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SPC: 46% de inadimplentes não têm como pagar dívidas nos próximos 3 meses

Planejar visualizando os meses seguintes é a principal dica para aproveitar melhor o 13º, diz especialista

Quase a metade (46%) dos inadimplentes não têm condições de pagar as dívidas em atraso nos próximos três meses, segundo o Perfil do Inadimplente Brasileiro, divulgado hoje (24). O levantamento elaborado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou ainda que a perda do emprego é a principal razão para deixar de pagar as contas atrasadas, indicada por 28,2% dos consumidores.

Em seguida, vem a diminuição da renda, apontada como motivo do não pagamento por 14,8%, e a falta de controle financeiro, para 9,6%.

De acordo com a pesquisa, 61,2% dos entrevistados acreditam que a situação financeira pessoal piorou em comparação com o ano passado. Para 24,4%, as dívidas são o principal motivo desta piora, enquanto 16,4% atribuem o agravamento dos problemas financeiros ao desemprego e 20,4% à queda na renda. O valor médio das dívidas é de R$ 3,5 mil.

A maioria dos devedores deixou de pagar parcelas de empréstimos bancários ou com financeiras (89,6%), prestações de cartões de loja (83,6%), dívidas contraídas no cartão de crédito (74,9%) e contas no crediário (68,7%).

Agência Brasil

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Solânea e mais 11 cidades da Paraíba receberão 42 médicos nos próximos dias

medicoA Paraíba receberá 42 profissionais para ocupar vagas em aberto do Programa Mais Médicos. Entre os médicos, 10 são brasileiros formados no exterior e 13 são cubanos que estão em Brasília (DF) participando do acolhimento e regularizando a documentação antes de se deslocarem no início do próximo mês para 12 municípios. Os 19 restantes serão selecionados por meio de edital em 17 cidades do estado. Veja aqui a lista das cidades contempladas.

Na Paraíba, foram contempladas as cidades de Cabedelo, Cajazeiras, Cajazeirinhas, Catingueira, Caturité, Coxixola, Cuité, Desterro, João Pessoa, Pombal, São José de Piranhas e Solânea.

“A estratégia do Programa Mais Médicos trará resultados permanentes para o Brasil. O Mais Médicos é um programa permanente, os bolsistas são transitórios até que se completem os objetivos de colocar médicos bem formados e qualificados, atendendo a população nos mais distantes locais do país”, ressalta o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em todo o Brasil, mais de 1.350 vagas já estão sendo repostas. Dessas, 550 são com médicos cubanos, 305 com brasileiros graduados fora do país e 502 com profissionais que serão selecionados no edital de reposição lançado em julho. A previsão é que mais cerca de 650 profissionais de Cuba cheguem até o fim de agosto, totalizando mais de 2 mil reposições.

Os médicos com CRM Brasil que fizeram a inscrição para preencher as 502 vagas de reposição em 393 cidades do atual processo de seleção terão os dias 2 e 3 de agosto para escolher os locais de atuação por meio do endereço http://maismedicos.saude.gov.br/. Havendo vagas remanescentes, os médicos brasileiros formados no exterior terão oportunidade de participar do programa, só depois serão convocados os profissionais estrangeiros e os médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

REPOSIÇÃO – Em reunião no dia 15 de julho, com a Opas e representantes do governo de Cuba, o Ministério da Saúde prorrogou a permanência dos profissionais cubanos, que encerrariam as atividades em julho, para até novembro deste ano, garantindo a continuidade do atendimento à população nas cidades durante o período eleitoral e dos Jogos Olímpicos.

As vagas desocupadas por médicos brasileiros e de outras nacionalidades selecionadas por edital são repostas por meio de chamadas trimestrais. No caso dos médicos cubanos, a substituição é feita diretamente pela Opas com o governo de Cuba.

A continuidade da reposição foi um compromisso assumido desde o início da gestão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, para atender o apelo dos gestores municipais para não deixar desassistida a população dos locais onde esses médicos atuavam.

SOBRE O PROGRAMA – Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no país.

No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São mais de R$ 5 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica para formação de especialistas com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS.

portalcorreio

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Conheça as dez tecnologias emergentes que podem transformar o mundo nos próximos anos

tecnologiaO Fórum Econômico Mundial, que reúne anualmente 18 especialistas para responder a esta questão, listou dez inovações que podem mudar nossas vidas, transformar indústrias e proteger o planeta.

“Ao fazer isso, buscamos chamar atenção para estas tecnologias e preencher as lacunas de investimentos, regulamentação e compreensão pública, que muitas vezes são barreiras para o progresso”, afirma o fórum.

A seguir, saiba quais são elas:

1. Carros movidos a hidrogênio

O fórum reconhece que estes veículos são uma promessa de longa data, mas diz que “só agora a tecnologia parece ter chegado ao ponto no qual montadoras planejam incorporá-la em lançamentos para consumidores”.

Carros a hidrogênio têm algumas vantagens em relação aos atuais modelos, movidos a gasolina, álcool, diesel ou eletricidade.

Nos carros elétricos, é preciso recarregar suas baterias a partir de uma fonte externa de energia. Já as células de combustível geram eletricidade diretamente, usando combustíveis como hidrogênio ou gás natural. Esta energia fica armazenada nas baterias.

Isso permite que eles percorram grandes distâncias, como veículos movidos a combustível – o que não ocorre com os modelos elétricos, que ainda têm uma autonomia limitada.

