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Smartphones usados em excesso prejudicam crianças, revela pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Agência de Esportes do Japão descobriu que a força física e a capacidade atlética das crianças sofreram queda. A agência disse que isso se deve em parte ao uso de smartphones.

O estudo, realizado anualmente no Japão, verifica as atividades físicas, tais como corridas e lançamentos de bolas, assim como o estilo de vida das crianças. A pesquisa deste ano cobriu mais de 2,1 milhões de estudantes do quinto ano do curso primário e do segundo ano do curso ginasial.

A média nacional da capacidade física teve queda em comparação ao ano passado, tanto no caso dos meninos como das meninas. A média dos meninos do quinto ano caiu para o nível mais baixo desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2008.

O estudo descobriu que as crianças, especialmente os meninos do curso primário, passam mais tempo assistindo à televisão ou utilizando smartphones.

O tempo médio que os estudantes do curso ginasial passam praticando atividades atléticas caiu em mais de 90 minutos por semana.

 

Agência Brasil

 

 

Ginecologista aponta os hábitos que prejudicam a saúde íntima no Verão

O verão é a época em que as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima. Os fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase”, explica a médica.

Para evitar os problemas, a ginecologista alerta que o principal erro está nos hábitos mais simples. “O biquíni molhado, por exemplo, é o principal vilão da vagina no verão. As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia.”, ressalta.

O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. “Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo”, completa Dra. Erica.

Cuidados simples fazem com que o verão seja mais proveitoso e sem desagrados. O sabonete íntimo é indicado para o uso sem exageros. “Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica”, conclui.

Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual  Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br

Redes Sociais:

Instagram: @ericamantelli

https://www.instagram.com/ericamantelli/

Mariana Durante

 

 

Ginecologista aponta os hábitos que prejudicam a saúde íntima na estação mais quente do ano

O verão é a época em que as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima. Os fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase”, explica a médica.

Para evitar os problemas, a ginecologista alerta que o principal erro está nos hábitos mais simples. “O biquíni molhado, por exemplo, é o principal vilão da vagina no verão. As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia.”, ressalta.

 

O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. “Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo”, completa Dra. Erica.

Cuidados simples fazem com que o verão seja mais proveitoso e sem desagrados. O sabonete íntimo é indicado para o uso sem exageros. “Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica”, conclui.

Dra. Erica Mantelli

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra. Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).

Assessoria de Comunicação & Marketing

 

10 pegadinhas (sem graça) que prejudicam o investidor e como escapar delas

economiaVocê fez o orçamento, cortou despesas, diminuiu dívidas e, finalmente, conseguiu economizar um pouco. A próxima fase tem um novo desafio: ser um bom investidor.

Um dos principais erros é não pesquisar quais os melhores destinos para seu dinheiro, segundo Paulo Figueiredo, diretor de Operações da assessoria de investimentos FN Capital. Antes de comprar um carro ou casa as pessoas costumam se informar e fazer comparações, diz ele. “Mas, na hora de investir, normalmente deixam tudo na mão do gerente do banco.”

O problema é que o gerente nem sempre é a pessoa mais indicada, já que ele é um funcionário do banco que precisa bater metas, e não necessariamente vai indicar o melhor produto para o cliente, diz Figueiredo. Ele listou os dez erros que mais atrapalham na hora de investir. Confira.

1) Não saber qual será o destino do dinheiro

Getty Images/iStockphoto

Antes de investir, é preciso saber para que aquele dinheiro será usado no futuro: será para aposentadoria, para reserva de emergência, para comprar um carro, para a escola das crianças? Essa resposta é necessária para saber em que tipo de aplicação o dinheiro deve ser colocado. O dinheiro de uma reserva de emergência, por exemplo, não pode ficar em um investimento que proíba o saque por um período de tempo, pois precisa estar disponível imediatamente.

2) Não pesquisar

Getty Images

O investidor deve se informar sobre os vários investimentos possíveis para seu dinheiro e também pesquisar as condições oferecidas por mais de um banco ou corretora. É preciso comparar as taxas de remuneração e taxas de administração em diversas instituições.

3) Só procurar os grandes bancos

Divulgação/JamesEdition

Muitos investidores procuram apenas os grandes bancos para aplicar seu dinheiro, seja por achar que as instituições menores não têm garantia, ou por acreditar que terão retorno melhor nas grandes instituições.

Segundo Figueiredo, corretoras, assessorias de investimento e gestoras normalmente conseguem negociar taxas de retorno maiores. “É comum um banco de menor porte oferecer taxas de retorno de até 140% do CDI, enquanto os grandes bancos dificilmente chegam a 100% do CDI”, diz. Isso acontece porque as instituições menores têm menos facilidade de obter dinheiro para se financiar, então remuneram melhor quem empresta para elas.

Mas é seguro investir nelas? Produtos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como a poupança, o CDB e a LCI, têm a mesma garantia tanto para a instituição financeira grande quanto para a pequena. Em caso de quebra da instituição, o FGC reembolsa os prejuízos até um limite de R$ 250 mil, por CPF, por instituição financeira.

