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Produtores rurais terão até 29 de dezembro para renegociar dívidas com a União

Os produtores rurais, sendo pessoas físicas ou jurídicas, incluindo os agricultores familiares, vão ter até 29 de dezembro para renegociar dívidas com a União. Os interessados podem acessar o site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para conhecer as condições do refinanciamento e aderir ao programa, que promete descontos de até 100% nas multas, juros e encargos.

A iniciativa lançada pela PGFN tem o objetivo de minimizar os danos causados pela pandemia da Covid-19 ao setor agropecuário. O primeiro passo para que os interessados regularizem seus débitos junto à União é o cadastro no portal Regularize. O agricultor deve acessar a opção “Negociação de Dívida” e clicar em “Acessar o Sispar”. Em seguida, o contribuinte deverá preencher um formulário eletrônico. O sistema vai informá-lo se ele está apto à uma renegociação e, se sim, vai enviar uma proposta de adesão.

O programa tem potencial para beneficiar até 210 mil produtores e vai abranger o refinanciamento de dívidas de crédito rural, como do Pronaf, de Securitização, Recoop, entre outras.

Fonte: Brasil 61

 

 

Bananeiras: Em menos de um ano, produtores reconhecem avanços com ATeG do Senar

Rubens Fernandes (presidente do Sindicato), Pedro Dália (produtor rural) e Erick Paiva (técnico de campo)

“Desde que a assistência técnica do Senar chegou, nós só tivemos melhorias na nossa propriedade”, esse é o relato de Pedro Simões Dália. O produtor é responsável pela administração da propriedade da família, a Fazenda Riacho Grande, no município de Bananeiras, no Brejo paraibano.

Desde março deste ano, ele é atendido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, dentro do programa Agronordeste, na cadeia da bovinocultura de corte. O trabalho é resultado da parceria entre o Sistema Faepa/Senar-PB com o Ministério da Agricultura, a Anater e outras instituições.

Entre os avanços que já são visíveis na fazenda estão mudanças no manejo. Pedro destacou a implantação de pasto, a adoção da prática de pastejo rotacionado, entre outras iniciativas.

“Hoje nós não sofremos mais com a seca porque fizemos a implementação da silagem. Também trabalhamos com a inseminação artificial para melhoria da genética do nosso gado Nelore. A nossa região estava precisando de um trabalho assim e agradeço ao Senar pela experiência”, comentou.

A metodologia da ATeG prevê o diagnóstico produtivo como primeira fase do trabalho. Foi justamente nessa fase que o técnico de campo Erick Paiva identificou vários pontos que poderiam ser melhorados na Fazenda.

“Com o passar do tempo conseguimos organizar um calendário de desvermifurgação dos animais, também organizamos uma estação de monta, porque tinha animais parindo durante todo o ano. Esse manejo para que animais parissem numa época de melhor oferta de alimento, consequentemente os bezerros são apartados mais pesados e numa época de melhor preço”, explicou o técnico sobre outros pontos que foram trabalhos na propriedade.

A Fazenda Riacho Grande é apenas uma das cerca de 30 atendidas pela ATeG/Agronordeste na região de Guarabira. Para o presidente do Sindicato Rural da cidade, Rubens Fernandes, o reconhecimento é encorajador.

“Ficamos imensamente satisfeitos, enquanto representantes do produtor, ao ouvir um depoimento como esse, dada a importância que a ATeG tem para a nossa região”, afirmou.

Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar-PB

 

 

PGFN lança renegociação de dívidas de pequenos produtores rurais

Pequenos produtores rurais e agricultores familiares poderão renegociar débitos inscritos na Dívida Ativa da União com descontos de até 100% nas multas, nos juros e nos encargos. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lançou hoje (1º) uma nova modalidade da transação excepcional para essas categorias.

Com potencial de beneficiar até 210 mil produtores, o programa abrangerá dívidas do crédito rural, débitos com o Fundo de Terras e da Reforma Agrária e com o Acordo de Empréstimo 4.147-BR, que trata de débitos com o Programa Cédula da Terra.

A adesão poderá ser feita até 29 de dezembro, por meio do portal Regularize. Basta devedor ir à opção “Negociação de Dívida” e clicar em “Acessar o Sispar”. Em seguida, o contribuinte preencherá um formulário eletrônico e saberá se está apto à renegociação e receberá uma proposta de adesão.

Modalidade criada para socorrer contribuintes em dificuldade por causa da pandemia de covid-19, a transação excepcional só abrange dívidas de difícil recuperação, que procedem de devedores falidos, em recuperação judicial ou inscritos há mais de 15 anos da dívida ativa sem garantias que possam ser executadas ou suspensão de exigibilidade. Somente o contribuinte que receber as classificações “C” e “D” poderá fazer a renegociação.