EPA
Carros movidos a hidrogênio geram menos impacto ao meio ambiente

Além disso, a recarga de uma célula de gás de hidrogênio comprimido leva apenas cerca de três minutos. Por fim, o uso de hidrogênio como combustível não gera monóxido de carbono, como ocorre com carros comuns, mas vapor d’água, o que ajuda a reduzir a poluição no ar.

Mas ainda há dois obstáculos: produzir hidrogênio barato em larga escala e criar uma infraestrutura para distribuí-lo à população.

“O transporte de hidrogênio por longas distâncias, mesmo que comprimido, ainda não é considerado economicamente viável hoje em dia”, afirma o fórum. “No entanto, técnicas inovadoras de armazenamento logo reduzirão este custo e os riscos associados a esta prática.”

O fórum espera que, em uma década, milhões de veículos movidos a hidrogênio estejam em uso.

2. Robótica

Outra tecnologia que há muito tempo se faz presente no imaginário coletivo, a robótica tem passado por avanços que estão permitindo que finalmente deixe de estar confinada a fábricas e outras tarefas simples.

“Sensores melhores e mais baratos permitem que robôs sejam capazes de compreender e responder ao ambiente em torno dele. Seus ‘corpos’ estão se tornando mais adaptáveis e flexíveis”, afirma o fórum.

“E eles estão mais conectados, beneficiando-se da computação em nuvem para acessar e processar informações remotamente, em vez de terem que ser inteiramente programados para realizar uma tarefa autonomamente.”

Leia mais: Pesquisadores atingem velocidade recorde em testes de rede 5G

Com isso, os robôs estão assumindo uma variedade de tarefas, como um controle preciso de pragas em plantações e sua colheita ou cuidando de idosos e pacientes, inclusive na sua reabilitação física.

Além disso, robôs menores e mais habilidosos estão não apenas realizando tarefas repetitivas em fábricas no lugar das pessoas, mas também colaborando com humanos em vez de substituí-los.

“O medo de que robôs conectados à web possam fugir do controle se tornará mais proeminente, mas, conforme estas máquinas realizam tarefas domésticas e as pessoas se familiarizam com elas, esse receio deve ser amenizado”, afirma o fórum.

3. Plástico ‘thermoset’ reciclável

Ao contrário dos termoplásticos, que podem ser aquecidos e reaquecidos para adquirirem diferentes formas e serem reciclados, os plásticos “thermoset” só podem passar por este processo uma única vez.

Isto confere durabilidade a este tipo de plástico, tornando-o uma parte importante do mundo atual, com seu uso em celulares, computadores e aeronaves, mas também faz com que seja impossível reciclá-los.

Mas, em 2014, houve avanços significativos nesta área, com a descoberta de uma nova categoria reciclável de plásticos “thermoset”, com o uso de ácido para quebrar a cadeia de polímeros que os forma e os reutilizar na fabricação de novos produtos, mantendo suas características mais úteis, como a rigidez e a durabilidade.

“Apesar de nenhum processo de reciclagem ser 100% eficiente, esta inovação – se for empregada amplamente – pode gerar uma grande redução no lixo descartado”, destaca o fórum.

“Esperamos que este novo tipo de plástico ‘thermoset’ substitua o antigo em cinco anos e se torne onipresente em bens fabricados por volta de 2025.”

4. Engenharia genética agrícola

SPL
Engenharia genética de cultivos podem beneficar especialmente pequenos produtores

A engenharia genética gera uma grande polêmica, mas o fórum defende que “novas técnicas permitem ‘editar’ o código genético de plantas para torná-las mais nutritivas ou resistentes às mudanças climáticas”.

Atualmente, a engenharia genética de cultivos agrícolas depende de bactérias para transferir uma parte de DNA para outro genoma, algo que já foi comprovado ser tão arriscado (ou seguro, de acordo com o ponto de vista) quanto realizar esta transferência por cruzamento de espécies.

“No entanto, técnicas mais precisas de edição genética foram desenvolvidas nos últimos anos”, afirma o fórum.

Elas conferem às plantas uma maior resistência a pragas e insetos, reduzindo a necessidade de uso de pesticidas, e aumentam a sustentabilidade de cultivos ao reduzir a necessidade de água e fertilizantes.

“Muitas destas inovações serão particularmente benéficas para agricultores de pequeno porte de países em desenvolvimento. Assim, a engenharia genética pode se tornar menos controversa, à medida que seu benefício seja reconhecido para aumentar a renda e melhorar a dieta de milhões de pessoas.”

5. Manufatura aditiva (impressão 3D)

Hoje, a fabricação de produtos começa por um grande pedaço de determinado material, como madeira, metal ou rocha, e passa pela remoção de camadas até atingir a forma desejada.

Por sua vez, a manufatura aditiva – também conhecida como impressão 3D – parte do zero e aplica camadas do material até atingir a forma final, usando um modelo digital como guia.

“Produtos fabricados assim podem ser altamente personalizados para cada usuário, ao contrário de produtos feitos com processos de fabricação em massa”, esclarece o fórum.

Além disso, usando células humanas como material básico, esta técnica permite criar tecidos orgânicos que podem ser usados no teste de segurança de medicamentos, além de transplantes.

“Um próximo estágio importante da manufatura aditiva seria fabricar desta forma componentes eletrônicos, como placas de circuitos”, destaca o fórum.

“Esta ainda é uma tecnologia nascente, mas deve se expandir rapidamente na próxima década com oportunidades e inovações que a aproximarão do mercado de massa.”

6. Inteligência artificial

Nos últimos anos, a inteligência artificial evoluiu bastante, com smartphones reconhecendo a voz de seu dono, carros que dirigem a si mesmos ou drones.

Hoje, esta tecnologia faz com que uma máquina reconheça um ambiente a sua volta e reaja a ele.

