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Como escolher um plano de previdência privada

A aposentadoria é algo que precisa ser pensado o quanto antes. Nesse sentido, o trabalhador tem duas opções: depender do governo, com o benefício da previdência social, ou então definir ele mesmo como será construído seu futuro. Para tanto, nada melhor do que investir de acordo com suas possibilidades em um ativo de longo prazo.

Entre as possibilidades que o mercado apresenta, a mais específica para a aposentadoria é a previdência privada, entretanto, esta é uma categoria dividida em diferentes tipos de planos.

Entender como funciona cada um deles e de que forma escolher o melhor é um dos diferenciais de quem consegue ter bons resultados nesse investimento.

O que é previdência privada

É um tipo de aplicação que funciona por meio de depósitos periódicos feito pelo investidor. A ideia é bastante simples: quem aplica o dinheiro é o responsável por fazer crescer o seu patrimônio, tendo o fundo escolhido como ferramenta.

Assim, não somente a frequência, mas também os valores depositados mensalmente podem variar de acordo com as preferências do investidor para que ele tenha uma determinada quantidade de recursos quando fizer o resgate.

É um modelo diferente da previdência pública, na qual existe o chamado regime de caixa, onde quem trabalha paga a aposentadoria de quem já contribuiu, não sendo possível para o contribuinte definir valores ou formas de resgate.

Tipos de planos de previdência privada

São duas as possibilidades que o investidor tem para aderir a planos de previdência privada, o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

No PGBL o investidor pode ter o abatimento de até 12% na declaração de Imposto de Renda no ano seguinte do aporte realizado. Isso é mais vantajoso para o contribuinte que faz o modelo completo da declaração do IR, entretanto, essa dedução só é válida para aquele que já contribui com a previdência pública ou regime próprio de previdência de servidores públicos.

O diferencial desse abatimento é permitir uma maior rentabilidade em longo prazo, uma vez que a quantia acumulada aumenta e o patrimônio cresce mais devido ao efeito dos juros compostos.

O VGBL, por sua vez, não permite a dedução na declaração, entretanto, garante ao investidor um imposto menor porque ele incide somente sobre os rendimentos. Assim, acaba sendo ideal para quem costuma trabalhar com o modelo de declaração simplificado, podendo investir não só na aposentadoria, mas também em outros projetos de longo prazo.

Em resumo, o PGBL é bom para quem quer um investimento para o futuro, para acumular mais, se beneficiando do efeitos dos juros sobre juros e do ganho fiscal. Entretanto, para que tenha esse benefício, o investidor precisa saber que vai arcar com uma maior retenção de imposto quando fizer o saque.

Isso tende a valer a pena em situações em que o tempo de aplicação é longo o bastante para que o ganho com esse tipo de investimento se torne suficientemente maior do que em outra situação. Do contrário, o VGBL acaba sendo mais indicado.

As tabelas de tributação

Os planos de previdência privada contam com duas opções de tributação, que são a tabela regressiva e a progressiva. Em resumo, a diferença entre elas se dá na forma como as alíquotas se comportam ao longo do tempo.

No caso da tabela regressiva, as alíquotas diminuem de acordo com o tempo de investimento. Assim, elas começam em 35% para as retiradas antes de dois anos e diminuem 5% a cada dois anos, chegando a 10% depois de 10 anos. Isso faz com que seja mais útil para objetivos para acima de 10 anos.

A tabela progressiva, por sua vez, é mais vantajosa para quem pretende resgatar o valor acumulado de uma única vez, pois seus percentuais tomam como referência a tabela progressiva do IR, indo desde a isenção quando o saque é de até R$ 22.847,76 até a alíquota máxima de 27,5%, quando o saque é superior a R$ 55.976,16.

Como escolher

O ideal é o investidor prestar atenção aos seus objetivos, considerando principalmente o tempo e os recursos que têm à disposição para recorrer a uma dessas opções. A forma como esse tipo de investimento incide no Imposto de Renda também faz toda a diferença na rentabilidade da aplicação.

