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Justiça Federal determina reintegração de posse na UFPB e manda estudantes desocuparem prédio da reitoria sob pena de multa no valor de R$ 1.000

Os estudantes que protestam acorrentados em frente à reitoria da Universidade Federal da Paraíba tiveram uma ordem de reintegração de posse do prédio, no Campus I, determinada pelo Juiz Bruno Teixeira de Paiva, Juiz Federal Titular da 2ª Vara. A pena é multa de R$ 1 mil para cada dia de descumprimento.

O grupo protesta contra a nomeação do reitor Valdiney Veloso Gouveia, que foi escolhido pelo presidente Bolsonaro, na lista tríplice encaminhada pela Universidade. Valdiney foi o último da lista.

Veja a decisão na íntegra:

Trata-se de ação de reintegração/manutenção de posse proposta pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB em face de réus de qualificação desconhecida, com pedido de liminar, objetivando a expedição de mandado de reintegração de posse, com a consequente retirada de todos os requeridos que se encontram ocupando irregularmente a entrada da Reitoria da UFPB, campus universitário de João Pessoa, a fim de desobstruir o acesso ao referido prédio e suas instalações, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso no cumprimento da ordem judicial, bem como de serem tomadas as medidas de força cabíveis, em caso de descumprimento da ordem judicial.

Para tanto, a UFPB alega que:

– é legítima proprietária e possuidora dos prédios instalados em seu Campus, os quais são caracterizados como bens públicos de uso especial, por serem essenciais à prestação do serviço público de educação de nível superior prestado pela autora, dentre os quais se inclui o da Reitoria, que foi invadido/ocupado por estudantes, desde a noite de 06/11/2020;

– os invasores estão impedindo o ingresso e o livre trânsito de servidores, terceirizados, demais alunos e pessoas em geral, mediante ameaças e colocação de cadeados nos portões;

– a invasão teve início a partir da nomeação, no dia anterior, pelo Presidente da República, do Professor Valdiney Veloso Gouveia, terceiro colocado da lista tríplice do Conselho Superior da UFPB, para o cargo de Reitor da Universidade Federal da Paraíba;

– desde então, os invasores permanecem na Reitoria da UFPB, com correntes e cadeados, impedindo o acesso de servidores, com ameaças e intimidações, em manifesto prejuízo ao funcionamento da instituição;

– as fotografias encartados à inicial comprovam o esbulho possessório praticado pelos estudantes no prédio da Reitoria da UFPB, e há receio de que aumente expressivamente o número de manifestantes dentro e fora da Reitoria, já que circulam pelas redes sociais calendários e convocações para novos protestos na Reitoria contra a nomeação do Reitor da UFPB, conforme provas acostadas aos autos;

– tais fatos inequivocamente estão provocando desordens e tumulto que podem resultar em danos à integridade física dos servidores, transeuntes da região, dos próprios manifestantes, bem como danos ao patrimônio da UFPB;

– diante de tal ameaça, antevendo a possibilidade de a Universidade ser posta em iminente perigo, inviabilizando suas atividades, é que se ajuíza a presente ação;

– os atos que estão sendo praticados pelo grupo, além de atentarem contra o patrimônio público e a liberdade de trabalho, passíveis de caracterização de ilícito penal, ameaçam/violam literal e visceralmente o direito de posse da autarquia federal em questão, que teve as suas dependências interditadas e, consequentemente, de se ver totalmente impedida do exercício das atividades que lhe competem, em decorrência do referido movimento;

– a ocupação no prédio da Reitoria da UFPB, além de colocar em risco a integridade de servidores e alunos no espaço físico da Universidade bem como os bens públicos envolvidos, está interferindo e limitando a liberdade de ir e vir dos que trabalham ou frequentam em suas instalações;

– restando infrutíferas as tentativas de negociação amigável, não restou à UFPB outra alternativa, senão socorrer-se do Poder Judiciário, para que seja permitido o livre acesso às dependências da Reitoria pelos servidores que desejam trabalhar, a fim de que todos os serviços e atividades sejam restabelecidos, com a realização de aulas e demais atividades, em homenagem à necessária continuidade do serviço público.

Relatei para o ato. Decido.

