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71% dos brasileiros não têm partido de preferência

urnaA percepção de aumento da corrupção combinada à expectativa de piora nas condições de vida deflagrou uma crise de representação no país, evidenciada pelo aumento na rejeição aos partidos políticos.

A fatia dos brasileiros que dizem não ter um partido de preferência saltou de 61% em dezembro de 2014 para 71% em janeiro deste ano. Trata-se do maior patamar desde o início da série histórica do Datafolha para essa pergunta, em agosto de 1989.

A rejeição à representação política já tinha dado um salto em junho de 2013 –época dos protestos que pararam o país–, quando passou de 55% para 64%. Desde então, oscilou próxima a esse patamar, mesmo durante a eleição presidencial de 2014.

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O aumento registrado agora foi silencioso, sem novas manifestações abrangentes de rua, mas confirma o desalento da população brasileira, que se refletiu nas respostas a outras perguntas feitas pelo Datafolha, como expectativa em relação ao futuro da economia e da própria situação financeira de cada um.

Todas indicaram um crescimento do pessimismo. O novo sentimento contrasta com o verificado até o fim do ano passado.

Três meses e meio após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o apoio da população ao PT recuou para o patamar de dezembro de 1998, pouco antes de o partido ter conseguido tirar do PMDB a preferência do eleitorado. Isso acabou pavimentando o caminho para a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, em sua terceira tentativa.

Entre dezembro de 2014 e janeiro deste ano, a parcela dos eleitores que dizem, em resposta espontânea, ter o PT como seu partido favorito caiu de 22% para 12%. Na época do mensalão, o nível mais baixo tinha sido de 15%.

SEM BENEFICIÁRIOS

A queda de apoio ao partido não beneficiou as legendas rivais. Principal sigla de oposição, o PSDB viu sua base de apoio ir de 7% para 5%. Algumas siglas pequenas oscilaram de 0% para 1%, mas o movimento tem sido pendular.

A dificuldade da oposição em capitalizar a desidratação do PT pode se explicar em parte porque, embora generalizado, o aumento do desalento em relação à sigla foi forte entre seu eleitorado mais fiel.

Na pesquisa de dezembro de 2014, entre os simpatizantes do PT, 71% consideravam o desempenho do governo ótimo ou bom.

Agora, esse índice é de 52%. Na via oposta, a fatia dos petistas que avaliam a administração atual como ruim ou péssima quadruplicou, passando de 3% para 12%.

A queda na avaliação de Dilma foi intensa entre a população de renda baixa e pouca escolaridade.

Embora permaneça em patamar mais elevado do que nos demais estratos, o recuo da aprovação entre os brasileiros que têm o ensino fundamental despencou de 54% para 31%.

No recorte dos que têm renda familiar mensal até dois salários mínimos, a queda foi de 50% para 27%.

Regionalmente, o recuo foi mais marcante no Nordeste com queda na aprovação de 53% para 29%.

Com isso, o Norte, onde a queda foi de 51% para 34%, ultrapassou o Nordeste como região onde o PT conta com seu maior apoio.

Os dados foram levantados pelo Datafolha em pesquisa realizada entre os dias 3 e 5 de fevereiro, com base em 4.000 entrevistas feitas em 188 municípios.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Uol

Maranhão amplia vantagem na preferência para o Senado

(Crédito: da assessoria)
(Crédito: da assessoria)

Em pesquisa divulgada pelo Jornal da Paraíba neste domingo (17), o candidato a senador pelo PMDB, José Maranhão, ampliou ainda mais a vantagem na preferência do eleitorado paraibano rumo ao Senado da República. O ex-governador agora está com 33% das intenções de voto, seguido por Wilson Santiago (PTB), com 12%, Lucélio Cartaxo (PT), com 7%, e Walter Brito (PTC) com 2%.

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Maranhão recebeu os números com serenidade e declarou que o momento é de manutenção do trabalho e intensificação da campanha. “Forte é o povo, pois esse resultado reflete o reconhecimento da população ao nosso trabalho. Porém o momento é de continuar com todo o empenho e apresentar nossas ideias, apresentando o que pretendemos fazer pela Paraíba no Senado”, analisou.

Ainda sobre os números, nos dois maiores colégios eleitorais do estado, representados por Campina Grande e João Pessoa, Maranhão dispara ainda mais na frente do 2º. colocado, obtendo 25% das intenções de voto. A pesquisa, registrada na justiça Eleitoral sob o protocolo PB-00016/2014, foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e ouviu 1.500 eleitores em todo o estado, entre 7 e 9 de agosto. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95,5%.

da redação como assessoria

Nadja admite composição com PMDB no 1º turno, mas dá preferência para candidatura própria

nadja-palitotPré-candidata do Partido dos Trabalhadores a governadora, a advogada Nadja Palitot admitiu durante entrevista ao programa Rede Verdade, da TV Arapuan, abrir diálogo com o PMDB para uma união entre os dois partidos já no primeiro turno. “Todas as possibilidades nesse campo podem ser conversadas, dialogadas e ser postas na mesa”, disse.