Entendendo como as características de cada plano podem auxiliar a atingir objetivos, o interessado pode se cadastrar em uma plataforma de investimentos on-line e começar a movimentar seu dinheiro em curto, médio e longo prazos – este último, para fins específicos de aposentadoria.

Vale lembrar que mesmo para o contribuinte do INSS, a previdência privada também aparece como uma possibilidade, uma vez que funciona como previdência complementar, dando condições para aumentar os rendimentos no momento da aposentadoria.

 

imagem: Fonte: Pexels

 

Ex-governador tem bens imóveis e previdência privada bloqueada pela Justiça

Em nova decisão da Justiça, o ex-governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), teve diversos bens imóveis bloqueados, bem como, dos valores constantes em plano de previdência privada estimados em R$2.492.194,00.

A decisão foi do juiz da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, Wolfram da Cunha Ramos, que negou recurso da defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que pleiteava a reconsideração de decisão judicial anterior, que havia determinado o bloqueio de valores existentes em conta bancária.

O juiz decidiu deferir o pleito de autoria do Ministério Público do Estado da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – GAECO.

Os advogados haviam alegado que os valores bloqueados são impenhoráveis por terem natureza alimentar, mas o juiz acatou o indeferimento do MP, que entende que os valores depositados na conta de Ricardo Coutinho não têm natureza alimentar, mas de reserva de capital acumulado.

Conforme o juiz Wolfram da Cunha Ramos como os valores bloqueados não foram suficientes para garantir a efetividade da medida cautelar, em relação ao investigado, de determinou o bloqueio dos seguintes imóveis registrados em nome de Ricardo Vieira Coutinho.

São eles: 1) Imóvel localizado no Condomínio Bosque das Orquídeas, no 600, Casa 426, Portal do Sol, João Pessoa-PB; 2) Terrenos – lotes 23 e 25, localizados na Rua dos Cajueiros, Ponta do Seixas, João Pessoa-PB; 3) Imóvel localizado na Rua Desportista Aurélio Rocha, no 655, bairro dos Estados, João Pessoa-PB; e 4) Terra nua em uma área rural de 4 hectares, localizada no Município de Bananeiras-PB.

 

Paraibaonline

 

 

Filho de Bolsonaro ataca Julian Lemos e posta montagem do paraibano em privada

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) ironizou a fala do deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL), que afirmou ter ‘pedido para cagar’ e saído de reunião após ser convocado para assumir a liderança do PSL na Câmara.

“Quando pintar aquela situação embaraçosa faça como o Julian Lemos”, postou Eduardo, que também colocou uma montagem do paraibano em um vaso sanitário.

Caso

Em conversa vazada ontem, o deputado paraibano  afirma que recebeu a ‘intimação’ do Governo Federal para angariar assinaturas e assumir a liderança no lugar do Delegado Waldir.

“Jair me pedindo uma coisa é foda. Eu simplesmente, pedi pra cagar e saí. Não vou fazer isso, não vou”, declarou o deputado, que aparentemente virou piada dentro do seu próprio partido.

 

Portal WSCOM

 

 

Profissionais de segurança privada da PB adoecem por causa da profissão, diz sindicato

Pelo menos 18% dos trabalhadores que atuam em empresas privadas de segurança de valores na Paraíba estão afastados dos seus postos por conta de doenças relacionadas à profissão, segundo um levantamento feito pelo sindicato que representa a categoria no estado (Sindesforte-PB). De acordo com o presidente da instituição, Laudisvan Gonçalves, a maioria das licenças e atestados médicos emitidos são por problemas psicológicos provocados pelo estresse na profissão.

Funcionários também são afastados por causa de ferimentos causados em ações de assaltantes (Foto: Antonio Junior/Divulgação/Arquivo)

Funcionários também são afastados por causa de ferimentos causados em ações de assaltantes (Foto: Antonio Junior/Divulgação/Arquivo)

Segundo o presidente do Sindesforte-PB, além dos atestados médicos por problemas psicológicos, os trabalhadores também se afastam da profissão por causa de danos físicos relacionados a crimes contra agências bancárias, carros-fortes, caixas eletrônicos e outras ações de assaltantes.

