vida sexual? Essa é uma das dúvidas de pessoas que recebem o diagnóstico da doença. A resposta? provavelmente sim, mas não necessariamente de maneira irreversível, afirma a oncologista Michelle Samoa, do grupo Oncoclínicas. Nesse momento, muito além do físico, é natural que a parte psicológica afete o paciente de forma mais severa, já que ainda há um estigma em relação ao diagnóstico do câncer.

“Muita gente acredita que está recebendo uma sentença de morte, o que não é necessariamente verdade. Mas é natural que, confrontado com esse tipo de notícia, o interesse na vida sexual diminua. E, durante o tratamento, é comum que homens e mulheres também apresentem perda do interesse por conta de alterações fisiológicas”, comenta a especialista.

Cada tipo de tumor demanda um tratamento e, dependendo de qual for feito, a alteração na vida sexual do paciente será diferente. De acordo com estudo divulgado pela National Center for Biotechnology Information (NCBI), 50% a 64% das mulheres com câncer de mama, por exemplo, apresentam dificuldade de excitação, desejo e lubrificação. Já nos casos de câncer cervical, após dois anos de radioterapia, 85% das mulheres se queixam de pouco ou nenhum interesse sexual devido à dor, que pode ser explicada “pelas alterações ocorridas pela falta de lubrificação vagina e pela formação de tecido cicatricial após a radioterapia, que pode tornar a vagina mais estreita (estenose vaginal), ou seja, menos capaz de esticar, o que pode tornar o sexo vaginal doloroso.”, afirma Michelle.

“É comum também que durante a quimioterapia a mulher tenha os mesmos sintomas de uma menopausa precoce, como ressecamento vaginal e interrupção do ciclo menstrual, mas isso não significa que será permanente e não determina o fim da vida sexual da mulher”, explica.

Efeitos também entre homens

Nos homens, a disfunção erétil acomete 75% dos pacientes tratados de câncer colorretal. Em casos de câncer de próstata, 60 a 90% referiam disfunção erétil. “Amputações, desequilíbrio hormonal, incontinência urinária ou fecal, alteração de peso e efeitos adversos do tratamento como náuseas, vômitos, diarreia e fadiga, associados ao tratamento, também podem levar a uma autoimagem negativa e este desconforto inibir a intimidade”.

Diante todos esses fatores, é importante, ressalta a médica, que os pacientes busquem ajuda médica e psicológica para recuperar, ou amenizar, os efeitos do tratamento do câncer em sua vida sexual, buscando uma melhor qualidade de vida.

“O diálogo entre o casal para ressignificar e adaptar sua vida, levando em conta o toque, o olhar, o cheiro, os beijos, as carícias são também importantes ferramentas para explorar o corpo e ter prazer”, finaliza.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

 

Anvisa suspende venda de descongestionantes nasais por desvios de qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da distribuição e da venda de lotes dos descongestionantes nasais em spray Salsep e Salsep 360 (cloreto de sódio 0,9%). De acordo com o órgão, os medicamentos apresentam desvios de qualidade (pH e odor fora de especificação).

O órgão regulador levou em conta o comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela própria Libbs Farmacêutica Ltda., fabricante dos produtos.

Segundo o laboratório, “o recolhimento preventivo e voluntário reforça o compromisso com a segurança e com a qualidade dos produtos e foi motivado pela identificação, em algumas amostras, de resultados diferentes da especificação. No entanto, é importante reforçar que as alterações observadas oferecem baixas possibilidades de consequências à saúde dos consumidores, de acordo com as classificações legais de risco (RDC 55/2005)”.

Ainda de acordo com a empresa, a ação de recolhimento “não afeta os demais lotes ou outros produtos da Família Respira”.

Os lotes afetados são:    

Salsep — 17A0379 (validade até 01/2019), 17J0329 (validade até 10/2019), 17K0646 (validade até 11/2019), 17K0649 (validade até 11/2019), 17K0650 (validade até 11/2019), 17K0729 (validade até 11/2019), 18C0384 (validade até 03/2020), 18C0388 (validade até 03/2020), 18C0393 (validade até 03/2020), 18C0394 (validade até 03/2020), 18C0396 (validade até 03/2020) e 18C0400 (validade até 03/2020).

Salsep 360 — 16K0493 (validade até 11/2018), 17I0158 (validade até 09/2019), 17K0654 (validade até 11/2019), 17K0656 (validade até 11/2019) e 17K0727 (validade até 11/2019).