As declarações da demandante na inicial e os elementos de prova documental encartados aos autos denotam que o caso é de posse nova, ou seja, de menos de ano e dia. Logo, a teor do disposto no art. 558, do CPC/2015, o procedimento a ser adotado na espécie deverá ser o de manutenção e reintegração de posse, de maneira que o exame do pedido liminar deve ter como norte os arts. 560 a 563 do CPC/2015.

O art. 1.210 do CC/2002 dispõe que o possuidor tem direito a ser mantido na posse do imóvel em caso de turbação, restituído por motivo de esbulho, bem como segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Ademais, os arts. 560 e 561, ambos do CPC/2015, estabelecem que o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado em caso de esbulho, devendo ele, no caso da ação possessória, provar a sua posse; a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; a data da turbação ou do esbulho; a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração.

Os arts. 562 e 563, do CPC/2015, preceituam que, estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. Considerada suficiente a justificação, o juiz fará logo expedir mandado de manutenção ou de reintegração.

No caso dos autos, é fato público e notório, amplamente divulgado na imprensa local, a invasão ao prédio da Reitoria ocorrida após a nomeação do novo Reitor da UFPB, pelo Presidente da República, ato publicado no Diário Oficial da União de 05/11/2020.

As fotos coligidas à inicial, bem como as matérias publicadas em vários veículos de imprensa1, demonstram que os invasores ocupam irregularmente o local há mais de 70 horas, impedindo o acesso ao prédio da Reitoria.

A irresignação quanto à nomeação do Reitor da instituição não pode inviabilizar direitos e garantias constitucionalmente assegurados, como o direito de propriedade (CF, art. 5º, inciso XXII) e a liberdade de locomoção (CF, art. 5º, XV).

Nem mesmo eventual alegação de exercício do direito de reunião ou de livre manifestação do pensamento respaldaria a invasão de prédio público, como forma de protesto, muito menos nos moldes ocorridos atualmente, com pessoas acorrentadas à porta de entrada da Reitoria, a fim de impedir o acesso de servidores, terceirizados, estudantes e do público em geral.

Sobre o direito de reunião, a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, XVI: “XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”.

É certo que a liberdade de reunião é direito de estatura constitucional, que dá vazão à liberdade de expressão do pensamento e de comunicação (art. 5º, IV e IX, da CF), corolários do Estado Democrático de Direito.

Como toda garantia constitucional, porém, o direito de reunião não é absoluto, devendo ser sopesadas as circunstâncias em que exercido, para que não viole outros direitos fundamentais, a exemplo, no caso específico, de propriedade e da liberdade de ir e vir.

O direito de reunião, como delineado no art. 5º, XVI, da CF, depende apenas de prévio aviso à autoridade competente, quando exercido em local aberto ao público, pacificamente e sem armas.

Na presente situação, embora os manifestantes afirmem tratar-se de “protesto silencioso”, o ato está sendo praticado mediante esbulho, impedindo o livre exercício da posse, por parte da autora. E, ainda que, até o momento, não se tenha relatado violência por parte dos manifestantes, não há como considerar pacífica uma aglomeração de pessoas que está impedindo – além do já citado direito de ir e vir-, a regular prestação de serviço publico essencial ao bom andamento da instituição.

Desse modo, havendo evidência do esbulho realizado, tenho que, neste exame preliminar dos autos, restou demonstrado a probabilidade do direito na forma como alegado na inicial.

O perigo de dano se mostra evidente, eis que a autora encontra-se impedida de utilizar a área invadida para o desempenho de suas atividades institucionais.

Ante o exposto, defiro a tutela de urgência requerida na inicial, para determinar a reintegração da autora na posse do prédio da Reitoria do Campus I.

Determino a imediata expedição de mandado de reintegração de posse, devendo os Oficiais de Justiça, antes do seu cumprimento, intimar os manifestantes/ocupantes da Reitoria da UFPB para que desocupem o local, e de lá retirem todos os seus objetos.

Cientifiquem-se os réus/ocupantes de que, na hipótese de descumprimento do mandado de reintegração, haverá a desocupação forçada do imóvel, inclusive mediante o uso de força policial, caso essa medida seja necessária.