Um funcionário de uma empresa, que não quis se identificar, foi baleado duas vezes durante ações de assaltantes. Um dos tiros foi nas costas e o outro no cotovelo, fazendo com que ele perdesse os movimentos do braço.

“A minha fisioterapia, eu liguei para a empresa para saber se eles pagavam, né? A empresa falou que não tinha o direito de pagar, que não pagava, então paguei do meu bolso. Fiz algumas sessões, mas a médica falou que não adianta mais fazer, que meu braço não chega mais ao normal. Perdi dois movimentos”, diz o segurança.

Para Laudisvan Gonçalves, a recorrência dos casos acaba prejudicando os funcionários. “O trabalhador de uma empresa dessas trabalha o tempo inteiro pressionado psicologicamente e por causa disso temos essa média de funcionários afastados por problemas de saúde. E grande parte destes trabalhadores que entram com atestado médico se recuperam pouco, voltam a trabalhar, mas em menos de um mês voltam a colocar atestado. Eles são vistos com outros olhares pelas empresas e na primeira oportunidade, acabam sendo demitidos”, completa.

G1

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Campanha cobra Gilmar por projeto de doação privada

gilmarSete meses depois, completados no início de novembro, de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ter interrompido a votação da proposta que proíbe empresas privadas de financiarem campanhas eleitorais, os internautas criaram a campanha #DevolveGilmar.

O tempo que o processo está suspenso foi lembrado pelo colunista do 247 Paulo Moreira Leite, no final de outubro. “Não é razoável impedir — por um artifício — que se faça o debate. É um absurdo jurídico e uma manobra antidemocrática”, defendeu, na ocasião, o jornalista, em artigo intitulado “Devolve, Gilmar!”.

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O debate sobre a Adin apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) começou no início de abril pelos ministros do STF, quando o placar ficou em 6 x 1 pelo fim das doações privadas e contrário ao ponto de vista de Gilmar. O ministro, então, pediu vistas do processo e até hoje não o liberou.

Nas redes sociais, além da hashtag #DevolveGilmar, publicada sempre com notícias relacionadas a corrupção e a protestos contra o financiamento de empresas privadas a candidatos, os internautas criaram também um abaixo-assinado, uma contagem de dias que a votação está suspensa e um evento no Facebook.

A página da contagem lembra que, “pelo prazo regimental do STF, ele já deveria ter devolvido os autos há 167 dias”, mas “está há 188 dias atrasando o julgamento do fim do financiamento de empresas às campanhas eleitorais”. Leia abaixo trecho do artigo de Paulo Moreira Leite que explica a regra do pedido de vistas, de acordo com regimento do Supremo:

Conforme decisão sancionada em 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todo juiz tem o direito de pedir vistas de um processo, interrompendo uma deliberação para um exame mais acurado. O prazo fixado em 2006 era de dez dias. Em decisão posterior, o Supremo definiu que seus ministros teriam um prazo de vinte dias. Mas essa decisão não costuma ser cumprida de forma rígida.

Há casos em que um ministro faz um pedido de vistas e interrompe um processo por meses e anos. Muitas vezes, o caso só volta ao plenário quando o juiz que interrompeu a votação se aposenta. Pode nunca voltar. “Mas não estamos falando de uma decisão individual, mas de uma mudança que interessa a todo país,” afirma o advogado Aldo Arantes, que representa a OAB no caso. “Estamos falando de uma decisão que afeta 200 milhões de brasileiros.”

 

brasil247

Pesquisa diz que 93% estão insatisfeitos com SUS e saúde privada

SAUDEPesquisa realizada pelo instituto Data folha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que 93% dos eleitores brasileiros avaliam os serviços público e privado de saúde como péssimos, ruins ou regulares. Entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 87% dos entrevistados declararam insatisfação com os serviços oferecidos.

Na pesquisa, foi pedido aos entrevistados que dessem notas de zero a dez para a saúde no Brasil e para o SUS. O estudo considera ruins ou péssimas as notas de zero a quatro. De cinco a sete, a avaliação é considerada regular.