Acordos

A PGFN oferecerá três tipos de acordo. O primeiro prevê o pagamento de uma entrada de 4% do valor consolidado da dívida sem descontos e parcelamento do restante em até 11 parcelas mensais, com desconto de até 100% nos juros, nas multas e nos encargos para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Para as demais empresas, o saldo remanescente poderá ser dividido em seis parcelas anuais.

A segunda modalidade prevê entrada de 4%, dividida em duas parcelas semestrais. O saldo restante será dividido em até 22 parcelas semestrais com desconto de até 100% nos juros, nas multas e nos encargos, para pessoas físicas, micro e pequenas empresas, e em até 12 parcelas semestrais, para os demais tipos de empresa.

A terceira opção consiste no pagamento de entrada de 4% sem descontos, dividida em 12 parcelas mensais e pagamento do restante em até 133 parcelas mensais (11 anos e um mês), com desconto de até 100% nos juros, nas multas e nos encargos, para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. As empresas restantes parcelariam o saldo restante em até 72 parcelas mensais.

O percentual do desconto será definido com base na capacidade de pagamento do devedor. A redução, no entanto, não poderá superar 70% do valor total da dívida para as pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte e 50% para as demais pessoas jurídicas.

Ajuda

Em entrevista coletiva para lançar o programa, o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano, destacou que a transação excepcional representa uma forma de ajuda durante a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.

O assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos disse que as renegociações de dívida são importantes para estimular a recuperação da economia após o fim da pandemia. Ele disse que a ajuda se dá de forma personalizada. “É importante a atividade econômica ter condições de voltar, porque quem gera emprego e renda é a atividade empreendedora. Tratar os desiguais, desigualmente, de acordo com a sua desigualdade”, declarou.

 

agenciabrasil

 

 

Secretaria de Agricultura de Bananeiras reúne produtores rurais do município para Programa de Aquisição Alimentar

A Secretaria de Agricultura juntamente a EMPAER, realizaram uma reunião com os produtores rurais do município, acerca do Programa de Aquisição de Alimentos (PPA Estadual), uma ação emergencial do Governo do Estado que busca fortalecer a agricultura familiar.

O Programa tem como finalidades básicas promover o acesso à informação e incentivar a agricultura familiar que, devido ao período de pandemia, tiveram baixas na sua produção e venda. Para o alcance desses objetivos, o Governo do Estado compra os alimentos produzidos pela agricultura familiar e destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial.

Durante a reunião, a equipe orientou e coletou dados dos agricultores para inclusão no programa. Para maiores informações: secagricultura@hotmail.com.

Ascom – PMB

 

Produtores de cachaça da Paraíba fabricam e doam álcool 70% para prefeituras

Diante da pandemia de Coronavírus que se alastra pelo Brasil, um grupo de empresários do município de Areia, no Brejo da Paraíba, se reuniu para praticar a solidariedade. Eles são produtores de cachaça e estão produzindo álcool líquido com concentração de 70% de etanol e distribui o material gratuitamente para a Secretaria de Saúde da cidade e de municípios vizinhos.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, Thiago Henrique de Albuquerque, conta que a iniciativa surgiu a partir da dificuldade encontrada pelas autoridades públicas na distribuição de álcool para a população, inclusive por falta de estoque dos fornecedores.

“Nós produzimos o álcool combustível para consumo próprio, a partir da ‘cachaça de cabeça’. A Associação dos Produtores de Cachaça de Areia levantou a possibilidade de todos os produtores usarem o resíduo dessa etapa da destilação para produzir o álcool 70%, em vez de produzir álcool combustível. Decidimos dar esse destino mais nobre para esse produto”, explica Albuquerque.

Os 11 produtores associados são orientados a enviar a “cachaça de cabeça” para o Engenho Triunfo, do qual Thiago é responsável técnico pela produção. Neste local, o álcool 70% é produzido e liberado para distribuição. A “cachaça de cabeça” é o primeiro líquido que surge na destilação da cana-de-açúcar fermentada e tem alta concentração de metanol, um tipo de álcool altamente tóxico.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia esclarece que a distribuição dos produtos é feita com base na demanda das prefeituras que, por meio de um ofício, solicitam a quantidade de álcool desejada. “Nós contabilizamos que, do que temos para produzir, teremos capacidade de fabricar entre dois mil e 2,5 mil litros de álcool 70%”, estima Albuquerque.