4) Achar que título de capitalização é investimento

Pedro Mrmestre/AFP

“O investidor precisa saber que o título de capitalização funciona como uma loteria, na qual a pessoa participa de um sorteio que pode lhe dar um bom dinheiro”, diz Figueiredo. Se não for sorteado, o rendimento do título é bem inferior ao da poupança –que tem rendido menos que a inflação.

5) Acreditar que só a poupança é segura

Thinkstock

A poupança tem a garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa garantia é a mesma de diversos tipos de investimentos, tais comoCDB, LCI e LCA, que são alternativas mais rentáveis que a poupança. “Em termos de segurança, o Tesouro Direto é ainda mais seguro, pois quem garante é o próprio governo federal. Se o governo tiver problemas para honrar seus títulos, provavelmente os bancos estarão numa situação pior ainda”, diz.

6) Não diversificar seus investimentos

iStock

Os investimentos devem ser direcionados de acordo com o perfil do investidor e também de acordo com o objetivo da aplicação. Quem tem pouco dinheiro precisa juntar uma quantia suficiente para poder diversificar seus investimentos, mas Figueiredo diz que a partir de R$ 40 mil já é possível fazer isso. “É possível escolher entre CDBLCITesouro Direto, dependendo do perfil colocar uma parte em um fundo variável, tudo para melhorar a rentabilidade”, diz.

7) Não saber quais os custos da aplicação

id-work/iStock

Não saber qual é a taxa de administração do fundo, não saber se o plano de previdência tem taxa de carregamento, não saber se vai pagar Imposto de Renda ou se é isento. Muitas vezes o investidor está apenas interessado na rentabilidade bruta da aplicação, mas esquece (ou não é informado) que esses custos podem comprometer seu ganho no fim das contas.

8) Achar que desempenho passado é garantia

Thinkstock

Não é porque uma aplicação teve um bom desempenho no passado que irá repetir isso no futuro. A rentabilidade da aplicação vai depender de fatores como a condição da economia e os custos do investimento. “Além de se informar sobre o passado, o investidor precisa perguntar qual é a rentabilidade média projetada para o futuro”, diz.

9) Investir em previdência privada sem conhecer bem

Getty Images

A previdência privada pode ser um bom investimento para o futuro, mas é preciso ficar atento. Há a modalidade que beneficia quem declara Imposto de Renda pelo modelo completo (PGBL), há a que serve para quem declara pelo simplificado. A previdência também tem dois modelos de tributação e pode ter várias taxas. É um investimento de longo prazo, mas às vezes é oferecida para pessoas que vão precisar do dinheiro em pouco tempo. Fique atento.

10) Concentrar todo o dinheiro em um único lugar

Getty Images/iStockphoto

A garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira. Se um investidor tiver R$ 500 mil numa instituição que tiver um problema, por exemplo, só será indenizado em R$ 250 mil e perderá o restante. Nesse caso, o melhor seria ele ter dividido os recursos, deixando R$ 250 mil numa instituição e o restante, em outra. Portanto, vale diversificar não só os investimentos, mas a própria instituição.

Uol

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5 erros que você comete logo pela manhã que prejudicam a sua saúde

acordarQuanta importância você dá a forma como você começa o seu dia e aos seus hábitos matinais? Você acorda e simplesmente faz tudo correndo ou procura dedicar um bom tempo para atividades como tomar banho, trocar de roupa e tomar um bom café da manhã?

Pode ser até que isso não pareça tão relevante assim, entretanto, o que fazemos logo depois de acordarmos e a que submetemos o nosso corpo, exerce bastante influência sobre a nossa saúde. É justamente por isso que devemos prestar atenção para não cometermos certos erros que possam nos prejudicar mais tarde.

E que tipos de erros são esses? É isso o que você confere na lista a seguir:

Erro 1: Você acorda correndo

Acorda correndoO despertador não tocou ou você ativou o modo soneca e dormiu mais do que devia. Já atrasado, pulou na cama como um foguete, correu até o banheiro e a cozinha, e em poucos minutos saiu de casa rumo ao primeiro compromisso do dia.

Está certo que quando a gente se atrasa, o desespero bate e não dá para fazer as coisas com tranquilidade. No entanto, além do risco de nem mesmo a pressa fazer com que o tempo perdido seja recuperado, toda essa correria não é nada benéfica para o seu corpo.

É que como explica o especialista em quiroprática e sono, Robert D. Oexman, ao fazer isso, você exige muito dos músculos das costas, que ainda estão rígidos, depois de uma noite de descanso. Quando movidos com muita rapidez, você corre o risco de sofrer com dores nas costas, hérnia ou ruptura de disco.