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O Datafolha ouviu 2.418 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 3 e 10 de junho deste ano. A pesquisa foi realizada em todas as cinco regiões do país.

O levantamento apontou que nos últimos dois anos, 92% da população brasileira buscou atendimento no SUS e 89% da população conseguiu ser atendida pelo sistema público.

De acordo com o levantamento, 57% dos eleitores brasileiros consideram que a saúde deveria ser tema prioritário para o governo federal. Em seguida estão a educação (18%) e o combate à corrupção (8%).

Para o presidente do CFM, Roberto D’ávila, a pesquisa mostra a “insatisfação da população”. D’ávila disse ainda que não se pode tratar a saúde como “bem de consumo”.

“A situação é extremamente grave. Mas toda vez que nós falamos, sempre é levantada a possibilidade de um viés corporativo. A pesquisa mostra a insatisfação da população”, afirmou o presidente do CFM.

“Saúde é um dever do Estado e um direito da população. A saúde não é um bem de consumo. É um bem público”, concluiu.

Tempo de espera no SUS
Outro ponto destacado pelos entrevistados foi o tempo de espera para o atendimento no SUS. Das pessoas ouvidas, 725 (30%) disseram estar esperando a marcação ou realização de algum serviço no Sistema Único de Saúde ou disseram que tê alguém da família nessa situação.

Destes 725, 24% disseram que estão na fila de espera há até um mês; 47% disseram aguardar o atendimento há entre um e seis meses; e 29% dizem que aguardam na fila do SUS há mais de seis meses – algo em torno de 210 pessoas.

Segundo a pesquisa, as maiores taxas de pessoas que aguardam na fila do SUS estão entre as mulheres de 25 a 55 anos, de classes sociais mais baixas, residentes em regiões metropolitanas e no Sudeste do Brasil.

Serviços do SUS
Entre os serviços oferecidos pelo SUS e considerados de difícil acesso, 33% dos entrevistados consideram o acesso às cirurgias “muito difícil”. Em seguida, estão procedimentos específicos como quimioterapia e hemodiálise (23%), o serviço de atendimento em casa – conhecido como “home care” (21%) e internações hospitalares (20%).

Já os serviços considerados de mais fácil acesso são a distribuição de remédios gratuitos pela rede pública – 53% consideram fácil – e o atendimento em postos de saúde (47%).

Para os entrevistados que disseram ter utilizado algum serviço do SUS, 26% consideram a qualidade do atendimento como ruim ou péssimo; 44% avaliam como regular; e 30% considera a qualidade boa ou excelente

G1 

Caos na saúde pública atinge a rede privada; Unimed entra na mira dos internautas

hospital-unimed-jpOs problemas relacionados à saúde no Brasil não atinge só a rede pública, mas a privada também. Em aproximadamente um mês, o ClickPB já publicou mais de cinco matérias de internautas denunciando problemas com relação atendimento/serviço prestado no Hospital da Unimed, em João pessoa/PB.

Após a publicação de ontem de Dois vídeos do Facebook postado no último dia 6 causou a revolta de vários usuários do Plano de Saúde em toda Paraíba. Nas imagens uma paciente acabou desmaiando após aguardar por atendimento no Hospital da Unimed.  Já o outro vídeo é o depoimento de uma jovem que afirma estar aguardando o resultado de um exame há várias horas.

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Outros internautas externaram sua insatisfação com o serviço oferecido pela unidade Hospitalar através dos comentários na publicação na página oficial do portal no Facebook. Veja:

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clickpb

Caminhão do PAC2 de Prefeitura de Alagoinha é usado em obra privada

caminhãoO que estaria um caminho do programa PAC2 da Prefeitura de Alagoinhas (distante 89 quilômetros de João Pessoa) descarregando telhas numa construção na praia de Cabo Branco? Essa era a pergunta que os moradores da rua José Ramalho Brunet faziam na manhã deste domingo (dia 13), assistindo a cena, com indignação.
Ainda mais afrontoso foi descobrir que o material estava sendo descarregado numa obra privada, o Litoral Gold Flat, em construção. Os moradores tentaram entrar emcontato com a prefeita do município, a senhora Alcione Maracajá de Morais Beltrão (PHS), mas seu celular estava fora do ar. O que seria previsível…