“Atualmente, estamos fornecendo [os insumos] para quase 10 prefeituras da região. Inicialmente, iríamos produzir apenas para as cidades de Areia e Remígio. Só que a procura foi muito grande e não podíamos dar as costas para os municípios vizinhos. Inclusive, o município potiguar de Jaçanã também já recebeu nossos produtos”, completa.

*Com Agência do Rádio Mais

 

 

Areia, na PB, é a quarta cidade com mais estabelecimentos produtores de cachaça no Brasil

O município de Areia, no Brejo paraibano, é a quarta cidade brasileira em número de estabelecimentos produtores de cachaça registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O dado faz parte do Anuário da Cachaça, com dados pioneiros da bebida que é produzida no país. Segundo o estudo, Areia possui sete estabelecimentos registrados no Mapa, perdendo apenas para os mineiros Belo Horizonte (19) e Salinas (9) e São Roque do Canaã, em Sergipe, que tem 10 estabelecimentos.

O Anuário da Cachaça, divulgado na última terça-feira (28), revelou, ainda, que a Paraíba é o sexto estado em número de estabelecimentos, empatado com o vizinho Pernambuco, ficando entre os dez estados com mais estabelecimentos produtores de cachaça registrados no Brasil.

Conforme levantamento realizado até o final de dezembro de 2018, os produtores de cachaça totalizam 951 estabelecimentos registrados no Mapa. Deste montante, a liderança fica com o estado de Minas Gerais, bem acima dos demais, com 421 estabelecimentos, sendo que na sequência aparecem os estados de São Paulo (126), Espírito Santo (74) e Rio de Janeiro (50), evidenciando a concentração da produção de cachaça na região Sudeste com 671 estabelecimentos, representando mais de 70% da produção nacional.

Em seguida aparece a região Nordeste com 138, correspondendo a 14,5%, a região Sul com 99, portanto 10,4%, a região Centro-Oeste com 33, cerca de 3,5% e, por fim, a região Norte, com apenas 10 produtores, com a fatia de 1,05%.

Produtos

Ainda segundo o levantamento, a Paraíba tem 145 produtos cadastrados junto ao Ministério. Entre eles, 36 são produzidos em Areia e outros 33 em Campina Grande, que também entram na lista dos dez municípios com maior número de registros do produto.

O anuário classifica as bebidas também de acordo com padrões de produção e de envelhecimento, por categorias. Também faz a distinção entre a cachaça, que é feita a partir do mosto (líquido) fermentado do caldo da cana-de-açúcar, enquanto a aguardente pode ser também um destilado alcoólico simples. Outro diferencial, é que no primeiro caso, a composição alcoólica pode variar entre 38% e 48%, e no segundo, entre 38% e 54%. A classificação leva em conta aromas e sabores, como a adoçada, envelhecida, premium, extra premium.

G1

 

Produtores do Nordeste vão ter até 95% de desconto para quitar dívidas

agriculturaProdutores rurais das regiões Norte e Nordeste do Brasil, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo ganharam hoje (29) o direito de renegociar dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE) contratados antes de 2012. A Lei nº 13.340, publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União, oferece três benefícios a mais em relação a projetos anteriores: pela primeira vez a região Norte é beneficiada com medida de renegociação de dívida com desconto.

A segunda vantagem é que o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito passou de 85% para 95% – justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas.

A Lei permite ainda que os produtores rurais do Nordeste, norte de Minas Geraise norte do Espírito Santo possam refinanciar o crédito tomado junto aos bancos federais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com isso, quase um milhão de operações de crédito podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a iniciativa deverá impulsionar o setor rural em regiões do semiárido e de atuação da Sudam e da Sudene, desde o pequeno agricultor familiar a empreendimentos de maior porte. “Ela permitirá não só o pagamento das dívidas, como também a recuperação do crédito de milhares de produtores rurais”, explica. O objetivo é permitir que os agricultores consigam melhorar sua condição financeira sem que suas dívidas sejam enviadas para cobrança judicial ou inscritas na Dívida Ativa da União.

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A nova lei autoriza, ainda, a renegociação de dívidas relativas à venda de lotes para titulação e à utilização da infraestrutura de irrigação de uso comum em perímetros públicos sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

180 Graus

 

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Aquicultura é discutida por mais de 400 pesquisadores e produtores em Bananeiras

Evento ocorre durante esta sexta-feira (19) e sábado (20), na UFPB, com Seminário e oficinas, para pesquisadores, empreendedores e instituições de parceiras

encontroA abertura do 1º Encontro de Aquicultura da Paraíba (Enaqua) reuniu cerca de 400 participantes nesta sexta-feira (19) no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) da cidade de Bananeiras, no Brejo paraibano. Representantes de cinco Estados do Brasil e da Paraíba estão presentes debatendo as melhores e inovadoras soluções para cadeia produtiva da aquicultura.

O diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, destacou as ações na área da piscicultura que a instituição realiza há alguns anos. “Percebemos o potencial econômico que pode ser desenvolvido nesta área. A cidade de Bananeiras sai na frente pelo complexo que está querendo apresentar ao Estado, onde haverá a unidade de tratamento e as fábricas de peixe e de ração animal. Aqui também está uma das parcerias, a UFPB, com esse trabalho”, comentou.

Ele convocou os empreendedores presentes a começarem a pensar nas inovações para o setor. “Precisamos da força empreendedora de cada um de vocês para que todos contribuam para o crescimento e evolução dessa cadeia produtiva. Os órgãos que participam também ganham com essa parceria, necessárias para que a atividade possa crescer e que a experiência seja proveitosa com todos os conhecimentos envolvidos”, falou.

Já o professor da UFPB, Alberto Cabral, ressaltou as soluções socioambientais viáveis para a construção de uma rede de parceiros sólidos. “Precisamos pensar como cadeia produtiva, que exista produção e co-produção. Precisamos das expertises para a criação de novos produtos e reaproveitar os resíduos da aquicultura. Por que não podemos fabricar ração animal para os pets ou animais de estimação? Aqui encontraremos as soluções”, informou.

O prefeito da cidade, Douglas Lucena, disse que o momento foi construído com o esforço coletivo. “Precisamos continuar a unir esforços para fortalecer um dos pleitos municipais mais importantes, que é a conclusão do complexo de piscicultura de Bananeiras, que dará mais visibilidade à cadeia produtiva”, disse.

O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras. Mais informações e inscrição no site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698.

Tilápia – O aumento da produção da tilápia é um dos principais temas do evento, que segue até este sábado (20). A primeira palestra do Seminário foi sobre o “Cenário atual do mercado de Tilápia no Brasil”, com o secretário executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Ele ressaltou que falta políticas públicas para a produção de peixes no Brasil. Uma das metas em relação à produção de pescados é aumentar o consumo no País.

“Não se sabe quanto se pesca no Brasil, mas sim quanto se consome, pela pequena representação de 2,7 quilos por habitante ao ano. No caso da Tilápia, esse consumo cai mais ainda para 1,3 quilos por habitante por ano. O maior índice de consumo desse peixe no país está no Nordeste, pois no Sul e Sudeste eles só comem o filé. Então, um pouco desses dados, passados pelo Ministério da Aquicultura e Pesca, dá para saber que estamos no lugar certo para negociar as melhorias dos pescados”, concluiu.

Programação – O Enaqua segue com a programação à tarde com um ciclo de palestras técnicas sobre “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia” e “Alternativa econômica para a Piscicultura do Brejo paraibano: policultivo Tilápia x Macrobrachium Rosenbergii”. Já no sábado (20), três oficinas serão realizadas, com 30 participantes cada. “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia”, “Qualidade da água na Piscicultura” e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na Piscicultura” são os temas das oficinas, que serão ministradas a partir das 8h e a partir das 18h.

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Produtores e pesquisadores debatem fortalecimento da piscicultura paraibana em Bananeiras

 

I Encontro Paraibano de Aquicultura (Enaqua) será realizado nesta sexta-feira (19) e sábado (20), no Campus de Bananeiras da UFPB

viveiroCerca de 500 produtores piscicultores paraibanos se reúnem nesta sexta-feira (19) e sábado (20) para discutir as estratégias de melhoria da cadeia produtiva aquicultura no Estado durante o I Encontro Paraibano de Aquicultura (I Enaqua), em Bananeiras.  O evento vai ainda apresentar o cenário brasileiro e paraibano da piscicultura e buscar soluções para os problemas encontrados na atividade.

O analista técnico e coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, disse que a Paraíba ocupa o sétimo lugar no ranking da aquicultura continental no Nordeste. “A piscicultura na Paraíba ainda se encontra em desenvolvimento. Esta posição pode ser melhorada com o aumento de área produzida e da intensificação da produção por meio da aplicação de tecnologias e manejos adequados, além da oportunidade da produção em tanques rede que pode vir a se tornar realidade para um maior número de produtores do estado”, destacou.

Ele explicou que a Paraíba possui dois grandes espelhos de água – Boqueirão e Coremas – que podem ser mais aproveitados na produção de pescados, além das cidades de Sapé, Araçagi e outros municípios do Agreste paraibano.  “O Agreste paraibano é a principal região produtora na aquicultura continental do Estado, pois possui um potencial ambiental e econômico. Esperamos desenvolver o agronegócio dos empreendimentos rurais que atuam na cadeia produtiva da aquicultura, através do fomento à inovação, à sustentabilidade, ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão dos negócios”, disse Jucieux Palmeira.