Outro problema de se levantar da cama subitamente, é que quando ficamos de pé, após estarmos deitados por muito tempo, o sangue corre até as pernas. Isso nos dá uma sensação de vertigem e nos coloca em risco de tropeçar. Segundo o cirurgião ortopedista e porta-voz da Academia Americana dos Cirurgiões Ortopedistas, Alan Hilibrand, esse efeito recebe o nome de hipotensão ortostática e acontece principalmente com mulheres.

Dica: Para evitar que isso aconteça, a dica do Dr. Oexman é apertar os joelhos contra o peito, um de cada vez e depois os dois juntos, antes de tomar banho. Isso não somente aquecerá os músculos como também fará com que o sangue flua pelo corpo, de modo que você tenha maior estabilidade ao levantar.

E por mais que isso pareça que você vai se atrasar ainda mais ou perder tempo, vale lembrar que tropeçar por conta de uma vertigem ou passar o dia com dor nas costas não contribui muito para a produtividade. Por isso, o ideal é colocar o alarme para despertar um pouquinho mais cedo e dar tempo para cuidar melhor do corpo.

Erro 2: Você mantém o quarto escuro enquanto se arruma

acorda no escuroNa hora de dormir, um quarto escuro, com as luzes apagadas e as cortinas e janelas fechadas é excelente, já que ajuda a pegar no sono com maior facilidade. Porém, assim que o momento de acordar chega, o ideal é abrir as janelas.

Dica: Para começar o dia bem alerta, abra bem todas as janelas e cortinas do quarto, assim que você trocar de roupa ou vestir um roupão, e permita que a luz natural do sol invada o ambiente.

Fazer isso não somente colabora com a regulação do relógio biológico, alertando-o que as horas de sono já acabaram e é hora de se colocar na ativa, como também ajuda a começar o dia com um bom humor.

Além disso, se expor aos raios solares logo de manhã ainda colabora com o controle do peso, de acordo com uma pesquisa feita pela Escola de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

Erro 3: Você não reserva tempo para relaxar de manhã

meditar de manhãAcordar. Tomar um banho cronometrado. Vestir a roupa rapidamente. Tomar um café mais rápido ainda. Tirar o carro ou ir ao ponto de ônibus ou a estação de metrô. Chegar ao serviço e começar a trabalhar sem parar até a hora do almoço.

Desde que acordou você não parou por um minuto e nem ao menos teve um tempo para si mesmo, para relaxar e descansar a mente e iniciar o dia com a cabeça boa. Então, quando é por volta do meio-dia, você está exausto e estressado e não vê a hora de partir para o almoço.

Isso provavelmente não teria acontecido se você tivesse parado por um tempinho para relaxar antes de ir para o trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, mostrou que os profissionais que começavam o expediente com a mente em um estado positivo, eram menos afetados por interações negativas com os colegas de trabalho e tinham o humor aumentado de maneira mais intensa quando algo de bom ocorria do que se tivessem começado o dia mal-humorado.

Dica: Antes de se jogar no trabalho, reserve um tempo para si. Converse com os parentes no café da manhã, ligue para um amigo apenas para jogar conversa fora e rir um pouco, escuta uma música no trajeto até o serviço ou guarde uns minutinhos para meditar. Apenas descubra o que relaxa a sua cabeça e te deixa com a mente positiva e comece o seu dia da melhor maneira possível.

Erro 4: Você usa o modo soneca

modo soneca
Você precisa levantar às 7h em ponto, porém, em vez de colocar o alarme para esse horário, você arruma para 6h47. Assim, dá para ativar o modo soneca e dormir por mais uns 10 minutinhos e dar aquela enroladinha básica entre os lençóis por mais três minutos.

Entretanto, esse costume de acordar e tirar mais um cochilo não faz muito bem para a qualidade do sono. É que ele tira o seu corpo do cronograma ao qual ele está habituado e pode fazer com que pegar no sono mais tarde seja difícil.

Dica: Simplesmente esqueça que o modo soneca existe. Levante da cama assim que o despertador tocar e aproveite esses minutinhos a mais para se preparar para sair com mais tranquilidade.

Erro 5: Você não come de manhã e malha logo cedo

Aeróbico de manhãQuando a gente acorda, depois de ter passado uma noite inteira sem comer e oferecer nutrientes e energia ao organismo, é preciso
se reabastecer. Tanto que a recomendação é tomar café 30 minutos após levantar, para impulsionar o seu metabolismo.

E isso vale especialmente para aqueles que gostam de fazer exercícios físicos logo pela manhã. Não dá para pular o café da manhã e ir direto para a academia. Especialmente porque é fundamental repor as energias para malhar, depois de ter ficado tanto tempo sem comer, tendo em vista que elas serão utilizadas durante o treinamento.

Dica: Você não precisa se empaturrar de tanto comer logo depois acorda. Mas é importante oferecer ao organismo as energias que ele necessita para as atividades que estão por vir. Assim, não saia de casa sem beber água e ter um café da manhã saudável, que te deixe saciado. Uma boa opção é optar por frutas e cereais.

mundoboaforma

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Brigas entre os pais prejudicam vínculo com os filhos

As consequências de brigas entre pais e mães respingam no relacionamento deles com seus filhos. É o que aponta uma nova pesquisa americana conduzida na Universidade Metodista do Sul (SMU), em Dalas.