A Secretaria da Vara deverá notificar a UFPB imediatamente, inclusive por fax, telefone e/ou “e-mail”, para que indique, com urgência, o nome do preposto com poderes de recebimento do local, a quem caberá acompanhar a diligência de reintegração de posse a ser realizada por 02 (dois) Oficiais de Justiça.

Em seguida, o Diretor de Secretaria, depois de estabelecidas a hora e a data de cumprimento da diligência, comunicará ao preposto da UFPB o dia e o horário em que este deverá comparecer ao local, juntamente com os Oficiais de Justiça, para acompanhar o cumprimento do mandado de reintegração de posse.

No dia útil seguinte ao prazo anteriormente estabelecido, os Oficiais de Justiça deverão retornar ao endereço indicado juntamente com o representante da UFPB, portando o mandado de reintegração, ocasião em que certificarão quanto à desocupação, ou não, do bem, imitindo imediatamente a autora na posse do imóvel.

Quanto ao prosseguimento do feito, adote a secretaria as providências a seu cargo, tão logo decorrido o prazo da contestação.

João Pessoa/PB, (na data de validação no Sistema PJE).

[DOCUMENTO ASSINADO ELETRONICAMENTE]

BRUNO TEIXEIRA DE PAIVA

Juiz Federal Titular da 2ª Vara

 

paraiba.com.br

 

 

Adolescente cai de prédio de quatro andares em João Pessoa

Um adolescente de apenas 14 anos foi vítima da queda de um prédio de quatro andares na tarde dessa quarta-feira (29). O caso foi registrado em um condomínio no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa.

A vítima – que tem deficiência intelectual – teria caído após se posicionar na janela do apartamento. Ele mora com irmãos.

A síndica do condomínio informou ter acionado o conselho tutelar para verificar a situação do adolescente. A vítima foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado de saúde não foi divulgado.

*Portal T5*

 

 

Prefeito de Tamandaré contratou a mãe de Miguel, que caiu de prédio, como servidora

A pernambucana Mirtes Renata de Souza, mãe do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu após cair do nono andar de um prédio no Recife, era contratada como servidora pública da Prefeitura de Tamandaré. O patrão da empregada doméstica é o prefeito da cidade, Sérgio Hacker Corte Real (PSB), que no dia 1º de fevereiro de 2017 inseriu a sua funcionária pessoal no quadro dos servidores do município. A informação é da jornalista Ciara Carvalho, do Jornal do Commercio de Pernambuco, e foi confirmada pelo EXTRA.

Mirtes, que trabalhava para Sarí Corte Real, primeira-dama de Tamandaré e que foi presa em flagrante logo após a morte do pequeno Miguel e liberada após pagar fiança de R$ 20 mil, está cadastrada como Gerente de Divisão CC6, com lotação em Manutenção das Atividades de Administração. É um Cargo Comissionado e que, até o momento, não consta qualquer desligamento.

As informações estão no Portal da Transparência de Tamandaré. Na folha de pagamento da prefeitura, consta que a empregada recebia um salário de R$ 1.517,57 até março de 2020. No entanto, nos dois últimos meses, abril e maio, o pagamento baixou para R$ 1.093,62, que é o valor atual do salário mínimo, deixando a remuneração R$500 a menos do que as anteriores.

A empregada Mirtes Renata de Souza consta como funcionária da prefeitura de Tamandaré
A empregada Mirtes Renata de Souza consta como funcionária da prefeitura de Tamandaré Foto: Reprodução / Portal da Transparência de Tamandaré

Na descrição do contrato, fica claro que não foi exigido qualquer comprovante de escolaridade, enquanto a carga horária aparece com um total de zero horas semanais, o que pode ser entendido como “funcionária fantasma”. Procurada pelo EXTRA, a prefeitura de Tamandaré ainda não se manifestou.

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) confirmou, nesta sexta-feira, que deu início as investigações na Prefeitura de Tamandaré para apurar o fato.