Segundo o analista, uma das ações do Sebrae Paraíba para estimular o cultivo da tilápia no Agreste paraibano é o projeto AquiParaíba, que está promovendo uma série de iniciativas em 23 municípios da região (Araçagi, Alagoa Grande, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mari, Mulungu, Pilões, Pilõezinho, Pirpirituba, Sapé, Serra da Raiz, Serraria e Sertãozinho).

O I Encontro Paraibano de Aquicultura faz parte destas ações. Ao longo de dois dias, o foco de pesquisadores e produtores será trocar experiências e buscar estratégias para melhoria da atividade. Estão programadas palestras sobre “Cenário atual do mercado da tilápia no Brasil”, com Francisco Medeiros, secretário executivo da PeixeBR; “A experiência de uma cooperativa que atua na cadeia produtiva da piscicultura no Oeste do Paraná, com Ricardo Krause (Copices); “O beneficiamento de tilápias através de entrepostos móvel de pescado”, com Patrícia Mochiaro (Embrapa); e “Trabalhos desenvolvidos pelos projetos ArquinordesteAquiparaiba”, com Jucieux Palameira, Gustavo Costa (Sebrae Paraíba) e Rui Trombeta (Ecofish).

O evento vai oferecer duas palestras técnicas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”, com Luciana Andrade e Maria de Fátima Lacerda (IFPB), e “Alternativa econômica para piscicultura do Brejo paraibano: policultivo de tilápia x macrobrachiumrosembergii”, com Marino Eugenio (UFPB).

Entre as oficinas estão programadas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”; “Qualidade de água na piscicultura”; e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na piscicultura”.

Para se inscrever no evento, basta acessar o site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698. A inscrição para o seminário custa R$ 20 e para as oficinas R$ 20. Os interessados em participar de todas as atividades pagam R$ 30. O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras.

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Dívidas com bancos ameaçam produtores rurais paraibanos que podem perder terras

dividasPor conta da seca que castiga o Nordeste brasileiro, não apenas essa que começou em 2012, muitos produtores perderam seus rebanhos e a produção agrícola, não conseguiram pagar suas contas e contraíram dívidas assustadoras aos bancos. Agricultores pedem socorro ao poder público para que auxiliem no perdão das dívidas. Em dezembro deste ano, as terras deverão ir a leilão. Hoje, a Paraíba tem 197 dos 223 municípios reconhecidos pelo Ministério da Integração Nacional como em situação de emergência. E a situação poderá se agravar no próximo ano, pois pesquisadores preveem o ano mais seco desse ciclo de estiagem.

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O município de Mulungu, no Agreste paraibano, sofre com a estiagem desde a década de 80, mas apenas registrado os pedidos por meio de portarias e decretos em 1992. Desde esse ano, os produtores rurais começaram a sofrer com a seca. Entre 1994 e 1955, muitos deles não conseguiram pagar suas dívidas, que cresceram por conta dos juros e correções monetárias. O produtor José Casciano da Cunha, 75, que é secretário da Associação Mortuária dos Agricultores de Crédito Rural do Estado da Paraíba, contou em vinte anos, os problemas só aumentaram. Entre 1994 e 1995, ele pediu um empréstimo de pouco mais de R$ 21,4 mil e hoje a dívida está em R$ 57 mil.

A situação sofrida pelos produtores já foi narrada, por meio de carta enviada e entregue pessoalmente por José Casciano da Cunha, ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, em especial na última visita dela a Paraíba, no início do mês passado. No documento, ele pede a Dilma socorro para as dívidas rurais, que reconheça a região onde reside como semiárida, já que estudos já comprovam que com elementos que a área passa por seca (com isso os valores cobrados serão menores) e que acelere o projeto de lei 5.860/2013 aprovado no Congresso Nacional e na Câmara está com Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, na Comissão de Tributação e Finança para ser julgado.

Ontem, ele conversou com o empresário e ex-senador Roberto Cavalcanti, para agradecer por ter proposto uma audiência, ainda como senador em 2010, para que se discutisse a questão das dívidas dos pequenos produtores e que contou com a presença do superintendente do Banco do Nordeste da época, que havia possibilidade de reavaliar os erros com os valores cobrados. Além disso, pediu para que, como um grande meio de comunicação, o Sistema Correio da Paraíba, pudesse divulgar esses problemas vividos pelos produtores rurais.

Aline Martins /Correio da Paraiba