De acordo com a autora do estudo, a professora assistente de psicologia na SMU Chrystyna D. Kouros, o estudo mostra que a qualidade da união do casal impacta o vínculo dos pais com os filhos.

Thinkstock/Getty Images

Estudo mostra que quando os pais têm conflitos no casamento, simultaneamente, as relações com as crianças ficam mais tensas

Os pesquisadores analisaram 203 famílias que preencheram questionários diários por 15 dias. Pais e mães classificavam a qualidade do relacionamento entre eles e também da relação com os filhos. Os relatórios mostraram que quando os pais admitiam conflitos no casamento, simultaneamente, mencionavam tensão nas relações com as crianças.

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Pai x mãe

Apesar do estudo determinar que os relacionamentos de uma maneira geral sofrem com as brigas, os pais são os que mais deixam esses conflitos interferir nas relações com os filhos. Segundo, as mulheres parecem ter uma melhor habilidade de separar as esferas da vida cotidiana e, no dia seguinte às brigas, já estabelecem novamente uma boa relação com os filhos. Enquanto os homens prolongam um pouco mais a situação.

“A qualidade ruim de um casamento parece ser até mesmo uma chance de melhorar o relacionamento das mães com seus filhos. No dia do conflito, as relações ficam comprometidas, mas, no dia seguinte, elas conseguem melhorar o relacionamento com as crianças”, afirma Chrystyna em comunicado da universidade.

“Isso não acontece com os pais que, mesmo depois de um dia, continuam se relacionando com as crianças de forma mais tensa”, completa a pesquisadora.

 

iG

Absorventes diários beneficiam ou prejudicam a saúde feminina?

ProtectoresO uso de absorventes diários é cada vez mais popular entre as mulheres. Com a intenção de manter a roupa íntima seca e livre de fluídos ou umidade, assim como também evitar possíveis odores e ter maior sensação de limpeza.

Porém, eles realmente nos ajudam? Ou nos prejudicam? Nesse artigo tiraremos essas dúvidas e daremos conselhos para manter a região íntima saudável e livre de infecções incômodas.

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Da mesma maneira que encontramos no mercado a cada dia novas marcas e formas adaptáveis aos diferentes estilos de roupa íntima, também pode-se escutar que não são tão benéficos quanto as propagandas dizem.

Existem certos requisitos para que a região íntima fique em seu melhor estado, sem sofrer com infecções que vão desde um ardor e irritação até interferir em sua rotina diária, autoestima e, inclusive, afetar a intimidade com seu parceiro.

Devemos ter em mente que se não é possível deixar de usar os absorventes, existem tipos que podem ajudar a evitar danos posteriores.

Conselhos para uma região íntima saudável

Cada mulher é diferente, o que beneficia algumas pode prejudicar as outras e vice-versa. Como medidas gerais podemos dizer que:

Em primeiro lugar antes de comprar se assegure de que sejam respiráveis, sem camada plástica e mais porosa. Lembrando que a zona genital precisa estar arejada caso contrário a umidade permanece no local, predispondo a infecções.

Deve-se trocá-los várias vezes ao dia, a cada 4 a 6 horas quando muito, e é certo lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro e ao manipular toalhas higiênicas.

Outras dicas para evitar as infecções seriam:

  1. Não se depilar por completo, já que os pelos púbicos protegem a zona íntima
  2. Uma boa higiene também é importante, principalmente nos dias da menstruação
  3. Evitar usar sabonetes, já que esses podem alterar o pH vaginal. Sabões neutros ou aqueles que são vendidos especialmente para a zona íntima são variados, e oferecem uma boa higiene íntima; os melhores são os de pH ácido que mantém a região limpa e protegida.
  4. Utilizar roupa íntima de algodão, que permite a ventilação correta da zona íntima
  5. Evitar usar calças muito apertadas por muito tempo, porque podem aumentar a temperatura e umidade da zona íntima, ambiente propício para germes oportunistas.
  6. Não utilizar roupa de material sintético
  7. Dormir com roupa folgada e de preferência sem a roupa íntima.
  8. Evitar ficar sentada durante longos períodos
  9. Não usar desodorantes íntimos, as fragrâncias só disfarçam os odores e podem produzir irritação
  10. A região deve se manter a mais seca possível

Fatores que predispõe a infecções

O uso prolongado de antibióticos, a gravidez e diabetes são fatores que predispõem a infecções. Se estiver dentro de algum desses grupos tenha um cuidado maior.

Atenção se apresentar estes sintomas:

  • Aumento da consistência e quantidade do fluído vaginal
  • Mudança na cor da secreção
  • Odor desagradável
  • Dor e ardência ao urinar
  • Dor ao ter relações sexuais

Evitar a automedicação

A maioria das mulheres não faz uma consulta com o ginecologista, seja por medo ou vergonha, enquanto os agentes que causam a infecção se fortalecem e se tornam mais difícil se desfazer deles.