“Mas estamos dando um passo à frente com máquinas capazes de aprender autonomamente ao assimilar grandes volumes de informação”, diz o fórum.

“Assim como os novos robôs, esta inteligência artificial nascente levará a um aumento significativo de produtividade. Máquinas com acesso rápido a uma imensa fonte de dados poderão responder a situações sem cometer erros com base em emoções, como no caso de diagnóstico de doenças.”

O fórum reconhece que esta tecnologia tem riscos atrelados a ela, como máquinas superinteligentes que um dia poderiam suplantar a humanidade.

“Especialistas levam este receio cada vez mais a sério, mas, por outro lado, isso pode tornar ainda mais evidente a importância de atributos essencialmente humanos, como criatividade e relações interpessoais.”

7. Manufatura descentralizada

Este tipo de fabricação de produtos muda completamente a noção que temos hoje da manufatura.

Em vez de reunir todo o material necessário para fazer um produto em um único – e enorme – local e depois distribuí-lo ao público, a manufatura descentralizada distribui a fabricação de diferentes partes do produto por diversos locais. E o produto final acaba sendo montado muito próximo de onde consumidor está.

“Na prática, isso substitui a cadeia de fornecedores de materiais pela informação digital. Em vez de fazer uma cadeira em uma fábrica central, fábricas menores e locais recebem instruções de como fazer suas peças, que podem ser montadas pelo próprio consumidor ou em oficinas”, esclarece o fórum.

“Isso permite usar recursos de forma mais eficiente, com menos desperdício, diminuindo o impacto ambiental. Também reduz a barreira de entrada para novas empresas num mercado ao diminuir a quantidade de dinheiro necessário para criar um protótipo e fabricar produtos.”

O fórum defende que esta nova técnica de fabricação mudará o mercado de trabalho e a economia da manufatura, mas também apresenta riscos, por ser mais difícil de regular.

“Nem tudo poderá ser feito desta forma. Cadeias de produção ainda serão necessárias para bens de consumo mais importantes e complexos.”

8. Drones inteligentes

Drones são usados amplamente nos dias de hoje, na agricultura, no cinema e em outras aplicações que requerem uma vigilância aérea ampla e barata.

“Mas, até agora, eles têm pilotos humanos, que os controlam a partir do solo”, explica o fórum.

“O próximo passo é desenvolver máquinas que voam por conta própria, o que permite uma série de novos usos.”

Para isso, os drones precisam ser capazes de usar sensores para reagir ao ambiente a sua volta, mudando sua trajetória e altura de voo para evitar colisões com outros objetos em seu caminho.

Isso permitirá que estes robôs assumam tarefas perigosas para humanos, como manutenção de redes elétricas. Ou realizar entregas de medicamentos urgentes mais rapidamente.

Na agricultura, poderiam auxiliar no uso mais preciso de fertilizantes e água ao analisar plantações desde o ar.

“Com esta tecnologia, os drones poderão voar de forma mais próxima a humanos e em cidades”, destaca o fórum.

“Mas, para serem amplamente usados, eles terão que se provarem capazes de voar em meio às mais difíceis situações, como em tempestades de areia e nevascas. Quando isso ocorrer, eles nos tornarão imensamente mais produtivos.”

9. Tecnologia neuromórfica

SPL
Novos chips buscam simular complexa rede de interconexões do cérebro

Ainda hoje, os mais avançados computadores não conseguem superar a sofisticação do cérebro humano.

Estas máquinas funcionam de forma linear, transferindo informação entre chips e um processador central por meio de uma rede. Já um cérebro funciona de forma totalmente interconectada, com uma densidade de conexões que superam em muito a de um computador.

Mas cientistas já trabalham na criação de chips neumórficos, que simulam a arquitetura cerebral e aumentam exponencialmente a capacidade de um computador processar informações e reagir.

“Uma limitação da transferência de dados entre uma memória e um processador central é que isso usa grandes quantidades de energia e gera muito calor”, afirma o fórum.

“Chips neumórficos são mais eficientes neste aspecto e mais poderosos, funcionando como uma rede de neurônios.”

O fórum acredita que esta tecnologia, em estágio de protótipo em empresas como a IBM, é a próxima etapa da computação de ponta e permitirá um processamento de dados mais ágil e potente, abrindo caminho para máquinas aprenderem por conta própria.

“Computadores serão capazes de antecipar e aprender, em vez de apenas reagir de acordo com a forma como foram programados.”

10. Genoma digital

O primeiro sequenciamento do genoma humano levou muitos anos e consumiu dezenas de milhões de dólares, mas, hoje, isso pode ser feito em minutos por algumas centenas de dólares.

“Essa habilidade de desvendar nossa genética individual promete levar a uma revolução, com serviços de saúde mais personalizados e efetivos”, defende o fórum.

Isso porque muitos dos males que enfrentamos derivam de um componente genético. Com esta digitalização do DNA, um médico poderia, por exemplo, tratar um câncer de acordo com a composição genética do tumor.

O fórum ressalta, no entanto, que, assim como toda informação pessoal, será necessário proteger o genoma de uma pessoa por motivos de privacidade.

“Mas os benefícios provavelmente superarão os riscos.”

Exame

Aesa prevê chuvas abaixo da média histórica e seca na PB nos próximos três meses

Divulgação
Divulgação

A meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, informou nessa quarta-feira (23) que as previsões apontam escassez de chuvas, com índices abaixo da média histórica na Paraíba, nos próximos meses.

Apesar da situação meteorológica pessimista, ela adiantou que há possibilidade de mudança. As colocações foram feitas pela especialista durante uma reunião com a diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), na sede da entidade, em João Pessoa.