Consumidores que tenham adquirido os lotes mencionados podem entrar em contato com a Libbs Farmacêutica Ltda. para a substituição dos medicamentos. O Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h, pelo telefone 0800-013-5044 ou pelo e-mail libbs@libbs.com.br.

A Resolução 2.099 da Anvisa, que trata da suspensão da distribuição e da venda dos medicamentos, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 6 de agosto.

Extra

Ministério Público vai investigar qualidade da carne comercializada na Paraíba

promotorO diretor-geral do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público do Estado da Paraíba (MP-Procon) anunciou, nesta segunda-feira (20), que o órgão vai deflagrar uma operação de fiscalização ao mercado de carnes na Paraíba. Um inquérito será instaurado para investigar a qualidade da carne consumida na Paraíba.

A ação ocorre após a Polícia Federal realizar a operação ‘Carne Fraca’ que identificou uma série de irregularidades em frigoríficos. Em entrevista à MaisTV, canal de vídeo do Portal MaisPB, Glauberto explicou que apesar de se concentrar em dois ou três estados há repercussão em todo o país. “A sociedade precisa ficar sabendo o que está acontecendo”, explicou.

O diretor técnico da Agevisa, Ailton César dos Santos, explicou que se forem encontradas irregularidades, os estabelecimentos podem ser interditados e punidos com multa.

MaisPB

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Cinco marcas de protetor solar não passam em teste de qualidade

Usar corretamente evita manchas e acneA Proteste Associação de Consumidores analisou a qualidade de 10 marcas de protetor solar facial e o resultado não foi nada bom.  Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay apresentaram o fator de proteção solar (FPS) menor do que o indicado na embalagem. O produto da La Roche Posay tinha um FPS 42% menor do que o informado no rótulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% entre o informado na embalagem e a formulação do produto, mas nessas cinco marcas, a diferença foi maior que esse valor.

A Proteste avaliou 10 marcas

A Proteste avaliou 10 marcas Foto: Proteste

A associação também analisou a proteção UVA dos produtos. Desde 2012, a legislação brasileira determina que a proteção UVA do protetor solar deve ser um terço do FPS. O item da L’Oreal foi classificado como ruim, pois apresentou 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos.

Os raios UVA podem provocar envelhecimento precoce e câncer de pele. O FPS filtra a radiação do tipo UVB, que pode causar vermelhidão, queimaduras e câncer de pele.

A Proteste reivindicou que as fabricantes corrijam os rótulos e façam recall dos produtos.

Resposta da Sundown e da ROC

A Johnson & Johnson Consumo, detentora das marcas SUNDOWN® e ROC®, reafirma seu compromisso com o consumidor na oferta de produtos de qualidade e na busca constante pela inovação e tecnologia dedicadas à saúde e ao bem-estar dos brasileiros. SUNDOWN® e ROC® oferecem o FPS declarado em suas embalagens, seguem a legislação nacional e são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Vale reforçar que todos os produtos da linha SUNDOWN®, assim como os da ROC®, além de serem testados e aprovados pela Anvisa, também são validados por metodologias utilizadas por órgãos internacionais, como o FDA (Food and Drug Administration, dos Estados Unidos) e a CCE (Comunidade Comum Europeia).

Em resposta ao teste realizado pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), a Johnson & Johnson Consumo informa que não teve acesso a informações específicas sobre a metodologia, o que impede uma análise concreta e fidedigna dos resultados.

Resposta da L’Oreal

A L’Oréal refuta, de forma absoluta, os resultados apresentados pela Proteste e desconhece os critérios utilizados na realização dos testes em protetores solares conduzidos por esta entidade. O Grupo e suas marcas La Roche-Posay e L’Oréal Paris não foram informados sobre o laboratório no qual foram feitos esses testes, tampouco as condições e os resultados detalhados dos mesmos.

A L’Oréal reafirma seu compromisso com a saúde da população brasileira e fornece produtos seguros e de alta eficácia. Todos os testes de nossos produtos solares – em particular os referentes a segurança e eficácia – foram analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme regulamentação sanitária vigente.

Ao contrário da Proteste, a L’Oréal apresenta, com total transparência, as análises feitas por laboratórios independentes e de reconhecimento mundial, utilizando as metodologias ISO 24444:2010 (FPS) e ISO 24442:2011 (PPD).