A empregada Mirtes Renata de Souza consta como funcionária da prefeitura de Tamandaré
A empregada Mirtes Renata de Souza consta como funcionária da prefeitura de Tamandaré

Caso Miguel

Miguel era filho único de Mirtes Renata Souza e morreu nesta terça-feira, dia 2, ao cair do nono andar de um prédio no bairro São José, no Centro do Recife. Ela que trabalhava no apartamento da patroa, no quinto andar, desceu ao térreo para passear com o cachorro e deixou o filho aos cuidados dela. A empregadora permitiu que o menino, de apenas 5 anos, entrasse no elevador sozinho para procurar a mãe, e ele acabou se perdendo no prédio: desceu no nono andar, onde fica uma área comum com os aparelhos de ar-condicionado, escalou a grade que protegia os equipamentos e caiu de uma altura de 35 metros.

Miguel Otávio, de 5 anos, caiu de nono andar de prédio no Recife
Miguel Otávio, de 5 anos, caiu de nono andar de prédio no Recife Foto: Reprodução/Facebook

Na quinta-feira, um dia após enterra o filho, a empregada doméstica desabafou sobre sua perda e sobre a responsabilidade de sua patroa na tragédia.

“Ela confiava os filhos dela a mim e à minha mãe. No momento em que confiei meu filho a ela, infelizmente ela não teve paciência para cuidar, para tirar (do elevador). Eu sei, eu não nego para ninguém: meu filho era uma criança um pouco teimosa, queria ser dono de si e tudo mais. Mas assim, é criança. Era criança”, afirmou, em entrevista à TV Globo.

As autoridades, que atuaram a patroa por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, não revelaram a identidade dela. Mirtes que trouxe o nome de Sari Corte Real à tona e desabafou:

“Se fosse eu, meu rosto estaria estampado, como já vi vários casos na televisão. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias. Mas o dela não pode estar na mídia, não pode ser divulgado. Se fosse eu, a essa hora, já estava lá no Bom Pastor (Colônia Penal Feminina), apanhando das presas por ter sido irresponsável com uma criança”.

 

Extra

 

 

Botijão de gás explode e provoca incêndio em prédio na cidade de Santa Luzia

Uma explosão causada pelo vazamento de um botijão de gás, por pouco não causou uma tragédia com vítimas na cidade de Santa Luzia no Sertão da Paraíba. Ainda assim o vazamento provocou um incêndio no prédio.

O fogo foi registrado às 20h30m desse sábado (04), mas não há informações de feridos. Segundo a Polícia Militar, houve uma explosão após o vazamento e as chamas tomaram conta do prédio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas.

pbagora

 

 

Morre Heraldo Nóbrega após cair do 16º andar de prédio em JP

Faleceu Na madrugada desta sexta-feira (29) o jornalista Heraldo Nóbrega que atuava como apresentador na TV Master. O jornalista lutava contra depressão e durante esta noite caiu do 16º andar do edifício Spazio di Napoli, Tambauzinho, onde morava com sua irmã.

Um dos mais antigos jornalista atuando na televisão paraibana, Heraldo Nóbrega transitava nos bastidores da política paraibana com muito respeito e credibilidade. Ao longo de quase quatro décadas exerceu os cargos de editor-chefe do jornal O Norte, editor do jornal Correio da Paraíba e Superintendente do jornal A União.

A perícia está no local fazendo todo levantamento do ocorrido.

 

pbagora

 

 

Prédio de cinco andares em construção desaba, em João Pessoa

Um prédio de cinco andares, que estava em construção no bairro da Torre, em João Pessoa, desabou na noite desta quarta-feira (10). De acordo com o Corpo de Bombeiros, carros com até 50 metros de distância do local foram atingidos por pedras.

A obra é o anexo de um hospital particular que fica ao lado da construção. Uma imagem de câmera de segurança registrou o momento do desabamento, quando muita fumaça se espalhou pela rua. Algumas casas foram atingidas por pequenos entulhos do prédio.

A Defesa Civil interditou a área para que uma perícia seja realizada e determine as causas do desabamento. Pessoas que estavam perto do local sentiram um tremor no momento do desabamento. Ninguém ficou ferido.

Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

G1

 

Moradores de prédio que desabou parcialmente e corre risco de cair relatam como escaparam sem ferimentos

Moradores do prédio no Bairro Maraponga, em Fortaleza, que desabou parcialmente e corre o risco de ruir, passaram a madrugada deste domingo (2) num misto de tristeza, revolta e alívio por terem saído sem ferimentos e incerteza quanto ao destino de suas moradias. Após deixarem suas residências, muitos foram dormir em casas de parentes ou conhecidos. Alguns, entretanto, passaram a noite na rua onde moravam.

Moradores do residencial voltaram ao prédio em busca de informações durante a noite do sábado. — Foto: Leabém Monteiro/SVM

Moradores do residencial voltaram ao prédio em busca de informações durante a noite do sábado. — Foto: Leabém Monteiro/SVM

Por volta das 17h deste sábado (1º), o prédio residencial teve a estrutura danificada após colunas de sustentação romperem e o prédio cair, esmagando o térreo. Alertados por estalos, os moradores das 16 unidades deixaram o local a tempo e ninguém se feriu. De acordo com a Defesa Civil de Fortaleza e o Corpo de Bombeiros, há risco real do imóvel desabar completamente a qualquer momento. Outras 12 casas vizinhas ao edifício tiveram danos e os moradores foram evacuados.

“Eu estava no quarto, tinha acabado de sair do banho e senti que o prédio balançou. A gente saiu descendo as escadas correndo e avisando pro pessoal que [o prédio] estava desabando. Graças a Deus eu saí com vida”, contou o coordenador de logística Roberto Patriolino, morador do local. “Ninguém consegue nem dormir, eu não vou nem pregar o olho, mas vou ficar na casa da minha noiva essa noite”.

Roberto relatou ao G1 que perdeu tudo: carro, computador, que era seu instrumento de trabalho, celular, notebook, documentos e todos os móveis do apartamento.

‘Pressentimento’

A vendedora Roberta Veras não estava no apartamento no momento do desabamento e foi ao local durante à noite após o ocorrido. Ela disse que morava no prédio há seis anos, mas teve um pressentimento e já estava há alguns dias dormindo na casa da mãe. “Têm dois ou três meses que eu estava achando estranho, vendo rachaduras. Eu tive um pesadelo, que o prédio estava caindo e comecei a ir para minha mãe com o meu filho”, afirmou.

Morador voltou para ver o que havia sido destruído na residência que fica próxima ao prédio. — Foto: Reprodução/TV Diário

Morador voltou para ver o que havia sido destruído na residência que fica próxima ao prédio. — Foto: Reprodução/TV Diário

Não foram apenas os condôminos que tiveram prejuízos. Moradores do entorno também tiveram suas residências destruídas após o desmoronamento. É o caso do montador Leonardo Rodrigues, que vivia com o pai numa casa ao lado do prédio, também destruída com o impacto do desabamento do edifício.

“Não tem canto certo pra gente dizer onde vai passar a noite. Já coloquei umas coisinhas que tenho na casa do meu primo, mas o resto das coisas, vai demorar muito tempo para resolver. Ninguém sabe como é que vai ser. Vamos esperar a resposta da Defesa Civil”, disse.

Solidariedade

Um grupo de mulheres preocupadas com o ocorrido e querendo ajudar de alguma forma se voluntariaram e levaram sopas e outros alimentos os moradores desalojados na Travessa Campo Grande.

Voluntárias prepararam sopa para alimentar os moradores da Rua Travessa Campo Grande em Fortaleza — Foto: Reprodução/TV Diário

Voluntárias prepararam sopa para alimentar os moradores da Rua Travessa Campo Grande em Fortaleza — Foto: Reprodução/TV Diário

A Defesa Civil do Município de Fortaleza informou que enviou duas equipes do Núcleo de Ações Emergenciais ao local para realizar uma vistoria e isolar a área, além de dar apoio às famílias.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar também estiveram durante a noite no local para dar apoio e assistência. A área foi isolada com uma faixa para evitar que curiosos ou moradores se aproximem do imóvel.

G1

 

 

Mãe joga filha de 4 anos do quinto andar de prédio e depois se atira

A polícia investiga o caso de uma criança de 4 anos que caiu do quinto andar de um prédio na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. A menina sobreviveu, pois, foi amortecida por um carro que estava entrando no edifício.