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“No período de agosto a outubro, não há indícios de maior quantidade de chuva, porque as águas do Atlântico continuam frias e por isso não há muita formação de nuvens e, consequentemente, há pouca expectativa de precipitações”, explicou a meteorologista, lembrando que mesmo em anos atípicos a maior concentração de chuva ocorre entre os meses de abril e julho. Embora em menor volume, ela frisa, no entanto, que nem sempre as chuvas escassas e abaixo da média significam secas.

Os dirigentes do setor canavieiro paraibano que, no momento, está em período de plantio, receberam com apreensão a notícia de que haverá poucas chuvas nos próximos 90 dias. “Já sofremos demais em 2012/13 e, justamente, quando estamos preparando nossos canaviais para a próxima safra vem uma notícia dessa que nos preocupa porque já temos produtores, em pleno mês de julho, precisando irrigar suas lavouras em função das poucas chuvas, numa situação extremamente adversa”, afirma o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.

Segundo o coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, o objetivo da palestra foi fazer uma projeção das condições climáticas nos próximos meses, para nortear as ações no campo neste período. “A escassez de chuvas já está prejudicando o plantio e essa previsão de que teremos poucas chuvas nos próximos meses nos deixa ainda mais apreensivos”, finalizou.

 

 

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Candidatos condenados pela Justiça terão nomes impugnados nos próximos dias

arrudaPassadas as convenções partidárias, com as homologações dos nomes de todos os candidatos e iniciado, de fato, deste domingo (6), o período eleitoral, os próximos dias são de trabalho, por parte do Ministério Público e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para fazer o cruzamento de dados entre as listas dos tribunais referentes a políticos e agentes públicos processados. Quem foi condenado em alguma ação terá a candidatura automaticamente impugnada pelo TSE.

Conforme cadastro mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reúne dados de condenações de políticos e agentes públicos de todos os tribunais, existem no Judiciário brasileiro mais de 14 mil processos em que houve condenação de políticos. Somente o Tribunal de Contas da União, incluiu na lista 6.600 gestores públicos com contas reprovadas – que também são suscetíveis de impugnação, caso tenham se candidatado.

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Somando-se tudo isso, há ainda as listagens de cada tribunal de contas estadual a serem enviadas para o TSE. Um trabalho que, de acordo com avaliação de analistas judiciários, se estimado por baixo, resultará em mais de 2 mil candidaturas impugnadas. Nas últimas eleições, em 2012, foram 1.200 as impugnações de candidatos por ficha suja.

Já se sabe que, do total de 14.175 políticos com a ficha suja, a maior parte dos nomes está concentrada em São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Minas Gerais. São Paulo dispara na frente com 2.903 deles. O Distrito Federal tem 2.515 nomes de condenados entre políticos e gestores públicos. O Paraná tem 1.581 políticos condenados e Minas Gerais 1.262 deles. Caberá, a partir de agora, ao Ministério Público Eleitoral, checar os nomes de todos os políticos que registraram candidaturas e repassar tais informações ao TSE.

“A parceria entre os órgãos para inclusão destes nomes num cadastro único possibilita maior controle sobre a situação de candidatos a cargos eletivos”, afirmou o promotor Gilberto Martins, conselheiro do CNJ.

Segundo ele, nas últimas eleições, muitas candidaturas não foram impugnadas por falta de informação ao Judiciário, Ministério Público Eleitoral e partidos políticos. “Descobriu-se, depois, que o candidato foi registrado e eleito, mas tinha, desde a origem, condenação que teria gerado inelegibilidade. Situações semelhantes serão evitadas a partir da alimentação e consulta a esse cadastro”, disse. De acordo com o conselheiro, as condenações em cortes de contas são as que mais resultam em casos de inelegibilidade.

Como a lei dá ao MP apenas prazo de cinco dias para avaliar as candidaturas após o final das convenções, muitos analistas acreditam que o período é curto para cruzar tantos dados e poderá ocorrer de muitos destes nomes condenados virem a manter a candidatura. Nesse caso, os pedidos de impugnação poderão ser solicitados por terceiros ao TSE e decididos pelo tribunal após alguma ação ou recurso.

Aplicação prática

A Lei da Ficha Limpa terá, nesta eleição, a aplicação prática, já que nas eleições de 2012, quando passou a ter validade, muita gente que disputou eleições para prefeito ou vereador entrou com ação no TSE, contestando a inclusão entre os nomes e argumentando serem réus em processos que ainda não tinham transitado em julgado (processos já totalmente concluídos).

Este ano, com as regras mais claras, muita gente desistiu da candidatura ou resolveu arriscar e formalizá-la, mas já com a expectativa de receber a impugnação do TSE. Apesar disso, técnicos e magistrados avaliam que, ainda assim, devem ser apresentados muitos recursos ao tribunal.

“Muita gente deixou para se candidatar no final do prazo justamente como estratégia para burlar a lei e isso vai exigir bastante cuidado por parte dos órgãos que receberam a missão de cruzar dados para que o trabalho não provoque injustiças e, por outro lado, para que não deixem passar nomes já condenados judicialmente”, declarou o advogado e analista judiciário Hélio Dourado, servidor do TSE.

Dentre os deputados federais, por exemplo, pelo menos oito nomes são citados entre os que possuem ficha-suja nas listagens. Levantamento feito pela ONG Transparência Brasil em março passado, destaca dentre os parlamentares que tiveram ações contra eles transitadas em julgado pelo menos oito deles: Marcos Montes (PSD-MG), Abelardo Camarinha (PSB-SP), Antonia Lúcia (PSC-AC), Chico das Verduras (PRP-RR), Edinho Araújo (PMDB-SP), Emanoel Fernandes (PSDB-SP), Fernando Jordão (PMDB-RJ) e Paulo Maluf (PP-SP).