Diante da suspeita de uma infecção vaginal evita se automedicar e procura um médico, pois se for tratada a tempo será com medidas simples. Ao se automedicar só estará piorando a situação.

É de grande importância que o médico escolha o remédio indicado para cada situação em especial. Em caso de aparecer algum sintoma suspeito de infecção vaginal interrompa o uso de absorventes diários.

Uma infecção vaginal mal tratada pode causar problemas nas vias urinárias como infecções severas e perigosas para nossa saúde.

Especialistas afirmam que a maioria das mulheres alguma vez sofreu ou sofrerá de alguma infecção vaginal. Neste caso, melhor prevenir que remediar.

 

 

melhorcomsaude

Entraves políticos e falta de integração prejudicam aplicação do ECA

 

CriançasCom a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, o conceito de Sistema de Garantia de Direitos (SGD) foi estabelecido como essencial para efetivação de políticas de proteção integral a crianças e adolescentes. Porém, esse cenário parece algo ainda distante da prática quando falamos das redes de atendimento que compõem os Conselhos dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CDCA).

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Englobando uma variedade de órgãos governamentais e da sociedade civil que devem garantir os direitos fundamentais da criança e do adolescente previstos no ECA, o SGD tem como principal desafio a integração e a desfragmentação do atendimento, ou seja, encontrar uma forma de trabalhar efetivamente em conjunto. Isso afirma o diretor executivo da consultoria Prattein, Fábio Ribas, consultor em educação e desenvolvimento social. “O SGD tem como grande desafio desdobrar esse fluxo de forma articulada e integrada. Atualmente, é um pouco parecido com o conceito de rede de atendimento, ou seja, não tem uma instância com a função única e exclusiva de coordenação”.

Para ele, o que mais atrapalha são os entraves políticos. “Existe essa situação onde há disputas ideológicas ou de interesses particulares ou corporativistas de grupos, setores, ou partidos, que mais enxergam as diferenças do que as convergências”, denuncia. “O que está em questão é oferecer o que está garantido pelo marco legal de direitos. A necessidade da integração já está previsto no ECA, mas nós somos um país que tem muita lei, muita coisa bonita escrita, só que na verdade não acontece na prática e isso é histórico no Brasil”.

A presidente do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (CMDCA-SP), Solanje Agda da Cruz, também expõe a falta de prática no município. “As políticas são criadas, mas não são efetivadas, igual ao Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo hoje não tem um plano de política municipal para a infância e juventude que funcione”.

A falta de uma efetiva articulação na rede faz com que o processo se delongue tanto que acaba falhando na possibilidade de rapidamente apoiar a criança ou o adolescente devidamente. “É complexa a ideia do sistema integrado, são instâncias diferentes”, pontua Ribas. “Sem articulação, o que acontece muito é que o Sistema Único de Assistência Social (Suas) ou a polícia façam a investigação de um caso, por exemplo, e enviem ao Ministério Público, que por sua vez deve receber e enviar ao Judiciário. Só aí já vai um processo que demora muito, e nesse caso a violência pode voltar a acontecer antes mesmo de o caso ser julgado”.

Ele acredita que é preciso uma integração operacional efetiva entre os atores, baseando-se em experiências locais pelo Brasil das quais participou. “Num mesmo espaço, existia alguém da segurança e do judiciário em contato com o conselho tutelar. Detectado um ato infracional, foi feito um inquérito e rapidamente a assistência social foi chamada para abordar a família e explicar o caso”, diz. “Todos no mesmo espaço agiliza o processo. Quando muitas vezes ele pode durar mais de um ano, ali levaria dois meses. Se não for assim, não tem efetividade”.

Cruz concorda que é preciso articular e integrar as instâncias do processo. “A rede deve juntar todo mundo e hoje não há ninguém responsável, não existe rede de atendimento que converse entre si e que funcione”. Um dos sintomas dessa desarticulação é o descompromisso dos atores do SGD. “Há uma certa fragmentação, se cada ator desse sistema estiver olhando só para o próprio umbigo, a tendência é que o Sistema fique mais complexo e fracasse, com os atores cada vez mais individualizados”, explica o consultor em educação e desenvolvimento social.

Falta recursos

Falta de quadros, falta de equipe, falta de vontade. “A maioria dos bairros precisam de tudo, saneamento básico, escolas, saúde, áreas de lazer, creches”, garante a presidente do CMDCA. “Precisamos de mais serviços e recursos, tanto eu quanto outros acabamos por assumir mais de uma função, quando deveríamos focar na deliberação e nos encaminhamentos”.

A falta de contratação, a pouca capacitação e precária priorização de assuntos relacionados aos direitos das crianças e adolescentes, além da alta rotatividade de pessoas, da burocratização e do acúmulo de casos e processos, são todos preocupantes. “Num país onde se discute a falta de médicos, como se discute atualmente em cidades do interior, imagino que também há uma certa restrição e falta de quadros e recursos para proteção de crianças e adolescentes”, diz Solanje.