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Apesar de admitir a possibilidade, a coordenadora do Procon de João Pessoa ressaltou que a tese pelo lançamento da candidatura própria lidera no partido. “A tese de candidatura própria venceu no PED. Isso não é só uma intenção do prefeito, uma vontade minha ou de um grupo menor ou maior no partido. Foi uma decisão da grande maioria partidária no sentido de termos uma candidatura própria e essa candidatura está posta, mas não significa dizer que nós estamos fechados em copa e não vamos conversar com ninguém, nós vamos conversar com as pessoas”, declarou.

Ela aproveitou para alfinetar, indiretamente, o PMDB, que por reiteradas vezes afirmou que não abre mão da cabeça de chapa, com o nome do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego. “Essas chapas que já chegam prontas, fulano vai ser isso, beltrano vai ser aquilo, não, as coisas têm que ser dialogadas de uma maneira mais ampla, de maneira mais diversificada”, acrescentou.

Blog do Luís Tôrres

Nonato admite ter conversado com PSB, mas ratifica preferência por candidatura de Cássio

Nonato BandeiraO vice-prefeito de João Pessoa e presidente estadual do PPS, Nonato Bandeira, admitiu ter conversado com o presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, que manifestou a pretensão de dialogar com vistas a um entendimento das duas siglas para as eleições estaduais de deste ano.

Em entrevista a rádio  98 FM, Nonato declarou que Rosas pediu para apresentar a sua proposta aos filiados do PPS, mas ratificou que seu posicionamento em defesa da candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é claro.

Embora tenha aberto um canal de diálogo com Rosas, o vice prefeito deu a entender que dificilmente será favorável a uma reaproximação com o grupo político ligado ao governador Ricardo Coutinho.

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De forma categórica, ele disse que irá defender a candidatura do senador Cássio ao governo do Estado, e, consequentemente torcendo assim, pelo rompimento do PSDB, e PSB. Para ele, um dos nomes fortes para ser o candidato a vice em uma eventual chapa encabeçada pelo tucano, é o ex-prefeito de João Pessoa Luciano Agra. “Minha posição é clara: tenho dito que defendo a candidatura de Cássio, se for possível com ex-prefeito Luciano Agra na vice. Mas, isso não passa os por mim. O PSDB tem que lançar a candidatura de Cássio; o PEN aceita a indicação de Agra; e os filiados do PPS aprovarem a minha ideia. Essa é minha opinião”, disse.

PBAgora

Nadja Palitot e Marcos Henriques começam campanha para conquistar preferência

PTO Partido dos Trabalhadores está envolvido em mais uma disputa interna. Menos de um mês após a realização do Processo de Eleições Diretas (PED) que resultou na renovação do seu diretório Estadual, o PT agora vive o dilema para saber quem será o candidato da legenda ao governo do Estado em 2014. A ala liderada pelo prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo e pelo presidente Estadual da legenda, Charliton Machado, lançou no último dia 10, o nome da advogada Nadja Palitot como pré-candidata a governadora em 2014. Ela seria a opção do partido para o blocão, que é formado ainda pelo PP e PSC. Ladja aliás, já anunciou que vai deixar o Procom Municipal de João Pessoa para se dedicar a campanha. E garante que a sua pré-candidatura é prá valer.

Só que a petista não está com o caminho livre para concorrer ao Palácio da Redenção. A ala  do Partido dos Trabalhadores batizada de Frente Sindical liderada pelo deputado estadual Frei Anastácio lançou à pré-candidatura do presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, ao Governo do Estado nas eleições de 2014. A pré-candidatura é a segunda anunciada pela PT. Nadja Palitot terá de enfrentar Marcos Henriques, na preferência dos petistas para ser considerada a candidata da legenda ao Governo do Estado.

O lançamento de Marcos aconteceu após uma série de reuniões, sindicalistas dos setores bancários, da construção civil, têxteis, eletricitários, metalúrgicos, telefônicos, educação e saúde, além de representantes de movimentos sociais na Paraíba, decidiram pela indicação de Marcos Henriques, que segundo eles, poderá dialogar com a sociedade e representaria a renovação de conceitos e práticas exigidas pela população.

Marcos e Nadja já estão em plena campanha. Marcos Henriques garantiu que está disposto a debater com todas as forças do partido que se identificam com essa proposta, pois o PT não tem tradição de impor nomes. “Achamos extremamente democrático que apareçam segmentos organizados que queiram construir uma candidatura viável e que possam dialogar com os outros partidos políticos de nosso arco de alianças”, lembrou, acrescentando que considera salutar o partido dispor de mais de uma opção, pois quem ganhará com isso é o filiado, que vai poder cobrar posturas e analisar o candidato através de suas ações no presente, avaliando o passado dele para projetar o futuro.