O fator ‘Arruda’

Muitos dos nomes encontram brechas na legislação porque se a ação da qual são réus não foi totalmente concluída e couber a apresentação de novos recursos, eles não poderão ter candidatura impugnada. Essa é uma regra, por exemplo, da qual muitos se valem.

O exemplo mais recente é a candidatura do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda às próximas eleições. Arruda foi flagrado recebendo propina em vídeo amplamente divulgado, chegou a ser preso por participação em esquema fraudulento de desvio de recursos e perdeu o mandato de governador. Mesmo assim, se vale de decisão tomada recentemente que autorizou a segunda instância de julgamento do processo que tramita contra ele.

Caso não houvesse a autorização, o processo seria encerrado após julgamento do STJ e não caberia mais recurso, o que o colocaria imediatamente entre os listados na ficha suja e impedido de se candidatar. Contudo com a autorização para que ele possa recorrer a uma segunda instância – no caso, o STF – Arruda passou a ter o direito de se candidatar.

O que diz a lei

Sancionada após tramitar no Congresso mediante um projeto de iniciativa popular, a Lei da Ficha Limpa incentiva o voto consciente do eleitor, mostrando a importância de se conhecer o passado dos candidatos, baseado no comportamento e ações.

A legislação considera inelegíveis para as eleições dos próximos oito anos, contados a partir da decisão judicial, todos aqueles que figurarem como réus em ações encerradas no Judiciário, bem como os que tiverem as contas de exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável com ato doloso de improbidade administrativa e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se houver sido suspensa ou anulada pela Justiça.

O autor da Lei da Ficha Limpa, juiz Marlon Reis, vê como positiva essa parceria entre os órgãos para avaliar a situação dos candidatos, mas lembrou que, mais importante do que a legislação, é a conscientização e pesquisa individual a ser feita pelo eleitor.

“A ficha limpa é uma barreira para evitar candidatos com um passado sombrio, mas os eleitores também precisam saber quem são os candidatos em quem vão votar”.  Reis disse, também, que existem muitos candidatos com práticas erradas, mas que, como não têm condenações criminais na forma exigida pela lei, não poderão ser impugnados e têm direito à concorrer ao pleito. “Só mesmo os eleitores poderão repeli-los nas urnas”, frisou.

 

por Hylda Cavalcanti, da RBA

Dilma, exclusivo: estamos preparando o país para os próximos vinte anos

DilmaO ar aparenta um certo cansaço. Mas os olhos brilham e Dilma Rousseff é capaz de discorrer por duas horas sem perder o pique sobre seu tema preferido: o Brasil.

Garante que no segundo semestre o país testemunhará o deslanche das concessões e parcerias público-privadas. Entusiasma-se ao falar da construção naval, da lei dos portos e de como a reserva do campo de Libra impactará o país.

Criaram-se lendas de que Dilma irrita-se com críticas, a ponto de romper com o crítico. Não é o que transpareceu na conversa de duas horas, na quinta-feira no Palácio do Planalto. Mostrou sua visão de país e informou ter alertado alguns ministros mais suscetíveis sobre a importância de se dar atenção às críticas fundamentadas.

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Um dos interlocutores de Dilma garante que a imagem da “gerentona” não faz justiça a ela. Segundo ele, poucos presidentes na história tiveram a visão estratégica de futuro de Dilma. “Ela sempre pensa no país daqui a 10, 15 anos”, explica o interlocutor. “Não se inebria com resultados imediatos”.

Tem pressa. Entende que presidentes passam, o país fica. E quer deixar o máximo possível de sementes plantadas. Talvez explique o fato de empurrar conflitos com a barriga, ceder em muitos pontos, não parar sequer para colocar o Ministério em ordem,  por não ter tempo a perder para colocar em pé um trabalho que – segundo sua mesma expectativa – só começará a frutificar daqui a dez, quinze anos.

E é o que talvez explique a condescendência imprudente com seu Ministério.

Na hora da operação, esbarra na fragilidade de alguns Ministros e no acomodamento de outros. Aí, é obrigada a perder parte relevante do tempo corrigindo problemas operacionais. O álibi “Dilma truculenta” é invocada por muitos Ministros para justificar sua própria mediocridade e apatia.

A entrevista revela uma presidente com plena clareza sobre os caminhos estratégicos do país. Mas, para consolidar sua obra, falta a freada de arrumação, uma mudança maiúscula no Ministério, uma reestruturação no modo de gerenciar os Ministros – agrupando núcleos de Ministérios em torno de algumas figuras-chave, que possam ser a Dilma da Dilma -, uma reformulação na articulação política. E determinar aos seus Ministros que corram riscos, busquem iniciativas, demitindo os que se dizem com medo de cara feia.

Ao ouvir o nome do jornal GGN, pergunta a relação com o Grupo Gente Nova (GGN), organização de lideranças jovens cristãs, que vicejou em Minas nos anos 60. O berço do GGN foi Belo Horizonte e, através das freirinhas do Sion, Dilma e outros jovens faziam trabalho social em bairros pobres, discutiam política e o Concílio Vaticano 2 de João 23. O GGN transbordou para Poços de Caldas, também através de freirinhas – na caso, as dominicanas.

Dilma recorda desses tempos, compara com o que sua neta encontrará pela frente. E dá o mote para o início da entrevista.

O novo país

GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?