Integração

No último dia 12 de junho, como medidas imediatas, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) anunciou o fortalecimento de 500 conselhos tutelares das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Outra solução oferecida foi a de instalar coordenadorias de direitos da infância e juventude. “A coordenadoria da Criança e Adolescente vai facilitar o serviço de atendimento, vai cuidar mais dos procedimentos, encaminhamentos e processos burocráticos. Dessa forma, conseguiremos organizar a rede para que os outros órgãos de atendimento fiquem focados somente na deliberação dos casos”, observa Cruz.

Além da valorização da ação intersetorial, Ribas acredita que é preciso competência institucional e vontade dos CDCA em se assumirem como principais agentes organizadores e articuladores. “Nos conselhos é que estão representadas boa parte desse sistema, é preciso que valorize a gestão integrada que entende que as ações precisam se somar e não ficar cada um dentro de uma caixinha”.

A presidente do CMDCA propõe encontros presenciais da rede, usando como parâmetro a realidade de São Paulo. “Essa cidade é enorme, tem complexidades maiores ainda e os bairros precisam ser diagnosticados primeiro, para depois fortalecer essa rede e garantir que os órgãos se reúnam pelo menos uma vez por mês com representantes de cada Secretaria, como Saúde e Educação, e todas outras instâncias”.

Ribas afirma que é preciso primeiro conscientizar cada um dos atores, depois fazer um exercício da liderança e disposição a cumprir o que está prescrito no ECA, e isso não acontece sem integração. ”Exigiria uma alta disposição de cada instância desse sistema – educação, segurança, judiciário, saúde – de se integrar para agirem em conjunto para, só assim, conseguir o resultado efetivo”, explica.

Fonte: Rede Promenino Fundação Telefônica

Fraudes prejudicam mais de 7,7 mil em concursos públicos na PB

Mais de 7,7 mil candidatos na Paraíba estão prejudicados pela anulação de cinco concursos e a suspensão de um, com indícios de fraudes investigadas pelo Ministério Público do Estado (MPPB). Com isso, o esquema descoberto na Operação Gabarito pelo órgão teria faturado mais de R$ 427 mil nestes seis concursos, nos municípios de Princesa Isabel, Santa Luzia, Nova Floresta, Santa Cecília, Serra da Raiz e Emas.

O MPPB está investigando denúcias de fraudes em mais 56 municípios, totalizando 62, nos quais a Metta Concursos participou de processos licitatórios. Paraibanos que se preparam para concursos públicos há mais de dois anos, sentem frustração e desânimo diante da possibilidade de fraudes em provas.

Dados parciais do MPPB mostram que, até a última quinta-feira (08/08), 14 cidades já haviam recebido a recomendação do órgão para cancelar ou suspender concursos públicos nos quais a Metta Concursos e Consultoria participou do processo licitatório, mesmo que não tenha vencido. Entre junho de 2009 e fevereiro deste ano, a empresa participou de 86 licitações realizadas em 62 municípios paraibanos, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A empresa venceu 40 licitações somente na Paraíba e recebeu cerca de R$ 2,8 milhões dos cofres públicos.

Um levantamento feito pelo CORREIO constatou que sete prefeituras cancelaram e três suspenderam os certames realizados pela Metta. A anulação deve ser feita nos casos em que os concursos já foram concluídos e, a suspensão, em concursos em andamento, segundo recomendação do MP.

Os sete municípios que cancelaram os concursos públicos foram Princesa Isabel, Santa Luzia, Nova Floresta, Santa Cecília, Conceição, Serra da Raiz e Manaíra. Destes, as prefeituras de Conceição e Manaíra não souberam informar o total de candidatos inscritos. Os municípios que suspenderam concursos foram Pocinhos, Caldas Brandão e Emas. Destes, somente Emas informou o número de inscritos para o certame.

[B]Candidatos não são ressarcidos[/B]

A recomendação do MPPB também prevê a devolução do dinheiro arrecadado com as inscrições aos candidatos. No entanto, até agora, ninguém foi ressarcido. De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional (Caop) do Patrimônio Público, José Raldeck, a prefeitura deve tomar todas as medidas cabíveis para devolver o dinheiro e, caso algum candidato se sinta prejudicado, pode denunciar junto à Promotoria da cidade para que ela ajuíze ação civil pública contra a gestão municipal.

De acordo com o órgão, cada caso será analisado e caberá à Justiça se os candidatos permanecerão ou não nos cargos para os quais foram aprovados. Os municípios têm um prazo de 30 dias, a partir da data de recebimento da recomendação, para abrir nova licitação para contratar empresa que irá elaborar novo concurso público.