“O PT não tem dono, e é isso que gostamos tanto, nossa democracia interna é muito importante e serve de referência para todos os outros partidos”, arrematou. Para Marcos Henriques, é importante que se abra o debate interno, inclusive ampliando essa discussão nos sindicatos, movimentos sociais e agrupamentos políticos. Para isso, espera ter a oportunidade de dialogar com o filiado, por considerar importante que na condição de candidato ao governo do PT, tenha em suas propostas a responsabilidade partidária de apresentação de políticas públicas acumuladas durante anos, que englobem e atenda a todos os segmentos da sociedade.

O ex-presidente do PT de João Pessoa Josenilton Feitosa avaliou negativamente “a antecipação do lançamento das duas candidaturas. “A mesma surpresa que nós tivemos com o nome de Nadja Palitot lançada pelo setor que hoje estar à frente da presidência do PT, nós tivemos da de Marcos Alves. Esse é o momento para de levar a instância do PT fazer o debate para depois começa a inscrever os nomes, infelizmente como o nome de Nadja foi lançado daquele jeito outros grupos acham no direito de fazer o mesmo”, disse.

PBAgora

Para estimular indústria, MS dará preferência a equipamentos nacionais em compras públicas

Mais de 80 itens fabricados no País poderão ser adquiridos pelo SUS a preços até 25% superiores aos  similares importados. Serão investidos R5 757 milhões para expansão do SAMU e construção de UPAs

Os equipamentos de saúde fabricados por empresas nacionais terão preferência sobre similares estrangeiros nas compras públicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). A medida faz parte do conjunto de ações de estímulo a compras governamentais de equipamentos dentro do Programa Brasil Maior, anunciado nesta quarta-feira (27) pela presidenta Dilma Rousseff.

“O cenário de crise nos preocupa, mas não nos amedronta. Nenhum país hoje permite aventuras fiscais que não levem em conta investimentos. Vamos proteger a produção e os empregos. Vamos criar e expandir parcerias internacionais. Estamos tomando todas as medidas no país”, assegurou a Presidenta Dilma Rousseff.

Para estimular a indústria nacional, serão estabelecidas margens de preferência de 8% a 25% para compra de equipamentos adquiridos. Mais de 80 itens fabricados no País poderão ser adquiridos pelo SUS a preços até 25% que similares importados.

“Queremos estimular a indústria nacional e ampliar a capacidade de atendimento do SUS com equipamentos de qualidade. Quanto mais complexo for o equipamento e quanto maior for a necessidade da rede pública para a ampliação de sua oferta, maior será o estímulo”, detalha o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Entre as medidas de estímulo à indústria, também consta a abertura de uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de equipamentos em saúde pelos estados e municípios.

O financiamento exigirá mínimo de 60% de índice de nacionalização para estimular a produção verticalizada de  equipamentos médicos no Brasil.  “As medidas têm como objetivo revitalizar a indústria nacional de equipamentos e reduzir a dependência do mercado internacional”, acrescenta Padilha. Segundo o ministro, o financiamento do BNDES vai permitir que estados e municípios equipem e modernizem a rede de saúde pública, desde a atenção básica até a alta complexidade.

SAMU– Também integra estas ações o investimento de R$ 757 milhões para a expansão da cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de urgência (SAMU 192) e para a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h).Na aquisição de 2.125 ambulâncias do SAMU 192, estão sendo investidos R$ 326,2 milhões. A medida tem como objetivo renovar a frota com vida útil vencida, permitindo que o Sistema Único de Saúde atenda mais, e de maneira mais qualificada, as ocorrências recebidas no serviço. Para a construção e ampliação de 192 UPAs 24h, estão sendo direcionados recursos de R$ 431,5 milhões..

Além desses investimentos, os serviços de Atenção Básica também receberão reforços. Será empenhado o valor de R$ 1,156 bilhão para a construção de 1.253 Unidades Básicas de Saúde. Outras 5.622 UBS serão ampliadas em todo o Brasil, o que capacitará uma expansão do número de atendimentos nos postos de saúde.

MEDICAMENTOS – A Saúde foi a primeira área a adotar margens adicionais para produção estratégica, selecionando produtos biológicos com grande aplicação em oncologia e em outras doenças crônicas relevantes. A medida que estabeleceu margens de preferência para medicamentos produzidos nacionalmente, já está valendo desde maio. Estão contemplados 126 produtos de saúde, que podem ser adquiridos por preços até 25% superiores aos dos demais, de acordo com a complexidade tecnológica e a importância para o sistema público.

São 78 medicamentos e fármacos, quatro insumos e 44 produtos biológicos. A margem de preferência é calculada em termos percentuais em relação à proposta melhor classificada para produtos manufaturados estrangeiros no processo licitatório.

As compras dos medicamentos e vacinas corresponderam, em 2011, a R$ 4 bilhões (do total dos R$ 12 bilhões gastos com medicamentos) e respondem por cerca de 20% do déficit externo do setor.  Com a aplicação das margens, estima-se impacto no mercado nacional de R$ 2 bilhões e geração de cinco mil empregos, além da arrecadação adicional de R$ 50 milhões.

Agência Saúde