Dilma –  Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.

GGN – Qual a próximo ciclo da economia?

Dilma – A etapa do combate à miséria absoluta está prestes a terminar. Hoje em dia, existe o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o apoio ao microempreendedor, o Luz Para Todos. Essa foi a primeira grande leva de transformações e só tem dez anos. Os frutos ainda nem começaram a aparecer. A segunda grande leva será a busca da competitividade.

GGN – E as frentes da próxima batalha?

Dilma – A principal é a Educação, que serve ao lado social e à competitividade. Há um amplo investimento no Prouni (Programa Universidade para Todos), no FIES (Financiamento Estudantil), na ampliação das escolas técnicas, de universidades e novos campis. E na interiorização da educação. Levar a educação para o interior muda padrão de vida de toda uma região.

Os analistas ainda não se deram conta da extensão do trabalho em educação. Financiamos R$ 1,5 bilhões para o Senai ampliar a formação de mão de obra. A Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá formar 8 milhões de trabalhadores até 2014. O MEC (Ministério da Educação) está entrando com recursos para formação de técnico para nível médio.

A parte relevante é o treinamento de mão de obra com vários escalões, até chegar à Tereza Campello (do Ministério do Desenvolvimento Social). Há várias turmas de filhos do Bolsa Família se formando. Já chegam a um milhão de alunos.

Essa mesma parceria do Senai estamos fazendo com o Senar (da Agricultura) e com o Senac (do Comércio). O Senai e o Senar são os parceiros mais ativos.

O mais interessante é a quantidade de mulheres que saem do Bolsa Família e se tornam operárias especializadas. Na cerimônia de formação dos alunos do BF, a oradora da turma era uma moça que se tornou eletricista.

Os marcos regulatórios

GGN – E a outra frente?

Dilma – A segunda frente são os novos marcos regulatórios. No período Lula houve o marco do setor elétrico. Depois, o pre-sal. Como se sabia onde havia petróleo, com risco menor de prospecção, mudou-se a exploração para o sistema de partilha, para o país beneficiar-se o máximo possível da nova riqueza.

GGN – E a Lei dos Portos?

Dilma – O marco regulatório dos portos é fundamental. No lançamento afirmei que seria a segunda abertura dos portos. A primeira, de Dom João VI, foi para o comércio com as nações amigas. A segunda, agora, é a abertura para o investimento privado. Há a necessidade de um padrão de eficiência compatível com a sofisticação industrial, agrícola e a extração de minérios.

No caso dos portos, ampliar os terminais de uso privado, deixar quem quiser exportar através de container, sem reserva de mercado, e ampliar a capacidade de comunicação do país com o exterior.

Na sequencia, o desafio será priorizar a cabotagem (navegação da costa).

Um de nossos principais atos foi o de desobstruir a infraestrutura. Todo mundo tem o direito de passar. Para não penalizar quem faz a infra, quem quiser passar paga o mesmo que o concessionária cobra de si próprio.

A expansão dos portos abrirá um novo mundo, permitindo a integração com ferrovias, com o transporte aquaviário.

Hoje em dia, temos condições de planejar estrutura ferroviária, porque os portos são importantes, porque rodovias estão sendo duplicadas.  Eisenhower, quando assume governo norte-americano, duplicou todas as estradas. Chefiou as Forças Aliadas na Segunda Guerra. Planejou atravessar a França para chegar e Berlim em determinado prazo. O planejamento fio em cima da experiência antiga com as estradas francesas, estreitas. Quando entrou nas autobans, a chegada em Berlim foi abreviada. Aí ele entendeu a importância das autoestradas. Levou 15 anos para duplicar as estradas norte-americanas. Nós duplicamos os principais eixos.

O salto agrícola

GGN – Resolve-se, com isso, o problema do transporte das safras?

Dilma – Ninguém notou muito, mas lançamos recentemente uma política fundamental, a de armazenagem. Precisamos de 65 milhões de toneladas de capacidade instalada de armazéns. No último Plano de Safras, foram destinados R$ 136 bilhões para a agricultura comercial e R$ 21 bi para a familiar. Foram colocados R$ 5,5 bilhões, a 3% ao ano de juros e prazos de 15 anos, para a ampliação da rede de armazéns.

Ao mesmo tempo, será recriada uma estrutura de assistência técnica e extensão rural.

A Embrapa é uma instituição voltada para a pesquisa. A nova organização será voltada para a assistência técnica, como agência de difusão de tecnologia. Será enxuta e seu papel consistirá em articular consultorias privadas para atuar em duas áreas prioritárias: agricultura de precisão e produção de hortifrutigranjeiros em áreas protegidas (estufas), além de pesquisas em biotecnologia, nas áreas de DNA, pecuária leiteira.

O campo de Libra

GGN – E a licitação do campo de Libra?

Dilma – Ainda não caiu a ficha geral sobre a próxima licitação do pré-sal, em 22 de outubro. Será licitado apenas um campo, o de Libra. Dentro da política da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras foi contratada para furar um poço. Fez a prospecção e constatou, inicialmente, uma capacidade potencial de 5 bilhões de barris equivalente de petróleo. Depois, pegaram os mapas de sísmica em 3D e enviaram para análises em Londres. Os últimos dados apontam para uma capacidade de 8 a 12 bilhões de bpe. É algo em torno de 2/3 do total das reservas brasileiras descobertas em toda sua história.

As análises iniciais indicam um preço bastante competitivo, na faixa de 40 dólares o barril. O gás de xisto dos Estados Unidos, tão falado, não sairá por menos de 80 dólares.