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Afinal, domingo é dia de descanso. Para alguns. Talvez a prefeita Alcione, mas não para o motorista e os funcionários que estavam descarregando o caminhão. Nem para o erário, que estava bancando a operação, certamente pagando o combustível e a hora extra dos funcionários. Será que é pra isso que serve mesmo o PAC2?
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (portal.mda.gov.br/portal/institucional/pac2/) , responsável pela operacionalização do PAC2 equipamentos, as ações “incluem dotar as administrações municipais de meios para abertura, recuperação, readequação e conservação de estradas vicinais na zona rural de municípios com predominância de agricultores familiares e para mitigação dos efeitos da seca nas regiões do semiárido.”
Não era exatamente o que o caminhão de placas OXD-3868, pertencendo à Prefeiturade Alagoinha, conforme atesta o site do Detran-PB.
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portalbrejonews

Afinal, escola privada pode mesmo recusar matrícula de aluno com deficiência?

escolaA recente divulgação de decisão da 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, autorizando a recusa por parte de um estabelecimento de ensino privado a matricular aluno com síndrome de Down reacendeu entre familiares de crianças com deficiência, mais uma vez, a dúvida sobre o direito das escolas privadas em recusar a matrícula destes alunos pela alegação de não possuir infraestrutura adequada e de que o direito constitucional competiria apenas às escolas públicas.

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Afinal, pela legislação vigente, uma escola privada pode mesmo recusar a matrícula de alunos com deficiência?

Simples e objetivamente, a resposta é não. Além disso, a prática caracteriza infração à lei, punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, de acordo com o art. 8º da Lei 7.853/1989.

Outros dispositivos legais também orientam os sistemas de ensino, incluindo aí as escolas privadas, que nada mais são que concessionárias de serviços públicos (portanto subordinadas aos mesmos princípios legais), a não impedir o acesso dos alunos sob alegação de deficiência, conforme preconiza o art. 24º da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada com força de emenda constitucional através do Dec. 6.949/2009.

Do ponto de vista legal, portanto, tal decisão não tem amparo. Diante disso, familiares ainda podem perguntar-se: mas então por que a decisão em questão beneficiou o estabelecimento de ensino e não a família?

É possível que por uma questão de instrução processual. Provavelmente por envolver uma situação sobre dano moral, pois o voto do desembargador Urbano Ruiz menciona que “a autora não foi exposta a situação vexatória, não ostentando discriminação ou preconceito”. Ora, tendo em vista que o art. 24º da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, já agregada ao texto constitucional, declara que “os Estados Partes assegurarão que: a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência (…)” e que o sistema educacional geral diz respeito tanto às escolas públicas quanto aos estabelecimentos privados, pode-se concluir que a decisão em questão, do ponto de vista constitucional, é amplamente questionável, sendo que o próprio STF já reconheceu o efeito de aplicação imediata da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Se isto não é o suficiente para caracterizar uma situação de discriminação, então o que mais seria necessário? Que a família fosse enxotada do ambiente educacional? E então, o que deve fazer uma família ao deparar-se com situações semelhantes?

Deve buscar imediatamente a garantia de seus direitos e o direito à educação é um dos direitos fundamentais sociais. De acordo com o Centro de Apoio Operacional Cível do Ministério Público de São Paulo: “o Ministério Público pode e deve ser o órgão articulador para garantir ao cidadão, em especial a crianças e adolescentes, o direito à educação de qualidade, pois é instituição autônoma, independente e defensora da ordem jurídica, dos interesses sociais, difusos e coletivos, conforme dispõe a Constituição Federal.” O cidadão, portanto, pode e deve procurar o apoio do Ministério Público em sua cidade.

Como não fosse suficiente, tramita no Congresso projeto de lei que criminaliza a prática da psicofobia, que prevê punição para condutas de preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência e transtornos mentais. Não é indispensável que a matéria seja aprovada para que condutas discriminatórias sejam punidas, mas demonstra que a preocupação com situações dessa ordem estão presentes no debate político, haja vista que crianças em um leque muito grande de diagnósticos vêm passando pela mesma situação. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) vem atuando fortemente em prol do PL 236/2012.