Correio da Paraíba

Descaso: Falta de preparo e discriminação prejudicam mulheres negras no acesso à saúde

Ser chamada de ‘macumbeira’, ficar no final da fila e ser a última a falar devido à cor da pele e da religião que segue. É essa a realidade vivida por mulheres negras cearenses, seguidoras de religiões de matriz africana, quando precisam buscar atendimento médico na rede pública de saúde. Situações que reforçam a discriminação de gênero e de raça, e a intolerância religiosa que ainda persistem no país, apesar de o Estado se declarar ‘laico’ e de tentar promover a igualdade racial.

No Ceará, estado do nordeste brasileiro, a falta de políticas para a saúde da população negra demonstra que o Plano Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), aprovado em 2006, não está sendo cumprido na prática. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, não há dentro do órgão, um setor específico que atenda as necessidades da saúde da população negra.

Na capital Fortaleza, a realidade não é muito diferente. Só para se ter uma ideia, há cerca de três meses não há nenhuma pessoa responsável dentro do setor de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde para atender a essa parcela da população, segundo também informou sua assessoria de comunicação.

Meiry Coelho, integrante do Instituto Negra do Ceará (Inegra), que integra o Conselho Municipal de Saúde, relatou a dificuldade que foi criar a Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra na cidade de Fortaleza e afirma que está enfrentando outra dificuldade para manter o órgão. “Não queriam criar a Comissão e agora também estamos brigando para mantê-la, porque não tem conselheiro”, revela.

A falta de políticas, de atenção e de preparo dos profissionais da saúde, no momento do atendimento, são sentidos pelas pacientes. “As mulheres relatam que são chamadas de macumbeira, ficam pro final da fila ou são as últimas a falar. Sofremos discriminação por causa da cor da pele”, denuncia Mãe Vilma de Jagu, integrante do Grupo de Trabalho (GT) Mulheres de Axé Saravá, iniciada na Umbanda e também no Candomblé há 12 anos.

Moradora da cidade de Caucaia, localizada na região metropolitana de Fortaleza, Vilma conta que sua própria família foi vítima de discriminação religiosa. “Logo que a gente se mudou para cá, em 2003, uma agente de saúde veio fazer uma visita domiciliar [pelo atendimento do Programa Saúde da Família]. Ela entrou por uma porta, viu a minha avó e quando saiu por outra porta, viu que aqui era um Centro de Umbanda e nunca mais voltou”, lembra.

Somente dois anos depois o caso foi denunciado no Posto de Saúde, quando Vilma usou o serviço e constataram que sua família não estava mais recebendo a visita da agente do Programa Saúde da Família. “Ouviram [o relato] por educação, só pra dizer que estão dando atenção”, critica, recordando que depois disso a única diferença foi terem a visita do Agente de Saúde que orienta na prevenção da Dengue. “Mas nós temos pessoas em casa que precisam do atendimento da Saúde da Família”, reforça.

É neste cenário de despreparo que muitas outras mulheres negras cearenses – algumas seguidoras de religiões de matriz africana -, enfrentam discriminações no acesso a saúde. “A gente se sente discriminada, a gente não é obrigada a professar a mesma fé dos outros ou a acreditar no mesmo Deus deles. O respeito às religiões é um direito constitucional e é preciso separar trabalho e religião”, desabafa.

Vilma faz parte do Mulheres de Axé Saravá, desde que o grupo surgiu no Ceará em junho do ano passado. Integrando a Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde, o GT tem o objetivo de dar apoio às mulheres negras de terreiro que sofrem discriminações, e luta pelo direito humano à saúde e pela defesa da construção de políticas públicas que promovam a igualdade racial no atendimento à saúde.

Segundo ela, o grupo trabalha a autoestima das mulheres negras de terreiro, promove discussões sobre direito de igualdade racial, além de realizar fóruns e conferências.

“Muitas dessas mulheres não querem expor essas discriminações… O trabalho com elas é bem lento e envolve o sigilo quando estamos nas reuniões. Algumas têm até timidez de assumir que é uma mulher de terreiro. Por isso o trabalho do GT tem sido importante, para que ela se sinta segura de assumir sua identidade étnica e afro-religiosa”, explica Kelma de Yemanja, coordenadora do Mulheres de Axé-Saravá.

Apesar de o GT também realizar atividades dentro dos Centros de Atenção Psicossocial, OCA terapêutica da Saúde Mental, Museu do Ceará e outros espaços, Kelma comenta que este “é um trabalho muito mais de parceria com os terreiros, pois ainda não temos apoio nem do governo municipal, nem do estadual”.

Neste próximo 27 de julho, as mulheres de Axé-Saravá estarão com um stand na Praça do Ferreira, no Centro da capital, para promover a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s/Aids) e hepatites virais, em parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde. Além do foco de atenção à saúde, o dia também será de programação cultural.