Os testes dos produtos Anthelios XL Fluide FPS 70 (La Roche-Posay) e Solar Expertise Invisilight FPS 50 (L’Oréal Paris), que foram feitos nos laboratórios Dermscan, IEC France e Poland Dermscan, apresentam resultados absolutamente divergentes dos informados pela Proteste, conforme abaixo:

Resultados:

Anthelios XL Fluide FPS 70

(testes realizados pelo Laboratório Dermscan):

FPS = 85,4

UVA: 44,5

Solar Expertise Invisilight FPS 50

(testes realizados pelos Laboratórios IEC France e Poland Dermscan):

FPS = 58,9

UVA: 23,2

Resposta da Sociedade Brasileira de Dermatologia

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), única instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante dos dermatologistas no Brasil, recebeu uma publicação da Associação Proteste com resultados relativos a testes realizados com protetores solares no Brasil e esclarece que:

Os resultados mostrados pela Proteste devem ser analisados com muita cautela.

A metodologia utilizada para a realização de testes com protetores solares deve ter rigorosa comprovação científica. Variações de métodos podem produzir resultados díspares, levando a conclusões equivocadas.

Os testes que medem a proteção à radiação UVB, chamado FPS, e os testes que medem a proteção à radiação UVA, são complexos, com pormenores e detalhes técnicos que podem interferir significativamente no resultado final.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia desconhece os métodos utilizados pela Proteste para realizar os testes com filtros solares e desconhece também o laboratório que os realizou. Da mesma forma, esta Sociedade não acusa o recebimento das análises técnicas efetuadas, que serviram como base para os resultados que porventura possam ser publicados.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia entende que, sem a análise detalhada dos dados completos relativos ao estudo publicado pela Proteste, não pode reconhecer os resultados apresentados.

Do ponto de vista de saúde pública, o mais importante é que o usuário de protetores solares faça uso continuado e em quantidade adequada desses produtos, cujo objetivo principal é a prevenção do câncer da pele, que é o tipo de câncer mais comum na população brasileira.

Diante desses esclarecimentos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, única representante de mais de 8100 dermatologistas no Brasil, repudia qualquer divulgação precipitada, equivocada e alarmista que comprometa suas orientações de proteção solar e reforça que o uso do filtro solar continua sendo uma das mais importantes formas de prevenção do câncer da pele.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia estimula o uso continuado dos fotoprotetores e reforça sua credibilidade nos filtros solares brasileiros que são regulados pela Anvisa e considerados inclusive como referência mundial na tecnologia utilizada na sua fabricação. Concluindo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia vê com muita preocupação a divulgação de testes que, sem as devidas comprovações científicas/dermatológicas, podem desestimular o uso do protetor solar, o que seria um comportamento extremamente perigoso, especialmente no Brasil onde a incidência do câncer da pele é alarmante.

Resposta da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC)

A ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refuta, rmais uma vez, os dados divulgados pela Proteste relativos à eficácia dos protetores solares.

A Proteste vem utilizando, ao longo dos anos, testes não reconhecidos pela comunidade científica internacional, apresentando resultados altamente questionáveis sobre produtos que há anos são consolidados no Brasil e no mundo. Apesar de mencionar na presente comunicação ter seguido as metodologias requeridas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Proteste continua não informando o laboratório que realizou a análise e não fornece os detalhamentos necessários que asseguram as condições em que foram feitos os testes.

Em um país com a segunda maior incidência de câncer da pele no mundo, é absurdo que um órgão ainda se manifeste de forma tão leviana contra o trabalho sério desenvolvido por indústrias, entidades científicas e autoridades na busca contínua da maior proteção para o consumidor. É importante lembrar que as indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos são reguladas pela Anvisa, órgão de alto respeito nacional e internacional, que exige a comprovação da eficácia e da segurança dos protetores solares via métodos validados internacionalmente.