Sobre a decisão da 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, cabe ainda lembrar que se trata de uma ação individual sem efeito jurisprudencial sobre outras ações. À decisão também pode ainda caber recurso às instâncias superiores pelas partes, sem mencionar que, por tratar-se de direito à educação envolvendo crianças, o Ministério Público igualmente pode recorrer.

Destaque lamentável também para a terminologia utilizada na divulgação da informação. Além do título que induz a conclusões precipitadas – “Escola privada pode recusar matrícula de aluno deficiente” – o conteúdo ainda fala de criança que “sofre” de síndrome de Down. Na verdade, ninguém “sofre” de síndrome de Down, apenas a tem ou não tem, nasceu ou não nasceu com a síndrome. O uso equivocado da terminologia é também uma maneira de desinformar que deve ser evitado em respeito à dignidade das pessoas e à forma como elas preferem ser denominadas.

 

Por: Lucio Carvalho

Inaugurado primeiro complexo prisional do Brasil construído pela iniciativa privada

 

penitenciariasOKPrimeiro presídio privado construído no Brasil

O primeiro complexo prisional do país construído e administrado pela iniciativa privada foi inaugurado nessa sexta-feira, 18, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O novo modelo de gestão é baseado no sistema prisional inglês e o consórcio não poderá lucrar com o trabalho dos presos.

Foram três meses somente para elaborar o projeto, com apoio de consultorias nacionais e internacionais. Apenas um pavilhão do Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP) ficou pronto e outros quatro serão construídos.

Na terça, 15, o Comando de Operações Especiais fez uma simulação no prédio, que tem duas portarias de acesso: uma de identificação e outra para revista, com pórtico com detector de metais. As áreas de serviço e administração são separadas das galerias e tudo que entrar e sair do presídio passará por raio X. Há banheiros para pessoas com necessidades especiais e oito salas de aula. As portas serão abertas e fechadas a distancia, a partir da sala de monitoramento.

penitenciario                 Instalações modernas no complexo penitenciário

Os investimentos privados na infraestrutura da unidade serão de R$ 280 milhões. As despesas para o estado só começarão quando os presos já estiverem ocupando o espaço. Das 3.040 vagas, 608 serão ocupadas ainda este mês. Outros dois pavilhões devem ficar prontos neste semestre e dois até o fim do ano.

O CPPP será apenas para presos do sexo masculino, condenados em regimes fechado (1.824 vagas) e semiaberto (1.216). Alimentação, segurança das muralhas e uniformes também ficam por conta do consórcio, cabendo ao estado a fiscalização dos serviços.

O presídio terá 1.240 câmeras de segurança, além de sensores de presença e de calor, que acionam alarmes, bem como comandos eletrônicos para abrir e fechar grades das celas, além de comando de voz para acordar os presos.

penitenciário                  Um dos pavilhões do moderno complexo penitenciário

Para impedir a escavação de túneis para fugas, o piso das celas terá 18cm de concreto, uma chapa de aço de meia polegada e mais 11cm de concreto. Vasos sanitários e bebedouros foram projetados para que os presos não consigam esconder drogas ou outros materiais ilícitos neles. Se o detento põe algo dentro do vaso, o material é automaticamente descartado.

Os presos começarão a ser transferidos para a nova unidade depois da inauguração, oriundos de presídios da Grande BH e tidos como aptos para trabalhar e estudar. Apenas os não perigosos. Oito empresas estão interessadas em instalar galpões de trabalho no CPPP, como fábricas de móveis, calçados, refrigerantes e confecção de uniformes. (Com informações da internet).

Penitenciária - Parceria Público Privada (PPP).<br /><br />Crédito: Carlos Alberto/Imprensa MG<br />Data: 14-01-2013<br />Local: Ribeirão das Neves               Consultório odontológico do complexo penitenciário


Fotos: Carlos Alberto / Imprensa MG

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