GGN – Recentemente fizemos em Porto Alegre um seminário sobre a indústria naval e houve relatos entusiasmados sobre os avanços no setor.

Dilma – Você não sabe a satisfação que é quando se percebe que um objetivo foi alcançado. Lembro-me que em 2003 o presidente Lula me chamou e disse que o Brasil já tinha sido um dos maiores produtores de navio nos anos 70. E que queria que voltasse a ser. Fui com a Graça Foster, titular de uma das secretarias do Ministério, até um estaleiro abandonado.

Era um areal imenso, a perder de vista, sem nada em cima. As pessoas caçoavam, diziam que seria impossível o Brasil construir navios, que estava muito acima da nossa capacidade. Ora, construir navios é a capacidade de transportar chapas e de soldar. Como, impossível?

Hoje, quando volto aos mesmos lugares, vemos guindastes gigantescos, o estado da arte, equipamentos sofisticados. E com o campo de Libra, vai ser um salto ainda maior. Haverá uma demanda gigantesca por equipamentos, de 14 a 17 plataformas, exigindo acelerar substancialmente a indústria naval.

GGN – Porque concessões e investimentos demoram tanto a deslanchar?

Dilma – O país paga um preço de 20 anos com austeridade fiscal e baixa projeção econômica e de investimento. Ninguém passa imune por isso.

As consequências foram a hipertrofia das estruturas de fiscalização em detrimento da execução. O funcionalismo fiscal tornou-se importante; o de execução perdeu status e incentivo. Esse fenômeno espalhou-se pelo setor privado, com os engenheiros de produção cedendo lugar aos engenheiros voltados para a área financeira e de gestão. Desapareceram as grandes empresas de consultoria de engenharia.

O planejamento de longo prazo retornou ao país em 2007, com o primeiro PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Ninguém mais fazia projetos, nem a União, nem os estados nem a iniciativa privada estavam preparados para enfrentar o desafio.

De lá para cá houve expressiva mudança qualitativa. Hoje em dia União, estados e iniciativa privada estão mais aparelhados, as empresas de projetos são bem melhores, com impacto no ritmo das obras. Houve modificações nos sistemas de contratação, reduzindo o tempo, melhoria na capacidade de planejar.

GGN – Quando as concessões deslancharão?

Dilma – Na segunda metade do ano, haverá um festival de licitações. Serão licitados 7.500 km de rodovias, aeroportos, ferrovias, o poço de Libra, gás em terra, armazéns, linhas de transmissão e geração e o TAV (Trem de Alta Velocidade). Os empresários internacionais já acordaram para isso.

 

 

jornalggn

Municípios próximos ao Rio São Francisco receberão R$ 23,8 mi para preservação

Obras_SaoFrancisco_IntegracaoA bacia hidrográfica do Rio São Francisco receberá investimentos de R$ 23,8 milhões para a recuperação de áreas de preservação permanente e implantação de parque fluviais urbanos. Os recursos também irão para a qualificação da oferta de sementes e mudas nativas da região. O edital, com duas chamadas, foi lançado nessa quarta-feira (5) pelo Ministério do Meio Ambiente.

O dinheiro é proveniente do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), que participa com R$ 6 milhões; do Fundo Clima, com R$ 4,5 milhões; e do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, cuja parcela é de R$ 13,3 milhões.

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De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, trabalhar com a Bacia do Rio São Francisco é um enorme desafio, porque explicita uma visão da biodiversidade local, “significando melhorias para a qualidade de vida da população, com inclusão social e bem-estar para a sociedade”, afirmou.

 

Chamadas

A Chamada I é um programa de capacitação voltado ao jovem do meio rural e tem o objetivo de qualificar a oferta de sementes e mudas nativas para o mercado da região de abrangência do projeto, bem como gerar alternativa de renda para o pessoal capacitado, a partir das demandas geradas com aprovação da nova Lei Florestal. O apoio financeiro incentivará a formação de pequenos negócios, a partir da implementação de unidades encubadoras, em benefício de sete sub-bacias na região hidrográfica do Rio São Francisco – bacias dos rios Moxotó, Pageú, Ipanema, Grande, Velhas, Paraopeba e Salitre.

Já a Chamada II permitirá a implantação de parques pluviais em ambientes urbanos já consolidados e destina-se à recuperação paisagística de áreas que margeiam os cursos do rio. Os projetos que concorrerão a esta chamada foram selecionados em etapa realizada nos anos de 2009 e 2010, e beneficiarão os municípios de Pirapora e Januária, em Minas Gerais; Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Xique-Xique e Juazeiro, na Bahia; Petrolina, em Pernambuco; Penedo, Alagoas; e Propriá, no estado de Sergipe.

 

Educação ambiental

Durante o lançamento das chamadas públicas, também foi lançado edital destinado à formação de agentes populares de educação ambiental na agricultura familiar e implementação de projetos comunitários de educação ambiental.

O projeto irá apoiar iniciativas orientadas para priorizar a formação de mulheres e agentes jovens, com base na Lei nº 9.795/1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), considerada um componente essencial e permanente da educação nacional.

 

Integração do Rio São Francisco

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é um empreendimento sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, que tem como objetivo assegurar oferta de água para 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A integração do Rio São Francisco com bacias dos rios temporários do Semiárido será possível com a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o equivalente a apenas 1,42% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850 m³/s), sendo que 16,4 m³/s (0,88%) seguirão para o Eixo Norte e 10 m³/s (0,54%) para o Eixo Leste. Nos anos em que o reservatório de Sobradinho estiver com excesso de água, o volume captado poderá ser ampliado para até 127 m³/s, aumentando a oferta de água para múltiplos usos.