Resposta da Proteste 

Realizamos o teste com produtos encontrados no mercado e disponíveis para o consumidor final, portanto os resultados informados por eles  podem não condizer com o mesmo produto/lote testado por nós, visto que as análises são válidas apenas para o lote em questão e não para todos os produtos do mercado. As análises realizadas estão de acordo com a metodologia descrita pela Anvisa na RDC nº 30 de 1 de Junho de 2012,  e o laboratório é capacitado e com reconhecimento internacional para a realização das mesmas.

emais

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População já relaciona corrupção à má qualidade do serviço público, diz pesquisa

corrupçãoPesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta terça-feira (26) mostrou que a corrupção é a questão que mais preocupa o brasileiro. Segundo o gerente de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, as pessoas estão começando a associar a corrupção à má qualidade dos serviços públicos. “Com os escândalos, esse é um tema diário. A mídia está noticiando a Lava Jato há quase dois anos e a coisa está se expandindo”, disse. “A população está percebendo que, de repente, a construção de uma escola passa a ser focada, não no interesse público, mas no interesse de quem a está construindo”.

Segundo a CNI, 65% das pessoas consideram a corrupção uma questão extremamente grave no Brasil, seguida das drogas (61%) e da violência (57%). Na pesquisa, feita em 2012, os três principais problemas citados pela população eram drogas (72%), violência (65%) e saúde (62%). A corrupção aparecia em quarto lugar (58%). Já em 2014, drogas (67%), violência (64%) e corrupção (62%) foram colocados como problemas extremamente graves.

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O gerente da CNI relatou que na primeira discussão sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), que destinaria recursos para a área da saúde, outra pesquisa da entidade mostrou que as pessoas sabiam que a saúde precisa melhorar, mas eram contra os tributos. “Para elas, o que bastava era mais eficiência e combate à corrupção”, afirmou.

A CNI também perguntou quais deveriam ser as prioridades do governo em 2016. Para 36%, melhorar os serviços de saúde deve ser prioridade, seguida pelo controle da inflação (31%) e, em terceiro, combate à corrupção (26%) e promoção da geração de empregos (26%). “A população já identificou que [a corrupção] é um problema grave e é preciso dar prioridade nesse combate.”

A pesquisa apontou ainda que a questão da qualidade da educação aparece em 14ª posição como extremamente grave para as pessoas e, em quinto lugar, quando elencadas as prioridades do governo para 2016. Segundo o gerente da CNI, essa é uma questão que preocupa mais as pessoas que possuem ensino superior e uma renda familiar mais alta. “Infelizmente, as pessoas que tem educação mais baixa não colocam isso [a qualidade da educação] como problema sério. É uma das coisas que o país precisa mudar, porque parte dos problemas com corrupção e geração de emprego passa pela educação”, disse.

O Ibope Inteligência, a pedido da CNI, entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios, entre os dias 4 e 7 de dezembro de 2015. Em uma lista de questões – como desemprego, corrupção, falta de moradia, saúde, pobreza, trânsito, lixo, poluição, desmatamento e burocracia – os entrevistados disseram se as consideravam extremamento grave, muito grave, mais ou menos grave ou se não eram uma questão grave. Em seguida, em uma lista de prioridades, os entrevistados assinalaram as que deveriam estar no foco do governo em 2016.

A pesquisa completa – “Retratos da Sociedade Brasileira – Problemas e Prioridades para 2016” – está disponível no site da CNI .

Agência Brasil

ANS avalia qualidade dos planos de saúde pelas reclamações de usuários

Planos de saúdeA partir de dessa sexta-feira (25), os usuários de planos de saúde contam com uma nova ferramenta para avaliar as operadoras, com base nas reclamações que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebe. A ferramenta já está disponível na página da agência reguladora (http://www.ans.gov.br/espaco-da-qualidade/indice-de-reclamacoes).

Segundo a ANS, o novo Índice de Reclamações aprimora o cálculo do ranking das mais reclamadas, dá mais transparência e funcionalidade e ajuda o beneficiário na escolha ou avaliação do seu plano. Foram incorporados dois indicadores, além do número de reclamações: um que identifica a conduta da operadora para resolver o problema e outro sobre os principais motivos das reclamações.

O Índice Geral de Reclamações indica a média de manifestações dos beneficiários nos últimos três meses; o Percentual de Finalizações Assistenciais indica a quantidade de demandas resolvidas consensualmente; e o Índice de Abertura de Processo Administrativo aponta as infrações que levaram a processos na ANS.

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O índice será atualizado a cada mês e os dados disponibilizados com ranking e gráficos. Também é possível consultar os indicadores de cada operadora individualmente. O cálculo da ANS computa as reclamações feitas pelo telefone, internet, carta e presencialmente.