A Polícia Militar foi chamada por volta da 00h30 e a informação que chegou para os policiais, por meio do serviço 190, era de que a criança tinha sido jogada pela mãe.

Enquanto a menina era socorrida, a mulher estava trancada sozinha no apartamento e os bombeiros tentaram negociar a saída dela. Por volta das 2h30, a mãe colocou fogo nas cortinas da casa. O policial militar Daniel César Garcia disse que, quando os bombeiros tentaram entrar no apartamento para evitar o incêndio, a mulher pulou pela janela.

Mulher se joga do quinto andar em prédio no Jaguaré, Zona Oeste de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulher se joga do quinto andar em prédio no Jaguaré, Zona Oeste de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo a PM, mãe e filha foram trazidas para o Hospital das Clínicas (HC). A criança teve ferimentos leves por conta do impacto contra o para-brisa do carro na hora da queda, o quadro dela é estável. A mãe estava inconsciente quando foi resgatada e o HC afirma que o estado dela é grave.

G1

 

Justiça Federal da PB leiloa hotel, hospitais, postos e prédio de rádio

Diversos bens serão leiloados pela Justiça Federal na Paraíba (JFPB) na próxima quinta-feira (16). O evento, que será realizado presencialmente no auditório do edifício-sede do órgão, em João Pessoa, está agendado para às 9h. Os itens listados no edital são relativos a processos que tramitam nas seguintes Varas: 5ª (João Pessoa), 8ª (Sousa), 11ª (Monteiro), 12ª (Guarabira) e 14ª (Patos). Os interessados também poderão participar por meio das modalidades telepresencial (videoconferência nas Subseções Judiciárias de Guarabira, Monteiro, Patos e Sousa) e virtual, diretamente nos sites dos leiloeiros cadastrados (ver edital).

Na lista de bens constam: o prédio onde funciona atualmente o Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba (antigo Prontocor), o prédio do antigo Hotel Ouro Branco (atual Aram Beach e Convention), o prédio do Instituto de Psiquiatria da Paraíba, o prédio do Instituto de Pneumologia da Paraíba, o prédio onde funciona a Rádio Santa Rita, propriedades da Companhia Usina São João, além de posto de combustíveis, apartamentos, casas, lotes, ônibus, caminhão, automóveis, motocicletas, máquinas industriais, entre outros.

A maioria dos itens poderá ser arrematada, salvo os casos previstos no edital,  por um preço mínimo de 50% do valor da avaliação, conforme determina o Novo Código de Processo Civil. Qualquer cidadão, acima de 18 anos, poderá se apresentar na sede da Justiça Federal e oferecer os lances. Já o interessado em participar do leilão via internet deverá se cadastrar, previamente, com antecedência mínima de 72 horas da data do evento e de modo absolutamente gratuito, ficando o interessado responsável civil e criminalmente pelas informações lançadas no preenchimento do cadastro, oportunidade que preencherá os dados pessoais e aceitará as condições de participação previstas no Edital e no Termo de Compromisso, constantes no site http://web.jfpb.jus.br/leilaoJFPB.

Dentro do projeto “Leilão Eficaz” da JFPB, o evento se repetirá, em 2ª data, no dia 28 de maio também em João Pessoa, com transmissões nas modalidades telepresencial e virtual.

PB Agora

 

Incêndio atinge prédio com arquivos da prefeitura de Ingá, PB

Um incêndio atingiu uma sala onde ficavam documentos de arquivo morto da Prefeitura Municipal de Ingá, no Agreste paraibano, na noite deste sábado (20). As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros, mas ainda não há uma dimensão do que foi perdido.

G1 tentou entrar em contato com a prefeitura de Ingá, mas as ligações não foram atendidas.

Segundo a Polícia Civil, os documentos ficavam nos fundos de um prédio, no centro da cidade. O que gerou um grande preocupação é que o local fica vizinho a um depósito de gás, mas as chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros antes de que houvesse um risco maior do incêndio atingir o depósito vizinho.

O incêndio vai ser investigado pela Polícia Civil. Até 8h50 deste domingo (21) o local ainda não havia passado por perícia do Corpo de Bombeiros. Ainda não é possível dizer se o incêndio foi acidental o criminoso.

G1