O investimento do governo federal nas obras é de R$ 8,2 bilhões e resulta do acréscimo de novas condicionantes ambientais exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – serão mais de R$ 900 milhões de recursos para esta área -, da revisão de obras civis em decorrência dos projetos executivos, dos gastos com eletromecânica e da supervisão e gerenciamento da obra em função do prolongamento do prazo.

As obras do projeto de integração ainda estão em andamento e, até o dia 23 de maio, apontam mais de 43% de avanço. Estão em construção túneis, canais, aquedutos e barragens. O projeto contempla ainda 38 ações socioambientais, como o resgate de bens arqueológicos e o monitoramento da fauna e flora, com investimento nestas atividades de quase R$ 1 bilhão.

 

Fontes:
Ministério de Meio Ambiente
Ministério da Integração Nacional

Prefeitura de Guarabira paga folha de abril nos próximos dias 28 e 29

Pagamento  será  no banco Santander

dinheiroO prefeito de Guarabira cumprindo com a política de pagar aos servidores municipais sempre dentro do mês trabalhado, anunciou para os próximos dias 28 e 29 – segunda e terça-feira –  o pagamento da folha salarial, que novamente será realizado no banco Santander.

 

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No dia 28 recebem os funcionários lotados no Gabinete do prefeito, Gabinete do vice-prefeito; nas Secretarias de Administração e Recursos Humanos; Finanças; Cultura e Turismo; Infraestrutura; Urbanismo, Meio Ambiente e Saneamento; Bem Estar Social, Família, Criança e Adolescente; Agricultura; Esporte, Lazer e da Juventude; Indústria e Comércio; Planejamento e C. Geral; Procuradoria Jurídica; Aposentados e Pensionistas.

 

Já no dia 29, recebem os funcionários lotados nas Secretarias de Saúde e Educação.

 

 

Codecom-PMG

Agreste e Sertão registram chuvas nesta quinta-feira e AESA tem previsão otimista para próximos meses

Foto: Padre Djacy Brasileiro
Foto: Padre Djacy Brasileiro

Os moradores de alguns municípios paraibanos, que sofrem com a os efeitos da estiagem que atinge 196 cidades desde o ano passado, comemoraram as chuvas que vêm sendo registradas nas últimas horas nessa quinta-feira (14). Mesmo de baixa intensidade, variando entre moderada e fraca, o setor Monitoramento e Hidrometria da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) está otimista para chuvas que devem banhar as cidades do estado nos meses de maço de abril.

De acordo com a meteorologista a Carmem Becker da Aesa, a cidade que recebeu os maiores índices pluviométricos foi Caldas Brandão, no Agreste paraibano, com 29,2 milímetros de chuva. Outra cidade que ficou entre as mais chuvosas nesta quinta-feira e sexta-feira (15) também está localizada no Agreste da Paraíba. Massaranduba, teve 25 milímetros de chuva registrado.
“As precipitações foram de baixa intensidade, variando entre moderada e fraca. Estes números estão dentro do previsto e são considerados normais para esta época do ano”, explicou a meteorologista Carmem Becker.
Na região do Sertão paraibano, a cidade que registrou o maior nível de água devido às chuvas foi São José do Brejo do Cruz, com 21 milímetros. “As chuvas só devem cair com mais intensidade no Sertão a partir da segunda quinzena de fevereiro. Nossa expectativa é de que março seja um mês chuvoso naquela região”, acrescentou Becker. Areia e João Pessoa tiveram 18 mm e 7 mm, respectivamente.

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No mês de fevereiro, até está quinta-feira, os destaques para os maiores índices pluviométricos foram as cidades do Sertão: Emas, com 101 milímetros de chuva; Catingueira, com 93,7 milímetros; Riacho dos Cavalos, com 64 milímetros; Catolé do Rocha, com 70 milímetros. De acordo com a meteorologista da AESA, Marli Bandeira, esse índices são considerados normais para estação do ano.
Previsão
A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (AESA) prevê que março será um mês chuvoso em praticamente todas as regiões do Estado, incluindo as mais atingidas pela seca.
De acordo com a meteorologista do órgão, Marli Bandeira, o mês de março será um período chuvoso. Entretanto, ela alerta que fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña, que são imprevisíveis, podem prejudicar a chegada das águas. “Se tudo ocorrer bem, março será chuvoso nas regiões do Sertão, Alto Sertão, Curimataú e Cariri”, prevê Marli.

 

 

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FPF define novas datas para os dois próximos jogos do Treze no Estadual

ParaibanoA Federação Paraibana de Futebol (FPF) definiu na tarde da segunda-feira novas datas para as duas próximas partidas do Treze no Campeonato Paraibano. O confronto contra o Atlético de Cajazeiras, que seria nesta quarta-feira, foi adiado para a quinta. E o duelo contra o CSP, marcado para o próximo sábado, passou para a segunda-feira seguinte. O jogo contra o Atlético, no Presidente Vargas, já havia sido adiado para que Campina Grande não tivesse que sediar dois jogos no mesmo dia, por questões de segurança. Assim, como o Campinense vai receber o Santa Cruz no Amigão, pela Copa do Nordeste, o jogo Treze x Atlético passou para o dia seguinte, a quinta-feira, às 15h15. A partida é válida pela sexta rodada.

Com esse adiamento, o confronto contra o CSP, na Graça, que seria no sábado, teve que ser adiado também para que houvesse entre os dois jogos o intervalo mínimo de 72 horas, como determina o Estatuto do Torcedor. Assim, CSP e Galo se enfrentam na segunda-feira (28), às 20h30, no Estádio da Graça.

G1