 

Agência Brasil

Depressão é a doença que mais afeta a qualidade de vida do brasileiro

depressãoVocê sabia que a depressão é a doença que mais afeta a qualidade de vida do brasileiro? Ela atrapalha o trabalho, os relacionamentos pessoais e até os cuidados com a saúde. Algumas doenças podem provocar e agravar a depressão. Mas a boa notícia é que 70% dos casos têm cura e os remédios estão cada vez mais avançados. Como diferenciar a depressão de tristeza e desânimo? O Bem Estar desta sexta-feira (27) falou sobre isso. Participaram do programa o consultor e psiquiatra Daniel Barros e a psicóloga Ana Merzel.

Enquanto na tristeza há relação do estado mental com algo que aconteceu, na depressão a tristeza é difusa, não tem causa específica e está presente em diferentes situações e momentos da vida do doente. Mas a doença tem cura. Medicamentos, psicoterapia e atividade física fazem parte do tratamento.

Os antidepressivos, como todos os remédios, têm um lado ruim. Em algumas pessoas podem reduzir a libido. Em casos graves de depressão, podem inicialmente aumentar o risco de suicídio. Nesses casos, é necessária a supervisão cuidadosa. Os remédios são uma boia para ajudar a pessoa a não afundar, mas também é preciso acompanhamento médico e muito exercício.  A escolha do psicólogo é muito importante. O paciente precisa se sentir confortável com o profissional.

Quem cuida do depressivo precisa ser compreensivo. A doença não depende só da força de vontade para ser combatida, mas do tratamento de alterações no funcionamento do cérebro.

Doenças interligadas
As doenças do coração podem provocar e até agravar a depressão. A depressão também pode agravar uma cardiopatia. Cerca de 30% dos pacientes operados do coração ficam deprimidos. De acordo com a médica Bellkiss Romano, do Incor, a depressão acontece porque as pessoas veem o coração como a máquina da vida.

Pensar que o coração está doente é imaginar que a vida está em risco. “O paciente entra num círculo vicioso. A depressão que agrava a patologia, a patologia vai fazer com que você se sinta menos potente, vai agravar a depressão. E você não quebra o ciclo.”

G1

 

Pesquisadores descobriram que dormir em redes melhora qualidade do sono

redeQuando Pero Vaz de Caminha tentou descrever para o rei de Portugal o lugar onde os índios dormiam, chamado por eles de “ini”, a palavra encontrada foi “rede”, pela semelhança com o acessório mais comum usado na época para pescar. Desde os tempos do descobrimento do Brasil até hoje, a rede saiu das tribos, mudou de formato, passou a ser confeccionada em diferentes materiais e hoje enfeita espaços no interior da casa, como sala, quartos e home offices.

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— As redes já não são mais exclusividade dos ambientes externos, como varandas e terraços. Agora, elas ganham cada vez mais destaque em outros locais — diz a designer de interiores Anna Paula Falcão.

Coloridas, com franjas, listradas, estampadas e de algodão, fibras naturais ou fios de náilon, elas podem dar charme e conforto, por exemplo, a uma sala de estar. No quarto, a comprovação é científica: dormir em rede melhora a qualidade do descanso. Depois de examinar as ondas cerebrais de 12 adultos, pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, chegaram à conclusão de que o vaivém ajuda a alcançar mais rapidamente o estágio profundo do sono.

A escolha certa do lugar para pendurar a peça é fundamental para que haja mobilidade no ambiente.

— A rede não pode dificultar a circulação de pessoas e obrigar as visitas a passarem por baixo dela — afirma o arquiteto Paulo Hiram Lage. — Na sala, aconselho sempre que o cliente opte por um canto livre, sem outros móveis, e com uma distância adequada para um balanço tranquilo.

É importante também que o modelo traga harmonia para a decoração. O produto artesanal, vendido em sites como o da Redes de Dormir e o do Ramalho Têxtil, diretamente de produtores de Ceará e Paraíba, podem combinar com móveis arrojados ou de design assinado.

— Se as cores da sala são neutras e sóbrias, uma rede colorida ou estampada pode funcionar — explica Anna.

Depois do local e modelo escolhidos, a atenção deve se voltar para a segurança antes e depois da instalação. Recomenda-se usar fixadores adequados, seguir as orientações do fabricante e respeitar a capacidade máxima de carga suportada pelo produto para evitar qualquer surpresa desagradável.

Estadão