Saúde da mulher negra

Pesquisas comprovam que a população negra é mais acometida por determinadas doenças, como hipertensão arterial, anemia falciforme, diabetes mellitus, HIV/Aids, tuberculose, hanseníase, câncer de colo uterino e de mama, entre outras. “No caso da mulher negra, mais vulnerável a várias patologias pelo processo histórico de exclusão social, econômica, política e cultural a que foi submetida, cabe aos serviços de saúde garantir atendimento adequado para a redução dessa vulnerabilidade”, diz Meiry Coelho, integrante do Instituto Negra do Ceará (Inegra).

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, a hipertensão arterial começa mais cedo na população negra, e, de acordo com a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), é uma das principais causas de mortalidade materna de mulheres negras. Além disso, as negras também têm 50% a mais de chances de desenvolver diabetes do que as brancas. A anemia falciforme é a doença genética com maior incidência na população negra, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos no sangue, e apresenta alto índice de mortalidade. Mulheres com anemia falciforme apresentam maior risco de abortamento e complicações durante o parto.

Devido a essas peculiaridades, é que se faz necessário um atendimento especializado para a saúde da população negra, em especial da mulher. Mas, para Kelma de Yemanja, “a humanização da saúde ainda passa muito longe das necessidades básicas, secundárias e terciárias aqui no Ceará”.

Meiry Coelho ressalta que a falta de informação é ocasionada pela subnotificação do quesito cor, uma das principais demandas do movimento negro, nos formulários das mulheres que procuram os espaços de saúde no Ceará, fato esse que “dificulta uma análise real da saúde da mulher negra, demarcando a impossibilidade de um planejamento das ações de saúde da mulher com recorte racial e étnico”.

Para o Inegra, as deficiências no atendimento de saúde da população negra, além de reforçarem o racismo na saúde, ampliam as barreiras ao acesso e “aumentam a vulnerabilidade das mulheres negras”. “Para as mulheres negras quilombolas, a situação é mais grave, já que a única política disponível é a de saúde para a população no campo”, comenta.

Desigualdade no atendimento

Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a população negra representa 67% do público atendido pelo SUS, enquanto que a branca representa 47,2% do público total. Mesmo sendo a maioria das/os pacientes atendidos no Sistema, a saúde da população negra é constantemente negligenciada.

Apesar disso, o Relatório Anual das Desigualdades Raciais (2009-2010) demonstra que existem diferenças no tratamento de mulheres brancas e negras nos serviços de saúde, revelando que no geral, mulheres negras têm menos acesso à realização de exames relacionados à sua saúde sexual e reprodutiva do que as brancas.

Esses indicadores, que provam que mulheres brancas recebem mais benefícios do que as negras no acesso à saúde, sinalizam a presença do racismo institucional dentro dos estabelecimentos do segmento. Tamanha desigualdade no atendimento à saúde está diretamente relacionada com a mortalidade materna que acomete mais as mulheres negras. Segundo dados de 2007, a morte materna de mulheres negras foi 65,1% superior do que a das brancas.

“Por racismo institucional na saúde, compreendemos o fracasso coletivo de uma organização em prover um serviço profissional às pessoas por causa da cor, cultura ou origem étnica. Na saúde, as maiores vítimas são as mulheres negras e indígenas”, afirma o Inegra.

25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, constatar que ainda é tão marcante a ausência de políticas e de direitos que garantam o respeito às especificidades e diversidades dessas mulheres, mostra que o Brasil, em especial o Ceará, ainda tem muito a avançar.

O 25 de Julho foi instituído durante o 1° Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, na República Dominicana, com o objetivo de discutir e promover políticas de inclusão e debater sobre discriminação racial e de gênero. Desde então passou a ser um dia marcado por celebrações e atividades que dão visibilidade à identidade das mulheres negras e fortalecem suas lutas diárias contra as desigualdades, o racismo, a discriminação e o sexismo.

Redenção?

O estado do Ceará se vangloria de ter sido a primeira província brasileira a abolir a escravidão no Brasil, a ponto de ser conhecido como Terra da Luz. O feito aconteceu na cidade de Redenção em 25 de março de 1884 – quatro anos antes, então, do 13 de Maio, marcado pela assinatura da Lei Áurea, em 1888. A abolição, no entanto, se deu num contexto onde a presença do povo negro não era, sob o ponto de vista comercial, interessante para os fazendeiros e demais castas ricas cearenses, uma vez que não se teve fortemente a cultura de cana-de-açúcar ou do café, comuns em outros estados como Bahia e Rio de Janeiro, por exemplo.

“Negros no Ceará – Redenção?” é uma série de matérias elaboradas por ADITAL que busca retratar e questionar a história atual do povo negro no Ceará. Quais são suas lutas, como se identificam neste processo ainda bem marcado pelas nuanças brancas, o que tem a dizer sobre o orgulho de ser negro, o que acham das políticas afirmativas, o que pensam do preconceito. Essas são algumas das diretrizes que procuram evidenciar esta cultura rica que, embora invisibilizada, pulsa forte como uma batida do maracatu e que cada vez mais conquista seu espaço através de muita luta, que reverbera em seus tambores o ritmo da justiça e o anseio de peitar uma dívida histórica social.

Adital